O mínimo que você precisa saber para não ser um “evanjegue”

Julio Severo

“O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” é um livro escrito por Olavo de Carvalho, publicado pela Editora Record em 2013.

De cara, o livro remove (ou censura) o papel vital do protestantismo americano no capitalismo e o atribui exclusivamente à Igreja Católica, talvez baseando-se num escritor comunista italiano. No Capítulo 5 “Capitalistas X Revolucionários,” na seção “Capitalismo e Cristianismo,” Carvalho disse: “para o guru supremo Antonio Gramsci, era a inimiga número um da revolução proletária: a Igreja Católica.”

Carvalho parece desconhecer que comunistas mentem e não são inteligentes, mesmo quando parecem.

Se Carvalho leu o livro clássico “The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism” (A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo), escrito pelo sociólogo e economista alemão Max Weber e publicado em inglês em 1930, ele não entendeu nada ou só entende o que lhe agrada. Ou é tão avesso ao protestantismo que prefere a palavra de comunistas como Gramsci. Ele prefere colocar sua fé em cada palavra de Gramsci e duvidar de Weber e todos os que reconhecem que o capitalismo só prosperou grandemente com valores protestantes?

O único entrave que Gramsci via para o avanço marxista era a Igreja Católica, porque ele vivia na Itália, onde Igreja Católica e Estado tinham um relacionamento promíscuo.

Não havia nenhuma outra igreja influente na Itália. Só a Igreja Católica. É dessa experiência limitada que Gramsci deduz que o catolicismo é a única influência.

Não era só os comunistas que enfrentavam entraves para avançar. Evangélicos também. Nada que se opusesse aos interesses da Igreja Católica podia avançar na Itália. A Igreja Católica não dava liberdade para ninguém.

O alcance da visão de Gramsci então não era diferente do alcance da visão de um agricultor pobre do interior do Brasil em 1944 que veria ameaças locais como mais importantes do que o nazismo em plena 2 Guerra Mundial. A visão do agricultor só alcançava sua realidade imediata, desconhecendo, por ignorância e acesso a meios de comunicação, a realidade internacional longínqua maior.

Se Gramsci vivesse nos EUA, sua visão “camponesa” seria ampliada e vencida pela realidade de que os EUA, de vasta maioria protestante e com valores protestantes, eram de longe o maior entrave para o comunismo.

Mas no universo italiano limitado de Gramsci, só existia o poder político da Igreja Católica. Ele desconhecia totalmente o poder político do protestantismo americano, inclusive que o maior opositor da esotérica marxista Margaret Sanger era um evangélico chamado Anthony Comstock, que foi o primeiro ativista pró-vida e pró-família da história moderna.

Sanger, americana de ascendência católica irlandesa, fundou a IPPF, a maior organização de aborto, contracepção e educação sexual imoral do mundo.

Acreditar, pois, na visão simplista e camponesa de Gramsci é ser idiota demais.

Carvalho não tem desculpa para ter tal visão simplista e camponesa. Ele vive autoexilado como imigrante nos EUA, o maior país protestante do mundo, porque ele reconhece nesse país a característica de resistência ao marxismo que o Brasil ultracatólico ou a Itália ultracatólica de Gramsci nunca demonstrou.

Contudo, o livro de Carvalho busca fazer o leitor de idiota ao desvincular valores protestantes americanos do capitalismo. Não é coincidência que o país mais protestante do mundo seja também o país mais capitalista do mundo. De longe, o pior tipo de antiamericanismo é o que nega que os valores fundamentais da sociedade americana são valores protestantes.

O livro de Carvalho está repleto de omissões, que dá para chamar de censura, ao papel do protestantismo americano no capitalismo. A única referência mais próxima entre capitalismo e protestantismo no livro dele foi totalmente negativa, onde ele disse:

“Daí, também, que o capitalista financeiro (e mesmo, por contaminação, o industrial), se ainda tinha algo de cristão, continuasse a padecer de uma falsa consciência culpada da qual só podia encontrar alívio mediante a adesão à artificiosa ideologia protestante da ‘ascese mundana.’”

Em contraste, há abundantes citações positivas sobre a Igreja Católica. O leitor menos idiota notará a discrepância em suas intenções quando ele mesmo apresenta a Igreja Católica como inimiga do capitalismo dos EUA e Inglaterra. Ele disse:

“A Igreja [Católica] busca ainda hoje enxergar um remédio contra os supostos males do liberal-capitalismo, que por seu lado, onde veio a existir — Inglaterra e Estados Unidos —, nunca fez mal algum a ela e somente a ajudou, inclusive na hora negra da perseguição e do martírio que sofreu nas mãos dos comunistas e de outros progressistas estatizantes, como os revolucionários do México que inauguraram nas Américas a temporada de caça aos padres.”

Ao dizer “ainda hoje,” ele reconheceu a oposição persistente, no passado e hoje, da Igreja Católica ao capitalismo americano — uma oposição que claramente se enquadra em antiamericanismo. Sua atitude, pois, de censurar o capitalismo essencialmente protestante e se apegar à visão simplista e camponesa de Gramsci foi uma atitude essencialmente idiota e antiamericana.

Negar a alma protestante do capitalismo americano é a mesma coisa que negar a alma judaica da terra de Israel. Essa negação antiamericana é abundante no livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”

Para quem gosta de elogiar o capitalismo americano, a omissão, ou censura, de sua alma protestante é desonesta.

Como mostrou Max Weber em seu livro clássico, o capitalismo, definido como operações mercantis, existiu em várias formas na Babilônia, Egito antigo, China, Índia e Europa católica medieval. Mas ele frisa que só no Ocidente, onde havia a ética protestante, especialmente Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, o capitalismo prosperou de modo livre suas sociedades.

Tradicionalmente, a Igreja Católica anda à vontade com o socialismo e as igrejas evangélicas, especialmente as igrejas pentecostais e neopentecostais, andam muito bem com o capitalismo.

Um exemplo claro dessa realidade é que nas décadas de 1960 e 1970, no conflito entre capitalismo e socialismo na América Latina (de vasta maioria católica), a KGB, o maior serviço comunista de espionagem do mundo, dava apoio para setores da Igreja Católica, enquanto a CIA, o maior serviço capitalista de espionagem do mundo, dava apoio para setores pentecostais e neopentecostais das igrejas evangélicas.

Mesmo hoje, são as igrejas evangélicas que oferecem a melhor resistência ao marxismo. A ativista de extrema esquerda Marilena Chaui reconheceu que a maior ameaça ao marxismo no Brasil é a Teologia da Prosperidade, que nasceu em igrejas neopentecostais dos EUA.

Até Gramsci poderia ver essa realidade, se ele vivesse no Brasil ou nos EUA. Mas a Itália, onde ele vivia, era de fato um universo pequeno demais, limitando fatalmente sua visão.

A realidade básica do continente americano é: onde floresceu o protestantismo, prosperou o capitalismo. Onde floresceu o catolicismo, floresceu a Teologia da Libertação, que é inimiga frontal da Teologia da Prosperidade. É de espantar que o maior país protestante do continente americano e do mundo seja também o país mais capitalista do mundo? É de espantar que o país mais católico do continente americano e do mundo seja também o país mais adepto da Teologia da Libertação no mundo?

Para Carvalho, reconhecer que a Teologia da Prosperidade das igrejas neopentecostais de origem americana é a maior ameaça ao marxismo entra em choque com seu óbvio esoterismo. Mas exaltar a Igreja Católica não entra em conflito com sua visão esotérica, pois o Brasil vastamente católico é sincrético, tão sincrético que outros esotéricos, como Paulo Coelho, podem tranquilamente se identificar como “católicos” ou “católicos místicos.”

Mas ambos nunca conseguiriam se identificar como pentecostais ou neopentecostais, pois cedo ou tarde se deparariam com o ministério de libertação espiritual, que é muito comum em igrejas desse tipo.

De forma semelhante, o leitor menos idiota notará que o uso que Carvalho faz de Igreja Católica é tão contraditório quando sua tentativa de omitir e desunir o protestantismo americano do capitalismo.

No catolicismo real, o papa é o chefe e autoridade suprema na Igreja Católica. No catolicismo de Carvalho, ele, não o papa, é a autoridade real. No olavismo, a autoridade de Carvalho está acima da autoridade do papa.

No livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” há nove citações positivas sobre a Inquisição, tentando exaltar “benefícios” imaginários, minimizando seus horrores atestados por historiadores e tripudiando no sangue inocente de judeus e protestantes que eram principais vítimas.

Um leitor sem leitura nunca perceberá que a defesa do revisionismo da Inquisição que Carvalho faz entra em choque com o maior país capitalista do mundo, os EUA, que sempre foram campeões da propaganda contra a Inquisição. Nos EUA, protestantes e judeus capitalistas se uniram, em campanhas sistemáticas, para mostrar ao mundo os horrores da Inquisição.

Os EUA que sempre foram um entrave para o comunismo foram igualmente um entrave para a Inquisição. Fazer oposição a essa liderança conscientizadora dos EUA não é também uma forma de antiamericanismo?

No caso de Carvalho, é um antiamericanismo contraditório, pois ele vive como imigrante autoexilado no próprio país cujos valores protestantes ele despreza. Ele conseguiu a proeza inédita de exaltar um capitalismo americano sem protestantismo e uma Inquisição sem horrores! Isto é, ele amputou a ética protestante onde ela sempre existiu — no capitalismo americano —, e ele introduziu uma ética onde nunca existiu — na Inquisição.

O leitor menos idiota identificará facilmente no esforço revisionista dele a mesma tática desonesta dos revisores do Holocausto, que matava judeus.

No entanto, mesmo supondo que o leitor não note que capitalismo e protestantismo sempre andaram muito bem juntos (sendo os EUA o exemplo máximo), o leitor minimamente inteligente perceberá outras discrepâncias fenomenais, se comparar o livro com outros escritos de Carvalho.

Em 7 de julho de 2017, Carvalho disse em seu Facebook:

“Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo.”

Um conservador genuíno rejeita categoricamente toda coexistência com a Esquerda. Carvalho não. Enquanto um conservador evangélico americano genuíno acredita que num país saudável não existe coexistência com a Esquerda, Carvalho pensa exatamente o contrário.

Talvez isso explique por que embora Carvalho ataque a Esquerda, grandes veículos de comunicação da Esquerda, como a Folha de S. Paulo e O Globo, o entrevistam de forma respeitosa.

Ele tem uma lábia, eloquência e sedução que é típica de astrólogo. Aliás, pode-se chamá-lo de “astrólogo,” não por xingamento, mas porque ele fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil. Seu envolvimento não foi meramente de um homem inocente que estudou sobre astrologia e esoterismo. Ele realmente levava alunos, que pagavam seus cursos, a estudar sobre astrologia e esoterismo. Ele se tornou um mestre-astrólogo consultado por grandes revistas e canais de televisão. Ele era um mestre nessa e outras áreas ocultistas.

A mesma sedução presente na sua antiga escola e curso de astrologia está presente no seu atual curso de “filosofia.”

Em 7 de julho de 2017, um evangélico disse:

“Eu sou cristão protestante e sou aluno de Olavo de Carvalho. Qual é o problema de Olavo de Carvalho? Por ele ser católico? Ele sendo católico faz mais para humanidade e defesa do Cristianismo geral do que milhares de evangélicos que não sabem nem a diferença de socialismo e capitalismo.”

Se esse evanjegue (termo utilizado pelo astrólogo que tacha como “jegues” os evangélicos que não pagam seus cursos) acha que discurso antimarxista torna o astrólogo melhor do que milhares de evangélicos, então, considerando que Jesus Cristo nunca atacou de forma direta e nominal o marxismo, isso significa que o astrólogo é maior do que o Salvador?

Considerando que Adolf Hitler, que era católico esotérico e tinha milhões de seguidores católicos e protestantes, já tinha um discurso antimarxista quase 100 anos antes do astrólogo brasileiro, isso significa que o líder nazista está acima de todos?

Com um discurso estridentemente antimarxista, Hitler conseguiu o status de “salvador da Alemanha.” Com um discurso estridentemente antimarxista, Carvalho está conseguindo o status de “salvador do Brasil.”

Não sei o que é pior: Um astrólogo se fingindo de conservador, um olavete se fingindo de evangélico ou um idiota se fingindo de inteligente só porque faz o curso de um astrólogo.

A hipnose, assim como a astrologia, faz parte do ocultismo. Só a hipnose explica a tremenda cegueira dos evanjegues.

Por evanjegue me refiro aos olavetes evangélicos, que seguem cegamente Carvalho. Todo olavete evangélico é um evanjegue. São evangélicos muito sugestionáveis à eloquência do astrólogo.

Perguntei certa vez a um evanjegue se ele acreditava em tudo o que o astrólogo dizia sobre Deus e Bíblia. Ele respondeu que não e a razão dada foi que ele tinha conhecimento bíblico suficiente para saber que o astrólogo estava errado, mas garantiu que, em política e geopolítica, o astrólogo estava totalmente certo.

Quando lhe perguntei por que ele achava que o “astrólogo tem razão,” o motivo apontado foi caipiresco: Como ele não tinha conhecimento suficiente e o astrólogo lia muito, o evanjegue concluiu que o astrólogo deveria saber muito mais que ele.

A certeza dele era totalmente baseada nos seus próprios desconhecimentos. Pior do que o ignorante que confia na sua própria ignorância é o ignorante que confia na ignorância ou malícia dos outros.

Perguntei-lhe então: “O astrólogo é honesto em assuntos bíblicos e sobre a Inquisição?”
O evanjegue respondeu: “Não.”

Conclui: “Se ele não é honesto em alguns assuntos importantes, como você pode confiar que ele é honesto em outros assuntos?”

Infelizmente, há evanjegues proeminentes.

Alguns ficaram chocados com o deputado Marco Feliciano recomendando ao mesmo tempo os esotéricos Paulo Coelho e Olavo de Carvalho. Veja: http://bit.ly/2sOM12h

Feliciano foi até mencionado pelo BBC como o maior político apoiador do astrólogo, porque em pleno Congresso Nacional ele louvou Carvalho “como um verdadeiro profeta” — o mesmo homem que exalta a máquina assassina da Inquisição que matava homens e mulheres de Deus.

Normalmente, Feliciano condena torturas e genocídios. Em 2015, da tribuna do Congresso Nacional ele condenou o genocídio de cristãos armênios cometido por muçulmanos turcos, não se deixando iludir pela campanha de revisionismo islâmico contra o massacre de cristãos. Contudo, ele não conseguiu escapar do revisionismo do astrólogo contra judeus e protestantes.

Num contraste desconcertante, em vez de ele usar a tribuna do Congresso para condenar a Inquisição (que já foi condenada até pelos legisladores de Pernambuco, que tem hoje uma data oficial em memória das vítimas da Inquisição), Feliciano tem vergonhosamente exaltado no Congresso Nacional o maior defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição.

Como é que Feliciano, que é pastor da Assembleia de Deus, não se tornou idiota do revisionismo dos muçulmanos, mas virou idiota do revisionismo de um astrólogo brasileiro? Sedução? Hipnose?

Qual a diferença de Feliciano bradar contra o revisionismo dos muçulmanos, mas calar diante do revisionismo do astrólogo? Se ele pôde aceitar um, por que não o outro? Qual é a explicação para esse “preconceito” e “discriminação”?

E não é só o Feliciano que caiu na lábia e eloquência do astrólogo. Há também protestantes tradicionais. No ano passado, informei sobre um pastor tradicional e sua esposa que se converteram ao catolicismo sincrético depois de fazerem o curso do astrólogo. Veja: http://bit.ly/1U7xSaM

Na semana passada, informei sobre Fábio Blanco, um escritor que acabou abandonando sua igreja batista depois de fazer o curso do astrólogo. Agora, ele está defendendo o esoterismo. Veja: http://bit.ly/2ukNyhP

Todos eles são incapazes de enxergar as incoerências do astrólogo. Não enxergam nem mesmo as mais descaradas e mentirosas ofensas dele contra sua fé, numa das quais ele disse recentemente:

“O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.”

Os evanjegues, ou idiotas, estão com a mente tão cauterizada que são incapazes de se sentir ofendidos com as ofensas do astrólogo. Mas como é típico entre eles, se você aponta que as declarações do astrólogo são ofensivas, o evanjegue ou idiota fica ofendido — com você!

Quem parece ter feito o comentário mais certeiro foi o cantor Lobão, que disse: “A ofensa é o expediente do imbecil.” Se ele estiver certo, o astrólogo é um dos maiores imbecis do Brasil. Ele não poupa ofensas a ninguém.

Se você, mesmo sendo médico, diz que o cigarro faz mal, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.

Se você, mesmo sendo judeu ou protestante, diz que a Inquisição torturava e matava milhares de inocentes, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.

Se você, mesmo sendo católico, cobra dele o catolicismo raso, superficial e sincrético dele, o astrólogo despeja um balde de ofensas em cima de você.

No assunto da Inquisição, sei de experiência própria. No próprio ano em que ele publicou seu livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” em 2013, Carvalho começou a despejar um balde de ofensas em cima de mim. Digo “começou” porque ele nunca mais parou. Até hoje ele continua jogando ofensas contra mim — exclusivamente porque eu, como todo bom evangélico americano e todo judeu, não posso e nunca aceitarei o revisionismo da Inquisição, assim como nunca aceitarei o revisionismo do Holocausto nem o revisionismo islâmico do Genocídio dos Cristãos Armênios.

Não sou idiota, e muito menos evanjegue, para aceitar esse revisionismo e seu esforço desonesto, amplamente documentado em seu livro, de divorciar o protestantismo americano do capitalismo. Nunca aceitarei esse tipo de antiamericanismo idiota e antievangélico.

O título “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota” é pretencioso demais, pois em vez de livrar os leitores da idiotice, os leva, sob hipnose ou sedução, a idiotices complexas, especialmente os leitores evangélicos que, no lugar do genuíno conservadorismo capitalista evangélico americano, acabam dando a atenção e a alma para um conservadorismo esotérico que valoriza a Inquisição e um falso capitalismo americano mutilado de seus valores protestantes essenciais e originais.

Carvalho se tornou um poderoso ilusionista filosófico-esotérico, manipulando e torcendo ao canto de sereia a realidade do capitalismo, Inquisição, protestantismo, homossexualismo e outros assuntos importantes.

Seu ilusionismo deveria ser totalmente desnecessário e rejeitado entre evangélicos. Décadas antes de Carvalho, a consciência antimarxista do evangélico brasileiro já vinha sendo formada com ajuda americana, e nada do que o astrólogo fez acrescentou algo a isso.

Seu ilusionismo é fruto de seu histórico. O alegado “anticomunismo” de Carvalho veio do que ele aprendeu na Escola Tradicionalista, que misturava conservadorismo antimarxista com ideias da Nova Era. A Escola Tradicionalista foi fundada pelo esotérico islâmico René Guénon, e Carvalho foi um dos principais introdutores desse feiticeiro e suas ideias da Nova Era no Brasil. Além disso, ele traduziu para o português um dos livros de Guénon.

Com tal experiência e histórico, Carvalho se tornou o maior e talvez o primeiro neocon do Brasil.

Desde quando os evangélicos precisam de inspiração esotérica e de conselhos de um neocon para lutar contra o marxismo? Antes de Carvalho, eles já tinham uma excelente inspiração de líderes evangélicos americanos. E sua luta está muito bem registrada na História do Brasil.

O catolicismo sincrético aceita bem parceria com o esoterismo. Por isso, Carvalho e Pe. Paulo Ricardo se elogiam mutuamente. Em seu livro, que virou best-seller, Carvalho fala muito de religião, especialmente catolicismo, mas mostra uma sanha obsessiva de apagar a importância protestante americana vital no capitalismo. Se isso é não é antiamericanismo, então o que é?

Se o que Lobão disse (“A ofensa é o expediente do imbecil.”) está certo, então Carvalho é, junto com Lula e os petistas que adoram ofender, um dos maiores imbecis do Brasil.

Só um leitor igualmente imbecil, ou idiota, ou evanjegue, para não ver isso.

A propaganda cínica típica dos olavetes é alegar que as ofensas do astrólogo são comentários mal-interpretados e que para entender a mente esotérica do astrólogo, a vítima precisa mergulhar totalmente no olavismo, comprando os livros dele e fazendo o curso dele. Para os bolsos do astrólogo, isso é excelente. Mas no final, a vítima trouxa acaba, além dos bolsos esvaziados, com a mente esvaziada, ficando idiotizada por uma realidade falsa e mutilada e teorias de conspiração.

Só um leitor imbecil, ou idiota, ou evanjegue, e acima de tudo embruxado, para não enxergar as mutilações e falsificações eloquentes do capitalismo americano e Inquisição em “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”

Jesus disse que a verdade liberta.

A Bíblia, não o livro de um astrólogo, é “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”

As palavras de Jesus, não as palavras de um astrólogo, são “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota.”

Agora, sabendo disso, você só vai ser imbecil, idiota, evanjegue e embruxado se quiser.

Fonte: GospelPrime

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Julio Severo

Em sua conta de Twitter, Marco Feliciano recomendou um livro de Paulo Coelho, conhecido internacionalmente como esotérico.

Coelho agradeceu publicamente o apoio.

E Feliciano deixou claro que ele não é leitor apenas de um único livro de Coelho. Ele revelou que é leitor dos livros de Coelho.

Quem já recomendou tranquilamente Coelho foi Caio Fábio mais de duas décadas atrás, desmistificando o bruxo assim como ele desmitificava o PT e o MST. Mas tudo isso foi prenúncio de sua queda. Aquele que lutou para quebrar tabus com relação a Coelho e ao PT acabou quebrando a cara.

Hoje, Caio recomenda Olavo de Carvalho, até mesmo posando com ele numa entrevista que mais pareceu bate-papo de comadres tomando seu chazinho da tarde.

Agora parece ser a vez de Feliciano repetir os erros de Caio, em tom maior. Mesmo depois de sua gafe do ano passado, onde ele homenageou o astrólogo como “verdadeiro profeta,” dias atrás (4 de julho de 2017) Feliciano fez um post público de Facebook mostrando que ele disse, a plenos pulmões no Congresso Nacional, “Olavo tem razão!” Ele confirmou sua adesão ao culto à personalidade do maior astrólogo da história do Brasil.

Carvalho também agradeceu publicamente o apoio.

E então? Feliciano está contente de ter a gratidão de dois esotéricos depois de tê-los promovido?

Falta muita vergonha na cara para Feliciano, como pastor, como homem e como defensor de direitos humanos.

  • Como pastor, porque Carvalho disse recentemente: “O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.” Onde está a vergonha de Feliciano? Quer dizer que ele prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está totalmente errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que confirmar que os evangélicos não são cristãos, mas satanistas. Essa é uma afirmação 100% mentirosa. Feliciano está embruxado?
  • Como homem, porque Carvalho insinuou publicamente que Feliciano já foi a um motel com uma mocinha. Mesmo assim, Feliciano prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que confirmar que o astrólogo está certo sobre Feliciano e suas idas a motéis. Feliciano está embruxado?
  • Como defensor de direitos humanos, porque Carvalho, ao exaltar imaginários “benefícios” da Inquisição e minimizar seus horrores atestados por historiadores, tripudia no sangue inocente de judeus e protestantes que eram vítimas da Inquisição. Quer dizer que Feliciano prefere bovinamente repetir como papagaio a propaganda “Olavo tem razão” a reconhecer que o astrólogo está totalmente errado? Alegar que “Olavo tem razão” é a mesma coisa que dizer que a Inquisição teve razão em torturar e matar judeus e protestantes. Essa é uma alegação 100% mentirosa. Feliciano está embruxado?

Mas para quem recomenda Coelho, qual a discrepância espiritual de recomendar Carvalho (a quem se pode chamar também de “astrólogo,” não por xingamento, mas porque ele fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil)?

O que foi que deu em Feliciano, que é deputado federal e pastor assembleiano, para fazer promoção de esotéricos?

O público principal de Feliciano é evangélico. Que tipo de exemplo ele, que é pastor, quer dar? Ele quer os evangélicos lendo Paulo Coelho e Olavo de Carvalho?

Ele quer os evangélicos se embruxando?

Que tipo de exemplo ele deveria dar como pastor?

A Bíblia aconselha os pastores:

“Seja exemplo para todos os fiéis nas palavras, na conduta, no amor, na fé e na pureza.” (1 Timóteo 4:12b NVT)

Exaltar um astrólogo exaltador da Inquisição e difamador de evangélicos foi um péssimo exemplo, a não ser que o pastor assembleiano tivesse alertado: Cuidado com os livros do astrólogo Olavo de Carvalho!

Recomendar livros de um esotérico foi um péssimo exemplo, a não ser que o pastor assembleiano tivesse alertado: Cuidado com os livros do esotérico Paulo Coelho!

Se a intenção de Feliciano foi tentar aparentar ser homem culto, aos olhos de Deus ele falhou. A Bíblia diz:

“Porquanto a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus. Pois está escrito: ‘Ele apanha os sábios nas próprias artimanhas deles.’” (1 Coríntios 3:19 KJA)

A “sabedoria” dos homens gera escravidão, loucura e culto à personalidade deles. A sabedoria de Deus gera libertação, liberdade e culto a Deus.

Que tipo de bom exemplo Feliciano poderia dar, com relação a livros de esotéricos, para que seus seguidores pudessem imitar? A Bíblia diz sobre o ministério do Apóstolo Paulo:

“Muitos dos que creram, assim que chegavam, começavam a confessar e a declarar em público suas más obras praticadas. Da mesma forma, muitos dos que haviam se dedicado ao ocultismo, reunindo seus livros de magia, os queimaram diante de toda a comunidade reunida. Calculados os seus preços, chegou-se à estimativa de que o valor total equivalia a cinquenta mil moedas de prata. E assim, a Palavra do Senhor era grandemente propagada e prevalecia poderosamente.” (Atos 19:18-20 KJA)

Posso imaginar o Apóstolo Paulo hoje incentivando novos convertidos — e pastores mal convertidos — a trazer seus livros de Paulo Coelho e Olavo de Carvalho para queimar publicamente e dar testemunho de libertação.

Nesse ponto, só dará para acreditar numa transformação real de Feliciano se ele aparecer em foto em seu Facebook e Twitter queimando os livros de Paulo Coelho e Olavo de Carvalho e exclamando: “Jesus me libertou!”

Dá para um pastor ou cristão recomendar a Bíblia e livros de esotéricos ao mesmo tempo? Sim, a Bíblia trata desse assunto:

“Jamais vos coloqueis em jugo desigual com os descrentes. Pois o que há de comum entre a justiça e a injustiça? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14 KJA)

Outra versão diz:

“Não se tornem parceiros dos que rejeitam Deus. Não há como fazer parceria entre o certo e o errado. Não é parceria: é guerra. A luz é amiga das trevas? Cristo passeia com o Diabo? A verdade e a mentira andam de mãos dadas?” (2 Coríntios 6:14-15 A Mensagem)

Mesmo assim, Feliciano parece achar compatível recomendar Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e a Bíblia ao mesmo tempo.

Qual será a próxima recomendação dele? Chico Xavier?

Só Jesus pode libertar um pastor embruxado.

O Brasil parece ser um país de embruxadores e embruxados — e, como mostra o caso infeliz de Feliciano, nem pastores pentecostais, que deveriam expulsar demônios e libertar suas vítimas, estão escapando de embruxações.

O maior embruxado, ou embruxador, do Brasil é de longe Paulo Coelho. Uma pequena busca de Google dá 23 milhões de resultados para o nome dele. O nome do astrólogo Olavo de Carvalho dá quase 800 mil, mas ele perde de longe para Chico Xavier, cujo nome dá quase 6 milhões.

Como pode um pastor assembleiano ser fã declarado e público de dois esotéricos? Como pode um pastor assembleiano não enxergar as armadilhas do ocultismo?

Quero deixar claro que, pessoalmente, nada tenho contra Feliciano. Aliás, quando todas as esquerdas, inclusive católicas e evangélicas, o atacaram em 2013, eu fui um dos raros escritores evangélicos a defendê-lo em vários artigos, inclusive estes:

Mas quando eu comecei a ser xingado e difamado depois que o maior astrólogo do Brasil se desembestou contra mim por amor à Inquisição, Feliciano não só calou, mas se juntou ao agressor.

Quando o maior astrólogo do Brasil saiu do armário, desembestando em ataques aos evangélicos, inclusive chamando-os de “evanjegues,” Feliciano novamente calou e se juntou ao agressor.

Quando o maior astrólogo do Brasil saiu do armário, defendendo loucamente o revisionismo da Inquisição, assim como loucos que defendem o revisionismo do Holocausto, Feliciano novamente calou e se juntou ao agressor.

Se Feliciano tentar dar a resposta de que não é possível o astrólogo ser contra os evangélicos pelo fato de que há evangélicos entre os seguidores do astrólogo, isso só demonstra pura falta de conhecimento. Ora, o marxismo é inegavelmente contra os evangélicos, mas nem por isso faltam evangélicos entre seus seguidores.

Se Feliciano tentar igualmente dar a resposta de que não é possível o olavismo ser antievangélico porque esse movimento tem evangélicos e é antimarxista e “conservador,” isso só demonstra pura falta de conhecimento. Ora, até Hitler tinha um discurso estridentemente antimarxista e tinha milhões de seguidores católicos e evangélicos. Em matéria de críticas originais ao marxismo, Hitler, que também era esotérico, passou a perna no astrólogo quase cem anos atrás.

Além disso, o movimento do Rev. Moon, o falso messias bilionário que morreu em 2012, tem um discurso e atuação claramente antimarxista e conservador e há décadas atrai muitos evangélicos “inocentes” como Feliciano.

A única diferença entre o movimento do Rev. Moon e o olavismo é que o movimento do falso messias coreano é vastamente maior e mais rico e não xinga os evangélicos. No resto, são iguais: culto à personalidade, antimarxismo, conservadorismo e ideias da Nova Era.

Quanto ao astrólogo, todo o seu conhecimento supostamente conservador e antimarxista veio da Escola Tradicionalista, fundada pelo bruxo islâmico René Guénon. O astrólogo é, há décadas, o maior divulgador de Guénon no Brasil, tendo inclusive traduzido um dos livros dele para o português. A Escola Tradicionalista mesclava discurso conservador (ou tradicionalista) antimarxista com ideias da Nova Era.

Contudo, Feliciano é carente demais de conhecimento para entender essas questões. Ele é carente demais para entender também que ao recomendar Paulo Coelho e Olavo de Carvalho ele está induzindo seu público evangélico ao esoterismo?

Assisti a uma pregação recente de Feliciano em que ele demonstrou evidente falta de conhecimento e óbvio despreparo intelectual. Isso se corrige com boa leitura. No entanto, leitura esotérica gera conhecimento deficiente e estragado. O bom conhecimento vem de boa literatura. Nenhuma literatura esotérica traz conhecimento saudável e necessário.

Literatura ruim, principalmente esotérica, é muito pior do que falta de leitura. É preferível ler só a Bíblia a estragar a alma com leitura espiritualmente podre.

Se Feliciano quer se tornar um evangélico conservador culto, por que ele prefere ler bruxos, esotéricos e ocultistas? O universo evangélico americano oferece o melhor conservadorismo do mundo. Prova irrefutável disso é que os EUA, que são majoritariamente evangélicos, têm uma base conservadora cujos fundamentos genuínos são evangélicos. Feliciano viaja frequentemente aos Estados Unidos. Por que ele não aproveita essas viagens para fazer contatos com filósofos conservadores evangélicos?

Em vez de ler Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e outros esotéricos, por que Feliciano não lê os melhores autores evangélicos conservadores americanos?

Eis uma breve lista, que inclui desde pregadores até filósofos, com boas pitadas do sobrenatural de Deus:

  • Franklin Graham.
  • William J. Murray.
  • Pat Robertson.
  • Ted Baehr.
  • Wayne Grudem.
  • James Dobson.
  • John Wimber.
  • Scott Lively.
  • Peter LaBarbera.
  • Jack Deere.
  • Ray Comfort.
  • Larry Christenson.

Tenho contatos com alguns dos conservadores dessa lista, e vale a pena.

Se Feliciano quiser ler autores católicos, recomendo Patrick J. Buchanan, que é católico conservador pró-vida e pró-família. Buchanan foi assessor de política externa do presidente americano Ronald Reagan, ícone conservador. Ele já foi também pré-candidato presidencial pelo Partido Republicano.

Feliciano não precisa ler Paulo Coelho, Olavo de Carvalho e outros bruxos, esotéricos e ocultistas para ficar culto. Ele não precisa de cobras e lagartos para se tornar sábio.

O universo evangélico tem abundância de escritores excelentes. É leitura sem contraindicações. Sem embruxações. Mas lendo bruxos, esotéricos e ocultistas, como ficará sua vida espiritual, como cristão e pastor?

O que o Apóstolo Paulo, que tinha um ministério atuante de libertação de bruxos, esotéricos e ocultistas, acharia de um pastor se deixando embruxar?

Afinal, Deus chama os pastores para ministrar libertação para embruxadores e embruxados, ou para se embruxarem?

Enquanto o Apóstolo Paulo indicava Jesus sem a adição de nenhum bruxo açucarado de sua época, Feliciano indica Jesus com o popstar esotérico Paulo Coelho e com o aspirante de popstar esotérico Olavo de Carvalho, bem ao gosto de um Brasil católico sincrético que, mais do que nunca, precisa do ministério de Jesus que envolvia e envolve a libertação de pessoas física, espiritual e intelectualmente oprimidas pelo diabo.

Fonte: www.juliosevero.com

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Facebook reconhece sua própria censura contra Julio Severo. E agora?

Julio Severo

Ainda que não usando o termo “censura” para seu ato censurador, o Facebook reconheceu que “removeu acidentalmente” um artigo que eu havia postado no Facebook em 19 de junho.

O Facebook disse que a remoção “foi um engano,” acrescentando: “Pedimos desculpas sinceras por esse erro.”

A remoção foi acompanhada de uma ação injusta do Facebook —  uma proibição de 30 dias em meu direito de postar, curtir, comentar e me comunicar em meu próprio perfil de Facebook. Ainda que o “engano” tenha sido oficialmente reconhecido, a proibição que o Facebook impôs não foi removida e minha conta de Facebook continua bloqueada para meu uso pessoal, apesar de minhas várias queixas ao Facebook informando-os de que a proibição deles é um engano total.

O post original, que foi a razão para o Facebook me bloquear, foi apenas o título e o link do meu artigo em inglês (versão em português: Vizinhos são obrigados a pagar R$ 15 mil por chamarem homossexual de “veado” http://bit.ly/2sIpysl), que, a propósito, deixou abundantemente claro que me oponho a xingamentos e linguagem suja.

Meu artigo subsequente, “Facebook, censura, palavrões, xingamentos e linguagem suja,” também confirmou que me oponho a xingamentos e linguagem suja.

Mesmo assim, a censura, imposta em 19 de junho, continuou com força total. Então, em 23 de junho, a Fundação de Defesa da Liberdade da Consciência, com sede na Califórnia, enviou uma carta legal oficial para o sr. Colin Stretch, o advogado mais importante do Facebook. Sua carta dizia:

Sr. Stretch:

Na segunda-feira, 19 de junho de 2017, um post feito no Facebook pelo usuário Julio Severo, que é brasileiro, foi removido e sua conta (facebook.com/julio.severo) foi suspensa por 30 dias ou por meio da operação de um sistema automatizado ou por meio de um responsável humano. Julio nos pediu que fizéssemos contato com vocês em favor dele para exigir o fim da suspensão à sua conta e a restauração de seu post, pois ambas ações violaram a Declaração de Direitos e Responsabilidades do Facebook, conforme revisada em 30 de janeiro de 2015.

O post tinha link para um artigo do blog pessoal do sr. Severo com uma manchete que dizia: “Brazilian Neighbors Are Ordered to Pay US$4,500 For Calling a Homosexual ‘Fag’” (Vizinhos são obrigados a pagar R$ 15 mil por chamarem homossexual de “veado”) O sr. Severo não recebeu nenhum aviso e suas tentativas de se comunicar com a equipe do Facebook com relação à remoção se depararam com silêncio. O sr. Severo supõe que foi a presença da palavra “veado” que levou à suspensão de sua conta.

Como o título do post indica, o sr. Severo estava noticiando um acontecimento que valia a pena ser noticiado, o qual ocorreu no Brasil. A palavra “veado” foi usada de forma adequada com aspas para refletir que foram os acusados criminais, e não o próprio sr. Severo, quem foram responsáveis pelo uso do termo insultuoso. O post foi escrito para criticar o sistema judicial do Brasil pelo que ele crê foi um castigo severo demais, mas seu post deixa claro que ele não aprova a linguagem usada pelos acusados. Quer ou não o Facebook ou um subsistema de seus usuários veja o castigo como adequado, as ações do sr. Severo não violaram Declaração de Direitos e Responsabilidades, um contrato obrigatório. Em vez disso, a remoção do post e a suspensão da conta dele violaram esse contrato.

De acordo com a Declaração de Direitos e Responsabilidades, parte 3 “Segurança,” parágrafos 6 e 7, os usuários concordam em que: “1. você não irá intimidar, assediar ou praticar bullying contra qualquer usuário. 2. você não publicará conteúdos que contenham discurso de ódio, sejam ameaçadores ou pornográficos; incitem violência; ou contenham nudez ou violência gratuita ou gráfica.” De forma semelhante, os Padrões da Comunidade do Facebook declaram sob “Discurso de Ódio”: “O Facebook remove discurso de ódio, que inclui conteúdo que ataca diretamente pessoas com base em sua… orientação sexual, sexo, gênero ou identidade de gênero…”

O post do blog do sr. Severo, inclusive sua manchete, não dirige um termo ofensivo a nenhum usuário específico nem usa linguagem ofensiva para descrever alguma pessoa. Noticiar o uso da palavra usada por outros no contexto de noticiar o resultado de um processo criminal não constitui bullying, intimidação, assédio ou “ataque direto.” Quer o Facebook ou um subsistema de seus usuários concorde com as opiniões políticas ou religiosas do sr. Severo, ou fique até subjetivamente “ofendido” por causa delas, ele não violou objetivamente os termos de uso do site nem dirigiu linguagem de ódio, ameaças e assédio a outros.

Os Padrões da Comunidade do Facebook também declaram sob “Discurso de Ódio”: “As pessoas podem usar o Facebook para desafiar ideias, instituições e práticas. Tal discussão pode promover debate e maior compreensão.” O post do sr. Severo foi escrito com a meta de desafiar o sistema legal e as normas sociais do Brasil e assim se enquadra no escopo do conteúdo permissível no Facebook.

Na terça-feira, 20 de junho de 2017, o sr. Severo apresentou apelo mediante o site do Facebook explicando como suas ações não violaram a Declaração de Direitos e Responsabilidades. As indagações do sr. Severo têm até agora sido ignoradas, e as restrições à sua conta mantidas. O prosseguimento da suspensão da conta do sr. Severo é impróprio e constitui quebra de contrato. Por favor, remova a suspensão até 30 de junho de 2017, e restaure o post do sr. Severo, a fim de evitar ação legal.

Sinceramente,

FUNDAÇÃO DE DEFESA DA LIBERDADE DA CONSCIÊNCIA

O Facebook me enviou sua resposta oficial em 3 de julho de 2017:

Um membro de nossa equipe removeu acidentalmente algo que você postou no Facebook. Isso foi um engano, e pedimos desculpas sinceras por esse erro. Já restauramos o conteúdo, e você agora pode vê-lo.

Apesar do reconhecimento do Facebook de que a remoção do meu artigo, que foi acompanhada pelo bloqueio injusto de minha conta, foi um alegado “engano” cometido por um membro da equipe do Facebook, até data de 5 de julho meu perfil de Facebook continua bloqueado.

Meu perfil de Facebook permanece visível para outros, mas está funcionalmente “morto.” Estou bloqueado para postar, curtir, comentar e me comunicar em meu próprio perfil desde 19 de junho.

O Facebook tem sido incapaz de atuar conforme suas próprias normas e seu próprio pedido de desculpas?

Versão em inglês deste artigo: Facebook Acknowledges Its Own Censorship on Julio Severo. What Happens Now?

Fonte: www.juliosevero.com

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Entendendo a extrema Esquerda: doidos esquerdistas chamam conservadores do que eles são

Julio Severo

Na terra dos meios de comunicação da extrema Esquerda, há muita paranoia homossexual ocorrendo.

Sim, na semana passada, The Advocate chamou os conservadores de “doidos,” e HotSpots, a revista homossexual mais importante da Flórida, com satisfação maligna anunciou: “Criatura Asquerosa da Semana: Escritor e Blogueiro Brasileiro Julio Severo.”

A verdade é que vários outros sites, páginas de Facebook e revistas homossexuais dos EUA também fizeram o mesmo anúncio.

Se eu chamar um ativista homossexual de “criatura asquerosa,” esses mesmos sites, páginas de Facebook e revistas me processarão e me chamarão de “homófobo” por “xingar” um deles.

Aliás, minha conta de Facebook foi bloqueada por 30 dias imediatamente depois que publiquei um post sobre uma reportagem noticiosa acerca de vizinhos sendo obrigados a pagar milhares de reais por chamarem um homossexual de “veado.” Meu post foi bem claro que me oponho a xingamentos e linguagem suja. Mesmo assim, o Facebook me censurou.

Ativistas homossexuais me chamam de “criatura asquerosa” até nas páginas de Facebook e não há nenhuma censura. Nenhum tribunal os obriga a me pagar milhares de reais por me xingarem. Eles têm sido livres para me xingar. Conclusão: Se eu quiser ser livre para xingar, tenho de adotar a homossexualidade. Se o Facebook tentasse me bloquear, eu poderia usar a carta homossexual de barganha e gritar “homofobia.” Se alguma revista ou site me chamasse de “criatura asquerosa,” eu poderia também usar a carta homossexual e gritar “homofobia.” Todos os meios de comunicação e as autoridades me apoiariam contra os “homófobos.” E eu poderia processar todos os “homófobos.”

Mas o que realmente sobressai nos sites da extrema Esquerda são colunas venenosamente anticristãs, que retratam os ativistas homossexuais como “vítimas,” ainda que as alegadas vítimas estejam ocupadas atacando os cristãos — e não atacando muçulmanos.

De novo, The Advocate atacou o BarbWire, um site evangélico.

The Advocate é a maior revista gay dos Estados Unidos e é, em suas próprias palavras, a “Principal Fonte Mundial de Notícias para o Público LGBT.”

The Advocate disse:

Falando do BarbWire, um de seus colaboradores vem lendo esta coluna. Julio Severo até brincou com o título de uma de nossas reportagens recentes; a coluna dele tem a seguinte manchete “Reading the Far Left and Its Attack on Breitbart and BarbWire: Gay Perversion, Veiled and Overt.” (Tradução: Entendendo a extrema esquerda e seu ataque contra o Breitbart e o BarbWire: a perversão gay, encoberta e pública.) A ilustração foi uma bandeira do arco-íris com um martelo e foice — para os mais jovens aí, o martelo e a foice estavam na bandeira da antiga União Soviética. Retoque legal, BarbWire!

Severo comentou que discordamos de uma coluna do Breitbart que essencialmente disse que o movimento LGBT costumava ver bom, mas foi longe demais para a Esquerda. Expressamos dúvida de que Joel B. Pollak, escritor do Breitbart, tivesse alguma vez realmente apoiado direitos LGBT, mas Severo argumentou que o Breitbart não pode ser verdadeiramente conservador pois uma vez contratou Milo Yiannapoulos, um homossexual.

“O conservadorismo americano genuíno, principalmente o conservadorismo evangélico (que é o conservadorismo mais predominante nos EUA), não vê nada de conservador no homossexualismo,” Severo escreveu. Contudo, o motivo por que Yiannopoulos encontrou fãs no Breitbart foi muito provavelmente sua disposição de apelar pelo menos para o racismo, transfobia e outros preconceitos que são rejeitados tanto por esquerdistas quanto por conservadores predominantes. Mas ele foi longe demais parecendo apoiar relacionamentos entre homens e adolescentes, levando à perda de seu emprego como editor tecnológico do Breitbart.

Severo defendeu uma coluna do BarbWire que The Advocate achou condenável porque o autor, Robert Oscar Lopez, afirmou que indivíduos LGBT estão empenhados em “recrutar” crianças. “O movimento homossexual está sempre espreitando crianças,” Severo afirmou. Além disso, ele defendeu colunas anti-LGBT escritas por ele e outros colaboradores BarbWire, e disse que as igrejas cristãs que aceitam indivíduos LGBT são dirigidas por Satanás.

O que escrevi que The Advocate leu que “indivíduos LGBT são dirigidas por Satanás”? Em resposta a The Advocate dizendo que há igrejas cristãs que apoiam o pecado homossexual, eu disse:

“Ao que tudo indica, The Advocate ignora a palavra apostasia, que é guiada por uma cosmovisão maligna e doente. The Advocate ignora que o autor da apostasia e a aceitação da homossexualidade entre igrejas cristãs é Satanás e seus demônios. The Advocate também ignora que o Autor de toda condenação da homossexualidade na Bíblia não é o homem. É Deus.”

Igrejas cristãs que acolhem e amam homossexuais para ajudá-los a achar a libertação de Cristo são guiadas por Deus, que quer os homossexuais libertos de seu pecado. Mas igrejas cristãs que acolhem o pecado homossexual, que Deus claramente condena, são guiadas por Satanás.

Eu também disse:

“Se The Advocate está preocupado com radicalismo real contra os homossexuais, deveria fazer uma lista de nações islâmicas que matam homossexuais. Deveria pressionar Trump e seu Departamento de Estado a fazer com a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas que matam homossexuais exatamente o que o Departamento de Estado de Obama fez com a Rússia e o que o Departamento de Estado de Trump está fazendo com a Rússia: sanções, sanções e mais sanções.”

The Advocate respondeu:

“Não hesitamos em condenar a violência com base em fanatismo religioso. Contudo, não condenamos a religião em si, seja o islamismo, o cristianismo, ou qualquer outra coisa.”

Obviamente (e isso é enormemente óbvio) The Advocate nunca anunciou de forma sarcástica algum líder muçulmano saudita como “Personalidade do Ano.” Mas anunciou de forma sarcástica Vladimir Putin como sua “Personalidade do Ano” de 2014 imediatamente depois que a Rússia aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. A Rússia é a maior nação cristã ortodoxa do mundo.

É fácil criticar fortemente evangélicos, católicos e cristãos ortodoxos. Por que não criticar fortemente os muçulmanos?

Nunca vi um anúncio homossexual dizendo: “Criatura Asquerosa da Semana: O Ditador Islâmico Saudita.”

É muito fácil The Advocate poupar algumas igrejas “cristãs” de ataques, pois igrejas apóstatas torcem a Bíblia para dizer que Deus aprova o pecado homossexual. No entanto, ativistas homossexuais atacam as igrejas reais não-apóstatas que não matam homossexuais e que pregam, de acordo com a Bíblia, que Deus condena a homossexualidade.

Em contraste, as nações muçulmanas que são campeãs em assassinato de homossexuais nunca são colocadas em listas negras de ativistas homossexuais.

The Advocate tem sido livre para defender o pecado homossexual nos Estados Unidos, a maior nação protestante do mundo. Mas The Advocate seria livre para defender o mesmo pecado na Arábia Saudita, a nação mais islâmica do mundo?

Lamentavelmente, os Estados Unidos de hoje concedem liberdade excessiva para homossexualistas — um absurdo jamais imaginado pelos fundadores dos EUA, inclusive o primeiro presidente americano, George Washington, que abominava a homossexualidade e expulsava homossexuais, mas nunca os matou.

Conforme está registrado nos “The Writings of George Washington” (10 de março de 1778, 11:83-84, Gráfica do Governo dos EUA, 1934), George Washington ordenou: “Numa corte marcial geral, o tenente Enslin, do regimento do coronel Malcom, foi julgado por tentar cometer sodomia com o soldado John Monhort… que ele seja sentenciado a ser dispensado do serviço militar. Eu, o comandante-em-chefe, aprovo a sentença e com nojo e ódio de tais crimes infames ordeno que o tenente Enslin seja expulso do acampamento amanhã de manhã com anúncio público e alto para nunca mais voltar.” (Informações de William Federer.)

No outro extremo, a Arábia Saudita não concede nenhuma liberdade aos homossexuais e, além disso, os mata.

Então, antes de atacar cristãos alegadamente “homofóbicos” que não matam homossexuais, desafio The Advocate e seus apoiadores a viajar para a Arábia Saudita e protestar no próprio local contra os muçulmanos homofóbicos que matam homossexuais. Eles deveriam levantar cartazes chamando o ditador saudita de criatura asquerosa. Em seguida, eles deveriam voltar aos EUA para relatar se eles tiveram sucesso — é claro, se conseguirem sair vivos da Arábia Saudita.

Versão em inglês deste artigo: Reading the Far Left: Left-Wing Wingnuts Call Conservatives What They Are

Fonte: www.juliosevero.com

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O esquerdista, o direitista e o bolo

Reconhecendo acertadamente o Rev. Moon e seu ex-culto à personalidade entre conservadores americanos, mas não vendo outro messias descarado emergindo

Julio Severo

Como pode o movimento conservador dos EUA ser propenso a falsos messias? Aliás, como pode um homem que conhece muito bem a influência de um falso messias entre conservadores dos EUA não ter nenhuma visão para ver outro messias emergindo com ambições oportunistas e ocultistas entre conservadores católicos e protestantes?

Vários anos atrás, tive longas conversas com um evangélico americano perturbado que me disse como o movimento conservador evangélico nos EUA era apóstata e a evidência era a influência do Rev. Moon, um falso messias descarado, entre eles, principalmente por causa de seu poder e recursos financeiros financiando e “ajudando-os.”

Aliás, a influência do Rev. Moon era tão incontestável que o maior jornal conservador dos EUA, o Washington Times, estava nas mãos dele.

Rev. Moon

O evangélico perturbado, que é membro do Instituto Inter-Americano (IIA), estava certo. De acordo com suas próprias palavras nas conversas, ele ajudou a fundar o IIA e a convidar e trazer mentes inteligentes para o IIA.

O homem influente do IIA é John Haskins.

Entretanto, sua visão, que era afiada com relação aos líderes evangélicos “apóstatas” recebendo dinheiro do messias falso, era míope com relação aos assuntos e realidade interna do IIA.

O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, que é diretor do IIA, dificilmente é superado pelo Rev. Moon no que se refere a esoterismo, ocultismo e messianismo megalomaníaco.

Carvalho fundou no Brasil a primeira escola de astrólogos uns 30 anos atrás. Uma entrevista de Carvalho no jornal O Globo, publicada em 25 de maio de 2000, intitulada “Filósofo Acidental” disse dele:

“Durante um tempo, [Olavo de Carvalho] dedicou-se aos estudos islâmicos — aprendeu árabe e recita trechos do Alcorão — e ganhou um prêmio na Arábia Saudita em 1985 por um livro de 200 páginas (não publicado) sobre Maomé, no qual usou os conhecimentos da simbólica medieval para interpretar episódios da vida do profeta. Pratica o cristianismo, mas afirma que ficaria à vontade para professar o islamismo. Isso porque, na sua opinião, cristianismo, islamismo e judaísmo têm no fundo o mesmo objetivo. A existência de Deus é para Olavo uma obviedade suprema, a base fundadora de tudo.”

A entrevista foi mantida por 17 anos no site pessoal de Carvalho, mas foi imediatamente removida depois da publicação do meu artigo “O que atrai Olavo de Carvalho aos Estados Unidos?

Hoje, Carvalho diz descaradamente em português: “O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.”

Apesar disso, os membros evangélicos do IIA não sabem ler e entender os absurdos e até a linguagem suja dele, pois ele as expressa somente em português.

A diatribe anti-evangélica dele é descarada por sua ingratidão. Mesmo se rotulando como “católico” (que ficaria à vontade para professar o islamismo), ele não quis permanecer no Brasil, a maior nação católica do mundo. Em vez disso, ele escolheu autoexílio, vivendo como imigrante na nação mais evangélica do mundo, ainda que ele despreze o protestantismo. Sua incoerência flagrante me levou a escrever: “O que atrai Olavo de Carvalho aos Estados Unidos?

Quanto a Haskins, sua alma perturbada vê as igrejas evangélicas como “apóstatas,” mas é incapaz de ver semelhante enganosidade e desonestidade espiritual no imigrante autoexilado brasileiro que ele escolheu para dirigir o IIA.

Por que ele não consegue ver em Carvalho a mesma fraudulência que ele acertadamente viu no Rev. Moon e seu movimento conservador nos EUA?

Carvalho o tem financiado assim como o Rev. Moon alegadamente, de acordo com as palavras de Haskins, financiou líderes evangélicos americanos? Carvalho comprou o silêncio dele?

Haskins sabe que Carvalho está errado em questões importantes. Em 2013, quando Carvalho começou a me xingar e atacar depois que discordei dele por causa da defesa estridente dele acerca do revisionismo da Inquisição, Haskins, que também quietamente discordou de Carvalho nessa questão, magnificamente me ajudou a escrever um artigo intitulado “Um ativista pró-vida pode defender a Inquisição?” Muitas ideias no artigo, inclusive uma comparação entre a indústria do aborto e a Inquisição, vieram diretamente de Haskins, que apesar disso não queria crédito por suas ideias extraordinárias. Ele preferiu o anonimato.

Carvalho não é um megalomaníaco menos fanfarrão do que foi o Rev. Moon, principalmente no que se refere a um conservadorismo exótico. O alegado “anticomunismo” de Carvalho veio do que ele aprendeu na Escola Tradicionalista, que misturava conservadorismo antimarxista com ideias da Nova Era. A Escola Tradicionalista foi fundada pelo esotérico islâmico René Guénon, e Carvalho foi um dos principais introdutores desse feiticeiro e suas ideias da Nova Era no Brasil. Além disso, ele traduziu para o português um dos livros de Guénon.

A espiritualidade de Carvalho é sincrética, assim como sincréticos são geralmente os católicos do Brasil. Esse é o motivo por que o espiritismo, o esoterismo, a astrologia, as ideias da Nova Era e as religiões afro-brasileiras são tão populares entre católicos brasileiros. É de admirar então a popularidade de Carvalho entre católicos direitistas sincréticos do Brasil?

Mas não só católicos sincréticos estão sendo afetados por suas ideias. Fábio Blanco, um dos seguidores evangélicos mais apaixonados de Carvalho, até mesmo chamando-o de “pai” no Dia dos Pais, produziu dois textos reveladores em maio de 2017. Num, intitulado “O Cientista e o Ocultista,” ele disse: “O ocultista é apena um cientista.” Em outro, intitulado “O esoterismo e os princípios reformados,” ele se queixou: “Na ótica protestante há apenas uma divisão simples: crentes e não-crentes. Falar em esoterismo, neste contexto, torna-se impossível.”

Em sua busca de conhecimento conservador, ele foi tragado por uma gnose sedutora que o afastou do conhecimento da Bíblia e do genuíno conservadorismo que a Bíblia produz em seus leitores.

A influência “filosófica” de Carvalho exala esoterismo em seus seguidores católicos e evangélicos, afastando-os da Bíblia e levando-os mais e mais até ele e suas ideias gnósticas.

Como é que Haskins não consegue discernir tal influência?

Haskins é um homem muito inteligente e tem um discernimento valioso, mas sua visão mal-orientada, talvez danificada por interesses escusos, o tem impedido de ver em Carvalho o mesmo conservadorismo oportunista e espiritualmente prejudicial que ele vê no Rev. Moon.

Contudo, se ele pode aceitar Carvalho com seu histórico ocultista, misterioso e suspeito, por que ele não pode aceitar Pat Robertson, Matt Barber, Scott Lively e outros líderes evangélicos excelentes? Eles não são apóstatas.

Um homem que professa ser cristão e não vê o “conservadorismo” espiritualmente sincrético, ocultista e prejudicial de Carvalho pode estar em sério estado de apostasia e, certamente, sua visão espiritual está defeituosa.

Se Robertson, Barber, Lively e outros líderes evangélicos americanos estão num poço de apostasia, onde está Carvalho? Onde está Haskins?

Jesus disse:

“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo.” (Mateus 23:24 NVI)

Haskins vem coando “mosquitos” evangélicos americanos e engolindo um camelo esotérico brasileiro!

Se, como acredita Haskins, a influência do Rev. Moon no movimento conservador dos EUA foi prejudicial, que tipo de influência ele acha que Carvalho tem tido no movimento conservador católico do Brasil?

Como explicar que o homem que está certo sobre o falso messias nos EUA escolheu não ver o messianismo conservador exótico num imigrante autoexilado pseudo-católico do Brasil?

Se a influência de Carvalho nos brasileiros católicos é prejudicial, por que Haskins está trabalhando para estendê-la aos EUA?

Recentemente, Carvalho lançou um filme exaltando a si mesmo — um culto à personalidade que é uma conduta típica de marxistas e falsos messias como o Rev. Moon, que era tão conservador e anticomunista quanto Carvalho alega ser. Conscientemente ou não, Haskins tem trabalhado para estender aos EUA essa versão brasileira de culto à personalidade ao fazer propaganda do IIA.

O filme foi produzido graças às doações dos olavetes, que seguem Carvalho como os moonies seguem o Rev. Moon e fazem tudo o que ele lhes manda. A propósito, um dos moonies brasileiros mais proeminentes é José Osvaldo de Meira Penna, que é profundamente conectado a Carvalho.

Heloisa de Carvalho Martin Arribas, filha de Carvalho, tem publicamente exposto, num post de Facebook de 27 de junho de 2017, que não houve nenhuma prestação de contas pelas doações, acrescentando que “quem pega dinheiro de pessoas honestas e as engana é no mínimo vigarista.”

Não muito diferente do passado. Alunos da antiga escola de astrólogos processaram seu professor, Carvalho, por estelionato.

Não muito diferente do Rev. Moon, que também foi processado por estelionato.

Evidentemente, Carvalho não é tão famoso, nos EUA e internacionalmente, quanto o Rev. Moon. Mas o que Haskins está esperando para ver nele a mesma fraudulência e culto à personalidade que ele vê no Rev. Moon?

Se o novo messias ficar famoso nos EUA, será graças ao IIA e Haskins.

No entanto, uma iniciativa de conscientização pode ajudar. Quase dez anos atrás, lancei uma campanha bem-sucedida no Brasil sobre a influência danosa do Rev. Moon entre líderes conservadores evangélicos, até mesmo na Frente Parlamentar Evangélica. Muitos evangélicos foram avisados.

Eu também havia sido convidado por moonies para ser parte de seu movimento, com ofertas tentadoras, e sua tentação especial foi um convite oficial para eu escrever no jornal Washington Times. Recusei os convites, pois não posso trabalhar para falsos messias.

Que minha nova iniciativa de conscientização, sobre um messias emergente, seja útil para evangélicos no Brasil.

Versão em inglês deste artigo: Recognizing Rightly Rev. Moon and His Former Personality Cult Among U.S. Conservatives, But Not Seeing Another Blatant, Emerging Messiah

Fonte: www.juliosevero.com

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Julio Severo

Nos Estados Unidos, desde seu nascimento, defender o casamento entre homem e mulher era normal. Defender o casamento entre um homem e outro homem era completamente anormal e abominável.

Aliás, por milhares de anos, essa foi a normalidade universal para sociedades saudáveis. Só sociedades doentes aceitavam a anormalidade homossexual, e não duravam muito.

Entretanto, hoje é diferente. Hollywood e boa parte do sistema americano, afrontando suas origens protestantes, impõe universalmente a anormalidade da homossexualidade como um exemplo positivo no mundo inteiro. A anormalidade homossexual tem sido generalizada na sociedade americana.

Empire State, antigo prédio que já foi o mais alto do mundo, honrando a sodomia

Nenhuma nação na terra vem engrandecendo tanto a sodomia quanto os EUA têm feito. Grandes instituições americanas, desde Hollywood até o Departamento de Polícia de Nova Iorque e até a Microsoft, Apple, Google, Amazon e outras empresas mega-capitalistas, estão engajadas em engrandecer a sodomia. (Até viaturas policiais de Nova Iorque têm honrado a sodomia.)

Viatura policial de Nova Iorque honrando a sodomia

Os EUA podem durar muito usando sua hegemonia e supremacia cultural, econômica e militar para engrandecer a sodomia?

Se você defende o casamento entre homem e mulher no Congresso dos EUA, você é rotulado de anormal e sua opinião pró-família é tratada como abominável na grande mídia americana. A capital dos EUA está abandonando o verdadeiro casamento e suas tradições, inclusive sua antiga tradição protestante de defesa do casamento e família.

Hotel de Trump em Chicago honrando a sodomia

Em contraste, Moscou, que em anos comunistas defendia o ateísmo e a destruição da família russa, vem lutando para resgatar a defesa do verdadeiro casamento e sua Igreja Ortodoxa Cristã.

Você pode ser moralmente linchado nos EUA se você protestar contra a anormalidade do “casamento” gay, principalmente no Congresso dos EUA. Você não é livre para tratar o “casamento” gay como anormal e criminalmente doente nos EUA. Mas você é livre para tratar o casamento natural como anormal.

Embaixada dos EUA na Índia honrando a sodomia

Em contraste, na Rússia se você protestar contra a anormalidade do “casamento” gay, principalmente no Kremlin, você não é moralmente linchado; você é louvado. Você é livre para tratar o “casamento” gay como anormal e criminalmente doente na Rússia. Mas você é não livre para tratar o casamento natural como anormal.

A Rússia não inventou a defesa do casamento natural. Está só continuando uma tradição longa e universal.

One World Trade Center honrando a sodomia

Os EUA não inventaram a defesa do “casamento” gay. Estão só defendendo o que antigas sociedades doentes foram incapazes de defender por muito tempo. Não faz mais nenhuma diferença: Com Obama e com Trump, os EUA engrandecem a sodomia.

Sodoma engrandeceu a sodomia, mas a sodomia não engrandeceu Sodoma.

A Bíblia diz:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” (Levítico 18:22 NVI)

“O que aconteceu com Sodoma e Gomorra e as cidades próximas é um exemplo para nós do castigo de fogo eterno. As pessoas dessas cidades sofreram o mesmo destino que o povo de Deus e os anjos sofreram, pois cometeram pecados sexuais e se engajaram em atividades homossexuais.” (Judas 1:7 GWV)

A sodomia veio do “pecado de Sodoma” — a homossexualidade.

Consulado dos EUA no Japão honrando a sodomia

Os EUA, que tinham a Bíblia como seu principal Livro de orientação em seus primeiros dias, sabem que Sodoma foi julgada e destruída por Deus pelo pecado da sodomia e como exemplo para sociedades que desejassem engrandecer a sodomia.

Como o presidente Donald Trump espera engrandecer os EUA quando a sociedade e a cultura americana estão honrando o pecado que destruiu Sodoma?

Os EUA podem engrandecer a sodomia nacional e internacionalmente, e os EUA já estão fazendo isso por meio de Hollywood e do Departamento de Estado. Mas a sodomia nunca engrandecerá os EUA.

Se até mesmo a Rússia pode ter sua postura ortodoxa cristã contra o “casamento” gay, por que os EUA não podem ter sua postura protestante tradicional?

Os EUA não precisam seguir o exemplo russo antissodomia. Os EUA podem seguir o exemplo de George Washington e outros grandes líderes cristãos americanos que desprezavam a sodomia como repugnante.

Se os EUA querem ser grandes, deveriam desprezar o pecado de Sodoma como repugnante e seguir o Livro amado pelos primeiros americanos.

Com fotos do DailyMail.

Versão em inglês deste artigo: What Will America Gain by Making Sodomy Great?

Fonte: www.juliosevero.com

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Julio Severo

Breitbart e BarbWire foram acusados de serem “homofóbicos.” Sei o que é isso, pois estou acostumado com tais ataques. Between The Lines News, uma publicação gay no estado de Michigan, nos EUA, fez uma seleção na última semana (em sua publicação impressa e online): “Criatura Asquerosa da Semana: Julio Severo.” (Originalmente publicado em sua versão impressa em 15 de junho de 2017, Edição 2524, Between The Lines News.)

Sua razão para nomear Julio Severo uma “criatura asquerosa”? Between The Lines News disse:

“Num artigo de 12 de junho no Barbwire, um site em homenagem à sua capacidade exclusiva de fazer o cérebro de uma pessoa pensante sangrar, Severo escreve: ‘O movimento homossexual se tornou ativo no Brasil por efeito cultural direto dos EUA, inclusive suas políticas e Hollywood.’”

A página homossexual americana de Facebook “Pride USA” (Orgulho EUA) postou: “Creep of the Week: Julio Severo,” que traduzido significa “Criatura Asquerosa da Semana: Julio Severo.” (Link: http://archive.is/LEI72)

Se a acusação de Between The Lines News é local e alcança só pessoas em Michigan, outros ativistas homossexuais asseguraram que Julio Severo e outros “extremistas direitistas” não escapem da atenção nacional e internacional.

Num artigo intitulado “Reading the Far Right: Homophobia, Veiled and Overt” (Entendendo a Extrema Direita: Homofobia, Encoberta e Pública), The Advocate focou em Breitbart e BarbWire e seus colunistas. Breitbart e BarbWire são sites proeminentes entre conservadores americanos.

The Advocate é a maior revista gay dos Estados Unidos e é, em suas próprias palavras, a “Principal Fonte Mundial de Notícias para o Público LGBT.”

Há um movimento de extrema direita “homofóbica” nos Estados Unidos? De acordo com The Advocate, o Breitbart e o BarbWire são dois exemplos de extremismo direitista americano.

O problema que The Advocate vê em Breitbart:

“O Breitbart, que afirma não adotar a homofobia (essa afirmação é questionável, e certamente é cheia de transfobia), está fazendo o argumento de que o movimento de direitos LGBT costumava ser bom, mas decaiu, virando insanidade esquerdista.”

The Advocate também disse:

“A conversão da parada do orgulho gay na cidade de Los Angeles em marcha anti-Trump no domingo marcou o fim concreto do movimento de direitos gays,” escreveu Joel B. Pollak, editor sênior no Breitbart. “Outrora, o movimento de direitos gays defendia a tolerância: daí a bandeira do arco-íris, que é um símbolo não só de orgulho, porém também de aceitação. Mas a mensagem no domingo foi que conservadores lésbicos, gays, bissexuais, transgêneros e queer (LGBTQ) não são bem-vindos nesse espectro — e estão, aliás, ajudando o inimigo.”

Pollak argumentou que o movimento mudou “de uma força para libertação para uma ferramenta de repressão.”

A postura do Breitbart, de defender homossexuais supostamente “conservadores” que não são bem-vindos no movimento homossexual, não é conservadora ou mesmo cristã. Mesmo assim, The Advocate deu um jeito de encontrar “muita homofobia pública” em sua “leitura da mídia de extrema direita” — o Breitbart!

The Advocate tem muita dificuldade de acusar o Breitbart de ser de “extrema direita,” se isso significa “conservador extremo,” pois um dos ex-editores do Breitbart, Milo Yiannopoulos, é assumidamente homossexual.

O Breitbart teria muita dificuldade de se rotular como conservador, pois o conservadorismo americano genuíno, principalmente o conservadorismo evangélico (que é o conservadorismo mais predominante nos EUA), não vê nada de conservador no homossexualismo.

A ideia do Breitbart de que o movimento de direitos LGBT costumava ser bom é absurda. Desde os dias de Alfred Kinsey, que tinha intenções maliciosas e ajudou o movimento homossexual mais de 60 anos atrás com seus “estudos” sexuais maliciosos (e seu embuste de “10 por cento da população são homossexuais,” expostos como exagerados pela Dra. Judith Reisman), intenção maliciosa é parte integral do histórico da agenda gay. Então o Breitbart está terrivelmente enganado acerca de sua opinião sobre a homossexualidade.

Qual é então o problema de The Advocate com o BarbWire?

The Advocate disse:

“Para uma olhada na ideologia da direita religiosa homofóbica e transfóbica, basta só uma visita ao BarbWire, que tem como objetivo oferecer uma cosmovisão bíblica. O BarbWire publicou uma coluna na semana passada escrita por Robert Oscar Lopez, apresentando o velho aviso de que os indivíduos LGBT estão resolutamente tentando ‘recrutar’ crianças.”

The Advocate está certo sobre o BarbWire oferecendo uma cosmovisão bíblica. Sem tal cosmovisão, não existe conservadorismo real. E, sim, o movimento homossexual está sempre espreitando crianças. Ou nos esquecemos de como eles ficam revoltados quando os pais tentam proteger seus próprios filhos contra a homossexualidade predatória?

Em 2013, a Rússia aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. O inferno (Obama e seu Departamento de Estado maligno) se desencadeou em cima da Rússia. Houve revolta em massa de ativistas homossexuais nos EUA e Europa. A revolta deles fez parecer que a Rússia havia aprovado a pena capital para homossexuais.

Depois da proibição, The Advocate anunciou de modo sarcástico que sua Personalidade do Ano para 2014 foi Vladimir Putin, visto por Patheos, um site ateísta americano, como “o presidente horrendamente homofóbico da Rússia e um oponente assumido de tudo o que é pró-LGBT.”

Para ativistas homossexuais nos EUA e Europa, uma lei proibindo a propaganda homossexual para crianças equivale a matar homossexuais! O movimento homossexual não consegue se ver longe de crianças.

Até mesmo hoje, Putin é atacado só por causa dessa proibição. No domingo passado, uma das maiores paradas do “orgulho” gay do mundo em São Paulo representou, de modo debochado, Putin como “drag queen.”

Em 2014, quando participei de um evento pró-família no Kremlin, Moscou, os participantes americanos estavam temerosos porque os ativistas homossexuais dos EUA estavam pressionando o Departamento de Estado de Obama para investigá-los por causa de sua participação nesse evento. Afinal, a Rússia estava sofrendo sanções de Obama e seu governo esquerdista.

Não muito mudou. O Departamento de Estado de Trump aumentou as sanções de Obama contra a Rússia e reconheceu junho como Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual, Transgênero e Intersexual (LGBTI) — continuando a tradição do Departamento de Estado de Obama.

O governo americano não mudou em sua defesa dos interesses homossexuais contra a Rússia, que tem mantido sua lei proibindo a propaganda homossexual para crianças.

O que foi que Robert Oscar Lopez disse que enfureceu The Advocate? Ele disse “que recrutar crianças para adquirirem a identidade LGBT, e então trancá-las nessa identidade, é fundamental para a sobrevivência da comunidade LGBT.”

Uma lei proibindo tal recrutamento é fundamental, mas as táticas coercivas homossexuais americanas, inclusive com assistência governamental, têm castigado a Rússia de forma implacável. Com tal atitude, o governo dos EUA claramente mostra que nunca vai proteger as crianças contra a homossexualidade predatória.

The Advocate também disse:

“Em outra coluna publicada pelo BarbWire na semana passada, o professor de teologia John Barber (não está claro se ele é parente de Matt Barber, fundador do site) afirmou que não existe tal coisa como cristão gay — até mesmo um indivíduo gay que se abstém de colocar em prática os desejos de mesmo sexo, ele disse, não pode ser um cristão real, pois Jesus teria removido esses desejos. ‘Sem a quebra do domínio do pecado, o quadro do cristão gay equivale à visão de um unicórnio,’ escreveu Barber.”

Esse conceito é rejeitado até mesmo por algumas denominações cristãs que não aprovam relacionamentos de mesmo sexo, tais como a Igreja Católica Romana e a Igreja Mórmon, que dizem que um indivíduo gay, lésbico ou bissexual pode ser fiel à doutrina de sua igreja permanecendo celibatário.

Pausa. Se a Igreja Católica realmente acredita assim, isso explica os números enormes de padres católicos homossexuais abusando de meninos! The Advocate acrescentou:

É também certamente contrário às experiências dos que se identificam como gays e cristãos. E algumas denominações cristãs grandes têm uma aceitação muito maior, com a Igreja Episcopal, a Igreja Presbiteriana dos EUA, a Igreja Luterana Evangélica nos EUA e outras oferecendo casamentos na igreja para duplas de mesmo sexo.

Ao que tudo indica, The Advocate ignora a palavra apostasia, que é guiada por uma cosmovisão maligna e doente. The Advocate ignora que o autor da apostasia e a aceitação da homossexualidade entre igrejas cristãs é Satanás e seus demônios. The Advocate também ignora que o Autor de toda condenação da homossexualidade na Bíblia não é o homem. É Deus.

Gosto muito da cosmovisão bíblica do BarbWire. Lamentavelmente, o Breitbart não tem tal cosmovisão.

A cosmovisão de The Advocate? Sua inspiração vem do mesmo autor que causa apostasia entre igrejas cristãs.

Além disso, The Advocate não se esqueceu de mim. Ele disse:

Oh, e ainda outro colaborador do BarbWire, Julio Severo, gastou uma coluna recente [veja o artigo em português neste link] denunciando fortemente o secretário de Estado Rex Tillerson por reconhecer junho como o Mês do Orgulho LGBT. E ainda que Trump não tenha feito uma proclamação oficial de Mês do Orgulho Gay ou agendado uma recepção para isso (como Obama fez todos os anos de sua presidência), Severo viu Trump como cúmplice da temida “agenda homossexual.”

“Os mesmos princípios homossexuais que guiaram a diplomacia dos EUA sob Obama agora guiam a diplomacia dos EUA sob Trump,” escreveu Severo “A única diferença é que enquanto Obama dava apoio verbal sobre esses princípios, Trump dá apoio tácito, permitindo que seu próprio governo fale por ele. Se o ditado ‘quem cala consente’ está correto, o ‘silêncio’ de Trump é uma mensagem.”

Oh, e por “princípios homossexuais” ele parece querer dizer a condenação da perseguição anti-LGBT no mundo inteiro. “Obama usava o governo dos EUA para conduzir o mundo, por seu mau exemplo, a aceitar o estilo de vida homossexual como normal,” Severo comentou. “Por apoio tácito ou explícito, o governo de Trump está conduzindo o mundo no mesmo mau exemplo.” Severo também deu credibilidade ao estereótipo estimulado por ódio de que os gays espreitam crianças.

Se condenei o Departamento de Estado de Obama por sua propaganda homossexual, por que eu deveria poupar o Departamento de Estado de Trump pela mesma propaganda?

Com relação a um “estereótipo de que os gays espreitam crianças,” o “conservador” gay Milo Yiannopoulos perdeu seu emprego como editor do Breitbart depois que seus interesses na pedofilia foram expostos.

Homossexuais, até mesmo homossexuais “conservadores,” têm um interesse especial em crianças. Yiannopoulos provou isso.

Se não houvesse nenhuma conexão entre homossexualidade e abuso sexual de meninos, a Igreja Católica não teria nenhum escândalo de padres homossexuais abusando de meninos.

Esta não é a primeira vez que The Advocate me ataca. Em 2011 The Advocate me criticou porque defendi uma criança e sua mãe biológica contra uma predadora homossexual. Você pode ler a notícia toda aqui: “Maior revista gay do mundo: nada de compaixão e tolerância para uma ex-lésbica e sua filha.”

Entretanto, qual é a razão de The Advocate para apresentar BarbWire e Breitbart como “extrema direita”? Uns 40 anos atrás uma publicação conservadora contratando o homossexual assumido Milo Yiannopoulos como editor seria vista como extremista de esquerda.

A cultura americana mudou e apodreceu tanto que os homossexualistas ficaram excessivamente exigentes. Quarenta anos atrás, você era rotulado de esquerdista e homossexualista se você tão somente apoiasse o “casamento” gay sem adotar todos os outros dogmas do evangelho homossexual.

Hoje, se você adota todos os dogmas homossexuais, inclusive sobre “casamento” e adoção de crianças por duplas gays, mas discorda de táticas homossexuais coercivas, você é rotulado de “extremista de direita,” “fascista” e “nazista.” Para a cosmovisão torpe de The Advocate, se você não apoia totalmente, em todos os pontos, a agenda gay, você não é amigo. Você é inimigo. Essa realidade é também aplicável a Trump, que tem deixado seu Departamento de Estado promover propaganda homossexual, mas ele discorda de táticas homossexuais coercivas. Trump virou inimigo não porque ele combate a agenda gay (que de fato ele não combate), mas só porque ele não está satisfazendo a todos os desejos dos homossexualistas e sua agenda.

Ainda que o Breitbart e Trump contratem milhares e milhares de cópias de Milo Yiannopoulos, Peter Thiel e outros homossexuais “conservadores,” The Advocate e outros ativistas da extrema esquerda continuarão acusando-os de “homofóbicos,” “extremistas de direita,” “fascistas” e, evidentemente, seu rótulo insultante favorito: “nazistas.”

A propósito, de acordo com o escritor e professor alemão Lothar Machtan, em seu livro “O Segredo de Hitler” (Editora Objetiva, 2001), Adolf Hitler era homossexual. Em seu livro “The Pink Swastika,” que significa “A Suástica Rosa” (Veritas Aeterna, 1995), o escritor Scott Lively argumenta que muitos líderes nazistas eram homossexuais.

Hitler e seu movimento nazista eram o que o movimento homossexual nos EUA é hoje. Opressivos, repressivos e ditatoriais. Mas eles acusam os conservadores reais do que os homossexualistas são.

Discordo da postura comprometedora do Breitbart contra a agenda gay e concordo com a postura bíblica do BarbWire, mas se para The Advocate “extrema direita” significa radicalismo contra os homossexuais e se o BarbWire e o Breitbart, que não matam homossexuais nem apoiam a matança deles, são de “extrema direita,” o que são a Arábia Saudita e outras nações islâmicas que matam homossexuais?

Se The Advocate está preocupado com radicalismo real contra os homossexuais, deveria fazer uma lista de nações islâmicas que matam homossexuais. Deveria pressionar Trump e seu Departamento de Estado a fazer com a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas que matam homossexuais exatamente o que o Departamento de Estado de Obama fez com a Rússia e o que o Departamento de Estado de Trump está fazendo com a Rússia: sanções, sanções e mais sanções.

Contudo, Obama não teve tal preocupação. Trump também não tem. E o que The Advocate tem feito? Depois de condenar o BarbWire e o Breitbart, e poupar todas as nações islâmicas, The Advocate condenou a NRATV — o canal de vídeo online da Associação Nacional do Rifle — e outros canais conservadores por dizerem que um muçulmano cometeu o pior atentado terrorista contra homossexuais americanos — o massacre a tiros na boate gay Pulse em Orlando em 12 de junho de 2016.

Se não foi um muçulmano, quem foi? O BarbWire e o Breitbart? Julio Severo?

Para The Advocate, é impossível que muçulmanos sejam responsáveis por atentados terroristas contra homossexuais? Em contraste, é impossível que o BarbWire e o Breitbart não sejam culpados de “homofobia”?

Isso é insanidade e hipocrisia pura: Condenar o inocente e poupar o culpado!

Trump precisa entender o que Obama não entendia: a natureza intrinsecamente desonesta e nazista do movimento homossexual.

Ele precisa da cosmovisão do BarbWire, não da cosmovisão do Breitbart, guiando seu governo. E ele deveria impedir seu governo de fazer o que Obama fazia: ameaçar a Rússia por causa de sua lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças.

Putin está certo. A Rússia está certa. Uma lei que proíbe a propaganda homossexual para as crianças é necessária.

O BarbWire e sua cosmovisão bíblica estão certos. Uma lei proibindo o recrutamento de crianças para a identidade LGBT é fundamental.

No entanto, embora a Rússia sob Putin tenha implementado com êxito sua lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças, o governo de Trump e seu Departamento de Estado não têm dado nenhum espaço para implementar a cosmovisão bíblica conservadora do BarbWire para proibir o recrutamento de crianças para a identidade LGBT.

Trump precisa do BarbWire em seu governo. Se ele adotar o BarbWire e sua cosmovisão bíblica, The Advocate certamente o nomeará Personalidade do Ano.

Os cristãos conservadores o nomearão Protetor das Crianças para sempre!

A cosmovisão do Breitbart, que aceita a ilusão de uma homossexualidade conservadora, é insuficiente para derrotar a cosmovisão de extrema esquerda de The Advocate e sua perversão gay encoberta e pública. Mas a cosmovisão do BarbWire, que é bíblica, não de extrema direita, é mais que suficiente.

Versão em inglês deste artigo: Reading the Far Left and Its Attack on Breitbart and BarbWire: Gay Perversion, Veiled and Overt

Fonte: www.juliosevero.com

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