Governo Trump critica severamente a Rússia e dá aviso para Israel

Julio Severo

Em sua primeira apresentação como embaixadora dos EUA na ONU na quinta-feira, Nikki Haley culpou a Rússia pela recente explosão de violência no leste da Ucrânia e avisou que as sanções contra a Rússia não serão retiradas até que o governo russo devolva a Crimeia para o governo ucraniano.

Os comentários dela vieram em meio à especulação de que o presidente americano Donald Trump está mudando suas intenções para com a Rússia. Em toda a sua campanha, Trump havia louvado o presidente russo Vladimir Putin e expressado um desejo de relações melhoradas entre os dois países.

Na quinta-feira Putin acusou a Ucrânia de iniciar o agravamento mais recente para obter do governo de Trump o mesmo apoio que recebia do governo de Obama.

A Ucrânia está preocupada que Trump poderia revogar as sanções que Obama havia imposto na Rússia. Alegadamente, as sanções foram por causa da Crimeia, mas o Dr. Scott Lively expôs que a razão real de Obama foi a lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças.

A ação russa de anexar a Crimeia foi uma resposta direta ao golpe neocon na Ucrânia financiado pelo bilionário esquerdista George Soros.

“Os líderes ucranianos precisam de dinheiro, e o melhor jeito de fazer a UE, os EUA e as organizações internacionais pagarem é posando de vítima de agressão,” disse Putin.

Entretanto, a Rússia não foi a única nação que recebeu aviso do governo de Trump. Na quinta-feira, enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estava reiterando seu apoio aos assentamentos, o governo de Trump os estava condenando. De acordo com o jornal israelense Jerusalem Post,

“A Casa Branca deu aviso para Israel na quinta-feira — numa declaração surpreendente — para cessar todos os anúncios de assentamentos que sejam ‘unilaterais’ e ‘que minem’ o esforço do presidente Donald Trump de forjar a paz no Oriente Médio.”

O Jerusalem Post explicou que a declaração de quinta-feira é uma mudança de recentes ações de Trump, dizendo:

“Sob a liderança de Trump, referência a uma solução de dois estados foi removida da plataforma do Partido Republicano no verão passado, e o enviado do presidente apoiou publicamente o empreendimento de assentamentos.”

Agora, pela primeira vez, o governo de Trump declarou que sua intenção é um Estado israelense e um Estado palestina na terra de Israel. A Casa Branca disse:

“Os Estados Unidos permanecem firmes no compromisso de avançar um acordo final abrangente entre Israel e os palestinos que resulte em dois estados vivendo lado a lado em paz e segurança.”

A única explicação para tais mudanças dramáticas nas ações e palavras de Trump é a pressão dos neocons. Ainda que Trump tenha falado contra os neocons em toda a sua campanha, sua mudança em assuntos externos é um sinal de que ele está sob pressão para seguir a mesma agenda neocon de Obama e Bush.

Suas políticas nacionais estão obtendo apoio fabuloso entre conservadores dentro dos Estados Unidos, especialmente em questões pró-vida, ainda que Trump dissesse que ele manterá em vigor as leis homossexuais de Obama.

Talvez sua política externa possa prevalecer contra os neocons e ser diferente de Obama e Bush, se ele der atenção a seus assessores neopentecostais.

Enquanto seu governo estava criticando a Rússia e Israel, Trump estava participando do Café-da-Manhã Nacional de Oração, com a televangelista Paula White à sua direita.

Trump e White são amigos há 15 anos.

O evangelista muito aclamado Rick Warren deu palestra no Café-da-Manhã Nacional.

Trump postou uma foto de si mesmo e seu círculo interno orando e ele escreveu junto da imagem: “Momento de oração na noite passada depois de eu nomear o juiz Neil Gorsuch.”

Trump recebeu aproximadamente 80 por cento dos votos dos evangélicos. Ele foi muito apoiado pelos televangelistas, e ele se comprometeu a cortar as verbas americanas da Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de aborto do mundo.

O Rev. Jerry Falwell Jr., apoiador de Trump que é o presidente da Universidade Liberty com sede na Virginia, disse ao jornal Washington Post: “Vejo Trump como mais um de nós. Ele não é elitista. Ele não despreza os evangélicos, cristãos e conservadores. Estou muito chocado com o modo como ele é acessível a muitos. Ele responde ao seu celular a qualquer hora do dia e da noite.”

A única esperança agora é que os evangélicos que são próximos de Trump usem suas oportunidades para incentivá-lo a seguir seu próprio discurso sobre os neocons e evitem as mesmas armadilhas na política externa nas quais Obama e Bush caíram.

O governo de Trump não deveria dar aviso para Israel por ocupar a terra que Deus deu aos judeus, não aos palestinos. Essa é uma questão da conta dos israelenses, não dos americanos.

E ele não deveria manter a intromissão desnecessária que Obama fez no relacionamento que a Rússia tem com a Crimeia. Essa é uma questão da conta dos russos, não dos americanos.

Se os evangélicos não conseguirem ajudar Trump, os neocons o manterão na órbita desastrosa da política externa de Obama e Bush.

Com informações da FoxNews, Jerusalem Post, Reuters, DailyMail e CBN.

Versão em inglês deste artigo: Trump Administration Slams Russia and Warns Israel

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

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