Queda do governo do PT no Brasil fornece lições para os EUA

Joseph Farah

Os americanos estão bem ocupados com uma eleição presidencial, brigas sociais, terrorismo, uma economia ruim, corrupção no governo e partidos políticos que parecem surdos.

Então, por que os americanos deveriam se importar com o que acabou de acontecer no Brasil?

Porque o impeachment da primeira mulher dessa nação, Dilma Rousseff, revela alguns paralelos surpreendentes entre as condições no Brasil e o que está acontecendo nos Estados Unidos. Pode até fornecer um vislumbre do destino dos EUA se Hillary Clinton vencer a presidência.

Em primeiro lugar, o Senado do Brasil votou por 61 a 20 para condenar Dilma por acusações de manipular o orçamento federal num esforço para esconder os problemas econômicos cada vez mais elevados da nação. Mais concretamente, a acusação principal foi que ela empregou truques orçamentários para esconder déficits enormes.

Parece familiar? É exatamente isso que Barack Obama vem fazendo nos últimos oito anos.

Eu sugeriria a você que a queda política do Partido dos Trabalhadores de Dilma ocorreu porque o Brasil está a cinco anos na frente para pagar as consequências do socialismo.

O socialismo é uma ideia sedutora como teoria, e pode parecer funcionar a curto prazo enquanto o governo confisca as riquezas e as redistribui. Mas, mais cedo ou mais tarde, as riquezas acabam. Tudo para de ser criado.

É o que aconteceu no Brasil e em todos os outros países em que o socialismo foi tentado em toda a história. Os americanos têm tido oito anos de governo socialista nos EUA, sem oposição séria. Levou 15 anos no Brasil para o castelo de areia cair.

Mas as lições que o Brasil tem a oferecer vão além disso.

A crise econômica estava unida a líderes que eram arrogantes, corruptos e sem capacidade de liderança nem humildade.

Parece familiar?

É exatamente desse jeito que os líderes americanos serão num governo de Hillary Clinton — socialistas, surdos, corruptos, arrogantes e sem capacidade de liderança nem humildade.

Dilma revoltou o público brasileiro com o que foi descrito como “esquemas de obtenção colossal de dinheiro” que incluíam subornos e financiamento ilícito de campanha.

De novo, parece familiar?

Dilma, como Hillary, tinha um longo histórico de atividades políticas radicais. Em sua juventude, ela estava envolvida com a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, um grupo de guerrilha urbana. Hillary era discípula de Saul Alinsky na juventude dela.

Dilma tem 68 anos e é branca, mas tem sido sedutora politicamente para os negros brasileiros. Hillary Clinton tem 68 anos, é branca e tem sido sedutora politicamente para os negros americanos. O marido dela, um homem branco, adora ser descrito como “o primeiro presidente negro dos EUA.”

O Partido do Trabalhadores é o sinônimo ideológico perfeito do Partido Democrático dos EUA.

Então a pergunta que precisa ser considerada pelos americanos é muito simples: Em 2016, eles querem preparar o terreno para uma reviravolta política, corrupção, esquemas de obtenção colossal de dinheiro e calamidade política ocasionados pela eleição de Hillary Clinton como presidente?

Não existe grande diferença entre o Brasil e os EUA revelados nesta crise política. Parece que o Brasil funciona de modo mais democrático e com uma oposição política que faz com que os líderes prestem contas à sua constituição.

Faz oito anos que os americanos não veem isso nos EUA.

Então os americanos poderão realmente estar em situação pior daqui a cinco anos, a menos que haja um reajuste político — o tipo que Donald Trump poderá trazer ser for eleito.

Ele fará isso? Ele terá condições? Quem sabe?

Mas a alternativa é a ausência de mudança nesse estado atual de coisas.

Os americanos continuarão sua decadência — socialismo, desapropriações governamentais, menos liberdade individual, mais corrupção aberta, mais políticas raciais divisivas, menos prestação de contas ao Estado Democrático de Direito, uma medida para a elite rica e afortunada e outra para o cidadão comum.

Faça sua escolha.

Aprenda as lições do Brasil.

Joseph Farah é fundador e diretor do WND (WorldNetDaily).

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): The lesson for U.S. in fall of Brazil regime

Fonte: www.juliosevero.com

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