Levando Jimmy Carter de volta à escola dominical

Joseph Farah

Há um velho ditado que diz: “Até um relógio quebrado acerta duas vezes por dia.” Não é o caso de Jimmy Carter.

Quando ouço o que sai da boca dele hoje em dia, tenho de me beliscar e imaginar como votei nele como presidente — nada menos do que duas vezes!

O disparate mais recente é que Jesus apoiaria o aborto e o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Tudo o que posso dizer é que deve ser algum outro Jesus — não o Jesus de Nazaré. Talvez ele esteja falando do Jesus de São Francisco ou do Jesus de West Hollywood ou do Jesus de Manhattan.

“Acho que todo mundo deveria ter o direito de se casar, independentemente de seu sexo,” disse ele. “A única coisa em que eu gostaria de mostrar um pensamento diferente é que eu não seria a favor de o governo poder forçar uma congregação de igreja local a realizar casamentos gays se eles não quisessem. Acredito que Jesus aprovaria o casamento gay, mas isso é apenas minha crença pessoal. Acho que Jesus incentivaria qualquer caso de amor se fosse honesto e sincero e não prejudicasse ninguém, e não vejo que o casamento gay cause danos a outras pessoas.”

Observe quantas vezes, ao explicar o que é certo ou errado aos olhos de Jesus, Carter diz: “Eu acho.”

Os padrões de Jesus, os padrões de Deus, não têm nada a ver com o que pensamos. Podemos pensar o que quisermos, mas Deus decide o que é certo e errado, bem ou mal. E tudo o que sabemos sobre Seus padrões é o que Ele diz em Sua Palavra — a Bíblia. Então, por que não damos uma olhada nisso, em vez de perguntar a Jimmy Carter?

Vale a pena notar que, de acordo com a Bíblia, Jesus é nosso Criador, o criador de todas as coisas que são feitas (João 1:3). Ele é Deus e o único mediador entre o homem e Deus (1 Timóteo 2:5). Então, é importante notar que quando Deus fala na Bíblia (Antigo ou Novo Testamento), é Jesus falando.

Então, o que Jesus tem a dizer sobre homossexualidade e casamento? Na verdade, é bem claro. É inequívoco. Vamos dar uma olhada:

* Gênesis 2:24: “Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e eles serão uma só carne.” O próprio Jesus fala palavras semelhantes em Mateus 19:5: “E disse: Por isso, um homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher; e os dois serão uma só carne.” Pode um homem chamar outro homem de sua esposa? Hoje em dia isso acontece, mas não é o que Deus tinha em mente, como você verá.

* Levítico 18:22: “Não te deitarás com homem, como com mulher: é abominação.” Claro o suficiente? Se não, tente o seguinte: Levítico 20:13: “Se um homem também se deitar com outro homem, como ele se deita com uma mulher, ambos cometeram abominação; eles certamente serão mortos; o sangue deles estará sobre eles.” Não gosta do Antigo Testamento? Que tal o Novo Testamento? Romanos 1:26-27: “Por isso, Deus os entregou a paixões vis, porque até mesmo suas mulheres mudaram o uso natural para o que é contra a natureza: E da mesma forma também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em sua lascívia uns com os outros; homens com homens operando aquilo que é impróprio, e recebendo em si mesmos a recompensa devida ao seu erro.”

Talvez Jimmy pense: “Olhe, aqueles foram os dias antes das paradas do orgulho gay.” Não exatamente. Aliás, vamos dar uma olhada no que a Bíblia tem a dizer sobre o orgulho:

*  Provérbios 16:18: “O orgulho vem antes da destruição, e a altivez de espírito vem antes da queda.”

* Salmo 10:4: “O ímpio, pela soberba do seu semblante, não quer buscar a Deus: Deus não está em todos os seus pensamentos.”

* Provérbios 8:13: “O temor do Senhor é odiar o mal; o orgulho e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa, eu odeio.”

Jesus tem muito a dizer sobre orgulho — nada que seja bom: Marcos 7:21-23: “Porque de dentro, do coração dos homens, procedem maus pensamentos, adultérios, fornicações, assassinatos, furtos, cobiça, maldade, engano, lascívia, mau olhado, blasfêmia, orgulho, loucura: Todas estas coisas más vêm de dentro e contaminam o homem.”

E quanto ao aborto? O que Jesus tem a dizer sobre isso?

* Gênesis 49:25: “Mesmo pelo Deus de teu pai, que te ajudará; e pelo Todo-Poderoso, que te abençoará com bênçãos do céu, bênçãos das profundezas, bênçãos dos seios e do ventre.”

* Salmo 22:10: “Fui lançado sobre ti desde o ventre materno: tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.”

* Salmo 127:3: “Eis que os filhos são uma herança do Senhor; e o fruto do ventre é sua recompensa.”

* Salmo 139:3: “Pois possuíste os meus rins; tu me cobriste no ventre de minha mãe.”

* Isaías 44:24: “Assim diz o Senhor, teu redentor e aquele que te formou desde o ventre materno: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas; que estende os céus sozinho; que espalha a terra por mim mesmo.”

* Ezequiel 16:21: “Que mataste meus filhos e os entregaste para fazer com que passassem pelo fogo por eles?”

Não sei como dizer isso com mais franqueza: Deus odeia aqueles que matam seus filhos, que os sacrificam para outros deuses — sejam esses deuses chamados de “escolha” ou “Baal.”

Até mesmo Jimmy Carter admitiu: “Eu tinha um problema com relação ao aborto. E isso tem sido um problema meu de longa data. Tenho dificuldade de acreditar que Jesus aprovaria o aborto, a menos que fosse por estupro ou incesto ou se a vida da mãe estivesse em perigo. Então, tenho tido essa luta.”

Mas não se preocupe com a luta de Jimmy Carter. Preocupe-se com as lutas de um inocente e indefeso bebê em gestação na barriga de sua mãe.

Jimmy Carter: Nem mesmo um relógio quebrado é tão persistentemente errado.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Taking Jimmy Carter back to Sunday school

Fonte: www.juliosevero.com

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As Raízes Judaicas de Elvis Presley

Dan Fellner

Comentário de Julio Severo: Elvis Presley era um cantor gospel da Assembleia de Deus que ficou famoso entre os evangélicos americanos por seus muitos discos de hinos. Depois, ele se aventurou no mundão, se apostatando da fé. Nos seus últimos anos de vida, ele assistia fielmente ao programa do televangelista neopentecostal Rex Humbard, que se encontrou algumas vezes com a estrela máxima do Rock’n’Roll e fez também seu culto fúnebre. Que Elvis tivesse raízes assembleianas e judaicas era insuficiente para salvá-lo. Mas Humbard fez todo o possível para conduzi-lo a Jesus Cristo. O artigo abaixo foi publicado na imprensa de Israel:

Dentro de um museu ao lado da modesta casa de dois cômodos onde Elvis Presley nasceu em 1935 em Tupelo, Mississippi, os visitantes encontrarão todas as coisas que você esperaria ver num santuário celebrando os primeiros anos de um menino que cresceria para se tornar o Rei do Rock’n’Roll.

Há guitarras, fotografias de infância, discos antigos, roupas de shows e outras recordações da ilustre carreira de Elvis.

Mas em meio a todos os artefatos dentro do Museu Elvis Presley, há algo mais que não se esperaria encontrar — uma menorá de ouro com nove velas de Hanukkah.

Será que o grande ícone cultural americano do século XX foi um membro de uma tribo de Israel?

Acontece que a tataravó materna de Elvis, Nancy Burdine, era judia. Sua filha deu à luz Doll Mansell, que deu à luz a mãe de Elvis, Gladys Smith. Isso, de acordo com uma lei judaica, que confere a linhagem judaica por meio da mãe, faz de Elvis tecnicamente um judeu.

Embora Presley estivesse ciente — e até tivesse orgulho — de sua linhagem judaica, não há evidências de que ele tenha praticado a religião judaica.

Recentemente fui a Tupelo, Mississippi, para aprender mais sobre a criação de Elvis e suas raízes judaicas. Apesar do calor sufocante de junho nas colinas do nordeste do Mississippi, optei por fazer uma excursão temática de Elvis recém-inaugurada autoguiada, a qual leva os visitantes a 13 locais marcados por toda a cidade, traçando os primeiros anos da vida de Presley.

Comecei na humilde residência de dois cômodos onde Elvis nasceu e viveu os dois primeiros anos de sua vida. A casa é a peça central de um parque de 15 acres que inclui uma “Caminhada da Vida,” uma série de blocos de concreto que traça cada ano da vida de Elvis. Ao lado fica o Museu Elvis Presley, que contém recordações — inclusive a menorá — relacionada à lendária carreira de Elvis.

A menorá era originalmente de propriedade da família de George Copen, que se mudou de Nova Iorque para Tupelo em 1953. Copen, agora com 75 anos, contou que seu melhor amigo de infância em Tupelo era um menino que morava do outro lado da rua chamado Jim Hill. A mãe de Jim, Janelle McComb, era uma amiga íntima da família Presley. Ela conheceu Elvis quando ele tinha apenas dois anos de idade, iniciando uma amizade que duraria até Presley morrer em 1977 em sua mansão Graceland em Memphis.

De acordo com Copen, Janelle uma vez pediu para emprestar a menorá de sua família e mostrá-la a alguns amigos. Aparentemente, Elvis era um desses amigos. A menorá nunca foi devolvida à família Copen. George especula que Janelle deu a menorá a Elvis; mais tarde, ele ficou ciente de uma foto de Elvis com a menorá. Talvez o rei a considerasse um “amuleto de boa sorte,” o nome de um de seus maiores sucessos.

“Fiquei muito chateado com Janelle quando percebi que ela podia ter dado a Elvis,” diz Copen. “Mesmo depois do funeral (McComb morreu em 2005), olhei para toda a casa dela, mas não havia nenhum menorá ali. Havia sumido.”

No entanto, mais tarde, George ouviu que a menorá da família havia sido encontrada e estava em exposição no Museu do Lugar de Nascimento de Elvis Presley. Aliás, grande parte da coleção do museu consiste em presentes e lembranças que Elvis havia dado a Janelle ao longo dos anos, que ela doou para o museu.

Então é aí que a menorá da família Copen está hoje, em exibição para os 50.000 até 100.000 visitantes anuais do museu.

Copen diz que está honrado por tantas pessoas terem a chance de ver uma herança de família, que ele acredita que envia uma importante mensagem de tolerância que Elvis abraçou.

“Janelle queria mostrar que Elvis gostava de todas as religiões,” diz Copen. “Eu preferiria que as pessoas vissem a menorá no museu do que na minha casa. Talvez isso ajude a todos a apreciarem uns aos outros e digam: ‘Somos todos um só povo.’”

Elvis tinha 13 anos quando ele e seus pais deixaram Tupelo para Memphis. Quando Gladys morreu em 1959, ele fez questão de colocar uma estrela de Davi em sua lápide num cemitério de Memphis, em homenagem à sua herança judaica. Depois que Elvis morreu em 1977, Gladys foi enterrada novamente em Graceland. Sua nova lápide, sem a atenção de Elvis, não conseguiu uma estrela judia.

Perto do final de sua carreira, há fotos de Elvis usando um pingente chai durante as apresentações. Aliás, ele teria usado tanto um chai quanto uma cruz na noite em que morreu. Em Memphis, ele era membro do Centro da Comunidade Judaica e doou dinheiro para várias organizações judaicas, inclusive 150.000 dólares para a Academia Hebraica de Memphis.

“Ele era muito próximo do povo judeu, especialmente em Memphis,” diz Copen. “Ele sempre os tratou muito bem e eles o trataram muito bem.”

Acredita-se que o “Coronel” Tom Parker, o empresário de origem holandesa de Elvis, não queria que as raízes judaicas de seu cliente se tornassem de conhecimento público, achando que isso poderia ser visto como negativo por algumas das hordas de fãs de Elvis no Cinturão da Bíblia, nas décadas de 1950 e 1960.

Elvis Presley usando um Chai

Durante meu tempo em Tupelo, também conversei com um judeu local, Marc Perler, que conheceu Elvis em Nashville no início da década de 1960. Naquela época, Perler, agora com 73 anos, trabalhou como garoto de recados na indústria da música. Ele diz que ficou surpreso quando soube depois do passado judaico de Presley.

“Achei legal,” ele diz. “Foi como ‘bem-vindo ao clube.’”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do jornal israelense AISH: Elvis Presley’s Jewish Roots

Fonte: www.juliosevero.com

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Elvis Presley e Rex Humbard

Escritor assembleiano: “Não há problema em ser cessacionista”

Julio Severo

O cessacionismo em si é um grande problema, pois representa uma resistência, movida por incredulidade, às ações sobrenaturais do Espírito Santo ao alegar, deturpando a Bíblia, que o Espírito Santo cessou há dois mil anos de dar profecias, revelações e outros dons sobrenaturais.

Quando defendido por teólogos calvinistas (que se autoproclamam “reformados,” embora precisem de amplas reformas espirituais), o cessacionismo é um grande problema.

Quando defendido por um escritor assembleiano, é um problema vastamente maior — e sinal de que as próprias bases de uma denominação pentecostal estão sendo minadas.

Em 6 de julho de 2018, Gutierres Fernandes Siqueira, escritor assembleiano que vem pregando em muitas igrejas assembleianas, disse: “Não há problema em ser cessacionista.”

Nada mais natural do que um escritor assembleiano pregar em igrejas assembleianas. Mas nada mais antinatural e antissobrenatural do que um escritor assembleiano dizer com todas as letras que “Não há problema em ser cessacionista.”

Enquanto os cessacionistas dizem que há problema em ser pentecostal e ter hoje dons sobrenaturais do Espírito Santo, eis que surge um assembleiano “pacifista” (que está mais para entreguista) tentando talvez acalmar os ânimos dos cessacionistas raivosos insinuando que toda a hostilidade e doutrinas falsas e mirabolantes deles contra as ações do Espírito Santo não são um problema. É ou não é um grande desserviço ao Evangelho do Reino de Deus?

Eu poderia acrescentar que esse assembleiano é um pentecostal quinta-coluna a serviço, conscientemente ou não, do propósito calvinista cessacionista de sabotar o pentecostalismo, mas vou deixar esse juízo para os próprios assembleianos fazerem.

Defensores do assembleiano entreguista poderiam argumentar que a postura dele é tão “acadêmica” que agora ele tem um livro sobre o Espírito Santo publicado pela CPAD, a maior editora pentecostal do Brasil.

A CPAD não parece ser um baluarte pentecostal contra as investidas da heresia cessacionista. Aliás, a CPAD tem mostrado várias vezes ser não menos entreguista do que o próprio Gutierres. Em 2017 numa grande conferência calvinista nos EUA, Augustus Nicodemus, o maior teórico cessacionista do Brasil, chegou a se gabar de que a penetração do cessacionismo entre pentecostais é tão forte hoje que a maior editora pentecostal do Brasil publica livros de John MacArthur, o maior teórico cessacionista dos EUA. Ele estava, é claro, se gabando do entreguismo da CPAD diante do avanço do calvinismo cessacionista. Tanto Nicodemus quanto MacArthur são calvinistas.

Enquanto todo assembleiano e pentecostal genuíno ficou preocupado com a gabação de Nicodemus à custa da CPAD e dos assembleianos, naturalmente Gutierres não viu grandes problemas.

Aliás, ele não vê grande problema nem mesmo na TMI (Teologia da Missão Integral), que é predominante entre igrejas e líderes calvinistas desde pelo menos a década de 1950. A TMI é a versão protestante da Teologia da Libertação.

Se até o entreguismo diante do cessacionismo já está virando moda entre assembleianos afetados pela soberba teológica típica no calvinismo cessacionista, por que não o entreguismo diante da TMI?

Gutierres disse sobre a TMI:

“A TMI não é necessariamente marxista.”

“A Teologia da Libertação tem como método o marxismo. E a TMI não tem [esse] método… a TMI tem alguns nomes do conservadorismo evangelical.”

Gostar muito de calvinismo cessacionista dá nisso: Amolecimento diante da TMI.

A Bíblia diz que quando nos calamos, deixando de falar o que precisa ser dito, as “pedras” clamam. Uma dessas “pedras” pode ser o teólogo calvinista Vincent Cheung. Muito longe de dizer que o cessacionismo não é um problema, em seu artigo “Cessacionismo: Apostasia Sistemática” Cheung disse:

* A maldita heresia do cessacionismo perverte todas as doutrinas da fé cristã

* O dano incalculável que esse ensinamento demoníaco [cessacionismo] infligiu à igreja através da história e, de fato, em toda a humanidade

* A Bíblia é suficiente para construir fé para produzir milagres. E é suficiente para condenar o cessacionista.

* O cessacionista também subverte a clareza das Escrituras, pois ele proíbe a fé direta nas palavras da Bíblia. Em vez disso, ele impõe uma estrutura artificial nas Escrituras, juntamente com várias palavras fantasiosas e teorias estranhas sobre os propósitos de Deus, a fim de torcer as palavras de Deus além de todo reconhecimento, de modo que ele possa justificar sua incredulidade e falta de poder.

* De que adianta declarar a suficiência das Escrituras, se você não acredita nelas? De que vale declarar a irrevocabilidade da Bíblia, se você não lhe obedece? Por que você declara a clareza das Escrituras, se distorce o que ela diz? O único efeito é autocondenação.

* Deus realiza milagres muitas vezes não para provar a si mesmo ou para se revelar, ou para autenticar novas revelações, mas para cumprir suas antigas promessas e antigas revelações. Ele faz milagres porque ele é fiel à sua palavra. Aliás, a maioria dos milagres é realizada nessa base. O cessacionista distorce tanto a natureza das Escrituras quanto a natureza de Deus.

* A Bíblia diz que Jesus é aquele que realiza o batismo no Espírito Santo, e que esse batismo dota seus discípulos com “poder do alto,” o mesmo poder que Jesus tinha quando ele andava na terra e fazia milagres. Já que o cessacionista nega que Jesus agora concede poder de operar milagres àqueles discípulos que recebem pela fé, ele rejeita o ministério de Jesus como o batizador.

* O cessacionista também rejeita o que Jesus quis dizer com a blasfêmia contra o Espírito Santo. Alguns cessacionistas têm realmente cometido esse pecado imperdoável e, já que eles alteraram e relaxaram seu significado, também aumentaram a probabilidade de que outras pessoas cometessem o pecado. Assim, eles são responsáveis não apenas por sua própria blasfêmia imperdoável, mas também pela blasfêmia e condenação de outras pessoas.

* O apóstolo disse: “deseje de todo o coração profetizar e não proíba falar em línguas,” mas o cessacionista proíbe profetizar e detesta de todo o coração falar em línguas.

* O cessacionismo corrompe todo o sistema cristão da verdade e o modo inteiro de vida cristão. Ele ataca tudo sobre a fé cristã, não deixando nada sem tocar. É uma completa apostasia da fé cristã. É uma completa deserção do evangelho de Jesus Cristo. O resultado é uma religião diferente da que as Escrituras ensinam.

Enquanto Gutierres está minimizando a gravidade e heresia do cessacionismo, que vem minando as igrejas assembleianas, provavelmente Nicodemus e outros cessacionistas estão se matando de rir com o entreguismo dele. Mas nenhum deles está alegre com a percepção bíblica do teólogo calvinista Cheung.

No que se refere à heresia cessacionista, a Assembleia de Deus precisa mais de Cheung e muito menos de Gutierres.

Fica uma dica para a CPAD: Em vez de publicar e promover o extremista John MacArthur e assembleianos entrequistas, por que não publicar Vincent Cheung?

Embora o livro de Gutierres tenha um título sugestivo para o paladar pentecostal, “Revestido de Poder,” dizer que o cessacionismo não é problema não combina com o poder do Espirito Santo. É um revestimento de entreguismo disfarçado de poder?

Quando os apóstolos de Jesus foram revestidos de poder, eles passaram a ter confrontos com os maiores teólogos, que eram os fariseus e saduceus.

Um revestimento real de poder do Espírito Santo provocaria inevitavelmente o mesmo conflito com os fariseus e saduceus modernos — os teólogos cessacionistas.

Um revestimento real de poder do Espírito Santo acaba revelando que o cessacionismo é um grande problema, não o contrário. Gutierres Fernandes Siqueira e outros assembleianos entreguistas estão revestidos do quê, afinal?

Se o cessacionismo e a TMI não eram necessários e aceitos entre os apóstolos de Jesus, por que hoje deveriam ser tolerados entre pentecostais por amor a um apego mórbido à teologia calvinista cessacionista, que é incuravelmente soberba contra o Espírito Santo, suas obras e dons?

O movimento pentecostal, especialmente a Assembleia de Deus, não deveria ser passivo nem omisso diante desses dois males e seus promotores.

Querendo ou não, ao dizer que “Não há problema em ser cessacionista,” o assembleiano Gutierres Fernandes Siqueira acabou sugerindo que “Não há problema em ser herético” e que “Não há problema em tratar como cristão genuíno quem blasfema contra o Espírito Santo.”

Em seu livro “Strange Fire” (Fogo Estranho) MacArthur chama várias vezes o movimento pentecostal, neopentecostal e carismático de “herético.” Uma das muitas desculpas que ele usa para aplicar esse rótulo extremista nos pentecostais consta em seu livro, que diz: “Pentecostais e carismáticos elevam a experiência religiosa acima da verdade bíblica. Embora muitos deles honrem da boca para fora a autoridade da Palavra de Deus, na prática eles a negam.”

O contrário é a verdade. Dou um exemplo do próprio quintal de MacArthur. A Coalizão pelo Evangelho, entidade formada apenas por calvinistas, vem defendendo a ideia de que um evangélico pode ser homossexual e pastor, desde que limite sua homossexualidade aos pensamentos e desejos, sem praticá-los. Aliás, a Coalizão pelo Evangelho tem vários membros que são pastores homossexuais supostamente não praticantes.

Por falar em Coalizão pelo Evangelho, como um verdadeiro plantonista da soberba teológica calvinista, Gutierres saiu em defesa de Ed Shaw, pastor reformado ligado a essa entidade, recomendando publicamente o livro dele que defende uma espécie de homossexualidade celibatária. Você pode ler mais sobre isso neste artigo: Ed Shaw, Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) e sentimentos homossexuais: o que eles dizem e o que Jesus disse

Para Gutierres, críticas a essa novidade calvinista — homossexualidade calvinista celibatária — são movidas por “ignorância petulante.” O assembleianismo dele, que se presta a tal aberração teológica calvinista, é um desserviço ao Evangelho.

MacArthur também é membro da Coalizão pelo Evangelho. Esse é o caso perfeito de colocar a experiência pessoal de pecado, seja em pensamentos, desejos ou ações, de pastores calvinistas homossexuais acima da Palavra de Deus. Na verdade, não são as igrejas pentecostais que estão liderando a apostasia de ordenar pastores homossexuais. São as igrejas calvinistas. O farisaísmo reina no calvinismo cessacionista.

No entanto, de acordo com Gutierres, não haveria problema nesse farisaísmo que blasfema contra o Espírito Santo, acusa os pentecostais de “heréticos” e passa a mão em cima de pastores calvinistas homossexuais.

Não sei qual é a Bíblia que Gutierres e outros assembleianos entreguistas usam, mas a minha Bíblia não diz:

“Não há problema em ser blasfemador do Espírito Santo.”

“Não há problema em deturpar a natureza, as obras e os dons sobrenaturais do Espírito Santo.”

Enquanto os heréticos cessacionistas, na terminologia correta de Cheung, dizem que há problema em ser pentecostal e ter hoje dons sobrenaturais do Espírito Santo, vamos responder que não há problema em ser cessacionista, apenas para evitar os confrontos inevitáveis que o Evangelho do Reino de Deus — que vem com curas, maravilhas e expulsões de demônios — provoca?

Na heresia cessacionista, não há concessão ao pentecostalismo e aos dons sobrenaturais do Espírito Santo hoje.

O Evangelho do Reino de Deus não tem concessões ao entreguismo e ao cessacionismo.

Fonte: www.juliosevero.com

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Cessacionismo: Apostasia Sistemática

Por que um teólogo calvinista cessacionista não pode usar seu púlpito para cruzadas contra o aborto, a sodomia e o feminismo, mas pode usá-lo para cruzadas contra pentecostais e neopentecostais?

Ed Shaw, Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) e sentimentos homossexuais: o que eles dizem e o que Jesus disse

Cessacionismo: Apostasia Sistemática

Vincent Cheung

Poderíamos escrever um livro inteiro sobre como a maldita heresia do cessacionismo perverte todas as doutrinas da fé cristã. Precisaríamos escrever outro livro a mais para detalhar o dano incalculável que esse ensinamento demoníaco infligiu à igreja através da história e, de fato, em toda a humanidade.

Aqui, nada mais faremos do que considerar brevemente como o cessacionismo se relaciona com um resumo da teologia dogmática cristã. Como estabeleci os itens abaixo em vários lugares, apenas os apresentarei em lista e presumirei que eles são compreendidos. Não sejamos bebês espirituais, mas rapidamente nos lembremos e apliquemos o que aprendemos.

Alguns desses erros são cometidos não apenas por cessacionistas, mas por categorias mais gerais daqueles que se dizem cristãos, aos quais chamamos de pessoas descrentes ou sem fé. Apesar de nos referirmos apenas aos cessacionistas por uma questão de conveniência, todas as pessoas sem fé são culpadas de muitos dos itens abaixo.

Bibliologia

Quando se trata da inspiração das Escrituras, a formulação evangélica coloca muita ênfase nos apóstolos, e o cessacionista explora isso para defender sua causa. Expliquei como essa formulação é defeituosa e força o próprio evangélico a um canto, pois exige que ele invente uma teoria após outra para abordar os problemas gerados. Deus é o autor das Escrituras, e isso não ajuda o cessacionismo, porque Deus ainda vive.

Então os cessacionistas dizem que o cessacionismo vem da suficiência das Escrituras, mas Paulo disse a Timóteo que as Escrituras que ele tinha — o Antigo Testamento — já eram suficientes. Assim, a Bíblia completa não é apenas suficiente, mas mais do que suficiente — isso revela outra falha na formulação evangélica. Em todo caso, se o cessacionismo deriva da suficiência das Escrituras, então o cessacionismo deve declarar que todo o Novo Testamento é desnecessário e fraudulento. A Bíblia é suficiente para construir fé para produzir milagres. E é suficiente para condenar o cessacionista.

E então os cessacionistas dizem que o cessacionismo é resultado da irrevocabilidade das Escrituras, ou da conclusão das Escrituras. Contudo, os dons do Espírito não escreveram as Escrituras, mas Deus as escreveu — as Escrituras vieram de seu próprio fôlego — e ele ainda vive. Se a conclusão das Escrituras fez com que a habilidade de escrever as Escrituras cessasse, então deve significar que a conclusão das Escrituras destruiu o próprio Deus, já que ele é a única habilidade de escrever as Escrituras. Portanto, o cessacionista não pode nem mesmo ser um teísta, muito menos um cristão. A Bíblia é a palavra final sobre o assunto, que Deus promete bênçãos sobrenaturais e manda o ministério de milagres.

O cessacionista também subverte a clareza das Escrituras, pois ele proíbe a fé direta nas palavras da Bíblia. Em vez disso, ele impõe uma estrutura artificial nas Escrituras, juntamente com várias palavras fantasiosas e teorias estranhas sobre os propósitos de Deus, a fim de torcer as palavras de Deus além de todo reconhecimento, de modo que ele possa justificar sua incredulidade e falta de poder.

O cessacionista afirma defender a doutrina de que as Escrituras são suficientes e finais, mas ele rejeita o que essas Escrituras finais e suficientes dizem. Como Jesus disse: “Por que vocês me chamam de ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que digo a vocês?” Cuidado! Essas mesmas Escrituras também são suficientes para declarar a condenação final daqueles que persistem na incredulidade. Isso ficou claro na carta aos Hebreus, entre outros lugares. De que adianta declarar a suficiência das Escrituras, se você não acredita nelas? De que vale declarar a irrevocabilidade da Bíblia, se você não lhe obedece? Por que você declara a clareza das Escrituras, se distorce o que ela diz? O único efeito é autocondenação.

Teologia

A natureza de Deus é operar milagres. Isso é evidente em toda a Bíblia. Como está escrito: Quem entre os deuses é como tu, ó SENHOR? Quem é como tu — majestoso em santidade, estupendo em glória, operando maravilhas?” Seria ridículo afirmar que Deus ainda é majestoso em santidade, estupendo em glória, mas que ele não está mais fazendo maravilhas. Não tem nada a ver com a história da redenção ou com a conclusão das Escrituras — é da sua natureza fazer milagres. A questão não é quando é, mas o que ele é.

Deus realiza milagres muitas vezes não para provar a si mesmo ou para se revelar, ou para autenticar novas revelações, mas para cumprir suas antigas promessas e antigas revelações. Ele faz milagres porque ele é fiel à sua palavra. Aliás, a maioria dos milagres é realizada nessa base. O cessacionista distorce tanto a natureza das Escrituras quanto a natureza de Deus.

Deus é soberano. Ele soberanamente faz promessas, e então ele sempre soberanamente mantém suas promessas. No entanto, para o cessacionista, mesmo quando Deus prometeu algo, ele pode não fazê-lo, porque “Deus é soberano.” Isso é o que eles dizem aos cristãos que oram de acordo com as palavras das Escrituras. “Deus é soberano,” de modo que independentemente do que a Bíblia diga, cada oração ainda é decidida caso a caso. Em outras palavras, cada promessa na Bíblia se torna totalmente sem sentido. Assim, o cessacionista faz de Deus um mentiroso soberano, um soberano violador da aliança. Isso é blasfêmia. É uma das muitas ofensas dignas de excomunhão cometidas por todo cessacionista.

A Bíblia nos orienta a não esquecer seus benefícios, e declara que Deus é aquele que perdoa todos os nossos pecados e cura todas as nossas doenças. Se temos fé para que ele nos perdoe, então é claro que ele nos perdoa. Embora o perdão e a cura sejam fornecidos na mesma base, o cessacionista costuma dizer que, mesmo quando temos fé para Deus nos curar, ainda assim ele pode não nos curar. Então, o cessacionista introduz uma contradição dentro do relato bíblico da natureza de Deus e da natureza da redenção, e ele não tem base para afirmar que Deus sempre perdoará alguém que tem fé, de modo que a própria base dele para a salvação é destruída.

Jesus declarou que aqueles que creem nele realizariam as mesmas obras que ele e obras ainda maiores do que ele fez. Ele explicou que Deus é quem realizaria essas obras, para que ele fosse glorificado. O cessacionista não permite isso e, portanto, insiste numa versão fundamentalmente diferente de como Deus opera.

Cristologia

A Bíblia diz que Jesus levou nossas enfermidades e levou nossas doenças. Quem tem fé deve ser liberto da doença, assim como qualquer pessoa que tem fé deve ser liberta do pecado. Se tivermos alguma dificuldade, devemos nos examinar e não mudar a doutrina. As duas bênçãos são asseguradas e fornecidas na mesma base, de modo que afirmar uma exige que a pessoa afirme a outra, e negar uma exige que a pessoa negue também a outra. O cessacionista rejeita, assim, a expiação e anula sua própria alegação de que é salvo.

A Bíblia diz que os discípulos curavam os doentes e expulsavam demônios no nome de Jesus. A doutrina do evangelho é que Deus ressuscitou Jesus dos mortos e assentou-o à destra do Altíssimo, para que todo ser no céu, na terra e debaixo da terra se curvasse a esse nome. Aliás, esse nome foi eficaz em realizar milagres antes mesmo da ressurreição de Cristo. Assim, o cessacionista rejeita a autoridade do nome de Jesus e considera-o como abaixo do que era até mesmo antes da ressurreição de Cristo.

Pedro disse que o homem aleijado foi curado “pela fé no nome de Jesus,” mas também disse que “não há outro nome debaixo do céu dado aos homens pelo qual devemos ser salvos.” O apóstolo pregou o mesmo nome para salvação da mesma forma e no mesmo contexto em que ele o pregou e usou para realizar um milagre de cura. Se o nome de Jesus pode salvar hoje, então o nome de Jesus pode curar hoje. Se o nome de Jesus não cura hoje, então em que base podemos acreditar que ele salva hoje? É o mesmo nome. Assim, o cessacionista rejeita o único nome pelo qual ele deve ser salvo. Não há outro caminho, mas ele rejeita o único caminho.

Quando Jesus declarou que aqueles que creem nele realizariam as mesmas obras que ele realizava e obras ainda maiores do que ele fazia, ele também disse que é ele quem as realizaria. Ele disse: “Qualquer um que tem fé em mim fará o que eu tenho feito. Ele fará coisas ainda maiores do que essas… Você pode me pedir qualquer coisa em meu nome e eu farei.” Já que o cessacionista nega o ministério de milagres, ele também abole um aspecto inteiro do ministério pós-ressurreição e atual de Jesus Cristo.

A Bíblia diz que Jesus é aquele que realiza o batismo no Espírito Santo, e que esse batismo dota seus discípulos com “poder do alto,” o mesmo poder que Jesus tinha quando ele andava na terra e fazia milagres. Já que o cessacionista nega que Jesus agora concede poder de operar milagres àqueles discípulos que recebem pela fé, ele rejeita o ministério de Jesus como o batizador.

Assim, o cessacionista faz um ataque total à doutrina de Cristo, desde sua autoridade pré-ressurreição até sua autoridade pós-ressurreição, e desde sua obra de expiação até sua obra de mediador, realizador de milagres e batizador. Esse último item, claro, também se torna um ataque à doutrina do Espírito Santo.

Pneumatologia

O cessacionismo rejeita o ensino da Bíblia de que o batismo no Espírito Santo é distinguível da obra do Espírito na regeneração. E o cessacionismo rejeita o ensino da Bíblia sobre o que esse batismo no Espírito Santo deve produzir. Na Bíblia, quando o Espírito Santo vem sobre uma pessoa, isso resulta em milagres e profecias. A Bíblia afirma repetida e explicitamente que isso é o que o batismo no Espírito Santo pretende produzir. O cessacionista rejeita isso, mas reduz a operação do Espírito no crente a um mero poder moral, talvez resultando em santidade, perseverança e coisas semelhantes.

Pedro pregou esse batismo de poder milagroso como o evangelho, soando como se receber o perdão do pecado é em si um meio para um fim —receber o Espírito Santo para obter poder. Ele disse: “Arrependam-se e sejam batizados cada um de vocês no nome de Jesus Cristo para o perdão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo.” Ele não disse: “Creia em Jesus para ter perdão de seus pecados, e você receberá o dom da vida eterna.” Mas ele disse: “Creia em Jesus para ter o perdão dos pecados, e você receberá o dom do Espírito Santo.”

O que ele quis dizer com o dom do Espírito Santo? Ele especificou que ele se referiu ao que Joel disse: “Nos últimos dias, Deus diz, derramarei meu Espírito sobre todas as pessoas. Seus filhos e filhas profetizarão, seus jovens terão visões, seus velhos sonharão. Mesmo em meus servos, tanto homens quanto mulheres, derramarei meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.” Em outras palavras, Pedro disse: “Creia em Jesus para ter perdão dos pecados e você receberá profecias, visões, sonhos e assim por diante.” Assim, o cessacionista abole não apenas um aspecto importante da obra do Espírito Santo, mas abole o próprio evangelho apostólico.

O cessacionista rejeita os dons do Espírito. Contudo, a Bíblia promete e ordena o aumento e a expansão de poderes miraculosos, inclusive os dons do Espírito (os dons representam apenas uma entre várias maneiras de realizar ou receber milagres). Portanto, o cessacionista rejeita além disso a obra do Espírito e também o que significa ser um cristão. Muitas vezes, o Espírito foi praticamente reduzido a uma influência moral, mas ele é muito mais que isso. Em iniquidade, o cessacionista suprime o Espírito e colhe dentro de seu próprio espírito, corpo e sociedade os resultados de sua incredulidade.

Jesus disse: “Você receberá poder quando o Espírito Santo vier sobre você, e então você será minha testemunha.” Como o cessacionista rejeita esse poder, ele não apenas desafia a pneumatologia bíblica, mas também a missiologia bíblica. O cessacionista faz com que sua doutrina e credo oficial, muitas vezes até mesmo um teste de ortodoxia, rejeite a Grande Comissão como Jesus a projetou.

O cessacionista também rejeita o que Jesus quis dizer com a blasfêmia contra o Espírito Santo. Alguns cessacionistas têm realmente cometido esse pecado imperdoável e, já que eles alteraram e relaxaram seu significado, também aumentaram a probabilidade de que outras pessoas cometessem o pecado. Assim, eles são responsáveis não apenas por sua própria blasfêmia imperdoável, mas também pela blasfêmia e condenação de outras pessoas.

Antropologia e Soteriologia

A natureza do homem como espírito e feito à imagem de Deus, especialmente alguém que renasceu, traz certas implicações para operações espirituais e milagrosas. O cessacionista não sabe ou não aceita o que a Bíblia ensina sobre a natureza espiritual do homem. Então Tiago, no contexto da fé e oração, escreveu que Elias era um homem como nós, e pela fé e oração ele realizou milagres que controlavam a natureza. A Bíblia não diz que eu preciso ser como um profeta para fazer milagres, porque diz que um profeta que fazia milagres era como eu. O cessacionista não sabe o que significa ser um ser humano, ou o que significa quando um ser humano tem fé.

Jesus é a videira, eu sou o galho, e sem ele não posso fazer nada. Mas não estou sem ele. Estou ligado a ele e extraio vida e poder dele. Não sou Jesus, mas o fato de eu não ser Jesus garante que posso fazer as mesmas obras que ele fez e ainda maiores do que ele fez, porque ele disse que “quem tem fé” nele poderia fazer essas coisas — não ele, mas quem tem fé nele. E, claro, então ele é aquele que faz essas coisas através daquele que tem fé. Eu não preciso ser um Deus, ou um apóstolo ou um profeta para fazer milagres. Eu só preciso ser um ser humano — um homem que tenha fé em Jesus Cristo.

Quando se trata da doutrina do pecado, o cessacionista frequentemente fala de arrependimento, pecado e indignidade, mas ele se recusa a se arrepender de sua própria incredulidade. Ele não adverte as pessoas sobre a incredulidade para com os milagres, os dons do Espírito e os benefícios do evangelho; ao contrário, ele promove a descrença em relação a essas coisas. Assim, o cessacionista mostra que ele tem consciência do pecado, mas ele não permite que a Bíblia defina o pecado. Ele abraça o principal pecado da incredulidade por si mesmo, e ele promove o pecado da incredulidade para os outros. Ele ainda não aprendeu a primeira lição sobre o pecado, mas ele ecoa a serpente, o diabo, que disse: “Deus realmente disse?”

Quanto à soteriologia, já cobrimos alguns itens que também poderiam estar sob essa doutrina. O cessacionista rejeita a expiação como é ensinada na Bíblia, que essa obra de Cristo provê tanto perdão quanto cura, entre outras coisas, e que elas estão disponíveis no presente pela fé. Ele nega que Jesus Cristo salva o homem todo. Tenha em mente que o Espírito Santo também é dado com base na redenção. Na aplicação da redenção, o cessacionista rejeita o ensino da Bíblia sobre o batismo do Espírito Santo, confundindo-o e fundindo-o com outros itens à força, para que ele possa suprimir inteiramente seu verdadeiro propósito e poder.

Eclesiologia

Paulo escreveu que assim como o corpo é um e tem muitos membros, assim é com Cristo. Então, no contexto dos dons espirituais, ele disse que uma parte do corpo não pode dizer à outra: “Não tenho necessidade de você!” Os dons miraculosos são fortes e necessários? Então, esperamos que eles permaneçam. Mas e se os dons miraculosos parecerem fracos e desnecessários? O apóstolo respondeu: “Pelo contrário, as partes do corpo que parecem mais fracas são indispensáveis.” De qualquer ângulo que olhemos para essa questão, se a cura é um dom do Espírito, ninguém pode dizer a esse dom ou a alguém que o use “Não tenho necessidade de você!” Da mesma forma, se a profecia é um dom do Espírito, se as línguas são um dom do Espírito, se os milagres são um dom do Espírito, ninguém pode dizer: “Não preciso de vocês!” Entretanto, exceto pelo curto período após a ressurreição de Cristo, o cessacionista diz dos dons do Espírito e daqueles que tinham os ministérios desses dons — para o passado, presente e futuro — “Não tenho necessidade de vocês!” Ele esbofeteia o Espírito ao longo dos séculos. Assim, o cessacionista comete o erro dos coríntios — em proporções históricas.

O apóstolo disse: “deseje de todo o coração profetizar e não proíba falar em línguas,” mas o cessacionista proíbe profetizar e detesta de todo o coração falar em línguas. O apóstolo disse que os crentes podem todos falar em profecia, um por um, mas o cessacionista diz que os crentes nunca podem falar em profecia. O apóstolo disse: “Não apague o Espírito. Não despreze as profecias.” O cessacionista faz o oposto. O apóstolo disse: “Quando vocês se reúnem, todos têm um hino, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma língua ou uma interpretação.” Mas o cessacionista declara que ninguém pode ter uma revelação, ninguém pode ter uma língua, e ninguém pode ter uma interpretação. Isto é mesmo uma igreja cristã? A igreja cessacionista nunca alcança o mandato apostólico do que um culto da igreja deve ser e fazer. Ela alega ser uma igreja, mas não se comporta como uma igreja.

A igreja cessacionista não mantém a ordem da igreja. Ordem adequada da igreja não significa apenas parar as coisas erradas, mas também promover as coisas certas. Nós não reprimimos falsas doutrinas removendo toda a pregação da igreja. Isso não seria ordem da igreja, mas apostasia. Não seria proteger a igreja, mas destruir a igreja. Da mesma forma, a ordem da igreja regula a operação dos dons do Espírito. Se ela proíbe os dons do Espírito, não é mais a ordem da igreja, mas apostasia.

E quanto à disciplina na igreja? Na Bíblia, a igreja poderia se reunir para entregar um membro pecador a Satanás “para a destruição da carne,” mas você precisa de poder espiritual para fazer isso. Hoje em dia, o membro excomungado provavelmente se tornará mais feliz e saudável, porque ele não precisa mais ouvir esses sermões deprimentes sobre doença! Há mais cura no mundo do que na igreja.

E quanto à ordenação? Como o Espírito disse: “Separe para mim Barnabé e Saulo.” Mas agora temos apenas ambição humana, educação humana e depois uma comissão humana. Paulo escreveu a Timóteo: “Não negligencie o dom que você tem, o qual lhe foi dado por profecia, quando o conselho de anciãos impôs as mãos sobre você.” O quê, o dom? O quê, por profecia? Mas agora temos diplomas e certificados. Qualquer cessacionista é verdadeiramente ordenado? Talvez ele possa ser “legalmente” ordenado, como diz o credo — isto é, de acordo com a lei religiosa humana — mas ele não é espiritualmente e poderosamente ordenado.

Escatologia

A Bíblia diz que os dons do Espírito são como sentir o gosto dos “poderes da era vindoura.” Portanto, dizer que nós já saímos da era dos dons do Espírito só pode significar que estamos vivendo na “era vindoura.” Isso não é apenas escatologia falsa, mas também deve significar que nós — inclusive os cessacionistas, se forem crentes — deveríamos ter poderes ainda mais fortes do que os demonstrados pelos dons do Espírito. Se os dons do Espírito são apenas como sentir um gosto, e já saímos desse estágio, então deveríamos estar agora com a medida completa dos poderes sobrenaturais. Deveríamos estar experimentando um bilhão de vezes mais os poderes demonstrados pelos apóstolos. Se não estamos na “era vindoura,” então ainda estamos vivendo no tempo em que podemos sentir o gosto “dos poderes da era vindoura,” de modo que deveríamos ter os dons do Espírito.

Em outro lugar, a Bíblia diz que os dons do Espírito cessarão quando os poderes que eles representam se tornarem tão amplos e comuns em nossa experiência que os dons seriam como coisas de crianças. Se eu vejo “num espelho vagamente” com os dons do Espírito agora, eu então verei “face a face.” Se eu sei em parte agora, então “eu saberei completamente, assim como sou conhecido.” Se posso fazer algo como um milagre agora pelos dons do Espírito, então quando os dons do Espírito cessarem, farei isso e muito mais como uma habilidade natural, e isso não seria mais um milagre para mim. Eu não precisaria da operação de milagres para andar sobre as águas se isso se tornasse minha capacidade inerente andar sobre as águas.

Se os dons do Espírito cessaram, então já estamos nesse estágio. Mas já que não estamos nesse estágio, é falsa escatologia dizer que os dons do Espírito cessaram. O cessacionista frequentemente acusa as pessoas de ensinar o triunfalismo. Isso geralmente é uma afirmação falsa, e a doutrina cessacionista é pior. Do ponto de vista da escatologia bíblica, o cessacionismo é o triunfalismo sem o triunfo. É a doutrina de um perdedor supremo.

Conclusão

Há mais doutrinas e categorias a serem consideradas, mas eu já tive de apressar as anteriores e desisti de itens que eu poderia ter discutido, mesmo combinando homem, pecado e salvação em uma seção. O que mais direi? Pois me faltaria o tempo para falar de como o cessacionismo corrompe a apologética, o aconselhamento, a ética, a política, a economia, a educação, o trabalho e a vida, e todos os aspectos do pensamento e da conduta cristã.

Para a apologética, o cessacionista rejeita o papel do Espírito em imaginar argumentos, recordar princípios, revelar segredos e realizar milagres. Como eu disse em nosso programa sobre Argumentação Cristã, “O Espírito Santo é o mestre teólogo, filósofo, examinador, parceiro profético, milagreiro… O fator que falta em todo curso de apologética cristã.”

Para o aconselhamento, o cessacionista nega a ajuda do Espírito em revelar corações e produzir respostas, e curar condições psicológicas que estão associadas a doenças físicas, como alguns casos de depressão. E quanto a expulsar demônios? Você está brincando? Isso é para o cinema. O cessacionista envia o diabo para os incrédulos tratarem, para que eles possam colocá-lo em uma camisa de força e entupi-lo de drogas.

Para a ética, o cessacionista impede que o Espírito mude os homossexuais e viciados em drogas através de poderes miraculosos. Alguns casos de aborto provocado — ou algumas desculpas para o aborto provocado — podem ser completamente eliminados mediante milagres de cura para os bebês em gestação, ou até mesmo apenas mediante a volta da mera doutrina da cura à discussão. Lembrando que não estamos apenas mirando o cessacionismo, mas todo tipo de incredulidade, algo como a ética do roubo e da pobreza deve ser tratado não apenas com princípios e mandamentos, mas também com a promessa de provisão material no evangelho.

Quanto ao modo como o cessacionismo corrompeu o engajamento da igreja com a cultura, as pessoas costumavam ter medo de Jesus por causa dos milagres feitos em seu nome: “Nenhum dos outros ousava se juntar a eles, mas o povo os considerava em alta estima” e “Eles todos foram tomados de medo, e o nome do Senhor Jesus era tido em alta honra.” Agora eles riem dele. A igreja está indignada e reage com política.

O cessacionismo redefiniu como a igreja se relaciona com o mundo, até mesmo como Deus se relaciona com o mundo. Veja! O Senhor disse: “Toda autoridade no céu e na terra me foi dada.” Que tipo de embaixador negocia com uma nação conquistada em seus termos? Não seria ele um traidor do rei? Ele não seria alguém que as pessoas cuspiriam, espancariam e chutariam? Mas o cessacionista traiu o Rei Jesus e seu edito, o evangelho.

O cessacionismo corrompe todo o sistema cristão da verdade e o modo inteiro de vida cristão. Ele ataca tudo sobre a fé cristã, não deixando nada sem tocar. É uma completa apostasia da fé cristã. É uma completa deserção do evangelho de Jesus Cristo. O resultado é uma religião diferente da que as Escrituras ensinam.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês de Vincent Cheung: Cessationism: A Systematic Apostasy

Fonte: www.juliosevero.com

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Cristãos retornam para a Síria — mas não para o Iraque

William Murray

Cristãos no Oriente Médio estão votando com os pés no governo do presidente Assad na Síria. Com tudo o que os funcionários do governo americano e os meios de comunicação disseram para condenar o governo secular da Síria, certamente ninguém deveria querer voltar para lá, com a guerra civil aparentemente diminuindo em favor do presidente Assad. Mas esse não é o caso.

Até agora, em 2017, mais de 600 mil sírios, cristãos e muçulmanos, retornaram às suas casas na Síria, enquanto o Estado Islâmico e os “rebeldes” sunitas muçulmanos apoiados pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos estão sendo expulsos. Dos cristãos que fugiram de suas casas na Síria, muitos estão retornando do Líbano, Jordânia e Turquia. Cristãos mais ricos que fugiram da guerra civil estão voltando também da Europa.

Ao contrário do Iraque e de outras nações majoritariamente muçulmanas, a Síria tem uma constituição secular, de modo que a lei da xariá não é aplicada como a lei da terra. Os cristãos têm seu próprio sistema de tribunais para resolver questões familiares, separado do sistema de tribunais xariás dos muçulmanos. Aliás, os líderes religiosos cristãos na Síria chamam as várias décadas de domínio da família Assad como uma “era de ouro para os cristãos.”

Não é de admirar, pois, que os cristãos sírios estejam retornando para suas casas na Síria em grande número.

Mas os cristãos não estão retornando para o Iraque, onde os Estados Unidos e outras nações ocidentais estabeleceram uma “democracia.” Por quê? Provavelmente porque a constituição do Iraque, escrita numa “assembleia democrática” após a queda de Saddam Hussein, afirma que “o islamismo é a religião oficial do Estado e é uma fonte fundamental de legislação.” Para reforçar isso, uma segunda cláusula declara: “Não se pode estabelecer nenhuma lei que contradiga as prescrições estabelecidas pelo islamismo.”

Como isso afeta os cristãos? Aqui estão apenas alguns exemplos: os muçulmanos são proibidos por lei de se converterem ao Cristianismo. “Blasfêmia contra o islamismo” é crime. Nenhuma criança pode ter um nome em sua certidão de nascimento que não apareça no Alcorão, de modo que os cristãos não podem oficialmente colocar, por exemplo, em seus filhos o nome de Pedro ou Paulo. (Muitas crianças cristãs no Iraque são chamadas Yusef [José] ou Maryam [Maria] porque esses dois nomes aparecem no Alcorão).

Quase nenhum refugiado cristão sírio registrado na ONU está buscando asilo em outra nação, mas um grande número de cristãos iraquianos quer deixar o Oriente Médio.

Um relatório da Fundação Heritage revelou que os cristãos sírios compõem pequenas porcentagens de requerentes de asilo registrados na agência de refugiados da ONU no Líbano, Jordânia, Iraque e Egito — 1,5 por cento, 0,2 por cento, 0,3 por cento e 0,1 por cento, respectivamente. No entanto, o relatório constatou que mais de 16% dos refugiados iraquianos em busca de asilo eram cristãos. O relatório é muito claro que os refugiados cristãos da Síria planejavam voltar para casa se o governo sírio ganhasse [a guerra], enquanto os refugiados cristãos do Iraque não querem voltar, mesmo com um governo apoiado pelos americanos no Iraque.

Num artigo do World Watch Monitor, Ewelina Ochab, especialista em direitos humanos e genocídio, chegou a esta conclusão depois de entrevistar cristãos do Iraque que fugiram para o Curdistão ou se tornaram refugiados na Jordânia: Ela afirmou que os cristãos iraquianos enfrentam perseguição desde a invasão liderada pelos EUA para derrubar Saddam Hussein em 2003. Os cristãos foram responsabilizados pela invasão, e no caos que se seguiu, vários extremistas islâmicos destruíram suas igrejas, roubaram suas casas e os expulsaram do país para o norte do Iraque (Curdistão), Jordânia ou Líbano.

No artigo, Ochab foi citada dizendo que a realidade da Síria é diferente porque “Assad é percebido como o defensor das minorias cristãs.” Ela continuou dizendo: “Muitos cristãos sírios temem que, uma vez que Assad se vá, eles enfrentarão o mesmo destino que os cristãos iraquianos sofreram depois da queda de Saddam Hussein.”

Como diretor de programas de caridade que ajudam refugiados cristãos, posso dar testemunho pessoal da verdade dos cristãos iraquianos que não querem retornar. Muitos dos cristãos com quem trabalho na região curda são aliás de Bagdá, tendo fugido da violência lá. Os cristãos que entrevistei que fugiram da planície de Nínive afirmam que só ficarão no Iraque se não puderem ir para outro lugar.

No geral, o número de sírios retornando às suas casas na Síria enquanto o governo secular está ganhando a guerra é surpreendente. Segundo a Organização Internacional para as Migrações, quase 67% dos mais de 600.000 que voltaram nos primeiros sete meses deste ano retornaram à província de Aleppo, que foi reconquistada das mãos dos rebeldes sunitas apoiados pelos EUA e de vários grupos jihadistas que atuam com eles. Em dezembro de 2016, o governo recuperou a seção da cidade de Aleppo que havia sido mantida por rebeldes. Isso parou o fogo quase constante de morteiros e franco-atiradores nos 80% da cidade que nunca foram mantidos pelos rebeldes, e permitiu que muitas pessoas voltassem.

Até mesmo muçulmanos sunitas que não apoiavam a revolta sunita apoiada pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos estão se retirando da Turquia e de outros lugares para reivindicar sua propriedade e voltar para suas casas. Apenas os elementos extremistas do islamismo sunita aceitaram armas e dinheiro da Arábia Saudita e tentaram derrubar o governo secular da Síria.

A Turquia, que também apoiou a derrubada do governo de Assad, beneficiou-se do saque de Aleppo e outras áreas. Bilhões de dólares em bens saqueados de fábricas, lojas, casas e até mesmo museus foram levados para a Turquia e vendidos. Somente depois que a cobra jihadista que eles estavam alimentando “agradeceu” ao governo da Irmandade Muçulmana da Turquia com ataques terroristas no aeroporto de Istambul, o apoio dos radicais sunitas parou. Agora, muitas das famílias que fugiram para a Turquia estão retornando às suas casas saqueadas na Síria.

O reparo da infraestrutura na Síria será prejudicado com as esperadas sanções e boicotes dos países ocidentais, irritados por não conseguirem desalojar o governo secular da Síria e instalar um governo fantoche da Arábia Saudita com uma constituição compatível com a xariá.

Há uma certeza: os Estados Unidos não pagarão para reconstruir nenhuma das centenas de pontes, viadutos e estradas destruídas nos bombardeios da Síria como parte da estratégia para derrotar o Estado Islâmico.

O trauma do povo da Síria levará gerações para ser superado.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Christians return to Syria — but not to Iraq

Fonte: www.juliosevero.com

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O que o comunismo fez na Rússia: Cabeças humanas vendidas em barraquinhas de mercado para canibais: Imagens chocantes mostram camponeses russos vendendo partes de cadáveres durante a fome na década de 1920 que forçou as famílias a comerem seus parentes

Tariq Tahir

O desespero dos camponeses russos que enfrentaram a falta de alimentação durante a fome que assolou a Rússia nos anos após a revolução comunista é revelado por essas imagens chocantes de cabeças humanas à venda.

Criança chorando num hospital de Samara. A foto foi exibida pela Missão Humanitária de Fridtjof Nansen em: Histoire des Soviets, por Henri de Weindel, França, 1922-23

Mais de cinco milhões de pessoas morreram durante a catástrofe, que começou em 1921 e durou até 1922.

Em uma foto, um casal fica solenemente em seus grossos casacos de inverno atrás de uma mesa carregada de partes de cadáveres de crianças, inclusive duas cabeças.

Um casal russo vende partes de cadáveres humanos num mercado. Povo da Rússia começou a comer e vender membros humanos devido à falta de alimentos durante a fome russa de 1921

O revolucionário comunista russo Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido como Lênin, estava no comando da Rússia desde 1917. Em um arrepiante desrespeito pelo sofrimento de seus conterrâneos, ele ordenou que toda a comida dos pobres fosse confiscada.

Esta foto tirada em outubro de 1921 mostra crianças famintas no acampamento de Samara durante a fome na Rússia

O Partido bolchevique de Lenin acreditava que os camponeses estavam ativamente tentando minar o esforço de guerra e, ao tirar a comida deles, a força deles foi reduzida.

A fome pôde prevalecer com facilidade devido aos problemas econômicos causados pela Primeira Guerra Mundial, cinco anos de guerra civil e uma seca em 1921, que levou 30 milhões de russos a se tornarem desnutridos.

Um casal com seus filhos morrendo de fome durante uma fome na URSS, por volta de 1922

Quando Lênin declarou “deixe os camponeses morrerem de fome,” o resultado foi forçá-los a recorrer ao comércio de carne humana no mercado negro.

Acadêmicos russos têm pesquisado e catalogado exemplos de canibalismo e alimentação de cadáveres e, em um relato, descreveram como uma mulher se recusou a entregar o cadáver de seu marido porque ela o estava usando como carne para comer.

Esta foto tirada em 1921 mostra uma família atingida pela fome na região do Volga, na Rússia, durante a Guerra Civil Russa

Os camponeses famintos eram vistos até mesmo desenterrando cadáveres recentemente enterrados para pegar sua carne, bem como comendo grama e animais que antes eram considerados animais de estimação.

A polícia não tomou medidas porque o canibalismo era considerado um método legítimo de sobrevivência.

Nesta foto tirada em outubro de 1921, crianças refugiadas atingidas pela fome são vistas na Rússia durante a Guerra Civil Russa.

Por fim, equipes humanitárias dos EUA e da Europa chegaram e em 1921 um deles escreveu um relato de embrulhar o estômago do que havia visto: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças. Rumores medonhos sobre salsichas preparadas com cadáveres humanos, embora oficialmente negados, eram comuns. No mercado, entre vendedoras grossas xingando umas às outras, ouvimos ameaças de fazer salsichas de uma pessoa.

Outro agente humanitário relatou: “Famílias estavam matando e devorando pais, avós e crianças.”

Cadáveres são transportados de carroça em Samara nesta foto de Henri de Weindel em 1922-23

Sob a manchete “Mãe vira canibal,” o jornal Mirror noticiou em 16 de janeiro de 1922: “A fome é tão aguda no distrito de Samara em Pugatjewsk que uma mulher na aldeia de Mokscha foi encontrada comendo o cadáver de sua filha.”

Outras imagens perturbadoras da fome mostram crianças sofrendo de desnutrição severa, seus estômagos inchados e quase todos os ossos do corpo visíveis.

Um dos lugares mais atingidos foi a cidade de Samara, situada na parte sudeste da Rússia europeia, na confluência dos rios Volga e Samara.

A ajuda de fora da Rússia foi inicialmente rejeitada por Lênin porque ele via isso como outros países interferindo.

O explorador polar Fridtjof Nansen chegou à cidade em 1921 e ficou horrorizado com o que viu — quase toda a cidade estava morrendo de fome.

Ele levantou 40 bilhões de francos suíços e estabeleceu até 900 lugares onde as pessoas poderiam obter comida.

Lenin acabou se convencendo a deixar agências internacionais de ajuda e Nansen foi premiado com o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços.

A American Relief Administration, que foi informada de que não poderia ajudar em 1919, teve acesso aos doentes e famintos em 1921 e forneceu grande ajuda junto com agências de ajuda europeias como a Save The Children.

Lenin morreu logo após a fome, em 1924, e foi substituído por Josef Stalin, que se tornou o líder da União Soviética.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Human heads sold at the market stall for cannibals: Haunting images show Russian peasants selling body parts during 1920s famine that forced families to eat their relatives

Fonte: www.juliosevero.com

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Reavivamentos americanos: Como a fé incentivou a fundação dos Estados Unidos

Paul Strand

Um dos debates em curso sobre o início da nação americana é se os fundadores pretendiam estabelecer uma nação cristã. Esse debate fez com que muitos se perguntassem se os americanos estão se desligando de sua base cristã ou reinterpretando a lei para refletir melhor as intenções seculares dos fundadores dos EUA.

Alguns argumentam que os EUA não foram construídos sobre princípios cristãos e que até os fundadores tinham uma fé fraca. O que muitos não percebem é que um reavivamento enorme eclodiu em várias décadas de 1700 que deixou uma marca radical em quase todos os fundadores.

Os peregrinos já tinham estabelecido um alto padrão espiritual com sua aliança de 1620, o Pacto de Mayflower, de ser uma cidade reluzente em uma colina para o mundo.

“Eles estavam muito insatisfeitos com o estado do Cristianismo no Velho Mundo,” disse o reverendo Eddie Hyatt, que descreve como o Cristianismo moldou os EUA em seu livro America’s Revival Heritage (A Herança de Reavivamentos dos EUA).

“Eles fugiram da perseguição no Velho Mundo, mas também vieram para os EUA com uma visão de ver uma renovação e uma reforma do Cristianismo e vê-la implementada neste Novo Mundo,” disse ele.

Vivendo por aliança, não reis

Hyatt explicou que a escolha dos peregrinos de viver de acordo com a aliança também era sua maneira de declarar que nenhum rei ou religião estatal governaria sobre os americanos.

“O que isso significava era que eles não seriam governados por um monarca ou por um ditador,” disse Hyatt. “Eles seriam governados por leis sobre as quais todos concordavam.”

Décadas mais tarde, quando William Penn e os quakers se mudaram para a Pensilvânia, Hyatt explicou que eles vinham com uma visão intensa.

“Que as pessoas seriam autogovernadas por dentro pelo amor de Deus e por uma bússola moral interior guiada pelo Novo Testamento,” disse ele. “Quanto mais eles fossem governados de dentro, menos governo externo eles precisariam.”

Os quakers passaram a viver avidamente a crença de que os homens deveriam ser governados de dentro por Deus, não de fora pelo governo.

“Um oficial da Inglaterra veio tentando encontrar o governo da Filadélfia, e ele teve dificuldade em encontrá-lo,” disse Hyatt. “E quando ele encontrou, não havia ninguém lá porque o conselho governante só se encontrava uma ou duas vezes por ano conforme sentiam que havia necessidade.”

Aqui estava outra pedra fundamental da liberdade, que estava sendo estabelecida como alicerce: a visão dos homens morais que se governam em uma terra de governo secular extremamente limitado.

Mas um problema para as colônias era que, ao se mudarem para o século XVIII, seu fervor espiritual estava morrendo rapidamente. Crentes ficaram tão desesperados que começaram a orar por avivamento.

Hyatt disse que as igrejas e os governos se uniram nesse esforço. Ele apontou para os escritos de um pastor puritano naquela época, William Cooper.

“Ele disse que de sábado a sábado eles estavam orando especificamente por um derramamento do Espírito Santo e que Deus iria reviver sua obra,” explicou Hyatt. “A maioria das igrejas separou dias para buscar o Senhor pela oração e pelo jejum. Até mesmo os governos civis estavam preocupados e nomearam dias de jejum e oração.”

O primeiro grande despertamento

As orações foram respondidas e esse reavivamento, conhecido como o Primeiro Grande Despertamento, ocorreu entre 1720 e 1760.

O Rev. Jonathan Edwards, conhecido principalmente hoje por seu ardente sermão, “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado,” estava bem no meio desse avivamento.

Edwards era uma criança prodígio, iniciando seus estudos na Universidade de Yale aos 13 anos e se formando no topo de sua classe aos 17 anos de idade. Ele era conhecido por orar e estudar sua Bíblia 13 horas por dia.

Esse pastor colonial viu pessoalmente o avivamento tomar conta de sua cidade natal no Oeste de Massachusetts.

“A maneira como ele descreve: um dia, Deus invadiu a cidade de Northampton,” disse Hyatt. “A cidade parecia estar cheia da presença de Deus.”

Os bares se esvaziaram e a casa de Edwards, assim como os lares de outros cristãos, se encheram de pessoas ansiosas para serem salvas e conhecerem a Deus.

Os visitantes da cidade falavam espantados sobre a atmosfera sagrada que vivenciaram cobrindo a cidade.

“Se você encontrasse alguém que parecesse espiritualmente indiferente, seria algo estranho,” citou Edwards.

Outras cidades e regiões também vivenciaram essa explosão espiritual, mas o poderoso pregador inglês George Whitefield trouxe seus sermões inflamados para os EUA.

Desprezado pela igreja socialmente reconhecida, ele pregou a salvação para grandes multidões ao ar livre. Multidões de 10.000 até 30.000 apareceram.

“Durante esse período, parecia que cidades inteiras se arrependiam e se voltavam para Deus,” disse Hyatt. “Foi um movimento incrível para o Cristianismo.”

Salmo em todas as ruas

Whitefield ficava hospedado na casa de Benjamin Franklin enquanto pregava na Filadélfia. Franklin escreveu sobre o impacto do avivamento.

“De ser irrefletido ou indiferente sobre o Cristianismo, parecia que todo o mundo estava se tornando cristão, de modo que não se podia andar pela cidade em uma noite sem ouvir salmos sendo cantados em diferentes famílias de todas as ruas,” escreveu Franklin.

Whitefield estava fazendo uma oração especial neste momento pelas colônias que fariam uma enorme diferença em sua Revolução e futuro juntos.

Hyatt disse que Whitefield estava orando para que “eles não vivessem como 13 colônias dispersas, mas como uma nação sob Deus.”

E, de fato, o Grande Despertamento tornou-se o primeiro evento nacional que as colônias dispersas experimentaram em união. Unificou-os diferente de qualquer outra época logo antes para enfrentar o poderoso império britânico na guerra.

O reavivamento também moldou a visão central dos fundadores para os EUA: que Deus liberta os homens, é seu direito natural ter liberdade e cada um foi feito para governar com Cristo.

A influência desse reavivamento está em toda a Declaração de Independência, na Constituição dos EUA e na Declaração de Direitos.

Ao estudar os fundadores, Hyatt encontrou exemplo após o exemplo de quão profundamente esse Despertamento influenciou a eles e seus valores cristãos. Tome Thomas Jefferson por exemplo.

“Ele assinava todos os documentos presidenciais ‘no ano de nosso Senhor Cristo,’” explicou Hyatt.

Jefferson autorizou o envio de missionários cristãos para uma tribo indígena e deu a essa tribo verbas federais para construir uma igreja. Ele também participou de cultos de domingo que se reuniam bem dentro na Câmara dos Deputados dos EUA.

Hyatt apontou que esses exemplos dificilmente são os atos de um homem querendo colocar uma enorme parede de separação entre Cristianismo e governo, como muitos retratam Jefferson hoje.

Washington de joelhos — orando

Hoje alguns estudiosos escrevem em dúvida sobre a fé do primeiro presidente dos EUA. Mas um quaker chamado Isaac Potts, que morava perto de Valley Forge, viu de perto a fé de George Washington durante aquele inverno cruel que quase congelou o exército colonial do general até a morte durante a Revolução.

“Amarrei meu cavalo a uma árvore e entrei silenciosamente na floresta, e para meu espanto vi o grande George Washington de joelhos sozinho,” escreveu Potts. “Ele estava em oração para o Deus dos exércitos do céu, implorando a Ele para intervir com o Seu auxílio divino, e para a causa do país e da humanidade, e para o mundo inteiro.”

“Tal oração eu nunca ouvi dos lábios de homens… Nós nunca pensamos que um homem poderia ser um soldado e um cristão, mas se há um no mundo, é Washington,” Potts, que era anti-guerra como a maioria dos quakers continuou.

Na Convenção Constitucional em 1787, os delegados lutaram e brigaram tão amargamente que a convenção quase se desfez.

Mas então Benjamin Franklin se levantou e começou a pregar.

“Quanto mais eu vivo, mais provas convincentes eu vejo dessa verdade: que Deus governa nos assuntos dos homens,” teria dito o velho pai fundador. “E se um pardal não pode cair no chão sem que Ele note, é provável que um império possa se erguer sem a ajuda dEle?”

Então Franklin implorou que orassem juntos no início de cada dia. Depois disso, uma atmosfera de paz e reconciliação veio sobre os fundadores.

“E eles foram capazes de prosseguir,” disse Hyatt. “E para terminar o seu trabalho de modelar a Constituição Americana e Declaração de Direitos — e em um contexto de oração.”

“Eu diria que praticamente todos os fundadores diretamente, indiretamente em um grau ou outro, foram afetados, foram impactados pelo Grande Despertamento,” disse ele.

Um despertamento espiritual nacional

Quando os EUA se mudaram para o século XIX, seu fervor espiritual começou a esfriar novamente e, como antes, homens desesperados oravam por um avivamento.

Veio, começando na Universidade de Yale, onde um terço dos estudantes foram salvos antes de irromper em outras universidades. Então se espalhou por todo o país em crescimento, até mesmo na fronteira.

Hyatt disse à CBN News o que um ciclista metodista escreveu sobre o que viu: “Ele disse: ‘Parecia que o país inteiro estava vindo para Deus.’”

Hyatt sugere em seu livro sobre avivamentos no início dos EUA que este Segundo Grande Despertamento salvou os EUA da influência da sangrenta Revolução Francesa, do deísmo — a crença de que Deus existe, mas é uma entidade distante e despreocupada — e da loucura selvagem e obscena do Velho Oeste.

Ainda outro reavivamento ocorreu no final da década de 1850, bem a tempo de amortecer o golpe da poderosa Guerra Civil que quase destruiu a nação.

“Houve Despertamento em diferentes momentos. Deus veio em momentos cruciais,” declarou Hyatt. “E estou orando para que Deus use meu livro para ajudar a inflamar um novo desejo, paixão e visão nos cristãos de que os Estados Unidos possam ver outro Despertamento espiritual nacional.”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Rede de Televisão Cristã dos EUA: American Revivals: How Faith Fueled America’s Founding

Fonte: www.juliosevero.com

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