A guerra religiosa entre CIA e KGB na América Latina

Como os EUA apoiaram o avanço protestante contra a Teologia da Libertação promovida por bispos católicos e pela KGB

Julio Severo

A guerra de informação e desinformação da União Soviética e Estados Unidos nos tempos da Guerra Fria não se limitou apenas à esfera política na América Latina. De acordo com dois blogueiros católicos, enquanto a União Soviética apoiava o avanço da Teologia da Libertação, os EUA apoiavam o avanço dos evangélicos e pentecostais.

A União Soviética via a Igreja Católica na América Latina como aliada natural da ideologia marxista e os EUA viam as igrejas evangélicas e pentecostais, que sempre tiveram uma tendência de resistência ao marxismo, como os aliados naturais do governo americano.

Em seu artigo intitulado “La Expansión del Protestantismo Fue Parte del Plan de Guerra de la CIA para América del Sur” (A expansão do protestantismo foi parte do plano de guerra da CIA para a América do Sul), o blogueiro católico Jorge Rondón Santos cita um memorando de 1969 dirigido ao presidente Richard Nixon. O memorando, escrito pelo político republicano Nelson Rockefeller, evangélico batista e vice-presidente dos EUA, disse sobre a América Latina: “A Igreja Católica deixou de ser um aliado de confiança dos Estados Unidos.” Essa informação é confirmada por Wade Clark Roof, na página 84 de seu livro “World Order and Religion” (Ordem Mundial e Religião), publicado em 1991 por SUNY Press. Roof era então professor de religião e sociedade no departamento de estudos religiosos da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, EUA.

Santos disse que Rockefeller e o governo americano apoiaram o avanço protestante na América Latina. A estratégia deles era fazer oposição à Teologia da Libertação promovendo igrejas protestantes que eram rivais da Igreja Católica.

Santos usa como exemplo especial a Guatemala, que de acordo com ele será o primeiro país de maioria evangélica da América Latina. Ele afirma que para fazer oposição a um catolicismo revolucionário devocional, o plano do governo americano foi impulsionar as missões protestantes, “que com um discurso de ‘pão e dólar’ atraíram para si milhares de pessoas pobres nos campos e nas cidades que buscavam poder espiritual.”

José Efraín Ríos Montt, ex-militar e ex-presidente da Guatemala, usava, durante seu governo, a cadeia nacional de rádio e televisão aos domingos para pregar e afirmar que o povo guatemalteco era o “povo eleito” e acusando a Igreja Católica de ser “colaboradora do marxismo,” reclamou Santos. Montt era membro da Igreja Pentecostal Verbo.

A ligação entre missões protestantes e CIA ficou mais exposta na década de 1980, quando vários governos militares latino-americanos expulsaram o Instituto Linguístico de Verão (ligado à Wycliffe Bible Translators), acusando seus missionários de serem agentes da CIA. O governo militar brasileiro, apesar de ser antimarxista e ser bastante pró-EUA, não queria tal intrusão de espiões missionários, especialmente na região amazônica, desconfiando que esses missionários, que eram financiados pelos Rockefellers (empresários capitalistas inescrupulosos), estavam de olho nas riquezas naturais da Amazônia.

Na época, achei uma grande injustiça o governo militar expulsar os missionários americanos e escrevi uma carta de apoio ao Instituto Linguístico de Verão. Eu apoio ainda o trabalho deles, mas só anos mais tarde é que vim a tomar conhecimento, mediante fontes americanas e brasileiras, de que de fato havia e há no Brasil missionários americanos ligados à CIA.

Embora tenha sido muito útil o apoio financeiro, estratégico e logístico de Nelson Rockefeller ao avanço evangélico e pentecostal na América Latina para contra-atacar o avanço esquerdista religioso vindo da Igreja Católica, não se pode deixar de notar também que ele estava por trás do infame NSSM 200, ou Relatório Kissinger, documento secreto do governo dos EUA, elaborado em 1974, que tratava da preservação dos recursos de outros países para os interesses dos EUA tendo como foco a redução populacional desses países. O propósito dessa redução era enfraquecer a oposição aos interesses dos EUA.

O efeito danoso da estratégia de Rockefeller no NSSM 200 é que a meta de redução populacional não atingia somente católicos esquerdistas, mas também os evangélicos e pentecostais que ele dizia apoiar e que foram igualmente vítimas de propaganda e políticas de redução populacional disfarçadas de “planejamento familiar.”

O único acerto de Rockefeller foi identificar a Teologia da Libertação como ameaça. De acordo com o blogueiro católico americano esquerdista Mike Rivage-Seul, em seu artigo “The First Religious War of the 21st Century” (A primeira guerra religiosa do século XXI): “O Relatório Rockefeller de 1969 já identificava a Teologia da Libertação como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos… O governo [de Ronald Reagan] deu atenção ao aviso, e respondeu de forma tanto militar quanto ideológica.”

De acordo com Rivage-Seul, havia um acordo em que Ronald Reagan ajudaria o Papa João Paulo II na campanha contra o comunismo na Polônia e, em troca, o papa ficaria em silêncio com relação às campanhas americanas contra os católicos esquerdistas latino-americanos. A colaboração papal aconteceu também com a substituição gradual de bispos pró-Teologia da Libertação por bispos conservadores. Mas passadas mais de três décadas, grande ainda é o número de bispos católicos pró-Teologia da Libertação. As substituições foram insuficientes.

A própria luta anticomunista de João Paulo II era imperfeita, pois ele era grande apoiador de Yasser Arafat, fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), entidade islâmica de caráter terrorista que lutava contra o Estado de Israel. Nessa luta, o Vaticano estava mais à vontade com a OLP, que promovia uma versão palestina da Teologia da Libertação.

Hoje, o Vaticano sob o Papa Francisco está muito mais alinhado com a ideologia esquerdista, tendo autorizado o processo de beatificação de Dom Hélder Câmara, fundador da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e patrono da esquerda católica no Brasil.

Como se não bastasse o esquerdismo predominante no catolicismo brasileiro, missionários católicos americanos que vinham ao Brasil traziam a mesma ideologia. Em 2005, foi assassinada no Brasil a freira americana Dorothy Stang, que era adepta da Teologia da Libertação. Alegadamente, ela foi assassinada por atividades políticas e ambientalistas no Brasil desde a década de 1970.

Diante do cenário de guerra religiosa durante a Guerra Fria em que a União Soviética usava os católicos e os EUA usavam os evangélicos e pentecostais, estranha-me então que um blogueiro católico brasileiro tenha dito que “o marxismo é produto do protestantismo,” quando a realidade é que a região mais católica do mundo, a América Latina, tem sido em grande parte um celeiro e aliado do marxismo, enquanto o protestantismo, especialmente as versões pentecostais, tem em grande parte resistido ao marxismo.

Outro católico brasileiro afirma que a primeira sociedade totalitária (de linha marxista) da Idade Moderna foi o protestantismo em Genebra sob Calvino.

Contudo, ao considerar o crescimento populacional latino-americano, especialmente do Brasil, como ameaça à segurança nacional dos EUA, Nelson Rockefeller e o governo dos EUA, conforme evidenciado no NSSM 200, prejudicaram tanto católicos pró-marxismo quanto evangélicos antimarxismo.

O NSSM 200 foi produzido por um governo republicano dos EUA, o governo de Richard Nixon, durante o qual o aborto foi nacionalmente legalizado nos EUA desde a concepção até o parto, em 1973. Aliás, Rockefeller também era do Partido Republicano, que supostamente é conservador e não quer intromissão nos assuntos internos das outras nações.

Embora tenha trazido grandes benefícios para os evangélicos e pentecostais da América Latina (não na questão de controle populacional), a luta desses republicanos de mentalidade mundana em nada ajudou a mudar o destino dos EUA, que têm como atual presidente Barack Obama, muçulmano de criação e posteriormente discipulado numa igreja protestante negra da Teologia da Libertação.

Além disso, o governo americano não deu apoio somente a protestantes (e também católicos) antimarxistas. Durante o governo de Jimmy Carter, que era batista progressista (esquerdista), grande foi o apoio americano ao Conselho Mundial de Igrejas (composto de protestantes esquerdistas) e bispos católicos brasileiros. Documentos colhidos pelo governo de Carter contra o governo militar brasileiro foram usados dois anos atrás pelo governo de Obama para ajudar Dilma Rousseff no fortalecimento de seu governo socialista contra tentativas militares de desestabilizá-la. Mas a desestabilização, e principalmente o impeachment dela, está vindo exatamente de pentecostais, inimigos tradicionais do marxismo e amigos e aliados de governos americanos que sejam honestamente conservadores.

Aliás, pentecostais podem ser amigos e aliados de qualquer governo, independente se americano ou não, que seja honestamente conservador. Se um governante de hoje ousar resistir à tendência politicamente correta de valorizar abortos e “casamentos” gays, ele terá apoio de cristãos conservadores, especialmente pentecostais.

A guerra religiosa de hoje não é mais entre CIA e KBG. Não é mais entre União Soviética e EUA. Agora, é entre valores pró-vida e imposições pró-aborto; valores pró-família e imposição de “casamentos” gays. Os pentecostais estão mais que dispostos a apoiar o lado certo dessa guerra.

Mas os católicos do Brasil, o maior país católico do mundo, continuam confusos ao serem liderados há décadas por uma maioria de bispos pró-Teologia da Libertação.

Os tempos mudaram. Não há mais uma União Soviética. Mas o governo dos EUA, sob Obama, poderia estar mais do que disposto a tirar vantagem da confusão deles, uma confusão que está também tragando os pentecostais cada vez mais hipnotizados pelas versões protestantes da Teologia da Libertação.

Marco Feliciano: Olavo de Carvalho é como um “verdadeiro profeta”

Julio Severo

Em recente discurso (https://youtu.be/K91sq9HEJK8) no Congresso Nacional, o deputado federal Marco Feliciano, que é também pastor da Assembleia de Deus, exaltou Olavo de Carvalho, dizendo que ele durante os últimos 20 anos vaticinou como um “verdadeiro” profeta.

Os olavetes não perderam tempo e proclamaram seu mestre como “o homem que está salvando o Brasil.” Toda essa adoração só porque o homem vaticinou contra o marxismo?

Em 1926, um austríaco alertou a Alemanha inteira contra o marxismo. Diferente do Olavo, que não está preso, esse austríaco alertou diretamente da prisão. Ele vaticinou:

Marxismo: veneno mortal.

A face feia do marxismo.

A democracia no Ocidente hoje é o precursor do marxismo. A democracia oferece um terreno propicio, no qual consegue desenvolver-se a epidemia [marxista].

O problema mais importante que confronta a Alemanha: o marxismo.

Expressei pela primeira vez a convicção de que a questão do futuro da nação alemã é a questão da destruição do marxismo.

Uma praga como o marxismo.

A obra de destruição do marxismo, a sua propaganda envenenadora, cega o povo.

O marxismo tem que ser aniquilado.

O marxismo marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins.

Esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo.

Ele vaticinou certo? Sem dúvida alguma. Os alertas dele demonstraram exatidão, e ele poderia ser considerado muito mais “profeta” do que o Olavo, pois o austríaco alertou acertadamente sobre o marxismo muito antes de o Olavo nascer.

Ele era um “verdadeiro” profeta? Não. De acordo com o Rev. Erwin W. Lutzer, em seu livro “A Cruz de Hitler,” esse austríaco estava envolvido no mesmo problema do Olavo: ocultismo. Seu nome era Adolf Hitler. Esse austríaco, que era católico, conseguiu enganar muitos católicos e evangélicos usando a luta contra o marxismo soviético.

Então, em suas vaticinações, previsões e premonições contra o marxismo, o austríaco não foi um verdadeiro profeta, mas um verdadeiro astrólogo.

Feliciano declarou que tudo o que o Olavo disse sobre política nos últimos 20 anos aconteceu. Mas ele de fato leu tudo o que o Olavo escreveu nos últimos 20 anos? Ele leu cada livro e artigo que o Olavo escreveu nos últimos 20 anos? Se leu, como ele não conseguiu notar a vasta literatura esotérica do Olavo nesse mesmo período? Como ele não viu as aulas de astrologia e esoterismo dele?

Entretanto, o que mais choca é ouvir Feliciano exaltando o Olavo como um “verdadeiro” profeta. O que o Olavo era exatamente 20 anos atrás? Ele era um “verdadeiro” profeta? Não. Ele era um adepto da astrologia. Ele já foi também presidente de uma instituição de astrologia (confira aqui: https://youtu.be/-XDFh_eLgPI) e foi um dos primeiros promotores de uma espécie de espiritismo islâmico (conforme a filosofia tradicionalista ou perenialista do bruxo islâmico René Guénon). Ele chegou a ganhar um prêmio do governo da Arábia Saudita por uma biografia de Maomé que ele escreveu.

Essas questões do Olavo foram denunciadas anos atrás por um escritor católico tradicionalista já falecido.

Antes de ter um curso de filosofia, Olavo já tinha um curso de astrologia e alquimia, com a mesma sedução sobre os alunos.

O que a Bíblia tem a dizer sobre astrologia? De acordo com Daniel 1:20; 2:2, 10, 27, o astrólogo (cuja palavra original em hebraico é “ashshaph” e significa “encantador”) é alguém que professa ver, com a ajuda de “deuses,” acontecimentos futuros através da aparência das estrelas. Essa prática era comum na Babilônia, onde o profeta Daniel estava. A astrologia é proibida por Deus. Confira Deuteronômio 4:19; 18:10 e Isaías 47:13. Os “deuses” da astrologia são na verdade demônios.

Na antiga Babilônia, astrologia (ocultismo) andava de mãos dadas com a política.

Encantador é alguém que encanta, seduz, fascina, cativa, maravilha e enfeitiça. Pela sua experiência espiritual, Olavo tem vasto conhecimento e prática dessas técnicas, pois fazem parte da função do astrólogo.

O Michaelis-Moderno Dicionário de Língua Portuguesa diz que “astrólogo” é sinônimo de “encantador, feiticeiro e mago.”

Existe farto material, escrito pelo próprio Olavo, que mostra suas afinidades espirituais. O mistério é como evangélicos têm sucumbido a esse tipo de encantamento. Há casos até de pastores que se converteram para o peculiar catolicismo pró-Inquisição dele depois de se tornarem alunos do curso dele. Isso de fato é encantamento.

Chamar o Olavo, nessas condições, de “verdadeiro” profeta é igualar o papel de um encantador ou astrólogo (que “vê” o futuro por meios desaprovados por Deus) ao papel de um homem de Deus que recebe revelações de Deus. É uma comparação incompatível.

Nesse ponto, preciso perguntar: Onde está o discernimento espiritual do Feliciano, que é pastor assembleiano? Em 2002, grandes líderes evangélicos apoiaram o PT porque não tinham nenhuma visão profética. Será que hoje foram para o extremo oposto, achando que alguém é “verdadeiro profeta” apenas por ser contra o PT, que lhes pode preencher a falta de visão com uma visão “encantadora”?

O PT encantou e enganou. Mas mesmo sendo contra o PT, a astrologia, de acordo com a Bíblia, está intimamente ligada a encantamento e feitiçaria. E encantado Feliciano está, proclamando no Congresso que é aluno do Olavo e recrutando outros para o curso “encantador” de filosofia

Encantador, que na Bíblia é o astrólogo, é alguém que encanta, seduz, fascina, cativa, maravilha e enfeitiça. Essas técnicas, que parecem estar fazendo efeito em Feliciano, poderão induzir ao erro multidões de jovens evangélicos.

E a Bíblia é bem clara que a filosofia pode induzir a erros:

“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.” (Colossenses 2:8 NVI)

“Certifique-se de que nenhum predador transforme você em vítima por meio de alguma filosofia enganadora e ilusão vazia com base em tradições fabricadas por meros seres humanos mortais. A fonte dessa filosofia e ilusão está nos princípios que se originam neste mundo e não no Ungido (por isso, não deixe as conversas deles capturarem você).” (Colossenses 2:8 The Voice Bible)

O título de “verdadeiro profeta” cai bem em quem guia espiritualmente o povo de Deus a caminhos indicado por Deus, mas Feliciano deu publicamente, sem a permissão de Deus, a etiqueta de “verdadeiro” profeta a um homem que durante 20 anos se guiou pela astrologia e pelo ocultismo.

Quando o profeta Daniel estava entre os astrólogos e feiticeiros da Babilônia, ele era cabeça, não cauda. Mas Feliciano tem se feito de cauda e colocado Olavo como cabeça. Ele inverteu o que não podia ser invertido.

Outra questão intrigante é que Feliciano denunciou publicamente que a aula que ele ia fazer do Olavo sofreu ataques de instituições governamentais. Como ele pode saber disso? Por que ele não pede uma investigação oficial da Polícia Federal no site do Olavo para averiguar se foi ou não?

Acima de tudo, por que um pastor assembleiano chamaria de “verdadeiro” profeta um astrólogo que desculpa a Inquisição católica, que torturava e matava judeus e evangélicos, chegando ao ponto de dizer que essa instituição assassina foi invenção dos evangélicos dos EUA? Se era invenção, por que o Papa João Paulo 2 pediu perdão por ela, inclusive igualando os crimes dela aos crimes do nazismo e comunismo?

Olavo tem defendido um revisionismo onde existiu, só na imaginação dele, uma Inquisição anestésica que não permitia que as vítimas judias e protestantes sentissem dores na hora da execução, quando fatos históricos comprovam que a morte dos condenados era lenta e atroz.

Ao tratar publicamente o Olavo como “verdadeiro profeta,” Feliciano deixou claro para o povo de Deus que esse homem tem a aprovação de Deus em tudo o que fala e faz. Isso é incoerente do ponto de vista da Bíblia.

Se Feliciano tivesse dito que o Olavo é um grande astrólogo, tendo fundado uma escola e curso de astrologia no Brasil, seria coerente e verdade. A especialidade do Olavo é premonições e previsões.

A propaganda que Feliciano anda fazendo do Olavo só contribui para ampliar o desejo do homem pelo monopólio e hegemonia do conservadorismo brasileiro, embora algumas de suas atitudes denunciem um anticonservadorismo estridente.

Sua atitude de xingar conservadores o desqualifica totalmente de ser conservador nos EUA, que retêm o melhor padrão de conservadorismo do mundo. O conservadorismo americano rejeita palavrões.

A atitude dele de rejeitar e xingar sumariamente conservadores discordantes o coloca à vontade entre antidemocráticos, não entre democráticos. Nesse sentido, cai-lhe muito bem defender e desculpar a Inquisição, cuja especialidade era torturar e matar judeus e protestantes discordantes.

Sua atitude de se vangloriar perpetuamente de que durante os últimos 20 ou 30 anos ele “previu” todos os problemas marxistas do Brasil (tal qual o austríaco “previu” os mesmos problemas na Alemanha) é a mais intrigante: Nesse passado, Olavo estava mergulhado até o pescoço no esoterismo e astrologia.

A astrologia na verdade não tem capacidade de ver nada no futuro. O que os espíritos sussurram mentalmente para seus adeptos envolvidos em esoterismo e astrologia e que parece previsão (mas de fato não é) é o que eles pretendem fazer no futuro. E isso pode ou não pode acontecer.

Claro que se o Olavo tiver um real encontro com Jesus, as previsões, premonições e sussurros em sua mente darão lugar às revelações do Espírito e talvez a um chamado de profeta. Nesse ponto, Feliciano poderá chamá-lo de “irmão” e “verdadeiro profeta.” Antes disso, tudo é ilusão.

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Marco Feliciano exalta Olavo de Carvalho no Congresso Nacional

Marco Feliciano não pode mais informar sobre perseguição aos evangélicos?

Julio Severo entrevista Dep. Marco Feliciano: Como uma oposição gayzista colossal catapultou o nome dele à fama, tornando-o o político evangélico mais proeminente do Brasil

Pastor se converte ao catolicismo em curso do Olavo de Carvalho

Os horrores da Inquisição e seus modernos defensores

Ignorância da Bíblia, corrupção do clero católico e Inquisição na Inglaterra antes da Reforma

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Por que xingar? Uma resposta a Olavo de Carvalho

Curtições insólitas: xingamentos olavianos e zumbis caiofabianos

Olavo de Carvalho e a premonição “magistral” do bruxo islâmico René Guénon

O antimarxismo estridente de Hitler

A hipocrisia do PayPal

Julio Severo

A empresa PayPay se comprometeu a parar a expansão de seus serviços na Carolina do Norte, EUA, depois que o governador desse estado sancionou uma lei para proteger mulheres e crianças contra predadores homossexuais não permitindo que homens biológicos usem os banheiros e vestiários femininos.

Em resposta ao boicote do PayPal, no Facebook Franklin Graham, filho do lendário evangelista Billy Graham, disse: “O PayPal merece o prêmio de hipócrita do ano!… O PayPal atua em países inclusive Arábia Saudita, Nigéria e Iêmen, pelo amor de Deus. Só no mês passado o PayPal anunciou que estava se expandindo em Cuba, um país em que indivíduos homossexuais e transgêneros são presos, torturados e executados.”

O boicote do PayPal contra a Carolina do Norte, a terra de Billy Graham, não faz sentido, já que o PayPay não tem nenhuma política de boicote contra a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas que prendem, torturam e matam homossexuais.

Uma hipocrisia “pequena” acaba levando a uma hipocrisia maior. A hipocrisia do PayPal começou em 2011, depois de uma campanha internacional contra dez ativistas pró-família, inclusive contra mim, Julio Severo. A campanha nos acusou de “homofobia,” o PayPal aceitou suas mentiras e fechou minha conta definitivamente. A campanha foi orquestrada pela organização homossexualista americana AllOut, denunciada pelo WND (WorldNetDaily), que fez a manchete: PayPal coloca escritor cristão na lista negra.

O PayPal nunca parou seus serviços para a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas num boicote contra a “homofobia” deles. Fui visado exclusivamente por causa de meus valores e posturas cristãs.

A resposta oficial do PayPal em meu caso foi muito hipócrita. Para mim, o PayPal explicou que estou desqualificado para receber doações de meus amigos e leitores porque “você não é uma organização registrada sem fins lucrativos”. Para AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa.”

Desde 2011, tenho sido impedido de receber doações de meus amigos por meio do PayPal.

Numa classificação dos dez maiores ataques aos cristãos em 2011, a Comissão Anti-Difamação de Cristãos, com sede nos EUA, classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011, conforme saiu na revista Charisma.

Versão em inglês deste artigo: The Hypocrisy of PayPal

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

PayPal abraça a tirania homossexual nos banheiros e os comunistas cubanos

PayPal envolvido em atividade criminosa

PayPal coloca Julio Severo na lista negra

TV católica dos EUA relata caso PayPal versus Julio Severo

Pressão gay sobre o PayPal classificada como quarto maior ataque anticristão de 2011

Estamos ajudando a criar um campo de concentração para nós mesmos

Marco Feliciano exalta Olavo de Carvalho no Congresso Nacional

Julio Severo

Na madrugada de sábado, num discurso na Comissão de Impeachment do Congresso Nacional, o Dep. Marco Feliciano disse que Olavo de Carvalho “tem aberto a mente de um sem-número de pessoas no Brasil.”

Enquanto Feliciano exalta Olavo, Olavo exalta… o catolicismo. Mas não o catolicismo vivido e praticado por bons líderes católicos pró-família, que acreditam que é possível discordar sem xingar. Contrariando esse catolicismo, Olavo tem xingado bispos e cardeais de nomes sujos.

Aliás, em 2013, enquanto as esquerdas estavam atacando Feliciano por ter sido nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Olavo estava, em vídeo, qualificando o deputado assembleiano de “burro, despreparado, soberbo e irresponsável.” Apesar de tudo, Feliciano ainda pode se dar por feliz por não ter sido xingado por nenhum nome sujo.

Na mesma mensagem de vídeo, Olavo diz que Feliciano erra por não entender que movimento homossexual não tem nada a ver com conduta homossexual. É um assunto no qual Olavo tem pouco ou nenhum conhecimento correto, pois antes de existir o movimento homossexual organizado que vemos hoje, a Bíblia já condenava categoricamente a conduta homossexual, enquanto que Olavo dá a entender que é uma conduta que vai durar milênios e que por isso não deveríamos nos preocupar.

Mesmo que estupro, assassinato, adultério e outros pecados durem milênios, a responsabilidade do homem de Deus é pregar contra o pecado, enfatizando que no Evangelho há libertação e salvação.

Há pessoas muito mais qualificadas do que o Olavo para tratar da questão entre movimento homossexual e conduta gay. Scott Lively, que é pastor pentecostal e jurista americano, é autor do livro “A Suástica Rosa,” que denuncia o movimento gay moderno, sem minimizar os perigos da conduta homossexual. Scott é hoje a maior autoridade mundial em questões homossexuais.

Não havia, na época de Abraão, nenhum movimento homossexual de linha marxista, mas Sodoma e Gomorra foram destruídas, não por causa da ideologia homossexual socialista, porém por causa da conduta homossexual.

Vergonhoso que depois de ser chamado de “burro, despreparado, soberbo e irresponsável,” Feliciano diga que Olavo “tem aberto a mente de um sem-número de pessoas no Brasil,” sem notar que essa “abertura de mente” tem também envolvido proselitismo, onde os que tiveram a “mente aberta” compreenderam que Olavo é um mestre e que o caminho certo é o catolicismo dele. Há casos até de pastores que depois de fazerem o curso dele passaram para o catolicismo dele. Fazer vista grossa a essa realidade é de fato se mostrar merecedor dos adjetivos que o próprio Olavo usou contra Feliciano.

Em todo caso, xingar bispos e cardeais não é conduta de verdadeiro católico pró-vida. Fora essa questão de conduta imprópria, Feliciano tem várias questões que, se ele se desfizer dos adjetivos que Olavo lhe aplicou (“burro, despreparado, soberbo e irresponsável”), ele deveria analisar com mente aberta:

Exaltar um homem que exalta o catolicismo, mas prefere viver nos EUA, o país mais protestante do mundo, é incoerente para um homem que se considera pastor. Esse tipo de conduta hipócrita não é em nada diferente do socialista brasileiro, que exalta o socialismo, mas prefere viver em países capitalistas, especialmente os EUA.

Exaltar um homem que diz que a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, é invenção dos protestantes dos EUA, mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Exaltar um homem que diz que Lutero e Calvino foram dois “filhos da ****,” mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Exaltar um homem que diz que o protestantismo foi o primeiro movimento de linha marxista da história, mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Em tempos mais avivados, o pastor assembleiano Marco Feliciano poderia estar ajudando Olavo a abrir a mente para o Evangelho, em vez de, como outros alunos do Olavo que hoje já são ex-pastores, abrir sua própria mente para as ideias dele que transpiram esoterismo ao exaltarem as premonições do bruxo islâmico René Guénon.

Hoje, em tempos menos avivados, quando Feliciano posta uma reportagem de evangélicos sendo perseguidos e mortos por católicos no México e a reportagem desagrada ao Olavo ou seus olavetes, Feliciano prontamente remove a reportagem, conforme aconteceu tempos atrás.

No mesmo discurso de exaltação ao Olavo no Congresso Nacional, Feliciano também denunciou o PT e o Foro de São Paulo, que de fato são malignos. Mas denunciá-los como a maior ameaça do universo é se mostrar olavete e cair no mesmo conto do vigário de Adolf Hitler, que atacava o marxismo como estratégia para alavancar sua ideologia política esotérica.

Jesus abre mentes. Por que não exaltá-lo acima de todos os outros “abridores de mentes,” que mais fecham do que de fato abrem?

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Marco Feliciano não pode mais informar sobre perseguição aos evangélicos?

Julio Severo entrevista Dep. Marco Feliciano: Como uma oposição gayzista colossal catapultou o nome dele à fama, tornando-o o político evangélico mais proeminente do Brasil

Pastor se converte ao catolicismo em curso do Olavo de Carvalho

Os horrores da Inquisição e seus modernos defensores

Ignorância da Bíblia, corrupção do clero católico e Inquisição na Inglaterra antes da Reforma

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Por que xingar? Uma resposta a Olavo de Carvalho

Curtições insólitas: xingamentos olavianos e zumbis caiofabianos

Olavo de Carvalho e a premonição “magistral” do bruxo islâmico René Guénon

O antimarxismo estridente de Hitler

Trump e o papa: um populista de direita (hoje) em conflito com um populista de esquerda

Trump e o papa: um populista de direita (hoje) em conflito com um populista de esquerda

Julio Severo

Na sua visita ao México, o Papa Francisco disse que não era cristã a atitude de Donald Trump, candidato presidencial pelo Partido Republicano, de cercar os Estados Unidos com um muro que impedisse a entrada de imigrantes ilegais.

Trump rebateu dizendo que o líder máximo dos católicos do mundo é uma vergonha — evidentemente pelas posturas esquerdistas.

Francisco não quer um muro cercando os EUA e mantendo os imigrantes de fora, mas o próprio Vaticano é cercado 100% por uma muralha que impede a entrada de todos os imigrantes ilegais, especialmente de invasões islâmicas.

Se Francisco está preocupado com os imigrantes, por que ele não os leva para o Vaticano? Por que ele não derruba as muralhas do Vaticano e deixa claro que todos os imigrantes ilegais, especialmente os muçulmanos, são bem-vindos ali?

A política do Vaticano, conforme denunciou o escritor católico Cliff Kincaid, tem sido facilitar invasões de imigrantes nos EUA e na Europa, pois a Igreja Católica tem convênios financeiros com governos para ajudar os imigrantes, de modo que quanto maior for a invasão de imigrantes, mais dinheiro a Igreja Católica recebe.

É óbvio que Francisco é um populista de esquerda, embora ele seja pró-vida e pró-família. É igualmente óbvio que Trump é um populista de direita, embora ele não tenha um histórico pró-vida e pró-família.

As promessas fantásticas de Trump que o consagram como populista de direita:

  1. Ele prometeu banir imigrantes muçulmanos dos EUA. Essa é uma promessa excelente.
  2. Ele prometeu abrir as portas dos EUA para os imigrantes cristãos perseguidos pelos muçulmanos do mundo. Essa é uma promessa excelente.
  3. Ele publicamente demonstra admiração por Vladimir Putin, o presidente da Rússia, e prometeu relações melhores com a Rússia. Ele é o único candidato americano que vê o islamismo, não a Rússia, como principal ameaça.

Em suas promessas, Trump é uma lufada de ar fresco na política americana.

Os outros candidatos republicanos, especialmente os neocons, vociferam paranoicamente contra a Rússia, colocando-a como a principal ameaça do universo. De modo oposto, Trump vocifera contra os islâmicos, colocando o islamismo como tal ameaça e prometendo melhor relacionamento e amizade com a Rússia.

Os outros candidatos republicanos, especialmente os neocons, prometem maiores medidas para conter os russos. De modo oposto, Trump promete maiores medidas para conter os islâmicos e maior abertura para a Rússia.

Os outros candidatos republicanos, especialmente os neocons, não vociferam contra os crimes islâmicos contra os cristãos. Trump faz isso.

Os outros candidatos republicanos, especialmente os neocons, querem intervenções americanas na Síria e apoiam os melhores interesses da Turquia e Arábia Saudita na Síria. Ambas nações islâmicas têm apoiado os melhores interesses do ISIS e outros grupos terroristas islâmicos que têm sido os principais responsáveis pelo sofrimento e morte de cristãos na Síria, que tem uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo. Trump é o único candidato republicano que tem expressado preocupação com os cristãos sírios acima dos melhores interesses da Turquia e Arábia Saudita. Aliás, ele é o único candidato republicano que tem apoiado a intervenção russa na Síria para combater o ISIS e proteger os cristãos.

Os outros candidatos republicanos, especialmente os neocons, vociferam contra as posturas pró-Rússia e anti-islâmicas de Trump.

Então, Trump é totalmente diferente dos outros candidatos republicanos, que são paranoicos sobre a Rússia, não sobre a ameaça islâmica. Se Trump se tornar presidente, os neocons anti-Rússia e pró-islamismo ficarão profundamente abalados e decepcionados.

Trump é presbiteriano e não é conhecido como um homem espiritual, mas suas promessas sobre deter a ameaça islâmica enfureceram a liderança da Arábia Saudita, que já declarou que Trump não pode se tornar presidente, e o tornam melhor do que a maioria dos presbiterianos dos EUA.

Contudo, ele perde para o papa em questões pró-vida e pró-família. Além disso, Trump nunca colocou em prática suas promessas fantásticas.

Se por um milagre Trump conseguir, depois de eleito, se tornar um homem pró-vida e pró-família que ele nunca foi em toda a sua vida, ele será o presidente perfeito. Um relacionamento mais amistoso com a Rússia e muito menos amistoso com ditaturas islâmicas é tudo o que o mundo precisa, e nisso Trump está absolutamente certo.

Agora, fica difícil escolher entre um populista de direita (hoje) que é pró-Rússia e anti-islamismo e um populista de esquerda que é pró-vida e pró-família e quer invasões muçulmanas nos EUA e na Europa, mas não no Vaticano.

Apoio o populismo pró-Rússia e anti-islamismo (cujas promessas só existem no papel) de Trump.

E apoio o populismo pró-vida e pró-família do Papa Francisco.

Ambos precisam aprender questões políticas um com o outro.

Sobre a acusação do papa de que Trump não é cristão, quem é que pode garantir que o papa é cristão?

Cristianismo real não é populismo nem de esquerda nem de direita. Cristianismo real é conhecer Cristo e pregar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus, curando os enfermos, expulsando demônios e libertando os cativos, tudo no nome de Jesus e pelo poder do Espírito Santo.

Nem o papa nem Trump parecem conhecer esse Cristianismo, que era pregado e vivido por Jesus e seus apóstolos.

Só Deus sabe se ambos virão a conhecer e viver tal Evangelho algum dia.

Só Deus sabe se Trump cumprirá suas promessas pró-Rússia e anti-islamismo.

Só Deus sabe se Trump cumprirá suas promessas de priorizar a entrada imigratória nos EUA de cristãos perseguidos.

Só Deus sabe se Trump, que era um populista esquerdista no passado, será no futuro o populista direitista que ele é hoje.

Só Deus sabe se Trump vai ser um impedimento ou facilitador para a persistente política americana de exportar e impor a agenda homossexual e abortista no mundo inteiro.

E quanto ao envolvimento do papa nas eleições americanas? Não sei o que resultaria disso. Mas os católicos americanos, principalmente os imigrantes, preferem votar em candidatos esquerdistas, muitas vezes colocando questões socialistas e populistas acima de questões pró-vida. A maioria dos católicos votou em Obama, um populista esquerdista que tem sido extremamente “generoso” com imigrantes católicos e muçulmanos.

Como um populista direitista, disposto a construir um muro que impedirá a imigração ilegal e muçulmana, provavelmente Trump não receberá apoio do papa e da maioria de suas ovelhas americanas.

Provavelmente, ele também não receberá apoio de líderes pró-vida, a menos que ele fale com clareza e força sobre questões pró-vida e pró-família do jeito que ele tem falado sobre questões islâmicas.

Se até o papa escolheu ser um populista pró-vida de esquerda, por que Trump não pode escolher ser um populista pró-vida de direita?

Seja como for, o papa tem uma muralha enorme ao redor do Vaticano para proteção contra imigrantes ilegais e invasões islâmicas. Por que Trump não pode construir uma muralha enorme ao redor dos EUA para o mesmo objetivo?

Versão em inglês deste artigo: Trump and the Pope: a Right-Wing Populist (Today) Clashing with a Left-Wing Populist

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Por que apoio Cruz acima de Trump, mas por que Trump seria melhor em política externa

Igreja Católica recebe milhões de dólares para facilitar invasão de imigrantes nos EUA

Trump promete avançar questões gays

O que todo conservador precisa saber sobre Donald Trump

Donald Trump: Sem dúvida alguma existe uma agressão ao Cristianismo

Depois que Vladimir Putin louva Donald Trump, Trump louva Putin

Donald Trump: Sem dúvida alguma existe uma agressão ao Cristianismo

Turquia e EUA assinam acordo para treinar e equipar islamistas contra a Síria

O amor dos cristãos americanos pelo Estado amante de guerras está matando outros cristãos

Geopolítica pró-islâmica e anticristã: a ameaça aos cristãos no Oriente Médio

Perseguição aos cristãos segue no rastro dos EUA, Inglaterra e França em Kosovo, Líbia, Iraque e Síria

Por que a perseguição aos cristãos fica pior em todos os países que os EUA “libertam”?

Confirmado: Os EUA são o Principal Facilitador da Perseguição aos Cristãos

Homeschooling no Brasil: para onde está indo?

Homeschooling no Brasil: para onde está indo?

Tendências religiosas e desvios esotéricos

Julio Severo

Um proeminente blog presbiteriano publicou, em 5 de fevereiro de 2016 um artigo (veja: http://archive.is/kshbt) sobre tendências de homeschooling (educação escolar em casa) no Brasil. Ainda que eu discorde deles em questões conservadoras (eles se consideram conservadores, mas sua Universidade Presbiteriana Mackenzie, a maior universidade protestante do Brasil, contrata professores pró-aborto e marxistas), eles foram honestos o suficiente para me mencionar como um dos exemplos mais conhecidos de homeschooling no Brasil. Outros nomes ligados ao homeschooling mencionados, Josué Bueno e Cleber Nunes, foram também notícia em dois artigos escritos por mim em 2008. Esses artigos viraram manchetes internacionais:

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Solano Portela, o autor do artigo presbiteriano sobre homeschooling, não teve dificuldade de coletar nomes e casos de homeschooling no Brasil, pois eles são facilmente disponíveis numa mera pesquisa do Google, a qual geralmente dá como resultados meu nome e outros nomes.

Entretanto, de acordo com a ANED, um novo grupo que afirma ser proeminente no movimento de homeschooling no Brasil, só a ANED e seus membros merecem notabilidade no homeschooling brasileiro. O Dr. Alexandre Magno, o advogado da ANED, disse em sua página de Facebook no início de fevereiro:

“A educação domiciliar brasileira saiu da quase completa obscuridade há poucos anos para uma aceitação social praticamente unânime. Os grandes responsáveis por isso foram Rick Dias, presidente da Aned, e o casal Camila Hochmüller Abadie e Gustavo Abadie, do site Encontrando Alegria. A contribuição que essas três pessoas fizeram pela educação brasileira nunca pode ser subestimada.”

A essa declaração exagerada, minha resposta pública foi: “Alexandre, se obscuridade é ser foco de uma longa e importante reportagem da revista Veja, então não sei o que é obscuridade. Em 2001, o Pr. Rinaldo Belisario foi, juntamente com outras famílias, entrevistado pela Veja e também por várias emissoras de TV. Assunto: homeschooling. Isso não se parece com obscuridade.”

A experiência de homeschooling de Gustavo Abadie soma poucos anos, enquanto a experiência de homeschooling do Pr. Belisário equivale a mais de 18 anos. Além disso, Abadie era um pastor evangélico que, com sua esposa, escolheu se converter oficialmente para o catolicismo em 2014.

Muitos jovens evangélicos brasileiros têm passado por um processo de conversão “católica” depois de estudarem um curso de filosofia do filósofo Olavo de Carvalho, que tem vários livros publicados sobre astrologia (ocultismo) no Brasil. Eles começam o curso buscando uma postura antimarxista sólida e terminam como “católicos.” No caso de Abadie, não foi diferente: Antes de sua conversão, ele e sua esposa estavam frequentando “aulas de filosofia” de Carvalho.

Em outubro de 2013, quando Carvalho começou a me difamar porque discordei de sua manada pró-Inquisição, Abadie criticou em seu Facebook um homem que teria difamado Carvalho e imediatamente acrescentou que sua crítica era válida também para mim. Abadie disse:

“Um homem que se diz cristão e chamava até pouco tempo outro de seu amigo, agora quando o xinga de pústula e hipócrita, com certeza não é um cristão piedoso, mas assemelha-se a um rato do esgoto mais imundo.”

Alguém então lhe perguntou se ele estava se referindo a Julio Severo. A isso Abadie respondeu em seu Facebook: “Não é, originalmente, mas cabe-lhe o chapéu.” (Uma cópia desse post de Facebook foi salva para documentação.)

Depois de seu comentário grosseiro contra mim, ele desfez sua amizade comigo no Facebook. Eu nunca o havia difamado ou xingado. Pelo contrário, antes de sua conversão, eu havia publicado dois artigos em 2012 escritos pelo então pastor evangélico Gustavo Abadie contra o marxismo.

Ao que tudo indica, ele achou que a questão entre mim e Carvalho sobre a Inquisição me qualifica como “rato do esgoto mais imundo,” só porque discordei de seu “mestre” — adeptos e seguidores de Carvalho geralmente o chamam de “mestre.” Uma transformação muito grande: um alegado pastor evangélico tomando o lado de um católico radical que, com uma linguagem muito suja, habitualmente defende a Inquisição e habitualmente difama os dissidentes. É de admirar que num tempo muito curto ele tenha se convertido?

No entanto, apesar de tal incivilidade, Alexandre Magno e sua ANED insistem em que o homeschooling no Brasil era “obscuro,” mas que um ex-pastor evangélico e hoje militante católico o tornou famoso. Se isso não é grosseiramente exagerado, então o que é? Se não é auto-bajulação, então ao que é?

Uma pesquisa no Google sobre “Gustavo Abadie” dá não mais de 3 mil resultados. Veja: http://archive.is/w9whV (Nesses resultados, a única posição mais visível de homeschooling para ele é seu papel como palestrante na “Global Home Education Conference 2016,” que é um evento proeminente por causa de seu patrocinador, a Associação de Defesa Legal da Educação em Casa [Home School Legal Defense Association].)

Meu nome, que na avaliação de Magno seria “obscuro,” dá mais de 200 mil resultados.

A conta de Twitter de Abadie tem 114 seguidores (veja: http://archive.is/wQNdz). A minha, que seria “obscura,” tem mais de 10 mil seguidores (veja: https://twitter.com/juliosevero).

É com essa real obscuridade que Abadie tem sido empurrado para uma proeminência acima de pioneiros de homeschooling no Brasil.

O que inspiraria Magno a apresentar de forma inapropriada a realidade brasileira? Dias atrás ele disse em sua página de Facebook:

“Uma vez fui acusado de ser, como aluno do COF, influenciado pelo Olavo de Carvalho. Confesso que chegou a ser engraçado: que raio de professor de filosofia seria ele se não influenciasse (mais exatamente, ensinasse) seus alunos? E aí chamam de culto um curso onde um professor ensina e os alunos aprendem. Na cabeça de alguns, o contrário deveria ser o normal…”

Minha resposta pública:

Sobre culto, isso procederia se Olavo tivesse experiência e conexão com seitas. Espere — ele tem vários livros sobre astrologia (ocultismo). Ele foi o principal responsável pela propaganda e visibilidade no Brasil de René Guénon, um bruxo islâmico. Depois desse envolvimento pesado com o ocultismo, ele opta pela filosofia. Mas dá para separar o ocultista do filósofo? Tive uma experiência em 2013, onde de forma educada e discreta critiquei a Inquisição DEPOIS que pessoas ligadas ao Olavo começaram a defender essa máquina assassina, inclusive dizendo que nós evangélicos somos os cátaros modernos (para quem se lembra da história, os cátaros foram dizimados pela Inquisição). A resposta do Olavo, e seus alunos pró-Inquisição, foi fazer chover sobre mim fogo e fezes: xingando, difamando, etc. Bastava o Olavo postar um comentário ofensivo contra mim exclusivamente porque eu tinha opinião diferente, e seus seguidores curtiam à vontade. Experimentei então perguntar a alguns dos curtidores porque curtir um comentário ofensivo: a pessoa caiu em si, me pediu desculpas e disse que estava acostumava a curtir os posts do Olavo apenas por curtir… Isso é mentalidade de manada, típico de seita. Se não fosse o passado ocultista do Olavo, pensaríamos que tudo isso é mera coincidência. Mas o passado e o presente fazem parte de um quebra cabeça, onde tudo se encaixa. Por falar em Inquisição, o Dr. Michael Farris, que é o fundador da Home School Legal Defense Association, tem um livro que ataca a Inquisição. Eu sinceramente gostaria de ver o Olavo e sua manada irracional atacarem o Dr. Farris. Traduzi alguns trechos do livro do Farris, que se encontram aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2016/01/ignorancia-da-biblia-corrupcao-do-clero.html

Anos atrás, um líder pró-família se encontrou com Magno, que prontamente disse que ele e todos os ativistas da ANED eram estudantes no curso de filosofia de Carvalho, onde a discordância não é tolerada, mas incentiva-se a difamação e ridicularização de opiniões diferentes.

Quando contestado em questões como a Inquisição, que ele publicamente diz é uma invenção de evangélicos dos EUA, Carvalho tipicamente ridiculariza e difama os discordantes, chamando-os de nomes obscenos. Magno tem publicamente “curtido” os comentários ofensivos de Carvalho no Facebook contra mim com relação à Inquisição. (Uma cópia desses posts de Facebook foi salva para documentação.)

Atitudes submissas e não-discordantes são marca registrada de seitas e fanatismo sectário e levam a conversões.

Tais conversões podem levar as vítimas a qualquer “paraíso” religiosa e politicamente correto escolhido pelo proselitista. Se ao estudar tão chamados “cursos de filosofia,” estudantes ou discípulos podem ser conduzidos ao catolicismo, e se o professor de filosofia (ou “mestre”) os conduzir ao ocultista islâmico René Guénon e outros feiticeiros?

Posso conviver com católicos em uniões pró-vida e pró-família. Aliás, tenho convivido com tais bons católicos por 30 anos, e nenhum deles estava envolvido na causa de defender ou desculpar a Inquisição. Eles estavam — inclusive meu bom amigo falecido Pe. Paul Marx — envolvidos em causas pró-vida. Mas agora, há indivíduos de boca suja que se autodeclaram pró-vida, mas que defendem a Inquisição e difamam os discordantes. Será que uma união à custa da civilidade pode prognosticar harmonia, especialmente ao desculpar a Inquisição, que mal dá para dizer que era uma instituição pró-vida? Será que tal união, sob a influência “filosófica” de um proselitista, pode promover um movimento de homeschooling saudável?

Obliterar grandes reportagens sobre homeschooling (a proeminente reportagem da revista Veja de 2001 é um exemplo) como “obscuras” porque não se encaixam na agenda de um grupo não é homeschooling real.

Empurrar, exaltar e fazer propaganda de indivíduos de um grupo acima de pessoas mais experientes que estão fora desse grupo não é ético, especialmente porque a “Global Home Education Conference 2016,” a ser realizado no Brasil em março de 2016 e em grande parte financiado pela Associação de Defesa Legal da Educação em Casa, deveria ser representada pelos melhores e mais originais líderes de homeschooling do Brasil. Mas isso não está acontecendo.

Ignorar e tratar como “obscuro” o Rev. Rinaldo Belisario e sua experiência de homeschooling (ele agora tem quatro filhos adultos educados em casa) para dar preferência a um ex-pastor evangélico que tem mínima experiência de homeschooling não é correto.

Se você pode ser proeminente e sair da “obscuridade” só se juntando a um grupo onde todos são basicamente influenciados por uma filosofia proselitista e você pode se tornar um católico ou esotérico ou católico esotérico, então isso não é homeschooling saudável. Isso se assemelha a uma seita.

Nesse sentido, não sei para onde o homeschooling brasileiro está se dirigindo, e estou preocupado com suas tendências religiosas e desvios esotéricos. Estou também preocupado com o modo como a “Global Home Education Conference 2016” pode dar poder e empurrar para a proeminência indivíduos brasileiros que, para avançar sua seita “filosófica,” querem tornar as experiências pioneiras e originais de homeschooling no Brasil tão obscuras quanto possíveis.

Versão em inglês deste artigo: Homeschooling in Brazil: Where Is it Headed?

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada sobre homeschooling:

Entrevista com Pr. Rinaldo Belisário sobre homeschooling

Uma nova Reforma para contra-atacar as grandes portas do inferno?

Um alerta para os EUA: Família adepta da educação em casa está sendo despojada de seus direitos nos EUA

Triunfo estatal contra a família: Congresso Nacional reforça proibição à educação escolar em casa

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Leitura recomendada sobre a Inquisição:

Os horrores da Inquisição e seus modernos defensores

Ignorância da Bíblia, corrupção do clero católico e Inquisição na Inglaterra antes da Reforma

Uma Inquisição Mundial para Matar Homossexuais?

“Os Judeus que Construíram o Brasil” revela capítulo sobre a Inquisição católica

Historiador documenta 300 anos de Inquisição e perseguição aos judeus em São Paulo

Por que creio no Cristianismo

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Por que xingar? Uma resposta a Olavo de Carvalho

Museu da História da Inquisição no Brasil

O papa e o Vaticano precisam ser confrontados acerca de posturas católicas tradicionais contra Israel

Portugal aprova plano de cidadania para judeus sefarditas perseguidos pela Inquisição

A inquisição, o papa e o suspiro de alguns católicos “conservadores”

Um ativista pró-vida pode defender a Inquisição?

Olavo de Carvalho e o bruxo islâmico René Guénon

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Olavo de Carvalho nem sempre tem razão

Julio Severo

“Olavo tem razão” gritam seus adeptos para tudo e para todos. Mas é preciso agora levantar outro grito: “Olavo não é Deus.” Isso é auto-evidente. Mas ele e seus adeptos, também chamados de olavetes, não permitem nenhum questionamento. No Facebook, qualquer questionamento respeitoso às postagens desrespeitosas e chulas de Olavo é bloqueado e o questionador é sumariamente queimado na fogueira dos palavrões. A ausência ou banimento de questionamento é característica típica das ditaduras, dos deuses e das seitas.

Olavo de Carvalho 2A seita age assim: tudo o que o líder supremo diz é verdade absoluta e inquestionável. Quem questiona comete pecado imperdoável e vira inimigo mortal.

Olavo tem promovido uma direita com espírito e caráter de seita (o comportamento extremista das olavetes é prova mais que suficiente disso) e tudo pode descambar em seita, como já é bem evidente pela forma como tratam Olavo: “mestre.”

Olavo defende e desculpa a Inquisição (que torturava e matava judeus e evangélicos) do jeito que um comunista ou nazista defende e desculpa seus próprios crimes. Ele xingou Lutero e Calvino de dois “filhos da ****,” trata a Reforma protestante como o primeiro movimento revolucionário (de linha marxista) da história, e mesmo assim existe evangélico masoquista para lhe lamber os pés em tudo e dizer para tudo e para todos: “Olavo tem razão.” Isso não é ser inteligente. Isso é perfil de adepto de seita.

A questão não é apenas que ele xingou Lutero e Calvino. A questão essencial é que xingar é errado. O hábito de xingar é sempre desrespeito. Qualquer mau-caráter faz isso.

Xingar de longe, se valendo da distância como proteção e simulando uma valentia que o xingador não tem frente a frente, é a atitude em que o mau-caráter apimenta o desrespeito com a covardia. De longe, dá para xingar qualquer um no Brasil e na China.

A atitude nobre e corajosa é prevalecer sobre a tentação do desrespeito, mau-caratismo e covardia. É possível e correto criticar publicamente opiniões e comportamentos públicos errados sem apelar para baixarias.

Contudo, alguns jovens evangélicos, por causa da influência filosófica de Olavo, não estão evitando essa tentação. Estão agora vendo e usando a boca suja como virtude, não como comportamento próprio de banheiro de boteco, não como comportamento a ser evitado. Boca suja, entre evangélicos imaturos que alegam ser conservadores, está virando sinônimo de distinção. Eles esqueceram que a boca suja é a marca registrada do mau-caráter.

Pensam que cultivando o hábito das palavras chulas ficarão semelhantes ao Olavo, quando na verdade esse vício os torna conforme a imagem e semelhança dos frequentadores de prostíbulos de periferia.

Esses jovens deveriam parar para pensar: Como é que pode alguém que minimiza os horrores da Inquisição e xinga Lutero e Calvino estar certo e honesto em outras questões?

Olavo disse acerca da Inquisição:

“Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”

Olavo também disse:

“Esclareço: O mito da Inquisição foi A MAIS VASTA E DURADOURA CAMPANHA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS, DURA ATÉ HOJE, COM FINANCIAMENTO MILIONÁRIO, E PARECE QUE NÃO VAI ACABAR NUNCA. QUEM A INVENTOU NÃO FORAM ILUMINISTAS NEM COMUNISTAS. FORAM PROTESTANTES, QUE CONTINUAM A PROMOVÊ-LA ATÉ AGORA, TENDO COMO CENTRO IRRADIANTE AS IGREJAS DOS EUA. Isso é um fato histórico que nenhum historiador profissional hoje em dia desconhece, e não tem nada a ver com ‘debates teológicos.’”

Então, será que um “mito” torturou e matou milhares de judeus e protestantes? Geralmente, Olavo acredita que os russos criam mitos destrutivos. Mas no caso da Inquisição, ele alega que foi criado pelos americanos.

Ben-Zion Netanyahu, um historiador conceituado que trabalhava na Universidade Hebraica de Jerusalém e na Universidade Cornell nos EUA, escreveu um livro enorme sobre a Inquisição, louvado pela A Revista Judaica (Jewish Journal), que disse que “’As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze,’ uma obra-prima acadêmica e um tomo minucioso sobre a Inquisição da Espanha, descreve como a Igreja Católica perseguia, e muitas vezes executava, multidões de judeus que, sob pressão, haviam se convertido ao catolicismo e que eram acusados de praticar secretamente o judaísmo.” Ben-Zion Netanyahu é pai do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

O Dr. D. James Kennedy, um renomado líder conservador pró-vida, disse sobre a Inquisição, principalmente a Inquisição espanhola: “Foi deplorável no grau mais elevado — uma supermáquina monstruosa de brutalidade e crueldade. Sua natureza era diabólica.”

Mesmo assim para Olavo, a Inquisição não era tão diabólica. Não diferente de comunistas, que fazem revisionismo da história para acobertar e minimizar seus podres, Olavo promove um revisionismo insistente da Inquisição e seus horrores.

Se faz sentido defender a Inquisição, por que não também defender as clínicas de aborto, que igualmente torturam e matam inocentes? Qual é a diferença? Como não enxergar a hipocrisia disso?

Um problema comum nos brasileiros é a hipocrisia. Durante o governo militar no Brasil, ativistas esquerdistas, que se queixavam do capitalismo, escolheram exílio na Inglaterra, Suécia e até nos Estados Unidos, a nação mais capitalista do mundo. Por que anticapitalistas escolheram viver nas nações mais capitalistas do mundo?

Olavo frequentemente se queixa do protestantismo (não o protestantismo liberal, mas todo o protestantismo), mas escolheu exílio na nação mais protestante do mundo. Por que um homem que se queixa do protestantismo escolhe viver na nação mais protestante do mundo?

Olavo tem razão em algumas questões (aborto, educação em casa, vacinação de crianças, etc.). Na questão homossexual, ele acerta ao denunciar a ameaça da agenda gay, porém erra ao tratar o comportamento homossexual como natural. Em matéria de coerência moral e espiritual, protestantismo, Bíblia, Evangelho e Inquisição, OLAVO NÃO TEM RAZÃO.

Até mesmo em questões de geopolítica, Olavo comete erros. Embora ele ostente catolicismo, os grandes sites católicos conservadores dos EUA não publicam seus artigos. O maior site conservador americano a publicar um artigo dele foi o WND, que pertence a um evangélico. O artigo dele publicado pelo WND foi traduzido para o inglês pelo evangélico americano Don Hank, a quem o Mídia Sem Máscara atacou dias atrás com o artigo infame “Desinformação: os mentirosos pagos e os não pagos de Vladimir Putin”. Em defesa de Hank, publiquei internacionalmente este artigo: “Neocons, a Inquisição, russofobia e mentiras.”

Meu desafio público foi: “Hank não é um mentiroso. Ele é um americano conservador que ajuda cristãos em situações muito difíceis, desmascarando seus opressores. Se Kincaid — e também Olavo de Carvalho, que honrou o artigo difamatório de Kincaid publicando-o em português — acha que Hank é um agente pago (ou explicitamente: um mentiroso pago), meu desafio é que uma comissão de investigadores internacionais examine nossas contas bancárias (minha, do Hank, do Kincaid e do Olavo) para revelar ao mundo nossas fontes financeiras. Vamos abrir nossos registros financeiros. Vamos deixar que tal comissão nos investigue. Só desse jeito todos saberão quem está realmente sendo pago para mentir.”

Embora um evangélico seja seu dono, o WND tem colunistas católicos, especialmente o Pat Buchanan, que já foi candidato presidencial pelo Partido Republicano. Buchanan, que era assessor do presidente conservador Ronald Reagan, é um destacado líder católico pró-vida e pró-família, muito mais conhecido do que Olavo. Buchanan tem sustentado uma linha de denúncia aos neocons, que demonizam a Rússia em tudo.

Enquanto Olavo segue uma linha geopolítica neocon, Buchanan segue uma linha de combate aos neocons.

As colunas de Buchanan são publicadas na maioria dos grandes sites católicos conservadores dos EUA. Os artigos de Olavo não são publicados nesses grandes sites. E se fossem, receberiam contestação e questionamento dos leitores americanos, conduta que nem católicos nem evangélicos do Brasil parecem estar dispostos a mostrar diante do “mestre” Olavo. E se tivessem coragem de mostrar, seriam sujeitos à Inquisição de bloqueios e uma rajada de palavrões.

Se Olavo tivesse razão em tudo, todos os seus artigos seriam publicados em todos os grandes sites conservadores dos EUA e até do Vaticano. Se ele tivesse razão em tudo, ele seria um deus.

Mas com uma boca que ostenta com orgulho palavras chulas, xingando a seu bel-prazer Lutero, Calvino e até Julio Severo, como ele espera ser visto e respeitado como católico ou mesmo filósofo? Por que ele não xinga a Inquisição e seus horrores? Por que não xinga os papas que criaram a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos?

Por que ele não xinga o bruxo René Guénon? No Google, uma pesquisa conjunta dos nomes “Olavo de Carvalho” e “René Guénon” traz mais de 5 mil resultados. Confira: “Olavo de Carvalho e a premonição ‘magistral’ do bruxo islâmico René Guénon.” Olavo tem sido o maior propagandista do bruxo Guénon que o Brasil já viu.

Um ativismo antimarxista estridente não deveria ser desculpa para fazer vista grossa à Inquisição, aos xingamentos contra Lutero e ao favoritismo pelo bruxo Guénon. Embora alguns evangélicos estejam vendo o antimarxismo (que tem seu papel legítimo quando está no seu devido lugar) quase como fruto indispensável do Espírito, a estridência na luta antimarxista nem sempre é sinal de que esse tipo de ativismo tem uma motivação genuinamente cristã por trás.

Portanto, os evangélicos que em busca de conservadorismo se tornaram idolatras de Olavo (mais comumente chamados de olavetes) e estão colocando assuntos políticos acima de assuntos espirituais deveriam lembrar: OLAVO NÃO É DEUS. Ele é mortal. Finito. Imperfeito. Humano. Em necessidade da redenção que só Jesus Cristo pode dar. Em necessidade de libertação e salvação. Em necessidade de oração.

O Olavo já me ajudou muito no passado, me defendendo. Minha humilde contribuição foi atrair o público evangélico a ele e ao Mídia Sem Máscara, onde fui o primeiro colunista evangélico. Isso foi um sucesso além do esperado. Mas as posturas públicas dele precisam ser questionadas. O apoio público dele à Inquisição e aos seus horrores precisa ser questionado. Os xingamentos dele contra Lutero, Calvino e a Reforma precisam ser questionados. Suas visões geopolíticas neocons precisam ser questionadas.

O público evangélico precisa parar de idolatrá-lo e começar a orar por ele.

Ele e suas ideias e escritos podem ser questionados? Sim! Podem ser questionados, rejeitados ou aproveitados, desde que devidamente analisados em busca de real fundamento e veracidade. Mas se você não tem conhecimento, não diga bovinamente que quem tem mais conhecimento está automaticamente certo. Mais conhecimento não é sinônimo de conhecimento certo e não é evidência de que quem o tem sabe usá-lo.

Se até as profecias proferidas nas igrejas devem ser examinadas, conforme ensinou o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 14, por que a opinião de um homem mortal deveria ser dispensada de exame e avaliação?

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Olavo de Carvalho e a premonição “magistral” do bruxo islâmico René Guénon

Neocons, a Inquisição, russofobia e mentiras

O conservadorismo de Vladimir Putin é falso?

Evangélicos castrados por amor à unidade no conservadorismo político?

O que é um conservador evangélico? Um breve guia multitemático para ajudar o evangélico num ativismo conservador de orientação judaico-cristã

O antimarxismo estridente de Hitler

Curtições insólitas: xingamentos olavianos e zumbis caiofabianos