Trump na mira do império dentro do império

Patrick J. Buchanan

Quando o general Michael Flynn foi forçado a renunciar como assessor de segurança Nacional, Bill Kristol [um dos maiores líderes neocons do mundo] rugiu de satisfação: “Se chegar a esse ponto, prefiro o império dentro do império ao Estado de Trump.”

Para Kristol, o regime permanente, não o presidente eleito e seu governo, é o defensor real e o depositário legítimo das liberdades dos EUA.

No entanto, foi esse regime, o império dentro do império, que executou o que Eli Lake do site Bloomberg chama de “O Assassinato Político de Michael Flynn.”

E quais foram os crimes de Flynn?

Em dezembro, quando Barack Obama expulsou 35 diplomatas russos, Flynn falou com o embaixador russo. Ele aparentemente aconselhou o embaixador a não reagir de forma exagerada, dizendo que uma nova equipe estaria instalada em poucas semanas e reveria as relações entre EUA e Rússia.

“Isso não é ilegal nem impróprio,” escreve Lake.

Vladimir Putin rapidamente declarou que não haveria expulsões recíprocas e que os diplomatas americanos e suas famílias seriam bem-vindos nas festas de Natal e Ano Novo do Kremlin.

Uma crise diplomática foi evitada. “Grande lance (de V. Putin)…” tuitou Trump, “Sempre soube que ele era muito inteligente!”

Mas ao que parece isso não caiu bem com o império dentro do império.

Pois quando o vice-presidente Pence disse num programa de TV que Flynn lhe contou que as sanções não foram parte da conversa com o embaixador russo, uma transcrição da ligação de Flynn foi produzida das gravações pelas agências de inteligência dos EUA, e seu conteúdo vazado para o jornal Washington Post.

Depois de ver a transcrição, a Casa Branca concluiu que Flynn havia enganado Pence, a confiança mútua se foi e Flynn foi obrigado a renunciar.

Como um bom soldado, Flynn levou a bala.

O crime real aí, porém, não é que o assessor de segurança nacional tenha conversado com um diplomata russo que buscava orientação sobre os pensamentos do futuro presidente. O crime real é a conspiração criminosa dentro do império dentro do império para transcrever a conversa privada de um cidadão americano e vazá-la para colaboradores da imprensa para destruir uma carreira política.

“É isso o que os Estados policiais fazem,” escreve Lake.

Mas o império dentro do império está atrás de alguém muito maior que o General Flynn. Está determinado a derrubar o presidente Trump e abortar toda ação que traga o tipo de reaproximação com a Rússia que Ronald Reagan conseguiu.

Pois o império dentro do império tem um compromisso profundo com a Segunda Guerra Fria.

Daí, de repente, lemos reportagens de um navio espião russo perto da costa de Connecticut, Delaware e Virginia, de jatos russos zunindo perto de um navio de guerra americano no Mar Negro, e de violações russas do tratado INF de Reagan proibindo mísseis de alcance intermediário na Europa.

Propósito: Fazer a Casa Branca de Trump fugir de medo e abandonar toda ideia de paz com a Rússia. E parece estar funcionando. Num informe à imprensa na Casa Branca na terça-feira, Sean Spicer disse: “O Presidente Trump deixou muito claro que ele espera que o governo russo… devolva a Crimeia.”

A Casa Branca está falando sério?

Putin estaria acabado se devolvesse a Crimeia para a Ucrânia assim como Bibi Netanyahu estaria acabado se devolvesse Jerusalém Oriental para a Jordânia.

Como é que o império dentro do império atua? Com Flynn, vimos um exemplo clássico. Os braços de monitoração e espionagem do regime descobriram e revelaram informações prejudiciais, e então a entregaram para seus colaboradores da imprensa golpista, que gozam a imunidade da Primeira Emenda para escapar impunes.

Por violarem seus juramentos e quebrarem a lei, os sabotadores burocráticos são aclamados como “delatores” enquanto os jornalistas que recebem os frutos dos crimes capitais deles são indicados para grandes prêmios jornalísticos como o Pulitzer.

Agora se os russos hackearam o Comitê Nacional Democrático e o computador de John Podesta durante a campanha, e, mais seriamente, se assessores de Trump foram coniventes em tal esquema, tudo deveria ser investigado.

Mas os EUA não devem parar aí. Os indivíduos do FBI, Ministério da Justiça e órgãos de espionagem que foram cúmplices numa conspiração para vazar os conteúdos das conversas privadas de Flynn a fim de derrubar o assessor de segurança nacional deveriam ser expostos e levados a juízo.

Um promotor independente deveria ser nomeado pelo ministro da Justiça e um grande júri arrolado para investigar o que o próprio Trump acertadamente chama de má conduta “criminosa” nas agências de segurança.

Quanto à interferência em eleições, as mãos dos EUA estão limpas?

A CIA dos EUA tem um histórico célebre de interferir em eleições. No final da década de 1940, os EUA entupiram a França e a Itália de dinheiro depois da 2ª Guerra Mundial para derrotar os comunistas que haviam sido parte da resistência de tempo de guerra aos nazistas e fascistas.

E os EUA tiveram sucesso. Mas os EUA continuaram essas práticas depois que a Guerra Fria terminou. Neste século, a Fundação Nacional para a Democracia (FND) dos EUA, a qual data da era Reagan, apoiou “revoluções coloridas” e “mudança de regime” em nações vizinhas da Rússia.

A existência permanente da FND parece uma contradição à declaração de posse de Trump: “Não buscamos impor nosso estilo de vida em ninguém.”

O presidente Trump e o Partido Republicano não deveriam esperar para tratar da questão. Deixem o Congresso investigar a intromissão russa na eleição dos EUA. E deixem um promotor público especial investigar, descobrir, desmascarar e indiciar os indivíduos nas agências de investigação e inteligência que usaram sua guarda dos segredos dos EUA, em conluio com colaboradores da imprensa, para derrubar os nomeados de Trump que estão em suas listas de inimigos.

Então acabem de uma vez por todas com a Fundação Nacional para a Democracia.

Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): The deep state targets Trump

Fonte: www.juliosevero.com

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O presidente do Prêmio Nobel da Paz, o “império dentro do império” e o Trump imprevisível

William J. Murray

Comentário de Julio Severo: Depois que o artigo de Murray foi publicado nos EUA, houve mais um sinal de que o “império dentro do império” voltou a dominar: Trump enviou o diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por “combater o terrorismo islâmico,” sendo que a Arábia Saudita é o maior financiador do terrorismo islâmico mundial. Meu artigo em inglês foi publicado em sites dos EUA e Austrália. Você pode ler a versão em português aqui: “CIA premia Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico.” Mesmo sem essa informação, o artigo do Murray é importantíssimo para você entender quem manda na política externa americana, e tudo indica que o império dentro do império está vencendo e dominando Trump. A seguir, a matéria completa de Murray:

Em 20 de janeiro, o Presidente Barack Hussein Obama deixou a Casa Branca depois de oito anos totais de aventuras militares que incluíram a derrubada dos governos de várias nações soberanas, inclusive um governo que foi democraticamente eleito. No final de seu segundo mandato, o presidente Obama havia despachado tropas americanas para combater em mais nações do que qualquer outro presidente desde Franklin Roosevelt — com a única diferença, é claro, de que Roosevelt estava defendendo as liberdades dos americanos, algo que Obama não fez.

Logo depois de sua eleição, durante sua turnê mundial que muitos apelidaram a “turnê das desculpas,” Obama fez este comentário na Universidade do Cairo em 4 de junho de 2009: “Então os EUA se defenderão, respeitando a soberania das nações e o Estado Democrático de Direito. E faremos isso em parceria com as comunidades muçulmanos que são também ameaçadas.”

Menos de um ano e meio mais tarde, a CIA estava armando “militantes” para derrubar o governo da Líbia. A secretária de Estado Hillary Clinton liderou o ataque para Obama derrubar o ditador de longa data daquela nação, Muamar Kadafi. Isso aconteceu depois que Kadafi havia voluntariamente entregue aos Estados Unidos suas “armas de destruição em massa,” as quais consistiam de armas químicas, e havia se aliado aos Estados Unidos.

Durante a revolta líbia patrocinada pelos Estados Unidos sob Obama e dirigida por Hillary, todos os agentes da al-Qaeda que haviam sido presos por Kadafi foram soltos. A guerra civil que a CIA predisse que duraria apenas alguns dias começou em fevereiro de 2011. Kadafi foi capturado e morto por tropas ligadas à al-Qaeda apoiadas e armadas pela CIA em outubro de 2011. Apesar da predição de “poucos dias” da CIA, a guerra civil ainda prossegue cinco anos depois. A Líbia é um ninho de terrorismo, com o Estado Islâmico controlando alguns de seus territórios. No total, há seis regiões controladas por forças diferentes, todas hostis umas às outras.

Em sua primeira visita à Líbia em 2011, enquanto havia ainda luta e Kadafi ainda estava vivo e liderando suas tropas, Hillary fez esta declaração:

“Primeiramente, desejo oferecer no nome dos Estados Unidos, no nome do povo e do governo americano, nossas congratulações, nossos melhores votos ao povo líbio pelo que, mediante muitas dificuldades, sacrifício e coragem, eles alcançaram em abrir a porta para um futuro mais promissor para a Líbia depois de 42 anos da ditadura de Kadafi.”

O “futuro promissor” que Obama e Hillary deram foi a destruição de quase toda a infraestrutura da Líbia, com energia elétrica esporádica na maioria das cidades e um constante estado de guerra civil que vem trazendo bombardeios aéreos de Benghazi mesmo recentemente.

Planos causadores de caos ainda maiores foram entregues a Obama, e ele os aceitou. Sob ordens do presidente que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, armas do arsenal de Kadafi foram enviadas pela CIA para a Síria para apoiar a guerra civil iniciada pela Arábia Saudita na primavera de 2011.

A Arábia Saudita é a capital do terrorismo apoiado por muçulmanos sunitas no mundo hoje. Os dois atentados ao World Trade Center foram financiados por gente da Arábia Saudita. Os membros da família real saudita acham que é dever deles eliminar os muçulmanos xiitas, os judeus e finalmente os cristãos, para obter a dominação mundial para o islamismo sunita. A Síria é uma nação de Estado laico, mas a maioria da população é sunita. Assim, era natural durante os tumultos da “Primavera Árabe” que a Arábia Saudita financiasse uma revolta sunita contra o governo de Estado laico do Partido Baath do presidente Bashar al-Assad. A revolta armada começou em abril de 2011.

Os sauditas receberam garantias da CIA de que a avaliação deles estava correta, e que dentro de alguns dias depois da revolta a maioria do exército sírio desertaria e combateria al-Assad junto com seus irmãos sunitas.

Isso foi seis anos atrás. A revolta patrocinada pelos sauditas estava fracassando de forma deplorável, de modo que o “presidente americano da paz,” o ganhador do Prêmio Nobel, autorizou a desastrosa “Operação Vulcão em Damasco” da CIA em julho de 2012. Vulcão em Damasco seguiu o modelo da invasão da Baía dos Porcos em Cuba autorizada pelo presidente John Kennedy em abril de 1961. A mesma premissa e o mesmo fracasso.

Como com a invasão da Baía dos Porcos, Vulcão em Damasco teve como parte mais importante a ideia falha de que uma incursão armada faria com que os cidadãos “reprimidos” se levantassem e se revoltassem. Eles realmente se levantaram em Damasco, exatamente como os cubanos em 1961 — para combater os invasores apoiados pela CIA e não para ajudá-los. Agentes da CIA e milhares de mercenários pagos acabaram encurralados num bolsão de um subúrbio de Damasco. Para salvar os mercenários, a mídia tratou da “descoberta” de um ataque de armas químicas, dando a Obama e aos aliados europeus uma desculpa para fazer bombardeios para ajudar os mercenários a escapar. Quando a Inglaterra recuou, o plano de fazer bombardeios na Síria para salvar os “rebeldes” se desintegrou e Obama desistiu. Essa foi sua “linha vermelha.”

A destruição do governo de Estado laico da Síria não ocorreu depois de “alguns dias” ou “algumas semanas,” conforme a CIA havia prometido, apesar de que Hillary recitava continuamente que “os dias de Assad estão contados” enquanto viajava o mundo recebendo doações para a Fundação Clinton.

Mas o “presidente americano da paz” não estava terminado ainda. Simultaneamente com a revolta síria, Obama apoiou a destituição do governo de Estado laico do Egito e a implantação da Irmandade Muçulmana. Até o envolvimento dos Estados Unidos em 2011, o Egito tinha uma lei rigorosa de que nenhum partido com base religiosa podia ter candidatos concorrendo a cargo. O motivo era óbvio: logo que um partido islâmico ganhasse a maioria, não haveria mais eleições livres. No final de 2011, a Irmandade Muçulmana havia assumido o controle e uma nova constituição consagrando a xaria, a lei islâmica, estava em vigor.

Em 2013 o povo egípcio estava cansado do governo sancionado pela Irmandade Muçulmana de Obama, e eles foram às ruas exigindo intervenção militar, que ocorreu e colocou o país de novo na rota de um Estado mais laico. Lamentavelmente, muitas igrejas foram destruídas e cristãos mortos antes que o golpe militar restaurasse a ordem. Contudo, a Irmandade Muçulmana, proscrita mais uma vez no Egito, esteve provavelmente por trás de um ataque a bomba a uma igreja que matou 25 pessoas em dezembro de 2016, embora o Estado Islâmico oficialmente tomasse crédito pela explosão.

Essas revoltas de muçulmanos sunitas apoiadas por Barack Obama — o presidente da paz — levaram diretamente ao estabelecimento do Estado Islâmico e à matança em massa de cristãos na Síria e Iraque. O que simboliza muito o que Obama realizou foi a fotografia famosa da decapitação de 21 trabalhadores cristãos coptas egípcios numa praia na Líbia em 2015. Praticamente todas as nações civilizadas do mundo (excluindo a Arábia Saudita, é claro) declararam o Estado Islâmico culpado de genocídio de cristãos na Síria e Iraque.

Entretanto, a CIA de Obama nunca parou de fornecer armas às gangues de muçulmanos sunitas na Síria.

O presidente do Prêmio Nobel da Paz dos EUA não havia acabado. A CIA e suas organizações associadas, a Fundação Nacional para a Democracia (FND), tem a Europa em seus sites. A CIA havia decidido que a base naval russa em Sevastopol no território da Crimeia, na Ucrânia, poderia se tornar uma grande base naval no Mar Negro para os Estados Unidos, se o governo ucraniano cancelasse o arrendamento da base naval para a Rússia, e a concedesse aos Estados Unidos. Por isso, a Ucrânia recebeu acordos lucrativos especiais com a União Europeia e os Estados Unidos se jogasse fora todas as ligações com a Rússia. O presidente ucraniano pró-Rússia disse “Não.”

Imediatamente, grupos “pró-democracia” financiados pela FND inundaram as ruas da capital ucraniana com pessoas, e um impasse armado resultou que viu o presidente democraticamente eleito fugindo para salvar a vida. Uma nova constituição foi escrita que garantiu que a parte leste da Ucrânia, a qual tem ligações étnicas e linguísticas com a Rússia, seria isolada e teria pouca representação.

Quando o governo democraticamente eleito da Ucrânia caiu, Carl Gershman, diretor da FND, declarou sua queda como seu “maior prêmio.” O Congresso dos EUA continua a encher a FND com 100 milhões de dólares por ano para desestabilizar a Rússia e outras nações com as quais os Estados Unidos têm diferenças políticas.

Em determinado momento, Obama enviou o porta-avião USS George H.W. Bush ao estreito de Bósforo, se dirigindo ao Mar Negro, que a Rússia vê como estratégico para sua própria existência.

A Rússia respondeu simplesmente anexando a Crimeia. A Crimeia havia sido parte da Rússia por mais de 200 anos e só a tinha concedido à Ucrânia por duas décadas para propósitos administrativos enquanto a Ucrânia era uma república soviética. A Rússia estava preparada para lutar por sua base naval de águas quentes na Crimeia e, se necessário, usar armas nucleares.

Lembra-se da turnê de desculpas? Obama disse ao mundo que os jeitos “imperialistas” dos Estados Unidos estavam terminados. No final de seu segundo mandato ele envolveu tropas armadas americanas no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen e Somália, além de ter assessores militares na Ucrânia, que estava agora combatendo um movimento separatista de cidadãos de língua russa.

No dia em que deixou a presidência, “o presidente da paz” tinha a maioria das tropas de elite dos EUA — os SEALs da Marinha e os Boinas Verdes do Exército — mobilizados em 138 países, de acordo com estatísticas que TomDispatch.com disse foram fornecidas pelo Comando de Operações Especiais dos EUA.

A pergunta é: Por que Obama se envolveu em mais guerras do que Ronald Reagan, George H.W. Bush ou George W. Bush? A resposta é o “império dentro do império.”

O império dentro do império é definido como as 13 agências de inteligência dos EUA que fornecem informes ao presidente. O presidente tem pouco acesso a informações que não são fornecidas a ele pelo império dentro do império. Um presidente pode assistir a um noticiário de TV ou ler um jornal, mas muitas das informações que ele costuma obter dessas fontes foram fornecidas a elas pelo império dentro do império. Na Fox ou na CNN, o império dentro do império é muitas vezes chamado de agências de inteligência (AI).

Jornalistas dos grandes canais noticiosos mantêm contatos dentro da CIA, do Pentágono, da Agência de Segurança Nacional, etc. Os operadores nessas agências fornecem “vazamentos” para seus contatos da mídia noticiosa que secariam se o que eles fornecem não virasse notícia. As reportagens sobre situações na Síria e na Ucrânia são muito influenciadas pelas informações fornecidas pelo império dentro do império.

O “presidente da paz” dependia diariamente de materiais que lhe eram dados que mostravam que os Estados Unidos estavam “sob ameaça” da China, da Rússia, do Irã e dos países árabes com governos de Estado laico — mas por incrível que pareça, não das organizações terroristas pertencentes aos muçulmanos sunitas. A CIA de algum jeito conseguiu prever a Rússia invadindo a Noruega, mas não conseguiu compreender que o Estado Islâmico tinha a capacidade de capturar metade do Iraque.

Se a Rússia não é o inimigo, então os Estados Unidos precisam transformá-la em inimiga.

A Rússia é o inimigo porque em média, um caça F-35 custa aproximadamente 200 milhões de dólares, e há um custo adicional de 42 mil dólares por hora para operar um F-35. Esses caças bombardeiros de quinta geração não são necessários para combater o Estado Islâmico ou qualquer outra organização terrorista. Não há também nenhuma necessidade de novos porta-aviões, a um custo aproximado de 17 bilhões cada um, a fim de combater o Estado Islâmico.

É preciso um bicho-papão para justificar o custo dos F-35s e gigantescos navios de guerra, e a Rússia foi escolhida e montada para ser esse bicho-papão. A realidade da Rússia é muito diferente. O orçamento militar russo é menos de um décimo do orçamento da OTAN, e a OTAN tem 20 vezes mais aviões e 10 vezes mais navios do que a Rússia. A Rússia perde em números e orçamento, e a OTAN tem tropas armadas literalmente bem na fronteira da Rússia.

De repente, o presidente Donald Trump estragou os planos. Logo depois de ganhar a eleição, Trump questionou as agências de inteligência sobre as necessidades de gastos militares.

Ele questionou a necessidade da OTAN e disse que duvidava que a Rússia iria invadir a Europa, que é seu cliente número 1 de petróleo e gás natural. A Rússia tem a segunda maior reserva de energia no mundo depois dos Estados Unidos.

De repente o império dentro do império aproveitou a acusação “a Rússia ganhou a eleição para Trump” e produziu todas as espécies de documentos que mostravam como a Rússia “hackeou” a eleição ao expor a desonestidade e a corrupção da oponente de Trump, a Hillary Clinton. Os senadores John McCain e Lindsey Graham se uniram ao senador Marco Rubio para condenar as alegadas ações da Rússia que os democratas disseram roubaram a eleição de Hillary.

Isso não impediu os tuítes de Trump, de modo que de repente apareceu um dossiê de 35 páginas sobre Trump produzido por um hack político no Reino Unido que foi certa vez um espião do MI-6 (o MI-6 é a versão do Reino Unido da CIA). O dossiê tinha todas as espécies de material nojento nele, inclusive uma acusação de que Trump contratou prostitutas para cometer atos vis em Moscou numa cama que Obama tinha certa vez dormido quando ele visitou a Rússia. Em seus últimos dias como diretor da CIA, John Brennan atacou o presidente-eleito Trump, passando-lhe um sermão sobre como se conduzir como presidente.

E sim, Brennan é o mesmo espião que não conseguiu achar nenhuma organização terrorista islâmica operando no Iraque ou na Síria. Aliás, parece que a CIA não consegue encontrar nenhum muçulmano sunita mau.

Um atentado terrorista muçulmano sunita em San Bernardino, Califórnia em 2015 matou 14 e feriu gravemente 22. Um atentado muçulmano sunita em Orlando, Flórida, em 2016 matou 49 e feriu 53. Durante a presidência de Obama, houve numerosos outros atentados muçulmanos sunitas vitoriosos, inclusive em Fort Hood, Texas, e na Maratona de Boston. Na Europa, atentados muçulmanos sunitas devastadores ocorreram na Bélgica, França e Alemanha, matando muitos civis.

Em face do terrorismo de grupos muçulmanos sunitas, o diretor da CIA, ao deixar seu cargo, disse que os EUA precisam a todo custo trabalhar junto com os muçulmanos sunitas e proteger os aliados sunitas dos EUA, tais como a Arábia Saudita. Os sauditas são os principais competidores, na produção de petróleo, da Rússia e precisam de apoio, independente do terrorismo que eles financiam. Apesar de que os muçulmanos sunitas são responsáveis por quase todos os atos de terrorismo islâmico nos últimos 20 anos, o império dentro do império ainda quer vender ou dar mais armas aos sunitas.

Será que o presidente Donald Trump conseguirá manter sua promessa de impedir o caos causado pelas intervenções americanas no Oriente Médio e outras regiões? Ele assumirá a defesa dos cristãos perseguidos no Oriente Médio conforme ele prometeu, ou o império dentro do império o fará apoiar os países muçulmanos sunitas do Golfo a fim de “combater a Rússia”?

A resposta poderá vir mais cedo do que esperamos enquanto o Irã é “advertido” e dezenas, inclusive crianças, foram mortos durante o primeiro ataque das Forças Especiais autorizadas por Trump no Iêmen.

William J. Murray é presidente da Coalizão de Liberdade Religiosa em Washington DC e diretor do programa Natal para Refugiados.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Western Journalism: The Nobel Peace Prize President, The ‘Deep State’ And Wild Card Trump

Fonte: www.juliosevero.com

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Apresentador conservador Michael Savage anuncia que transformaram Michael Flynn em bode-expiatório

Comentário de Julio Severo: O tenente-geral Michael Flynn renunciou ao seu posto importante de assessor de segurança nacional do Presidente Donald Trump. Ele estava ali para ajudar a moldar a política externa dos EUA tirando-a de seu enfoque neocon desgastado e inútil de mirar na Rússia, em vez do terrorismo islâmico, como ameaça principal. A meta dele era mirar no terrorismo islâmico e ter a Rússia como parceira. Tal meta estava de acordo com o discurso de campanha de Trump, que não queria seguir as metas neocons. Mas os neocons prevaleceram. Derrubaram Flynn e, com certeza, pressionaram Trump a enviar seu diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita na semana passada. Com Flynn fora do caminho, os neocons agora têm mais uma vez liberdade de ação na política externa dos EUA. A reportagem a seguir, traduzida por mim e disponibilizada ao Brasil, é do WND (WorldNetDaily):

Michael Flynn

Michael Flynn é um “bode-expiatório,” argumenta Michael Savage, apresentador de programa de rádio, logo depois da renúncia do franco assessor de segurança nacional.

“A velha ordem mundial quer atritos permanentes com a Rússia,” Savage disse ao WND antes de seu programa nacional de rádio de terça-feira, “The Savage Nation.”

Flynn renunciou na noite de segunda-feira depois de reportagens de que ele havia dado “informações incompletas” para o vice-presidente Mike Pence acerca de sua discussão de final de dezembro com o embaixador russo nos Estados Unidos com relação às sanções [que Obama havia imposto na Rússia].

Pence, baseado em informações de Flynn, havia dito aos meios de comunicação que Flynn não discutira sanções com o embaixador, Sergey I. Kislyak.

Savage comentou que o presidente Obama fora pego numa gafe de microfone dizendo ao presidente russo Dmitry Medvedev, que já estava saindo do cargo, que Vladimir Putin lhe daria mais “espaço” porque Obama teria mais “flexibilidade” para trabalhar com a Rússia depois de sua reeleição em 2012.

“Onde estavam então os protestos dos indivíduos sem cultura nos meios de comunicação?” Savage perguntou.

“Vejo a demonização de Putin, da Rússia e de Flynn como parte de uma campanha dos neocons, das agências de espionagem dos EUA e dos membros do Partido Democrático que querem hostilidade eterna à Rússia,” ele disse.

“É como bombeiros que iniciam incêndios para justificar seus empregos.”

O Presidente Trump, depois de aceitar a renúncia de Flynn, tuitou na terça-feira de manhã: “O caso importante aqui é por que é que há tantos vazamentos ilegais vindo do governo dos EUA?”

Flynn afirmou que pensou nisso na terça-feira de manhã quando a Fox News lhe perguntou se os vazamentos tinham um alvo específico, foram coordenados e possivelmente uma violação da lei.

“Sim, sim e sim,” disse Flynn.

Um rio de vazamentos

Agentes do FBI escreveram um relatório secreto, baseado em interceptações, resumindo as discussões de Flynn com Kislyak. A ex-ministra da Justiça em exercício Sally Yates concluiu que Flynn poderia ser vulnerável à chantagem e suspeitava que ele poderia ter violado a Lei de Logan, que proíbe cidadãos dos EUA de interferirem em disputas diplomáticas com uma nação estrangeira, informou o jornal Washington Post.

Horas antes de sua renúncia, Flynn insistiu numa entrevista à Organização Investigativa da Fundação Noticiosa Daily Caller que ele “não passou dos limites” em sua discussão com o embaixador.

Sua preocupação principal, ele disse, era o rio constante de vazamentos dados a jornalistas com base em informações confidenciais.

“Em alguns desses casos, a questão envolve informações tiradas de um sistema confidencial e entregues a um jornalista. Isso é crime,” ele disse ao Daily Caller.

Flynn é um tenente-general aposentado do Exército que serviu como diretor da Agência de Inteligência de Defesa antes de se tornar o assessor de segurança nacional do Presidente Donald Trump no Dia da Posse.

Ele criticava fortemente a política externa do presidente Obama, inclusive a abordagem “politicamente correta” dele de lidar com a ameaça do terrorismo islâmico.

“Estamos cansados dos discursos vazios de Obama e sua retórica equivocada. Isso tem feito com o que o mundo não tenha respeito pela palavra dos EUA nem tema a força dos EUA,” Flynn disse em seu discurso principal na Convenção Nacional Republicana em julho.

“Avançando rápido demais”

Savage, um grande apoiador de Trump durante sua campanha, já expressou preocupação de que o círculo interno está fazendo com que ele avance rápido demais, levando a erros caros.

“Penso que Trump está em perigo a menos que ele desperte para o fato de que os que estão ao redor dele podem não estar agindo, vamos dizer, no melhor interesse dele,” Savage disse aos seus ouvintes.

Savage disse que Trump está “avançando rápido demais e em questões erradas.”

“Ele deveria ter começado com algo menos polêmico do que ele começou, e ele deveria ter ido um pouco mais devagar,” disse Savage.

A mensagem de Savage sobre fronteiras, língua e cultura foi posição firme na campanha, e Trump era convidado frequente no programa de Savage. Savage descreveu seu livro mais recente, “Scorched Earth: Restoring the Country After Obama” (Terra Arrasada: Restaurando o País depois de Obama), como “plano arquitetural para Trump.”

Ele está para lançar um livro sobre o novo presidente “Trump’s War: His Battle for America” (A Guerra de Trump: Sua Batalha pelos EUA).

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Michael Savage: Flynn a “scapegoat”

Fonte: www.juliosevero.com

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CIA premia Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico

Julio Severo

A CIA sob o presidente americano Donald Trump fez o que era possível só sob Obama ou uma notícia falsa: Mike Pompeo, o homem que Trump nomeou como o novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), visitou a Arábia Saudita na semana passada para entregar ao Príncipe Herdeiro Mohammed bin Naif bin Abdulaziz, que é vice-primeiro-ministro e ministro do Segurança Nacional da Arábia Saudita, a Medalha George Tenet por esforços contra o terrorismo e por “sua contribuição desmedida para concretizar a segurança e paz mundial.”

Num comunicado de imprensa para a Agência de Imprensa Saudita, a qual pertence ao governo saudita, Abdulaziz expressou seu agradecimento à CIA por conceder o prêmio e disse que a medalha é fruto de esforços de líderes sauditas para combater o terrorismo.

Comentando sobre o papel saudita para combater o terrorismo, ele disse que a Arábia Saudita rejeita totalmente o terrorismo, condenando-o em todas as formas e manifestações, e dizendo que não existe conexão entre o islamismo e o terrorismo. Ele acrescentou que a Arábia Saudita continuará a combater o terrorismo e o extremismo.

Respondendo a uma pergunta sobre a relação entre a Arábia Saudita e o governo de Trump, Abdulaziz disse que as relações entre americanos e sauditas têm bases históricas e estratégicas e que nenhuma tentativa de separar a Arábia Saudita e os Estados Unidos terá êxito.

Pompeo, o representante oficial de Trump que premiou a Arábia Saudita, não fez nenhuma objeção.

Todas essas informações vieram da agência noticiosa oficial do governo saudita.

Contudo, a mídia de massa dos EUA não fez nenhuma reportagem sobre isso até agora. Meu primeiro pensamento foi: Por que os grandes meios de comunicação dos EUA não estão dando notícias sobre isso? Não querem incomodar seu novo chefe? Até a poderosa mídia esquerdista está silenciosa.

Se Trump quer ser levado a sério em sua guerra contra o terrorismo islâmico, por que ele não está levando a sério o papel saudita no terrorismo islâmico? Por que ele enviou o diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita apenas uma semana após a nomeação de Pompeo? Por que tanta pressa para honrar os sauditas?

Afinal, é os “EUA em Primeiro Lugar” ou a “Arábia Saudita em Primeiro Lugar”?

Um prêmio para a Arábia Saudita por combater o terrorismo equivale a um prêmio para Hitler por combater o nazismo e a um prêmio para Stálin por combater o comunismo soviético.

Como é que o governo de Trump espera combater o terrorismo islâmico premiando seu principal patrocinador? Não só o principal patrocinador do terrorismo islâmico contra o mundo, mas também contra os Estados Unidos.

Uma manchete de 2016 da Fox News disse: “Memorando, antes confidencial, mostra múltiplas conexões sauditas aos conspiradores do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.” A maioria dos terroristas envolvidos nesse atentado era saudita.

Uma reportagem de 2016 do “Foreign Policy” (Política Externa) comentou sobre “evidências incontestáveis de que dentro do governo saudita existe apoio para esses terroristas.”

Dos 19 terroristas islâmicos envolvidos no atentado de 11 de setembro de 2001, 15 deles eram da Arábia Saudita, de acordo com a CIA. Em 2015, um dos terroristas do 11 de setembro de 2001, Zacarias Moussaoui, afirmou que vários membros da família real saudita faziam parte de uma lista de financiadores da al-Qaida no banco de dados em que ele trabalhava sob as ordens de Osama bin Laden, de acordo com reportagem da CNN.

A Rede de Televisão Cristã nos EUA teve esta manchete em 2015: “O papel da Arábia Saudita na propagação do terrorismo islâmico.”

Pelo fato de que os Estados Unidos foram também vítimas de terroristas sauditas, é impossível compreender por que razão Trump enviou o diretor da CIA para premiar um alegado esforço saudita para “combater o terrorismo e promover a paz e a segurança mundial.”

Trump está nas manchetes por sua medida de barrar a imigração islâmica e o público conservador entende que esse é um esforço sério para combater o terrorismo. Mas será que tudo isso poderia ser apenas um grande espetáculo? Afinal, a Arábia Saudita, que proíbe a Bíblia e não tem nenhuma comunidade cristã, não está na lista negra de Trump. As nações muçulmanas que estão na lista negra dele são de fato inimigas da Arábia Saudita. A Síria, que tem uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo, está na lista negra de Trump.

Num artigo de 2014 intitulado “Defensor da liberdade religiosa diz: família real saudita não quer deixar Obama derrotar terroristas sunitas do EIIL que estão massacrando cristãos,” William J. Murray, diretor da Coalizão de Liberdade Religiosa, disse:

“Os Estados Unidos têm sido ‘marionetes’ militares da família real saudita, atacando e isolando nações xiitas como a Síria. O Estado de maioria xiita da Síria, que protege as minorias religiosas, é alvo dos Estados Unidos só porque os membros da família real saudita estão dando as ordens, não o povo americano.”

De acordo com Murray, sob Obama, os EUA e a Arábia Saudita treinavam terroristas do ISIS para atacar a Síria. E agora com a medalha da CIA, Trump está premiando tanto Obama quanto os sauditas por seu trabalho sujo.

De acordo com John Perkins, em seu livro “Confissões de um Assassino Econômico,” a Arábia Saudita tem um relacionamento muito especial com os EUA desde meados da década de 1970. Ele diz:

“A evidência era incontestável: a Arábia Saudita, o aliado de longa data dos EUA e o maior produtor de petróleo do mundo, havia se tornado, como explicara uma elevada autoridade do Departamento do Tesouro dos EUA, ‘o epicentro’ do financiamento terrorista… A ‘generosidade’ saudita incentivava as autoridades dos EUA a fazer vista grossa, dizem alguns agentes veteranos dos serviços de inteligência dos EUA. Bilhões de dólares em contratos, verbas e salários foram para um grande número de ex-autoridades dos EUA que haviam lidado com os sauditas: embaixadores, diretores de postos da CIA, até ministros de governo…”

Então até mesmo americanos sabem sobre o papel saudita incontestável no terrorismo islâmico internacional.

Ao enviar seu diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por “combater o terrorismo e promover a paz e a segurança mundial,” Trump frustrou as esperanças conservadoras de uma luta real contra o terrorismo islâmico.

Com informações da Agência de Imprensa Saudita, Coalizão de Liberdade Religiosa e RT.

Versão em inglês deste artigo: CIA Rewards Saudi Arabia for Fighting Islamic Terror

Fonte: www.juliosevero.com

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Por que atirar os evangélicos dos EUA no conflito provocado por Soros na Ucrânia?

Julio Severo

“Os ucranianos estão de novo enfrentando agressão da Rússia, iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin. O blogueiro cristão Warren Throckmorton pergunta se os evangélicos dos EUA intervirão para ajudar,” disse Veronica Neffinger, editora do site ChristianHeadlines.com, em seu artigo “Putin is Again Bombing Ukraine: Will Evangelicals Call on Trump to Take Action?” (Putin Está Bombardeando de Novo a Ucrânia: Os Evangélicos Pressionarão Trump para Adotar Ação?).

Ela acrescentou:

Numa postagem intitulada “Os Líderes Evangélicos Ainda se Importam com a Ucrânia?” Throckmorton recorda um curto tempo atrás em que os evangélicos denunciavam as ações de Putin para com a Ucrânia e pressionavam o presidente Obama por ter uma indisposição aparente de confrontar a agressão de Putin para com o vizinho da Rússia.

No entanto, agora os evangélicos parecem permanecer em silêncio enquanto o presidente Trump também permite que Putin bombardeie a Ucrânia.

Trump tem sido acusado por algum tempo de ser amistoso demais com a Rússia, embora ele alegue que ter um relacionamento diplomático com Putin é vantagem para os EUA.

Ainda que Neffinger apresente Obama como de certa forma indiferente a uma alegada agressão russa, Obama impôs várias sanções pesadas contra a Rússia. O que Neffinger queria a mais? Intervenção militar direta dos EUA?

É um mistério que Neffinger tenha usado Throckmorton como fonte confiável. De acordo com uma reportagem de 2010 de LifeSiteNews, ele criou “confusão ao apoiar projetos de lei de união civil de mesmo sexo, e ao afirmar que os homossexuais podem viver vidas ‘normais, naturais e saudáveis.’”

Throckmorton não teve postura sólida para travar a guerra cultural contra a agenda homossexual, e agora ele quer os evangélicos dos EUA envolvidos no conflito ucraniano?

Throckmorton se encaixa muito bem no perfil de belicista cristão, conforme descrito pelo Rev. Chuck Baldwin em seu artigo revelador intitulado “O amor dos cristãos americanos pelo Estado amante de guerras está matando outros cristãos.” Mas é uma pena que ele não seja “belicista” contra a agenda gay.

Antes da invasão americana no Iraque, diziam a nós conservadores que a invasão era necessária para ajudar Israel e os cristãos. Li (e divulguei) artigos de proeminentes evangélicos americanos e suas opiniões em apoio da invasão. Mas a consequência foi destruição, principalmente para os cristãos. Os cristãos iraquianos, que eram mais de 2 milhões, agora são menos de 400.000.

Apoio a medida de Trump de barrar a imigração islâmica. Mas se os EUA não querem ser invadidos, não deveriam invadir outras nações. O Iraque foi invadido e sua população cristã foi assolada. Durante sua campanha, Trump denunciou Bush e sua invasão do Iraque.

Por que agora Trump deveria ceder aos neocons e aceitar seu desejo de guerra contra a Rússia na Ucrânia? A Ucrânia, que sofreu um golpe orquestrado por Obama, seu Departamento de Estado e Soros e os neocons, está muito longe dos EUA.

A Ucrânia é mais do que outro Iraque. É uma vitrine das ambições neocons. Enquanto Barack Obama, Hillary Clinton e George Soros estavam chamando a revolução ucraniana de revolução do povo, numa reportagem do WND Michael Savage disse:

“A situação na Ucrânia tem sido pintada como um conflito entre a Rússia de Vladimir Putin, os supostos caras maus, e os rebeldes ucranianos, os supostos caras bons que buscam expulsar a Rússia de uma posição de influência na Ucrânia e instalar um novo governo que dará atenção ao povo ucraniano. Não acredite numa única palavra disso. Os nacionalistas ucranianos são fascistas. O propósito original do governo dos EUA ao encenar um golpe na Ucrânia era afastar a Ucrânia da Rússia e levar a Ucrânia à União Europeia. Em outras palavras, os neocons e os ‘moderados’ comprados do governo de Obama queriam tirar, à força, o controle da Ucrânia das mãos de Putin e ganhar controle econômico e energético sobre o país. Como o Dr. Stephen F. Cohen apontou, os países ocidentais, com os EUA liderando o caminho, estão há décadas provocando Putin. O Ocidente expandiu a OTAN para incluir ex-estados soviéticos — a Ucrânia parece ser o próximo alvo — e atacou aliados da Rússia, inclusive Líbia e Iraque. Os EUA — junto com outros países ocidentais — por meio de suas incursões na política, economia e segurança nacional da Rússia e vários de seus aliados, efetivamente provocaram a situação que agora está se revelando na Ucrânia. Cohen está certo.”

Savage apontou que Obama e seus neocons, não conservadores, criaram uma revolução na Ucrânia para afastá-la da Rússia e colocá-la, eventualmente, na órbita da OTAN.

Portanto, a agressão não veio de Putin, conforme acusa Neffinger. Veio diretamente dos neocons.

Enquanto em sua campanha eleitoral, o Presidente Donald Trump elogiava a Rússia e os assessores de Trump estavam apoiando forças pró-Rússia na Ucrânia, os neocons têm abertamente louvado a revolução ucraniana como o melhor exemplo democrático contra uma ditadura. A revolução ucraniana foi a maior revolução de Soros, tendo sido financiada em massa por ele.

O WorldNetDaily confirmou que “George Soros investiu pesadamente na crise da Ucrânia.”

“Soros já forneceu mais de 100 milhões de dólares para sustentar grupos ucranianos,” de acordo com o WorldNetDaily. A revolução ucraniana foi mais que uma revolução do povo. Foi a revolução de Soros, e seu troféu especial. Foi sua coroa revolucionária.

Contudo, Soros não financiou apenas grupos esquerdistas para apoiar sua revolução ucraniana. Proeminentes membros do Partido Republicano que atacaram Trump por sua posição pró-Rússia em suas campanhas também foram financiados por Soros, de acordo com o Breitbart:

De acordo com registros compilados pelo Centro de Política Reagente, e disponíveis em OpenSecrets.org, funcionários da Gerência de Financiamento de Soros doaram 40 mil dólares para Paul Ryan, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA; para o senador Marco Rubio; para o senador John McCain; para o senador Lindsey Graham, para o governador de Ohio John Kasich e para o ex-governador de Flórida Jeb Bush.

Qual é a posição desses republicanos supostamente conservadores sobre a Ucrânia? Em 10 de julho de 2016 Paul Ryan disse: “Os Estados Unidos estão firmes com a Ucrânia… e para confrontar a agressão russa.”

Uma manchete de 8 de setembro de 2016 do jornal Los Angeles Times disse: “Paul Ryan discorda de Trump, chama Putin de ‘inimigo.’”

Sobre Marco Rubio, uma manchete de 2 de outubro de 2015 do DailyMail disse: “Rubio promete novas sanções contra o ‘gângster e assassino’ Putin e ‘assistência militar letal’ para a Ucrânia se ele for eleito presidente.”

Sobre John McCain e Lindsey Graham, o site noticioso NewsMax teve esta manchete de 10 de fevereiro de 2017: “McCain, Lindsey Graham visitam posto militar avançado na Ucrânia.”

A Reuters teve esta manchete em 1 de janeiro de 2017: “Senador McCain diz que os EUA ‘precisam enfrentar Vladimir Putin.’”

O jornal USA Today teve esta manchete de 31 de dezembro de 2016: “McCain visita tropas ucranianas de linha de frente em gesto anti-Putin.”

Sobre John Kasich, o jornal DailySignal teve esta manchete de 12 de agosto de 2015: “John Kasich: Os EUA Precisam Dar Assistência à Ucrânia.”

Sobre Jeb Bush, quando perguntado “Os EUA deveriam dar assistência militar para defender a Ucrânia da Rússia?” ele respondeu: “Sim, a invasão russa da Ucrânia ameaça o equilíbrio de poder na região.”

Todos esses republicanos apoiam a guerra neocon que Soros criou na Ucrânia. Todos eles querem guerra contra a Rússia. Todos eles foram financiados por Soros, cujas organizações esquerdistas foram expulsas da Rússia por Putin.

Todos eles criticaram Trump por seu não envolvimento, pelo menos em sua campanha, na crise que Soros criou na Ucrânia.

Em seu artigo que incita os evangélicos dos EUA a se envolverem na crise ucraniana, Veronica Neffinger fala sobre “Putin bombardeando a Ucrânia” e sobre “confrontar a agressão de Putin.”

Entretanto, Putin não criou a crise. Ele só está respondendo à agressão de Soros. Uma manchete de 27 de maio de 2014 do Infowars disse: “Soros Confessa que É Responsável por Golpe e Assassinatos em Massa na Ucrânia.”

Sobre o artigo de Neffinger, o Rev. Scott Lively disse em resposta a uma pergunta de Julio Severo: “Penso que a desordem na Ucrânia é o resultado previsível da determinação de Obama reiniciar a Guerra Fria devido à hostilidade da Rússia para com a agenda LGBT, ao encenar o golpe para forçar mudança de governo na Ucrânia pró-Rússia. A guerra civil que ainda assola precisará ser resolvida por Trump e Putin, provavelmente com a divisão da Ucrânia.”

Leitores do artigo de Neffinger disseram:

Betty Gray: “Obama e Soros derrubaram o presidente eleito da Ucrânia para colocar o homem deles. Digo que a Ucrânia está perto de Putin, é problema dele; principalmente para as regiões que querem se separar.”

John Xanthopoulos (professor da Universidade de Montana Ocidental): “Absurdo total! A Rússia não está bombardeando a Ucrânia! Será que os evangélicos não conseguem achar algo produtivo para fazer e cuidar de seu próprio nariz?”

Deanna Miling Swarvar (Universidade Estadual Ferris): “Não deveríamos de forma alguma nos envolver em outro conflito, principalmente com a Rússia. É hora de cuidarmos de nossas próprias questões e deixar os outros países cuidarem de seus próprios problemas.”

Num artigo de 2014 no site American Thinker, meu amigo judeu, Don Feder, que é escritor, disse:

Putin é um estrategista militar que se importa mais com os interesses nacionais da Rússia, e com as minorias russas nos países vizinhos, do que com a força mítica conhecida como opinião mundial. Tomara que os Estados Unidos tivessem um presidente que se importasse mais com seus interesses do que em promover o globalismo e a agenda social da esquerda.

A população da Crimeia é 60% russos étnicos. Pela maior parte dos 800 anos passados, a Ucrânia sempre foi russa.

Uma Ucrânia independente desapareceu no século XII. Reapareceu brevemente depois da Revolução Bolchevique, só para ser esmagada pelo Exército Vermelho e não emergir de novo até a queda da União Soviética. Então, por que é que estão fazendo tanto rebuliço sobre a “integridade territorial” de um Estado que nasceu ontem?

O governo apoiado pela Rússia em Kiev veio ao poder de forma democrática, mas foi expulso [pelo golpe de Soros]. A informação que temos é que o governo interino é pró-Ocidente e pró-UE.

Quando Reagan era presidente, a expressão “pró-Ocidente” tinha significado claro. Significava ser a favor do governo representativo, a favor dos direitos humanos e a favor dos valores ocidentais (judaico-cristãos).

Hoje, significa uma disposição de aceitar o “casamento” homossexual, o aborto legal, uma ética cultural anti-judaico-cristã — a agenda dos comissários culturais da UE — e as ordens econômicas da burocracia de Bruxelas.

Putin não quer ver a UE — e possivelmente a OTAN — bem na fronteira da Rússia [através da Ucrânia]. Dá para culpá-lo? Se alguém derrubasse um governo pró-EUA democraticamente eleito no Canadá e o substituísse por um governo interino hostil aos interesses americanos, um governo que tivesse elementos neonazistas e que imediatamente adotasse medidas contra os canadenses que falam inglês, os EUA também ficariam irritados…

Mas os conservadores que ainda estão lutando a Guerra Fria me perguntam: Você não se importa com uma possível anexação russa da Crimeia e da Ucrânia Oriental (com sua população ortodoxa de orientação russa)? Não mesmo.

Obama e os neocons iniciaram a crise ucraniana mediante marionetes do Partido Democrático e do Partido Republicano financiadas por Soros para provocar a Rússia e Putin.

E agora Neffinger quer que os evangélicos confrontem a Rússia e Putin usando como referência Warren Throckmorton, um psicólogo cristão confuso sobre a sodomia, um evangélico que não quer combater a agenda gay, mas quer incitar os evangélicos em guerras neocons?

Conforme apontado por Chuck Baldwin, as guerras neocons amadas por evangélicos dos EUA matam cristãos em outros países.

Então Neffinger citou Paul Kengor, que disse: “A atitude de Trump de achar que Putin gosta dele é um conceito fatal… É também o polo oposto das declarações e atitude de Ronald Reagan para com a Rússia.”

Um ativista anticomunista furioso jamais quereria conversar com os líderes vermelhos. Ele retribuiria ódio com ódio, como Hitler fazia. Mas Reagan realmente se sentou com eles. Aliás, ele levou Mikhail Gorbachev, o líder soviético, para seu rancho, para sentir sua vida de família e sua recepção calorosa.

Reagan trabalhou para extinguir o ódio soviético com consideração conservadora cristã.

Margaret Thatcher disse: “Reagan venceu a Guerra Fria sem dar um tiro.” O tiro dele foi seu rancho!

Reagan levou Gorbachev para seu rancho porque ele queria cultivar amizade, não ódio. A União Soviética sabia cultivar ódio. Reagan sabia cultivar amizade.

Não há União Soviética hoje, e nenhum Reagan. Mas há um clima neocon hostil pesado de que se Trump continuar a tentar cultivar amizade com Putin ou levá-lo para seu rancho, republicanos financiados por Soros e evangélicos incitados por Throckmorton acusarão Trump de apaziguamento covarde.

Contudo, a realidade de hoje não é o que Kengor parece ter tentado retratar: capitalismo cristão dos EUA versus comunismo ateísta soviético. O conflito hoje é os EUA e principalmente seus evangélicos cedendo aos neocons e suas guerras.

Na Rússia hoje, não existe comunismo ateísta controlando sua sociedade, de acordo com William Murray numa entrevista a Julio Severo. Putin está apenas defendendo seu próprio país e os cristãos ortodoxos de fala russa no leste da Ucrânia. Ele só está reagindo a um golpe de Soros e dos neocons.

O conflito não é neocons versus Putin ou Putin versus neocons. Qual lado Trump escolherá? Qual lado os evangélicos dos EUA escolherão?

A Ucrânia e sua crise não são problemas para os EUA e sua política externa desastrosa, que causou a crise.

Agora, o mínimo que os EUA podem fazer é deixar Putin tentar limpar a bagunça que Obama, os neocons e Soros fizeram na Ucrânia contra a Rússia.

Os evangélicos não deveriam se envolver nas guerras neocons. Mas eles podem orar para que a vontade de Deus prevaleça sobre Soros e os neocons.

Eles também podem incentivar Trump a cumprir seu discurso de campanha, o qual foi essencialmente contra os neocons. Só com a ajuda de Deus Trump conseguirá resistir aos neocons.

E com a ajuda de Deus, os evangélicos deveriam expor os neocons e outros evangélicos que os ajudam.

Versão em inglês deste artigo: Why Throw U.S. Evangelicals into the Soros-Provoked Conflict in Ukraine?

Fonte: www.juliosevero.com

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“Você acha que os EUA são inocentes?” diz Trump, redobrando seu respeito por Putin e acrescentando que “Os EUA têm um monte de assassinos” quando lhe contaram que o presidente russo é um “assassino” por matar jornalistas

Ariel Zilber do Dailymail.com e Associated Press

Comentário de Julio Severo: A reportagem do DailyMail, que disponibilizo traduzida abaixo, identifica de forma errada os neoconservadores (neocons), chamando-os de “conservadores.” Por exemplo, o DailyMail chamou John Podhoretz de “conservador.” Na verdade, Podhoretz é um famoso neocon. Chamar um neocon de “conservador” é uma grande ofensa aos conservadores legítimos, pois os neocons são muitos diferentes dos conservadores, conforme explico no meu artigo “O que é neoconservadorismo (neocon)?” Por isso, para melhor compreensão do leitor substitui o termo errôneo “conservador” por “neocon” onde aplicável. Eis a reportagem completa:

O presidente Donald Trump de novo causou choque no sábado depois que ele justificou seu “respeito” pelo presidente russo Vladimir Putin ao apontar que os Estados Unidos têm “um monte de assassinos” e perguntar: “Olha, você acha que nosso país é inocente?”

Trump fez os comentários numa entrevista gravada para Bill O’Reilly, apresentador da Fox News.

A entrevista toda irá ao ar na rede da Fox antes do Super Bowl no domingo.

O’Reilly perguntou a Trump sobre seus sentimentos com relação a Putin — um assunto que foi discutido frequentemente durante a campanha eleitoral.

“Eu realmente o respeito,” o presidente disse para O’Reilly.

“Olha, eu respeito muitas pessoas, mas isso não significa que me darei bem com elas.”

Quando O’Reilly disse para Trump que Putin era um “assassino” por causa de vários jornalistas e dissidentes mortos na Rússia, Trump não quis ceder.

“Há um monte de assassinos,” Trump disse. “Os EUA têm um monte de assassinos.”

“Olha, você acha que nosso país é inocente?”

Trump disse que crê que relações melhores com a Rússia é um interesse nacional.

“Se a Rússia nos ajudar na luta contra o ISIS, que é uma luta grande, e contra o terrorismo islâmico no mundo inteiro, uma grande luta, isso é uma coisa boa,” Trump disse.

O louvor que Trump deu para Putin e os paralelos que ele pareceu fazer nessa declaração entre o histórico de direitos humanos da Rússia e o histórico de direitos humanos dos Estados Unidos enfureceram os neocons, embora os comentários tenham precedente.

Em dezembro de 2015, Trump fez declarações semelhantes durante uma entrevista no programa Morning Joe da TV MSNBC.

“Ele está governando seu próprio país e pelo menos ele é um líder, diferente do que temos neste país,” Trump disse quando o apresentador Joe Scarborough lhe perguntou sobre o alegado papel de Putin no assassinato de jornalistas.

“Penso que os EUA cometem um monte de assassinatos também, Joe. Há muita estupidez ocorrendo no mundo neste momento, muitas matanças, muita estupidez,” disse Trump.

John Podhoretz, um proeminente comentarista neocon, tuitou no sábado: “Se Obama dissesse isso, [Sean] Hannity and [Laura] Ingraham teriam pedido o impeachment dele.”

“Ei, gente que se considera patriota, escute a esse clipe por favor e expliquem o que é patriótico ou ‘América em primeiro lugar’ nisso. Honestamente, não entendo isso,” tuitou Michael McFaul.

Bret Stephens do The Wall Street Journal criticou severamente Trump.

“Trump coloca os EUA em pé de igualdade com a Rússia de Putin,” Stephens tuitou.

“Nunca na história um presidente americano difamou seu país assim.”

Glenn Greenwald, jornalista que frequentemente critica a política externa dos EUA, defendeu Trump.

“Trump está agora tentando afirmar que os EUA matam pessoas e que os EUA não são inocentes,” ele tuitou. “Provoca grande polêmica.”

“A declaração [de Trump] é certamente verdadeira, mas as pessoas estariam exigindo impeachment se Obama tivesse dito tal coisa,” tuitou Helena Hamilton.

No mês passado, o porta-voz de Putin disse que um encontro entre os dois líderes está em processo de acontecer.

Trump e Putin tiveram uma conversa muito antecipada de uma hora em 28 de janeiro, a primeira vez desde que Trump assumiu a presidência na semana passada.

Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, elogiou a ligação telefônica como uma “conversa boa e construtiva,” mas descartou sugestões de Trump e Putin chegando a acordos nessa ligação telefônica.

Peskov disse que assessores do governo russo e do governo americano receberam instruções para preparar uma reunião entre os dois líderes e acrescentou que os líderes poderiam alcançar acordos práticos só depois que se encontrarem face a face.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: “You think our country is so innocent?”: Trump doubles down on “respect” for Putin and says “US has a lot of killers” when told Russian president is “a killer” for murdering journalists

Fonte: www.juliosevero.com

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Milo Yiannopoulos e o surgimento do nazismo americano

Scott Lively

O exército de comunistas de George Soros está causando tumultos na Universidade de Berkeley e querem que nós conservadores fiquemos do lado do sujeito cuja turnê de palestras provocou tudo. No entanto, tenho duas palavras para os conservadores que estão sendo seduzidos a abraçar o porco faminto por atenção Milo Yiannopoulos como herói do conservadorismo: fujam! Com Trump agora como presidente, podemos nós mesmos resgatar o sistema educacional, muito obrigado. Não precisamos da ajuda desse exibicionista.

O que estamos testemunhando no artificioso “Fenômeno Milo” não é a resposta ao controle da extrema esquerda do sistema universitário americano, mas uma tentativa dos tão chamados “conservadores gays” de sequestrarem o pêndulo cultural que está finalmente oscilando para o lado dos conservadores depois de meio século de trabalho duro. Não só é Yiannopoulos um oportunista recentemente inventado se precipitando para pegar os holofotes bem no momento em que a maré da batalha está mudando, ele também representa a própria antítese do conservadorismo: o abandono do casamento e fundação da sociedade, a qual é a família, que o conservadorismo existe para conservar.

Não se deixe levar pela campanha da marca “Milo” dando-lhe o valor de nome como o da Madonna. O homossexual assumido Yiannopoulos não representa o conservadorismo. Como o homossexual Adolf Hitler fez na Alemanha, ele representa o surgimento do nazismo americano e adotá-lo nada fará senão fortalecer e justificar os comunistas que são verdadeiras duplicatas dele. Para guiar de volta os EUA ao sistema político e civil manejável de liberal versus conservador, os liberais precisam abandonar os bolcheviques, inclusive os agitadores de Berkeley e os conservadores precisam abandonar os nazistas, inclusive Yiannopoulos.

A afirmação dos esquerdistas de que Yiannopoulos representa o nazismo é digna de crédito? Sim! (Quanto a ele, mas não ainda quanto a Trump.) Pelo fato de que eles sabem o que os conservadores não sabem: que o nazismo sempre foi sobre homossexuais “machões” nacionalistas arrancando à força o poder dos homossexuais “fêmeos” comunistas e socialistas, primeiro nas ruas e então nos postos governamentais e finanças. (O antissemitismo foi apenas casual na agenda nazista nos primeiros doze anos.) Nesse sentido, “Milo” representa a própria essência do nazismo como o governo Trump representará se se alinhar aos homossexuais em vez de aos cristãos e aos judeus fiéis à Torá. (Por definição é uma escolha que o sr. Trump terá de fazer por um ou outro.)

Como disse Voltaire, os que não conseguem aprender as lições da história estão condenados a repeti-las, e estamos assistindo à repetição da queda da Alemanha na hiper-polarização entre comunistas e fascistas. Como autor do livro “A Suástica Rosa: Homossexualidade no Partido Nazista,” junto com o pesquisador judeu ortodoxo Kevin Abrams, sei melhor do que ninguém o que essa lição da história tem para nos ensinar e essa lição é: Nunca mais homo-fascistas como resposta conservadora ao comunismo violento.

Primeiramente, não existe tal coisa como “conservador gay” se palavras têm algum significado. Escrevi sobre isso aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2016/07/o-mito-do-conservador-gay.html

Sempre adotei a meta original do movimento gay, a qual era “o direito à privacidade.” Isso é verdadeira tolerância para com pessoas que escolhem viver fora dos comportamentos predominantes da sociedade e os defenderei contra a invasão à privacidade deles. Mas fazer propaganda da identidade homossexual como algo bom e normal é um ato deliberado de subversão da norma de família natural e não só merece, mas exige oposição do mundo civilizado.

O surgimento de líderes homossexuais na Direita política é um sinal de perigo de alerta vermelho sobre a saúde do movimento direitista, indicando que a principal força por trás dele não é mais bíblica, mas secular. Avisei que isso estava voltando em meu boletim de 1 de abril de 2009:

“Não há dúvida de que os tempos estão ficando mais tenebrosos, e o Evangelho está sendo desafiado nos EUA como nunca antes. E quase certamente ficará pior. [O deputado homossexualista] Barney Frank está predizendo a aprovação de pelo menos três grandes leis homossexualistas no primeiro mandato de Obama, e mundialmente a força destruidora homossexual está avançando velozmente. Em meses recentes, alguns igualaram a eleição de Obama com a eleição de Hitler, mas eu discordo. A eleição de Obama realmente equivale, num sentido histórico, ao governo de Weimar antes de Hitler, caracterizado por políticas econômicas socialistas desastrosas e uma simultânea devassidão sexual extrema. O caos social resultante atraiu uma compensação exagerada à ‘direita,’ que abriu a porta para Hitler. Tanto na Alemanha quanto nos EUA a transformação da cultura moral durante décadas de conservadora para corrupta foi orquestrada pelo movimento homossexual: Essa é a mensagem e tema central do livro ‘The Pink Swastika’ (A Suástica Rosa).”

“Neste exato momento, estamos vendo uma revolta populista antissocialista nos EUA na forma de Tea Parties e outros grupos. Sou totalmente a favor desses grupos, pois nessa fase esse movimento é em grande parte patrocinado e dirigido por cristãos. Contudo, se esse movimento crescer ao ponto em que os secularistas ultrapassem o número dos ativistas cristãos e comecem a assumir papéis de liderança, o tom e as metas desses grupos provavelmente mudarão para uma direita política, mas longe de princípios moderadores baseados na Bíblia. Veja: http://juliosevero.blogspot.com/2016/07/profecia-de-2009-fala-sobre-candidatura.html

Isso foi em 2009. Nesta semana o governo de Trump cometeu seu primeiro grande erro em se afastar de princípios moderadores baseados na Bíblia ao decidir continuar algumas das políticas de Obama com relação às questões LGBT. Meu amigo Peter LaBarbera escreveu sobre isso aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2017/02/trump-triangula-na-questao-da.html

Minha suposição é que toda essa questão pró-homossexualismo, inclusive a turnê de Yiannopoulos, é uma estratégia do assessor de Trump Steve Bannon do Breitbart. A equipe dele acha que pode minar a base de poder LGBT apoiando “conservadores gays” enquanto ao mesmo tempo redefine alguns aspectos da agenda gay como parte do conservadorismo, e enquanto ao mesmo tempo suprime a verdade sobre suas raízes comuns com o aborto (ao qual eles se opõem). Mas se o conservadorismo pode apoiar a sodomia, pode também apoiar a matança de bebês por meio do aborto, já que a lei contra ambos é de Deus: a lei acima de todas as leis.

Não dá para o presidente Trump tentar jogar ao mesmo tempo em dois times incompatíveis “triangulando” as questões. “Que comunhão há entre Cristo e Belial?” pergunta a Bíblia. Ou Trump fica com Deus ou com os demônios nessa questão. E os demônios por trás da degradação da sexualidade humana são poderosos demais para serem restringidos pela esperteza humana. O próprio Salomão, o governante mais rico e sábio de todos os tempos, não conseguiu aprender essa lição de história e perdeu seu reino por isso (1 Reis 11:1-12). Alguém realmente precisa superar Bannon (a quem admiro como estrategista na maioria dos aspectos) para apontar isso para o sr. Trump. Talvez o sr. Bannon recuperará os sentidos nisso, mas o grau no qual ele aparentemente investiu na estratégia Yiannopoulos sugere que não.

O monstro gay cujo nariz mal entrou no Partido Republicano nessa altura (o movimento, não o homem) logo se apossará dele se não for detido agora. Em vez de aplaudir Yiannopoulos como se ele fosse “o campeão de luta de box dos conservadores” nas universidades, precisamos parar de lhe dar holofotes para que ele pare de posar para as câmaras e volte ao armário ao qual ele infelizmente pertence. Em vez de deixar a equipe do sr. Bannon guiar o movimento conservador para longe do alinhamento bíblico, vamos orar e com todas as forças levar as pessoas no curso do conservadorismo verdadeiro conforme era entendido por quem já era pró-família e anti-homossexualidade: os fundadores dos Estados Unidos.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês de Scott Lively: Milo Yiannopoulos and the Rise of American Nazism

Fonte: www.juliosevero.com

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