CIA conclui que Rússia interveio nas eleições dos EUA com a meta de ajudar Trump a ganhar

Indivíduos ligados ao governo russo hackearam os sistemas de computador do Partido Democrático e do Partido Republicano, mas vazaram informações apenas de líderes democráticos, revela a CIA

Julio Severo

A CIA concluiu que a Rússia interveio na eleição de 2016 para ajudar o presidente eleito Donald Trump a ganhar a Casa Branca, de acordo com reportagens dos jornais americanos Washington Post e The New York Times, que confirmaram que a Rússia favoreceu ativamente Trump.

Citando autoridades dos EUA informadas sobre o assunto, o Washington Post disse que agências de espionagem dos EUA haviam identificado indivíduos ligados ao governo russo que forneceram milhares de e-mails hackeados do Comitê Nacional Democrático e outros, inclusive do presidente da campanha presidencial de Hillary Clinton, para o WikiLeaks.

As autoridades descreveram os indivíduos como pessoas que os serviços de espionagem dos EUA já sabiam eram parte de uma operação russa maior para impulsionar Trump e reduzir as chances de Hillary ganhar a eleição.

Os emails hackeados passados para o WikiLeaks eram uma fonte regular de humilhação para a campanha de Hillary durante a corrida para a presidência.

Agências de espionagem dos EUA também descobriram que os russos hackearam os sistemas de computador do Comitê Nacional Republicano, mas não divulgaram as informações. Isso fez a CIA concluir que a Rússia tinha a intenção de promover Trump contra Hillary.

“A avaliação das agências de espionagem dos EUA é que a meta da Rússia foi favorecer um candidato contra o outro, para eleger Trump,” o Washington Post citou uma elevada autoridade dos EUA dizendo. “Essa é a opinião de consenso.”

A CIA apresentou provas cada vez mais volumosas de múltiplas fontes durante uma reunião secreta com vários senadores na semana passada, com agentes dizendo que havia se tornado “muito claro” que a Rússia estava apoiando uma vitória de Trump, noticiou o Washington Post. Eles disseram que a meta da Rússia era eleger Trump.

A equipe de Trump rejeitou as revelações da CIA na sexta-feira, dizendo: “Essas são as mesmas pessoas que disseram que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.”

Essa foi uma resposta confusa, pois quando o ex-presidente direitista americano George W. Bush disse que Saddam tinha armas de destruição em massa, a maioria dos esquerdistas, especialmente nos meios de comunicação, dizia que não havia tais armas. Em contraste, a maioria dos grupos direitistas e conservadores ficou do lado de Bush. A política esquerdista mais proeminente a ficar com Bush foi a então senador Hillary Clinton.

Muito embora a equipe de Trump esteja descartando que soubesse de uma interferência russa nas eleições americanas para ajudá-lo a ganhar, em sua campanha em julho passado Trump disse: “Rússia, se você está ouvindo, espero que você possa encontrar os 30 mil e-mails perdidos.” Ele se referia aos e-mails no servidor particular de Hillary que ela disse que deletou. Essas mensagens envolviam os assuntos do Departamento de Estado e seu uso num servidor particular constitui crime.

Em outubro passado, o presidente russo Vladimir Putin foi publicamente acusado pelo governo dos EUA de conspiração para interferir na eleição presidencial contra Hillary Clinton e seu partido, e agora a CIA confirmou essa acusação.

Afinal, a interferência russa foi benéfica ou não? De uma perspectiva esquerdista, não, pois Hillary perdeu. Mas de uma perspectiva conservadora, foi útil, principalmente porque tanto Trump quanto Putin têm se oposto ao bilionário esquerdista George Soros e suas organizações.

Aliás, numa das medidas pró-família mais poderosas de nossa época, Putin aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças — uma lei que foi louvada pelo Rev. Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, mas condenada por Obama e outros líderes ocidentais. Por isso, não é de admirar que Putin foi nomeado como “Personalidade do Ano” em 2014 pela The Advocate, a mais antiga revista homossexual dos EUA. Ele foi retratado como o inimigo número 1 dos militantes homossexuais do mundo inteiro só porque ele protegeu as crianças russas dos homossexualistas e sua propaganda prejudicial.

A oposição russa à agenda gay tem sido uma motivação forte para Obama e seus aliados lutarem contra Putin. Aliás, o Rev. Scott Lively alertou: “Obama orquestrou o golpe na Ucrânia para reiniciar a guerra fira e impedir a Rússia de liderar uma revolta mundial contra a agenda LGBT.”

A crise ucraniana, provocada por George Soros e neocons americanos, tem sido uma ferramenta conveniente dos EUA contra Putin.

Ao interferir nas eleições, a Rússia derrotou Soros e seu aliado, Hillary Clinton, que certamente avançaria interesses neocons e a agenda gay nos EUA e no mundo inteiro. O ativismo homossexual dela não era mistério. Era cristalino e tirânico.

Trump não é um conservador de verdade, e ele não tem nenhum histórico conservador, mas ele é relativamente aberto ao diálogo (uma abertura que Hillary não tinha). Os conservadores deveriam aproveitar essa abertura para pressionar Trump a abandonar suas más decisões.

Uma dessas decisões más foi Trump nomeando o homossexualista Peter Thiel, o fundador do PayPal, para ajudá-lo a escolher pessoas para seu governo.

Diferente de Hillary, que escolheria só esquerdistas para seu governo, Trump tem escolhido esquerdistas e conservadores. E ele tem também escolhido neocons, os quais ele havia prometido combater. Ele precisa de assistência espiritual para manter sua promessa de combater os neocons.

A Rússia de Putin fez uma boa ação ao ajudar Trump a ganhar. A boa ação dos conservadores seria pressionar Trump, entre outras metas, a fazer como a Rússia está fazendo: proteger as crianças da propaganda homossexual.

Com informações da Reuters, Haaretz e DailyMail

Versão em inglês deste artigo: CIA concludes Russia intervened in the U.S. elections with the goal of helping Trump win

Fonte: www.juliosevero.com

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