Na lista negra de Hollywood: Alá é amoroso, mas a não aceitação da homossexualidade leva à violência, sadismo e terrorismo

Julio Severo

Geralmente, nas culturas islâmicas os pais matam os filhos homossexuais. Até mesmo na cultura ocidental, eles os matam. Por exemplo, uma manchete da FoxNews disse: “Pai em Los Angeles alegadamente matou filho porque ele era gay.” O pai era Shehada Issa, um homem muçulmano.

Entretanto, pelo fato de que em Hollywood a realidade não faz sentido, num episódio intitulado “The Djinn” no seriado americano de suspense e crime Lista Negra (The Blacklist), o roteiro foi fantasticamente irreal. Um empresário muçulmano nos EUA havia sido raptado, e enquanto a polícia, até o FBI, o está procurando, ninguém sabe que ele está preso no quarto de dormir de sua alegada filha Nasim, cuja fantasia é torturá-lo e matá-lo.

Em determinada altura, com o pai amarrado e torturado, Nasim disse: “Alá nos ensina o perdão.” Essa foi a única menção de Alá no filme: um deus amoroso que supostamente ensina que em vez de violência, seus adeptos devem praticar amor e perdão. Mas esse é um Alá artístico fabricado nos EUA, pois o real Alá não perdoador, que ensina seus adeptos a matar 100.000 cristãos por ano, não faz sentido para mentes politicamente incorretas.

Então Alá precisou ser reinventado por Hollywood para ter uma imagem fictícia americana do que ele não é nas culturas islâmicas, e também para ser parte de uma máquina de fazer dinheiro de uma Hollywood que transforma pesadelos reais em fantasias lucrativas.

Em seguida Nasim acrescenta: “Mas algumas coisas são imperdoáveis.”

É óbvio que para o Alá real, um muçulmano aceitando Jesus Cristo como seu Salvador é “imperdoável.” Mas o que é “imperdoável” para Hollywood e seu Alá? A não aceitação da homossexualidade!

Aparece o criminoso-herói Raymond “Red” Reddington (papel desempenhado pelo ator James Spader) e Nasim lhe diz: “O que você quer?”

Reddington: “Oferecer minhas simpatias.”

Em seguida, num dos maiores sermões “morais” na Lista Negra, e talvez em toda a história de Hollywood, ele deu uma lição de moral sobre como Nasim nasceu homem, mas seu pai, contra sua vontade, o transformou numa “mulher” para proteger sua família de vergonha. O personagem de Reddington usa e abusa da palavra “escolha” de um jeito holllywoodiano perverso.

“Escolha” é uma palavra enganosa em Hollywood e nos EUA. Você é um criminoso nos EUA se você força uma mulher a abortar seu bebê em gestação. Mas se ela escolhe abortar por livre vontade, não é crime. Aliás, você é rotulado um criminoso se você tentar impedi-la de matar o bebê dela!

Escolha, Alá, o islamismo e a homossexualidade são vacas sagradas no roteiro, nunca para serem mencionados negativamente. Vamos ver a conversa deles:

Nasim: Sei quem é você.

Reddington: E eu sei quem é você, Nasim. Que nome belo. Significa “brisa” em persa. Mas você não nasceu Nasim. Você nasceu Nasir — “o vitorioso.” Que ironia. Mas um menino. Um menino perfeitamente saudável.

Outro personagem diz para Nasim: Sabemos que você é o Djinn.

Reddington: E este deve ser seu pai. O açougueiro. Diga-me, Bahram, foi tão horrível descobrir que seu filho de 19 anos, seu filho mais velho, era gay? Tão horrível que você o forçou contra a vontade dele a ser operado, mudar seu gênero, para lhe dar uma filha no lugar de seu filho, que é gay?

Bahram, o pai de Nasim, tremendo: Os clérigos aceitam… As pessoas podem estar aprisionadas na armadilha do corpo do sexo errado. A lei diz…

Nasim: Eu não estava aprisionado numa armadilha. Eu gostava do meu corpo. Eu gostava de homens.

Bahram: Eu queria proteger você, Nasim. Eles poderiam ter matado você.

Reddington: Por ser gay. Eles são tão homofóbicos que ser gay é um crime repugnante, mas cortar o pênis de um homem não é? Honestamente, será que só eu estou, ou será que a raça humana está, armada de religião, envenenada pelo preconceito, e absolutamente desvairada de ódio e medo, galopando confusa de volta para a Idade Média? Quem na terra fica ofendido com uma menininha indo para a escola ou uma criança sendo gay? Vamos ser sinceros, Bahram. Você não mudou seu filho para protegê-lo. Você o mudou porque ele era um desgosto para você.

De acordo com seu roteiro hollywoodiano, Nasim se tornou “O Djinn,” um criminoso sádico que ajuda a realizar fantasias de vingança por meio de sequestros terroristas, não por causa de Alá, mas porque seu pai não aceitou sua homossexualidade. O islamismo é inocente na violência de Nasim e seu pai.

De acordo com a demonologia muçulmana, o Djinn (que em português significa “gênio”) é um espírito de uma classe que habita a terra, assume formas humanas e animais e exerce poder sobrenatural. É de maravilhar que o episódio intitulado “The Djinn” da Lista Negra pareceu inspirado por demônios?

De acordo com a visão de Hollywood, não é o islamismo, ou Maomé ou o Corão que leva os muçulmanos ao terrorismo. É a não aceitação da homossexualidade!

A não aceitação da homossexualidade leva as pessoas à violência, sadismo e terrorismo — no mundo maligno de Hollywood. O roteiro deixou claro que seu Alá hollywoodiano não teve nenhum papel na violência perpetrada por seus adeptos islâmicos.

Na vida real é muito diferente. A maioria dos muçulmanos no Oriente acha que um tratamento cruel para os homossexuais é perfeitamente justificável.

Os livros escolares de educação islâmica, usados oficialmente pelo Ministério da Educação da Arábia Saudita, dizem:

“A homossexualidade é um dos pecados mais nojentos e um dos maiores crimes… É uma perversão vil que vai contra a sã natureza, e é um dos pecados mais depravados e detestáveis… O castigo para a homossexualidade é a morte… [O criminoso] deve ser queimado vivo. Outros sugerem que ele deve ser apedrejado ou jogado de um lugar elevado”.

A Arábia Saudita, um aliado dos EUA, é a capital do islamismo no mundo.

Dez países muçulmanos oficialmente impõem a pena de morte para os homossexuais. Esses países são Arábia Saudita, Irã, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e alguns estados da Malásia.

Outros países muçulmanos não têm pena de morte oficial para os homossexuais, mas os homossexuais são mesmo assim mortos pela polícia e pela população.

No mundo islâmico real Nasim não teria, a força ou não, tido nenhuma oportunidade de viver. A homossexualidade é punida com a morte no islamismo. Assim a lição de moral dada pelo criminoso-herói Reddington sobre não dar livre escolha para homossexuais não é sobre o islamismo, que na vida real mata homossexuais, mas o qual em Hollywood tem um Alá amoroso. É sobre o Cristianismo.

Hollywood, que tem medo de tratar o islamismo como uma religião que controla as pessoas e as leva à violência, se sente livre para fazer essa representação negativa do Cristianismo. Por exemplo, no episódio “Sir Crispin Crandall”, a Lista Negra tem uma cena em que o maligno diretor da CIA interrogou um criminoso usando a Bíblia. Ele disse para o criminoso, mostrando as fotos dos filhos do criminoso:

“Você conhece a Bíblia, sr. Karpos? Eu conheço. Em determinado tempo, cheguei a considerar a possibilidade de ser padre. Você consegue imaginar? Há uma passagem — Êxodo 20:5-6. ‘Porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos.’ Nós não desejaríamos isso. Desejaríamos, sr. Karpos?”

Depois da ameaça “velada” contra seus filhos, o criminoso revelou toda a informação que o diretor da CIA queria!

Dá para você imaginar Hollywood apresentando um diretor da CIA ameaçando violência contra os filhos de alguém usando o Corão? Hollywood consegue proteger o islamismo e o homossexualismo ao mesmo tempo, mas não o Cristianismo evangélico que fundou os Estados Unidos.

O fato é que as pessoas são controladas por ideologias, que as levam à violência. Hollywood representa uma ideologia esquerdista que protege o islamismo violento, retrata o Cristianismo como violento e pinta a homossexualidade como uma “escolha” boa e até compulsória, inclusive para crianças.

As fantasias de Hollywood cometem estupros violentos contra a verdade por amor a suas próprias mentiras lucrativas.

O Alá hollywoodiano perdoa e aceita a homossexualidade. Mas para Hollywood, a não aceitação da homossexualidade é um “crime” imperdoável.

Hollywood está flertando com Alá à custa da verdade, da realidade e do Cristianismo evangélico que fundou os EUA.

Muitas vezes o Reddington de sangue frio mata outros criminosos. Fico pensando no que ele faria com George Washington, o primeiro presidente dos EUA, que expulsou um soldado por homossexualidade.

Hollywood mostraria Washington como um criminoso digno de receber uma lição de moral e até mesmo ser morto por Reddington?

Hollywood o mostraria como um homem em necessidade de aprender com o Alá hollywoodiano como perdoar seu soldado homossexual?

Hollywood o mostraria como o demônio Djinn por sua oposição à homossexualidade?

Seja como for, a Lista Negra jamais fará isso com o islamismo, o Corão e a Arábia Saudita. Só cristãos e a Bíblia estão na lista negra de Hollywood.

O que Hollywood está esperando para colocar Washington em sua lista negra?

Versão em inglês deste artigo: In Hollywood’s Blacklist: Allah Is Loving, But Non-Acceptance of Homosexuality Leads to Violence, Sadism and Terror

Fonte: www.juliosevero.com

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Conservapedia e a Inquisição

Julio Severo

Conservapedia é um projeto de enciclopédia wiki de língua inglesa escrita a partir de um ponto-de-vista conservador, criacionista e cristão americano. O site (www.conservapedia.com) foi iniciado em 2006 para se opor ao preconceito esquerdista e relativismo moral presentes na Wikipédia.

O fundador e dono da Conservapedia é o professor americano de homeschooling e jurista católico Andrew Schlafly, filho da renomada ativista conservadora católica Phyllis Schlafly.

Schlafly se formou na Faculdade de Direito de Harvard em 1991 com bacharelado na mesma classe do futuro presidente dos EUA Barack Obama. Ele foi editor do jornal “Harvard Law Review” de 1989 a 1991.

A Conservapedia foi fundada por ele para confrontar mentiras esquerdistas, mas também para combater ideias erradas em questões importantes, inclusive a Inquisição. Ela pode ser útil para os conservadores do Brasil, o maior país católico do mundo. Há um movimento entre alguns católicos brasileiros que no início defendiam ativamente questões pró-vida, mas agora estão ativamente defendendo o revisionismo da Inquisição, chegando ao ponto de minimizar a gravidade dos horrores de pessoas que eram queimadas na estaca. Por exemplo, um católico brasileiro, que é imigrante nos EUA, disse: “Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados’, entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”

A Conservapedia, cujo dono não pode ser acusado de ser “anticatólico” ou esquerdista por radicais, diz sobre a Inquisição:

O termo Inquisição pode se referir a uma investigação feita pela Igreja Católica Romana em questões de heresia, ou ao departamento indicado para realizar tais investigações. Esse departamento tem atualmente o título de Congregação da Doutrina da Fé desde 1965, mas no passado tinha o título de Suprema Congregação Sagrada do Santo Ofício, e antes disso a Suprema Congregação Sagrada da Inquisição Romana e Universal. Várias grandes inquisições ocorreram, sob a administração de departamentos diferentes.

Sabe-se que muitas dessas inquisições usavam tortura brutal para extrair confissões de pessoas acusadas de heresia. Embora muitos dos que eram acusados de heresia fossem soltos depois de se arrependerem de suas opiniões e declararem sua lealdade à Igreja Católica, um número significativo de pessoas — consistindo quase que inteiramente das que se recusavam a se arrepender — eram executadas por uma variedade de métodos deliberadamente dolorosos, inclusive fogueira na estaca enquanto estavam vivas, jogadas em óleo fervendo e amarradas na “roda de quebrar ossos.”

Por razões teológicas, a Igreja Católica nunca realizava diretamente as execuções; quem as realizava eram as autoridades seculares. Esse procedimento foi esclarecido pela bula papal “Ad exstirpanda” escrita pelo Papa Inocêncio IV em 1252. Essa bula autorizou o uso de tortura para extrair confissões dos acusados e recomendou queimar na fogueira como castigo adequado as pessoas condenadas que não queriam se arrepender. A “Ad exstirpanda” marcou o início de um dos períodos mais brutais da Inquisição.

Das quatro grandes inquisições, a mais famosa foi a Inquisição espanhola, que funcionou de 1438 em diante. Uma de suas tarefas principais era fazer cumprir o Decreto de Alhambra dos monarcas da Espanha em 1492, ordenando a expulsão imediata de todos os judeus da Espanha e seus territórios.

O Escritório Oficial da Inquisição só foi estabelecido em 1542 pelo Papa Paulo III, com seu objetivo declarado de “manter e defender a integridade da fé e examinar e proibir erros ou doutrinas falsas.”

Versão em inglês deste artigo: Conservapedia and the Inquisition

Fonte: www.juliosevero.com

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Caio Fábio xinga eleitores evangélicos de Trump de “burros”: O esquerdismo de Caio afagado pelo “antimarxismo” de Olavo de Carvalho

Julio Severo

Num de seus programinhas recentes, a ex-sedução evangélica Caio Fábio xingou os eleitores do presidente dos EUA Donald Trump, dizendo que eles são “filhos de uma ignorância absurda.” Confira neste vídeo: https://youtu.be/9B-5yZHN-3s

Sendo que 81 por cento dos evangélicos americanos votaram em Trump, o maior grupo eleitor dele, Caio simplesmente xingou a maior parte dos evangélicos americanos de “absurdamente ignorantes.”

No vídeo, o verdadeiro absurdo é ver Caio dizer que Obama recuperou a economia americana que, segundo ele, o presidente pró-vida George W. Bush havia supostamente destruído. Outro absurdo foi Caio garantir que Obama nunca teve um governo de esquerda, em total contraste com a percepção de Don Feder, meu amigo judeu americano que é um grande líder conservador nos EUA, que disse que Obama é esquerdista.

Em 2014, por causa de uma entrevista entre Caio, Olavo de Carvalho e Danilo Gentili, houve uma sensação ilusória entre alguns evangélicos de que Caio havia, ao adotar o antipetismo, se tornado antimarxista. Mas ao xingar os eleitores Trump e dizer que Obama não é esquerdista e salvou os EUA economicamente, Caio mostra que o antigo esquerdismo dele continua intacto e bem envernizado.

Em 2014, ele também garantiu que Marina Silva não é esquerdista.

Na entrevista de 2014, Olavo, conhecido por atacar a Esquerda e a Direita com palavrões, não emitiu nenhum palavrão contra a ideia de Caio pintar Marina como não-esquerdista. E quando Caio atacou Silas Malafaia, cuja postura então estava contra a Esquerda, Olavo manteve o mesmo silêncio amistoso, que reforçou a sensação ilusória de que o esquerdismo antipetista pró-Marina de Caio não era uma ameaça.

E se Caio xingasse diante de Olavo os eleitores evangélicos de Trump, Olavo se importaria? Só se o Olavo suspeitasse que eles são contra a Inquisição, e essa suspeita tem base, pois o próprio Olavo reconhece, para imenso desgosto dele, que os evangélicos americanos são os maiores críticos da Inquisição no mundo. Ao tratar do tema da Inquisição semanas atrás, Olavo publicamente opinou que os opositores da Inquisição, a quem ele chamou de “paladinos da fé,” são muito piores do que comunistas. Ele disse:

“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”

Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que Olavo está fazendo vivendo como imigrante no maior país evangélico do mundo? Mas se perguntassem o que ele estava fazendo junto com Caio, a resposta parece ser muito simples: ambos adoram zombar dos evangélicos.

A única coisa que explica a amizade de Caio com Olavo é o ódio e desprezo mútuo que ambos nutrem pelos evangélicos. Um, despreza os evangélicos porque foi enxotado de seu trono no universo evangélico. O outro, porque não aceita o fato dos evangélicos rejeitarem sua militância em prol do revisionismo da Inquisição. Nessa amizade baseada em ódio comum, ambos se afagam, enquanto uma minoria de evangélicos masoquista e realmente ignorante quer estabelecer um trono para ambos.

Na entrevista de 2014, Caio afagou o ego do Olavo e vice-versa, e todos focaram em antipetismo sem necessariamente se preocupar com o marxismo de Caio. Olavo não mostrou a mínima preocupação com os afagos de Caio à Marina, talvez porque Caio tenha primeiro tido o cuidado de afagar o ego do Olavo.

A lição importante que Caio passou na entrevista é que o esquerdista mais astuto e venenoso fica isento de críticas e palavrões do Olavo se fizer tais afagos. Se não os fizer, ele pode ser o maior conservador do Brasil que sofrerá uma torrente de fezes bucais. E se todos os esquerdistas, direitistas e evangélicos afagarem o Olavo? Assim como ocorreu no caso do Caio, toda hostilidade terminará, e ele não terá escolha a não ser encerrar suas militâncias antiesquerdista, antidireitista e antievangélica e voltar a dedicar-se em tempo integral à astrologia, restaurando o título original de seu “Curso de Filosofia” para “Curso de Astrologia.”

Essa é a realidade do universo olaviano que Caio descobriu: Os que não afagam o Olavo são piores do que os comunistas e todo comunista será perdoado se fizer afagos. Caio já está automaticamente perdoado. Mas todo evangélico anti-Inquisição (que não é o caso de Caio) será condenado ao lago de enxofre e fezes do Olavo. Aos afagadores, tudo. Aos não afagadores, todos os rótulos negativos e palavrões!

No caso do desprezo de Caio pelos eleitores evangélicos de Trump, parece que ele preferiria como presidente dos EUA a abortista e homossexualista Hillary Clinton, a empregada do complexo industrial-militar dos EUA que não cessava de demonizar a Rússia, que agora está mais conservadora, inclusive tendo aprovado anos atrás uma pioneira lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.

Caio não atraiu nenhum tipo de reprovação do maior autoproclamado antimarxista Olavo de Carvalho, que tem sobre a Rússia os mesmos sentimentos de Hillary.

Perto de Caio, Reinaldo Azevedo é um direitista fanático. Mesmo assim, Olavo poupa todas as críticas a Caio e lança todas em Reinaldo.

Alguns estão condenando Reinaldo por ter prognosticado a vitória da Hillary. Mas qual a diferença? Trump condenou publicamente a Hillary por demonizar a Rússia e por querer guerra com a Rússia. Se Trump estivesse no Brasil, ele com certeza teria condenado o Olavo, que é um grande demonizador da Rússia. Trump só não condena o Olavo nos EUA porque ele nem sabe que existe nos EUA um imigrante brasileiro cuja ocupação é demonizar a Rússia, não o islamismo.

Reinaldo sempre criticou a esquerdista Marina, e mesmo assim Olavo o critica. Mas no caso do Caio, que elogiou abertamente a esquerdista Marina, Olavo ficou calado. A diferença é simples e óbvia: um afaga o imenso ego olaviano e o outro não.

Danilo Gentili, que participou da entrevista, não demonstrou ter conhecimento suficiente para refutar o esquerdismo de Caio. Seu antipetismo se deve muito mais à onda anti-PT, onde as pessoas fizeram oposição mais por revolta contra a política econômica do que por uma visão conservadora. Se perguntassem ao Gentili o que é esquerdismo, ele saberia responder?

Por isso, dá para entender Gentili sem palavras e argumentos contra o esquerdismo de alto nível de Caio Fábio.

Provavelmente, ele deixou a bola para Olavo de Carvalho, que mesmo aparentando ter um antimarxismo de alto nível, falou muito, mas foi incapaz de denunciar o esquerdismo de Caio, levando a entrevista como mero papo entre amigos — ou porque na verdade todos ali eram amigos direitistas ou amigos esquerdistas. Ou porque tinham um forte ódio em comum. Ou porque os afagos falam mais alto do que qualquer hostilidade e ideologia.

Da parte do Olavo, não houve nenhuma tentativa de lidar com os argumentos esquerdistas sofisticados de Caio. Na verdade, um bajulou o outro.

Ninguém teve tanto sucesso em embarcar os evangélicos na onda do PT 20 anos atrás do que Caio. Se um suposto ativista antimarxista, que proclama alto conhecimento sobre o marxismo, não consegue superar o alto conhecimento esquerdista do Caio, então seu antimarxismo é uma farsa.

O fato é que diante do Caio ficou evidente a enorme incapacidade intelectual do Olavo de debater com um esquerdista sofisticado.

O antimarxismo do Olavo não parece ser muito diferente do raso antimarxismo de Gentili, que parece se limitar simplesmente a um antipetismo estridente enquanto Olavo sempre se limitou a um estridente anti-russismo. Mas, diferente do Gentili, Olavo precisará se reinventar, pois com um Trump pró-Rússia na presidência do EUA só sobraram duas opções para o Olavo: dizer (como vários neocons ligados a ele já disseram) que Trump é agente russo ou mudar o disco e discurso que, no mesmo espírito de Hillary Clinton, demonizam a Rússia.

O que pensar então da entrevista de cafezinho entre amigos de Caio Fábio e Olavo de Carvalho? Olavo a) perdeu uma oportunidade de expor de uma vez por todas o esquerdismo de Caio, b) não teve capacidade intelectual de confrontar um intelecto apto a refutá-lo amplamente, c) só devolveu os afagos de Caio, d) mantém um esquerdismo ocultista que só um intelecto caiofabiono consegue entender, ou e) quis fazer companhia para um amigo de ódio em comum?

O mais provável é que o antievangelicalismo de ambos os tenha unido numa fraternidade de desprezo aos evangélicos. Essa unidade é óbvia pelo fato de que adeptos de Caio e Olavo estão hoje juntos atacando Julio Severo igualmente aos palavrões.

Mais de uma década atrás, me uni ao Olavo de Carvalho em três bases principais: Luta pró-vida, luta contra a agenda gay e luta a favor do homeschooling. Claro, esperava também alguma ajuda para derrotar o marxismo entre os evangélicos, embora eu nunca suspeitasse que ele viria a se tornar o maior defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição.

O ápice dessa contribuição poderia ser exatamente a entrevista com Caio, usando-a para um confronto direita versus esquerda, pois Caio foi o principal responsável pela esquerdização evangélica fora da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Dentro da IPB, como bem sabia Caio, essa esquerdização já era irreversível havia décadas.

É impossível um homem verdadeiramente antimarxista ficar calado diante de um homem que teve papel vital e notório na expansão do PT entre evangélicos.

Mas o confronto nunca aconteceu. O que aconteceu foi o silêncio. A entrevista de Caio com Olavo foi um show de sorrisos e afagos amistosos, onde Olavo não precisou de forma alguma denunciar e atacar o esquerdismo pró-Marina do Caio, e em troca Caio não precisou de forma alguma denunciar e atacar o suposto conservadorismo anti-Marina do Olavo.

De fato, Caio elogiou à vontade Marina e criticou à vontade Malafaia, sem que Olavo demonstrasse a mínima preocupação.

Esse foi o “confronto” entre o esquerdismo antipetista de Caio e o alegado antimarxismo de Olavo. Começou em afagos e terminou em afagos.

No passado, Caio Fábio foi uma grande sedução entre os evangélicos, que adoravam sua filosofia “grandiosa.” Ele era considerado o maior filósofo evangélico do Brasil. Hoje, a grande sedução, em termos igualmente filosóficos, é Olavo.

Contudo, em ambos os casos, o Reino de Deus não é filosofia sedutora, mas poder e vida transformada com foco total em Jesus.

O que não entendo é: Como pode Caio Fábio, que xinga os evangélicos eleitores de Trump de absurdamente ignorantes, exercer atração sobre evangélicos?

Como pode Olavo de Carvalho, que xinga os evangélicos anti-Inquisição de piores do que comunistas, exercer atração sobre evangélicos?

A unidade entre o esquerdismo antipetista e antievangélico de Caio com o antimarxismo pró-Inquisição do Olavo produziu afagos mútuos — e seguidores evangélicos!

Talvez Caio tenha razão em debochar dos evangélicos como “burros,” pois alguns evangélicos são masoquistas. Eles são de fato absurdamente ignorantes — não por terem apoiado posturas conservadoras de Trump. Mas por se deixarem seduzir pela filosofia de dois homens que se afagam por amor a um trono entre os ignorantes.

Fonte: www.juliosevero.com

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A morte do ditador comunista Fidel Castro é a verdadeira esperança de libertação de Cuba?

Julio Severo

Fidel Castro (1926-2016) morreu ontem com a idade de 90 anos.

Segundo o site conservador judaico americano Breitbart, com a ajuda do governo dos EUA Fidel derrubou uma ditadura direitista e acabou implantando uma ditadura esquerdista. Por mais de meio século, ele desafiou o poder de 10 presidentes dos EUA.

O comunismo que Fidel implantou assassinou dezenas de milhares de cubanos, restringiu a maior religião cubana, o catolicismo, e estabeleceu oficialmente o ateísmo, embora Fidel e os líderes comunistas cubanos praticassem a Santeria. O jornalista J. Lee Grady, em reportagem da revista Charisma em 2006, disse: “O tipo de comunismo de Fidel é uma estranha mistura de ideologia marxista e feitiçaria caribenha. Em Cuba muitos sabem que ele consulta bruxos da Santeria — uma religião que os escravos africanos importaram para Cuba e se misturou com práticas católicas. Fidel ergueu estátuas e santuários honrando Santeria na entrada de muitas vilas na nação de 11 milhões de pessoas.”

A Santeria é semelhante ao candomblé, que mistura bruxaria africana com práticas católicas.

Com a morte de Fidel, o povo cubano vai finalmente se ver livre do que muitos julgam a pior ditadura de Cuba?

E se Cuba voltar ao seu estado de, digamos, uns 150 anos atrás, onde o ateísmo não dominava e o que dominava era o catolicismo?

Às vezes vemos um movimento conservador que quer um retorno moral e religioso a um passado de uns 150 anos atrás.

Uns 150 anos atrás Cuba pertencia à Espanha e ambos países não eram ateus nem comunistas. Eram oficialmente católicos. Cuba e Espanha eram totalmente contra a agenda gay. Eram, pelos padrões atuais, rigidamente conservadores, no aspecto moral.

Cuba nunca foi uma ditatura ateísta ou comunista enquanto pertencia à Espanha, mas seu relacionamento não deixava de ser ditatorial.

O contexto social, religioso e político de Cuba era totalmente dependente da Espanha em todo o século XIX. Aliás, embora o catolicismo já predominasse na Espanha, em 1851 foi assinada a Concordata entre o governo da Espanha e o Vaticano. Pela Concordata, o catolicismo se tornou a religião estatal oficial.

De acordo com o historiador católico Paul Johnson, em seu livro “A History Of Christianity” (“Uma História do Cristianismo,” publicado no Reino Unido em 1976), a Inquisição operou brutalmente na Espanha até o século XIX. Ele disse: “A última execução oficial por heresia na Espanha foi em 1826, quando um diretor de escola foi enforcado por tirar o ‘Ave Maria’ e colocar no lugar ‘Louvado Seja Deus’ nas orações escolares.”

Embora a Inquisição tivesse sido abolida, deixando teoricamente evangélicos e judeus livres de perseguição, na prática a liberdade religiosa era negada na Espanha e, por extensão, em Cuba.

Contudo, a supremacia católica, que nada tinha a ver com ateísmo e comunismo, em nada ajudou Cuba no final do século XIX. O espírito da Inquisição estava solto.

De acordo com o historiador americano Bill Federer, “A escravidão durou em Cuba mais do que em qualquer outro país do hemisfério ocidental, com exceção do Brasil.”

As informações de Federer revelam que em apenas três anos, entre 1896 e 1897, o governo ultracatólico da Espanha deteve mais de um terço da população de Cuba em campos de concentração. Mais de 225.000 cubanos morreram de fome, febre amarela e exposição constante ao frio, sol, chuvas, sereno, etc., sem abrigos. Por incrível que pareça, essa Espanha radical, outrora campeã absoluta da Inquisição católica, conseguiu ser pior do que o comunismo de Fidel Castro.

Federer também disse que o governo espanhol “ ajuntou como gado centenas de milhares de civis cubanos de suas fazendas rurais e os fez marchar até campos de concentração lotados de gente — um exemplo que Hitler e Stálin imitaram.”

Isto é, os horríveis campos de concentração usados na Alemanha nazista e na União Soviética foram inspirados diretamente não na cabeça de Karl Marx, mas no tratamento que uma Espanha rigidamente católica e direitista dava ao povo cubano.

A morte de Fidel é um alívio para muitos. Para os que valorizam a cultura cristã, Fidel foi para o inferno, supostamente porque ele merecia mais que os outros seres humanos. Mas uma verdadeira visão cristã da realidade entende que o inferno não é um lugar eterno apenas para Fidel, Hitler, Stálin e outros ditadores.

A Bíblia ensina que o inferno é para todos os que não aceitam a salvação e transformação de Jesus.

Os ateus não se preocupam com um inferno para Fidel e para si, pois eles não acreditam em destino eterno. Mas o ateísmo deles não é nada inocente e é diretamente responsável pelo comunismo em Cuba.

E quanto à ditadura pior que o comunismo que Cuba sofreu durante o século XIX de uma Espanha rigidamente católica direitista? Essa triste realidade mostra que Cristianismo (catolicismo, protestantismo e ortodoxos) sem obediência à Bíblia e a vitalidade do Espírito Santo produz prisão e morte. Por isso, Cuba sofreu durante séculos muito mais do que sofreu durante o comunismo.

Sem a libertação espiritual de Jesus Cristo, um coração iludido sai de uma ditadura e cai em outra. Essa foi a realidade que Cuba sempre viveu muito antes de existir comunismo.

A morte de Fidel pouca solução real traz para Cuba. Mas a morte e ressurreição de Jesus trazem esperança, solução e salvação para todos os cubanos em todas as épocas.

Fonte: www.juliosevero.com

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Trump, a Igreja Presbiteriana e o Espírito Santo

Julio Severo

O presidente-eleito dos Estados Unidos Donald Trump foi ao culto de uma igreja presbiteriana domingo passado.

Embora presbiterianos brasileiros tivessem demonstrado euforia, não há muito o que celebrar. O nome da igreja que ele escolheu é Lamington Presbyterian Church, ou Igreja Presbiteriana de Lamington, construída em 1740. Essa igreja é membro da PCUSA, também conhecida como Igreja Presbiteriana dos EUA (IPEUA).

A IPEUA, que é a maior denominação presbiteriana do mundo, é conhecida por posturas liberais com relação ao aborto, ao homossexualismo e a Israel. A IPEUA defende boicotes contra Israel.

Joseph Farah, o diretor do WND (WorldNetDaily), saiu de sua denominação presbiteriana americana porque ele estava cansado de tanto esquerdismo no púlpito. O WND é um dos maiores sites conservadores do mundo.

Trump não sabia que a IPEUA é ultraliberal? Provavelmente, não. Ele pouco entende de igreja. E mesmo que ele entendesse, que diferença faria? Como é tradição entre muitos presbiterianos, Trump foi sempre um raro frequentador de sua denominação.

Mas que diferença faria se ele frequentasse mais? Embora alguns pudessem atribuir a vida desregrada e a devassidão do histórico de Trump à sua infrequência aos cultos, a frequência mais assídua não garante libertação da devassidão. Tempos atrás um jovem presbiteriano esteve em minha casa. Ele visitou nossa igreja e foi batizado no Espírito Santo em poucos dias. Ele estava sentindo uma alegria que nunca conheceu antes.

Minha esposa preparou um almoço brasileiro para nós e ele nos contou que agora ele queria, com a nova experiência, viver uma vida mais comprometida com Jesus. Ele nos revelou que, apesar de trabalhar muito com um famoso pastor presbiteriano do Rio, ele e outros jovens da igreja bebiam e iam a boates. Ele queria agora parar com tudo isso.

Em resumo, ele vivia uma vida devassa a la Trump, embora frequentasse a igreja muito mais que o presidente americano.

Esse jovem presbiteriano não foi o único que me contou experiências de devassidão a la Trump. Mas encontrei também jovens presbiterianos que, ao terem um encontro com o Espírito Santo, não se sentiam bem com essa vida dupla secreta que é incompatível com o Evangelho, mas nem sempre incompatível com uma vida religiosa sem a presença de Deus.

Apesar de tudo, Trump tem se aberto muito a visitas, conselhos e orações de apóstolos carismáticos, que no Brasil seriam como apóstolos neopentecostais. Ele já chegou a receber orações e conselhos de Kenneth Copeland, a versão americana do R. R. Soares, com a diferença de que enquanto Copeland crê e tem dons de revelação e profecia Soares prefere o cessacionismo, no que se refere a revelações e profecias.

Se Trump chegar a ter um encontro com o Espírito Santo, a mudança vai ser forte, e a devassidão vai ser passado na vida dele. Enquanto os presbiterianos cheios do Espírito Santo, inclusive o jovem que conheci, diriam um sonoro “Amém,” alguns presbiterianos incrédulos brasileiros, eternamente ranzinzas contra o neopentecostalismo e dons sobrenaturais do Espírito Santo, poderiam argumentar que a falta de frequência aos cultos presbiterianos tornou Trump vulnerável aos neopentecostais americanos.

Eles poderiam arriscar então usar o exemplo de um presidente americano que frequentava a Igreja Presbiteriana muito mais que Trump. Que tal Ronald Reagan? Sim, Reagan era muito mais fiel aos cultos presbiterianos do que Trump. Mas ele não estava fechado às experiências carismáticas.

Aliás, Reagan ganhou a presidência dos EUA porque ele estava aberto à visitação sobrenatural do Espírito Santo. Em 1970, George Otis e o cantor e artista Pat Boone visitaram Reagan em seu rancho na Califórnia.

Eles começaram a orar e Otis tomou a mão de Reagan. As mãos de Otis e Reagan começaram a tremer e dos lábios de Otis vieram palavras que não eram dele. A voz sobrenatural disse para Reagan: “Meu filho, se você caminhar diante de Mim em justiça, você vai residir na Casa Branca.”

Esse poderoso evento profético está registrado na biografia “God and Ronald Reagan” (Deus e Ronald Reagan), escrita por Paul Kengor e publicada por HarperCollins.

Anos atrás me encontrei com o filho de George Otis, e ele me confirmou esse encontro entre o pai dele e Reagan.

Quando Deus visitou Reagan, ele estava aberto e recebeu a bênção. Se ele fosse cessacionista, ele se fecharia para o Espírito Santo e seus dons e teria perdido a presidência dos EUA. Cessacionismo é a heresia que diz que os dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram dois mil anos atrás. Se essa heresia estivesse certa e tivesse uma mínima base bíblica, então o homem usado por Deus para entregar uma profecia para Reagan foi, na opinião dos heréticos cessacionistas, usado pelo diabo e quem deu a presidência dos EUA a Reagan não foi Deus, mas o próprio capeta.

Essa seria a posição de R.C. Sproul, teólogo presbiteriano que afirma que Deus não fala hoje através de profecia.

Teólogos da Universidade Presbiteriana Mackenzie também afirmam que Deus não fala hoje por meio de profecia.

O pregador calvinista Justin Peter ensina a mesma heresia.

A heresia cessacionista nada fez por Trump e Reagan. Mas se o Espírito Santo pôde agir poderosamente na vida e presidência de Reagan, pode fazer a mesma coisa e até mais se Trump se abrir — para o Espírito Santo, não para tradições mortas que nunca fizeram nada para libertá-lo de sua vida de devassidão.

Oremos para que Deus aproxime de Trump homens como George Otis, cheios do Espírito Santo, que o ajudem a ter um encontro com o Espírito Santo e suas manifestações.

Fonte: www.juliosevero.com

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Mudando a política dos EUA para a direita, Trump escolhe homem pró-vida e assessor anti-islamismo e pró-Rússia

Julio Severo

O presidente-eleito Donald Trump sinalizou uma mudança forte para a direita na política de segurança nacional dos EUA na sexta-feira escolhendo Jeff Sessions, senador do Alabama, como ministro da Justiça e Michael Flynn, tenente-general aposentado, como conselheiro de segurança nacional.

Ex-diretor de serviços de espionagem militar, Flynn acusou o governo de Obama de ser mole demais contra o terrorismo e disse que o islamismo é uma “ideologia política” e impulsionador de extremismo. Ele vê a Rússia como parceira contra o terrorismo islâmico.

As decisões iniciais de Trump indicam um envolvimento militar mais agressivo em estratégias contra o terrorismo islâmico e uma ênfase maior no papel do islamismo no atiçamento do extremismo.

Sob o presidente esquerdista Barack Obama, as autoridades de política externa dos EUA, inclusive Hillary Clinton, focavam em demonizar a Rússia retratando a Rússia como a maior ameaça e em combater a demonização do islamismo retratando o islamismo como uma religião de paz. O ISIS tem feito destruição entre os cristãos e nas fronteiras russas. Trump reconheceu que o ISIS foi criado por Hillary. Mas Obama tem hostilizado a Rússia desde que Putin aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças. Essa lei acabou levando o governo de Obama a lançar sanções contra a Rússia, ainda que Obama dissesse que as sanções foram motivadas pela “invasão” russa da Crimeia, uma região tradicionalmente russa por 1.000 anos.

Jeff Sessions é mais bem conhecido por suas opiniões pró-vida sólidas. Ele tem um histórico de votação 100% pró-vida de acordo com o Comitê Nacional Pró-Vida e tem de forma coerente votado por leis pró-vida e se oposto ao financiamento de abortos por meio de impostos.

Sessions, que será o primeiro ministro da Justiça pró-vida desde o presidente George W. Bush, disse: “Nossas políticas neste país como nação precisam focar na vida, precisam focar na decência e focar no amor até mesmo pelos mais pequeninos.” Ele será uma voz firmemente conservadora no Ministério da Justiça dos EUA.

Sob o Obama pró-aborto, os ministros da Justiça pró-aborto rotularam os ativistas pró-vida como terroristas, perseguiram os ativistas pró-vida que protestam pacificamente do lado de fora de clínicas de aborto e recusaram lançar investigações e ações legais adequadas contra a rede empresarial de clínicas de aborto de Planned Parenthood por envolvimento na venda de partes de corpos de bebês abortados.

Das escolhas que Trump fez de sua equipe, Michael Flynn terá o acesso mais direto ao presidente. Seu papel como conselheiro de segurança nacional se concentrará em coordenar as posições políticas dos secretários de Estado, dos ministros da Defesa e Justiça e outros membros da equipe de segurança nacional do presidente.

Ele é conhecido entre as agências de espionagem militar como um professional inteligente e filósofo incomum. Ele foi expulso da Agência de Inteligência de Defesa em 2014 porque ele discordou dos métodos de Obama, os quais eram focar na Rússia, não no terrorismo islâmico.

No livro de Flynn, “The Field of Fight: How We Can Win the Global War Against Radical Islam and its Allies” (Os Campos de Luta: Como Podemos Ganhar a Guerra Mundial contra o Islamismo Radical e Seus Aliados), ele condenou os líderes dos EUA que chamam o islamismo de religião de paz. “Essa insistência em negar a existência de guerra santa islâmica levou o presidente Obama à afirmação absurda de que o Estado Islâmico não tem nada a ver com o islamismo,” Flynn escreveu.

Em agosto, ele chamou o islamismo de “câncer,” declaração que está em conformidade com Trump, que disse numa entrevista da CNN em março passado que “o islamismo nos odeia.”

Ao dar assessoria para a campanha de Trump, Flynn frisou que o Estado Islâmico representa uma ameaça à existência do mundo inteiro. Ele tem a mesma convicção de Trump de que o governo dos EUA precisa trabalhar em maior união com o governo da Rússia.

Flynn viajou no ano passado para Moscou, onde ele se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin e outras autoridades russas. A cordialidade dele para com a Rússia preocupa especialistas esquerdistas e neocons.

A cordialidade de Trump para com a Rússia também os preocupa. Durante sua campanha, Trump foi acusado pelos neocons de ser um “agente russo.” O blog de Trevor Loudon disse:

“Se Trump for eleito, veremos russos… na Casa Branca. Os assessores de Trump estão bastante conectados a Vladimir Putin e à Rússia. O próprio Trump tem muitas ligações também e é amigo de Putin.”

As escolhas de Trump estão definitivamente mudando a política dos EUA para a direita. Mas enquanto esquerdistas estão preocupados com as escolhas pró-vida de Trump e neocons republicanos e democratas estão preocupados com Trump tornando a Rússia parceira contra o terrorismo islâmico, os cristãos conservadores estão preocupados com o tratamento mole dele para com a ideologia gay, principalmente sua nomeação de homossexualistas, inclusive Peter Thiel.

As duas nomeações de Trump — Sessions e Flynn — são um golpe contra duas indústrias poderosas nos Estados Unidos: a indústria do aborto legal e a principal indústria dos neocons, o complexo industrial-militar. Se Trump quiser ser bem-sucedido, ele não deveria deixar a indústria da agenda gay intacta.

Com informações da Associated Press e LifeNews.

Versão em inglês deste artigo: Shifting U.S. policy to right, Trump chooses a pro-lifer and an anti-Islam, pro-Russian adviser

Fonte: www.juliosevero.com

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Rússia mostra o que acontece quando as famílias dos terroristas são visadas

Andrew E. Kramer

Comentário de Julio Severo: O famoso jornal esquerdista americano New York Times se opõe a todo tipo de tortura contra terroristas muçulmanos. Nesta reportagem, o jornal ataca a Rússia por usar torturas contra os terroristas islâmicos e, por inferência, Donald Trump por apoiar tais táticas. Contudo, há partes aproveitáveis do artigo. Foram essas partes que traduzi e disponibilizo agora em português. O jornal também não menciona que Israel tem a prática de castigar severamente os parentes dos terroristas, inclusive com a demolição total das casas em que eles vivem. Eis a reportagem editada do New York Times:

MOSCOU, Rússia — Donald J. Trump foi amplamente condenado quando ele pediu que os Estados Unidos “neutralizassem as famílias” dos terroristas.

O método dele — mesmo depois que ele esclareceu que ele não estava falando de matar os parentes — foi rejeitado por muitos como imoral e ilegal. Contudo, é a própria tática que a Rússia usa há décadas.

É a política característica, embora não reconhecida oficialmente, por trás das estratégias de luta do governo russo contra revoluções e terrorismo, e as ações da Rússia esmagando uma rebelião separatista muçulmana no Cáucaso fornecem um laboratório para testar as ideias de Trump.

Os laços de família que formam uniões em grupos terroristas se tornaram foco meses atrás depois que a polícia em Bruxelas revelou que dois dos três homens-bombas nos atentados ali eram irmãos, Ibrahim e Khalid el-Bakraoui. No final das contas, os analistas estimam que um terço dos que participam de atos terroristas tenham parentesco com outro agressor.

Por lei, os serviços russos de segurança não têm autoridade de visar especificamente parentes. Mas as forças de espionagem raramente deixam um detalhe como a falta de base legal interferir em suas atividades.

[Nas regiões islâmicas] da Chechênia e o vizinho Daguestão, elas rotineiramente queimam ou demolem as casas de pessoas suspeitas de serem revolucionárias ou terroristas. O que é mais surpreendente é que os parentes todos são reunidos em casos notórios, e são muitas vezes mantidos sob guarda até que o militante se entregue ou seja morto.

O método russo, suficiente para assustar os que apoiam o afogamento simulado, tem de acordo com a opinião de alguns sido horrivelmente eficaz.

Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do New York Times: Russia Shows What Happens When Terrorists’ Families Are Targeted

Fonte: www.juliosevero.com

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