Os danos do PT para o Brasil durante o governo de Dilma Rousseff

Os danos do PT para o Brasil durante o governo de Dilma Rousseff

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
— De quantas pessoas o PT precisa para destruir o Brasil?
— Dilma só (“de uma só”).
Uma anedota semelhante a essa tem circulado pelo país nas últimas semanas. Abstraindo de todas as questões administrativas, é impressionante o avanço da cultura da morte e a imposição da ideologia de gênero durante o governo Dilma. O sucesso da presidente (ou “presidenta”) tem sido tão grande, que até pode parecer que ela fez tudo sozinha. Na verdade não foi assim. Seu governo, o terceiro da Era Petista, está atingindo o cume de uma montanha cuja encosta foi escalada com grande esforço nos dois anteriores governos Lula.

Durante oito anos, Lula tentou inutilmente a liberação total do aborto por meio do Projeto de Lei 1135/91, que acabou sendo derrotado e arquivado pelo Congresso[1]. Nem sequer foi obtida a liberação do aborto de criancinhas anencéfalas (ADPF 54) pelo Supremo Tribunal Federal. O máximo que Lula conseguiu foi sancionar, em 24 de março de 2005, a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), que permitiu a destruição de embriões humanos, e defender sua constitucionalidade diante da Suprema Corte (ADI 3510)[2].

Foi somente no governo Dilma que o Supremo Tribunal Federal declarou não ser crime o aborto (ou “antecipação terapêutica de parto”) de bebês portadores de anencefalia[3].
Durante oito anos, Lula empreendeu grandes esforços e gastou vultosas verbas públicas para promover o homossexualismo, tanto dentro do país quanto diante da comunidade internacional (ONU e OEA). Mas parecia impossível obter a aprovação das uniões homossexuais e menos ainda a equiparação destas ao casamento.
Pois o impossível aconteceu logo no início do governo Dilma. No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, contrariando texto expresso da Constituição, reconheceu por unanimidade a “união estável” entre duplas homossexuais[4]. E mais: em 14 de maio de 2013, o presidente do Conselho Nacional de Justiça, Ministro Joaquim Barbosa, emitiu uma resolução[5] obrigando as autoridades competentes a celebrarem o “casamento civil” e a “conversão de união estável em casamento” entre pessoas do mesmo sexo!

Quanto estrago feito durante o governo de uma única pessoa! Lembremos, porém, que nada disso teria ocorrido se os Ministros da Suprema Corte não tivessem ousado atuar como legisladores positivos ou até como reformadores da Constituição. Lembremos ainda que é o presidente da República quem nomeia os ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 84, XIV, CF) e que o Senado Federal sempre tem sido subserviente à indicação presidencial.

Dos atuais onze Ministros do Supremo, quatro foram nomeados por Dilma e quatro por Lula. Somente Celso de Mello, Marco Aurélio e Gilmar Mendes escaparam da nomeação petista (no entanto, os três têm sempre votado em favor da ideologia do PT). Dois nomes merecem destaque: Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. O primeiro é um veterano militante do Partido dos Trabalhadores, escandalosamente nomeado por Lula em 2009. O segundo é o advogado que atuou no STF em defesa do aborto de anencéfalos, da destruição de embriões humanos e da “união estável” entre pessoas do mesmo sexo. Foi nomeado por Dilma e tomou posse em 26 de junho de 2013. O governo petista, portanto, dispõe de um Supremo feito à sua imagem e semelhança. Dispõe ainda de um Congresso Nacional incapaz de defender-se diante da crescente invasão de competência da Suprema Corte. O caminho parece aberto para todas as aberrações possíveis: a punição para os opositores do homossexualismo (“homofóbicos”), a proibição do uso de qualquer palmada pelos pais, a liberação da maconha, a permissão do aborto por simples solicitação da gestante, a legitimação das uniões incestuosas, da poligamia e do abuso sexual de crianças. Não se veem limites para o avanço da cultura da morte e da ideologia de gênero.
Nos últimos dias, o governo tem apresentado propostas ousadas, como a convocação de uma nova Assembleia Constituinte ou de um plebiscito para uma reforma política. Convém lembrar que, na América Latina dominada pela ideologia socialista, a elaboração de uma nova Constituição tem sido usada por nossos vizinhos para instaurar um regime totalitário (veja-se o caso de Hugo Chavez, na Venezuela). Além disso, o uso pelo Brasil da urna eletrônica de primeira geração (sem voto impresso) compromete a confiabilidade do resultado de um plebiscito ou de qualquer outra eleição[6].
Falou-se também em trazer 6 mil médicos (ou aborteiros?) cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes[7]. Por que justamente de Cuba, a ilha da ditadura comunista e do aborto em série?[8]
Diante de tudo o que vem ocorrendo, fica cada vez mais evidente o dever de todo cristão de negar seu voto a qualquer candidato do Partido dos Trabalhadores e de convidar os outros a fazerem o mesmo, pois o futuro de nosso país passa pela derrota do PT.
Notas:
[1] O PL 1135/91 foi rejeitado na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara por 33 votos contra zero no dia 7 de maio de 2008. Depois, foi rejeitado por 57 votos contra 4 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) em 9 de julho de 2008.
[2] Em 29 de maio de 2008, o STF terminou o julgamento da ADI 3510, considerando constitucional a destruição de embriões humanos permitida pelo artigo 5º da Lei de Biossegurança.
[3] O pedido da ADPF 54 foi julgado procedente pelo STF por oito votos contra dois, nos dias 11 e 12 de abril de 2012.
[4] Foram julgadas em conjunto duas ações: a ADPF 132 e a ADI 4277.
[8] Cf. O aborto está fora de controle em Cuba. ACI Digital, 17 mar. 2011, in: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21363
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

Livro de Julio Severo expõe maior obstáculo para agenda abortista do PT

5 comentários sobre “Os danos do PT para o Brasil durante o governo de Dilma Rousseff

  1. Ao irmão Júlio Severo e aos demais leitores e comentaristas deste abençoado blog,Não sei se a opinião que eu vou dar aqui vai ser muito pertinente (ou apropriada) para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (vocês me corrijam se, por acaso, eu estiver errado).Diz um ditado popular que "o povo tem o governo que merece". Nunca, aqui no Brasil, isso ficou tão evidente, ou melhor, nunca esse mesmo ditado se confirmou de maneira tão clara como nestes últimos anos.Basta fazermos uma análise dos governos de Lula (anterior) e de Dilma (atual). Além de serem do mesmo partido (PT), ambos são rigorosamente iguais em todos os aspectos (já que possuem a mesmíssima agenda política). Senão, vejamos alguns dos pontos que eles têm em comum:– Promoção de políticas de apoio aos "direitos humanos" (leia-se privilégio para os homossexuais e perseguição aos cristãos);– Discriminalização do aborto, já que o aborto é somente um "caso de saúde pública" (ou seja, o aborto, para o governo, não é um crime contra uma vida inocente e indefesa);– Censura à liberdade de imprensa (e ainda dizem, com a maior cara de pau, que vivemos num país democrático!);– Tolerância às religiões afro–descendentes, sob o argumento de que elas fazem parte da nossa cultura, e, como tal, não podem ser discriminadas (como o diabo dessas mesmas religiões se disfarça em anjo de luz, só falta dizer que todas elas são de Deus);– Distribuição de "kits educativos" nas escolas, com a alegação de combater a homofobia (uma forma disfarçada de fazer com que as nossas crianças sejam sutilmente induzidas ao homossexualismo, promovido pelo ex–ministro Fernando Haddad e por toda a corja do governo e dos homossexuais);– Homenagem às "vítimas" do regime militar (ninguém jamais procurou saber o verdadeiro passado de Dilma).Enfim, estas são apenas algumas das muitas semelhanças entre os governos de Lula e o de Dilma (na verdade, o governo de Dilma nada mais é do que a continuação do governo de Lula).E por que o povo, mesmo sabendo disso tudo, ainda assim vota neles? Por uma razão muito simples: recebendo a "ajuda" (Bolsa–Família) do governo, quem é que não quer ser sempre beneficiado pelo mesmo governo de alguma forma?‏ Tem gente que ainda tem a cara de pau de dizer: "Se o governo é bom (já que ajuda o povo com o Bolsa–Família e outros benefícios), por que votar contra ele?" Isso lembra aquela máxima do antigo Império Romano: "Dai pão e circo ao povo, que o império sobrevive".Não tenho nenhum medo de dizer: a nossa política está tão podre e tão corrompida, que nem mesmo os políticos da bancada evangélica não são dignos da nossa confiança (e, muito menos, merecedores do nosso voto).Se o povo tivesse vergonha na cara, não colocaria corruptos no poder em troca de qualquer tipo de assistencialismo barato. Só que o povo, durante as eleições, vota mais com a emoção do que com a razão (ou melhor, vota mais com a barriga do que com a cabeça). E isso, infelizmente, já criou um ciclo vicioso muito difícil de ser quebrado.Portanto, diante de tudo que foi dito aqui, só dá pra chegar a uma única conclusão: enquanto prevalecer este quadro, ou melhor, enquanto o povo ainda continuar adotando esta mentalidade clientelista (isto é, de só votar em troca de algum tipo de ajuda ou assistencialismo), o nosso país vai estar sempre sendo governado por corruptos.Que estas palavras sirvam de alerta para que todos, a partir de agora, sejam mais cuidadosos na hora de votar (e não se deixem enganar pelas promessas mentirosas dos muitos lobos em pele de cordeiro que sempre aparecem em todas as eleições)!

  2. Júlio,Não só eu assino embaixo de tudo o que o presbítero Valdomiro colocou no comentário dele, como eu ainda torno a repetir, mais uma vez, o que eu já postei num comentário que eu fiz sobre um artigo semelhante a este: se todos os eleitores do Brasil (inclusive os cristãos) tivessem orado e pedido discernimento a Deus antes de votar, não teríamos no poder um governo pró–homossexualismo, pró–aborto, anti–família e anti–cristão. E nem elegeríamos uma bancada que se diz evangélica, mas que não tem tido nenhum compromisso com a obediência à Palavra de Deus (além de ser omissa no combate ao pecado e conivente com o mesmo governo)!Creio que o problema está não somente em muitos dos políticos que se dizem cristãos (como os da bancada evangélica), mas também de alguns cristãos eleitores que os colocam lá. Alguns desses mesmos eleitores votam somente por votar, influenciados por alguém (tipo: "Vou votar no irmão da minha igreja, pois foi o pastor quem pediu"), ou sem saber quem realmente é o candidato, que ideais defende, quais compromissos tem, quais interesses visa, enfim, o que realmente fará ao ser eleito.Daí, surgem certos "políticos cristãos" que estão mais preocupados em cuidar de seus negócios particulares (ou dos negócios de suas igrejas) do que em ter um compromisso sério com a obediência à Palavra de Deus e com questões que afetam a sociedade como um todo (especialmente a maioria cristã).Portanto, é necessário que todos (o povo e também as igrejas) sejam politicamente conscientizados sobre a responsabilidade do voto. Se em toda eleição colocarmos ímpios no poder, estaremos dando carta branca para que o diabo e os demônios ataquem a tudo e a todos (além de promoverem a destruição dos valores morais, familiares, e dos princípios cristãos). Em suma: o que não podemos fazer é perpetuar este ciclo vicioso, ou melhor, não podemos continuar alimentando essa política imoral e anti–cristã que tomou conta do Brasil. Aliás, não só o cenário político, mas, infelizmente, até algumas igrejas evangélicas estão infestadas de falsos cristãos gananciosos e vaidosos que só usam o nome de Deus para seus próprios interesses (ou para suas próprias conveniências).Que este alerta seja amplamente divulgado a todos, para que todos saibam o quanto o voto é importante para decidir o futuro de um país.Um grande abraço,Diácono Elias (Igreja Batista Nova Jerusalém)

  3. Faz até imaginar por que a população das ruas se manisfestava contra a PEC 33 ( que limita o ativismo judicial).A maioria das pessoas nem sabe contra o que estava protestando muito menos donde surgiu a idéia de protestar contra essa PEC.

  4. Peço desculpa pelo duplo post e pelo comentário longo, mas olha o que dizia Cícero em sua obra "de Legibus":"Quanto àqueles que vivem em auto-gratificação e são escravos dos próprios corpos – pessoas que medem todas as coisas que procuram e evitam na vida pela quantidade de prazer ou dor – mesmo que estejam certos ( e não é preciso discutir com eles aqui) vamos pedir para eles que preguem em seus próprios jardins e vamos pedir que fiquem longe de qualquer participação na vida pública, uma área na qual eles não sabem de nada, nem nunca tiveram nenhum desejo de saber de nada…Pois o que é mais certo que isso, que uma pessoa é tão estúpida ou arrogante para acreditar que a razão e a inteligência estão presentes nela mas não nos céus e no mundo? Ou que essas coisas, que são quase incompreensíveis pelo mais alto raciocínio intelectual, continuam em movimento sem inteligência alguma? Quanto à pessoa que não é motivada a dar graças pela procissão das estrelas, a alternação entre dia e noite, a sucessão regular das estações do ano, e os frutos que são produzidos para o nosso prazer – como essa pessoa pode ser vista como um ser-humano?"Tenho a impressão que Cícero não era a favor de votar em um ateu.Mas talvez o grande problema aqui do Brasil é que, no final das contas, nós não tenhamos em quem votar. É assim que eles manipulam a eleição, não tem candidato!

  5. CONTINUE VOTANDO EM SATANÁS!E AGUARDE O ABORTO, PEDOFILIA, UNIÕES GAYS… E SEU COMPARTILHAMENTO!Quem elege o acima – seus agentes, como os comunistas – tem que aguardar ações de sua homicida mente, e não tem de como reclamar, pois a bíblia sentencia: Os 8,6: Semearam ventos, colherão tempestades…Quanto à problemática de partidos e candidatos, na pior das hipóteses, deveremos sempre optar pelos menos perigosos e desvinculados de partidos satanistas, como os comunistas e, no último caso, os RECICLAR, isso, RECICLAR, e nunca manter um partido por varias legislaturas, como o PT, atualmente; passa a eles nesse caso a impressão de poderem agir à base do conhecido: "Galinha do terreiro não foge da panela"…

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