Elias: provisão estranha numa missão profética na esfera política

Julio Severo

Se você acha que a obsessão desenfreada pelo aborto (que é assassinato de crianças) e pela sodomia nos governos “civilizados” ocidentais é uma questão moderna, pense de novo. Quase 3 mil anos atrás, o governo israelense, sob o rei Acabe, estava obcecado por matança de crianças e sodomia.

A religião estatal de Baal tinha sacrifícios de recém-nascidos presididos por sacerdotes homossexuais. A sodomia estava ligada à religião estatal sagrada de Baal. A matança de crianças e a sodomia eram sagradas.

Separação de igreja e Estado? Era muito real no antigo governo israelense. Eles separaram Deus de seu governo e introduziram a religião estatal de matança de crianças e a sodomia.

Os Estados Unidos, cuja república foi essencialmente fundada por evangélicos, está experimentando a mesma apostasia. Eles tinham Deus no início de sua nação e governo, mas depois se separaram de Deus usando a retórica de “separação de igreja e Estado” e introduzindo a religião estatal sagrada de matança de crianças e sodomia.

Deus enviou Elias para dizer a Acabe:

“Tão certo como vive [Yahweh], o SENHOR Deus de Israel, a quem sirvo, juro em Nome do Eterno que, não cairá orvalho nem chuva nos anos que se seguirão, exceto mediante a minha palavra!” (1 Reis 17:1 King James Atualizada)

Nenhuma chuva como consequência do pecado nacional. Nenhuma chuva por causa de “separação de igreja e Estado” que significava separação de Deus. Nenhuma chuva por causa da religião sagrada de matança de crianças e a sodomia.

Os teólogos cristãos modernos, cuja classe está em grande parte debatendo e até aprovando o aborto e o “casamento” de mesmo sexo, têm muitas dúvidas acerca de milagres e de um Deus que castiga matança de crianças e sodomia com uma grave seca nacional. Eles mascaram sua incredulidade com argumentos científicos e teológicos sofisticados. Aliás, eles também duvidariam de Elias como um profeta.

Eles preferem a ciência como uma ferramenta para justificar matança de crianças e sodomia a validar os milagres de Deus.

Acabe tinha a mesma incredulidade desses teólogos, mas sem sua sofisticação. Elias desafiou o presidente de sua nação e, sem dúvida alguma, haveria consequências. (Tente desafiar diretamente um presidente dos EUA acerca do aborto e sodomia, e o FBI, CIA, NSA, SWAT e outras agências federais tratarão você como uma ameaça nacional e pária internacional. A poderosa mídia americana vai demonizar você.)

Havia perigo. Perigo do governo. Perigo dos sacerdotes sagrados da sodomia. É por isso que Deus falou a Elias. Mas se os cientistas não puderem provar que Deus fala, então os modernos teólogos plenamente obedecerão à sua “ciência”!

“Depois disso a Palavra de [Yahweh] veio a Elias, ordenando: ‘Retira-te daqui, vai para Leste e refugia-te perto do ribeiro de Querite, a Leste do Jordão. Beberás do ribeiro, e eu ordenei aos corvos que ali te deem alimento!’” (1 Reis 17:2-4 King James Atualizada)

“Fuja e se esconda!” foi a ordem de Deus.

Se você fosse Elias, o que acharia de ouvir uma pequena voz em sua cabeça (em seu espírito) dizendo que Deus ordenou que corvos alimentassem você num ribeiro? “Deus, será que tu não poderias prover uma casa perto do ribeiro? Deus, tua Palavra diz que os corvos são pássaros impuros. Tu me mandas evitar pássaros impuros, e agora tu queres usá-los para me alimentar?”

Os teólogos modernos teriam uma resposta muito simples para Elias: Se a pequena voz disse que Deus usará pássaros desaprovados por Sua Palavra, esse não é Deus!

Teólogos cheios de dúvidas encheriam Elias com as dúvidas deles.

Elias argumentaria: “Mas a mesma voz pequena falou comigo antes e aconteceu…” Os teólogos não estariam dispostos a debater acerca do “problema” dele envolvendo a voz de Deus, mas dariam total consideração para debater com Acabe sobre se a Palavra de Deus justifica o aborto e a sodomia.

Elias era espiritualmente maduro e em condições de distinguir entre a voz de Deus, sua própria imaginação e vozes demoníacas. Seu coração, incontaminado por dúvidas teológicas, obedeceu.

“Então Elias partiu e fez tudo conforme a Palavra de [Yahweh]; foi morar perto do riacho de Querite, a Leste do Jordão. Os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne ao pôr-do-sol; e ele saciava sua sede nas águas do ribeiro.” (1 Reis 17:5-6 King James Atualizada)

Elias recebia diariamente pão e carne dos corvos porque Deus está acima de Sua Palavra que ensina que os corvos são pássaros impuros, para serem evitados. Se o Deus da Palavra falou, Elias não ia evitar a Palavra viva de Deus.

Mesmo sem a Palavra de Deus, qualquer um suspeitaria de tal fonte de pão e carne. Provavelmente, os corvos traziam comida em quantidades muito pequenas e Elias tinha de ajuntá-las para formar uma refeição decente. “Decente?” a dúvida diz, “E se o pão foi atirado a cães? E se a carne veio de um cadáver? Se esses pássaros são impuros é também porque eles ajuntam comida impura, de cadáveres de outros animais e até de seres humanos!”

Os teólogos teriam incredulidade sólida com ciência sólida e teologia morta sólida para explicar a fonte da provisão estranha para Elias, que só tinha uma confiança como que de uma criança em Deus.

“Se Deus falou com você,” eles questionariam Elias, “por que enviar corvos? Por que não lhe dar uma casa confortável com galinhas, aves e comida abundante e rica? Por que lhe dar uma comida suspeita? Sua provisão não foi perfeita. Então o que você ouviu não foi a voz de Deus!”

Até hoje os corvos são “suspeitos.” Os bruxos os adoram. O escritor americano Edgar Allan Poe, que é amado por satanistas por seus livros macabros, tem um livro intitulado “O Corvo.” Foi exatamente o amor dele por coisas macabras que inspirou também seu livro “The Pit and the Pendulum” (O Poço e o Pêndulo), explorando as torturas da Inquisição católica.

A ideia geral, na maioria dos países europeus, é que o corvo é um símbolo de tristeza, perda, morte, Satanás e azar.

Entretanto, no caso de Elias, não houve azar, pois Deus é pura “boa sorte,” e Elias não estava preocupado em questionar a Deus com dúvidas absurdas: “Por que tu queres me enviar pássaros impuros? Tu não tens pássaros puros para me alimentar?”

Obedecer, para Elias, era mais importante do que compreender por quê, como e o que.

Se Deus escolhe passar por cima de Sua Palavra escrita e enviar um animal impuro, Elias está pronto a obedecer.

Se Deus escolhe passar por cima de Sua Palavra escrita e enviar ferramentas impuras como satanistas ou coisas amadas por satanistas, Elias está disposto a obedecer.

Se foi incomum corvos proverem para Elias, foi mais incomum astrólogos proverem para o bebê Jesus.

“Ora, quando Jesus nasceu em Belém da Judeia nos dias do rei Herodes, eis que sábios [astrólogos] do oriente vieram a Jerusalém.” (Mateus 2:1 Bíblia Ampliada)

“Jesus nasceu em Belém, na Judeia, nos dias em que Herodes era rei da província. Depois de seu nascimento veio do oriente um grupo de astrólogos dirigindo-se para Jerusalém.” (Mateus 2:1 Bíblia Philips)

“Ora, tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, eis que magos do oriente chegaram a Jerusalém.” (Mateus 2:1 Bíblia Darby)

Magos são “feiticeiros.” A astrologia é também uma forma de feitiçaria. Por que Deus usaria feiticeiros? Pela mesma razão que Ele usou corvos. Não para testar a fé do bebê Jesus. Para testar Seus pais humanos e até outras pessoas.

Corvos, magos, astrólogos e feiticeiros como provedores de Deus ofende mentes teológicas. A razão religiosa e teológica se queixaria: “Não havia falta de teólogos em Israel para Deus prover para o bebê Jesus. Por que chamar feiticeiros de longe para fazer isso?”

Boa pergunta! Elias teria a resposta perfeita para ajudar José e Maria.

Deus condena a feitiçaria, a magia e a astrologia. Mas Ele é livre para usar os recursos dos feiticeiros, magos e astrólogos para abençoar Seus Elias, Josés e Marias. Com isso Ele mostra que o reino das trevas e seus recursos estão sob seu controle. O Deus que condena a feitiçaria, a magia e a astrologia tem poder e autoridade sobre eles e pode usar seus recursos. Não podemos escolher o que Deus condenou, mas quando Deus escolhe usá-los para mostrar Seu poder e soberania, aceitamos a vontade de Deus.

O que os feiticeiros deram aos pais de Jesus foi o suficiente para esse casal pobre fugir para o Egito e ter recursos para sua sobrevivência nos anos que eles tiveram de viver nessa nação estrangeira.

Como Elias, que estava fugindo e se escondendo de Acabe e seu governo ímpio, José e Maria estavam fugindo e se escondendo de um governo assassino. Ambos receberam provisão de canais “suspeitos.”

Não devemos aceitar os corvos e feiticeiros como canais normais das provisões de Deus. Eles são apenas as exceções de Deus. Nessas circunstâncias, um homem ou uma mulher de fé segue o Deus das exceções, não as exceções de Deus. Elias fez isso. José e Maria também fizeram isso.

Se Deus queria enviar corvos, feiticeiros, astrólogos e até Satanás para alimentá-lo, Elias confiaria em Deus, não nos estranhos instrumentos impuros. Ele sabia que quando Deus manda, até Satanás obedece.

Depois de algum tempo, o ribeiro secou. Elias ficou sem água. Ele estava com sede. “Oh,” o coro teológico atacaria de novo, “As provisões de Deus são perfeitas. Se o ribeiro fosse a provisão de Deus para Elias, nunca secaria! Estão vendo? Ele não ouviu a voz de Deus! Foi só sua imaginação!”

“Entretanto, passados alguns dias, a torrente secou, porquanto as chuvas haviam cessado sobre a terra. Então a Palavra do SENHOR lhe foi dirigida nestes termos: ‘Apronta-te e vai viver em Sarepta, cidade que pertence ao território de Sidom; ordenei ali a uma viúva que te providencie teu sustento.’” (1 Reis 17:7-9 King James Atualizada)

Sem água, Elias orou e a pequena voz disse: “Mandei que uma viúva alimente você.” Se corvos testaram Elias e sua capacidade de ouvir e obedecer à voz de Deus, “o teste da viúva” foi o mais difícil. Até hoje, se você disser que ouviu Deus dizendo que Ele mandou uma viúva alimentar você, as pessoas rirão de você e rotularão você como explorador. Certamente dirão que você tem um interesse sexual nela e quer tirar vantagem sexual e financeira dela.

O teste da viúva parecia um escândalo sexual suficiente para minar e acabar com o ministério de um profeta! Aliás, alimentado por corvos e uma viúva pobre seria o currículo perfeito para Elias não ser aprovado por nenhuma instituição teológica moderna — tanto conservadora quanto liberal. Ele teria muito mais chances se adotasse opiniões liberais da moda em nossos dias: interrupção da gravidez (aborto) e orientação de gênero (homossexualidade). Os liberais adorariam! Mas se ele dissesse que Deus conversou com ele, os liberais e os conservadores o odiariam.

Se as viúvas hoje têm poucos recursos, no passado elas não tinham nada. Mulheres casadas dependiam totalmente de seus maridos para sobrevivência. Quando seus maridos morriam, não havia nenhum sistema social para proteger as viúvas, seus filhos e sobrevivência. Faria sentido se Elias tivesse ouvido: “Estou enviando você para alimentar a viúva pobre e seu filho.” Os melhores teólogos concordariam que essa seria a única instrução e atitude razoável. Mas, mesmo nesse caso, para evitar questionamentos sobre as motivações sexuais dele, eles entenderiam que ele deveria ter enviado uma mulher para alimentar a viúva.

Além disso, a viúva era uma mulher pagã, e os judeus tinham ordens da Palavra de Deus para não ter nenhum contato com os pagãos, especialmente mulheres. A viúva, exatamente como o corvo, era uma mulher “impura” pela Palavra de Deus. Então esse tipo de contato era diretamente proibido pela Palavra de Deus.

Fugir e se esconder de um governo ímpio para se refugiar com uma viúva pobre desafia todo bom senso! Não havia nada de grandioso e espetacular nisso. Pelo contrário, havia razão de sobra para ficar envergonhado.

O fato é que a instrução de Deus para Elias destruía o bom senso. Mas era o Deus da Palavra fazendo uma exceção à Palavra de Deus. Ele é Deus e Ele é livre para fazer o que Ele quiser.

Para desafiar a falta de bom senso numa sociedade e governo israelense obcecados por matança de crianças e homossexualidade sagrada, Deus destruiu o “bom senso” em Elias e sua vida pessoal ao lhe ensinar a confiar mais no Deus da Palavra e Sua pequena voz do que em seu senso pessoal e religioso.

O custo de se tornar um profeta contra a cultura de matança de crianças e homossexualidade sagrada é fugir e se esconder de um sistema de governo ímpio para ser alimentado por canais “suspeitos.” É deixar Deus dar qualquer treinamento e enviar qualquer coisa que Ele quiser para alimentar o profeta: corvos, feiticeiros, astrólogos, viúvas, Satanás, defensores da Inquisição, etc.

Conheço este custo.

Um teólogo não conseguiria sobreviver a esses testes. Mas um profeta verdadeiro, que lê, ama e obedece à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, sobrevive.

E quando ele sobrevive, ele está pronto para dar seu testemunho contra a religião sagrada da matança de crianças e sodomia.

Por meio dele, a voz de Deus alcança a sociedade de um modo poderoso que os teólogos jamais conseguem fazer.

O Deus de Elias e suas missões proféticas (treinadas por provisões “impuras” estranhas e desafiadoras e uma pequena voz) estão à disposição para impactar a esfera política de hoje.

Versão em inglês deste artigo: Elijah: Strange Provision in a Prophetic Mission in the Political Realm

Fonte: www.juliosevero.com

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