O cristão e a vaquejada

Julio Severo

O que o aborto tem a ver com a vaquejada? Absolutamente nada. Mas como alguns setores da chamada Direita apoiam a prática da vaquejada, apelam, em seu radicalismo, para exemplos igualmente radicais, dizendo que só os abortistas e esquerdistas são contra a vaquejada. Com tal extremismo, chamam o patriarca judeu Jacó de abortista e esquerdista.

Se há indivíduos na Esquerda que se opõem à vaquejada, isso não significa que quem está na Direita deva apoiar tudo o que a Esquerda rejeita. Isso seria como imitar o Bispo Edir Macedo, cujas obras e canal de televisão hostilizavam tanto a Igreja Católica que ele acabou adotando uma postura estridente a favor do aborto, só porque o Vaticano é pró-vida. Nessa questão, preferi sempre apoiar o Vaticano e rejeitar o Macedo e seu radicalismo.

O Papa Francisco é esquerdista. Mas prefiro apoiar as posturas pró-vida desse papa a apoiar as posturas pró-aborto de Macedo.

Em todo caso, a guerra política e ideológica entre Esquerda e Direita nunca deveria ser parâmetro para um cristão avaliar as questões. O parâmetro é a Bíblia.

Embora a Bíblia nada fale sobre vaquejada ou sobre aviões, seus princípios éticos estão disponíveis para todas as gerações.

Vejamos:

“Não estarei presente quando fizerem planos, não tomarei parte nas suas reuniões, pois no seu furor mataram homens e por brincadeira aleijaram touros. Maldito seja o furor deles, pois é violento! Maldita seja a sua ira, pois é cruel! Eu os dividirei na terra de Israel, eu os espalharei no meio do seu povo.” (Gênesis 49:6-7 NTLH)

Essas são as palavras do patriarca Jacó no seu momento mais importante de bênção para seus filhos: ele estava morrendo. No leito de morte, os pais só tratavam de assuntos que eram absolutamente importantes.

No leito de morte, os pais costumavam dar bênçãos aos filhos e essas bênçãos eram grandemente esperadas. Por isso, todos os filhos de Jacó estavam reunidos, cada um esperando a sua vez de ser abençoado.

Entretanto, para seus filhos Simeão e Levi, Jacó fez questão de mostrar sua desaprovação e nojo por seus atos. Para vergonha desses dois irmãos, Jacó reservou seu último momento de vida para denunciar o comportamento descontrolado deles, que levou a assassinatos, e o prazer que eles tinham de brincar de aleijar touros.

Enquanto para seus outros filhos, Jacó os abençoou com promessas de lotes de terras para se estabelecerem em Israel, para Simeão e Levi houve uma forte maldição do pai: Eles não teriam lotes. “Eu os dividirei na terra de Israel, eu os espalharei no meio do seu povo.” Isto é, o poder da palavra de maldição de Jacó não os deixaria ter lotes, mas os faria se espalhar. A maldição se cumpriu.

Na versão Mensagem, Jacó disse:

“Maldita seja sua raiva descontrolada, seu ódio indiscriminado. Eu jogarei vocês fora com o lixo; e os espalharei como papel picado no meio de Israel.” (Gênesis 49:6-7 )

Jacó ligou diversão e tortura de animais com um problema de ira que mata pessoas. Quem judia de animais judia e até mata seres humanos.

Jacó comia carne de boi e de vaca, de cordeiro, etc. Ele não via nada de errado em comer animais puros como vacas. Mas ele mostrou claramente que era contra o sofrimento desses animais, especialmente por diversão.

Usando como parâmetro o modo enérgico como Jacó não poupou seus próprios filhos que se divertiam à custa do sofrimento de bois, o que nós cristãos no século XXI podemos aprender?

Não há a menor dúvida que a vaquejada, que se iniciou no Nordeste brasileiro, é vista como “diversão.” Como o cristão deve vê-la?

Para que todos os leitores tenham facilidade de pesquisar o assunto, uso como base a Wikipédia, de onde adaptei estas informações:

As vaquejadas modernas se tornaram um negócio, que movimenta cerca de 50 milhões de reais por ano.

As vaquejadas submetem os bois ao medo e desespero através de encurralamento e agressões a choque elétrico e pancadas, no intuito de fazê-lo correr em fuga e sua descorna sem anestesia. São relatadas com certa frequência consequências muito nocivas da tração forçada na cauda e da derrubada do boi, tais como fraturas nas patas, traumatismos e deslocamento da articulação da cauda ou até a sua amputação.

Os cavalos são atiçados a correr mediante golpes de esporas aplicados pelos vaqueiros.

Além das consequências físicas nos animais, questões éticas entram em debate, como o questionamento do embasamento moral e cristão de se explorar e agredir animais para fins de diversão, a validade de se chamar de esporte um evento de entretenimento baseado por definição no abuso dos animais e o dilema de tratar como “cultura” uma prática que provoca maus-tratos aos animais.

Para tratar bem as pessoas e os animais, a cultura precisa ser justa. Só os justos podem tornar uma cultura justa.

A Bíblia diz:

“Os justos são bons, até mesmo com os animais, mas até as ‘boas atitudes’ dos perversos são cruéis.” (Provérbios 12:10 A Mensagem)

Não devemos tratar os animais melhor do que os seres humanos. Mas a bondade do justo que alcança o seu próximo também alcança os animais.

Os que dizem defender os animais têm obrigação maior de lutar contra o aborto legal. Indivíduos e organizações que dizem defender os animais, mas não defendem os bebês em gestação, merecem ser denunciados como farsas.

Mas independente do radicalismo dessas entidades, tortura de animais anda junto com tortura de pessoas. Por isso, Deus nunca condenou Jacó por ter amaldiçoado seus filhos que se divertiam com isso.

Não foi só Jacó que identificou uma ligação entre violência contra animais e violência contra seres humanos. A realidade comprova isso de forma abundante. Em 2011, foi preso no Canadá um ator pornô homossexual pelo crime de ter canibalizado seu amante homossexual. Esse homossexual pervertido tinha um histórico de torturar gatos e filmar as torturas. Ele então postava, com a face escondida, suas perversões no YouTube.

Como disse o sábio Jacó, malditos são aqueles que em acessos de raiva matam pessoas (inclusive por meio do aborto) e os que por brincadeira aleijam animais.

Fonte: www.juliosevero.com

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