A máquina de guerra e destruição de Hillary Clinton

Julio Severo

Não há dúvida de que Hillary Clinton é a candidata de Wall Street, que é a espinhal dorsal do sistema financeiro americano. Ela é também a candidata predileta das maiores empresas capitalistas do EUA, inclusive Microsoft, Apple, Google, HP, etc. Ainda mais perigoso, porém, é que ela é a candidata do complexo industrial militar dos EUA. A ideia de que ela é ruim para as empresas, mas boa para a segurança nacional, não tem base. A experiência de política externa dela tem sido apoiar guerras e mais guerras, conforme as orientações das elites de segurança nacional dos EUA.

As relações íntimas de Hillary e Bill Clinton com Wall Street ajudaram a provocar duas grandes crises financeiras (1999-2000 e 2005-8). Na década de 1990, eles removeram as restrições governamentais para os empresários que financiaram suas campanhas políticas, provocando assim manipulação financeira, fraude financeira e eventualmente crise financeira. No processo, eles ganharam eleições e ficaram milionários.

Contudo, as conexões de Hillary com o complexo industrial militar dos EUA são de assustar. Muitos acreditam que só os republicanos americanos são neocons e que os democratas só buscam deter a sede de guerra dos republicanos. Isso não é verdade. Tanto o Partido Republicano quanto o Partido Democrata têm membros neocons belicistas. Mas eles também têm membros realistas cautelosos que não querem os EUA envolvidos em guerras intermináveis. Hillary é uma neocon inflexível cujo histórico de favorecer aventuras militares americanas explica muitas das crises militares hoje que ameaçam a segurança dos EUA.

Assim como a presidência de Bill Clinton preparou o terreno para crises financeiras que beneficiaram seus empresários apoiadores, assim também preparou o terreno para guerras intermináveis. Em 31 de outubro de 1998 o presidente Clinton sancionou a Lei de Libertação do Iraque que tornava política oficial dos EUA derrubar o governo do Iraque.

Desde Clinton, já era meta do governo dos EUA remover Saddam Hussein e implantar um governo “democrático,” como se fosse possível democratizar um país islâmico. A Arábia Saudita, que é o maior aliado islâmico dos EUA, nunca foi democrática. Por que os EUA nunca se preocuparam em invadi-la para democratizá-la?

O caso da Arábia Saudita é grave: enquanto no Iraque a Bíblia era permitida, havia igrejas cristãs e Saddam protegia os cristãos, na Arábia Saudita a Bíblia é proibida, não há nenhuma igreja cristã e os sauditas matam cristãos.

Parece que a única razão para a invasão do Iraque foi que esse país não era aliado dos EUA, mas da Rússia.

Muitos acham que a atitude do Presidente George W. Bush invadir o Iraque foi uma iniciativa e decisão só dele. Não. Muito tempo antes de Bush invadir o Iraque em 2003, com a desculpa de que o Iraque estava por trás do atentado terrorista de 2001, Bush já estava sob as ordens da lei de Bill Clinton de derrubar Saddam.

Hoje, se sabe claramente que quem estava por trás desse atentado era a Arábia Saudita. Mesmo assim, os EUA nunca quiseram invadi-la, nem por vingança nem para democratizá-la. Os ditadores sauditas sempre foram muito amigos de presidentes republicanos e democratas dos EUA.

Em 2003, Hillary era senadora e uma apoiadora implacável da Guerra do Iraque, que custou trilhões de dólares, milhares de vidas e essencialmente criou o ISIS.

Antes da invasão americana, o Iraque tinha uma comunidade cristã de mais de 2 milhões de pessoas. Hoje, é menos de 400 mil e continua diminuindo.

Depois da Lei de Libertação do Iraque, ocorreu em 1999 a Guerra do Kosovo, na qual Bill Clinton usou a OTAN para bombardear Belgrado, capital da Sérvia, um país cristão ortodoxo aliado da Rússia, criando assim o Kosovo, um enclave muçulmano que hoje serve de importante posto de contrabando islâmico de armas e seres humanos na Europa. Hillary confessou para a jornalista Lucinda Frank que foi ela quem tinha exortado seu marido Bill a fazer bombardeios nos cristãos sérvios.

O histórico de Hillary como secretária de Estado está entre os mais militaristas e desastrosos da história americana moderna. Ela foi uma defensora implacável do complexo industrial militar, ajudando a criar desastres em vários países, inclusive Líbia e Síria.

Hillary é muito criticada pelas mortes de diplomatas americanos em Benghazi, mas as ações incansáveis dela para derrubar Muammar Kaddafi mediante bombardeios da OTAN foram de longe o maior desastre. Hillary usou a OTAN para derrubar o governo da Líbia, em violação das leis internacionais, apenas para atender aos desejos da Arábia Saudita. Depois dos bombardeios da OTAN, a Líbia entrou em guerra civil e grupos terroristas islâmicos, inclusive a al-Qaida, se espalharam na Líbia e daí para o Norte da África, chegando à Síria. O desastre líbio provocou guerra no Mali, forneceu armas para o grupo islâmico Boko Haram, que tem estuprado e matado milhares de cristãos na Nigéria, e fortaleceu o ISIS na Síria e no Iraque.

Depois, Hillary mirou na Síria. Com o apoio da CIA, que fornecia e fornece armas e treinamento para rebeldes islâmicos, Hillary queria derrubar o presidente sírio Bashir al-Assad e disse que isso seria uma ação rápida, econômica e bem-sucedida. Em agosto de 2011, Hillary levou os EUA ao desastre com sua declaração de que Assad “tem de sair,” com o apoio de operações secretas da CIA.

Cinco anos depois, nenhum país neste mundo está tão devastado por guerra infindável quanto a Síria, com centenas de milhares de mortos, inclusive cristãos. Mais de 10 milhões de sírios foram desalojados, e os refugiados estão se afogando no Mar Mediterrâneo ou minando a estabilidade política da Europa. Os que não fogem se tornam vítimas do ISIS ou dos grupos rebeldes islâmicos sustentados pelos EUA. No caos criado pelas operações da CIA e da Arábia Saudita para derrubar Assad, o ISIS preencheu o vácuo e usa uma boa parte do território sírio como base para atentados terroristas islâmicos no mundo inteiro.

A lista de manipulações e provocações de guerras de Hillary não tem fim. Ela sempre apoiou a expansão da OTAN, inclusive na Ucrânia e Georgia, desafiando todo bom senso. Ela violou acordos pós-Guerra Fria assinados na Europa em 1991, levando a reações defensivas violentas da Rússia na Georgia e Ucrânia. Como senadora em 2008, Hilary foi uma das patrocinadoras da Lei 2008-SR439, que pede a inclusão da Ucrânia e Georgia na OTAN. Como secretária de Estado, ela então presidiu o recomeço da Guerra Fria com a Rússia.

Agora, ela quer se tornar presidente dos EUA e dar continuidade ao seu projeto de guerras e mais guerras. O maior financiador individual da campanha presidencial dela é o bilionário esquerdista americano George Soros, o “pai” da revolução ucraniana.

Os republicanos neocons não são contra as guerras que Bill e Hillary Clinton provocaram. Eles dizem que se fosse eles, eles fariam exatamente as mesmas guerras, mas sem os desastres que apareceram. Será?

Os fundadores dos EUA sempre se opuseram a envolvimentos militares dos EUA no exterior.

Mas hoje, tanto do lado republicano quanto democrata, há sedentos e provocadores de guerras. Por isso, na atual eleição americana, republicanos proeminentes, inclusive o ex-presidente George H. W. Bush e outros, preferem votar em Hillary, por ver nela uma neocon legítima. Para eles, é inconcebível um candidato republicano anti-guerras. Mas o candidato republicano Donald Trump tem apenas seguido a linha dos fundadores dos EUA. Trump tem uma linha política anti-neocon, contrária a intervenções militares americanas desnecessárias em outros países. Ele também se opõe à expansão da OTAN.

Como neocon, Bush prefere Hillary a Trump.

Ninguém fez mais para provocar a Guerra Fria com a Rússia do que Hillary. E ninguém parece ter mais condições de destruir esse desastre de Hillary do que Trump.

É muito difícil conhecer a extensão dos desastres bélicos produzidos por Hillary. O que ela pretendeu e pretende? Mostrar ao mundo que os democratas são mais belicistas do que os republicanos? É para satisfazer a empresários militares? Qualquer que seja a razão, ela tem um histórico de intervenções e desastres militares de invejar a qualquer neocon, com milhares e milhares de vítimas, inclusive cristãs, no mundo inteiro.

Com informações do Huffington Post e WND (WorldNetDaily).

Fonte: www.juliosevero.com

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