Uma armadilha para Trump

Democratas usam muçulmano para arruinar candidatura de Trump

Julio Severo

Uma armadilha perfeita foi armada para o candidato presidencial republicano Donald Trump. Sua oponente socialista democrata Hillary Clinton colocou na Convenção Nacional Democrática na semana passada Khizr Khan, um palestrante muçulmano, que atacou Trump ferozmente.

Hillary não está à altura de Trump. É por isso que ela precisou recorrer a um golpe baixo. Enquanto Trump trouxe Peter Thiel, um republicano homossexual, para dar um discurso na Convenção Nacional Republicana para ofender os cristãos conservadores ao dizer que ele tem orgulho de sua homossexualidade, Hillary trouxe um muçulmano para ofender Trump ao dizer que ele tem orgulho do islamismo.

Em Khizr Khan ele finalmente encontrou seu páreo. Na convenção, Khan disse: “Se dependesse de Donald Trump ele nunca estaria nos Estados Unidos,” referindo-se ao seu filho morto e aos planos de Trump de proibir muçulmanos não americanos de entrarem nos EUA.

Toda a mídia conservadora e esquerdista dos EUA está atacando Trump há dias, pois o principal argumento de Khan foi que seu filho, que era capitão do Exército dos EUA, foi morto em combate na Guerra do Iraque em 2004. Hillary chamou o soldado falecido de “o melhor dos EUA.”

Democratas e republicanos estão atacando Trump.

Socialistas e conservadores estão atacando Trump.

“Não sei onde está o fundo do poço disso,” zombou sorridente Hillary, se regozijando de que enfim Trump caiu numa armadilha.

Mas o fundo de poço real, disse o jornalista esquerdista Piers Morgan se dirigindo para Hillary, “É usar pais tristes que perderam seu filho numa guerra ilegal, antiética e imoral que VOCÊ votou, como arma política.”

A Guerra do Iraque que matou o filho de Khan foi aprovada pela então senadora Hillary Clinton, que agora usa Khan para atacar Trump.

Morgan disse sobre essa guerra: “Esse foi um dos maiores erros cometidos na história moderna dos EUA.”

Tanto George W. Bush quanto Hillary a aprovaram. De uma perspectiva cristã e humanitária, essa guerra foi um desastre total para os cristãos.

Antes da invasão americana do Iraque, havia mais de 2 milhões de cristãos. Hoje, eles são 300.000. A presença militar americana no Iraque não protegeu os cristãos e mesmo depois do genocídio, os EUA têm de modo enorme aberto suas portas de imigração para os muçulmanos, não para suas vítimas cristãs.

Os dez terroristas islâmicos que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 não eram do Iraque. Eram da Arábia Saudita. Por que os EUA não invadiram e atacaram a Arábia Saudita, que, aliás, é o maior patrocinador do terrorismo islâmico mundial?

Saddam Hussein não era um homem bom, mas pelo menos ele protegia as minorias cristãs muito melhor do que os EUA depois da invasão do Iraque. A missão militar americana no Iraque foi um fracasso e acabou trazendo o ISIS, e caos e genocídio para os cristãos.

De forma alguma Khizr Khan é um patriota “americano” inocente. De acordo com o WND (WorldNetDaily), ele “tem ligações profundas com o governo da Arábia Saudita — e com investidores islâmicos internacionais por meio de seu escritório de advocacia. Além dessas ligações com a nação islâmica rica, Khan tem ligações com programas polêmicos de imigração que estrangeiros ricos podem usar para essencialmente comprar sua entrada nos Estados Unidos — e tem ligações profundas com a Fundação Clinton.”

Agora, Khan apagou o site de seu escritório de advocacia que se especializava em imigração islâmica aos EUA para tentar esconder seus segredos sujos. Ele estava sendo pago para trazer mais e mais muçulmanos aos EUA.

Mas o público americano está tão cego sobre a realidade islâmica, principalmente quando acobertada por um suposto patriotismo americano, que eles estão atacando Trump.

Veteranos de Guerras Estrangeiras, uma entidade de soldados americanos que estava louvando Trump, agora o ataca e defende Khan.

John McCain, senador do Arizona que foi candidato presidencial republicano na eleição de 2008 e é um neocon amante de guerras que ajudou a incitar uma revolução na Ucrânia contra a Rússia, disse para Khizr Khan, “obrigado por imigrar para os Estados Unidos,” enquanto expressou o quanto ele discorda de Trump sobre seus comentários que pedem que os muçulmanos não americanos sejam proibidos de entrar nos EUA.

Paul Ryan, republicano católico e presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, também repreendeu Trump, dizendo que um “teste religioso para entrar no nosso país não reflete” os valores americanos. Ele não conhece a história de seu país! O fato é que quando tinham tais testes na época de seus fundadores, os EUA eram melhores e mais cristãos. Agora os EUA não sabem o que são.

Trump tentou reagir aos ataques em massa, os quais essencialmente defendiam Khan e sua ideologia islâmica, dizendo: “Esse caso não é sobre o sr. Khan, que está por toda parte dando entrevistas, mas em vez disso é sobre o TERRORISMO ISLÂMICO RADICAL e os EUA. Fique esperto!”

Mas de nada adiantou. Todos estão unidos com Khan e contra Trump. Conservadores, liberais, marxistas roxos, neocons amantes de guerras. Todos.

Trump viu de forma correta. Isso é sobre o islamismo. Enquanto ele estava enfrentando uma armadilha islâmica armada por Hillary, o Papa Francisco estava dizendo: “Não é verdade e não é correto dizer que os islamismo é terrorismo.” Mas ele não enfrentou o enorme furacão de críticas que Trump enfrentou.

O papa acrescentou: “Creio que em todas as religiões existe sempre um grupinho fundamentalista. Não gosto de falar de violência islâmica porque todos os dias, quando passo pelos jornais, vejo violência, esse homem que mata sua namorada, outro que mata sua sogra. E esses são católicos batizados. Se eu falar de violência islâmica, então tenho de falar de violência católica.”

Quanto ao grupo Estado Islâmico, ele disse que “se apresenta com um cartão de identidade violenta, mas isso não é o islamismo.”

A mídia europeia e americana não está atacando o papa por tais comentários. Hillary, Obama, John McCain e os neocons amantes de guerras não estão atacando o papa por tais comentários.

Mas todos eles querem que Trump suavize sua postura sobre o islamismo. E todos eles querem que ele endureça sua postura sobre a Rússia.

Depois dos ataques diários e implacáveis de todos eles usando Khan contra a postura dura de Trump sobre o islamismo, eles estão agora mirando na postura “suave” dele sobre a Rússia. Sitiado de todos os lados por um poderoso furacão midiático que está apoiando Khan, Trump parece estar disposto a fazer alguns sacrifícios e retroceder sobre a Rússia por amor a Khan e ao islamismo.

A mídia inteira o está atacando por causa da Rússia. Quando perguntado no canal televisivo ABC se ele apoiaria a anexação da Crimeia, Trump disse: “Vou dar uma olhada nisso. Mas, sabe, o povo da Crimeia, pelo que vi, preferiria estar com a Rússia do que com quem eles estavam antes.”

A maior parte da Crimeia tem uma população de russos étnicos. Mas, por interesses geopolíticos e ambições dos neocons, o governo de Obama tem recusado reconhecer a legitimidade dos referendos russos na Crimeia.

Trump, porém, sugeriu que os EUA deveriam aceitar a anexação da Rússia se isso levar a relações melhores com a Rússia e cooperação mais forte na luta contra os militantes do ISIS.

Obama impôs sanções econômicas contra a Rússia por anexar a Crimeia dois anos atrás. Mas de acordo com o Dr. Scott Lively, isso foi um pretexto. A realidade é que Obama provocou e usou o caos ucraniano para castigar a Rússia por desafiar seu imperialismo homossexual.

A ONU também não reconhece a Crimeia como parte da Rússia, e alguns republicanos de alta patente amantes de guerras resolutamente defendem os interesses geopolíticos americanos na Crimeia contra o que eles consideram uma “agressão” russa, quando na realidade não houve agressão alguma.

Sob Trump, a plataforma do Partido Republicano suavizou uma postura sobre envolvimento militar americano na Ucrânia. Embora a plataforma não seja pró-Rússia, os apoiadores de Trump tiveram sucesso em impedir a adição de uma referência neocon sobre armar a Ucrânia.

Muitos nos EUA, nos grupos conservadores e esquerdistas, estão descontentes com o foco dele no islamismo, não na Rússia. Os neocons estão trabalhando duro para mudar o foco dele. E o caso Khizr Khan está ajudando ambos os grupos.

Numa denúncia cáustica em defesa de Khan, o presidente Obama repreendeu duramente Trump como “incompetente” e “lamentavelmente despreparado” para servir na Casa Branca. Ele desafiou os republicanos a retirar seu apoio do seu candidato presidencial, declarando “Tem de chegar um ponto em que vocês dizem ‘Basta.’”

“Penso que o candidato republicano é incompetente para servir como presidente,” disse Obama, que comentou que sua oposição a Trump substituindo-o vai além de diferenças políticas com seus oponentes de 2008 e 2012, John McCain e Mitt Romney.

“Eu não tinha dúvida de que eles tinham condições de trabalhar como presidente,” ele disse. “Penso que eu estava certo e Mitt Romney e John McCain estavam errados em certas questões políticas, mas nunca achei que eles não tinham condições de fazer esse trabalho.”

Se os EUA tiverem de ter um presidente republicano, Obama apoia Romney ou McCain. Trump, jamais.

Se Kahn fosse russo, Obama, McCain, Romney, o Partido Democrático inteiro, o Partido Republicano inteiro e a mídia (esquerdista e conservadora) inteira estariam apoiando Trump. Mas ele é muçulmano, e isso lhe dá privilégios especiais.

Hillary introduziu o Khan muçulmano nas eleições para pegar Trump em armadilha, e Trump parece ter caído nela. Por que Trump introduziu Peter Thiel, o fundador do PayPal? Para pegar os conservadores em armadilha? Para levar o movimento conservador a cair numa cilada? Em 2011, fui vítima do poder abusivo de Thiel favorecendo o movimento homossexual. Você pode assistir a este vídeo católico (https://youtu.be/fSSjmMwQNn4) e a este vídeo evangélico (https://youtu.be/oZ8fzSkiB5A) sobre meu caso.

Sem dúvida alguma, não foi legal Hillary usar Khan para provocar Trump. E não foi legal Trump deixar o Partido Republicano e sua equipe usarem Thiel para provocar os cristãos conservadores.

Enquanto os neocons querem fazer com que todos fiquem preocupados e em pânico sobre a Rússia, de modo que eles consigam lucrar com comércio de armas e guerras, é o islamismo que está mostrando uma capacidade formidável de derrotar Trump por meio de armas democráticas usadas por esquerdistas e conservadores falsos ou desorientados e patriotas cegos.

Se Trump não seguir os interesses dos neocons, eles farão com que todos fiquem preocupados e em pânico por causa dele. Da armadilha de Hillary para a armadilha dos neocons.

Eles querem que ele faça certos sacrifícios. A Rússia será um deles. O islamismo? Jamais.

Com informações do DailyMail, WND e Associated Press.

Versão em inglês deste artigo: A Trap for Trump

Fonte: www.juliosevero.com

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