Charles Finney: O homem que redefiniu o caráter dos Estados Unidos

Richard Klein

Dos muitos pregadores corajosos, mas muitas vezes esquecidos, que cruzaram as regiões selvagens dos EUA, nenhum deles teve um impacto mais profundo do que o poderoso reavivalista Charles Grandison Finney. Numa época de grandes líderes, tanto seculares quanto religiosos, Charles Finney criou um legado que redefiniu o próprio caráter dos Estados Unidos.

Um jovem brilhante e talentoso, Charles Finney demonstrava muito cedo o potencial para grandes realizações em qualquer esfera. Ele escolheu a advocacia e logo se estabeleceu no pequeno vilarejo de Adams, em Nova Iorque. Finney era do tipo que gostava de atividade física, e adorava passear na região de mata imediatamente fora do vilarejo. Muitas vezes ele passava tempo ponderando nas muitas citações da Bíblia que ele havia achado enquanto examinava julgamentos e códigos legais de sua época. Ele havia recentemente começado a ler a Bíblia diariamente para aumentar seu estudo de direito. Para sua surpresa, Finney descobriu que a leitura da Bíblia havia provocado perguntas sérias sobre seu próprio destino eterno. Essa luta sobre seu destino chegou a um ponto crucial em certa manhã de outubro quando um versículo da Bíblia ficava se repetindo na mente de Finney:

“Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração.” (Jeremias 29:12-13 King James Atualizada)

A Presença de Deus

De repente, parecia como se Charles Finney estivesse na própria presença de Deus. Preste atenção às suas palavras: “Parecia como se eu tivesse me encontrado com o Senhor Jesus face a face… Prostrei-me a Seus pés e derramei minha alma a Ele… Sem nenhuma recordação de que eu já tivesse ouvido sobre isso mencionado por alguém no mundo, o Espírito Santo desceu sobre mim de uma maneira que parecia atravessar-me, corpo e alma… É impossível expressar com palavras o amor maravilhoso que foi derramado amplamente no meu coração.” Charles Finney abandonou a advocacia para entrar no ministério pastoral e logo recebeu licença oficial para pregar. Mas em vez de assumir residência numa igreja local, ele se sentiu atraído para o evangelismo itinerante, entre famílias pioneiras que estavam se mudando para o Oeste.

Finney era também pioneiro no que se referia à pregação. Em vez de ler a partir de um texto preparado, ele falava de modo improvisado, a partir de seu coração. Ele permitia que as mulheres dirigissem as orações e chamava publicamente os pecadores ao arrependimento — por nome, do púlpito! Suas muitas inovações eram chamadas de “Novas Medidas” e pareciam apavorar os pastores apegados às tradições. Mas seus métodos funcionavam!

Nove Anos de Poder

Uma série de reavivamentos começou a varrer o Nordeste dos EUA no que veio a ser conhecido como “Os Nove Anos de Poder” de evangelismo de Finney. Como um incêndio florestal, se espalhou pelas cidades de Evans Mill, Antwerp, Rome, Utica, Auburn, Troy, Wilmington, Filadéfia, Boston e Nova Iorque. Mas o reavivamento que eclipsou todos os outros ocorreu na cidade de Rochester no ano de 1830. E tudo começou com um simples encontro. A esposa de um proeminente jurista de Rochester havia convidado Finney para seu lar, esperando aprender mais sobre esse pregador que estava se tornando muito famoso. Secretamente, ela se preocupava que esse reavivamento, que parecia seguir o rastro de Finney por toda parte onde ele ia, arruinaria os bailes sociais da cidade. Ao falar com a mulher, Finney observou que o orgulho era a característica mais marcante do caráter dela. Ele sentiu um estímulo do Espírito Santo para repartir com ela um versículo específico da Bíblia: “Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” (Mateus 18:3 King James Atualizada)

Conversão da Alta Sociedade

A mulher da alta sociedade se sentiu cativada com o versículo, repetindo-o para si mesma quando Finney a convidou a orar. Silenciosamente, ele pediu que Deus desse a ela uma impressão da necessidade de se tornar filha de Deus e aceitar a salvação. Não demorou muito e ficou claro que a oração de Finney estava sendo respondida, pois a mulher dobrou os joelhos e ficou aos soluços. Quando abriu os olhos, ele viu a face dela cheia de lágrimas voltada para o céu. Finney soube instantaneamente que a Bíblia tinha se tornado viva: ela agora era filha de Deus! O que ele não sabia era o efeito dramático que essa conversão específica acabaria tendo. Em suas memórias, Finney escreveu:

“Deu para ver logo que o Senhor estava querendo a conversão das classes mais elevadas da sociedade. Minhas reuniões logo se encheram de multidões dessa classe… Enquanto o reavivamento ia varrendo a cidade, e convertendo a grande massa das pessoas mais influentes, tanto de homens quanto de mulheres, a mudança na ordem, sobriedade e moralidade da cidade era maravilhosa.”

Cristianismo em todos os lugares

Charles P. Bush, natural da cidade de Rochester, se converteu durante o reavivamento. Mais tarde ele comentou: “A comunidade inteira ficou emocionada. O Cristianismo era o tema das conversas nas casas, nas lojas, nos escritórios e nas ruas… Os bares foram fechados, o domingo era honrado como Dia do Senhor, as igrejas se enchiam de pessoas que louvavam e adoravam com alegria… Houve uma redução maravilhosa nos crimes. Os tribunais tinham pouco trabalho, e a cadeia ficou praticamente vazia por vários anos depois.”

Os historiadores dizem acerca do reavivamento de Rochester que “os alicerces do lugar foram abalados.” Mais de 40 dos novos convertidos entraram no ministério pastoral e pelo menos 1.500 reavivamentos ocorreram em outras cidades como resultado de Rochester. Para seu crédito, Charles Finney deu toda glória a Deus:

“Este é um trabalho grande e glorioso — suficiente para encher os corações do povo de Deus com humildade e gratidão, e suas bocas com ações de graças!”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês da CBN: Charles Finney: A Nation’s Character Redefined

Fonte: www.juliosevero.com

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Ronald Reagan: um exemplo cristão contra o comunismo

Julio Severo

Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam.” (Mateus 5:44 RC)

O presidente americano Ronald Reagan proclamou 1983 como Ano da Bíblia. Mas a Bíblia tinha não só uma presença teórica na sua vida e presidência.

Ele combateu o aborto, um dos principais flagelos espirituais e morais na sociedade americana.

E ele combateu o comunismo — sem alimentar ódio em si mesmo e em seus inimigos. Nas batalhas furiosas com a União Soviética, que espalhava guerra, ódio e terror no mundo inteiro, Reagan queria se sentar e conversar à mesa com esses ditadores.

Um ativista anticomunista furioso jamais quereria conversar com os líderes vermelhos. Ele retribuiria ódio com ódio, como Hitler fazia. Mas Reagan realmente se sentou com eles. Aliás, ele levou Mikhail Gorbachev, o líder soviético, para seu rancho, para sentir sua vida de família e sua recepção calorosa.

Reagan trabalhou para extinguir o ódio soviético com consideração conservadora cristã.

Margaret Thatcher disse: “Reagan venceu a Guerra Fria sem dar um tiro.” O tiro dele foi seu rancho!

Reagan era firme e forte contra os comunistas soviéticos e suas ações. Mas ele estava sempre aberto para conversar, até mesmo em seu espaço não-político: seu rancho.

Uau! Geralmente, as pessoas levam para seus ranchos só seus amigos.

Reagan levou Gorbachev para seu rancho porque ele queria cultivar amizade, não ódio. A União Soviética sabia cultivar ódio. Reagan sabia cultivar amizade.

Bem diferente do governo de Barack Hussein Obama, um nome inspirado numa ideologia religiosa de ódio. Obama, como marxista, não tem feito nenhum esforço para se sentar com o presidente russo Vladimir Putin, para conversar com ele e tê-lo como amigo em seu rancho. Seu governo tem cultivado ódio numa época em que a Rússia não é a União Soviética.

Se Reagan tivesse estado na presidência dos EUA nos últimos oito anos, tenho certeza de que Putin já teria desfrutado de seu rancho várias vezes a essa altura. Se foi “fácil” Reagan conversar com lideres soviéticos, seria mais fácil com Putin.

O movimento conservador precisa de mais Reagans, homens fortes e resolutos contra a ideologia marxista, mas sempre dispostos a cultivar amizade, não ódio.

Sem a Bíblia, é impossível fazer isso. Reagan fez porque a Bíblia era importante para ele.

Versão em inglês deste artigo: Ronald Reagan: A Christian Example against Communism

Fonte: www.juliosevero.com

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Jair Bolsonaro promete campanha voltada para a verdade, que não agradará A, B ou C

Então, por que ele está agradando Olavo de Carvalho?

Julio Severo

Em reunião com eleitores do Rio, Jair Bolsonaro prometeu uma campanha voltada para a verdade, que não agradará A, B ou C.

E então ele fez outra promessa que apunhalou a primeira promessa: colocar como ministro da Cultura o maior defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil. Essa punhalada afeta especialmente evangélicos e judeus que não aceitam tal revisionismo que deturpa e mutila a história e faz pouco caso das vítimas de abusos de direitos humanos cometidos em nome da religião.

Assista ao vídeo completo aqui: https://youtu.be/XWx3wzh0dVE

Pode uma pessoa culta defender o revisionismo da Inquisição?

Pode uma pessoa culta defender genuinamente a vida dos bebês em gestação quando ao mesmo tempo tripudia com o sangue derramado de inocentes judeus e protestantes perpetrado pela Inquisição?

Existe alguma verdade no revisionismo da Inquisição?

Ao tratar do tema da Inquisição horas atrás, Olavo de Carvalho publicamente opinou que os opositores da Inquisição, a quem ele chamou de “paladinos da fé,” são muito piores do que comunistas. Ele disse:

“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”

Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que Olavo está fazendo vivendo como imigrante no maior país evangélico do mundo? Por que ele não se muda para a Cuba comunista, já que os EUA protestantes são piores? Ou ele detesta tanto evangélicos anti-Inquisição que prefere viver no meio deles?

Minha opinião? Não vejo diferença entre o sujeito que luta apaixonadamente pelo revisionismo da Inquisição ou do Holocausto. Ambos movimentos matavam judeus. A inquisição, além de torturar e matar judeus, também o fazia com evangélicos.

Mas, na opinião do Olavo, se você abre a boca contra a Inquisição, você é pior do que um comunista.

Para ele, você é mais malicioso e perverso do que um comunista.

Para ele, você é pior do que o Foro de São Paulo (que ele trata como a organização comunista mais poderosa do universo).

Dá para crer em alguém que enfeita a Inquisição e maliciosamente enfeia seus opositores?

Evidentemente, Bolsonaro crê — ao ponto de querê-lo numa posição que afeta a cultura brasileira, que já não está bem, graças aos marxistas. Mas com um ministro pró-Inquisição, como é que ela vai ficar melhor?

E agora, eleitor evangélico?

Fonte: www.juliosevero.com

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Israel realizou conferência inter-religiosa de líderes espirituais orientais e judeus

Julio Severo

Pela primeira vez na história de Israel, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, em parceria com o Comitê Judaico Americano e o Conselho Mundial de Líderes Religiosos, realizou “Antigas Tradições, Realidades Contemporâneas — Um Encontro de Líderes Religiosos Israel-Ásia,” uma conferência para criar uma parceria entre as grandes tradições religiosas orientais e o judaísmo.

A conferência pioneira, que ocorreu entre 11 e 15 de setembro, teve a participação de 20 personalidades espirituais importantes das maiores religiões do Oriente (hinduísmo, budismo, taoísmo, religião sikh, jainismo, xintoísmo, zoroastrismo). Os participantes israelenses incluíam rabinos de todas as correntes do judaísmo.

A conferência, que foi realizada na sede do Ministério das Relações Exteriores de Israel e na Universidade Hebraica em Jerusalém, tratou de questões e preocupações comuns para os líderes espirituais de Israel e das religiões orientais: O propósito da religião na sociedade moderna, a proteção do planeta Terra, os direitos do indivíduo e uma sociedade justa e o lugar da liderança religiosa no avanço da paz e bem-estar mundial.

Os líderes religiosos orientais se encontraram com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Os judeus se tornaram famosos por sua atração à espiritualidade oriental, levando à invenção do termo “Bhu-Jews” (bu-judeus) em referência aos judeus que praticam o budismo. A conferência inter-religiosa realizada em Jerusalém, oficialmente patrocinada pelo governo israelense, abriu formalmente Israel para a espiritualidade oriental.

Os outros dois grandes patrocinadores de “Antigas Tradições, Realidades Contemporâneas — Um Encontro de Líderes Religiosos Israel-Ásia” são:

  • O Conselho Mundial de Líderes Religiosos, que se descreve como “um recurso para a ONU e suas agências no mundo inteiro, Estados-nações e outras organizações internacionais, oferecendo sabedoria e recursos coletivos das tradições religiosas para resolver os problemas mundiais graves.”
  • O Comitê Judaico Americano, que se descreve como “a principal organização mundial de defesa dos judeus.”

O termo “Bhu-Jews” (bu-judeus) mostra que os judeus estão espiritualmente famintos. Depois de experimentar o budismo e outras religiões orientais, a fome deles é saciada?

O maior Alimentador Espiritual nasceu em Israel. Os judeus O conhecem?

Será que uma união do judaísmo com as religiões orientais pode trazer respostas espirituais certas ao mundo e seus problemas e sofrimento?

Jesus Cristo, o maior Judeu da história, veio primeiro para Israel para abençoar os judeus. E Ele veio também para abençoar o mundo inteiro. Ele é a única resposta para o mundo.

As religiões orientais enganosas, inclusive hinduísmo, budismo, taoísmo, religião sikh, jainismo, xintoísmo, zoroastrismo, não são suficientes para satisfazer as necessidades espirituais e salvar almas. Elas não conseguem salvar ninguém.

Mas Jesus Cristo pode salvar todos, judeus ou não.

Só Ele é a resposta perfeita para todas as pessoas e para todas as nações.

Com informações do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Comitê Judaico Americano e Jewish Political News & Updates.

Versão em inglês deste artigo: Israel Hosted Interfaith Conference for Eastern, Jewish Spiritual Leaders

Fonte: www.juliosevero.com

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Liberdade cristã nos EUA, Rússia, Israel e Brasil

Liberdade cristã nos EUA, Rússia, Israel e Brasil

Julio Severo

Embora fossem majoritariamente evangélicos em sua origem, os EUA não privilegiam hoje o evangelicalismo e o governo americano claramente o desfavorece. Nas leis de liberdade religiosa dos EUA, todas as religiões são iguais. Assim, o evangelicalismo que fundou os EUA está oficialmente no mesmo nível do islamismo, do hinduísmo, do catolicismo, da bruxaria, etc.

De acordo com esse sistema americano de igualdade, oficialmente Jesus Cristo está no mesmo nível de Maomé, Belzebu e Satanás. Aliás, nas escolas americanas você pode rezar a Satanás e recitar o Corão islâmico, mas você não pode orar a Jesus Cristo nem recitar a Bíblia.

De acordo com esse sistema, o governo americano não pode honrar sua fundação evangélica acima do islamismo, hinduísmo, catolicismo, bruxaria, etc. Se o governo americano quiser parceria religiosa, não pode dar preferência ao evangelicalismo. É obrigado a dar parceria igual ao islamismo, hinduísmo, catolicismo, bruxaria, etc.

Na Rússia, que é o maior país cristão ortodoxo do mundo, não existe essa igualdade. A Igreja Cristã Ortodoxa é reconhecida pelo governo russo como a maior religião cristã da Rússia. Católicos e evangélicos, que são dois por cento da população russa, são cidadãos religiosos de segunda classe. Os ortodoxos têm lá suas razões para fazer isso com os católicos, considerando que o Vaticano sempre hostilizou a Igreja Ortodoxa, vendo-a como rival de sua supremacia.

Os ortodoxos parecem guardar mágoas contra os católicos por causa de uma invasão de cruzados católicos em Constantinopla, que era a capital da Igreja Ortodoxa. Constantinopla foi saqueada, estuprada e vitimada por causa desse ódio antigo. Embora seu foco tivesse sido em grande parte nos muçulmanos, as Cruzadas católicas vitimaram também multidões de inocentes judeus e cristãos ortodoxos. Mas os evangélicos nunca agiram assim com os cristãos ortodoxos. Daí, os ortodoxos não deveriam colocar os evangélicos na Rússia como cidadãos religiosos de segunda categoria.

O Brasil imita os EUA em liberdade religiosa. Nas recentes Olímpiadas no Brasil, o jogador Neymar, que é um evangélico nominal, foi criticado pelo Comitê Olímpico por usar uma faixa escrita “100% JESUS.” Mas o mesmo Comitê Olímpico não criticou o encerramento oficial das Olímpiadas, o qual mostrou mães-de-santo e uma glorificação descarada das religiões afro-brasileiras.

Muitos cristãos protestaram que isso foi discriminação. Mas o que eles queriam? Eles queriam que o mesmo respeito e consideração dados aos demônios fossem igualmente dados a Jesus? Eles queriam que Jesus fosse igualado aos demônios?

Na democracia de igualdade, Jesus não é melhor do que um orixá ou Satanás. No Jornalismo da TV Cultura em 20 de agosto de 2015, o historiador Leandro Karnal disse: “Se é proibido debochar ou insultar religiões, uma questão que está sendo discutida no Rio de Janeiro, vamos lembrar que satanismo também é religião e quando um pastor começar a mandar sair o demônio de alguém, a gente pode multá-lo porque ele está insultando a fé do satanista, já que o demônio também gera uma religião. Quem quiser atacar o demônio, chicotear o demônio também tem de ser multado porque está insultando a fé em Satanás.” Você pode assistir aos comentários dele aqui: https://youtu.be/wzpqu8ZMKag

Muitos podem achar que a luta pela igualdade legal é útil, mas está trazendo mais direitos para Satanás e seus demônios e não glorifica Jesus, e glorificar Jesus é a missão mais importante do cristão. A missão do cristão não é lutar para que Jesus tenha, na democracia, o mesmo valor de Satanás e seus demônios.

Quer as leis reconheçam isso ou não, Jesus está acima dos orixás e de Satanás, que são criaturas caídas condenadas ao inferno. Jesus não é criatura. Ele é o Criador e Senhor. É blasfêmia concordar com leis que igualam criaturas caídas com o Senhor que cria, salva e transforma.

Não gosto do sistema americano atual que nivela Jesus com Belzebu. Se ressuscitasse hoje, George Washington, o primeiro presidente dos EUA, lutaria contra esse sistema, pois ele era favorável à prática, comum no início dos EUA, de que todo político, para ser empossado, deveria declarar juramento, com a mão na Bíblia, de que cria na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

E não gosto do sistema russo que coloca a Igreja Ortodoxa como uma igreja cristã acima das igrejas evangélicas. Mas o sistema atual dos EUA parece muito pior.

Contudo, se os EUA acham o sistema da Rússia pior, por que não criticam também Israel? Assim como na Rússia, os evangélicos em Israel não são mais que 2 por cento. O Centro de Pesquisa Pew nos EUA identificou Israel como um dos países que coloca restrições elevadas nas religiões. O Pew disse:

“Mas a lista de países com restrições elevadas também contém alguns que são amplamente vistos como democráticos, tais como… Israel. A pontuação elevada de Israel se deve ao… seu tratamento preferencial aos judeus ortodoxos. O governo reconhece apenas as autoridades religiosas judias ortodoxas em alguns assuntos de condição pessoal (tais como casamento) com relação aos judeus e emprega a maior parte das verbas religiosas para os judeus ortodoxos, ainda que eles representem apenas um minoria de todos os judeus em Israel.”

Em seu livro “Perseguidos: A Agressão aos Cristãos” (Thomas Nelson, 2013), Paul Marshall diz:

“Em outro exemplo, em Israel, o proselitismo é legal enquanto não se oferece benefícios materiais para conversões. Mas elementos dentro do governo às vezes agem como se esse não fosse o caso. Pessoas suspeitas de serem missionárias têm vistos negados e às vezes são presas e obrigadas a pagar fiança e assinar termos de compromisso de não evangelizar. Ocasionalmente, multidões de pessoas atacam igrejas ou outros prédios que abrigam conventos.”

Em comparação com os países islâmicos, Israel oferece muito mais liberdade aos cristãos. Mas em comparação com os EUA, Israel lhes oferece muito menos liberdade. Aliás, se nos EUA os judeus fossem tratados como os cristãos são tratados em Israel, haveria queixas de “antissemitismo.”

A mesma realidade se aplica à Rússia. Em comparação com os países islâmicos, a Rússia oferece muito mais liberdade aos cristãos. Mas assim como Israel protege e privilegia sua religião principal, a Rússia faz a mesma coisa pela Igreja Ortodoxa Russa.

Portanto, a histeria da mídia americana contra a Rússia é sem base. Quando a Rússia estabelece alguma restrição para atividades religiosas não registradas, a mídia americana grita “censura” e “volta da União Soviética.” Mas essa mesma mídia não grita nada sobre as restrições israelenses às atividades de evangelismo cristão em Israel. Aliás, fica em silêncio.

A mídia americana, que faz muito estardalhaço com a Rússia, não faz o mesmo estardalhaço com a Arábia Saudita, que mata cristãos e proíbe a Bíblia e cultos. A única diferença parece ser que a Rússia é inimiga política dos EUA e a Arábia Saudita é oficialmente “amiga.” Exatamente como Israel, a Rússia não assassina cristãos e não proíbe a Bíblia e reuniões de adoração registradas.

Evidentemente, todos esses países precisam de uma mudança poderosa.

Israel precisa de um avivamento, para viver as maravilhas do Messias Jesus Cristo.

A Rússia precisa de um avivamento, parar entender que melhor que a Igreja Ortodoxa Russa é viver para Jesus Cristo.

Os EUA e o Brasil precisam de um avivamento, para pararem de igualar Jesus e Satanás e colocá-los no mesmo nível em suas leis de liberdade religiosa.

O autor do livro “The Pink Swastika” (A Suástica Rosa) Scott Lively, que conhece muito bem os desafios de liberdade religiosa nos EUA e Rússia, ofereceu seu comentário para meu blog:

“Neste conflito antiquíssimo de grupos doutrinários, é importante reconhecer que todas as denominações e instituições eclesiásticas não conseguem plenamente refletir ‘O Caminho do Messias’ conforme ensina a Bíblia inteira. Qualquer movimento ou instituição religiosa que tenha a pretensão de falar em nome de Deus ou fornecer ‘a única via verdadeira’ de comunhão com Ele comete o pecado da arrogância. Nenhum dos apóstolos afirmou ser portador de infalibilidade e suas perspectivas variavam amplamente, resolvendo suas diferenças de forma prática (votando). Paulo tratou da questão de disputas doutrinárias de modo direto em 1 Coríntios, admoestando a igreja a ‘não julgar antes do tempo, mas aguardar até a vinda do Senhor.’ Enquanto isso, precisamos buscar a unidade espiritual de TODOS os crentes em Cristo nos pontos em que podemos concordar — inclusive os judeus fieis à Torá que ainda não reconheceram Jesus como Messias — e abordar nossas diferenças com amor e humildade.”

Versão em inglês deste artigo: Christian Freedom in the U.S., Russia, Israel and Brazil

Fonte: www.juliosevero.com

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Benjamin Netanyahu apoia Trump, através de Putin

Patrick J. Buchanan

Desde que Donald Trump disse que se Vladimir Putin o louva, ele devolveria o cumprimento, a indignação do Partido Republicano não tem cessado.

Chegando a Washington para consertar os laços entre Trump e as elites republicanas, o governador Mike Pence [que é vice de Trump] foi repreendido de forma direta.

[O belicista] John McCain disse a Pence que Putin era um “gangster e assassino,” e que o fato de que Trump o abraça é intolerável.

[O igualmente belicista] Lindsey Graham disse: “Vladimir Putin é um gangster, um ditador… que mata seus opositores nas ruas,” e que as opiniões de Trump recordam Munique.

Putin é um “gangster autoritário,” acrescentou Marco Rubio.

O que é que está fazendo o Partido Republicano perder a cabeça toda vez que alguém cita o nome de Vladimir Putin?

Putin não é Stálin, a quem os presidentes americanos Franklin Delano Roosevelt e Harry Truman chamavam de “cara legal.” Diferente do ditador soviético Nikita Khrushchev, ele nunca esmagou de forma sangrenta uma Revolução Húngara. Ele de fato esmagou o movimento separatista islâmico checheno. Mas o que ele fez ali o General Sherman fez com a cidade de Atlanta quando a Georgia se separou da União de Abraham Lincoln.

Putin apoiou os EUA no Afeganistão, endossou o acordo nuclear americano com o Irã e assinou o plano do secretário de Estado americano John Kerry para garantir um cessar-fogo na Síria e para ambos os países poderem caçar juntos os terroristas do ISIS e da al-Qaeda.

Entretanto, dizem que Putin cometeu “agressão” na Ucrânia.

Mas foi realmente agressão ou reação estratégica reflexiva?

Os EUA ajudaram a jogar na lata de lixo um governo pró-Putin democraticamente eleito em Kiev, e Putin agiu para proteger sua base naval do Mar Negro reanexando a Crimeia, uma península que pertencia à Rússia desde Catarina a Grande até Khrushchev. As grandes potências fazem essas coisas.

Quando os irmãos Castro tiraram Cuba da órbita dos EUA, os EUA ignoraram os protestos de Havana e decidiram ficar com uma parte de Cuba, Guantánamo.

O governo russo de fato apoiou os rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia que querem separação.

Mas recordemos que os EUA [sob o presidente esquerdista Bill Clinton] lançaram uma campanha de bombardeio de 78 dias no minúsculo país [cristão ortodoxo] da Sérvia para efetuar a separação da província [muçulmana] de Kosovo que fica bem no meio da Sérvia.

Qual é a grande diferença moral aí?

O relacionamento entre a Rússia e a Ucrânia data de 500 anos antes de Cristóvão Colombo descobrir a América. Esse relacionamento inclui uma antiga fé [cristã ortodoxa] comum, uma história complexa, sofrimento horrível e injustiças horrendas — como o fato de que Stálin matou de fome milhões de ucranianos no início da década de 1930.

No entanto, antes de George W. Bush e Barack Obama, nenhum presidente americano achava que as brigas entre governo russo e governo ucraniano eram assunto para os EUA se envolverem. Quando foi que os EUA passaram a achar que era da sua conta?

Pelo que a imprensa diz, a Rússia está hackeando as instituições políticas americanas. Se for verdade, isso tem de parar. Mas recorde que a CIA, a Fundação Nacional da Democracia e ONGs americanas têm se intrometido nos assuntos internos da Rússia há anos.

Putin é um nacionalista que cuida da Rússia em primeiro lugar. Ele também lidera uma nação que é o dobro do tamanho territorial dos EUA com um arsenal igual ao arsenal americano, e não é possível haver paz na Eurásia sem ele.

Os EUA precisam negociar com ele. Em que ajuda xingá-lo?

E o que Putin está fazendo em termos de repressão não supera o que fazem Recep Tayyip da Turquia, membro da OTAN e aliado dos EUA, e o General el-Sissi do Egito, aliado árabe dos EUA.

A Rússia de Putin é mais repressiva do que a China de Xi Jinping?

Contudo, os republicanos raramente usam a palavra “gangster” ao falarem sobre Xi.

Durante a Guerra Fria, os EUA fizeram parcerias com ditadores como o xá do Irã e o General Pinochet do Chile, Ferdinand Marcos das Filipinas e Park Chung-Hee da Coreia do Sul. A necessidade da Guerra Fria exigia isso.

Muitas das 190 nações do mundo são hoje governadas por ditadores. Como é que os interesses ou a diplomacia dos EUA podem avançar com líderes do Congresso latindo “gangster” contra o governante de uma nação que tem centenas de ogivas nucleares?

Onde está o realismo, o reconhecimento das realidades do mundo em que vivemos, que guiou as políticas de presidentes desde Dwight D. Eisenhower a Ronald Reagan?

Senadores americanos como Tom Cotton disseram que não deve existir transparência entre EUA e Israel.

Tudo bem. Como é que então Israel vê Putin a quem os republicanos chamam de “gangster” e “assassino”?

De acordo com o especialista de política externa Stephen Sniegoski, quando Putin visitou Israel pela primeira vez em 2005, o presidente Moshe Katsav o aclamou como “amigo de Israel,” e Ariel Sharon disse que ele estava “entre irmãos.”

Só no ano passado, Benjamim (Bibi) Netanyahu foi a Moscou três vezes e Putin visitou Israel. Os dois têm um relacionamento excelente também.

Durante a votação da resolução da ONU que declarava a “integridade territorial” da Ucrânia, Israel se absteve. Israel recusou se unir às sanções contra uma Rússia amiga. O comércio entre Rússia e Israel está crescendo rapidamente.

Talvez Bibi, que acabou de receber inesperadamente 38 bilhões de dólares em assistência externa dos EUA durante os próximos 10 anos de um Barack Obama de quem ele nem mesmo gosta, possa mostrar ao Partido Republicano como ter um bom relacionamento com Putin.

Lindsey Graham diz que os 38 bilhões de dólares para Israel provavelmente não serão o bastante, que Bibi precisará mais e que ele estará ali para providenciar isso.

Fascinante. Bibi, que é amigo de Putin, recebe 38 bilhões de dólares dos mesmos senadores republicanos que, quando Donald Trump diz que ele devolverá os cumprimentos pessoais de Vladimir Putin, leva bofetada em plena cara desses mesmos senadores.

Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Bibi backs Trump — on Putin

Fonte: www.juliosevero.com

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Um neocon brasileiro?

Julio Severo

A melhor explicação sobre as intenções dos neocons foi dada pelo escritor conservador Michael Savage, que disse:

“Os neocons… fazem muito dinheiro em cima de conflitos militares. Quando o mundo está em guerra, os neocons e a indústria bélica que trabalha com eles lucram enormes quantias de dinheiro. Os neocons não se importam de que lado você está, enquanto puderem trabalhar com você para criar uma situação política que eles consigam fazer crescer até virar guerra, e aí eles começam a tirar lucro.”

Qual é a preocupação deles agora? A quem eles estão acusando agora?

“Se Trump for eleito, veremos russos… na Casa Branca. Os assessores de Trump estão bastante conectados a Vladimir Putin e à Rússia. O próprio Trump tem muitas ligações também e é amigo de Putin. É por isso que Putin tentará sabotar Hillary com o vazamento de emails, etc.,” disse o blog de Trevor Loudon.

Os neocons estão descontentes com Trump e suas ligações russas. Loudon também está descontente, pois ele é neocon.

Michael Savage disse que os neocons vêm provocando Putin e a Rússia há décadas.

Loudon é anti-Trump porque ele é anti-Rússia.

Eu entenderia a obsessão neocon contra a Rússia nos tempos soviéticos. Mas por que agora? A União Soviética está extinta há mais de 25 anos e a Rússia atual é mais amistosa aos valores tradicionais. A Rússia vem lutando batalhas conservadoras na ONU.

Loudon é um escritor da Nova Zelândia que foi revelado aos EUA por meio do neocon católico Cliff Kincaid.

O blog de Trevor Loudon tem louvado o filósofo Olavo de Carvalho em vários posts. Coincidentemente, Olavo é o ativista anti-Rússia mais proeminente do Brasil, ainda que ele seja um imigrante nos EUA.

Mas sentimentos anti-Rússia não são as únicas ligações que unem Loudon e Olavo. Há ligações espirituais também. Loudon é seguidor da Filosofia Aplicada Zênite (FAZ), que é uma combinação de cientologia, misticismo oriental e as ideias da Sociedade Americana John Birch. O resultado dessa combinação é esoterismo anticomunista.

Loudon disse: “Tenho estudado a FAZ de 1976 a 1982, 1986/7 e de 1999 até hoje. Estou adorando meus estudos imensamente no momento e planejo continuar indefinidamente.”

O Bruxo da Nova Zelândia

Ian Brackenbury Channell, conhecido como o Bruxo da Nova Zelândia, também frequentava as reuniões na mesma FAZ de Loudon.

O Bruxo da Nova Zelândia e Loudon estavam entre os membros mais proeminentes da FAZ.

O Bruxo da Nova Zelândia

Esse histórico pode ajudar você a entender o ativismo conservador de Loudon.

Don Hank, um evangélico conservador americano, disse: “Um evangelista cujas reuniões meu pai e eu frequentávamos fazia pregações numa grande tenda de circo e alertava as pessoas que se John F. Kennedy fosse eleito, o papa estaria na Casa Branca. Sob Obama, a Irmandade Muçulmana estava na Casa Branca e Huma Abedin era assessora de Hillary. Os ataques de Loudon contra Trump estão levando conservadores a votar em Hillary. Não existe tal coisa como apoiador conservador de Hillary. Trevor não é conservador. Os neocons não são conservadores.”

Nos tempos soviéticos, seria suicídio ter um Trump pró-Rússia na Casa Branca. Mas considerando que até mesmo um católico como John F. Kennedy já ocupou a Casa Branca, qual é o problema com um Trump pró-Rússia na Casa Branca numa época em que a Rússia defende o conservadorismo?

Nesta semana, Olavo de Carvalho louvou Loudon como, “de longe, o maior conhecedor mundial da hegemonia comunista.”

Um esotérico que é o maior especialista anticomunista contra a Rússia quando a União Soviética morreu mais de 25 anos atrás?

Será que essa é uma aliança esotérica gnóstica contra Trump e a Rússia?

A propósito, Olavo tem qualidades espirituais que nunca desapontariam um esotérico como Loudon. Ele tem sido há décadas admirador de René Guénon, um católico francês que se convertera ao islamismo esotérico.

Aliás, Olavo traduziu para o português um dos livros de Guénon. Olavo ajudou a fundar no Brasil a primeira tariqa, um centro islâmico esotérico que ensina uma espécie de bruxaria muçulmana, e um dos filhos dele é um muçulmano atuante. Ainda que Olavo pareça hoje rejeitar parcialmente algumas dessas experiências passadas, muitos artigos dele louvam e recomendam Guénon.

Olavo também fundou a primeira escola de astrólogos no Brasil.

Loudon tem provado que é possível um esotérico ser neocon. Será que Olavo é um neocon também? Ao menos seus pontos-de-vista geopolíticos são em grande parte neocons.

Mas não é só Loudon e Olavo que estão descontentes com as ligações russas de Trump. De acordo com o DailyMail e a Associated Press, Obama repreendeu Trump por “idolatrar Putin como um modelo a ser seguido.”

Fico pensando se Obama também é um esotérico neocon.

“Se Trump for eleito, veremos russos… na Casa Branca,” disse o blog do Trevor Loudon. Fico pensando no que Obama, Loudon e Olavo farão para proteger os EUA do conservadorismo russo.

Versão em inglês deste artigo: A Brazilian Neocon?

Fonte: www.juliosevero.com

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