Infinitamente mais importante do que tirar Dilma do poder

Julio Severo

O que é infinitamente mais importante do que tirar Dilma do poder?

É eliminar da consciência popular o mito da Inquisição.

Quem disse isso? Olavo de Carvalho, que está usando uma retórica anticomunista soviética para sanear a Inquisição.

Pobre Dilma. Ela não é a maior ameaça do Brasil. A maior ameaça é dizer que a Inquisição torturava, saqueava e matava multidões de judeus e evangélicos. Isso conforme a retórica do Olavo, que disse na semana passada:

“Quem quer que tenha estudado a ofensiva cultural soviética e a posterior estratégia gramsciana compreende algo que parece ainda totalmente ignorado de cem por cento dos liberais e conservadores neste país: eliminar da consciência popular mitos como a ‘Inquisição’ é infinitamente mais valioso do que ‘tirar a Dilma.’”

Independente do que a estratégia soviética olaviana e o gramscismo olaviano digam, a Inquisição nunca foi mito e sempre foi amplamente condenada nos Estados Unidos, o maior país capitalista do mundo.

Independente do que a estratégia soviética olaviana e o gramscismo olaviano digam, a Inquisição nunca foi mito e sempre foi amplamente condenada por evangélicos, especialmente americanos, muito antes de existir União Soviética.

Independente do que a estratégia soviética olaviana e o gramscismo olaviano digam, a Inquisição nunca foi mito e sempre foi amplamente condenada pelos judeus, que já eram vítimas dessa máquina assassina muito antes dos evangélicos.

Não é mito o fato de que judeus e evangélicos eram vítimas preferenciais da Inquisição, que os torturava, saqueava e matava.

O único interessado em transformar essa realidade em mito é Satanás, o pai da mentira, do roubo e da morte.

Se, conforme o próprio Olavo declarou, “eliminar da consciência popular mitos como a Inquisição” é infinitamente mais importante do que tirar Dilma, então sua luta anticomunista é uma farsa e apenas escada para atingir outros objetivos. Eu não estranho tal atitude, que é típica entre ocultistas, que sempre mascaram suas intenções.

No passado, eu achava que uma unidade entre católicos olavianos e evangélicos contra o comunismo seria possível. Hoje não tenho mais essa ilusão, especialmente vendo evangélicos olavianos que, como papagaios, repetem a retórica pró-Inquisição de seu novo mestre. Passaram do “Imbecil Coletivo” para o emburrecimento coletivo do olavismo cultural.

É lamentável que um movimento chamado beneficamente de Escola Sem Partido esteja atrelado a um homem determinado a uma doutrinação pró-Inquisição ao custo da verdade e do sangue das vítimas judias e evangélicas. Trocando uma doutrinação mentirosa por outra.

Se Dilma fosse avisada de que eliminar um suposto mito da Inquisição é mais importante do que derrubá-la, ela própria financiaria, com Caixa 2, a campanha olaviana de saneamento da Inquisição, para que o Olavo ficasse tão distraído com esse pirulito que a esquecesse. Mas para isso, ele precisaria ser mais importante para o impeachment do que ele alega e aparenta ser. O que foi noticiado na imprensa internacional é que o impeachment mostra o crescente poder evangélico no Brasil, que, se depender do Olavo, será destruído por uma propaganda que usa o revisionismo da Inquisição para fomentar objetivos que estão lacrados a sete chaves numa cabeça ocultista.

Se a campanha gramsciana olavina der certo, no futuro judeus e evangélicos serão demonizados como se fossem soviéticos sanguinários, transformando efetivamente as vítimas em monstros criminosos.

Quem sairá como herói nessa estória farsante?

Fonte: www.juliosevero.com

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Peter Thiel, fundador do PayPal, recebe aplausos de pé ao declarar seu orgulho da homossexualidade entre republicanos americanos

Julio Severo

Peter Thiel, intimidador capitalista bilionário e fundador do PayPal, cumpriu sua palavra. Dias antes de seu discurso endossando Donald Trump para presidente na quinta-feira, ele informou a toda a imprensa de que ele iria declarar: “Sou um homem gay orgulhoso.”

Peter Thiel

Ele deu muito tempo para uma alegada oposição contestar suas palavras confirmando uma conduta de pecado na Convenção Nacional Republicana (CNR). Mas não apareceu nenhuma oposição republicana, e Thiel foi recompensado com uma salva forte de aplausos como se ele tivesse discursado para a Convenção Nacional Democrática, que é esquerdista.

Ele quebrou uma nova barreira para o ativismo homossexual dentro do Partido Republicano ao se tornar o primeiro palestrante assumidamente homossexual a tratar de sua homossexualidade numa convenção do Partido Republicano — numa época em que os conservadores querem que o Partido Republicano lute contra a agenda gay.

Quando ele disse que ele tinha orgulho de ser homossexual e republicano, ele recebeu aplausos de pé, depois de acrescentar: “Quem se importa qual banheiro as pessoas usam?”

As famílias se importam.

Os cristãos se importam.

Os conservadores se importam.

Republicanos de mentalidade esquerdista poderiam estar dizendo para si mesmos: “Quem se importa sobre o bilionário homossexual Thiel declarando seu orgulho da homossexualidade entre nós enquanto ele usa sua fortuna para nossa causa política?”

Republicanos de mentalidade conservadora fizeram outras perguntas. Peter LaBarbera, fundador e diretor da entidade Americanos em Defesa da Verdade sobre a Homossexualidade (www.AFTAH.org), perguntou em sua conta de Twitter: “Quantos adúlteros assumidos discursaram numa convenção do Partido Republicano? O homossexualismo é só um pecado sexual diferente.”

Como evangélico conservador, também faço perguntas. Será que Thiel, o fundador do PayPal, pode restaurar minha conta? Será que ele pode pedir desculpa e declarar que ele cedeu a ativistas homossexuais que estavam me importunando e perseguindo?

Em 2011, o PayPal fechou minha conta definitivamente, depois de uma campanha orquestrada pela organização homossexualista americana AllOut. Para mim, o PayPal explicou que estou desqualificado para receber doações de meus amigos e leitores porque “você não é uma organização registrada sem fins lucrativos”. Para AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa.”

Numa classificação dos dez maiores ataques aos cristãos em 2011, a Comissão Anti-Difamação de Cristãos, com sede nos EUA, classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011, conforme saiu na revista Charisma.

Thiel acredita no libertarianismo, cujos seguidores tradicionalmente acreditam na liberdade de expressão e liberdade da imprensa.

Um verdadeiro libertário jamais teria exterminado minha conta no PayPal quando fui vítima de bullying de AllOut. Mas o ato anticristão de Thiel contra mim e minha família (minha conta era usada para receber donativos de meus amigos para nos sustentar) se explica pelo que ele escreveu num artigo de 2009 para o Instituto Cato. Ele disse: “Não mais creio que a liberdade e a democracia sejam compatíveis.”

Do jeito difícil, entendi que ele pratica o que crê e diz.

O escritor conservador Don Hank comentou sobre o discurso de Thiel na CNR:

Quando ouvi Thiel dizer ontem de noite que ele estava muito aberto ao diálogo, pensei que ele poderia realmente estar sendo sério. Mas considerando que ele estava na direção do PayPal quando o PayPal negou serviço ao Julio simplesmente porque o Julio acredita na definição tradicional do casamento (isso NÃO é crime!), é difícil levar Thiel a sério. Pareceria que ele é só outro intimidador que quer forçar todo mundo a apoiar a agenda homossexual e silenciar os que não apoiam.

É claro que se Trump for eleito, caberá a ele decidir se dialogamos abertamente ou só permitimos que as pessoas religiosas e outros indivíduos de mente sã sejam escravizados a essa agenda.

Penso que Trump está tentando navegar entre pessoas de tradição e os revolucionários que querem que a tradição seja abolida. Mas ele tem a sabedoria para ter êxito?

Sugiro que todos os que tenham ligações com a campanha de Trump enviem este link “o PayPal fechou minha conta definitivamente” para a liderança e lhes perguntem para ver se Thiel está sendo sério sobre diálogo e tem disposição de reabrir a conta do Julio. Afinal, o Julio está na linha de frente cristã do diálogo e a organização de Thiel, a qual afirma querer diálogo, está do outro lado. Se Thiel se recusar a restabelecer a conta do Julio, ele é mentiroso e Trump deveria se distanciar dele e divulgar uma declaração com essa finalidade.

Afinal, Trump poderia ter escolhido qualquer gay influente para palestrar na convenção, mas ele escolheu um intimidador que sufoca o diálogo enquanto de forma hipócrita afirma estar aberto a ele. Agora ele tem de dar satisfação por essa escolha ou recuar. Isso não pode ficar assim.

Ao que tudo indica, o problema de Thiel, de 48 anos, e seu PayPal não é só minha postura cristã conservadora contra a agenda gay. Na CNR, ele expressou críticas ao Partido Republicano, onde há muitos oponentes socialmente conservadores do movimento homossexual.

“Quando Donald Trump nos pede para Fazer a América Grande de Novo, ele não está sugerindo uma volta ao passado. Ele está correndo para nos liderar de volta àquele futuro brilhante,” ele disse.

Aparentemente, ele estava se referindo ao fato de que no passado os Estados Unidos eram dominados por evangélicos conservadores que rejeitavam a homossexualidade. Em sua fundação, os EUA eram 98% protestantes, não 98% homossexuais. George Washington, o primeiro presidente dos EUA, rejeitava a conduta homossexual.

Thiel, que apoia o “casamento” homossexual, foi um dos investidores originais do Facebook (uma decisão que o tornou bilionário) e ele ainda faz parte de sua diretoria.

Ele é também co-fundador de Palantir, uma empresa há muito tempo associada à realização de análise de dados para agências americanas de espionagem e monitoração.

Ele apoia a legalização da maconha, algo a que o Partido Republicano se opõe há muito tempo.

A decisão de Thiel de endossar Trump, ainda que o democrata esquerdista John F Kennedy seja seu presidente favorito, mostra que ele parece um republicano tão imprevisível quanto Trump.

É evidente que há muito mais coisas nas motivações de Thiel. Pelo fato de que ele é um capitalista com uma fortuna de 3 bilhões de dólares, ele pode simplesmente crer que Trump administrará a economia melhor do que Hillary Clinton. Suas ambições capitalistas parecem estar um pouco acima de sua militância homossexual.

Contudo, definitivamente seu poder capitalista está a serviço da militância homossexual. O PayPay se comprometeu a parar a expansão de seus serviços na Carolina do Norte, EUA, depois que o governador desse estado sancionou uma lei para proteger mulheres e crianças contra predadores homossexuais não permitindo que homens biológicos usem os banheiros e vestiários femininos.

Em resposta ao boicote do PayPal, no Facebook Franklin Graham, filho do lendário evangelista Billy Graham, disse: “O PayPal merece o prêmio de hipócrita do ano!… O PayPal atua em países inclusive Arábia Saudita, Nigéria e Iêmen, pelo amor de Deus. Só no mês passado o PayPal anunciou que estava se expandindo em Cuba, um país em que indivíduos homossexuais e transgêneros são presos, torturados e executados.”

Na CNR, Peter Thiel explicitamente exortou as pessoas a votarem em Trump, num contraste forte com o senador Ted Cruz, que esquivou-se de dar apoio e tem criticado Trump por sua postura sobre indivíduos transgêneros usando banheiros e vestiários femininos. Durante sua campanha, Trump disse que que os indivíduos transgêneros deveriam ter liberdade de escolher qualquer banheiro que quiserem.

Embora Thiel tivesse jogado um osso para Trump, para os republicanos e para os militantes gays, Trump parece estar jogando um osso para os evangélicos e para os militantes gays. Depois do discurso de Thiel na CNR, o discurso de Trump prometeu eliminar uma lei que impede os líderes religiosos de falar sobre política e ao mesmo tempo ele promoveu vigorosamente o rótulo “nossa comunidade LGBT.”

O presbiteriano conservador Robert A. J. Gagnon, que é professor de teologia e autor do livro “The Bible and Homosexual Practice: Texts and Hermeneutics” (A Bíblia e a Prática Homossexual: Textos e Hermenêutica), disse:

Trump disse: “Desta vez, o terrorista mirou nossa comunidade LGBT. Como seu presidente, farei tudo o que eu puder para proteger nossos cidadãos LGBT contra a violência e opressão de uma ideologia estrangeira odiosa. Acreditem em mim. E tenho a dizer que como republicano é tão legal ouvir vocês gritando de alegria com o que acabei de dizer. Obrigado.” Só podemos ficar pensando até que ponto irá essa definição positiva de “nossa comunidade LGBT.” Até que ponto a promessa de proteção contra o ódio se estenderá para promover leis discriminatórias de “orientação sexual” no mercado de trabalho contra pessoas religiosas. Ele já declarou apoio a tais leis e expressou oposição direta a leis que proíbem homens de nascimento de entrarem em banheiros femininos.

Obviamente uma presidência de Hillary promoveria essa agenda com mais força do que uma presidência de Trump. Mas uma presidência de Trump implodiria os valores republicanos por dentro, exterminando talvez para sempre nossa conexão com um Partido Republicano que outrora apoiava nossos valores e ética sexual. É por isso que muitos de nós continuam a ter reservas sobre endossar Trump para presidente até mesmo em face do horror de uma presidência de Hillary.

A presença do intimidador homossexual bilionário Peter Thiel como palestrante na convenção do Partido Republicano parece ter sido planejada para implodir os valores conservadores dentro do Partido Republicano.

Se Trump continuar tratando valores cristãos e a agenda gay como um mero jogo empresarial, ele estará cooperando com tal implosão.

Com informações do DailyMail e The New York Times.

Versão em inglês deste artigo: PayPal Founder Peter Thiel Gets Standing Ovation by Affirming His Pride On Homosexuality Among Republicans

Fonte: www.juliosevero.com

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Peter Thiel, fundador do PayPal, vai apoiar Trump e se tornar o primeiro palestrante assumidamente homossexual a tratar de sua homossexualidade numa convenção do Partido Republicano

Julio Severo

Peter Thiel, fundador do PayPal, está quebrando uma nova barreira para o ativismo homossexual dentro do Partido Republicano ao se tornar o primeiro palestrante assumidamente homossexual a tratar de sua homossexualidade numa convenção do Partido Republicano — numa época em que os conservadores querem que o Partido Republicano lute contra a agenda gay.

Peter Thiel

Thiel, que está agendado para discursar na Convenção Nacional do Partido Republicano hoje, quinta-feira, planeja expressar seu apoio oficial a Donald Trump e declarar: “Sou um homem gay orgulhoso.”

Essa declaração, embora expressa comumente no partido de Obama, registrará um grande apoio para a causa homossexual dentro do Partido Republicano, que tem assumido uma visão crítica das questões homossexuais.

Thiel, que apoia o “casamento” homossexual, foi um dos investidores originais do Facebook (uma decisão que o tornou bilionário) e ele ainda faz parte de sua diretoria.

Ele é também co-fundador de Palantir, uma empresa há muito tempo associada à realização de análise de dados para agências americanas de espionagem e monitoração.

A presença dele como palestrante numa convenção do Partido Republicano é estranha, pois Thiel tem sido um apoiador de organizações homossexuais radicais.

Em 2011, o PayPal fechou minha conta definitivamente, depois de uma campanha orquestrada pela organização homossexualista americana AllOut. Para mim, o PayPal explicou que estou desqualificado para receber doações de meus amigos e leitores porque “você não é uma organização registrada sem fins lucrativos”. Para AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa.”

Com informações do DailyMail e The New York Times.

Versão em inglês deste artigo: PayPal founder Peter Thiel to endorse Trump and become first openly homosexual speaker to address his homosexuality at a Republican convention

Fonte: www.juliosevero.com

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A hipocrisia do PayPal

Rússia, Estados Unidos e Liberdade Religiosa

Scott Lively

Na semana passada meus advogados no Conselho da Liberdade entraram com uma Medida Judicial de Julgamento Sumário em Tribunal Federal dos EUA buscando rejeição do processo que me acusa de “Crimes Contra a Humanidade” por pregar uma mensagem factual, bíblica e humanitária contra a homossexualidade em Uganda em 2009.

Apesar da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, e da percepção que os EUA têm de si mesmos como líder mundial de liberdade religiosa, esse processo escandaloso, projetado para me silenciar e punir por defender a Bíblia, está agora em seu quarto ano, e nem num único líder político americano, da esquerda e da direita, o condenou publicamente. Não creio que esse processo teria durado um único dia num tribunal da Rússia.

Nesta semana, os meios de comunicação estão em alvoroço com a notícia acerca da avaliação de Mike Pence, governador de Indiana, como possível vice-presidente de Donald Trump. Muita gente talvez não recorde que a última vez que o governador Pence estava bem no centro dos holofotes da mídia foi porque ele havia sancionado a Lei de Restauração de Liberdade Religiosa (LRLR) em Indiana. A LRLR foi escrita em parte para impedir que o rolo compressor da agenda LGBT passasse por cima dos direitos civis básicos dos cristãos que discordam dos tão chamados “direitos gays.” A Assembleia Legislativa de Indiana aprovou a LRLR em resposta a uma campanha no judiciário federal para derrubar a Lei de Defesa do Casamento (LDC) em nível federal e estadual, e em antecipação da decisão Obergefell versus Hodges no Supremo Tribunal dos EUA (2015), decisão que impôs o “casamento gay” nos EUA por meio de decreto judicial.

O governador Pence sancionou a LRLR e então foi forçado a fazer uma batida em retirada humilhante (acrescentando uma emenda pró-homossexualismo que foi pior do que aprovar a LRLR em primeiro lugar) sob uma agressão política devastadora do lobby LGBT e seus exército enorme de agentes — que naquela altura incluía várias empresas gigantescas e a Associação Atlética Universitária Nacional.

A situação estava tão ruim que a mídia conservadora questionou se dava para salvar as ambições presidenciais de Pence. Eu predisse que Pence seria forçado a ceder. Mas, só repetindo, não era possível tal coisa ocorrer na Rússia de hoje.

Mas a grande notícia desta semana é que a Rússia sancionou uma nova lei antiterrorismo que inclui em suas cláusulas uma restrição sobre liberdade religiosa para representantes de organizações religiosas, essencialmente restringindo-os às suas igrejas e mesquitas.

Estou triste com essa lei, e a vejo como um retrocesso para a Rússia, embora eu tenha lido o artigo de Julio Severo sobre esse assunto, e estou aliviado que nenhuma restrição foi colocada nas opiniões religiosas de cidadãos comuns. A lei russa tem como alvo principal o islamismo radical, e lida com a necessidade de impedir sua propagação na Rússia. Percebo a direção da extremamente poderosa Igreja Ortodoxa Russa nas nuances das cláusulas de registro religioso — e suspeito que seus representantes no Parlamento tiraram vantagem para desestimular a competição de outras denominações cristãs em sua própria casa.

No geral, acho que a Rússia cometeu um grande erro aí, especialmente com um grupo de ocidentais em grande parte dispostos a menosprezar a propaganda de guerra anti-Rússia de Obama e dos neocons: os conservadores.

Entretanto, penso que precisamos manter isso em perspectiva. Se analisarmos a questão de forma objetiva, e usarmos um critério honesto de avaliação e pontuação para classificar a Rússia e os Estados Unidos na questão mais ampla de tendências atuais de direitos civis, e liberdade religiosa real para cristãos, penso que a Rússia sai na frente.

Primeiro, a lei antiterrorismo da Rússia é muito menos destrutiva para as liberdades civis de forma geral do que a Lei Patriótica e outras leis americanas que foram aprovadas desde o ataque terrorista islâmico ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Não entrarei em detalhes monótonos, mas como jurista constitucional com conhecimento da história cristã dos EUA, posso lhe dizer que os fundadores dos EUA provavelmente ainda estão se contorcendo em seus túmulos.

Um exemplo é a revogação da Lei Posse Comitatus que outrora, sabiamente, impedia o governo federal de usar as forças armadas para policiamento dentro das fronteiras dos EUA. Em 31 de dezembro de 2011, Obama sancionou a Lei de Autorização de Defesa Nacional (LADN) revogando os restos da Lei Posse Comitatus pós-Lei Patriótica e codificando detenção militar indefinida sem acusação ou julgamento em lei pela primeira vez na história dos EUA. Só nesta semana, Obama deu o passo seguinte requerendo a federalização das forças policiais: seguindo uma longa campanha de militarização pesada das agências puramente administrativas do governo federal.

Verdade, essa não é uma questão de liberdade religiosa na aparência, mas pode com facilidade se tornar uma, considerando a hostilidade tremenda de Obama ao Cristianismo bíblico (uma atitude que Hillary Clinton, sua sucessora potencial, também tem), e sua descristianização ativa das forças armadas dos EUA.

Segundo, restrições reais aos cristãos que creem na Bíblia nos EUA hoje são piores do que na Rússia. Em 2006 e 2007 palestrei extensivamente em igrejas e universidades russas desde a cidade de São Petersburgo no extremo oeste até Blagoveshchensk no extremo leste. Eu estava trabalhando com uma igreja evangélica neopentecostal que não tinha aprovação do governo e pessoalmente experimentei hostilidade de algumas autoridades governamentais. Numa cidade da Sibéria, por exemplo, uma oportunidade de palestra foi cancelada sob pressão do governo. Mas rapidamente encontramos outra oportunidade e o evento foi realizado com sucesso. Contudo, palestrei para uma audiência ao vivo combinada de muitos milhares de pessoas, e inúmeros milhares mais por meio da mídia de massa e fui calorosamente recebido em quase todas as oportunidades.

Entretanto, aqui nos Estados Unidos, como oponente da agenda LGBT, tenho sofrido muito mais hostilidade e interferência de autoridades públicas do que na Rússia. Nos EUA, eles não podem dar na vista acerca disso — de modo que a hostilidade é geralmente de natureza passivo-agressiva — tal como a recusa da polícia de interferir nas táticas esquerdistas de intimidação que bloquearam minha palestra na igreja do Pastor Ron Greer anos atrás em Madison, Wisconsin. Depois que os homossexuais tomaram a plataforma e se recusaram a entregá-la, os policiais simplesmente ficaram ali parados, de braços cruzados, no fundo do salão e ficaram observando. Os organizadores cristãos e participantes todos ficaram ali sentados impotentes enquanto centenas de marginais LGBT haviam cercado a igreja e davam pancadas do lado de fora das paredes com pedras e tampas de lata de lixo cantando sem parar “Esmaguem os cristãos, tragam os leões de volta.” E isso foi na década de 1990. Hoje está muito pior. Posso citar muitos outros casos dessa natureza de minha própria experiência e de amigos — todos envolvendo supressão, facilitada pelo governo, da liberdade religiosa e liberdades civis.

Provavelmente, todos conhecemos o conceito de “racismo institucional” que supostamente ainda inspira a sociedade americana. Isso pode existir em algum nível subliminar e afeta negros e outros em sua interação com nossas instituições sociais e culturais. Mas se você trocar as lentes de seus óculos 3D de visualização cultural de raça para religião, cuidado com o golpe súbito, pois o ódio imenso e generalizado ao Cristianismo bíblico aparece em foco muito nítido diante de você — como um gorila de 400 k atacando — o preconceito institucional anticristão de proporções bíblicas. Isso não existe na Rússia desde a era comunista soviética.

Terceiro, as tendências atuais com relação à liberdade religiosa e direitos humanos em ambos os países favorecem a Rússia. Eu tratei desse assunto num artigo em inglês de 2014 e acredito que ainda é acurado e oportuno.

Simplesmente acrescentarei que temos tido outros dois anos de acontecimentos nacionais e geopolíticos pelos quais julgar os EUA e a Rússia. É inegável que o governo de Obama e as elites esquerdistas que controlam tudo ficaram ainda mais hostis ao Cristianismo. Pessoas que observam a Rússia de modo objetivo sabem que os russos estão trabalhando para reestabelecer suas raízes cristãs ortodoxas.

Minha oração é que a Rússia fará uma emenda à sua nova lei pela razão sensata de assegurar aos cristãos que acreditam na Bíblia no mundo inteiro de que a Rússia respeita a própria Bíblia e não só sua igreja estatal oficial. Eu também orarei para que em face do que a Rússia acabou de fazer, os Estados Unidos se despertarão e lembrarão o que é realmente a liberdade religiosa — a versão estabelecida para nós pelos fundadores dos Estados Unidos e sustentada pelo sangue de muitas gerações subsequentes. A versão que atualmente está sendo judiada debaixo dos sapatos dos marxistas de estilo soviético que agora controlam o governo, os meios de comunicação e os sistemas de educação pública dos Estados Unidos.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Barbwire: Russia the United States and Religious Freedom

Fonte: www.juliosevero.com

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Trump-Pence é a chapa republicana mais anticatólica da moderna história dos EUA

Christopher J. Hale

Christopher Hale é diretor-executivo da entidade Católicos em Aliança pelo Bem-Comum e co-fundador da organização Millennial.

Comentário de Julio Severo: Este artigo, publicado originalmente na revista Time (a maior revista secular dos EUA), me foi repassado, via linha do tempo do meu Facebook, por um dos diretores de LifeSiteNews, o maior portal pró-vida católico do mundo. Não estou publicando o artigo porque concordo, mas para que você, leitor, entenda a suposta razão por que o eleitorado católico americano está preferindo em grande parte a abortista Hillary Clinton. Se eles julgam Trump ruim, eles deveriam se abster, pois Hillary é pior. O autor católico acha que a chapa é evangélica demais (de fato, o único grande grupo religioso que está apoiando Trump são os evangélicos) e critica o fato do vice de Trump ter se oposto à recolonização de imigrantes muçulmanos em Indiana. Ora, um católico já havia denunciado que instituições católicas e o próprio Vaticano se beneficiam financeiramente da imigração islâmica. Portanto, nessa questão estou com o vice do Trump. Mas o autor acerta com relação à postura mole de Pence sobre liberdade religiosa. Isso ficou patente quando Pence fez uma lei para proteger cristãos contra o ativismo gay, mas quando as pressões caíram sobre ele, ele fez a lei virar de cabeça para baixo: a lei que havia sido criada para proteger os cristãos hoje dá muito mais proteção e privilégios ao ativismo homossexual. Mas isso jamais deveria ser desculpa para os católicos americanos votarem em Hillary! É errado o que Pence fez, mas é mais errado ainda votar em Hillary. Leia o artigo católico completo:

O voto católico determina o rumo dos EUA? Com certeza, parece isso. Os católicos têm votado pelo ganhador do voto popular em quase todas as eleições presidenciais desde Franklin D. Roosevelt. (Eles só não gostaram de D. L. Eisenhower em 1952). Quer seja a afirmação da Igreja Católica de que ela é dirigida pelo Espírito Santo ou pura sorte, é evidente que obter o voto dos católicos é parte crucial para se tornar presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump não parece entender isso.

Em fevereiro, Trump atacou o imensamente popular Papa Francisco como sendo “uma vergonha” e um “peão político.” Talvez isso ajude a explicar por que Hillary Clinton está, entre os católicos, com uma pontuação surpreendente de dezessete pontos à frente (56% a 39%) contra Trump. Entre católicos americanos descendentes de latino-americanos, a margem incha para cinquenta e um pontos (77% a 16%).

E então? Dá para essa situação ficar pior para Trump entre católicos? Com certeza. E já está ficando.

A atitude de Trump escolher Mike Pence, governador de Indiana, é seu passo mais recente para criar o que talvez seja a chapa presidencial republicana mais anticatólica da moderna história dos Estados Unidos. Essa é uma virada estupenda de 2012, em que Mitt Romney e Paul Ryan deram muito em cima dos católicos em toda a campanha.

Enquanto estava apresentando Pence como seu vice-presidente no sábado, Trump disse que ele e Pence são lutadores, e que juntos eles lutariam pela liberdade religiosa dos cristãos nos Estados Unidos. O histórico de Pence sugere o contrário.

Não há a menor dúvida de que Mike Pence luta duro. Mas pelos cristãos? Nem tanto.

Ele lutou duro contra o Papa Francisco e a tentativa da Igreja Católica de recolonizar refugiados sírios em Indiana. Citando preocupações de segurança depois dos ataques em Paris em novembro passado, Pence tentou pressionar as organizações humanitárias católicas locais para pararem de acolher e abrigar refugiados que estavam fugindo da violência e terrorismo no Oriente Médio. Contudo, Joseph Tobin, o arcebispo de Indianapolis, corajosamente desafiou as ordens do governador. Tobin disse na época que acolher refugiados “é uma parte essencial de nossa identidade como cristãos católicos, e continuaremos essa tradição que salva vidas.”

Os republicanos também estão preocupados com o histórico de Pence sobre liberdade religiosa. O intelectual conservador David French acabou de acusar Pense de sacrificar a liberdade religiosa para seu oportunismo político durante seu mandato como governador.

Donald Trump diz que quando ele for presidente, o Cristianismo terá poder de novo nos Estados Unidos. “Os cristãos não usam seu poder,” Trump se queixou. “Temos de fortalecer, pois estamos ficando —se você olhar, é morte aos poucos — estamos ficando menos e menos fortes em termos de uma religião, e em termos de uma força.”

No estilo típico do Trump, ele acha que isso se inicia na esfera do mercado: “Eu lhes direi algo: se eu for eleito presidente, vamos poder dizer ‘Feliz Natal’ [nas lojas] de novo.” Ele continuou: “Pois se eu estiver ali, vou ter muito poder. Vocês não precisam de ninguém mais. Vocês vão ter alguém representando vocês muito bem. Lembrem-se disso.”

Com o devido respeito, os cristãos precisam de outra pessoa.

Donald Trump não entende. O coração do “poder” cristão não é força e visibilidade na esfera pública. A mensagem central do próprio Cristianismo sempre foi que o Jesus Cristo rejeitado, crucificado e executado é de certo modo Senhor da terra inteira. No mundo de Trump, pessoas como Cristo são perdedoras. No mundo de Deus, elas são as vitoriosas.

O poder cristão vem de nossa capacidade de comunicar e praticar o amor salvador de Deus nas esferas visíveis da sociedade. Dizer “Feliz Natal” nas lojas pode ganhar uma batalha oca de relações públicas, mas nada faz para avançar o Evangelho de Jesus Cristo. Se Donald Trump e Mike Pence e Hillary Clinton e seu vice quiserem lutar pelos valores cristãos, então precisam garantir que os EUA sejam uma nação que lute pelos sonhos de Deus de um lugar em que os últimos sejam os primeiros, os pobres sejam abençoados e os inimigos sejam amados.

Quer ser um campeão da causa cristã? Garanta que os EUA sejam uma nação em que a misericórdia reine de modo supremo, seja um país em que as vidas dos negros importem, em que as vidas dos LGBTs importem, e que importem também as vidas dos refugiados, dos presidiários, dos bebês em gestação e de todas as outras pessoas que sofrem desumanização, exclusão e injustiça.

É claro que esse é um jeito grande de garantir a entrada no céu. Mas se os últimos setenta anos da política americana significam algo também, é um grande jeito de garantir a presidência dos EUA — em resumo, é uma vitória em que o candidato e os eleitores ganham.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Time: Trump-Pence is the Most Anti-Catholic Republican Ticket in Modern History

Fonte: www.juliosevero.com

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Melhor uma Assembleia de Deus calvinista do que neopentecostal?

Julio Severo

O teólogo calvinista cessacionista Augustus Nicodemus deveria ou não ter liberdade de falar, numa loja da CPAD (a maior editora pentecostal do Brasil) contra o papel dos apóstolos modernos? Esse é o embate atual na Assembleia de Deus (AD), a maior denominação pentecostal do Brasil, com uns se posicionando contra e outros a favor. A CPAD é uma editora confessional, pertencente à AD.

Na editora confessional da Igreja Presbiteriana, denominação de Nicodemus, não é permitido a Silas Malafaia e a outro pregador pentecostal fazer qualquer tipo de palestra. Então, dá para ver claramente quem está influenciando quem.

Mas já que alguns assembleianos recusam admitir que há um elefante cessacionista na sala, vamos aos fatos.

O que o Nicodemus pensa do pentecostalismo? É só conferir o que ele disse num importante artigo em inglês, mas que ele nunca havia traduzido para o português. Minha vantagem é que falo e escrevo em inglês e publiquei uma refutação ao Nicodemus em português, inglês, espanhol e alemão. É só conferir aqui:

Uma Resposta a Augustus Nicodemus e seu artigo “Crise Crescente por Trás da História de Sucesso Evangélico do Brasil”

O cessacionismo do Nicodemus deveria ser desculpado porque ele ataca o movimento apostólico? O maior promotor do movimento apostólico é Peter Wagner, criticado nominalmente por Nicodemus em artigos e livros. Em contraste, Nicodemus nunca condena nominalmente em artigos e livros Ariovaldo Ramos e muitos outros promotores da Teologia da Missão Integral (TMI).

Nesse ponto, é importante ver que Peter Wagner foi também o primeiro teólogo evangélico contra a TMI na América Latina e em Lausanne. Aliás, quem liderou a oposição conservadora ao René Padilla e seu grupo latino-americano da TMI no primeiro Congresso de Evangelização Mundial de Lausanne em 1974 foi justamente Wagner. Isso tem lhe custado caro, pois agora que Lausanne é muito mais TMI, Wagner tem sido o alvo preferido dos novos líderes mais esquerdistas de Lausanne. Em 2014, líderes da TMI de Lausanne fizeram uma reunião no Brasil contra Wagner e seu movimento apostólico. Oficialmente, Lausanne está contra esse movimento. Confira:

Lausanne, TMI e Israel

Depois que a oposição a TMI se tornou, miraculosamente, um fenômeno comum, Nicodemus saiu da toca para “atacar” o problema num vídeo de só dois minutos. Confira:

TMI, marxismo e Augustus Nicodemus

A TMI, que está aninhada há décadas na denominação calvinista de Nicodemus, é ninho da Teologia Gay, conforme mostrado neste artigo:

Viadagens teológicas: ambiente da teologia da libertação e TMI produzindo teologia gay no Brasil

Mesmo assim, alguns assembleianos estão tão enamorados com possibilidades de títulos de doutor em teologia como uma qualidade supostamente maior do que tudo o mais na Bíblia que estão dispostos a fazer vista grossa ao cessacionismo e à TMI. Diante de toda essa realidade, um assembleiano apinou: “Melhor uma Assembleia Calvinista, do que neopentecostal.”

Se a Assembleia de Deus se tornar calvinista, vou dizer o que vai acontecer, cedo ou tarde: A Assembleia de Deus vai ser a primeira denominação pentecostal do Brasil a apoiar o “casamento” gay e o aborto. Como sei? A maior denominação presbiteriana do mundo, que tem milhões de membros nos EUA, faz exatamente isso. A Igreja Presbiteriana não é conhecida por fazer oposição a esses males, que acabam destruindo-a por dentro, inclusive a infiltração de décadas da Teologia da Missão Integral (TMI).

E as igrejas neopentecostais? Qual é a postura delas diante desses males? É de luta e resistência, conforme reconhecido até pelo mundo secular. Semanas atrás, Reinaldo Azevedo citou uma marxista que declarou que a maior força e resistência no Brasil contra a Esquerda e sua agenda pró-aborto é a Teologia da Prosperidade, das igrejas neopentecostais. Confira:

Teologia da Prosperidade: a maior ameaça ao esquerdismo secular, católico e evangélico

Quer ver um assembleiano mais calvinista? Você vai vê-lo mais maçom também, fumando seu cigarrinho, tomando seu uísque, falando seus palavrões e fazendo outras coisas. (Ops, esqueci! Uísque é para calvinista engomadinho e teológico, que é da classe média alta. Os assembleianos terão de beber cachaça mesmo! Ou então precisarão da ajuda da maçonaria para subir na carreira, prosperar e poder comprar uísque.)

Quer ver um assembleiano neopentecostal? Olhe o Silas Malafaia e morra de inveja: nenhum calvinista tem tanto impacto social quanto ele. Ele tem suas falhas, inclusive seu vergonhoso apoio ao Lula em duas eleições presidenciais, mas não está promovendo ou facilitando a TMI. Ele combate a agenda gay e o aborto. (Eu poderia incluir aqui também o Marco Feliciano, que até pouco tempo atrás estava agindo exatamente como Malafaia, mas hoje ele está caindo sob feitiços político-esotéricos.)

Se a Igreja Presbiteriana dos EUA tivesse um Malafaia ou outro neopentecostal, não estaria no estado deplorável, decadente e apóstata em que está. A maior denominação presbiteriana do mundo está nas mãos do diabo.

Mesmo assim, a maioria dos estudantes de teologia do Mackenzie é da Assembleia de Deus. Muitos saem dali com o veneno cessacionista em suas almas (um teólogo do Mackenzie declara publicamente que é impossível um cristão hoje ouvir a voz de Deus), conforme me disse um líder assembleiano. Esses assembleianos calvinistados só não assumem o cessacionismo para não serem expulsos. Mas logo que a Assembleia de Deus se tornar calvinista, eles poderão assumir publicamente sua decadência cessacionista.

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

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Virei embaixador?

Não, mas parece que alguém na redação do O Globo está lendo Julio Severo demais

Julio Severo

Lendo notícias no jornal O Globo, um grande site noticioso possuído pelo poderoso conglomerado Globo, fiquei surpreso de ver… meu nome como embaixador!

Na desordem na Turquia depois de uma tentativa fracassada de golpe, parlamentares brasileiros encurralados na Turquia foram auxiliados por um “embaixador Julio Severo,” conforme noticiado pelo O Globo aqui.

Contudo, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o nome do embaixador brasileiro na Turquia é Antonio Luis Espinola Salgado.

Como é que então um “embaixador Julio Severo” deu um jeito de aparecer numa grande reportagem sobre brasileiros e seu embaixador na Turquia? Não sei.

Fiz uma pesquisa no Google, e não achei nenhum “embaixador Julio Severo.”

Talvez, enquanto estava preparando sua reportagem, o membro da equipe editorial de O Globo estivesse lendo meu blog e sem perceber introduziu meu nome. Geralmente, “Julio” em português é escrito com acento: “Júlio.” A forma sem acento é menos comum, e a reportagem traz a forma menos comum, que eu uso.

Enquanto estou lendo O Globo, parece que O Globo está lendo meu blog!

Ao ler meu blog demais, O Globo distraído poderia, também por acaso, acabar introduzindo meu nome numa reportagem sobre a presidência dos EUA ou do Brasil! Então de “embaixador” para “presidente”?

Não sou desconhecido para a Globo. Na visita que o presidente americano George W. Bush fez ao Brasil em 2007, a Globo fez contato comigo para uma entrevista, porque, de acordo com sua jornalista, eu era um dos poucos brasileiros que apoiavam Bush. Meu apoio era baseado em valores pró-vida e pró-família. A reportagem da Globo, intitulada “Em minoria, fãs defendem Bush no Brasil,” está aqui.

Versão em inglês deste artigo: Have I Become an Ambassador?

Fonte: www.juliosevero.com

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