Por que não levar a sério o liberalismo teológico da TMI?

Julio Severo

A TMI deveria ser o foco prioritário de todas as igrejas presbiterianas e luteranas. A TMI, que é a sigla da Teologia da Missão Integral, é a versão protestante da Teologia da Libertação. Ambas têm orientação marxista.

Aliás, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil a TMI anda de mãos dadas com a Teologia da Libertação e com a Teologia Gay. Algo a estranhar?

Quase dez anos atrás, quando ministrei uma palestra na VINACC (conhecida hoje como Visão Nacional da Consciência Calvinista), proibi a turma da revista Ultimato de vender suas revistas dentro da sala onde eu estava ministrando. Por que? Por que a Ultimato estava envolvida com a TMI. A TMI é nociva. É liberalismo teológico.

Se eu fosse chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nenhum “apóstolo” da TMI teria vez e voz para palestrar ou dar aulas. Sim, haveria liberdade para assistir aulas. Só isso.

Mas não entendo Augustus Nicodemus. Quando ele era chanceler dessa universidade presbiteriana, os “apóstolos” da TMI, inclusive Ariovaldo Ramos, davam palestras e aulas ali.

E depois, num vídeo de apenas dois minutos, ele finalmente critica a TMI, mas à distância, como se ele nunca tivesse se aproximado, ajudado e facilitado a expansão dessa teologia, que gera liberalismo teológico. Nada de pedido de desculpas. E, depois do vídeo, nada de focar nessa teologia.

Em contraste, há vários vídeos, livros e artigos de Nicodemus e seus colegas teólogos calvinistas que tocam no assunto da chamada Teologia da Prosperidade. Mas não há a mesma preocupação, foco, espaço, energia e tempo gastos na TMI. Por que a incoerência?

A denominação de Nicodemus, a Igreja Presbiteriana do Brasil, tem vários problemas sérios, inclusive envolvendo o Rev. Marcos Amaral, um pastor que tem ecumenismo com líderes de religiões afro-brasileiras. Isso é liberalismo teológico descarado! Enquanto líderes pentecostais e neopentecostais que eles criticam sistematicamente como “hereges” ajudam os adeptos das religiões afro-brasileiras a se libertar do satanismo, Amaral representa a IPB, e dela já recebeu mais de 100 mil reais, para seu ecumenismo literalmente satânico, sem nunca ter sido chamado de herege por Nicodemus e seus companheiros.

Os amigos reformados ecumênicos dos bruxos não são heréticos, mas os pentecostais e neopentecostais que ajudam na libertação dos bruxos são?

Outro reverendo da IPB, Jorge Barros, realizou no Brasil o maior congresso internacional da TMI. Mas nem Nicodemus nem seus colegas e adeptos “defensores do Evangelho” ousaram chamar Barros de herético.

Por que não levam a sério a presença da TMI em seu meio?

Por que, em vez de dedicar seu tempo e energia para atacar a TMI, que é a maior ameaça à Igreja Brasileira, eles dedicam tanto tempo e energia atacando a Teologia da Prosperidade, que não afeta nem influencia igrejas calvinistas, mas que incomoda de forma violenta toda a Esquerda? Aliás, numa lista de ameaças à Esquerda, a filósofa esquerdista Marilena Chaui colocou a Teologia da Prosperidade como inimiga número 1 da Esquerda.

A visão dela é certeira: enquanto a Teologia da Prosperidade ensina os pobres a ver Deus como a fonte suprema de provisão de necessidades materiais, a TMI ensina os pobres a ver o governo como a fonte suprema de provisão necessidades materiais. É só conferir como Ariovaldo Ramos e outros “apóstolos” da TMI sempre trabalharam muito junto do PT. Aliás, o assessor de confiança do PT para lidar oficialmente com assuntos evangélicos era um teólogo presbiteriano chamado Alexandre Brasil!

Não me lembro do clube teológico dos autoproclamados “defensores do Evangelho” chamando esses agentes do PT de hereges.

Não recordo também de Caio Fábio, quando ele era a maior estrela gospel da Igreja Presbiteriana do Brasil, sendo acusado de herege promovendo a TMI e mesmo depois que ele começou a se aproximar de Lula e do PT num esforço espiritualmente adúltero de atrair os líderes evangélicos ao PT.

Quantos reverendos presbiterianos, inclusive Nicodemus, ousaram criticar abertamente Caio Fábio de ser herege quando ele promovia a TMI na década de 1980? Mesmo contando nos dedos, não dá para achar um único crítico.

Parece então que o termo “herege,” tão comumente usado e abusado por pretensos “defensores do Evangelho,” não pode e nunca foi aplicado no Rev. Caio Fábio, no Rev. Marcos Amaral, no Rev. Jorge Barros e tantos outros reverendos e ex-reverendos da IPB. Mas — Santa Conveniência! — pode e tem sido aplicado a torto e direito em Silas Malafaia, porque ele prega a teologia que incomoda Marilena Chaui, o PT, os “apóstolos” da TMI, etc.

Eu bem que gostaria que Augustus Nicodemus tivesse liderado a luta contra a TMI e contra a heresia cessacionista. Mas ele escolheu outros caminhos. Ele nunca levou a sério a ameaça da TMI. O foco do clube teológico dele é a Teologia da Prosperidade. É tragicômico: o foco da marxista Marilena Chaui também é a Teologia da Prosperidade!

A Teologia da Prosperidade está incomodando apenas a Esquerda. Se Nicodemus e outros calvinistas se sentem incomodados com essa teologia, que não tem presença nenhuma em suas igrejas, é porque estão sentindo, no fundo, o que os adeptos da TMI e outros esquerdismos em seu meio estão sentindo.

A Igreja Presbiteriana do Brasil e outras igrejas calvinistas estão sofrendo decadência com o liberalismo teológico. Em todos esses problemas, a Teologia da Prosperidade é 100 por cento inocente. Mas não se pode dizer a mesma coisa sobre a TMI e o esquerdismo.

Por que não levar a sério a presença do liberalismo teológico através da TMI nas igrejas calvinistas e luteranas?

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Caio Fábio, IPB e TMI

O uso e abuso da “defesa do Evangelho” para promover a TMI e o cessacionismo

Viadagens teológicas: ambiente da teologia da libertação e TMI produzindo teologia gay no Brasil

TMI, marxismo e Augustus Nicodemus

Congresso Internacional da Teologia da Missão Integral e a IPB

O feitiço do sucesso: Rev. Marcos Amaral, IPB, Globo e ONU

O agente do PT para enganar os evangélicos

Teologia da Prosperidade: a maior ameaça ao esquerdismo secular, católico e evangélico

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