Daniel Mastral: Amor, islamismo e homossexualismo

Julio Severo

Se Daniel Mastral fosse um papa evangélico, ele certamente rivalizaria e ameaçaria a posição confortável e populista do Papa Francisco, que goza de admiração internacional por frases como “É errado igualar islamismo com violência.”

Não muito longe dessa declaração papal, Mastral, que ganhou notoriedade imensa entre os evangélicos anos atrás por boatos ao ser interpretado como dizendo polemicamente que Michel Temer era satanista e que ele seria filho de Temer, disse (conforme documentado por mim): “Os ensinamentos de Maomé estão fundamentados na paz, na unidade e no diálogo.”

Se alguém apontar que o Estado Islâmico é prova de que os ensinamentos de Maomé não estão fundamentados na paz, a resposta categórica de Mastral é: “O Estado Islâmico é condenado por 99% dos muçulmanos.”

Não sei qual é a base dele para essa afirmação mirabolante, mas tudo o que ele consegue provar é que é um sósia ideológico perfeito do Papa Francisco!

Ele então explica como os muçulmanos são vítimas usadas como bodes expiatórios de atos de terrorismo. Tudo isso e muito mais está registrado no vídeo “Daniel Mastral: Estado Islâmico,” produzido por ele mesmo em fevereiro de 2015.

Ele parece desconhecer totalmente que o islamismo é a maior máquina assassina que o mundo já viu.

Os três principais destaques no vídeo são as palavras “amor,” muçulmanos como pacíficos e ataques sistemáticos à liderança cristã, como se Mastral tivesse sofrido algum ataque terrorista de pastores, mas de muçulmanos só tivesse recebido carinho e amor. Ele fala dos pastores com a mesma amargura de Caio Fábio.

Contudo, os comentários polêmicos de Mastral não se restringem a tratar o islamismo como um movimento pacífico. Ele vai mais longe e, numa entrevista no Portal Guiame intitulada “Não vejo nenhum relato de Jesus ofendendo homossexuais,” ele afirma: “O Movimento LGBT está buscando seus direitos civis, previstos em nossa constituição.”

Ou Mastral ou Julio Severo é totalmente ignorante nessas questões, pois eu nunca vi a Constituição brasileira defendendo doutrinação homossexual para crianças nas escolas. Esse é apenas um dos itens reivindicados pela militância gay. A doutrinação de crianças nas escolas é uma meta tão importante para o movimento gay internacional que quando a Rússia aprovou uma lei banindo propaganda homossexual para crianças, os EUA, a Europa e a ONU esbravejaram seus protestos não em defesa das inocentes crianças russas, mas em defesa dos militantes gays nada inocentes que exigem acesso às crianças.

Estou aqui com a Constituição nas mãos. Ou eu sou ignorante ou sou cego, pois não estou conseguindo encontrar absolutamente nada sobre doutrinação homossexual de crianças como direito civil previsto na Constituição.

Em seguida, Mastral diz no Guiame: “A Bíblia nos ensina a não julgar… O amor não aponta o dedo; estende a mão… quem fala demais, acaba falando do que não sabe.”

Será então que, ao falar demais sobre islamismo e homossexualismo, Mastral não está falando do que não sabe?

O Guiame perguntou a ele: “Muito se fala na disputa Homofobia X Cristofobia, você acredita que alguma dessas partes esteja sofrendo certo tipo de perseguição (seja ela religiosa ou ideológica)?”

Resposta de Mastral: “Não vejo esta linha dualista extremista. Vejo algumas exceções pontuais em cada lado, que acabam, às vezes, sendo referência para muitos. Seria o mesmo que afirmar que todo muçulmano é terrorista. Apenas uma minoria do seguimento é extremista. Há cristãos extremistas também dentro de seu legalismo e tradições. E há também, às vezes, exagero em algumas manifestações do grupo LGBT. Porém, a maioria das partes é equilibrada, a meu ver.”

A maioria dos membros dos grupos homossexuais é equilibrada, na opinião de Mastral. Isso é novidade para mim. Já que eles estão assim tão ajustados e equilibrados, para quê eles precisariam do Evangelho?

Outro ponto polêmico na sua entrevista foi quando ele tratou a relação homossexual como “amor.” Ele disse: “Eu, particularmente, tenho amigos homossexuais e isso não é impedimento para o convívio. Há respeito mútuo entre nós. São monogâmicos, não promíscuos e leais um ao outro. E quem sou eu para julgar este amor? Não vejo nenhum relato de Jesus ofendendo homossexuais de seu tempo.”

Quem costuma rotular a relação homossexual como “amor” são esquerdistas e militantes gays. A Bíblia não chama isso de “amor.” Chama de abominação. Qual será o próximo degrau da degradação? Mastral dizer: Quem é a Bíblia para julgar esse “amor” como abominação?

Baseando-se então em pesquisas de DNA, Mastral afirma sobre o homossexualismo: “existem pessoas que nascem assim. Nascem ‘diferentes’!” Essa é uma ideia comum entre evangélicos progressistas (esquerdistas). O Bispo Hermes C. Fernandes, por exemplo, diz que “ser gay não é uma opção.”

Mastral então não está sozinho nessas ideias claramente esquerdistas.

Açucarando seu bolo esquerdista e homossexualista, ele afirma: “Nossa missão não é ‘ide e aponte o dedo e todos’! Mas ide e pregai o evangelho a toda criatura. E este evangelho é amor.” Apesar da declaração doce, no vídeo sobre o islamismo ele aponta bastante o dedo — contra os evangélicos.

Tanto no vídeo sobre islamismo quanto na entrevista sobre homossexualismo, ele frisa muito a palavra “amor” — um recurso frequentemente usado por esquerdistas ateus, católicos e evangélicos. Numa campanha homossexual na ONU, a cantora lésbica Daniel Mercury, que não é evangélica, apresentou às nações seu vídeo intitulado “Celebrando o Amor,” que coloca em pé de igualdade uma família normal de pai e mãe e filhos com uma aberração formada por dois marmanjos. “Não sou a Cinderella nem a Bela Adormecida,” ela disse. “Sou uma rainha má. A rainha má da macumba.”

Outros esquerdistas não pensam diferente. A palavra “amor” só está aberta, na visão deles, para englobar abominações. Se é para englobar o padrão de Deus, eles acham melhor castrar essa palavra. O evangélico progressista Ronilso Pacheco disse:

“A Bíblia diz que DEUS É AMOR. Mas é como se ela tivesse dito que DEUS É SEXO. Porque é violentamente apavorante a vigilância e o controle exercidos por pastores líderes evangélicos e teólogos que se mantêm engajados em padronizar, (hetero)normatizar e moralizar a sexualidade dos outros, como se falassem em nome da sexualidade de Deus. Neles, o amor não desperta tara alguma.”

Por amor à ideologia esquerdista, ele castrou a palavra amor. Ele a castrou da Bíblia e seus valores.

O que encontramos na Bíblia é um Deus de amor condenando o pecado homossexual e outros tipos de pecados. O que não encontramos na Bíblia? Não encontramos um discurso que condena “padronizar, (hetero)normatizar e moralizar a sexualidade dos outros,” como se ensinar que o padrão de sexo masculino e feminino fosse uma violência contra Deus.

Onde é que encontramos o discurso de ódio usando o termo heteronormatização? Exclusivamente na cartilha ideológica da Esquerda. Exclusivamente na cartilha ideológica homossexual.

O que isso nos mostra então? Que Ronilso anda lendo tanto a cartilha da Esquerda que a confundiu com a Bíblia. Mas o deus de amor da Esquerda não tem nada a ver com o Deus de amor da Bíblia. O Deus verdadeiro realmente padronizou, heteronormatizou e moralizou a sexualidade, e isso está amplamente registrado na Bíblia, e isso é amplamente condenado pela Esquerda.

Não é de admirar então que Ronilso estreou numa matéria do jornal “O Globo” respostada no meu blog com o título de “Esquerda evangélica pró-aborto e pró-homossexualismo ganha mais visibilidade na grande mídia.” Para esse tipo de evangélico, que lê muito mais a cartilha da Esquerda e do movimento homossexual, Deus É Homossexual e Deus É Aborto.

Para agradar à Esquerda, evangélicos progressistas estupram a Bíblia — apagando de Sua boca palavras que Ele falou e colocando na boca dEle coisas que Ele nunca disse —, mas nunca estupram a ideologia homossexualista.

As posturas de cristãos conservadores sobre questões sexuais têm como base a Bíblia. Claro que não existe nenhuma passagem especifica orientando-nos a combater a propaganda homossexual para crianças, assim como não existe nenhuma passagem da Bíblia nos orientando a combater o sistema da escravidão, que era comum e amplo nos tempos da Bíblia, nas sociedades bíblicas e pagãs, embora nas sociedades bíblicas o tratamento dos escravos fosse muito melhor do que nas sociedades pagãs. Mas a abolição da escravidão não começou com ateus, comunistas, muçulmanos, pagãos e secularistas. Começou com cristãos da Inglaterra e depois dos EUA.

Ao pregarem que só devemos amar, não condenar, os evangélicos progressistas acabam insinuando que a Bíblia não é um livro de amor, mas de condenação. Se o amor é mais importante e condenar é condenável, para quê pregar a Bíblia? Eles deveriam reescrever a Bíblia ou buscar a Bíblia do Amor, que só manda amar os pecadores e nunca condenar seus pecados.

Os evangélicos esquerdistas condenam os que pregam contra a ideologia homossexual como se a Bíblia tivesse inventado que homossexualismo é condenado.

Condenam os que pregam contra a ideologia homossexual como se não existisse na Bíblia uma única condenação ao pecado homossexual.

Ao pregar uma mensagem simplista e trivialista de “Deus é Amor,” querendo ou não Daniel Mastral se alinha com evangélicos progressistas como Ronilso.

Não é de admirar então que no final de sua entrevista ao Guiame, Mastral declarasse: “Aproveito o ensejo, para pedir perdão, em nome da Igreja, ao movimento LGBT.”

Por que ele não aproveitou também para pedir perdão aos adeptos do islamismo “pacífico”? Se o islamismo, que é responsável pela perseguição de 150 milhões de cristãos, é merecedor do adjetivo de “pacífico,” o que o diabo merece então? O título de príncipe da paz?

Mastral pode pedir perdão a Deus pelos seus pecados, inclusive por ignorância e por ensinamentos errados típicos de um falso mestre. Mas ele definitivamente não está falando em nome da Igreja. Ele fala e age em nome de um falso evangelho inspirado na ideologia homossexual e esquerdista.

Fonte: www.juliosevero.com

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