Trump realiza festival hindu pagão na Casa Branca

Julio Severo

O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou o Diwali, o festival hindu das luzes, na Casa Branca, em 13 de novembro de 2018.

Trump realizando o Diwali na Casa Branca em 2018.Talvez

“Estamos reunidos hoje para celebrar um feriado muito especial comemorado por budistas, sikhs e jainistas em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo,” disse Trump.

“Foi uma grande honra realizar uma celebração do Diwali, o Festival Hindu das Luzes, no Salão Roosevelt, na Casa Branca, esta tarde. Pessoas muito especiais!” ele disse em sua página no Facebook.

De acordo com a National Geographic Kids, Diwali é uma celebração de:

* No norte da Índia, eles celebram a história do retorno do rei Rama a Ayodhya depois que ele derrotou Ravana, acendendo filas de lâmpadas de barro.

* O sul da Índia comemora como o dia em que o Senhor Krishna derrotou o demônio Narakasura.

* No oeste da Índia, o festival marca o dia em que o Senhor Vishnu, o Preservador (um dos principais deuses da trindade hindu), enviou o demônio Rei Bali para governar o mundo inferior.

Por mais de 200 anos, os presidentes dos EUA souberam enviar saudações a nações pagãs e seus presidentes sem promover seu paganismo e sem usar a Casa Branca para realizar seus festivais pagãos.

Entretanto, a América moderna e seus presidentes estão mudando sua atitude de um relacionamento amável com as nações pagãs para celebração de seu paganismo.

Trump não é o primeiro presidente a realizar o Diwali na Casa Branca. Obama fez isso em 2016.

Obama realizando o Diwali na Casa Branca em 2016.

Talvez Trump tenha feito isso para agradar a Nikki Haley, sua embaixadora na ONU. Ela é uma híbrida espiritual que pratica as religiões protestante e sikh ao mesmo tempo. Em sua viagem à Índia em junho passado, ela rezou em um templo sikh e visitou igrejas, mesquitas e templos hindus.

Os presidentes dos EUA estão adotando um hibridismo espiritual para agradar a todos?

Tal hibridismo parece não ter espaço para a tradição americana mais importante: o evangelicalismo.

No ano passado, o mundo marcou o aniversário de 500 anos da Reforma protestante em 31 de outubro. Como a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos sob Trump deveriam se lembrar da Reforma e realizar algum evento especial na Casa Branca. Afinal, nenhuma tradição religiosa foi mais importante para o nascimento da América do que as igrejas que nasceram da Reforma.

No entanto, Trump não fez nenhuma menção da Reforma. Ele preferiu celebrar o Dia das Bruxas. Dificilmente um hibridismo, pois ele “esqueceu” a Reforma e deu total espaço para um festival de feitiçaria.

No último Natal, ele celebrou Jesus e incluiu uma celebração do Kwanzaa, um feriado marxista. Um hibridismo, com Cristianismo e marxismo lado a lado.

Em junho passado, Trump realizou seu primeiro Ramadã, um feriado islâmico, na Casa Branca. Claro, Obama fez o mesmo tipo de coisa na Casa Branca. Todo mundo sempre esperava tal paganismo de Obama. Mas Trump também?

Sinto falta da América de seus fundadores. A Bíblia era o centro de sua cultura, leis e espiritualidade. Os americanos eram um povo 98% protestantes durante a fundação de sua república. Eles festejariam com alegria a Reforma, que os ensinou a focar na Bíblia. E George Washington, seu primeiro presidente, nunca usaria a Casa Branca para celebrar festivais pagãos estrangeiros.

Hoje os Estados Unidos são uma nação diferente. Não há lugar para celebrações da Reforma na Casa Branca. Mas há muito espaço para celebrar festivais islâmicos, hindus e marxistas na Casa Branca. Pelo menos nessas celebrações profanas, o esquerdista Obama e o direitista Trump são iguais, e igualmente pagãos.

Com informações de Charisma News.

Versão em inglês deste artigo: Trump Hosts Pagan Hindu Festival at the White House

Fonte: www.juliosevero.com

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Danilo Gentili detona evangélicos defendendo desenho gay “Super Drags,” que ridiculariza evangélicos e tem dublagem de Pabllo Vittar

Julio Severo

O apresentador Danilo Gentili, que tem sido muito divulgado por pastores evangélicos por suas posturas direitistas, espantou neste domingo (11 de novembro de 2018) sua audiência evangélica ao sair em defesa de Super Drags, primeiro desenho homossexual brasileiro lançado pela Netflix que está causando bastante polêmica e levando grupos evangélicos a pedir seu cancelamento por erotização infantil.

Danilo Gentili e Pabllo Vittar

Em sua reportagem intitulada “Super Drags’ ridiculariza evangélicos ao mostrar ‘cura gay,’” o GospelPrime disse:

“O seriado Super Drags se propõe a mostrar a vida de três homens que se transformam em drags com superpoderes.”

O ataque do desenho gay aos evangélicos é explícito. O GospelPrime revelou:

“O confronto das Super Drags com pastores é real também na telinha. Um dos vilões é o ‘profeta’ Sandoval Pedroso, um líder pentecostal que comanda o campo de concentração ‘Gozo do céu’ que oferece ‘cura gay.’ O terceiro episódio da primeira temporada, que tem como título justamente ‘A Cura Gay’ mostra as drags tentando resgatar homossexuais que estariam presos, sendo forçados a mudar de comportamento. No final, todos os ‘obreiros’ do profeta Sandoval é que se tornam homossexuais.”

Os defensores desse desenho, que tem a dublagem do cantor homossexual Pabllo Vittar, alegam que ele não foi produzido para o público infantil, dizendo que a Netflix já deixou isso claro. Contudo, em quase 100 por cento dos casos os pais, ao verem que é um desenho, julgam imediatamente que é para crianças, não se preocupando com mais nada. A Netflix sabe muito bem disso, e está tirando vantagem da inocência das crianças e da falta de atenção de seus pais. Tal percepção não passou despercebida pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A reportagem do GospelPrime disse:

“Em nota, a Sociedade Brasileira de Pediatria – que reúne cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional – afirma que é preciso fazer um alerta ‘para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto’ e chega a pedir que a série não fosse exibida.”

O GospelPrime acrescentou:

“A Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional divulgou uma nota de repúdio à Super Drags. Os deputados destacam que o desenho ‘retrata assuntos de cunho moral de forma obscena e não educativa.’”

Contrariando essas posturas sólidas que apontam os prejuízos do desenho homossexual para as crianças, Danilo Gentili escolheu defender ferrenhamente Super Drags. Em sua reportagem intitulada “Danilo Gentili surpreende todo mundo, defende animação com Pabllo Vittar e detona evangélicos,” a TV Foco disse:

“O apresentador surpreendeu muitos de seus críticos ao sair em defesa da série animada Super Dragas… ‘Evangélicos, se isso é um problema pra vocês, resolvam esse problema na ferramenta do Netflix de controle de pais,’ publicou ele em seu perfil oficial no Twitter. O apresentador continuou citando a variedade presente no catálogo do serviço de streaming. ‘Não é porque vocês não querem ver que devem tentar banir todo mundo de ver. Aliás, existe uma série de outros desenhos animados com temáticas adultas no Netflix. E daí?’ questionou. Nas respostas à sua postagem, Gentili foi apoiado pelo cantor Lobão, outro artista politicamente mais identificado com a direita política. ‘Perfeito, Danilo, apoiado. Esses carolas histéricos são tão imbecis quanto carolas estatizados do PT,’ comentou o rockeiro.”

Foi péssimo Lobão chamar os evangélicos de imbecis.

Foi pior ele igualar aos petistas os evangélicos que defendem a proteção moral das crianças contra desenhos homossexuais. É muito mais justo igualar aos petistas os olavetes — indivíduos que seguem, muitas vezes cegamente, o astrólogo Olavo de Carvalho. Por coincidência, tanto Gentili quanto Lobão são comumente vistos como olavetes por suas bajulações ao astrólogo.

Pastores evangélicos deveriam responder a Lobão que imbecis não são os evangélicos que lutam para defender as crianças. Imbecis são petistas e olavetes que defendem um desenho homossexual e ainda por cima zombam dos evangélicos.

Claro que a postura de Gentili e Lobão, de defender um desenho gay e ridicularizar os evangélicos, não foi desaprovada nem criticada por petistas e outros esquerdistas.

Como todo olavete, Gentili e Lobão atribuem ao astrólogo a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, embora a grande imprensa dos EUA e de Israel tivessem deixado claro que essa vitória ocorreu graças aos evangélicos.

A conclusão final é que os evangélicos estão descobrindo que direitistas, principalmente olavetes, nem sempre defendem a necessária proteção moral das crianças e que direitismo, principalmente o olavismo, não equivale a Cristianismo.

Em termos espirituais, convém que os evangélicos, que sempre foram zombados pelo PT e agora começam a ser zombados por uma direita emburrecida e embruxada, orem pela salvação de Pabllo Vittar, Danilo Gentili e Lobão.

Em termos conservadores, assim como evangélicos cobram de Pabllo Vittar por suas imoralidades, convém agora os pastores cobrarem de Danilo Gentili e Lobão por sua defesa de um desenho homossexual, pois ao divulgarem esses dois “direitistas,” esses pastores deram a impressão falsa — um verdadeiro falso testemunho — para o público evangélico de que eles são exemplos na defesa de valores morais. Não são.

Fonte: www.juliosevero.com

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Rasputin de Jair Bolsonaro? Como enfraquecer um direitista

Julio Severo

O novo presidente direitista brasileiro tem sido frequentemente comparado, especialmente pela grande mídia esquerdista, como um Trump Tropical.

A Casa Branca dissipou tal comparação dizendo: “Existe apenas um único Donald Trump.”

Contudo, quem irá dissipar as outras comparações?

Trump tinha um conselheiro que, com suas conexões ocultistas, era considerado o “Rasputin de Trump.”

Da mesma forma, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro tem um conselheiro informal que é visto como “Rasputin de Bolsonaro.”

O Rasputin original era um conselheiro russo em um governo bastante direitista na Rússia.

Para conquistar a Rússia e iniciar a União Soviética, os comunistas precisaram primeiro derrubar o governo direitista cristão ortodoxo do czar, que era um governante duro e inflexível contra agitadores comunistas e movimentos revolucionários. Mas um conselheiro espiritual chamado Rasputin, que se pintava enganosamente como “cristão,” minou e enfraqueceu a dureza e inflexibilidade do czar, facilitando as ações dos radicais. Rasputin era na verdade um esotérico, um ocultista.

Mesmo quando não são comunistas, os ocultistas acabam facilitando o trabalho sujo dos comunistas e outros radicais ao enfraquecer líderes direitistas cristãos que poderiam, sem a má influência do ocultismo, combater agitadores e movimentos comunistas.

Conselheiros espirituais podem ajudar ou arruinar um direitista.

Nos EUA, os principais conselheiros espirituais de Trump são pastores evangélicos, inclusive Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, e Paula White e Kenneth Copeland, televangelistas neopentecostais. Não há ocultistas, esotéricos e astrólogos entre os conselheiros espirituais de Trump.

Aliás, havia um conselheiro elevado de Trump que era esotérico. Steve Bannon, um adepto do ocultista islâmico René Guénon, acabou sendo expulso da Casa Branca, provavelmente porque os conselheiros evangélicos de Trump são homens e mulheres dedicados à oração. As orações deles tiveram esse efeito poderoso, expelindo da Casa Branca um homem perturbado.

No Brasil, o alegado conselheiro espiritual de Bolsonaro — Olavo de Carvalho — é historicamente um astrólogo, que enganosamente se pinta como cristão. O alegado conselheiro é, como Bannon, um adepto de Guénon, tendo traduzido um livro de Guénon para o português e mantendo os livros de Guénon em sua lista de leituras sugeridas em seu curso não-credenciado de “filosofia.” Para ver a lista de livros ocultistas que Carvalho escreveu, use este link.

Suas conexões ocultistas cobraram um preço pesado em sua família: dois de seus filhos são muçulmanos, uma filha menor de idade foi forçada a casar-se com um muçulmano em uma mesquita e outro filho é um astrólogo profissional desdentado.

Apesar disso, Bolsonaro nunca o expulsou.

O Brasil está espiritualmente longe dos EUA do Trump direitista, e um tanto perto da Rússia do czar direitista.

A razão pela qual Trump expulsou seu conselheiro esotérico é explicada em sua carta oficial sobre Bannon, onde Trump diz:

Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando foi demitido, ele não só perdeu o emprego, ele perdeu também a cabeça. Steve era um funcionário que trabalhava para mim depois de eu já ter ganhado a indicação ao derrotar dezessete candidatos…

Agora que ele está sozinho, Steve está aprendendo que ganhar não é tão fácil quanto eu faço parecer. Steve teve muito pouco a ver com nossa vitória histórica… Steve não representa minha base, ele só está nisso para se autopromover.

Steve finge estar em guerra com a mídia, que ele chama de partido de oposição, mas ele passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem. Steve raramente estava em uma reunião frente a frente comigo e só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem, pessoas a quem ele ajudou a escrever livros fajutos.

Em resumo, Trump acabou vendo seu conselheiro — um adepto de Guénon — como um oportunista traiçoeiro. Não há dúvida em minha mente de que as orações de seus conselheiros evangélicos ajudaram a libertá-lo de Bannon.

Como é que o antigo “Rasputin de Trump” e o “Rasputin de Bolsonaro” são semelhantes?

O livro “Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e a Invasão da Presidência” (Penguin Publishing Group, 2017), do escritor Joshua Green, pode nos dar algumas dicas.

“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon: “Embora mal seja um conservador social moralizador, ele se opôs amargamente ao liberalismo secular invadindo a cultura.”

Não diferente de Carvalho, conhecido por sua boca suja, que argumenta que a homossexualidade é natural. Sua “oposição” à agenda homossexual é uma ideia estranha de que, assim como a homossexualidade não pode ser imposta, o sexo masculino/feminino também não pode ser imposto.

“Barganha do Diabo” disse: “Bannon… trouxe ao tradicionalismo de Guénon uma forte dose de pensamento social católico.”

Não diferente de Carvalho, que tem misturado sua experiência com o tradicionalismo de Guénon com uma forte dose de pensamento católico.

“Barganha do Diabo” disse que Bannon lançou “um esforço para apoiar os tradicionalistas católicos marginalizados pelo novo papa.”

Não diferente de Carvalho, que tem tido sucesso em atrair para o seu movimento católicos tradicionalistas marginalizados pelo Papa Francisco.

“Barganha do Diabo” disse: “Expondo essa visão em uma conferência de 2014 no Vaticano, Bannon uniu Guénon, Evola.”

Não diferente de Carvalho, que tem unido as ideias de Guénon e outros ocultistas tradicionalistas entre os católicos tradicionais.

“Barganha do Diabo” disse: “No verão de 2016, Bannon descreveu Trump como um ‘instrumento bruto para nós.’”

Não diferente de Carvalho, que tem usado Bolsonaro e seus filhos como um instrumento bruto para seu próprio movimento.

“Barganha do Diabo” disse: “Trump também revelou seu próprio apelido para a ideologia nacionalista (e de extrema direita) de Bannon: ‘esquerda alternativa,’ um refrão sobre o termo ‘direita alternativa.’”

Se Trump comparou a ideologia de Bannon como esquerdista, não é diferente do caso de Carvalho. Janaína Paschoal, um membro proeminente do partido de Bolsonaro, expressou preocupação com extremistas entre os seguidores de Bolsonaro, dizendo: “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único.” Ela já havia identificado esses extremistas quando disse: “Olavetes são tão imbecis coletivos como petistas, marxistas e outros istas. Acordem!”

“Barganha do Diabo” disse: “Bannon representava sua própria marca de catolicismo conservador.”

Não diferente de Carvalho, que também representa sua própria marca de catolicismo conservador.

“Barganha do Diabo” disse: “A resposta de Bannon ao surgimento da modernidade foi estabelecer um nacionalismo populista de direita contra ela.”

Não diferente de Carvalho, que lançou seu próprio nacionalismo populista de direita.

“Barganha do Diabo” disse: “Bannon prosperou no caos que criava e fazia tudo o que podia para espalhar esse caos.”

Não diferente de Carvalho, que tem prosperado no caos que cria e faz tudo o que pode para espalhar esse caos.

“Barganha do Diabo” disse sobre o fascínio de Bannon por Guénon: “Guénon desenvolveu uma filosofia muitas vezes mencionada como ‘tradicionalismo,’ uma forma de antimodernismo com conotações precisas. Guénon era um tradicionalista ‘primitivo,’ um crente na ideia de que certas religiões antigas, inclusive a Vedanta Hindu, o Sufismo e o Catolicismo medieval, eram repositórios de verdades espirituais comuns, reveladas nas primeiras eras do mundo, que estavam sendo destruídas com o surgimento da modernidade secular no Ocidente.”

Não diferente de Carvalho, que tem fascínio semelhante por Guénon e é um ávido defensor do catolicismo medieval. Aliás, ele é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição, uma marca inconfundível do catolicismo medieval. Nesse sentido, como pode Bolsonaro conciliar um governo pró-Israel, para agradar à massa de seus eleitores evangélicos, se a postura pró-Inquisição de seu Rasputin é profundamente perturbadora, desonesta e maliciosa para os israelenses?

Enquanto Carvalho defende obscenamente a Inquisição argumentando que “Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem,” o pai do primeiro-ministro israelense Netanyahu tem um enorme livro de 1.500 páginas provando que milhares de vítimas judias inocentes morriam uma morte excruciante nas mesmas chamas. Israel concorda com Netanyahu. Como Israel poderia concordar com um lunático brasileiro?

“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon que ele era “um autodidata voraz” e “embarcou no que descreveu como ‘um estudo sistemático das religiões mundiais,’” acrescentando: “Começando pela história da Igreja Católica Romana… ele avançou para o misticismo cristão e daí para a metafísica oriental… A leitura de Bannon acabou levando-o à obra de René Guénon, um ocultista e metafísico francês do início do século XX que foi criado como católico romano, praticou a maçonaria e mais tarde se tornou um muçulmano sufi.”

Não diferente de Carvalho, que teve as mesmas experiências.

A diferença flagrante é que, embora Bannon tenha passado boa parte de sua vida ganhando dinheiro em Wall Street e Hollywood, Carvalho passou boa parte de sua vida ganhando dinheiro com aulas de astrologia. Com grande experiência em escrever livros ocultistas e dar aulas ocultistas, ele passou seus últimos anos dando aulas não credenciadas de “filosofia” — onde seus adeptos têm estudado por 2, 3, 7, 10 e mais anos, sempre pagando a mensalidade, mas sem esperança de um diploma oficial. Eles são mantidos mistificados por um curso interminável, que é na verdade um culto de adoração à mente de seu criador.

Enquanto Bannon estava na Casa Branca, uma manchete dos EUA disse: “A era Trump está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Essa profecia nunca se cumpriu porque Trump expulsou Bannon da Casa Branca.

Entretanto, uma manchete brasileira poderia dizer com razão: “A era Bolsonaro está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Fascista, no que se refere a Carvalho em seus conselhos a Bolsonaro, não é um título impróprio. Um dos lemas principais do fascismo era “Mussolini Tem Razão.” Curiosamente, um dos lemas principais de Carvalho, tediosamente repetido por seus adeptos, é “Olavo Tem Razão.” Por coincidência ou não, um dos conselheiros mais proeminentes de Mussolini era um adepto de Guénon.

Nunca vi Trump com uma camiseta dizendo “Steve Bannon Tem Razão.” Mas lamentavelmente já vi Bolsonaro com uma camiseta dizendo “Olavo Tem Razão.” Um adepto de Guénon tem em Bolsonaro uma influência que ele não tem em Trump.

Em seu artigo intitulado “Steve Bannon Nunca Foi Muito Esperto,” Bill Scher perguntou: “Como alguém tão politicamente imprudente poderia ter uma reputação de gênio político? Bannon conseguira criar essa imagem graças a este truque simples: impressionar os repórteres com o fato de ler muitos livros.”

Essa é a mesma realidade em relação a Carvalho.

O jornal Daily Beast disse: “Bannon não se identifica como libertário; ele se auto-identifica como um ‘nacionalista’ de direita e anti-globalista, e libertários amplamente detestam Bannon. Mas Bannon já se chamou de ‘leninista,’ em estilo, se não substância ou ideologia.”

Não diferente de Carvalho, no que se refere a Lênin, que disse: “Lênin já sabia que, na política, quem xinga mais sempre leva vantagem.” Carvalho usa Lênin para justificar que seus comentários sujos diários e boca suja são apenas uma “estratégia” de Lênin.

Existem muitas contradições aparentes em Bannon: ele diz que é católico, mas tem um profundo fascínio pelo misticismo e pela metafísica oriental. Ele diz que é contra a invasão islâmica, mas admira muito René Guénon, um ocultista islâmico. Embora já tenha trabalhado no Goldman Sachs — um poderoso banco capitalista —, ele também se descreveu como um “leninista” que queria “destruir o Estado.” “Por um lado, ele critica o capitalismo com um fervor quase marxista; por outro lado, ele é conselheiro de um amigo magnata capitalista imobiliário,” disse Jake Romm, da Forward.

Não diferente de Carvalho, que tem contradições semelhantes, mas não no estilo alta classe de Bannon.

Ao mesmo tempo que Bannon elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremas.

Não diferente de Carvalho, que ao mesmo tempo que elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremistas.

Em seu artigo na revista National Review intitulado “Quem era Steve Bannon?” o autor Kevin D. Williamson disse que Trump disse que “A contribuição de Steve Bannon para sua ascensão e seu sucesso foi grosseiramente exagerada. Bannon posava de tantas coisas — magnata da mídia, agente político astuto e manipulador de olhos frios para o Trump playboy indisciplinado — mas o que ele realmente é é um amador rico com um talento para convencer outros amadores ricos de que ele é um visionário de pensamento profundo. Um desses ricos amadores foi Donald Trump.”

Carvalho tem as mesmas contradições, embora Bannon tivesse uma formação acadêmica real, enquanto Carvalho é autodidata.

No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.

Embora o católico Bolsonaro recebeu apoio em massa de evangélicos, que decidiram sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.

Uma comparação entre Bannon e Carvalho é apropriada não apenas porque eles são espiritualisticamente semelhantes, mas também porque ambos têm algumas conexões com Bolsonaro. Carvalho tem sido amplamente recomendado por Bolsonaro. E Bannon foi contatado por Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, em agosto passado.

Em sua reportagem intitulada “Bolsonaro do Brasil nega ligações com o estrategista Steve Bannon,” o serviço noticioso americano Associated Press disse:

O candidato presidencial de extrema-direita Jair Bolsonaro disse na quinta-feira que sua campanha não tem vínculo com o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, contradizendo as afirmações de um dos filhos de Bolsonaro.

Em agosto, a revista brasileira Época citou Eduardo Bolsonaro dizendo que Bannon “se colocou à disposição para ajudar.”

Na entrevista, Bolsonaro disse que a ajuda não seria financeira, mas sim “dicas de internet, às vezes uma análise, interpretação de dados, esse tipo de coisa.”

Em agosto também, Eduardo postou no Instagram uma foto sua com Bannon. A legenda dizia que os dois haviam se encontrado e que Bannon é um “entusiasta” da candidatura de seu pai e que eles “uniriam forças contra o marxismo cultural.”

Bolsonaro teria dito que as conexões entre ele e Bannon são “notícias falsas.”

Não entendo o motivo por que Bolsonaro está negando conexões com Bannon, porque a fonte dessa “notícia falsa” é seu próprio filho, que em uma viagem aos EUA se encontrou pessoalmente com Bannon em Nova Iorque, assegurando a seus leitores que Bannon é “um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças,” acrescentando que “temos a mesma cosmovisão.” Se eles estão certamente em contato, como Bolsonaro disse, por que agora ele trata suas próprias notícias como “notícias falsas”?

Eduardo Bolsonaro: Foi um prazer conhecer STEVE BANNON, estrategista da campanha presidencial de Donald Trump. Tivemos uma ótima conversa e temos a mesma cosmovisão. Ele disse ser um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças, especialmente contra o marxismo cultural.

Se agora Bolsonaro está renegando Bannon por causa de seu radicalismo, por que ele não está também renegando o Bannon do terceiro mundo por causa de seu radicalismo? Carvalho é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição. Como o Holocausto, a Inquisição buscava destruir os judeus. O revisionismo de ambos é uma ofensa aos judeus, porque minimiza os crimes e menospreza as vítimas da Inquisição e do Holocausto.

Ainda que Bolsonaro tenha renegado o Rasputin de Primeiro Mundo, ele não tem rengado o Bannon de Terceiro Mundo ou o Rasputin de Terceiro Mundo. A influência de Carvalho é melhor vista em sua própria família, onde alguns de seus filhos são muçulmanos e outro é um astrólogo desdentado. Sua influência sobre Bolsonaro e seu governo poderá ser melhor do que em sua própria família?

Carvalho tem vivido como imigrante brasileiro legal nos Estados Unidos por mais de 15 anos. Ele tem um instituto nos EUA, chamado Instituto Interamericano (IIA). Em novembro de 2017, tive de expor alguns problemas éticos sérios no IIA. Imediatamente depois da minha denúncia, Carvalho retirou o site do IAI do ar, o qual tinha esta aparência em maio de 2018. Em outubro de 2018, o site continua fora do ar. Antes de sair do ar, o site da IAI originalmente tinha essa aparência.

O IIA praticamente não tinha atividade fora da Internet. E uma das principais atividades do IIA parecia facilitar questões de vistos para membros da família de Carvalho.

Embora Carvalho não seja conhecido entre grupos católicos e evangélicos conservadores nos Estados Unidos, ele é conhecido entre os grupos americanos que seguem o tradicionalismo de René Guénon. Aliás, está em produção um documentário, do geocentrista Rick Delano, com tradicionalistas e Carvalho já foi entrevistado para o filme. Os outros tradicionalistas entrevistados são Wolfgang Smith (como Carvalho, um adepto católico de Guénon) e Seyyed Hossein Nasr (um adepto iraniano muçulmano de Guénon).

Os adeptos de Guénon veem o “evangelismo americano conservador como uma aberração do catolicismo histórico.” Apesar de Bannon nunca ter expressado abertamente tal desdém pelo conservadorismo americano conservador, Carvalho expressou uma série de comentários desdenhosos contra os evangélicos, inclusive seu comentário mais recente dizendo: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.”

Só porque um Rasputin entra na vida de um presidente para lhe oferecer supostos conselhos “cristãos” tradicionalistas sobre política não significa que o presidente tenha de ficar com o conselheiro. O czar direitista russo manteve seu conselheiro, para sua própria destruição e a destruição da Rússia.

Trump expulsou seu conselheiro católico tradicionalista.

Não há muitas mensagens no Twitter ou Facebook de Trump recomendando Bannon. Pelo menos, não encontrei nada. Mas há várias mensagens no Twitter e no Facebook de Bolsonaro recomendando Carvalho.

Se foi impróprio a grande mídia dizer “Rasputin de Trump,” e quanto a “Rasputin de Bolsonaro” por causa de Bolsonaro em seus esforços incansáveis de fazer propaganda de seu próprio Rasputin?

Em sua máscara cristã e conexões ocultistas, Rasputin foi um desastre em sua influência e conselhos para o czar direitista russo. Trump percebeu que Bannon também seria um desastre.

Bolsonaro será capaz de perceber o desastre de seu Rasputin?

A imprensa americana chamou Bannon de “O Grande Manipulador.” A imprensa brasileira ainda não chamou Carvalho de “O Grande Manipulador,” mas obviamente esse título se encaixa nele.

Somente os evangélicos e suas orações cercando Trump puderam salvá-lo de um ocultista e sua manipulação.

Bolsonaro tem uma desvantagem: ele é católico. Os católicos são presas muito fáceis do tradicionalismo de Guénon e de seus adeptos.

Somente os evangélicos e suas orações cercando Bolsonaro podem salvá-lo de um ocultista e sua manipulação — se ele, como fez Trump, permitir que eles o façam.

Com informações de Devil’s Bargain, Politico magazine, National Review, Associated Press, American Institute for Economic Research, Newsweek, The Atlantic, New Republic e Forward.

Versão em inglês deste artigo: Jair Bolsonaro’s Rasputin? How to Weaken a Right-Winger

Fonte: www.juliosevero.com

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Apoiado por evangélicos revoltados com a esquerda e seus ataques contra a família, Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

Julio Severo

Em uma reportagem intitulada “Brazil Election: How Jair Bolsonaro Turned Crisis into Opportunity” (Eleição no Brasil: como Jair Bolsonaro transformou a crise em oportunidade), o jornal americano New York Times resumiu muito bem as razões que levaram à impressionante vitória de Jair Bolsonaro contra um candidato socialista que defendia a doutrinação homossexual de crianças.

Jair Bolsonaro and Silas Malafaia

Dando destaque ao televangelista pentecostal Silas Malafaia como o apoio mais importante a Bolsonaro, o New York Time disse:

Se a faca cortasse um pouco mais o abdômen de Jair Bolsonaro, o pregador evangélico que foi visitá-lo no hospital talvez tivesse de preparar um discurso fúnebre sobre as esperanças presidenciais de seu amigo serem frustradas pela mesma praga de violência que levou à sua ascensão impressionante.

Em vez disso, quando ele viu o Sr. Bolsonaro em tratamento intensivo no mês passado, o pregador, Silas Malafaia, que é extremamente popular no Brasil, achou por bem contar uma piada.

“Veja o que Deus fez!” Malafaia se lembra de ter dito ao candidato, que ficou aturdido depois de passar por numerosos procedimentos para costurar seu aparelho intestinal e outros órgãos. “Você foi esfaqueado e agora todos os outros candidatos estão reclamando de toda a cobertura televisiva que você está recebendo.”

Antes do ataque com faca no mês passado, Bolsonaro já havia começado a parecer um fenômeno indomável na política brasileira, fazendo campanhas iradas contra a corrupção e a violência que correspondiam amplamente ao estado de ânimo nacional.

Mas longe de enfraquecer sua ascensão, o esfaqueamento quase fatal cristalizou a convicção de Bolsonaro de que só ele poderia endireitar um país que se recupera de anos de problemas econômicos, escândalos de corrupção e uma onda recorde de derramamento de sangue, disse o pastor.

“Acho que isso deu a ele um senso maior de propósito,” disse Malafaia. “Ele disse: ‘Mais do que nunca, minha vontade de ajudar essas pessoas, para resgatar nossa nação, aumentou.’”

Os anos de problemas econômicos, escândalos de corrupção e uma onda de derramamento de sangue são o legado do Partido dos Trabalhadores, um partido socialista cuja principal preocupação é promover a típica agenda de esquerda: assassinato de bebês em gestação através do aborto legal, doutrinação homossexual de crianças, etc.

O Huffington Post também reconheceu que a base principal de Bolsonaro é evangélica:

Bolsonaro recebeu apoio de todo o espectro político e social do Brasil entre os brasileiros cansados da corrupção e com medo da violência. Mas seu apoio mais forte veio de um crescente movimento evangélico conservador que compartilha suas visões sobre questões sociais.

Em uma reportagem intitulada “Far-right, pro-Israel candidate Jair Bolsonaro wins Brazilian presidency” (Candidato de extrema direita pró-Israel, Jair Bolsonaro, ganha a presidência do Brasi), o jornal israelense The Jerusalem Post confirmou dizendo:

A transmissão ao vivo das palavras de Bolsonaro foi precedida por uma oração dirigida pelo legislador, pastor e cantor gospel Magno Malta, ressaltando os laços de Bolsonaro com as igrejas evangélicas que o apoiaram por ajudar a agenda social conservadora deles. As congregações evangélicas em rápida expansão no Brasil criaram uma força política conservadora, que Bolsonaro aproveitou ao condenar a educação sexual nas escolas e fazendo resistência à agenda homossexual.

Embora Bolsonaro seja católico, há uma semelhança positiva entre ele e Trump: o principal apoio para ambos veio dos evangélicos. Trump, que é evangélico, conseguiu sua vitória presidencial graças aos evangélicos.

Contudo, há também outra semelhança, embora negativa. Um autoproclamado “estrategista,” que acabou sendo expulso da Casa Branca por oportunismo e por achar que ele foi a causa da vitória de Trump, tem um equivalente no caso de Bolsonaro, e ambos são adeptos do ocultista islâmico René Guénon.

Hostilizando (algo que o autoproclamado “estrategista” no caso de Trump nunca tentou fazer) os evangélicos, o autoproclamado “estrategista” no caso de Bolsonaro disse: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.” Isso significa que ele quer que Bolsonaro lute mais agora contra as igrejas evangélicas do que a luta que ele teve contra a esquerda?

No entanto, assim como os evangélicos, mais do que estrategistas, deram a vitória a Trump, no Brasil também os evangélicos, mais do que estrategistas, deram a vitória a Bolsonaro.

O New York Times concluiu:

Especialistas políticos veteranos brasileiros ficaram maravilhados com a forma como uma estratégia de campanha que parecia tão aleatória estava superando a de todos os outros. Se parecia confuso e improvisado do lado de fora, disse Malafaia, é porque era. “Olha, eu vou dizer alguma coisa e você pode rir,” disse Malafaia, acrescentando que Bolsonaro e sua campanha “não tinham uma estratégia real.”

Os evangélicos e suas orações têm mais poder do que as estratégias.

Versão em inglês deste artigo: Supported by Evangelicals Angry with the Left and Its Anti-Family Attacks, Jair Bolsonaro Is Elected Brazilian President

Fonte: www.juliosevero.com

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Julio Severo

Normalmente, faço reportagens sobre o Observatório da Direita me mencionando, em uma tentativa de incitar a esquerda dos EUA a me marcar como um “vilão.”

Desta vez, o Observatório da Direita marcou também outro brasileiro como “vilão.” Em uma reportagem de 25 de outubro de 2018 intitulada “U.S. Right Helps, Cheers Rise of Brazilian Authoritarian” (Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro), o Observatório da Direita disse perversamente:

“A crescente maré política de movimentos nacionalistas de direita parece estar prestes a chegar ao topo no Brasil, onde um apologista da tortura em ditaduras militares e assassinatos da polícia parece estar caminhando para uma vitória nas eleições presidenciais deste domingo. A direita americana está comemorando sua ascensão.”

Apologista da tortura? A extrema esquerda apoia, aqui e agora, a tortura e o assassinato de inocentes bebês em gestação por meio do aborto legal e acha que pode acusar outras pessoas de defenderem a “tortura”? O que o Observatório da Direita chama de “ditadura militar” salvou o Brasil do comunismo nas décadas de 1960 e 1970. Esse é o mesmo comunismo que estava matando milhões de homens, mulheres e crianças inocentes em outras nações.

Se a extrema esquerda não gosta de tortura e ditadura, por que elogia Fidel Castro e Che Guevara, notórios torturadores e assassinos?

Se ela não gosta de ditadura militar, por que elogia Hugo Chávez, um comunista militar que empobreceu a Venezuela?

Em comparação com a república dos EUA, o governo militar brasileiro (1964-1985) foi uma ditadura. Mas em comparação com Cuba, Coréia do Norte e União Soviética, onde os cristãos eram perseguidos e mortos por sua fé, o governo militar brasileiro era uma “democracia,” onde os cristãos não eram perseguidos e mortos por sua fé.

Os republicanos americanos podem acusar o governo militar brasileiro de ser uma ditadura. Mas nenhum esquerdista tem esse direito.

Continuando sua reportagem perversa, o Observatório da Direita acrescentou:

O legislador Jair Bolsonaro está surfando numa onda de indignação pública por causa do crime e da corrupção, com muita ajuda dos militares, grandes interesses agrícolas e evangélicos conservadores — a bancada da “Bala, Boi e Bíblia.” Uma vitória de Bolsonaro poderá sinalizar “um grande passo em direção ao autoritarismo,” escreve Michael Albertus na revista Foreign Policy.

Em agosto, informamos que Bolsonaro estava recebendo um empurrão do ex-conselheiro de Trump, Steve Bannon, e da ex-deputada federal americana Michele Bachmann. E notamos que grupos da direita evangélica dos EUA estão operando no Brasil como parte da globalização das “guerras culturais.”

Se Bachmann está apoiando Bolsonaro, é uma excelente notícia. Ela é pró-vida, pró-família, pró-homeschooling e contra a vacinação infantil obrigatória. Além disso, ela é evangélica, luterana renovada (carismática). Tenho certeza de que ela tem muitos bons conselhos para dar a Bolsonaro. Mas em relação a Bannon, como poderia ser bom? Bannon está envolvido em ocultismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, acabou expulsando-o da Casa Branca. Leia meu artigo “Como a poderosa união de Trump com evangélicos salvou os EUA de Steve Bannon e seu plano ocultista de um governo ‘tradicionalista.’

Eduardo Bolsonaro com Steve Bannon

No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” o ocultista islâmico René Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.

Embora o católico Bolsonaro esteja recebendo apoio em massa de evangélicos, que estão decidindo sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.

O Observatório da Direita disse:

“Bolsonaro foi elogiado pelo conselho editorial do jornal Wall Street Journal como um ‘Drenador do Pântano Brasileiro’ — os redatores editoriais aparentemente riram do ‘ataque de ansiedade’ que Bolsonaro está dando aos ‘progressistas globais.’ Foto da AFP de um comício de Bolsonaro no último fim de semana mostra uma placa dizendo ‘DEUS ABENÇOE BOLSONARO E TRUMP! LIVRE-NOS DO COMUNISMO E SUA ESCRAVIDÃO!’ Imitando Trump, Balsonaro descreveu notícias sobre sua conexão com Bannon como ‘típicas otícias falsas’ — embora tenha sido seu próprio filho que se encontrou com Bannon em Nova Iorque e relatou o apoio dele à campanha.”

Ainda que eu não concorde com a reportagem do Observatório da Direita, não entendo o motivo por que Bolsonaro está negando conexões com Bannon, porque a fonte dessa “notícia falsa” é seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro, que em uma viagem aos EUA se encontrou pessoalmente com Bannon, assegurando a seus leitores que Bannon é “um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças,” acrescentando que “temos a mesma cosmovisão.” Se eles estão certamente em contato, como Bolsonaro disse, por que agora ele trata suas próprias notícias como “notícias falsas”?

Se agora Bolsonaro está renegando Bannon por causa de seu radicalismo, por que ele não está também renegando o Bannon do terceiro mundo por causa de seu radicalismo? Carvalho é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição. Como o Holocausto, a Inquisição buscava destruir os judeus. O revisionismo de ambos é uma ofensa aos judeus, porque minimiza os crimes e menospreza as vítimas da Inquisição e do Holocausto.

O Observatório da Direita também mencionou uma reportagem no Haaretz, um dos maiores jornais de Israel. A reportagem comparou Bolsonaro a Hitler. Mas como ele pode ser como Hitler se ele apoia publicamente Israel? Para embasar tal acusação infundada, o Observatório da Direita publicou o seguinte trecho do Haaretz, segundo o qual Bolsonaro recebe apoio de evangélicos brasileiros:

Bolsonaro, que é católico, mas frequenta cultos batistas, fez uma campanha populista para abranger as denominações e recebe amplo apoio do crescente movimento evangélico urbano do Brasil, inclusive de apoiadores ligados ao Congresso Mundial de Famílias.

Bolsonaro foi batizado no Rio Jordão pelas Assembleias de Deus, que vem despejando dinheiro na política de extrema direita no Brasil e no mundo. As Assembleias de Deus são os principais impulsionadores do movimento evangélico americano, inclusive alguns dos parceiros mais importantes do Congresso Mundial de Famílias.

Os apoiadores evangélicos mais ricos de Bolsonaro, como o líder da Assembleia de Deus e o televangelista pentecostal Silas Malafaia, formaram uma parceria com os aliados do CMF no Centro Americano de Direito e Justiça, fundado por Pat Robertson, e no Centro Brasileiro de Justiça e Justiça, que promove — assim como faz o CMF — um movimento transnacional contra os direitos LGBT.

Um dos líderes mais importantes do Congresso Mundial de Famílias era o falecido Larry Jacobs, que conheci em Moscou em 2014 numa reunião pró-família no Kremlin. Jacobs me disse que ele era membro das Assembleias de Deus. Embora o governo de Obama odiasse a lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, o Congresso Mundial de Famílias era a maior organização ocidental e americana a elogiar essa lei que protege as crianças contra predadores homossexuais.

O Observatório da Direita está desesperado que os mesmos evangélicos conservadores americanos que apoiaram o conservadorismo russo estão agora apoiando o conservadorismo brasileiro?

O Observatório da Direita está certo em mencionar o papel vital dos evangélicos na eleição de Bolsonaro. A mídia dos EUA confirmou esse papel. A mídia britânica confirmou isso. A mídia alemã confirmou isso. E a mídia israelense confirmou isso. Então todos ao redor do mundo sabem que os evangélicos são a melhor chance de Bolsonaro conseguir a presidência brasileira.

Por que então Bolsonaro pensa, em particular ou não, que dois ocultistas tradicionalistas — Bannon e Carvalho — são tão importantes para ele ser presidente?

A maioria dos evangélicos brasileiros que apoiam Bolsonaro são pentecostais e neopentecostais, que são grandes defensores de Israel. Silas Malafaia e muitos outros líderes pentecostais viajam a Israel para mostrar que os evangélicos brasileiros apoiam totalmente a Terra Prometida somente para os judeus, não para os usurpadores palestinos.

Semelhante a Hitler era o ex-presidente socialista brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva, que sempre apoiou os usurpadores palestinos e cuja política hostilizava Israel. A propósito, Lula, que apoiava a ditadura comunista de Cuba, está cumprindo uma longa pena na prisão por corrupção.

O Observatório da Direita deveria explicar como o Haaretz, que é um jornal israelense de extrema-esquerda, pode acusar Bolsonaro ou os pentecostais brasileiros de serem nazistas se eles apoiam Israel.

Com apoio evangélico, Bolsonaro não tem chance de se tornar um Hitler. Esperançosamente, os evangélicos poderão ajudá-lo a se libertar do tradicionalismo guenoniano, assim como os evangélicos americanos através de suas orações foram fundamentais para libertar Trump de Bannon e seu tradicionalismo guenoniano. Minha esposa e eu estamos votando em Bolsonaro com tal esperança.

Se o Haaretz e outros meios de comunicação de extrema esquerda estivessem genuinamente preocupados com ideias radicais contra os judeus, eles atacariam não Bolsonaro, mas os revisionistas da Inquisição e do Holocausto. Enquanto Bolsonaro foi perversamente chamado de nazista por apoiar Israel, Carvalho tem recebido passe livre por suas ideias revisionistas radicais.

Como tem feito há mais de 4 anos, o Observatório da Direita também me mencionou em sua reportagem perversa contra Bolsonaro, dizendo:

Enquanto isso, no portal conservador Barbwire, o blogueiro Julio Severo queixou-se na semana passada de um comentário da revista Foreign Policy que dizia que “a campanha de propaganda de Bolsonaro se inspirou em manual nazista.” Federico Finchelstein observou: “Bolsonaro argumentou que nunca aceitaria a derrota na eleição e sugeriu que o exército poderia concordar com a sua opinião,” acrescentando: “Essa é uma clara ameaça à democracia.” Severo do Barbwire, cujo post se referiu repetidamente a Finchelstein como judeu, perguntou como Bolsonaro poderia ser um nazista, considerando que ele apoia a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Coincidentemente, uma mensagem em vídeo de Bachmann para os cristãos brasileiros era para votar apenas em um candidato que transferisse a embaixada.

O Observatório da Direita é um projeto da entidade de extrema esquerda People for the American Way e tem, de acordo com seu site, uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.

De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (Povo pelo Jeito Americano) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.”

Muitos nomes conservadores proeminentes dos EUA estão na lista negra do Observatório da Direita. Meu lugar na lista deles está aqui.

Agora, enfim, é a vez de Bolsonaro, cujo nome também foi adicionado à lista negra do Observatório da Direita nos EUA.

Versão em inglês deste artigo: Right Wing Watch, of People for the American Way, Attacks Jair Bolsonaro: “U.S. Right Helps, Cheers Rise of Brazilian Authoritarian”

Fonte: www.juliosevero.com

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Acordo de armas com a Arábia Saudita trará um milhão de empregos para os EUA, diz Trump, enquanto ele infla os benefícios das vendas em meio a crescentes pedidos de seus próprios senadores para cancelá-las

Emily Goodin, jornalista nos EUA para assuntos políticos do DailyMail

O presidente Donald Trump vem inflando o número de empregos que ele alega que a venda de armas americanas para a Arábia Saudita trará para os Estados Unidos.

Seus números inflados surgem enquanto alguns membros de seu próprio partido estão pedindo a suspensão das vendas, como consequência do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

Originalmente oferecendo um número de empregos de cinco dígitos, o presidente, nos últimos cinco meses, vem aumentando esse número — e o número está ficando mais alto quanto mais detalhes saem sobre o destino de Khashoggi.

Em 20 de março, quando o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman estava visitando a Casa Branca, Trump fez um acordo de armas que geraria “mais de 40.000 empregos nos Estados Unidos,” observou Axios.

Agora, com um acordo de US$ 110 bilhões de armas em jogo, Trump e outras autoridades dos EUA estão detestando culpar o reino saudita e o príncipe herdeiro por estarem por trás da morte de Khashoggi.

Na segunda-feira, Trump reiterou novamente sua preocupação com o acordo e as perdas de emprego que ele afirma que ocorrerão.

Mas o senador republicano Rand Paul disse no domingo que as vendas militares não equivalem a empregos.

“Não acredito que as armas devam ser vistas como um programa de geração de empregos,” disse ele no programa de TV “Fox News Sunday.”

E, ele disse, por causa disso as vendas de armas deveriam terminar e sanções deveriam ser postas em prática contra a Arábia Saudita.

No fim, ele pediu que o príncipe herdeiro fosse substituído.

“Tenho certeza de que o príncipe herdeiro estava envolvido e ele orientou isso e é por isso que acho que não podemos continuar a ter relações com ele. Acho que vai ter de ser substituído, francamente. Mas acho que as sanções não vão longe o suficiente. Acho que precisamos dar uma olhada na venda de armas,” disse ele.

Contudo, Trump não concordou com isso.

“Concordo com Rand em muitas coisas. Não quero perder um milhão de empregos, não quero perder US$ 110 bilhões. Mas são realmente US$ 450 bilhões se você incluir outras compras que não sejam militares. Então isso é muito importante,” disse o presidente na segunda-feira.

O milhão de empregos é o mais recente — e mais alto — número que o presidente está divulgando.

No último sábado — antes da Arábia Saudita anunciar que Khashoggi estava morto e ainda estava afirmando que ele havia deixado o consulado vivo — Trump disse aos repórteres que não quer prejudicar empregos e negócios para os americanos ao punir a Arábia Saudita, se fosse responsável, com sanções que afetam a compra de armas.

E ele aumentou seu número de empregos aos milhares para 450.000 empregos.

“São 110 bilhões de dólares. Acredito que é a maior encomenda já feita. São 450.000 empregos. É o melhor equipamento militar do mundo. Mas se eles não comprarem de nós, eles vão comprar da Rússia ou comprarão da China, ou vão comprar de outros países,” disse ele.

Na quarta-feira, Trump aumentou o número novamente, dizendo à Fox Business Stuart Varney que era meio milhão de empregos.

“São 500 mil empregos. Em última análise, será de US$ 110 bilhões. É a maior encomenda na história do nosso país de uma força militar externa. E eu disse: ‘Vamos recusar isso? Por que faríamos isso?’ Então, esperamos que esteja dando certo. Nós vamos descobrir. Nós vamos descer ao fundo disso. Espero que o rei e o príncipe herdeiro não soubessem disso. Esse é o grande fator em meus olhos, e espero que não tenham sabido de nada,” disse ele.

Na sexta-feira, o número subiu novamente — desta vez para 600.000.

“600.000 empregos, talvez mais do que isso, e seria muito doloroso para este país se disséssemos, oh, não vamos vender estas armas para vocês,” disse Trump no Arizona em uma assinatura do memorando de direitos da água.

Mais tarde na sexta-feira, depois que o governo da Arábia Saudita admitiu que Khashoggi estava morto, o número subiu para um total de “um milhão.”

“Acho que se você somar a coisa toda, porque apenas para as indústrias militares americanas foi de 600.000 postos de trabalho. Então, agora, se você está falando — foi de US$ 110 bilhões — você sabe, você está falando de mais de um milhão de empregos. Você sabe, eu prefiro manter o milhão de empregos, e eu prefiro encontrar outra solução,” disse Trump em um evento na Base Aérea de Luke, no Arizona.

Na segunda-feira, Trump ficou com o número de seu milhão de empregos.

“Não quero perder um milhão de empregos, não quero perder US$ 110 milhões,” disse ele para repórteres na Casa Branca.

Uma checagem de fatos feita pelo jornal Washington Post sobre a afirmação de empregos do presidente constatou que: “O presidente está exagerando o número de empregos que seriam criados mesmo que todos os US$ 110 bilhões em vendas fossem realmente feitos — e ele está enganando sobre onde esses empregos seriam criados. Muitos desses empregos acabariam sendo criados na Arábia Saudita.”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do jornal DailyMail: Saudi arms deal will bring a MILLION jobs to the U.S. says Trump as he inflates benefits of sales in the teeth of mounting calls from his own senators to call it off

Fonte: www.juliosevero.com

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Berlim vê aumento em ataques homofóbicos com quase todos cometidos por homens imigrantes [muçulmanos]

Comentário de Julio Severo: A notícia a seguir traduzida por mim do inglês é do site Breitbart, fundado por um judeu relativamente conservador. Embora o caso mencionado no artigo se refira claramente a muçulmanos, por alguma razão que desconheço o Breitbart não quis mencionar a palavra “muçulmano.” Daí, para maior clareza, a inseri. Eis o texto:

Um projeto anti-violência de Berlim afirmou que ataques contra homossexuais nunca foram tão comuns na capital alemã, com a maioria dos agressores sendo jovens imigrantes [muçulmanos].

Somente em 2017, 324 incidentes violentos e ameaças contra homossexuais foram reportados ao Projeto Maneo, de Berlim, que trata de violência anti-homofóbica, o qual alegou que cerca de um terço das queixas envolviam ferimentos corporais, informa o jornal Berliner Zeitung.

A grande maioria dos ataques homofóbicos na cidade ocorreu nos distritos de Tempelhof-Schöneberg, Friedrichshain-Kreuzberg e Neukölln. Quase todos os perpetradores de violência são homens de origem imigrante [islâmica], de acordo com o chefe do Projeto Maneo Bastian Finke.

“Ainda estamos vivendo em uma sociedade dominada por homens, em que o espaço público é um espaço dominado por homens,” disse Finke.

Os números coletados pelo Projeto Maneo foram muito mais altos do que os reportados à polícia de Berlim, que registrou apenas 164 crimes contra homossexuais e transexuais durante o mesmo período.

Anne Griessbach-Baers, que cuida desses casos para a polícia de Berlim, disse: “Estimamos que 80 a 90 por cento dos casos não serão relatados,” indicando que o verdadeiro número de crimes homofóbicos pode ser muito maior.

A administração de justiça, proteção ao consumidor e antidiscriminação do Senado de Berlim defendeu a sensibilidade do governo em lidar com crimes homofóbicos dizendo: “Na Europa, o Ministério Público de Berlim é atualmente o único promotor público que leva em conta as necessidades especiais da comunidade queer e percebe essa tarefa com alta sensibilidade e atenção.”

As atitudes homofóbicas entre os [muçulmanos] imigrantes e os requerentes de asilo têm sido um problema desde o auge da crise dos imigrantes em 2015, com centros de imigrantes apenas para LGBT abrindo em Berlim no início de 2016 devido a ameaças de violência.

Indivíduos de origem imigrante também têm sido vistos por trás de uma enxurrada de atitudes negativas, ameaças e violência em relação a outros grupos minoritários em Berlim, como os judeus.

No início deste ano, a comunidade judaica de Berlim pediu apoio para enfrentar o crescente antissemitismo, encorajando judeus e não-judeus a usar kipá em solidariedade.

Em resposta ao crescimento das ameaças e da violência contra os judeus por parte de [muçulmanos] imigrantes e requerentes de asilo, o governo da chanceler alemã, Angela Merkel, aceitou uma proposta para retirar benefícios de moradia dos imigrantes que cometem ataques antissemitas.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Breitbart: Berlin Sees Rise in Homophobic Attacks with Nearly All Committed by Migrant-Background Men

Fonte: www.juliosevero.com

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