Hank Hanegraaff e confusões

Julio Severo

Hank Hanegraaff, um proeminente apologista contra a Teologia da Prosperidade, foi criado num lar calvinista ou arminiano? Ele foi levado a Cristo numa igreja calvinista ou arminiana?

Hank Hanegraaff sendo recebido na Igreja Ortodoxa Grega

O histórico de Hanegraaff de travar guerras contra a Teologia da Prosperidade é calvinista ou arminiano?

O teólogo calvinista Franklin Ferreira acha que a resposta é arminiano. Ele disse em sua página de Facebook:

“Hanegraaff foi um importante apologista popular e escreveu uma das melhores obras contra a ‘teologia’ da prosperidade, ‘Cristianismo em crise,’ publicada no Brasil por CPAD (que lançou outras quatro obras dele). Era arminiano, e apesar das críticas que fazia ao pensamento reformado (há áudios e texto de Hanegraaff publicados no portal da Society of Evangelical Arminians), somava forças com os calvinistas no combate à heresia da mensagem da prosperidade.”

Ainda que a CPAD seja uma editora pentecostal e arminiana, um livro publicado por eles não é prova de que o autor seja arminiano. Se fosse, John MacArthur, um teólogo calvinista cessacionista estridente, seria arminiano. MacArthur tem vários livros publicados pela CPAD.

Sim, a Society of Evangelical Arminians mencionou Hanegraaff como “autor arminiano” em anos recentes.

Então Hanegraaff foi criado num lar arminiano? Ele foi levado a Cristo numa igreja arminiana? A principal influência na vida dele, antes de seu ministério apologético, era arminiana?

No site do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) dos EUA, seu diretor, Hanegraaff, afirmou que ele não é arminiano. O ICP defende o calvinismo em vários de seus artigos.

O site da Theopedia diz que “Hanegraaff nasceu na Holanda e foi criado nos Estados Unidos na Igreja Reformada Cristã.”

A Theopedia explica que “a Igreja Reformada Cristã… tem raízes nas igrejas reformadas holandesas na Holanda, mas têm suas raízes verdadeiras em João Calvino desde a Reforma.”

O Rev. D. James Kennedy, pastor da Igreja Presbiteriana Coral Ridge, disse décadas atrás:

“Hank foi levado a Cristo por meio do ministério desta igreja, da qual ele se tornou então membro. Eu o contratei algum tempo mais tarde no programa Explosão de Evangelismo Internacional no Departamento de Desenvolvimento. Foi aqui que ele aprendeu seu conhecimento básico da Bíblia. Aqui ele aprendeu a evangelizar. Aqui ele aprendeu mnemônica, a ciência da memória. Foi daqui e de mim que ele aprendeu a maioria das coisas necessárias para chegar à posição que ele hoje tem.

Com esse forte histórico presbiteriano, Hanegraaff se tornou o presidente do Instituto Cristão de Pesquisas nos EUA.

Com esse forte histórico presbiteriano, Hanegraaff se tornou um apologeta contra a Teologia da Prosperidade.

A surpresa não é que ele começou a chamar os renovados, os pentecostais, os carismáticos e os neopentecostais de “heréticos.” Ele acabou chamando até seu ex-pastor D. James Kennedy de “herético” também. Conforme citado pelo Blog Ministérios Walter Martin, Kennedy disse,

“Em conclusão, muito do que Hank aprendeu ele aprendeu nesta igreja e por meio de meus outros ministérios. Tenho tentado de todas as maneiras ser útil para ele. Tenho também me esforçado para ser gracioso, apesar das muitas cartas que recebi acusando-o de plagiar meu livro. Apesar de tudo isso, por alguma razão, que eu não saiba, ele começou a me atacar em seu programa público de rádio. E como ouvi recentemente, ele agora teve a ousadia de me chamar de herético. Fui chamado de todos os tipos de nomes pelos inimigos da Cruz, mas um nome de que nunca me chamaram antes é herético. Considerando meus 42 anos de ministério, quase 50 livros que publiquei, os milhares de programas de rádio e televisão que foram transmitidos aqui e no mundo inteiro, é quase digno de riso pensar que tivemos de esperar tanto para que fosse descoberto por nada menos do que um estudioso como Hank Hanegraaff que sou um herético.”

Esse é o problema do calvinismo e seu ambiente, principalmente da espécie cessacionista: guerras e acusações sem base de “heresia,” as quais no final acabam atingindo a todos.

Franklin Ferreira disse que Hanegraaff se aliou, ao que tudo indica como agente externo, aos calvinistas para combater a “heresia” da Teologia da Prosperidade. O fato é que ele não era um agente externo. Ele estava dentro de uma denominação calvinista!

As denominações calvinistas não estão sendo atingidas pela Teologia da Prosperidade. Aliás, os grandes problemas que estão afetando as igrejas presbiterianas são defesa do aborto e sodomia. Nenhum desses problemas, inclusive o liberalismo teológico, são causados pela Teologia da Prosperidade. Todos eles são causados pelo Evangelho Social, que é semelhante à Teologia da Missão Integral, que é a versão protestante da Teologia da Libertação.

Então em vez de combaterem problemas internos que os afetam diretamente, muitos calvinistas preferem dirigir seus ataques para problemas externos que não os afetam.

Hanegraaff começou demonizando pastores neopentecostais da Teologia da Prosperidade e acabou demonizando seu próprio ex-pastor presbiteriano… Confusão levando à confusão.

Não só as igrejas calvinistas na Europa, EUA e Brasil estão sofrendo de influências teológicas socialistas, mas a sociedade brasileira inteira também está sofrendo de influências socialistas.

Se olhos calvinistas ou reformados não conseguem ver a realidade, por meio da Bíblia ou de visões sobrenaturais, que muitos deles rejeitam em sua descrença cessacionista, Deus usará uma “pedra” (uma mente não cristã) para ver e clamar. Isso é o que está acontecendo.

Nesta semana, Rodrigo Constantino, um escritor conservador secular e não protestante, publicou um artigo intitulado “O Liberalismo e a Teologia da Prosperidade,” escrito por Claudir Franciatto, que disse:

Enquanto grande parte não evangélica da nossa sociedade se limita a chamar os pastores, bispos e apóstolos das igrejas neopentecostais de “ladrões”… [esses pastores, bispos e apóstolos] estão trazendo para o Brasil — sorrateira e imperceptivelmente — certo “espírito anglo-saxão” de coragem, desbravamento e atitude individual positiva, que forjou uma nação como os Estados Unidos, e nos faltava. E como nos fez falta sempre!!

Claudir acrescentou:

“Os pastores [neopentecostais] não incitam o fiel a orar e ficar sentado, mas a agir – dentro e fora da igreja.”

No entanto, os evangélicos não podem aceitar esse “espírito anglo-saxão” de coragem, desbravamento e atitude individual positiva, porque Hanegraaff, Ferreira e outros teólogos influenciados por um calvinismo cessacionista pensam e pregam que a Teologia da Prosperidade é “heresia.”

Se é fácil para Ferreira chamar a Teologia da Prosperidade de “heresia,” será que ele pode chamar o Evangelho Social ou a Teologia da Missão Integral de heresia?

Será que ele pode chamar o cessacionismo de heresia? O liberalismo teológico (com suas consequências de defesa do aborto e sodomia) prospera graças à descrença com relação a um Deus vivo e sobrenatural que opera hoje.

Baseado na Society of Evangelical Arminians, Ferreira disse que Hanegraaff é arminiano. Hanegraaff negou. Isso é confusão.

Na verdade, quando a Society of Evangelical Arminians disse em anos recentes que Hanegraaff era arminiano, ele já estava no processo de conversão para a Igreja Ortodoxa Grega. Aliás, a revista Christianity Today disse que a mudança dele para a Igreja Ortodoxa Grega levou uma década. Então não é de admirar que em 2011 ele tenha negado ser calvinista.

Hanegraaff foi criado e treinado em ambientes reformados e presbiterianos para atacar a Teologia da Prosperidade e outras questões neopentecostais que não afetam esse ambiente. Isso é confusão.

Depois de anos chamando os pastores neopentecostais de “heréticos,” ele acabou chamando seu antigo pastor presbiteriano de herético também! Isso é confusão.

Jill Martin Rische, filha de Walter Martin, que fundou o Instituto Cristão de Pesquisas em 1960, disse sobre Hanegraaff:

“Logo depois que meu pai, Walter Martin, morreu em 1989 seu ministério foi assumido por um homem que mais tarde descobrimos tinha um hábito preocupante de ‘pegar emprestado’ a obra de outras pessoas e afirmar que era sua.”

Isso é confusão.

Quando assumiu a presidência do Instituto Cristão de Pesquisas e escreveu “Cristianismo em Crise,” que ataca a Teologia da Prosperidade, Hank Hanegraaff tinha vindo diretamente não de uma igreja arminiana ou pentecostal. Ele veio diretamente de uma igreja presbiteriana.

Agora, ele está na Igreja Ortodoxa Grega.

Seja como for, Hanegraaff não abandonou o calvinismo cessacionista e suas influências agora. Ele fez isso anos atrás. Ele não começou a frequentar a Igreja Ortodoxa Grega agora. De acordo com Christianity Today, ele fez isso muitos anos atrás. A única coisa nova é o anúncio formal de que agora ele é cristão ortodoxo.

Mais confusão?

Versão em inglês deste artigo: Hank Hanegraaff and Confusions

Fonte: www.juliosevero.com

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Olavo de Carvalho elogia Suplicy e diz que trabalharia até com Satanás pelo Brasil

Julio Severo

O título deste artigo foi extraído do título original de uma reportagem da BBC em português que diz: “Olavo de Carvalho elogia Suplicy e diz que trabalharia até com Satanás pelo Brasil.” A reportagem original da BBC fez a cobertura de um evento chamado “Brazil Conference,” na Universidade de Harvard.

A BBC diz:

Tido como polo ideologicamente oposto ao vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), o filósofo Olavo de Carvalho afirmou que aprova a ideia da renda básica da cidadania (projeto do petista que propõe vencimento mínimo a todos os cidadãos do Brasil), e que trabalharia com o Suplicy para aprimorá-la.

“Suplicy é um sujeito muito simpático e a ideia dele não é ruim, que todo mundo tenha uma renda,” disse Carvalho em entrevista exclusiva à BBC Brasil na Universidade Harvard, em Massachusetts (EUA).

Suplicy citou a renda básica da cidadania em todas as suas respostas. O projeto propõe uma renda mínima para todos os cidadãos, ricos e pobres, inclusive estrangeiros que vivam no Brasil há mais de cinco anos.

Carvalho acrescentou: “A renda básica moralmente está certa.”

Nos anos de governo do Partido dos Trabalhadores (2003-2016) o Brasil iniciou o bolsa família, um programa populista do governo socialista que deu dinheiro para milhões de brasileiros. Esse programa era dirigido apenas para famílias pobres. Contudo, o projeto de Suplicy é mais ambicioso e expansivo socialisticamente e busca garantir automaticamente salários grátis, ou dinheiro de graça, para todos os cidadãos do Brasil. Isso é muito mais extensivo e socialista do que o bolsa família, que era financiado por quem paga impostos.

O projeto de Suplicy semelhantemente seria financiado pelos brasileiros que pagam impostos.

Como é que Carvalho conseguiria melhorar tal projeto socialista? Se o socialismo estatal (financiado por quem paga impostos) é repugnante para ele, e quanto ao socialismo católico? Pelo fato de que Carvalho diz que é católico, sua alternativa faria com que a Igreja Católica financiasse integralmente um salário grátis para todos os cidadãos brasileiros? Ou, e quanto ao socialismo maçônico? Considerando que Carvalho tem mostrado admiração pela maçonaria, ele estaria interessado em convencer a maçonaria a financiá-lo?

O debate de Carvalho com Suplicy foi apenas um microcosmo de 100 outros debates com palestrantes e moderadores brasileiros. O evento, realizado na Universidade de Harvard por estudantes brasileiros de Harvard e MIT, reuniu um número elevado de palestrantes brasileiros, inclusive a ex-presidente Dilma Rousseff, o juiz federal Sérgio Moro, os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso e a ex-senadora Marina Silva. Cada um deles participou de um debate com outro indivíduo com proeminência social semelhante.

De acordo com a BBC:

O objetivo da conferência, segundo os organizadores, é aproximar polos opostos.

“No Brasil, a direita e a esquerda simplesmente não conversam,” disse o pesquisador David Pares, um dos presidentes da Brazil Conference, no início da semana.

“As pessoas só compartilham o que já acreditam. Entendemos isso como falta de diálogo entre ideais diferentes e esse é o maior problema da polarização. A ideia da conferência é ajudar as pessoas a desmistificarem o polo oposto,” afirmou.

Carvalho cumpriu o objetivo do evento: ele falou de forma simpática do petista Suplicy e de seu projeto socialista. É impressionante que ele chamasse Suplicy de “um sujeito muito simpático,” dizendo que a ideia socialista dele “não é ruim.” Em contraste, ele não é conhecido por dizer coisas simpáticas para conservadores. Numa entrevista de dezembro de 2016 para a BBC, Carvalho foi apresentado como um direitista combatendo outros direitistas proeminentes no Brasil. Aliás, ele é conhecido não só por dizer coisas desagradáveis e imorais sobre líderes direitistas, mas também por realmente xingá-los.

Ainda que o evento tivesse sido realizado em Harvard, garantindo holofote e visibilidade midiática em massa nos Estados Unidos, o debate específico de Carvalho, realizado na sexta-feira (7 de abril), havia ganho holofote limitado só no serviço de língua portuguesa da BBC, cuja versão em inglês não fez nenhuma reportagem do evento.

Pesquisa do Google não mostra (do período de 7 a 12 de abril na pesquisa) nenhum holofote da mídia americana para o debate de Carvalho, seis dias depois do evento.

Evidentemente, o público americano não teve nenhum interesse num evento brasileiro nos EUA. Ainda que alguns nomes de palestrantes sejam bem famosos no Brasil, 100 é muito para escolher, e qualquer nome menos conhecido do que Dilma e Moro não chegou nem a ser considerado para atenção. Pelo menos, nenhum membro dos grandes meios de comunicação dos EUA deu atenção alguma.

Entretanto, até mesmo quando a grande mídia dos EUA evita um evento, a mídia conservadora americana, que é muito poderosa, faz cobertura de palestrantes conservadores, principalmente se eles estão palestrando em Harvard. Mas nenhum membro da mídia conservadora dos EUA se envolveu.

Seja como for, o microcosmo do debate de Carvalho com o petista Suplicy de forma alguma se assemelhou a conservadorismo em defesa ou oposição a ideias. O projeto de Suplicy não era conservador.

A resposta de Carvalho foi conservadora? Dificilmente. Aliás, seu conceito de conservadorismo é tão nebuloso quanto seu passado esotérico. Semanas atrás ele disse em sua página de Facebook:

Por isso é que, quando me apresentam como “filósofo conservador”, a única resposta que me ocorre é: — Conservador é a puta que o pariu, que conservou você na barriga por nove meses em vez de deixá-lo cair na privada.

Com tal linguajar sujo, é compreensível por que Carvalho não aproveitou a oportunidade para defender valores conservadores. Embora Suplicy defendesse seus valores socialistas, Carvalho se limitou a louvá-lo.

No Brasil Carvalho é conhecido por condenar o bolsa família, mas em Harvard ele louvou um modelo socialista pior do que o bolsa família. Em português, nunca em inglês, Carvalho injustamente xinga o protestantismo, Lutero e Calvino com sua boca suja típica, mas em Harvard ele se absteve de xingar essa universidade, fundada por um protestante sólido, que hoje é um centro de marxismo, feminismo, bruxaria, etc. Além disso, Harvard recebe financiamento da Arábia Saudita. Harvard merece ser criticada.

Isso não é problema para Carvalho: anos atrás ele recebeu um prêmio da ditadura saudita (que a mídia americana insiste em chamar de “governo”) por uma biografia de Maomé que ele havia escrito. Se isso não é cooperar com Satanás, não sei o que é.

Se, como a BBC afirmou, Carvalho trabalharia com Satanás em acordos políticos com petistas como Suplicy, é algo que só o tempo dirá, mas o tempo já disse muitas coisas no histórico de Carvalho. De acordo com a BBC, ele “trabalhou com Satanás” no passado. Em sua entrevista para o serviço de língua portuguesa da BBC (não disponível em inglês) em dezembro de 2016, Carvalho falou sobre seu envolvimento com a astrologia (ele fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil) e com a bruxaria islâmica.

Para a BBC, ele disse que essa experiência foi “absolutamente indispensável” para sua formação.

Na entrevista, a BBC apresentou Carvalho assim:

Nascido em Campinas (SP) há 69 anos, professor de filosofia sem jamais ter concluído um curso universitário e adepto da teoria de que “a entidade chamada Inquisição é uma invenção ficcional de protestantes”, Carvalho acumula desafetos com a mesma intensidade com que é defendido por seus admiradores.

A entrevista da BBC foi uma grande novidade, pois embora Carvalho diga que toda a Esquerda odeia a Inquisição e a use para atacar católicos, a mídia maciçamente esquerdista do Brasil nunca usou a Inquisição para atacar Carvalho. A BBC foi o primeiro grande canal de língua portuguesa a mencionar Carvalho e sua defesa da Inquisição.

A BBC disse:

As opiniões do filósofo sobre o papel da Igreja Católica na Inquisição lhe renderam críticas entre evangélicos. Carvalho escreveu no Twitter em 2013 que “a entidade chamada Inquisição é uma invenção ficcional de protestantes.”

“Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse.”

De acordo com ele, os hereges — “menos de dez por ano em duas dúzias de países” — morriam sufocados antes que as chamas os atingissem. Criticado nas redes sociais pela afirmação…

Dois anos depois, xingou Lutero e Calvino, principais líderes da Reforma Protestante. “A Igreja Católica superlotou-se de filhos da puta ao longo dos séculos, mas a protestante já nasceu fundada por dois.”

Você pode encontrar mais informações, inclusive um vídeo, sobre a defesa que ele faz da Inquisição neste artigo de minha autoria: “Olavo de Carvalho e a Inquisição.”

Carvalho está dividindo a Direita brasileira em muitas questões conservadoras, inclusive a homossexualidade, que ele acredita ser natural, mas ele tem tido uma grande vitória: ele está unificando a Direita católica com seu discurso pró-Inquisição estridente.

Em minha opinião, qualquer indivíduo que trabalhou com a Inquisição 500 anos atrás trabalhou com Satanás. E qualquer indivíduo hoje que quer tornar a Inquisição menos ofensiva realmente trabalha com Satanás.

Um histórico esotérico profundo possibilitou que Carvalho trabalhasse para reabilitar a Inquisição.

Se a Esquerda brasileira nunca usou a Inquisição para atacar Carvalho, por que a Harvard apóstata, mergulhada em marxismo e satanismo, veria um problema com um brasileiro trabalhando com Satanás para defender o revisionismo da Inquisição?

Versão em inglês deste artigo: Olavo de Carvalho Praises Socialist Militant and Says He Would Even Work with Satan for Brazil

Fonte: www.juliosevero.com

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Por que Trump está ajudando os islamistas de Obama na Síria?

Julio Severo

O presidente americano Donald Trump pegou o mundo de surpresa quando ele ordenou que as forças armadas dos EUA lançassem um ataque de mísseis teleguiados numa base aérea síria na quinta-feira em reação a um ataque químico mortal, alegadamente pelo governo sírio, em rebeldes islâmicos anteriormente apoiados por Obama e agora por Trump.

Dezenas de rebeldes foram mortos, e pelo menos 10 crianças. Neocons republicanos liderados pelo senador John McCain usaram o ataque para pressionar Trump a atacar o governo sírio. Hillary Clinton pediu o bombardeamento dos aeroportos de Assad horas antes do ataque aéreo de Trump.

O grande problema que Trump enfrenta em política externa são os neocons, e ele claramente identificou isso antes de sua eleição. Mas agora ele não reconhece mais esse problema.

No entanto, a razão para o ataque de Trump contra a Síria tem sido contestada.

O ex-senador Ron Paul disse:

“Não faz nenhum sentido Assad sob essas condições de repente usar gás venenoso. Penso que não existe nenhuma chance de que ele tenha feito isso deliberadamente.”

Joseph Farah, dono do site conservador americano WorldNetDaily (WND), disse:

“Discordo fortemente da decisão do presidente Trump de atacar a Síria… Há duas partes em guerra na Síria — o governo sírio, que está tentando rechaçar uma invasão e ocupação parcial do território sírio, e o ISIS, uma peste terrorista contra o mundo inteiro, não só contra o governo de Assad… Ambas as partes têm sido acusadas de utilizar armas de gás sarin contra civis, embora até agora não vi nenhuma prova de que Assad alguma vez usou isso… o ISIS é a principal oposição a Assad.”

De acordo com o Infowars:

“Os Capacetes Brancos, um grupo ligado à al-Qaida e financiado por George Soros e pelo governo britânico, teria encenado o ataque de sarin em civis na cidade nortista de Khan Shaykhun para jogar a culpa no governo sírio.”

O governo sírio está numa guerra mortal contra dois inimigos: o ISIS e os rebeldes islâmicos apoiados anteriormente por Obama e agora por Trump. Em 2015 Obama deu a esses rebeldes 500 milhões de dólares para “treinamento.” Um investimento multimilionário contra um governo que combate o ISIS.

Combater apenas o ISIS é um desafio colossal. Como combater ao mesmo tempo dois inimigos, facilitados ou treinados pelos EUA? Até mesmo Trump reconheceu no ano passado que o ISIS foi fundado por Obama. Mas ele nunca atacou o ISIS como ele está atacando a Síria. Ao atacar a Síria, ele está automaticamente ajudando o ISIS.

Hillary Clinton, John McCain, Lindsay Graham, Paul Ryan e esquerdistas estão louvando o ataque de Trump contra a Síria. Coincidentemente, todos eles estavam ou estão na folha de pagamento de George Soros.

Mas louvores não estão vindo de conservadores americanos.

Michael Savage, um poderoso escritor anti-neocon, havia chamado Trump de “Winston Churchill de nossa época” em julho de 2015. Mas agora, em seu programa de rádio de quinta-feira, Savage se queixou: “Os generais chegaram até ele e o afastaram de esforços de paz com a Rússia. E as pessoas que se opõem à guerra, como Steve Bannon, estão sendo demitidas. Esse batuque de tambores de guerra com a Rússia tem de parar.”

Alex Jones, do Infowars, disse em fevereiro que ele estava “pronto para morrer por Trump.” Agora que Trump lançou ataques aéreos contra a Síria, Jones disse na sexta-feira em transmissão ao vivo: “Trump está realmente se desintegrando diante dos meus olhos em muitos níveis.”

Ann Coulter, escritora conservadora e comentarista política americana que havia sido uma ardente apoiadora de Trump e escreveu um livro intitulado “In Trump We Trust” (Em Trump Confiamos) no ano passado, está usando a mídia social para criticar a decisão de Trump. “Aqueles que queriam que os EUA se intrometessem no Oriente Médio votaram em outros candidatos,” ela escreveu no Twitter nas primeiras horas de sexta-feira de manhã, acrescentando:

“A campanha de Trump focou em não se envolver no Oriente Médio. Disse que tais envolvimentos sempre ajudam os inimigos dos EUA e criam mais refugiados. Então ele viu uma foto na TV.”

— Ann Coulter (@AnnCoulter) 7 de abril de 2017

“Os cristãos que vivem na Síria estão apavorados com o que acontecerá se Assad se for.”

— Ann Coulter (@AnnCoulter) 7 de abril de 2017

“O que virá depois de Assad? O que foi que veio depois de Saddam? Kaddafi? 15 anos, 6 mil heróis mortos, 500 mil cristãos massacrados $5 trilhões de dólares — pelo quê?

— Ann Coulter (@AnnCoulter) 7 de abril de 2017

Coulter e muitos apoiadores famosos de Trump estão expressando surpresa — e medo — com a decisão apressada de Trump, a qual está totalmente em conflito com a postura anterior dele sobre intervencionismo. Como candidato presidencial, a campanha de Trump foi contra explorações militares no exterior, muitas vezes criticando Bush e sua guerra no Iraque. Em dezembro, logo depois de vencer a eleição, ele disse “os EUA vão parar de correr para derrubar governos estrangeiros dos quais nada sabem, com os quais não devem se envolver.”

Quando Obama estava considerando ação militar contra a Síria em 2013, Trump fortemente o exortou a não fazer isso.

Numa crítica de 5 de setembro de 2013 com todas as letras maiúsculas, Trump tuitou: “DE NOVO, PARA NOSSO PRESIDENTE MUITO TOLO, NÃO ATAQUE A SÍRIA — SE VOCÊ ATACAR, MUITAS COISAS RUINS VÃO ACONTECER E OS EUA NÃO CONSEGUIRÃO NADA COM ESSA LUTA!”

“Não ataque a Síria — um ataque que não trará nada a não ser problemas para os EUA. Foque em fortalecer e engrandecer os EUA de novo!” Trump tuitou quatro dias mais tarde.

Durante a campanha presidencial, Trump também criticou muito Hillary Clinton por sua política externa desastrosa, tuitando: “As intervenções estrangeiras da trapaceira Hillary Clinton desencadearam o ISIS na Síria, Iraque e Líbia. Ela é afobada e perigosa!”

O que fez Trump mudar de ideia e agir como Hillary teria feito, ajudando o ISIS na Síria? O que o fez dar atenção aos neocons?

Afinal, de que adianta ser pró-vida dentro dos Estados Unidos e não ser pró-vida para os cristãos diretamente ameaçados pelo ISIS na Síria?

O que é certeza é que o Trump que atacou a Síria e ajudou o ISIS não é o mesmo Trump que criticou os neocons no ano passado. Onde é que está o Trump anti-neocon original?

Com informações da Charisma, Breitbart, DailyWire, DailyMail, Time e WND.

Versão em inglês deste artigo: Why Is Trump Helping Obama’s Islamist in Syria?

Fonte: www.juliosevero.com

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Rússia é o primeiro país do mundo a reconhecer Jerusalém ocidental como capital de Israel

Julio Severo

O Jerusalem Post, um dos jornais mais proeminentes de Israel, disse ontem que a Rússia anunciou que agora reconhece Jerusalém como a capital de Israel.

Nenhuma nação do mundo reconhece a Cidade Santa como a capital de Israel. Aliás, nenhuma nação do mundo reconhece parte alguma de Jerusalém como pertencente a Israel. Ainda que muitos presidentes dos EUA tenham prometido, em suas campanhas, fazer tal reconhecimento, nenhum deles pôde ou quis cumprir suas próprias promessas.

O mais recente prometedor, o presidente americano Donald Trump, estava antes de sua posse muito entusiasmado sobre mudar a embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Mas logo que foi empossado seu entusiasmo desapareceu. Hoje, ninguém no governo Trump fala sobre essa mudança, que poderia colocar em perigo a solução de dois estados, a qual de acordo com a analista histórica e política israelense Caroline Glick, tem sido o coração da política dos EUA para o Oriente Médio.

De acordo com o WND (WorldNetDaily), Glick disse:

“Ironicamente, a solução de dois Estados está entre as políticas mais irracionais e fracassadas que os Estados Unidos já adotaram. Nos noventa anos passados, tentou-se a solução de dois Estados mais de dez vezes, e fracassou de forma desastrosa em cada uma dessas vezes. Entre 1970 e 2013, os Estados Unidos apresentaram nove diferentes planos de paz para Israel e os palestinos, todos com base na solução de dois Estados — e nos vinte anos passados, a solução de dois Estados tem sido o coração da política dos EUA para o Oriente Médio.”

Presidentes americanos esquerdistas e direitistas têm seguido há décadas a solução fracassada de dois estados. Presidentes americanos conservadores e liberais têm há décadas prometido reconhecer Jerusalém como a capital de Israel…

E agora a Rússia sob o presidente Vladimir Putin foi a frente das muitas promessas americanas sobre Jerusalém sem, lamentavelmente, desrespeitar a tradicional solução fracassada de dois estados para Israel, fielmente seguida pelos EUA.

Até mesmo a promessa de Trump, se tivesse sido cumprida, de mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém constituiria reconhecer, de acordo com o Jerusalem Post, só Jerusalém ocidental, sem incluir Jerusalém oriental, como a capital de Israel.

A solução de dois estados para Israel e Jerusalém não é aceita por Deus e sua Palavra, a Bíblia. A solução de dois estados, como vista e planejada pelos EUA e Rússia, não é o que Deus quer.

É uma vergonha que os Estados Unidos, a nação mais protestante do mundo, não reconheça parte alguma de Jerusalém como a capital de Israel. A Rússia é a maior nação cristã ortodoxa do mundo e é compreensível que não tenha a visão evangélica sobre Israel e Jerusalém. O Brasil, a maior nação católica do mundo, não tem nenhum interesse em reconhecer parte alguma de Jerusalém como a capital de Israel. Mas os EUA, com seu belo legado evangélico, deveriam fazer mais do que a Rússia e o Brasil. Deveriam rejeitar totalmente a solução de dois estados e deveriam reconhecer Jerusalém inteira (ocidental e oriental) como a capital de Israel.

Lamentavelmente, a promessa não cumprida de Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel era aplicável só a Jerusalém ocidental. Nesse aspecto, Putin o ultrapassou de forma grande.

A reportagem a seguir, escrita por Herb Keinon, é do Jerusalem Post:

A Rússia reconhece Jerusalém ocidental como capital de Israel, o Ministério das Relações Externas da Rússia declarou num anúncio surpreendente, obtido exclusivamente pelo The Jerusalem Post.

O anúncio chega num tempo em que o governo do presidente americano Donald Trump está se sentindo angustiado com a decisão de mudar ou não sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, uma mudança que equivaleria a reconhecer Jerusalém ocidental como a capital de Israel. Nenhum outro pais do mundo reconhece parte alguma de Jerusalém como capital de Israel.

A declaração emitida pelo Ministério das Relações Externas da Rússia diz: “Reafirmamos nosso compromisso para com os princípios aprovados pela ONU de um acordo palestino-israelense, que inclui a condição de Jerusalém oriental como a capital do futuro Estado palestino. Ao mesmo tempo, devemos declarar nesse contexto que vemos Jerusalém ocidental como a capital de Israel.”

Essa é uma mudança forte na política russa, que até agora sustentava formalmente que Jerusalém deveria eventualmente ficar sob regime internacional permanente. A declaração aparece em inglês no site russo do Ministério das Relações Externas da Rússia.

Embora autoridades em Jerusalém interpretassem a declaração como significando que o reconhecimento de Jerusalém ocidental como a capital de Israel só ocorrerá quando Jerusalém oriental se tornar a capital de um Estado palestino, o The Jerusalem Post foi informado de que o governo russo pretende que esse reconhecimento entre em vigor imediatamente.

O embaixador da Rússia em Israel vai se encontrar com autoridades do Ministério das Relações Exteriores para discutir a decisão do governo russo e suas implicações…

Versão em inglês deste artigo: Russia Is the First Nation in the World to Recognize West Jerusalem As Israel’s Capital

Fonte: www.juliosevero.com

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Julio Severo

É fato que a Teologia da Missão Integral (TMI) é a maior ameaça à Igreja Evangélica do Brasil. Por isso, sempre foquei no grande mal do esquerdismo na Igreja Evangélica. Logo que meu blog foi inaugurado em 2005, um dos meus primeiríssimos artigos foi contra uma matéria de capa da revista Ultimato que atacava os evangélicos que votaram no presidente George W. Bush, que era a única opção política pró-vida e pró-família na eleição presidencial dos EUA.

A Ultimato torceu pelo candidato abortista, homossexualista e esquerdista. Eu torci pelo candidato pró-vida. Ambos estávamos sendo coerentes com nossa postura: eu, como conservador; a Ultimato, como esquerdista.

Embora esteja atacando a TMI e seus principais promotores há anos, meu blog tem alcance muito limitado. Mas Deus está levantando canais mais poderosos para alertar a Igreja Evangélica do Brasil.

Em seu programa Vitória em Cristo de 1 de abril, o Pr. Silas Malafaia denunciou a TMI, os autoproclamados “defensores do Evangelho,” sua natureza majoritariamente calvinista e patentemente antipentecostal e recomendou o Blog Julio Severo como a fonte mais aprofundada sobre a TMI. Para assistir ao programa, use este link: https://youtu.be/2pBNcqdHwrE

Foi a primeira vez na história do evangelicalismo brasileiro que um programa de TV de alcance nacional assistido por centenas de milhares de pessoas trouxe o assunto da TMI, que é a versão protestante da Teologia Libertação.

A repercussão foi imediata. Muitos que assistiram ao programa de Malafaia mostraram interesse em saber mais sobre a ameaça da TMI.

Do lado calvinista, em vez de reconhecimento e contrição, houve revolta e várias tentativas de se distanciar da culpabilidade de envolvimento na TMI. Em vez de atacarem a TMI, atacaram Malafaia, como se ele tivesse inventado uma ligação profana e imaginária entre calvinistas brasileiros e TMI. “Ah, Malafaia está sendo maldoso ao dizer que os calvinistas estão envolvidos com a TMI. Isso é injusto! Os calvinistas foram os primeiros a combater a TMI! Os calvinistas são os maiores ativistas na luta contra a TMI.”

Vamos aos fatos. Quando era o maior reverendo da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e a maior estrela gospel do Brasil, Caio Fábio teve um papel gigantesco na promoção da TMI, inclusive levando os evangélicos aos pés do PT. Outros nomes de reverendos da IPB diretamente envolvidos na TMI são:

Antonio Carlos Costa, fundador e presidente da entidade esquerdista desarmamentista Rio de Paz. ACC, como é chamado, vem levando a TMI até igrejas neopentecostais como a Igreja da Lagoinha.

Marcos Amaral, promotor de alianças com pais-de-santo. Quando toda a Esquerda brasileira atacou o Pr. Marcos Feliciano por ter sido nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Amaral expressou desejo esquerdista público que Feliciano tivesse um derrame.

Jorge Barros, realizador no Brasil do maior congresso internacional da TMI.

Luiz Longuini, casado quatro vezes, é autor do livro “O Novo Rosto da Missão,” publicado pela Editora Ultimato. O livro defende a TMI. Junto com Leonardo Boff, da Teologia da Libertação, Longuini palestrou em congresso teológico sobre o tema Rubem Alves, que originalmente foi pastor da IPB tendo sido exposto à TMI na década de 1960 por um missionário presbiteriano envolvido na IPB.

Marcos Botelho, ligado ao grupo Jovens Pela Verdade, é ativista da TMI e chegou a publicar na revista Ultimato um artigo defendendo direitos homossexuais.

Esses são apenas alguns dos nomes de pastores da IPB que promovem a TMI. Nenhum deles é obscuro. Cada um deles tem proeminência, fama e destaque, em sua denominação e fora dela, como teólogo, escritor, líder, etc.

Existe, na IPB e outras igrejas presbiterianas, uma militância da TMI que não é nova. É antiga.

Mesmo grandes nomes da TMI fora da IPB são promovidos por proeminentes instituições da IPB. Ariovaldo Ramos, Ed René Kiviz e outros “apóstolos” da TMI já palestraram e deram aulas na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Isso sem mencionar a infinidade de blogs calvinistas que há mais de dez anos promovem os “apóstolos” da TMI.

Anos atrás, em seu blog o calvinista Renato Vargens recomendou, com louvores, Ariovaldo Ramos e Hermes Fernandes. Ele os chamou de “defensores do Evangelho.” Ariovaldo é o mais proeminente ativista da TMI (antes dele, era o bispo assassinado Robinson Cavalcanti, a quem Vargens também elogiava). Hermes é promotor da Teologia Gay.

O envolvimento, facilitação e promoção calvinista da TMI não param aí. O assessor de confiança do PT para lidar oficialmente com assuntos evangélicos era um teólogo presbiteriano chamado Alexandre Brasil.

Além disso, a revista Ultimato, por muito tempo respeitadíssima na IPB, faz propaganda tranquila da TMI e do esquerdismo há mais de quarenta anos.

Difícil conhecer alguma congregação presbiteriana que nas décadas de 1970, 1980 e 1990 não tenha sido afetada pela onipresente revista Ultimato, que foi fundada por um famoso presbiteriano.

Frequentei uma igreja da IPB uns 25 anos atrás. O presbitério encorajava todos os pastores assinarem a Ultimato e cada pastor por sua vez encorajava fortemente suas congregações presbiterianas a fazer assinaturas coletivas da Ultimato. O motivo muitas vezes alegado era vacinar os presbiterianos contra o neopentecostalismo e a Teologia da Prosperidade. A vacina era TMI pura.

Todos os “apóstolos” da TMI são contra a Teologia da Prosperidade. Ariovaldo Ramos e Ricardo Bitun têm um livro intitulado “Uma Visão sobre a Igreja, hoje, no Brasil,” que ataca o neopentecostalismo e a Teologia da Prosperidade. Esses ataques mais parecem cortinas de fumaça para acobertar o trabalho sujo da promoção da Teologia da Missão Integral. Bitun foi coordenador de cursos teológicos na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Essa posição de ataque ao neopentecostalismo e à Teologia da Prosperidade em nada difere da posição do PT. Em 2012 Gilberto Carvalho disse que os televangelistas neopentecostais são uma ameaça para a hegemonia do PT (por causa de suas posturas radicais contra o aborto e homossexualismo). O Rev. Alexandre Brasil estava, em seu trabalho de assessoria do PT, estreitamente ligado a Carvalho e talvez, como militante da TMI, o tenha instruído contra os televangelistas neopentecostais.

Aliás, numa lista de ameaças à Esquerda, a filósofa marxista Marilena Chaui colocou a Teologia da Prosperidade como inimiga número 1 da Esquerda.

É de estranhar então que os calvinistas brasileiros foquem tanto seus ataques em Malafaia e na Teologia da Prosperidade quando essa teologia não está presente em suas igrejas. As igrejas calvinistas da Europa e dos EUA estão sendo gravemente afetadas por versões da TMI e estão apoiando a agenda gay e o aborto. As igrejas calvinistas do Brasil estão também sendo gravemente afetadas pela TMI há décadas. Não faz, pois, sentido eles mirarem em Malafaia e na Teologia da Prosperidade do quintal pentecostal e neopentecostal quando o quintal calvinista tem TMI de sobra para dar e vender.

Os calvinistas deveriam mirar no inimigo certo. Se continuarem a usar a Teologia da Prosperidade para camuflar o grave problema da TMI no quintal calvinista, cedo ou tarde esse embuste será descoberto por todos.

Eu nunca vi os autoproclamados “defensores do Evangelho” (a maioria dos quais são calvinistas) chamando de hereges a revista Ultimato, Antonio Carlos Costa, Marcos Botelho, Marcos Amaral, Jorge Barros, Luiz Longuini e outros reverendos da TMI. Eu nunca vi, durante mais de dez anos, os blogs calvinistas “que defendem o Evangelho” chamando a Universidade Presbiteriana Mackenzie de poço de apostasia. Eu nunca vi o Rev. Augustus Nicodemus, que é o “apóstolo” do cessacionismo no Brasil, chamando seus colegas de TMI na IPB de hereges. Eu nunca o vi repudiando os blogs calvinistas da TMI. Mas já vi muitos calvinistas chamando Malafaia de “herege.” Já vi ativistas gays atacando Malafaia. Em contraste, já vi ativistas gays louvando a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

E agora que Malafaia foi usado por Deus para fazer pela primeira vez um alerta em programa nacional de televisão contra a TMI e o envolvimento calvinista, os calvinistas reforçarão nele o rótulo de “herege.” Há um antipentecostalismo e antineopentecostalismo nas atitudes e motivações dos críticos. Muitos deles se opõem a revelações, profecias e outros dons sobrenaturais do Espírito Santo para hoje.

Malafaia está no caminho certo. Todos os que fazem a vontade de Deus são perseguidos, caluniados e difamados. E chamar a TMI de nociva à Igreja Evangélica do Brasil é fazer a vontade de Deus.

Se teólogos calvinistas que há décadas conhecem muito bem a TMI, que é um problema que faz parte de seu quintal, não quiseram abraçar um ativismo necessário contra essa teologia ideológica, por que agora julgar e condenar Malafaia que está abraçando essa causa?

Fonte: www.juliosevero.com

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Blogueiro católico é condenado a pagar R$ 15 mil por opinião contrária ao homossexualismo

Julio Severo

Numa ação movida pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, um cidadão católico residente no Rio de Janeiro foi condenado a pagar R$ 15 mil em indenização por danos morais e coletivos por ter publicado um artigo orientando a população a se mobilizar contra uma medida para dar verbas públicas para uma entidade homossexual.

O artigo, publicado em 2007, foi suficiente para o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, condenar o blogueiro Roberto Flávio Cavalcanti e seu no blog Catolicismo e Conservadorismo, hospedado no Google.

Dez anos atrás, o blog Catolicismo e Conservadorismo criticou a realização de uma audiência pública que debateria a concessão de verbas públicas para a ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul).

A partir de denúncia da ATMS, o artigo “Município de Campo Grande pode conceder recursos para associação de travestis,” publicado no blog Catolicismo e Conservadorismo, se tornou alvo das autoridades. Jaceguara Dantas Passos, chefa da 67ª Promotoria de Justiça e Direitos Humanos, classificou o artigo de “evidente discurso de ódio e é incompatível com o respeito e a dignidade humana.”

A ação do Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul também incluiu o Google, responsável pela hospedagem do blog de Cavalcanti, intimando-o a entregar todos os dados do blogueiro condenado.

O artigo condenado continha esta informação:

É o cúmulo da patifaria cogitar distribuição de recursos provenientes de nossos impostos para os próprios e principais hospedeiros de doenças infecto-contagiosas como AIDS e Sífilis. Note que a verborragia da apologia homossexual sempre inclui palavras de toque gentil como “tolerância” e “fim ao preconceito e combate à discriminação.”

Se o cidadão de Campo Grande não concorda com isso, poderá manifestar sua opinião numa enquete no sítio eletrônico da Câmara Municipal de Campo Grande, indagando se a pessoa é a favor ou contra a que a Associação das Travestis seja declarada de utilidade pública — título que permitirá à referida associação ser subsidiada pelo poder público.

Obviamente, existem em Campo Grande aplicações mais prioritárias e morais para o dinheiro público do que o subsídio a uma associação de travecos. Daqui a pouco poderão propor recursos públicos a pedófilos. Se você também é contra que o Estado financie o homossexualismo e a baitolagem, entre no sítio e vote NÃO.

Embora a linguagem do texto seja forte, condutas piores contra os cristãos e o Cristianismo têm sido praticadas sem que as autoridades e a mídia consigam interpretar ódio e incitamento ao ódio. Ativistas esquerdistas favoráveis ao movimento homossexualista têm enfiado, em público, crucifixos no ânus como forma de protesto, sem medo de serem processados.

Em seu argumento, o Ministério Público citou: “A criminalização da discriminação por orientação sexual nada mais é do que a imposição estatal de tolerância a qualquer pessoa independentemente de sua orientação sexual, o que significa dizer que o Estado não admitirá que uma pessoa seja discriminada pelos simples fato de ter uma determinada orientação sexual ao invés de outra,” acrescentando que “Roberto Flávio Cavalcanti é causador direto de danos morais difusos à comunidade LGBT desta capital mediante ofensa aos direitos da personalidade destes indivíduos.”

Estranho o comentário pesado das autoridades contra um blogueiro católico, pois pode-se dizer com muito mais acerto que o homossexualismo é causador direto de danos morais à sociedade. Aliás, reconhecendo a existência desses danos, a Rússia sancionou em 2013 uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, para protegê-los exatamente dos malefícios morais, físicos e espirituais das práticas homossexuais.

A condenação do blogueiro católico mostra que se o homossexualismo não for reconhecido em seu lugar devido de causador direto de danos morais, físicos e espirituais, a oposição ao homossexualismo será forçada a ocupar esse lugar.

Em sua defesa, Cavalcanti, que é jornalista e advogado, disse que, embora fosse criador do blog Catolicismo e Conservadorismo, havia outros articulistas. O artigo condenado havia sido escrito por um desses articulistas. Cavalcanti disse: “Não existe lei penal que puna a ‘discriminação por orientação sexual,’ sobretudo num blogue de orientação católica.”

Cavalcanti também explicou que o juiz que o sentenciou aparece publicamente em telejornais defendendo a agenda gay.

Com informações de TopMídiaNews.

Versão em inglês deste artigo: Brazilian Catholic Blogger Condemned to Pay US$ 6,000 over View Contrary to Homosexuality

Fonte: www.juliosevero.com

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Embaixadora dos EUA diz que vai continuar batendo na Rússia

Julio Severo

A embaixadora dos EUA na ONU diz que não há dúvida de que a Rússia estava envolvida na eleição presidencial americana e insiste em que o Presidente Donald Trump plenamente apoiaria ações enérgicas contra a Rússia logo que as investigações estiverem completas.

Falando em entrevistas televisionadas transmitidas no domingo, Nikki Haley argumentou que não existe contradição entre sua postura dura e as frequentes declarações públicas de Trump buscando minimizar o papel da Rússia. Ela disse que nenhuma vez Trump a orientou a parar de bater na Rússia.

Ainda que o ex-governo de Obama tivesse acusado a Rússia de interferência durante a campanha americana de 2016 para ajudar Trump e houvesse imposto várias sanções contra a Rússia, Haley vem mostrando a mesma disposição: ela quer expandir as sanções de Obama contra a Rússia. Ela apoia interferência americana na Ucrânia contra a Rússia. Em contraste, Trump não havia apoiado tal interferência no ano passado.

Ela mostrou descontentamento com o alegado envolvimento russo nas eleições americanas, mas ela parece ignorar o envolvimento dos EUA nas eleições de outras nações. John Perkins, em seu livro “Confessions of an Economic Hit Man” (Confissões de um Assassino Econômico), disse que agências de inteligência dos EUA têm burlado eleições em outras nações.

De acordo com Joseph Farah, dono do WND (WorldNetDaily), até Israel não escapou da interferência dos EUA em eleições israelenses. Farah disse: “Barack Obama usou dinheiro dos americanos que pagam impostos abertamente para influenciar a eleição de seu melhor aliado no Oriente Médio, Israel.” Ele acrescentou: “O falecido senador Ted Kennedy chegou a pedir ajuda da União Soviética para derrotar a campanha de reeleição de Ronald Reagan em 1988. Onde é que estavam então as carrancas de protestos?”

Enquanto 30 anos atrás só republicanos conservadores estavam acertadamente batendo na União Soviética por causa de interferência esquerdista, hoje o partido de Obama e republicanos estão batendo na Rússia por alegada interferência conservadora em favor de Trump.

Haley disse: “Não queremos nenhum país envolvido em nossas eleições, jamais. Precisamos ser muito fortes nisso.”

Então ela não quer que outras nações façam com os EUA o que os EUA têm feito com outras nações, inclusive com Israel. Mas será que a Rússia realmente burlou as eleições dos EUA a favor de Trump?

O próprio Trump tem dito que acredita que agentes russos hackearam os e-mails do Partido Democrático durante a eleição. Se ele estiver certo, os russos podem ter ajudado a elegê-lo. Os órgãos de espionagem dos EUA relatam que a Rússia tentou ajudar a campanha de Trump.

E agora Haley tem a intenção, como fez Obama, de punir a Rússia por ajudar Trump?

Quando perguntada se ela crê que Trump deveria adotar publicamente uma postura mais dura contra a Rússia, ela respondeu: “É claro, e há muitas coisas que ele já está fazendo.”

Tradicionalmente, na moderna política americana, os neocons são firmes na ideia de que os EUA devem sempre manter uma postura contra a Rússia, principalmente com suas alianças islâmicas contra a Rússia. Em sua campanha, Trump se distanciou dos neocons e sugeriu que o melhor caminho para os EUA era ter uma aliança com a Rússia contra o terrorismo islâmico.

Uma aliança russo-americana seria algo muito positivo, pois a Rússia moderna sob Putin adotou valores mais conservadores, defendendo na ONU valores pró-vida e pró-família, inclusive uma lei exemplar proibindo na Rússia a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. Até mesmo os EUA não têm nenhuma lei para proteger suas crianças e adolescentes contra tal propaganda.

Trump está tendo muitas dificuldades de implementar seu discurso de campanha. Cada vez que ele tenta estender a mão para a Rússia em amizade e parceria, neocons na grande mídia e nas elites fazem um caos político para ele. A Esquerda americana, que adorava a União Soviética, tem mostrado disposição abundante de hostilizar e provocar a Rússia a todo momento.

Sujeitando-se à pressão dos neocons e do partido de Obama, Trump vem substituindo seus assessores pró-Rússia por assessores anti-Rússia.

Mais de 50 anos atrás, evangelistas avisavam o povo americano que se John F. Kennedy fosse eleito, o papa estaria na Casa Branca. Kennedy foi o primeiro presidente católico dos EUA. A família Kennedy era notória por conexões esquerdistas e ligações com a máfia. Se eles e o Partido Democrático podiam ter tais ligações, por que os conservadores dos EUA, inclusive Trump, não podem ter uma parceria com uma Rússia conservadora?

Por que os EUA podem ter ligações com nações terroristas, mas não com uma Rússia conservadora?

A realidade é que Haley, que se considera evangélica, vem batendo na Rússia em seus discursos inflamatórios na ONU. Mas ela não vem batendo na Arábia Saudita, que é o principal patrocinador do terrorismo islâmico no mundo inteiro. A conduta dela é semelhante à conduta de Obama.

Com o governo de Obama, a Arábia Saudita financiou o ISIS, que tem cometido genocídio de cristãos sírios e iraquianos. A Rússia tem combatido o ISIS.

Por que Haley bate naqueles que combatem o ISIS, mas não bate naqueles que ajudam o ISIS?

Com informações da Associated Press.

Versão em inglês deste artigo: US Ambassador Says She Will Keep Beating Up on Russia

Fonte: www.juliosevero.com

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