Trump é um agente da KGB?

Cliff Kincaid, um católico que vê abundantes conspirações russas em toda crise e problema neste mundo e fora dele, escreveu vários artigos contra o que ele vê como um “romance” entre Trump e Putin. Ele sistematicamente denuncia Putin e agora denuncia o candidato presidencial republicano Donald Trump também.

No ano passado, Kincaid publicou um artigo sugerindo que o escritor evangélico Don Hank estava recebendo dinheiro russo para apoiar Putin. Seu colega brasileiro Olavo de Carvalho concordou plenamente, e publicou o artigo de Kincaid em português em seu site Mídia Sem Máscara, e ousei publicar minha resposta aqui: Neocons, a Inquisição, russofobia e mentiras

Talvez, de acordo com o raciocínio deles, Hank poderia ser um agente da KGB. Eles poderiam também acusar que Hank é um “agente do Trump” ou que ele recebe dinheiro do Trump, pois Hank é um apoiador entusiástico do Trump.

Nesse ponto, discordo de Hank. Ainda que eu apoie as opiniões de Trump sobre a Rússia e a OTAN, e eu apoie fortemente a postura dele de que os imigrantes muçulmanos deveriam ser banidos, não estou à vontade com seu histórico “conservador” e “pró-vida” e com suas mudanças repentinas de posturas.

Kincaid tem tido uma opinião coerente sobre Putin e Trump (Putin é mal puro e qualquer um que o apoie é mau também). Mas o que seu amigo brasileiro, que foi entrevistado por ele algum tempo atrás, está fazendo apoiando Trump? Olavo, que igualmente vê abundantes conspirações russas em toda crise e problema e apoiou totalmente o ataque ao Hank pró-Putin e pró-Trump, endossou publicamente Trump pró-Putin.

Se isso não é hipocrisia, então o que é?

Kincaid nos EUA e Olavo no Brasil têm feito a marca registrada de seu trabalho acusar a Rússia de todo mal possível e acusar que seus apoiadores são igualmente maus. Angela Merkel e o Papa Francisco estão abrindo as portas da Europa para uma invasão islâmica? Kincaid e Olavo têm uma resposta muito simples: Uma conspiração russa, especialmente a KGB, está por trás disso!

Qual é o sentido ou honestidade de Olavo apoiar Trump? Se seu raciocínio fosse sincero, por que não apoiar Don Hank para presidente também?

Kincaid e Olavo têm um problema com o Hank pró-Putin e com o Pat Buchanan pró-Putin. Mas por que Olavo não tem problema com o Trump pró-Putin?

Buchanan apoia Trump, e ele tem muitas razões para fazer isso, porque tradicionalmente Buchanan se opõe à elite neocon e Trump tem assumido uma postura contra essa elite. De forma semelhante, Hank se opõe à elite neocon.

Olavo tem muitas razões para acusar Trump de ser um “agente da KGB.” Se defender Putin é razão suficiente para fazer tal acusação (e ele e seu site Mídia Sem Máscara fazem uso abundante de tais acusações contra escritores conservadores pró-Rússia), por que poupar só Trump?

A propósito, Olavo se opõe a Buchanan, que tem a mesma postura sobre a Rússia e a OTAN que Trump tem. Mas enquanto Buchanan tem um histórico conservador sólido (católico tradicionalista, pró-vida, ex-candidato presidencial republicano, ex-assessor do presidente conservador Ronald Reagan, colunista do WND), Olavo tem um histórico esotérico nebuloso, em particular, seguindo o “conservadorismo” da Filosofia Tradicionalista ou Perene de René Guénon, um feiticeiro islâmico que costumava predizer tendências e eventos políticos. A primeira tradução para o português de um livro do Guénon foi feita pelo Olavo.

A razão que Olavo tem para apoiar Trump parece ser sua boca suja. Se você acha que Trump usa linguagem suja, você não viu Olavo se expressando em português. Ele faz uso público abundante e constante de tal linguagem, sempre em português e nunca em inglês. Possivelmente, ele espera que uma vitória de Trump lhe dê mais liberdade de usar na cultura conservadora americana a mesma linguagem suja e ofensiva esquerdista que ele usa dia a dia, hora a hora, para se comunicar com sua audiência brasileira, principalmente por meio do Facebook.

Ele desculpa sua língua porca como uma “estratégia” porque, de acordo com ele, Vladimir Lênin a usou com sucesso para propagar o marxismo soviético, e ele espera alcançar o mesmo sucesso empregando a mesma linguagem e truques sujos para propagar seu “conservadorismo.” Aliás, “conservadorismo” de boca imunda é a marca registrada dele no Brasil. Mas sua “estratégia,” alegadamente uma arma contra socialistas, é também usada para atacar conservadores brasileiros que ele sente ameaçam suas opiniões. Quando eu, um evangélico conservador, discordei dele acerca da Inquisição católica, que ele diz que não torturava judeus e protestantes pelo “crime” de opiniões diferentes, a boca porca dele não me poupou nenhum abuso, insulto e difamação.

Qualquer indivíduo que discorde da boca suja e opiniões dele (inclusive sobre uma suposta Inquisição anestésica) é visto e tratado por ele como inimigo mortal.

Ainda que ele acuse que a Inquisição é uma invenção dos evangélicos americanos, ele vive nos EUA. Ele deixou o Brasil, o maior país católico do mundo, mais de 10 anos atrás.

Uma vitória de Trump revelará para os EUA o real Olavo boca suja que ele é em português? Não sei.

Talvez ele esteja apoiando Trump porque ele previu uma vitória de Trump. Antes de escolher se apresentar como filósofo conservador que prediz tendências e eventos políticos, ele era um famoso astrólogo (e fundador e diretor da primeira escola de astrologia do Brasil) que predizia tendências e eventos políticos. Então é muito comum seus seguidores bocas sujas dizerem hoje “Mestre Olavo predisse essa e aquela tendência e evento político.”

Mas isso desculpa o fato de que ele não está acusando Trump de ser um “agente da KGB”?

Não sei se Cliff Kincaid é um católico boca suja. Só sei que ele é coerente acerca de sua oposição a Putin, Rússia e Trump pró-Putin. É por causa de sua coerência que ele jamais poderia apoiar Don Hank para presidente. Mas não sei onde está a coerência de Olavo quando ele condena o Buchanan e o Hank pró-Putin e pró-Trump e ao mesmo tempo endossa Trump pró-Putin.

Não sei se os neocons têm boca suja, mas certamente eles têm mente suja, e obsessivamente anti-Rússia.

As duas marcas registradas de Olavo o alinham e o alienam de Trump. Suas opiniões anti-russas estridentes o alienam de Trump. Sua boca suja estridente o alinha a Trump.

Se uma linguagem suja e ofensiva esquerdista não fosse tão importante para ele, ele certamente estaria acusando Trump de ser um “agente da KGB.”

Versão em inglês deste artigo: Is Trump a KGB Agent?

Fonte: www.juliosevero.com

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Metodista Hillary Clinton defende Israel por causa de valores socialistas mútuos

Julio Severo

Hillary Clinton, a candidata presidencial do Partido Democrático com mais chances de ganhar, é muito aberta sobre o fato de que a vida inteira ela foi membro da Igreja Metodista Unida, mas ela tem estado em conflito com os líderes de sua denominação porque ela se opõe às posturas anti-Israel oficialmente defendidas pela Igreja Metodista Unida.

Em resposta a uma carta das Federações Judaicas da América do Norte pedindo que ela denunciasse o Movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, ela escreveu:

Mais de três décadas atrás, meu marido Bill e eu fizemos nossa primeira viagem a Israel, andamos pelas ruas antigas da Velha Cidade de Jerusalém e nos apaixonamos por esse país e seu povo. Israel virou um lugar especial para nós, e tenho sorte de ter tido muitas oportunidades para retornar e fazer muitos amigos queridos ali durante os anos.

Como senadora e secretária de Estado, vi como é crucial que os Estados Unidos defendam Israel em todas as ocasiões. Eu me opus a dezenas de resoluções anti-Israel na ONU, no Conselho de Direitos Humanos e em outras organizações internacionais. Condenei o tendencioso Relatório Goldstone, deixando claro que Israel precisa de liberdade para se defender como qualquer outro país. E me assegurei de que os Estados Unidos bloqueassem as tentativas palestinas na ONU de declarar unilateralmente [a Palestina] como estado. Muitas vezes, não importa por qual meio, deixei claro que os EUA sempre defenderão Israel. Se eu tiver sorte o suficiente para ser eleita presidente, os Estados Unidos reafirmarão que temos um interesse nacional forte e eterno na segurança de Israel.

É por causa de meu compromisso de muitos anos com o povo israelense e com a segurança de Israel que estou escrevendo para expressar minha oposição ao Movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções, ou “BDS,” a campanha mundial para isolar o Estado de Israel eliminando as transações comerciais e acadêmicas. Sei que vocês concordam que precisamos tornar a oposição ao BDS uma prioridade, e que precisamos trabalhar juntos — independente do partido e com a ajuda de líderes diversos — para reverter essa tendência com informações e conscientização, e revidar tentativas adicionais de isolar e deslegitimar Israel. Seria um erro grave os Estados Unidos abandonarem suas responsabilidades, ou cederem o manto de liderança da paz e segurança mundial para outra nação. O Estado de Israel é um milagre dos tempos modernos — uma flor vibrante no meio de um deserto — e precisamos nutri-lo e protegê-lo.

Creio que o BDS busca punir Israel e ditar como os israelenses e palestinos devem resolver as questões principais de seu conflito. Esse não é o caminho da paz. Estou convencida de que a segurança a longo-prazo e o futuro de Israel como um Estado judaico dependem de haver dois estados para dois povos. Mas só dá para se realizar isso por meio de negociações diretas entre israelenses e palestinos; não dá para se impor isso do exterior ou por meio de ações unilaterais. Como secretária de Estado, convoquei a última rodada de conversações diretas entre líderes israelenses e palestinos; sei como isso será difícil, mas é um esforço no qual eu me empenharia como presidente.

Israel é uma democracia vibrante numa região dominada pela autocracia, e enfrenta ameaças à sua existência e sobrevivência. Lutar por Israel não envolve apenas política para mim; é um compromisso pessoal com a amizade entre dois povos e nossa visão de paz e segurança. Particularmente numa época em que o antissemitismo está crescendo no mundo inteiro, precisamos repudiar as iniciativas violentas de difamar e minar Israel e o povo judeu. O antissemitismo não tem lugar em nenhuma sociedade civilizada — não nos EUA, não na Europa e não em qualquer outro lugar. Nunca devemos nos cansar de defender a legitimidade de Israel, expandindo laços de segurança e economia e avançando nossa aliança ao próximo nível.

Por favor saibam que sou grata por seu trabalho, e que estou pronta para ser parceira de vocês enquanto envolvemos todas as pessoas de boa fé — independente de sua persuasão política ou suas opiniões sobre pormenores políticos — para explicar por que a campanha BDS é contraproducente para a busca da paz e prejudica israelenses e palestinos.

Hillary tem sido muito contundente sobre seu apoio a Israel e sua oposição ao BDS. Mas sua Igreja Metodista Unida se opõe à “ocupação” de Israel na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental. Sua denominação também se opõe à construção de colônias judaicas na Cisjordânia, chamando-as de “ilegais.” Agora, sua denominação quer apoiar o BDS.

O Movimento BDS tem recebido o apoio de grandes denominações protestantes dos EUA, inclusive a Igreja Unida de Cristo e a Igreja Presbiteriana dos EUA.

O apoio de Hillary a Israel é bom, mas a postura dela de dois estados como solução — a mesma solução seguida pelo republicano conservador pró-vida George W. Bush — para Israel e a “Palestina” na Terra Prometida para os judeus é um absurdo, de uma perspectiva bíblica.

Mas por que a Hillary esquerdista difere de outros esquerdistas e também de sua denominação esquerdista? É um fato que nem todos os esquerdistas são iguais. Por exemplo, muitos socialistas pró-aborto e pró-homossexualidade no mundo todo que se opõem à Israel ignoram o fato de que o socialismo é bem-vindo em Israel, que tem uma das leis de aborto mais liberais do mundo. Além disso, Israel é o único país do Oriente Médio que tem paradas e privilégios homossexuais.

Então é natural que Hillary, que é pró-aborto e pró-homossexualismo, apoie Israel. O socialismo dela não é diferente do socialismo da maioria dos judeus americanos, que prefere qualquer candidato socialista a candidatos conservadores.

Em sua primeira eleição em 1980, Ronald Reagan ganhou 39% dos votos dos judeus. Em sua reeleição de 1984, ele conseguiu ganhar apenas 31%. Em comparação, o socialista Barack Obama ganhou surpreendentemente 78% dos votos dos judeus em 2008, ainda que Obama seja mais pró-islamismo e anti-Israel do que Reagan.

Lamentavelmente, Hillary provavelmente receberá enorme apoio dos eleitores judeus americanos, porque eles se identificam com o socialismo dela, inclusive suas posturas de aborto e homossexualidade.

Essa aliança socialista nem sempre é boa. Na União Soviética, até o fim de sua vida Vladimir Lênin apoiou os judeus, que por sua vez o apoiaram. Josef Stálin também apoiou os judeus, inclusive liderando sua União Soviética como o primeiro país a reconhecer oficialmente o nascimento do Estado de Israel em 1948. Mas mais tarde ele começou a atormentá-los e persegui-los.

Hillary pode ser uma espécie de Lênin do sexo feminino, disposta a impor o aborto e a sodomia no mundo inteiro e a apoiar a apostasia socialista dos judeus. Aliás, quando uma mulher se considera cristã metodista, mas apoia o aborto e a sodomia, ela mesma está na mesma apostasia socialista.

Com informações da revista Charisma.

Versão em inglês deste artigo: Methodist Hillary Clinton Defends Israel because of Shared Socialist Values

Fonte: www.juliosevero.com

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Rápida islamização da Europa, com ajuda cristã

Julio Severo

Um muçulmano esquerdista que apoia o “casamento” homossexual foi eleito o primeiro prefeito islâmico de Londres, a capital da Inglaterra e uma das cidades mais importantes do Ocidente.

Sadiq Khan, o primeiro prefeito islâmico de Londres

Sadiq Khan, o novo prefeito muçulmano de Londres, disse: “Esta eleição não foi sem polêmica e estou muito orgulhoso que os londrinos tenham hoje escolhido a esperança acima do medo e a unidade acima da divisão.”

Um muçulmano ensinando “unidade” para uma nação com um passado e maioria cristã?

A vitória eleitoral dele foi celebrada numa cerimônia multi-denominacional numa catedral anglicana acompanhada de líderes protestantes, católicos e judeus.

G.M. Davis, que é doutor em filosofia pela Universidade Stanford e autor do livro “House of War: Islam’s Jihad Against the World” (Casa da Guerra: a Jihad do Islamismo contra o Mundo), chamou a vitória de Khan histórica numa reportagem do WND (WorldNetDaily). E ele avisou acerca das opiniões supostamente esquerdistas de Khan:

“Embora Khan se anuncie como esquerdista e evite posturas islâmicas ortodoxas tais como a lei xariá, apesar disso ele representa o primeiro passo na crescente presença política do islamismo na Europa tanto dentro quanto fora dos canais políticos convencionais. Um candidato muçulmano esquerdista com o tempo abrirá o caminho para candidatos mais ortodoxos que defendem o islamismo e tudo o que ele representa: poligamia, brutalidade contra mulheres e homossexuais, repressão de grupos religiosos não muçulmanos e todas as marcas registradas da xariá que desfiguraram a história do islamismo durante os séculos.”

O recenseamento de 2011 registrou que em cada oito residentes de Londres um é muçulmano e mais de um terço da população da cidade era de imigrantes.

Esses números não incluem os que nasceram para imigrantes não-brancos ou muçulmanos. Para explicar esse caso especial, entrevistei o professor Rodney Atkinson, um líder conservador britânico que tem dado palestras em universidades e reuniões públicas na Inglaterra e em toda a Europa. Ele escreveu vários livros e ocasionalmente dá assessoria para ministros e parlamentares, desde 1981. Atkinson, cujo irmão é o ator Rowan Atkinson (o famoso “Mr. Bean”), dirige o site conservador britânico Free Nations (Nações Livres): http://freenations.net/

Ele disse:

A principal razão por que Khan ganhou em Londres foi demografia. Londres não é mais uma cidade britânica. Os “britânicos” não brancos compõem cerca de 53% da população de Londres. Khan (representando o Partido Trabalhista que vem comprando os votos dos imigrantes obrigando o resto dos cidadãos a pagar por sua imigração em massa) obteve 57% dos votos.

Primeiro, perdemos Londres demograficamente. Agora a perdemos politicamente. Em seguida, a perderemos culturalmente. Então por língua.

Só os muçulmanos perfazem 6% da população (oficialmente) [da Inglaterra. Mas] as gangues muçulmanas têm estuprado e cometido agressões sexuais contra milhares de crianças britânicas brancas em Rotherham, Oxford e outros lugares por pelo menos 2 décadas. Como um estuprador paquistanês de crianças disse para a mãe de umas meninas estupradas: “Elas são lixo branco. É só para isso que elas servem.” (Programa BBC Radio 4 Today de 19 de setembro de 2014.)

E Jack Straw, ministro do Interior do Partido Trabalhista, disse que as gangues muçulmanas veem as crianças como “fontes fáceis de prazer.”

O governo de Tony Blair e as autoridades locais do Partido Trabalhista nessas localidades acobertaram deliberadamente os estupros.

Em 2001 uma pesquisadora do Ministério do Interior em Rotherham foi enviada para ministrar um curso de “conscientização sobre etnia e diversidade,” sob a orientação de que ela “jamais, nunca” deveria revelar suas pesquisas de que estupros de crianças em escala em massa estavam sendo cometidos na cidade e os culpados eram principalmente gangues de homens muçulmanos.

Obviamente dava para escrever um livro sobre esse mal. Mas nunca na história do mundo um país— e um partido político, principalmente o Partido Trabalhista — presidiu a destruição cultural e demográfica de sua própria capital.

  1. M. Davis disse que os políticos ocidentais podem continuar a ignorar a questão de imigrantes, mas tais mudanças demográficas radicais revolucionarão a política em todo o continente europeu.

A vitória de Khan ocorre num momento em que seu Partido Trabalhista está sendo assolado por uma crise de antissemitismo. Vários de seus membros foram suspensos por postagens antissemitas nas mídias sociais. O ex-prefeito de Londres Kevin Livingstone, um membro irascível do Partido Trabalhista apelidado de “Ken Vermelho,” foi recentemente suspenso depois que ele alegou que Adolf Hitler apoiou o sionismo antes do Holocausto.

“O próprio islamismo é profundamente anti-judeu,” acusou Davis.

Enquanto Khan está celebrando sua vitória islâmica em Londres, na Arábia Saudita os cristãos não têm nenhuma razão para celebrar. Um prefeito cristão de Meca numa cerimônia em sua maior mesquita? Isso está totalmente fora de cogitação. Cristãos e judeus não têm permissão de viver na Arábia Saudita.

Por que escolher então como prefeito de Londres o representante de uma ideologia religiosa que é campeã de perseguição e assassinato mundial de cristãos e judeus?

O candidato conservador Zac Goldsmith disse que Khan e seu Partido Trabalhista (de orientação socialista) consideraram terroristas muçulmanos como seus amigos e isso prejudicaria os esforços da polícia para impedir outro ataque em Londres, 11 anos depois que 52 londrinos morreram em explosões suicidas em três vagões de metrô e num ônibus cometidas por muçulmanos. O apelo de Goldsmith, acompanhado de uma foto do ônibus destruído, foi ignorado.

Michael Fallon, ministro da Defesa da Inglaterra, disse que Khan colocaria a segurança de Londres em risco. Seu aviso foi também ignorado e até desprezado pelos meios de comunicação de massa.

Até mesmo o primeiro-ministro David Cameron, um conservador com posturas esquerdistas, condenou as ligações de Khan com extremistas islâmicos no plenário do Parlamento britânico. Seus avisos foram ignorados.

A insanidade politicamente correta está tão generalizada na cultura inglesa que até mesmo o Partido Conservador não é tão conservador e muito menos cristão. Importantes ativistas muçulmanos nesse partido expressaram indignação com o conservador Goldsmith, dizendo que seus ataques contra Khan eram “racistas” e “intolerantes.”

Sadiq Khan, que defendeu legalmente um terrorista muçulmano que teve parte no ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 e era membro da al-Qaeda, se torna como prefeito de Londres um dos muçulmanos mais poderosos do mundo.

Então escolher um muçulmano é escolher “a unidade acima da divisão,” uma vitória contra o “racismo” e “intolerância”?

Essa união, que não existe em nações islâmicas, vem sendo defendida pelo Papa Francisco, que aceitou o prestigioso Prêmio Internacional Charlemagne (Carlos Magno) por promover a unidade europeia com invasores imigrantes muçulmanos.

Ecoando o famoso discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King, Francisco ofereceu sua visão de uma Europa que acolhe os imigrantes muçulmanos.

A chanceler alemã Angela Merkel louvou Francisco por enviar “mensagens muito claras.”

O papa disse que a Igreja Católica Romana pode desempenhar um papel no “renascimento de uma Europa” com maior presença muçulmana.

Antes da cerimônia, Francisco teve uma reunião privada com Merkel, assim como com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu e recebedor do Prêmio Charlemagne anterior; Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão da União Europeia; e Donald Tusk, presidente do Conselho da União Europeia.

Juncker louvou o papa por acolher refugiados muçulmanos em Roma consigo no final de sua recente visita à Grécia, deixando claro que o papa deu o exemplo para a Europa seguir.

O Prêmio Charlemagne, que consiste de uma medalha e menção honrosa, é concedido anualmente a personalidades que contribuíram para a unidade europeia. Ganhadores anteriores incluem o ex-presidente americano Bill Clinton, um notório ativista pró-aborto, e o Papa João Paulo II, um famoso ativista pró-vida.

Em seu livro “And Into The Fire: Fascist Elements in Post War Europe and the Development of the EU” (Entrando no Fogo: Elementos Fascistas na Europa Pós-Guerra e o Desenvolvimento da União Europeia), Rodney Atkinson diz que o Prêmio Charlemagne tem conexões originais com os nazistas e seus esforços para unificar a Europa. Os nazistas, que eram unidos com muçulmanos antissemitas, eram também antissemitas. Uma Europa unificada com uma população muçulmana maior será uma Europa muito mais antissemita, um sonho nazista se realizando.

Charlemagne, ou Carlos Magno (742-814 A.D.), foi um imperador europeu que para manter a Europa unida fez muitas guerras, inclusive contra muçulmanos. Se o papa e os londrinos estivessem seguindo sua unidade europeia, estariam combatendo, não apoiando, invasores muçulmanos.

Uma verdadeira defesa e unidade da Europa talvez pudesse ser realizada pela OTAN, mas essa organização está ocupada demais combatendo a fantasia de uma União Soviética que não mais existe, enquanto multidões de muçulmanos invadem a Europa, ganham o coração do papa, são eleitos como prefeito de uma das capitais mais importantes da Europa e mudam seu panorama cultural e religioso.

Esse é o preço de um papa, Europa e OTAN indo atrás de fantasias.

Com a bênção do papa, a Europa está sob islamização. A Europa não sabe mais o que é e o que será. Mas os invasores islâmicos sabem sua missão, independente se os europeus se importam ou não.

Com informações do WorldNetDaily, DailyMail, Associated Press e Middle East Forum.

Versão em inglês deste artigo: Fast Islamization of Europe, with Christian Assistance

Fonte: www.juliosevero.com

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A guerra religiosa entre CIA e KGB na América Latina

Como os EUA apoiaram o avanço protestante contra a Teologia da Libertação promovida por bispos católicos e pela KGB

Julio Severo

A guerra de informação e desinformação da União Soviética e Estados Unidos nos tempos da Guerra Fria não se limitou apenas à esfera política na América Latina. De acordo com dois blogueiros católicos, enquanto a União Soviética apoiava o avanço da Teologia da Libertação, os EUA apoiavam o avanço dos evangélicos e pentecostais.

A União Soviética via a Igreja Católica na América Latina como aliada natural da ideologia marxista e os EUA viam as igrejas evangélicas e pentecostais, que sempre tiveram uma tendência de resistência ao marxismo, como os aliados naturais do governo americano.

Em seu artigo intitulado “La Expansión del Protestantismo Fue Parte del Plan de Guerra de la CIA para América del Sur” (A expansão do protestantismo foi parte do plano de guerra da CIA para a América do Sul), o blogueiro católico Jorge Rondón Santos cita um memorando de 1969 dirigido ao presidente Richard Nixon. O memorando, escrito pelo político republicano Nelson Rockefeller, evangélico batista e vice-presidente dos EUA, disse sobre a América Latina: “A Igreja Católica deixou de ser um aliado de confiança dos Estados Unidos.” Essa informação é confirmada por Wade Clark Roof, na página 84 de seu livro “World Order and Religion” (Ordem Mundial e Religião), publicado em 1991 por SUNY Press. Roof era então professor de religião e sociedade no departamento de estudos religiosos da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, EUA.

Santos disse que Rockefeller e o governo americano apoiaram o avanço protestante na América Latina. A estratégia deles era fazer oposição à Teologia da Libertação promovendo igrejas protestantes que eram rivais da Igreja Católica.

Santos usa como exemplo especial a Guatemala, que de acordo com ele será o primeiro país de maioria evangélica da América Latina. Ele afirma que para fazer oposição a um catolicismo revolucionário devocional, o plano do governo americano foi impulsionar as missões protestantes, “que com um discurso de ‘pão e dólar’ atraíram para si milhares de pessoas pobres nos campos e nas cidades que buscavam poder espiritual.”

José Efraín Ríos Montt, ex-militar e ex-presidente da Guatemala, usava, durante seu governo, a cadeia nacional de rádio e televisão aos domingos para pregar e afirmar que o povo guatemalteco era o “povo eleito” e acusando a Igreja Católica de ser “colaboradora do marxismo,” reclamou Santos. Montt era membro da Igreja Pentecostal Verbo.

A ligação entre missões protestantes e CIA ficou mais exposta na década de 1980, quando vários governos militares latino-americanos expulsaram o Instituto Linguístico de Verão (ligado à Wycliffe Bible Translators), acusando seus missionários de serem agentes da CIA. O governo militar brasileiro, apesar de ser antimarxista e ser bastante pró-EUA, não queria tal intrusão de espiões missionários, especialmente na região amazônica, desconfiando que esses missionários, que eram financiados pelos Rockefellers (empresários capitalistas inescrupulosos), estavam de olho nas riquezas naturais da Amazônia.

Na época, achei uma grande injustiça o governo militar expulsar os missionários americanos e escrevi uma carta de apoio ao Instituto Linguístico de Verão. Eu apoio ainda o trabalho deles, mas só anos mais tarde é que vim a tomar conhecimento, mediante fontes americanas e brasileiras, de que de fato havia e há no Brasil missionários americanos ligados à CIA.

Embora tenha sido muito útil o apoio financeiro, estratégico e logístico de Nelson Rockefeller ao avanço evangélico e pentecostal na América Latina para contra-atacar o avanço esquerdista religioso vindo da Igreja Católica, não se pode deixar de notar também que ele estava por trás do infame NSSM 200, ou Relatório Kissinger, documento secreto do governo dos EUA, elaborado em 1974, que tratava da preservação dos recursos de outros países para os interesses dos EUA tendo como foco a redução populacional desses países. O propósito dessa redução era enfraquecer a oposição aos interesses dos EUA.

O efeito danoso da estratégia de Rockefeller no NSSM 200 é que a meta de redução populacional não atingia somente católicos esquerdistas, mas também os evangélicos e pentecostais que ele dizia apoiar e que foram igualmente vítimas de propaganda e políticas de redução populacional disfarçadas de “planejamento familiar.”

O único acerto de Rockefeller foi identificar a Teologia da Libertação como ameaça. De acordo com o blogueiro católico americano esquerdista Mike Rivage-Seul, em seu artigo “The First Religious War of the 21st Century” (A primeira guerra religiosa do século XXI): “O Relatório Rockefeller de 1969 já identificava a Teologia da Libertação como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos… O governo [de Ronald Reagan] deu atenção ao aviso, e respondeu de forma tanto militar quanto ideológica.”

De acordo com Rivage-Seul, havia um acordo em que Ronald Reagan ajudaria o Papa João Paulo II na campanha contra o comunismo na Polônia e, em troca, o papa ficaria em silêncio com relação às campanhas americanas contra os católicos esquerdistas latino-americanos. A colaboração papal aconteceu também com a substituição gradual de bispos pró-Teologia da Libertação por bispos conservadores. Mas passadas mais de três décadas, grande ainda é o número de bispos católicos pró-Teologia da Libertação. As substituições foram insuficientes.

A própria luta anticomunista de João Paulo II era imperfeita, pois ele era grande apoiador de Yasser Arafat, fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), entidade islâmica de caráter terrorista que lutava contra o Estado de Israel. Nessa luta, o Vaticano estava mais à vontade com a OLP, que promovia uma versão palestina da Teologia da Libertação.

Hoje, o Vaticano sob o Papa Francisco está muito mais alinhado com a ideologia esquerdista, tendo autorizado o processo de beatificação de Dom Hélder Câmara, fundador da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e patrono da esquerda católica no Brasil.

Como se não bastasse o esquerdismo predominante no catolicismo brasileiro, missionários católicos americanos que vinham ao Brasil traziam a mesma ideologia. Em 2005, foi assassinada no Brasil a freira americana Dorothy Stang, que era adepta da Teologia da Libertação. Alegadamente, ela foi assassinada por atividades políticas e ambientalistas no Brasil desde a década de 1970.

Diante do cenário de guerra religiosa durante a Guerra Fria em que a União Soviética usava os católicos e os EUA usavam os evangélicos e pentecostais, estranha-me então que um blogueiro católico brasileiro tenha dito que “o marxismo é produto do protestantismo,” quando a realidade é que a região mais católica do mundo, a América Latina, tem sido em grande parte um celeiro e aliado do marxismo, enquanto o protestantismo, especialmente as versões pentecostais, tem em grande parte resistido ao marxismo.

Outro católico brasileiro afirma que a primeira sociedade totalitária (de linha marxista) da Idade Moderna foi o protestantismo em Genebra sob Calvino.

Contudo, ao considerar o crescimento populacional latino-americano, especialmente do Brasil, como ameaça à segurança nacional dos EUA, Nelson Rockefeller e o governo dos EUA, conforme evidenciado no NSSM 200, prejudicaram tanto católicos pró-marxismo quanto evangélicos antimarxismo.

O NSSM 200 foi produzido por um governo republicano dos EUA, o governo de Richard Nixon, durante o qual o aborto foi nacionalmente legalizado nos EUA desde a concepção até o parto, em 1973. Aliás, Rockefeller também era do Partido Republicano, que supostamente é conservador e não quer intromissão nos assuntos internos das outras nações.

Embora tenha trazido grandes benefícios para os evangélicos e pentecostais da América Latina (não na questão de controle populacional), a luta desses republicanos de mentalidade mundana em nada ajudou a mudar o destino dos EUA, que têm como atual presidente Barack Obama, muçulmano de criação e posteriormente discipulado numa igreja protestante negra da Teologia da Libertação.

Além disso, o governo americano não deu apoio somente a protestantes (e também católicos) antimarxistas. Durante o governo de Jimmy Carter, que era batista progressista (esquerdista), grande foi o apoio americano ao Conselho Mundial de Igrejas (composto de protestantes esquerdistas) e bispos católicos brasileiros. Documentos colhidos pelo governo de Carter contra o governo militar brasileiro foram usados dois anos atrás pelo governo de Obama para ajudar Dilma Rousseff no fortalecimento de seu governo socialista contra tentativas militares de desestabilizá-la. Mas a desestabilização, e principalmente o impeachment dela, está vindo exatamente de pentecostais, inimigos tradicionais do marxismo e amigos e aliados de governos americanos que sejam honestamente conservadores.

Aliás, pentecostais podem ser amigos e aliados de qualquer governo, independente se americano ou não, que seja honestamente conservador. Se um governante de hoje ousar resistir à tendência politicamente correta de valorizar abortos e “casamentos” gays, ele terá apoio de cristãos conservadores, especialmente pentecostais.

A guerra religiosa de hoje não é mais entre CIA e KBG. Não é mais entre União Soviética e EUA. Agora, é entre valores pró-vida e imposições pró-aborto; valores pró-família e imposição de “casamentos” gays. Os pentecostais estão mais que dispostos a apoiar o lado certo dessa guerra.

Mas os católicos do Brasil, o maior país católico do mundo, continuam confusos ao serem liderados há décadas por uma maioria de bispos pró-Teologia da Libertação.

Os tempos mudaram. Não há mais uma União Soviética. Mas o governo dos EUA, sob Obama, poderia estar mais do que disposto a tirar vantagem da confusão deles, uma confusão que está também tragando os pentecostais cada vez mais hipnotizados pelas versões protestantes da Teologia da Libertação.

Marco Feliciano: Olavo de Carvalho é como um “verdadeiro profeta”

Julio Severo

Em recente discurso (https://youtu.be/K91sq9HEJK8) no Congresso Nacional, o deputado federal Marco Feliciano, que é também pastor da Assembleia de Deus, exaltou Olavo de Carvalho, dizendo que ele durante os últimos 20 anos vaticinou como um “verdadeiro” profeta.

Os olavetes não perderam tempo e proclamaram seu mestre como “o homem que está salvando o Brasil.” Toda essa adoração só porque o homem vaticinou contra o marxismo?

Em 1926, um austríaco alertou a Alemanha inteira contra o marxismo. Diferente do Olavo, que não está preso, esse austríaco alertou diretamente da prisão. Ele vaticinou:

Marxismo: veneno mortal.

A face feia do marxismo.

A democracia no Ocidente hoje é o precursor do marxismo. A democracia oferece um terreno propicio, no qual consegue desenvolver-se a epidemia [marxista].

O problema mais importante que confronta a Alemanha: o marxismo.

Expressei pela primeira vez a convicção de que a questão do futuro da nação alemã é a questão da destruição do marxismo.

Uma praga como o marxismo.

A obra de destruição do marxismo, a sua propaganda envenenadora, cega o povo.

O marxismo tem que ser aniquilado.

O marxismo marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins.

Esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo.

Ele vaticinou certo? Sem dúvida alguma. Os alertas dele demonstraram exatidão, e ele poderia ser considerado muito mais “profeta” do que o Olavo, pois o austríaco alertou acertadamente sobre o marxismo muito antes de o Olavo nascer.

Ele era um “verdadeiro” profeta? Não. De acordo com o Rev. Erwin W. Lutzer, em seu livro “A Cruz de Hitler,” esse austríaco estava envolvido no mesmo problema do Olavo: ocultismo. Seu nome era Adolf Hitler. Esse austríaco, que era católico, conseguiu enganar muitos católicos e evangélicos usando a luta contra o marxismo soviético.

Então, em suas vaticinações, previsões e premonições contra o marxismo, o austríaco não foi um verdadeiro profeta, mas um verdadeiro astrólogo.

Feliciano declarou que tudo o que o Olavo disse sobre política nos últimos 20 anos aconteceu. Mas ele de fato leu tudo o que o Olavo escreveu nos últimos 20 anos? Ele leu cada livro e artigo que o Olavo escreveu nos últimos 20 anos? Se leu, como ele não conseguiu notar a vasta literatura esotérica do Olavo nesse mesmo período? Como ele não viu as aulas de astrologia e esoterismo dele?

Entretanto, o que mais choca é ouvir Feliciano exaltando o Olavo como um “verdadeiro” profeta. O que o Olavo era exatamente 20 anos atrás? Ele era um “verdadeiro” profeta? Não. Ele era um adepto da astrologia. Ele já foi também presidente de uma instituição de astrologia (confira aqui: https://youtu.be/-XDFh_eLgPI) e foi um dos primeiros promotores de uma espécie de espiritismo islâmico (conforme a filosofia tradicionalista ou perenialista do bruxo islâmico René Guénon). Ele chegou a ganhar um prêmio do governo da Arábia Saudita por uma biografia de Maomé que ele escreveu.

Essas questões do Olavo foram denunciadas anos atrás por um escritor católico tradicionalista já falecido.

Antes de ter um curso de filosofia, Olavo já tinha um curso de astrologia e alquimia, com a mesma sedução sobre os alunos.

O que a Bíblia tem a dizer sobre astrologia? De acordo com Daniel 1:20; 2:2, 10, 27, o astrólogo (cuja palavra original em hebraico é “ashshaph” e significa “encantador”) é alguém que professa ver, com a ajuda de “deuses,” acontecimentos futuros através da aparência das estrelas. Essa prática era comum na Babilônia, onde o profeta Daniel estava. A astrologia é proibida por Deus. Confira Deuteronômio 4:19; 18:10 e Isaías 47:13. Os “deuses” da astrologia são na verdade demônios.

Na antiga Babilônia, astrologia (ocultismo) andava de mãos dadas com a política.

Encantador é alguém que encanta, seduz, fascina, cativa, maravilha e enfeitiça. Pela sua experiência espiritual, Olavo tem vasto conhecimento e prática dessas técnicas, pois fazem parte da função do astrólogo.

O Michaelis-Moderno Dicionário de Língua Portuguesa diz que “astrólogo” é sinônimo de “encantador, feiticeiro e mago.”

Existe farto material, escrito pelo próprio Olavo, que mostra suas afinidades espirituais. O mistério é como evangélicos têm sucumbido a esse tipo de encantamento. Há casos até de pastores que se converteram para o peculiar catolicismo pró-Inquisição dele depois de se tornarem alunos do curso dele. Isso de fato é encantamento.

Chamar o Olavo, nessas condições, de “verdadeiro” profeta é igualar o papel de um encantador ou astrólogo (que “vê” o futuro por meios desaprovados por Deus) ao papel de um homem de Deus que recebe revelações de Deus. É uma comparação incompatível.

Nesse ponto, preciso perguntar: Onde está o discernimento espiritual do Feliciano, que é pastor assembleiano? Em 2002, grandes líderes evangélicos apoiaram o PT porque não tinham nenhuma visão profética. Será que hoje foram para o extremo oposto, achando que alguém é “verdadeiro profeta” apenas por ser contra o PT, que lhes pode preencher a falta de visão com uma visão “encantadora”?

O PT encantou e enganou. Mas mesmo sendo contra o PT, a astrologia, de acordo com a Bíblia, está intimamente ligada a encantamento e feitiçaria. E encantado Feliciano está, proclamando no Congresso que é aluno do Olavo e recrutando outros para o curso “encantador” de filosofia

Encantador, que na Bíblia é o astrólogo, é alguém que encanta, seduz, fascina, cativa, maravilha e enfeitiça. Essas técnicas, que parecem estar fazendo efeito em Feliciano, poderão induzir ao erro multidões de jovens evangélicos.

E a Bíblia é bem clara que a filosofia pode induzir a erros:

“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.” (Colossenses 2:8 NVI)

“Certifique-se de que nenhum predador transforme você em vítima por meio de alguma filosofia enganadora e ilusão vazia com base em tradições fabricadas por meros seres humanos mortais. A fonte dessa filosofia e ilusão está nos princípios que se originam neste mundo e não no Ungido (por isso, não deixe as conversas deles capturarem você).” (Colossenses 2:8 The Voice Bible)

O título de “verdadeiro profeta” cai bem em quem guia espiritualmente o povo de Deus a caminhos indicado por Deus, mas Feliciano deu publicamente, sem a permissão de Deus, a etiqueta de “verdadeiro” profeta a um homem que durante 20 anos se guiou pela astrologia e pelo ocultismo.

Quando o profeta Daniel estava entre os astrólogos e feiticeiros da Babilônia, ele era cabeça, não cauda. Mas Feliciano tem se feito de cauda e colocado Olavo como cabeça. Ele inverteu o que não podia ser invertido.

Outra questão intrigante é que Feliciano denunciou publicamente que a aula que ele ia fazer do Olavo sofreu ataques de instituições governamentais. Como ele pode saber disso? Por que ele não pede uma investigação oficial da Polícia Federal no site do Olavo para averiguar se foi ou não?

Acima de tudo, por que um pastor assembleiano chamaria de “verdadeiro” profeta um astrólogo que desculpa a Inquisição católica, que torturava e matava judeus e evangélicos, chegando ao ponto de dizer que essa instituição assassina foi invenção dos evangélicos dos EUA? Se era invenção, por que o Papa João Paulo 2 pediu perdão por ela, inclusive igualando os crimes dela aos crimes do nazismo e comunismo?

Olavo tem defendido um revisionismo onde existiu, só na imaginação dele, uma Inquisição anestésica que não permitia que as vítimas judias e protestantes sentissem dores na hora da execução, quando fatos históricos comprovam que a morte dos condenados era lenta e atroz.

Ao tratar publicamente o Olavo como “verdadeiro profeta,” Feliciano deixou claro para o povo de Deus que esse homem tem a aprovação de Deus em tudo o que fala e faz. Isso é incoerente do ponto de vista da Bíblia.

Se Feliciano tivesse dito que o Olavo é um grande astrólogo, tendo fundado uma escola e curso de astrologia no Brasil, seria coerente e verdade. A especialidade do Olavo é premonições e previsões.

A propaganda que Feliciano anda fazendo do Olavo só contribui para ampliar o desejo do homem pelo monopólio e hegemonia do conservadorismo brasileiro, embora algumas de suas atitudes denunciem um anticonservadorismo estridente.

Sua atitude de xingar conservadores o desqualifica totalmente de ser conservador nos EUA, que retêm o melhor padrão de conservadorismo do mundo. O conservadorismo americano rejeita palavrões.

A atitude dele de rejeitar e xingar sumariamente conservadores discordantes o coloca à vontade entre antidemocráticos, não entre democráticos. Nesse sentido, cai-lhe muito bem defender e desculpar a Inquisição, cuja especialidade era torturar e matar judeus e protestantes discordantes.

Sua atitude de se vangloriar perpetuamente de que durante os últimos 20 ou 30 anos ele “previu” todos os problemas marxistas do Brasil (tal qual o austríaco “previu” os mesmos problemas na Alemanha) é a mais intrigante: Nesse passado, Olavo estava mergulhado até o pescoço no esoterismo e astrologia.

A astrologia na verdade não tem capacidade de ver nada no futuro. O que os espíritos sussurram mentalmente para seus adeptos envolvidos em esoterismo e astrologia e que parece previsão (mas de fato não é) é o que eles pretendem fazer no futuro. E isso pode ou não pode acontecer.

Claro que se o Olavo tiver um real encontro com Jesus, as previsões, premonições e sussurros em sua mente darão lugar às revelações do Espírito e talvez a um chamado de profeta. Nesse ponto, Feliciano poderá chamá-lo de “irmão” e “verdadeiro profeta.” Antes disso, tudo é ilusão.

Fonte: www.juliosevero.com

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A hipocrisia do PayPal

Julio Severo

A empresa PayPay se comprometeu a parar a expansão de seus serviços na Carolina do Norte, EUA, depois que o governador desse estado sancionou uma lei para proteger mulheres e crianças contra predadores homossexuais não permitindo que homens biológicos usem os banheiros e vestiários femininos.

Em resposta ao boicote do PayPal, no Facebook Franklin Graham, filho do lendário evangelista Billy Graham, disse: “O PayPal merece o prêmio de hipócrita do ano!… O PayPal atua em países inclusive Arábia Saudita, Nigéria e Iêmen, pelo amor de Deus. Só no mês passado o PayPal anunciou que estava se expandindo em Cuba, um país em que indivíduos homossexuais e transgêneros são presos, torturados e executados.”

O boicote do PayPal contra a Carolina do Norte, a terra de Billy Graham, não faz sentido, já que o PayPay não tem nenhuma política de boicote contra a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas que prendem, torturam e matam homossexuais.

Uma hipocrisia “pequena” acaba levando a uma hipocrisia maior. A hipocrisia do PayPal começou em 2011, depois de uma campanha internacional contra dez ativistas pró-família, inclusive contra mim, Julio Severo. A campanha nos acusou de “homofobia,” o PayPal aceitou suas mentiras e fechou minha conta definitivamente. A campanha foi orquestrada pela organização homossexualista americana AllOut, denunciada pelo WND (WorldNetDaily), que fez a manchete: PayPal coloca escritor cristão na lista negra.

O PayPal nunca parou seus serviços para a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas num boicote contra a “homofobia” deles. Fui visado exclusivamente por causa de meus valores e posturas cristãs.

A resposta oficial do PayPal em meu caso foi muito hipócrita. Para mim, o PayPal explicou que estou desqualificado para receber doações de meus amigos e leitores porque “você não é uma organização registrada sem fins lucrativos”. Para AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa.”

Desde 2011, tenho sido impedido de receber doações de meus amigos por meio do PayPal.

Numa classificação dos dez maiores ataques aos cristãos em 2011, a Comissão Anti-Difamação de Cristãos, com sede nos EUA, classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011, conforme saiu na revista Charisma.

Versão em inglês deste artigo: The Hypocrisy of PayPal

Fonte: www.juliosevero.com

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Marco Feliciano exalta Olavo de Carvalho no Congresso Nacional

Julio Severo

Na madrugada de sábado, num discurso na Comissão de Impeachment do Congresso Nacional, o Dep. Marco Feliciano disse que Olavo de Carvalho “tem aberto a mente de um sem-número de pessoas no Brasil.”

Enquanto Feliciano exalta Olavo, Olavo exalta… o catolicismo. Mas não o catolicismo vivido e praticado por bons líderes católicos pró-família, que acreditam que é possível discordar sem xingar. Contrariando esse catolicismo, Olavo tem xingado bispos e cardeais de nomes sujos.

Aliás, em 2013, enquanto as esquerdas estavam atacando Feliciano por ter sido nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Olavo estava, em vídeo, qualificando o deputado assembleiano de “burro, despreparado, soberbo e irresponsável.” Apesar de tudo, Feliciano ainda pode se dar por feliz por não ter sido xingado por nenhum nome sujo.

Na mesma mensagem de vídeo, Olavo diz que Feliciano erra por não entender que movimento homossexual não tem nada a ver com conduta homossexual. É um assunto no qual Olavo tem pouco ou nenhum conhecimento correto, pois antes de existir o movimento homossexual organizado que vemos hoje, a Bíblia já condenava categoricamente a conduta homossexual, enquanto que Olavo dá a entender que é uma conduta que vai durar milênios e que por isso não deveríamos nos preocupar.

Mesmo que estupro, assassinato, adultério e outros pecados durem milênios, a responsabilidade do homem de Deus é pregar contra o pecado, enfatizando que no Evangelho há libertação e salvação.

Há pessoas muito mais qualificadas do que o Olavo para tratar da questão entre movimento homossexual e conduta gay. Scott Lively, que é pastor pentecostal e jurista americano, é autor do livro “A Suástica Rosa,” que denuncia o movimento gay moderno, sem minimizar os perigos da conduta homossexual. Scott é hoje a maior autoridade mundial em questões homossexuais.

Não havia, na época de Abraão, nenhum movimento homossexual de linha marxista, mas Sodoma e Gomorra foram destruídas, não por causa da ideologia homossexual socialista, porém por causa da conduta homossexual.

Vergonhoso que depois de ser chamado de “burro, despreparado, soberbo e irresponsável,” Feliciano diga que Olavo “tem aberto a mente de um sem-número de pessoas no Brasil,” sem notar que essa “abertura de mente” tem também envolvido proselitismo, onde os que tiveram a “mente aberta” compreenderam que Olavo é um mestre e que o caminho certo é o catolicismo dele. Há casos até de pastores que depois de fazerem o curso dele passaram para o catolicismo dele. Fazer vista grossa a essa realidade é de fato se mostrar merecedor dos adjetivos que o próprio Olavo usou contra Feliciano.

Em todo caso, xingar bispos e cardeais não é conduta de verdadeiro católico pró-vida. Fora essa questão de conduta imprópria, Feliciano tem várias questões que, se ele se desfizer dos adjetivos que Olavo lhe aplicou (“burro, despreparado, soberbo e irresponsável”), ele deveria analisar com mente aberta:

Exaltar um homem que exalta o catolicismo, mas prefere viver nos EUA, o país mais protestante do mundo, é incoerente para um homem que se considera pastor. Esse tipo de conduta hipócrita não é em nada diferente do socialista brasileiro, que exalta o socialismo, mas prefere viver em países capitalistas, especialmente os EUA.

Exaltar um homem que diz que a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, é invenção dos protestantes dos EUA, mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Exaltar um homem que diz que Lutero e Calvino foram dois “filhos da ****,” mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Exaltar um homem que diz que o protestantismo foi o primeiro movimento de linha marxista da história, mas não larga mão dos EUA fundados por protestantes, é se mostrar “burro, despreparado e irresponsável.”

Em tempos mais avivados, o pastor assembleiano Marco Feliciano poderia estar ajudando Olavo a abrir a mente para o Evangelho, em vez de, como outros alunos do Olavo que hoje já são ex-pastores, abrir sua própria mente para as ideias dele que transpiram esoterismo ao exaltarem as premonições do bruxo islâmico René Guénon.

Hoje, em tempos menos avivados, quando Feliciano posta uma reportagem de evangélicos sendo perseguidos e mortos por católicos no México e a reportagem desagrada ao Olavo ou seus olavetes, Feliciano prontamente remove a reportagem, conforme aconteceu tempos atrás.

No mesmo discurso de exaltação ao Olavo no Congresso Nacional, Feliciano também denunciou o PT e o Foro de São Paulo, que de fato são malignos. Mas denunciá-los como a maior ameaça do universo é se mostrar olavete e cair no mesmo conto do vigário de Adolf Hitler, que atacava o marxismo como estratégia para alavancar sua ideologia política esotérica.

Jesus abre mentes. Por que não exaltá-lo acima de todos os outros “abridores de mentes,” que mais fecham do que de fato abrem?

Fonte: www.juliosevero.com

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