Criminosos bancados pelo Estado

Criminosos bancados pelo Estado

O assassinato do estudante paulista não foi uma fatalidade — trata-se de uma política pública do Estado brasileiro, como provam os matricídios, parricídios, latrocínios e estupros praticados por menores pelo País afora

José Maria e Silva
A imprensa brasileira está morta. A exemplo dos partidos políticos, ela se tornou refém dos grupos de pressão e não consegue pensar os fatos com a própria ca­beça. O jornalismo sempre al­me­jou o papel de consciência viva da sociedade, mas hoje não passa de boneco de ventríloquo dos intelectuais universitários. É o que se percebe na discussão sobre a redução da maioridade penal, suscitada pe­lo assassinato do estudante paulistano Vitor Hugo Deppman, du­ran­te um assalto na porta do prédio onde morava. Ele foi morto por um menor que completou 18 anos três dias depois de ter praticado o crime. Além disso, o assassino agiu com extrema crueldade, al­ve­jando a cabeça do jovem depois que ele já havia entregue o celular. As imagens foram captadas por uma câmara de rua, o que contribuiu para a comoção nacional.
Imagem mostra o momento em que menor mata o estudante Vitor Deppman após este entregar-lhe o celular: assassino fez 18 anos três dias depois do crime

O Instituto Datafolha, da “Folha de S. Paulo”, saiu a campo e constatou que 93% dos paulistanos querem a redução da maioridade penal. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi ao Congresso Nacional defender o aumento para oito anos do tempo de internação para os menores que cometerem crimes graves, como homicídio e latrocínio, hoje limitado a três anos. Na internet surgiram petições propondo a responsabilização penal do menor a partir dos 16 anos ou até menos.

Mas a reação dos defensores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não tardou. Mal o corpo de Vitor Hugo Deppman baixou à sepultura, eles saíram a campo para barrar qualquer proposta de redução da maioridade penal ou de alteração no ECA, com o apoio do PT e do governo federal. A imprensa ouve esses dois lados e, fingindo cumprir o seu papel, busca a opinião dos especialistas das universidades, que ela imagina neutros. E aí reside o problema: eles não são neutros. A ciência no Brasil frequentemente está a serviço do crime.
Os acadêmicos dizem que não se pode discutir a redução da maioridade penal com base na comoção sus­citada por um crime envolvendo me­nor. É como se um caso como o de Vitor Hugo Deppman fosse úni­co ou raro. Como a grande imprensa parece incapaz de enxergar o Bra­sil que existe para além do eixo Rio-São Paulo, fica parecendo que os defensores do ECA têm razão e que o assassinato do estudante paulista não é representativo da criminalidade bárbara praticada cotidianamente por menores de idade. Até a revista “Veja”, em sua versão digital, que produziu uma das melhores ma­térias sobre o assunto, só conseguiu citar cinco crimes praticados por menores num largo espaço de 16 anos: dois do Rio de Ja­nei­ro (o guitarrista do Deto­nau­tas, em 2006, e o menino João Hé­lio, em 2007), dois de São Pau­lo (o casal Liana Friedenbach e Fe­lipe Caffé, em 2003, e o próprio Vitor Hugo, em 2013) e um do Distrito Federal (o índio Galdino, em 1997).
Fica parecendo que os crimes hediondos praticados por menores são de fato casos isolados (co­mo alegam os acadêmicos) e não justificam a redução da maioridade penal. Mas se a grande im­pren­sa cumprisse o seu papel e o­lhasse para o Brasil como um to­do, ela nem precisaria recuar no tem­po para encontrar outros monstros mirins até muito piores do que o assassino do estudante pau­lista. Cotidianamente, pelo Bra­sil afora, os menores matam. Diuturnamente, pelo Brasil afora, os menores estupram. Recor­rentemente, pelo Brasil afora, os menores roubam, assaltam, es­pan­cam, traficam drogas. Somen­te nos primeiros meses deste ano, pe­lo menos 40 assassinatos – al­guns com extrema crueldade – fo­ram cometidos por menores em todo o país, o que dá uma mé­dia de mais de dez homicídios pra­ticados por menores a cada mês. Esse levantamento foi feito por mim mesmo, varando sozinho as madrugadas em busca das no­tícias policiais da imprensa re­gional no país. Há casos bárbaros, que se fossem mostrados nacionalmente, revelariam, com toda ni­tidez, a face hedionda do Es­ta­tuto da Criança e do Adolescente.

Estraçalhando namorada e filha

Em João Pessoa, no dia 29 de março deste ano, apenas 11 dias antes do latrocínio que vitimou o estudante paulista, um me­nor de 15 anos convidou a ex-namorada de 14 anos para irem a Cabedelo, cidade com 57.944 habitantes, conurbada à ca­pital paraibana. O que parecia um passeio de adolescentes, tentando reatar o namoro interrompido um mês antes, terminou de forma trágica. No meio da conversa, o menor puxou a fa­ca que trazia escondida e desferiu 30 golpes na menina. Em se­guida jogou o corpo estraçalhado num riacho próximo. Ao ser preso, alguns dias depois, ele re­latou friamente como matou a ex-namorada e contou ter tomado banho de mar para limpar o sangue do cor­po. Mas essa não foi a primeira vi­o­lência praticada pelo menor. O re­lacionamento havia terminado por­que a menina era constantemente agredida por ele, motivo da última separação. E o que é mais estarrecedor: a menina de apenas 14 anos chegou a ficar grá­vida do menor de 15 anos, que a espancou durante a gravidez e ela perdeu o bebê. O Estatuto da Crian­ça e do Adolescente, que jamais ser­viu para protegê-la, será a ga­ran­tia de impunidade do seu algoz.
Em Conquista, cidade do Triângulo Mineiro com 6.526 habitantes, na madrugada de 23 de março (17 dias antes da morte do estudante paulista), um menor de 14 anos invadiu o quartel da PM, com a intenção de roubar um fuzil. Acabou conseguindo uma pistola, com a qual resolveu roubar um carro estacionado num quintal. Já estava amanhecendo e a porta da casa estava aberta. O adolescente deu um tiro para o alto e, com o barulho, uma idosa de 71 anos se assustou e saiu para ver o que era.
O me­nor deu um tiro na cabeça da i­do­sa e ela morreu na hora. Ao ou­vir os gritos da mãe, sua filha, de 51 anos, também saiu à porta. Le­vou dois tiros e morreu mais tar­de no hospital. Então, o me­nor entrou na casa, pegou a cha­ve do carro e fugiu para a cidade vizinha de Sacramento. Acabou sendo preso no mesmo dia e contou à polícia que seu objetivo era voltar com o carro roubado para Franca, no interior de São Paulo, onde reside sua família. Com apenas 14 anos, o frio assassino das duas mulheres, mãe e filha, tinha 13 passagens pela polícia.
Em 18 de janeiro deste ano, na cidade goiana de Santa Rita do Araguaia (com 6.924 habitantes), um menor de 13 anos matou a própria mãe, de 38 anos, com uma pedrada na cabeça. O crime aconteceu na estação rodoviária da cidade, quando a mãe tentava levá-lo para uma clínica de recuperação de entorpecentes em Jataí. O menor não queria ser internado e, para escapar da mãe, cometeu o crime, valendo-se de uma grande pedra, num momento de distração de seus familiares. A mulher ainda chegou com vida ao Hospital Municipal de Alto Araguaia, mas não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi encaminhado para Rio Verde, onde foi sepultado. Ela não morava na cidade e tinha ido a Santa Rita apenas para buscar o filho para ser tratado. Mas o menor preferia ficar na cidade, morando com o pai, que também é viciado em drogas. Antes de matar a mãe com uma pedrada, o menor tentou esfaquear uma tia. As matérias que pesquisei, não contextualizam a vida da mãe, mas é provável que ela tivesse outros filhos, agora, órfãos e desamparados, enquanto o menor assassino já está sob a proteção total do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Trucidando a mãe e a irmã

A cidade de Ourilândia do Norte, no interior do Pará, com 27.359 habitantes, foi abalada por um crime bárbaro no dia 18 de janeiro deste ano. Uma empresária de 35 anos foi morta em sua própria casa com nove facadas. O assassinato foi perpetrado por seu próprio filho de 16 anos, que pagou um comparsa de 18 anos para ajudá-lo. A frieza do assassino é patente nos mínimos detalhes do crime. Era uma sexta-feira, final de mais um dia comum de trabalho, e ele trouxe a mãe para casa na garupa da moto. O cúmplice já estava escondido no quintal. A mãe, que jamais suspeitaria da trama, foi tomar banho. O menor abriu a porta para o comparsa e esperou que a mãe saísse do banheiro. Quando ela entrou na lavanderia da casa, eles a agarraram. O comparsa segurou a vítima e o menor desferiu as nove facadas em sua própria mãe. Detalhe: a mulher estava grávida de sete meses – era uma menina. Depois de cometer o duplo assassinato da mãe e da irmãzinha, o menor tomou banho, perfumou-se, pegou o celular da vítima mais R$ 500 e se foi. Acabou preso numa churrascaria de uma cidade vizinha, quando almoçava com a namorada no horário do velório de sua mãe.
Na noite de 11 de fevereiro deste ano, uma menina foi encontrada morta próximo de um açude na cidade piauiense de Demerval Lobão, com 13.278 habitantes. A criança estava nua e tinha várias marcas de violência, inclusive um braço quebrado. A perícia médica constatou que ela tinha sido estuprada e morreu por asfixia. Uma semana depois, valendo-se de depoimentos de testemunhas, roupas sujas de sangue e exame de DNA, a polícia descobriu quem foi o estuprador e assassino da menina: foi o seu próprio meio-irmão, um menor de 17 anos, que alegou estado de embriaguez na hora em que cometeu o crime. Já na cidade mineira de São Francisco, com 53.828 habitantes, a vítima foi um menino de 10 anos. Ele foi violentado por um menor de 15 anos, seu amigo e vizinho, às margens do Rio São Francisco. Além de violentar o menino, com a ajuda de um comparsa, o menor afogou a criança no rio. À polícia, o menor alegou que queria roubar a bicicleta da criança, mas, para os policiais, a principal motivação do menor foi mesmo a prática de violência sexual.
Em Porto Velho, capital de Rondônia, na madrugada de 7 de abril, um menor de 16 anos matou um agricultor de 44 anos a golpes de faca e terçado. Eles estavam bebendo juntos, quando se desentenderam. O agricultor xingou a mãe do rapaz e foi atacado. O menor deu uma entrevista a uma emissora de TV local e disse que não estava arrependido. Até se vangloriou dos cortes que fez no peito, no pescoço e na cabeça da vítima e confirmou a história de que havia comido parte do cérebro do morto, conforme disseram testemunhas. Segundo esses depoimentos, ele foi encontrado com a boca cheia e suja de sangue e, depois de mastigar o cérebro da vítima, disse que achou gostoso e queria mais. Pode ser que a história do cérebro comido com muito gosto não passe de uma lenda disseminada pelo sensacionalismo da crônica policial e que o menor a tenha confirmado para parecer mais valente do que é. De qualquer modo, os estragos que fez na vítima revelam uma fúria incompatível com os meros três anos de internação socioeducativa, com chances de sair antes para as ruas, uma vez que a avaliação do menor acontece a cada seis meses.

Mundo banhado em sangue

Em Parnaíba, um das principais cidades do Piauí, com 145.705 habitantes, um menor de 15 anos matou um adolescente de 17 anos no dia 25 de fevereiro deste ano. Ele foi preso, confessou o crime, mas foi liberado em seguida. Menos de uma semana depois, voltou a matar de novo. Envolveu-se numa briga e esfaqueou um rapaz no pescoço e no peito. Na delegacia, o menor exibia nas costas uma tatuagem imensa de Chuck, o Brinquedo Assassino, personagem de filme de terror, com a faca ensanguentada do boneco destacando-se nas suas costas. Também na cidade cearense de Ipu, com 40.296 habitantes, ocorreu um crime brutal entre adolescentes. Um menor de 16 anos invadiu uma casa para vingar a morte de sua mãe, ocorrida um ano antes, mas o filho da mulher que ele queria matar, um menor de 17 anos, foi mais rápido: matou o outro menor com 36 facadas. A irmã do menor assassino, de 15 anos, colaborou no crime. E o menor que morreu tinha passagem pela polícia por furto, assalto e tráfico de drogas. Como se vê, um mundo banhado em sangue, que o ECA acha possível recuperar com discurso.
Em São Joaquim de Bicas, cidade com 25.537 habitantes na região metropolitana de Belo Horizonte, um menor de 17 anos matou a pauladas o próprio avô de 73 anos, no dia 10 de março, um mês antes da morte do estudante paulista. O menor era traficante de drogas e, segundo testemunhas, desde os 6 anos de idade estava envolvido em brigas. Já na cidade de Jaboticatubas (com 17.134 habitantes), também na região metropolitana de Belo Horizonte, a vítima de um menor infrator não foi o avô, mas o próprio pai. No dia 10 de abril, pai e filho começaram a discutir, porque o menor de 15 anos não queria levar o irmão de 8 anos à escola, conforme o pai havia mandado. Então o menor, que tinha passagem pela polícia por porte de drogas, desferiu uma facada no peito do pai e o matou. A criança de 8 anos, apavorada, correu sozinha até a delegacia, que não ficava muito longe de sua casa, para avisar que o pai e o irmão estavam discutindo. Mas quando a polícia chegou, o pai do menor já estava morto no quintal da casa. O menor fugiu, mas acabou capturado pela polícia.
Na cidade paulista de Pinhal­zinho, com 13.105 habitantes, um casal de comerciantes, idosos, ambos com 75 anos, foi morto no dia 12 de abril, três dias após o assassinato do estagiário da Rede TV. O assassino é um menor de 17 anos, usuário de drogas, com várias passagens pela polícia. Ele matou os idosos para roubar. Desferiu facadas no peito e no pescoço das vítimas e roubou R$ 1.300, que usou para comprar drogas, roupas e outros objetos pessoais. Aliás, um expressivo porcentual dos latrocínios e homicídios praticados por menores tem como principal motivação arrecadar dinheiro para sustentar o vício de drogas. E grande parte das vítimas desse tipo de crime são os próprios parentes ou vizinhos dos menores assassinos. E é só o começo. Na medida em que o Estado brasileiro for aumentando o número de leitos destinados ao tratamento de drogados, mais esse tipo de crime vai crescer. A medicina não cura drogado: ela cria bombas humanas, ao transformar o viciado num duplo dependente químico – das drogas e das medicações, misturadas indiscriminadamente no seu organismo.

O fim dos menores de rua

Mas isso é assunto que exige artigo à parte. O objetivo deste foi mostrar que o assassinato do estudante Vitor Hugo Deppman está longe de ser uma fatalidade. Na verdade, o latrocínio, o homicídio e o estupro praticado por menores é uma política pública oficial do Estado brasileiro – implantada no País pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a lei mais hedionda da história contemporânea do País. E essa lei perversa – que trata a vida humana como entulho no caminho dos menores criminosos – será complementada pelo Estatuto da Juventude, também previsto na malfadada Constituição de 88 e já em fase de aprovação final no Senado. Observem que só elenquei aqui os homicídios e latrocínios praticados por menores nos primeiros meses deste ano – somente 2013, ressalte-se. Nessa breve pesquisa, deparei com crimes ainda mais bárbaros perpetrados por menores em anos anteriores, a maioria sem nenhuma menção na grande imprensa, mas fiz questão de deixá-los de fora para provar que estão matando é nesse momento. O assassinato de Vitor Hugo Deppman não é um caso isolado.
A criminalidade juvenil é ainda mais abrangente. O problema é que contabilizar também os furtos, roubos, assaltos, tráfico de drogas e estupros sem morte praticados por menores é uma tarefa impossível para uma pessoa só – as cifras, sem dúvida, ultrapassam a casa do milhar a cada mês. Mas esse trabalho precisava ser feito por alguma instituição. Afinal, todo menor que assalta e trafica drogas é um potencial homicida. Infelizmente, as ONGs que trabalham com a questão do menor não são confiáveis. As universidades muito menos. E a maioria dos operadores do direito – juízes, promotores, advogados, defensores públicos – professam uma fé esquizofrênica na capacidade do ECA de operar milagres. Contrariando os fatos, o bom senso e própria moral (uma vez que se trata de uma mentira deslavada), toda essa gente chega a repetir que o índice de reincidência dos menores é inferior ao índice de reincidência dos adultos. É como se a esmagadora maioria dos criminosos adultos não viesse de um passado de delinquência juvenil, o que mostra que esses menores homicidas e estupradores de hoje não vão se recuperar jamais – vão é se aprofundar na crueldade.
Ao impedir que maioridade penal seja debatida em igualdade de condições entre os que são favoráveis à sua redução e os que são contrários, o governo federal – com o apoio das universidades e da maioria dos operadores do direito – está levando a nação brasileira para o inexorável caminho do suicídio. Notem que no Brasil já não existem mais os menores de rua. Esse que já foi, aparentemente, o maior problema nacional, simplesmente desapareceu da pauta dos debates. E por que isso ocorreu? Por que o problema foi solucionado? Não. Definitivamente, não. É que os menores de rua de ontem, graças ao Estatuto da Criança e do Adolescente, transformaram-se nos adultos de rua de hoje, quase todos drogados – uma tragédia humana de dimensões bíblicas, criada pelos engenheiros sociais das universidades e transformada em política pública pelo governo federal. Já os menores infratores, que antes eram menores de rua, viraram criminosos de casa. Hoje, um adolescente de 12, de 14 anos, entra no tráfico, bate ponto toda semana na delegacia de polícia e no conselho tutelar, mas continua morando com a família e frequentando a escola. Como nem seus pais nem seus professores podem repreendê-lo, muito menos a polícia pode prendê-lo, ele não tem motivo algum para fugir de casa e ir morar na rua. Pode continuar roubando e traficando e voltando para casa sempre, como se o crime fosse um trabalho. Com isso, o menor criminoso destrói a família, complementando o papel dos maiores de rua, que inviabilizam a cidade.
Divulgação: www.juliosevero.com
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11 comentários sobre “Criminosos bancados pelo Estado

  1. Aqui no Brasil, menor pode:– Roubar;– Matar;– Usar ou traficar drogas.(fora outras coisas erradas)Só não pode:– Trabalhar;– Ser preso por algum crime;– Responder pelos seus atos.Eu sou totalmente a favor da redução da idade penal. Se o menor pode fazer tudo que um adulto pode, por que o menor também não pode responder como adulto pelo que faz de errado?Ninguém venha me dizer que o menor não tem capacidade de discernimento (ou não pode responder pelos seus atos). Se o menor sabe muito bem usar uma arma para cometer um crime, ele tem plena e absoluta certeza (e também total consciência) do que está fazendo! Ele não é nenhum inocente!Infelizmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente se transformou numa garantia de impunidade aos menores criminosos. Tem menor que é tão ousado, que diz na cara de qualquer um sem a menor cerimônia: "Não posso ser preso, porque sou de menor!" E ai daquele que tentar dizer ou fazer alguma coisa contra esse mesmo menor: passará de vítima a réu!O mais engraçado disso tudo é que, mesmo que esse menor chegue a ser punido (ou preso), ele terá a sua ficha criminal totalmente "apagada" quando completar 18 anos! Ou seja, tudo o que ele fez de errado antes de se tornar adulto ficará esquecido (como se ele nunca tivesse feito nada de errado)! Não é uma incoerência?Sinceramente, o futuro do nosso país é sombrio diante de tal estado de coisas. Falando num tom carregado, eu diria que "só Jesus na causa".Finalizo minha mensagem com um pensamento para a reflexão de todos:"Educai as crianças hoje, a fim de que não seja preciso punir os homens amanhã"

  2. Como cristão, oro a Deus por esses jovens que tem caído na criminalidade, e peço a Deus que o icodicional amor dEle esteja abundando em meu coraçõ por essas vidas, mas coo cidadão, eu sou a favor da reduão da maioridade penal, como também da pena de morte em certos crimes, como também uma reforma em que transforme o sistema penal de fábricas de bandidos, para fábricas de cidadãos trabalhadores, pois não dá para engolir, com nossos impostos, sustentarmos presidiários que ficam ládentro sem trabalhar, e sendo custeados com um valor superior em muitos casos à remuneração para professores.

  3. Não acho que redução da maioridade penal deveria ser baixada para que os delinquentes fossem punidos. Mas qualquer criminoso sem importar faixa etária ou classe social, deveriam ser punidos pelas destruições que porventura vierem a praticar. O PT está fechando o cerco contra a população de bem brasileira, todas essa brechas para facínoras certamente faz parte do que Lula quer implantar no Brasil.Obs: Citei classe social acima, pois sabemos que ricos também não são punidos por aqui. Vide o filho de Elke Batista, Thor Batista….

  4. Vânia,Concordo com você em parte: qualquer criminoso, independente de faixa etária ou classe social, deve ser punido pelos seus erros. Nisso, eu lhe dou toda razão.Porém, eu discordo do que você disse que a questão da redução da maioridade penal. Tem que haver essa redução, sim! Como bem disse o presbítero Valdomiro no comentário dele, se o menor sabe muito bem usar uma arma para cometer um crime, ele tem plena e absoluta certeza (e também total consciência) do que está fazendo! Ele não é nenhum inocente!Será que alguém aqui vai querer me convencer de que um menor de 18 anos que mata propositalmente alguém com um tiro de um revólver não sabe o que é certo e o que é errado? Esse argumento eu não engulo nem pago!Se você for vítima de um menor criminoso, com certeza ele vai te dizer na sua cara: "Você não pode fazer nada contra mim, porque eu sou de menor!" E aí, será que você ainda acha que não é necessário reduzir a maioridade penal? Você vai aceitar que esse mesmo menor que te atacou fique impune (já que, pela lei, menor não pode ser punido)?

  5. Os esquerdistas conseguiram o apoio da ONU para suavizar a punição aos criminosos. Fato que vem acontecendo desde os anos 60. Naquela época, um influente jurista e sociólogo chamado Marc Ancel, juntamente com outros simpatizantes, publicou o livro "Capital Punishment", livro esse publicado no Departamento Econômico e Social da ONU em 1962. De lá para cá, os chamados "abolicionistas" da pena de morte, adentraram no campo da suavização das penas em todos os níveis. Suas influências se fazem refletir como o caso atual no país, onde grupos políticos esquerdistas e até liberais são contrários à redução da idade penal. A pretexto de valorizar o ser humano, apunhalaram a ética, os princípios e os valores morais estabelecidos por Deus, onde até a punição severa tem suas raízes Divinas.Eduardo

  6. Gente, deem uma ida nos propositos bahais. Consulte http://www.apocalipsetotal.wordpress.com . Boa leitura.Tenho foto do FHC governando com um assessor bahai ao lado dele; tenho artigo/foto com o luiz Ignacio 'lula' recebendo a literatura deles e, qdo recebeu a explicacao do que se tratava, falou, extasiado que "ora, essa doutrina eh a mesma do comunismo". Foi com base nos escritos deles que a ONU foi criada e, eles mandam nela (ECOSOC e UNESCO). Tambem, a nossa Constituicao foi criada com base na escritos/assessoria deles. Resumindo, essa insituicao eh o capeta na terra.Antonio

  7. Considerando que o tema em questão (a redução da maioridade penal) ainda divide muitas pessoas, gostaria de relembrar alguns crimes cometidos por menores:- Em 1997, o índio Galdino morreu queimado por vários jovens de classe média. Tirando os de 19 anos que cometeram este crime, os outros eram menores (17 anos)!– Em 2003, a jovem Liana Friedenbach e seu namorado Felipe Caffé foram mortos em Embu Guaçu (região metropolitana de São Paulo). Um dos criminosos (o tal "Champinha"), na época, era menor (16 anos)!- Em 2007, o menino João Hélio foi arrastado de carro durante vários quilômetros após um assalto. Entre os criminosos, estava um menor de 16 anos!Eu pergunto a todos aqui: será que esses menores que participaram destes crimes são inocentes? Ou eles não sabiam o que estavam fazendo?

  8. A absoluta maioria da população brasileira é a favor da redução da maioridade penal, isso não é de hoje nem é fruto de nenhuma casuística momentânea como querem fazer crer os eternamente desonestos esquerdopatas, a população brasileira é a favor da redução da maioridade penal há décadas, eu cresci ouvindo essa demanda pela redução da maioridade penal muito antes de ECA ou de CF de 1988, o pior é que eles acabam sendo tão eficientes na conversa fiada deles que mesmo algumas pessoas que nunca viram uma única pessoa do seu convívio ir contra a redução da maioridade penal acaba repetindo que o tema divide a população, não, o tema não divide a população coisa nenhuma (quando se usa esse expressão, de que tal coisa divide a população, se quer dizer que há pouca diferença de percentuais que apoiam e que condenam tal medida, isso não acontece com a redução da maioridade penal que é apoiada pela mais ampla e absoluta maioria da população brasileira). Décadas se passaram com o povo pedindo a redução da maioridade penal e políticos demagogos, esquerdistas e pseudo cristãos que só servem para bajular os maus e nunca para proteger os inocentes juntaram seus esforços no sentido de proteger os criminosos e do outro lado encontraram quase que exclusivamente uma porteira aberta de omissão por parte daqueles que mesmo não sendo favoráveis à impunidade nada fizeram para coibi-la, nada fizeram para proteger a população inocente dos criminosos menores de idade. Quantos políticos esbravejaram falando da necessidade da redução da maioridade penal, perto da época das eleições, mas não fizeram nada de concreto para chegar a esse objetivo só nos últimos 20 anos ? Até um completo lixo político, defensor de bandidos, perseguidor de bons policiais, hipócrita e esquerdopata como o governador de São Paulo, Geraldinho Negocio-com-o-PCC Alckimin, na iminência de sua completa extinção política (depois que ele deixar o governo de São Paulo ele não ganha nem eleição de sindico de prédio) é mais um que entra na onda e finge interesse em fazer aquilo que ele e o partido dele sempre foram contra, besta de quem acredita nesses caras. Se nós queremos a redução da maioridade penal, e sim, nós queremos, nós teremos que fazer muito mais pressão organizada e não confiar e deixar cuidando de nossos interesses esses políticos chacais que são deixados a pastorear ovelhas.

  9. Eu vi 2 comentários aqui que me chamaram a atenção. O primeiro foi o do presbítero Valdomiro, que disse textualmente:" …Se o menor sabe muito bem usar uma arma para cometer um crime, ele tem plena e absoluta certeza (e também total consciência) do que está fazendo! Ele não é nenhum inocente!…"Presbítero Valdomiro, concordo plenamente com você. Esse menor que está com uma arma na mão não é inocente. Ele sabe muito bem o que está fazendo!Alguns criminosos adultos, sabendo disso, aliciavam menores para colaborarem com o crime organizado (como acontecia no Rio de Janeiro). Eles serviam de "sentinelas", ou seja, avisavam aos bandidos (através de fogos de artifício) quando a polícia chegava (sem contar os que matavam a mando desses mesmos bandidos). Como alguém ainda pode ter a cara de pau de dizer que esses menores são inocentes?Outro comentário que me chamou a atenção foi o do Jarbas, que disse:"… Será que alguém aqui vai querer me convencer de que um menor de 18 anos que mata propositalmente alguém com um tiro de um revólver não sabe o que é certo e o que é errado? Esse argumento eu não engulo nem pago!…"Jarbas, nem você e nem eu (e nem ninguém) jamais vai engolir esse argumento. Qualquer menor que comete um crime sabe muito bem o que é certo e o que é errado. Portanto, nada de passar a mão na cabeça desse menor!Eu sou totalmente a favor da redução da maioridade penal. Se um menor pode votar, por que não pode responder pelos seus erros como um adulto?Como bem disse o presbítero Valdomiro, o Estatuto da Criança e do Adolescente se transformou numa garantia de impunidade aos menores criminosos. Eu diria que estamos reféns desses mesmos menores (já que um menor não pode ser punido)!Qual será o futuro do nosso país se não houver uma mudança imediata nessa lei a favor da impunidade dos menores delinqüentes?

  10. Faça a Lei da Redução da Maioridade Penal igual dos Estados Unidos, lá com 8 anos vai para a cadeia crime hediondo prisão perpetua, lá os cidadãos tem seus Direitos Humanos validos no Brasil Direitos Humanos é somente para bandidos!

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