Líder pró-família muçulmano se queixa de que o Ocidente destaca a violência islâmica, mas não a violência cristã e judaica

Julio Severo

Numa conferência na semana passada no Egito que tinha a intenção de ser uma exibição de unidade entre muçulmanos e cristãos, a principal autoridade religiosa do islamismo sunita atacou os que apoiam o aborto, operação de mudança de sexo e globalização, dizendo que o objetivo disso tudo é “aniquilar todas as religiões abraâmicas.”

Contudo, o xeique supremo Ahmed el-Tayeb, líder da Al-Azhar no Egito, usou seu discurso “pró-família” na conferência realizada na semana passada também para acusar o Ocidente de fazer vista grossa à violência cristã e judaica enquanto só destaca a violência islâmica.

Talvez ele quisesse dizer que enquanto os terroristas muçulmanos estão cometendo ataques a bomba, aleijando e matando pessoas inocentes no mundo inteiro o Ocidente recusa ver que terroristas cristãos estão fazendo a mesma coisa. O problema é: terroristas entre cristãos são a exceção, enquanto entre muçulmanos são a regra.

Contrário à falsa acusação do líder sunita, o Ocidente insiste em retratar o islamismo como uma religião de paz e recusa reconhecer terroristas como muçulmanos enquanto tenta rotular cristãos pró-família como “terroristas” não porque eles cometem ataques a bomba, aleijam e matam inocentes, mas só porque eles defendem valores pró-família.

Al-Azhar, uma sede de conhecimento de séculos que fornece orientação para muçulmanos sunitas, se opõe ao aborto, e vê a homossexualidade e cirurgias de mudança de sexo — exceto em casos de defeitos congênitos — como pecados.

A nação sunita mais importante do mundo é a Arábia Saudita, que é o principal patrocinador do terrorismo islâmico no mundo inteiro.

Se a Arábia Saudita e outras nações sunitas abraçarem totalmente uma plataforma pró-vida e pró-família, combatendo o aborto e a agenda gay para atrair os cristãos para uma unidade religiosa, no fim só restarão muçulmanos sunitas defendendo valores pró-família, pois eles vêm massacrando, inclusive por meio do ISIS, milhares e milhares de cristãos por ano.

O governo americano, inclusive de Bush e Obama, vem louvando e protegendo a Arábia Saudita, apesar de que os EUA são a maior nação protestante do mundo e apesar de que o ISIS, fundado, armado e treinado pela Arábia Saudita e EUA, é a maior máquina de genocídio contra cristãos hoje.

No mês passado, o governo de Trump enviou seu diretor da CIA para recompensar a Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico. O que o governo americano fará em seguida? Recompensará a Arábia Saudita e os muçulmanos como campões pró-vida e pró-família?

Se é loucura muçulmanos sunitas que abraçam a luta pró-família contra o aborto e a agenda gay massacrarem milhares e milhares de cristãos por ano, não é loucura maior os EUA, a maior nação protestante do mundo, abraçarem ao mesmo tempo valores pró-família e muçulmanos sunitas, inclusive a Arábia Saudita, que matam cristãos?

Com informações da Associated Press.

Versão em inglês deste artigo: Muslim Pro-Family Leader Complains the West Highlights Islamic Violence, But Not Christian and Jewish Violence

Fonte: www.juliosevero.com

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