Os Perigos de um Mundo em Envelhecimento

Os Perigos de um Mundo em Envelhecimento

Dr. Stefano Gennarini
WASHINGTON DC, EUA, 19 de abril (C-FAM) Lobos rondam as ruas de cidades abandonadas. Para cuidar dos idosos só restaram prostitutas. A guerra é iminente. Esse é o ano de 2013 e a população mundial está envelhecendo.

Essas são apenas algumas das histórias alarmantes recontadas numa conferência da semana passada. Décadas de políticas para reduzir o número de pessoas em nosso planeta estão tendo um efeito, e geralmente não é bom, informam os autores de três livros recentes sobre demografia.

“O mundo e o futuro serão mais pobres” por causa do mito da explosão populacional, diz um dos autores, um cientista.
O mundo tem produzido mais recursos do que pessoas durante os cem anos passados. Mesmo assim, persiste o mito de que o mundo está tendo uma explosão populacional, geralmente como uma capa pseudocientífica para o racismo, diz o Dr. Robert Zubrin. As políticas de controle populacional são usadas para controlar minorias mesmo em países democráticos, muitas vezes por meio de coerção e mentiras, e geralmente com financiamento dos EUA.
Zubrin diz que a ideologia falsa por trás da ciência de má qualidade é “anti-humanidade.” As pessoas são parasitas que colocam em perigo a terra de acordo com essa cosmovisão. A verdade é que “todo homem nasce com um par de mãos… e uma mente,” disse Zubrin, autor de “Merchants of Despair” (Mercadores de Desespero).
A Dra. Susan Yoshihara disse à multidão que durante décadas os especialistas acadêmicos disseram que uma fertilidade mais baixa resultaria em mais paz, mas “contata-se que a verdade é o oposto.” Os acontecimentos demográficos na Europa e Ásia poderiam ter efeitos devastadores no comércio e na segurança nacional, de acordo com a especialista acadêmica de relações internacionais e autora do livro “Population Decline and the Remaking of Great Power Politics” (Declínio Populacional e a Remodelação das Políticas das Grandes Potências).
Yoshihara duvida que a tecnologia consiga substituir uma robusta força de trabalho e exércitos com homens suficientes. As nações já estão lutando para manter seus exércitos por causa do declínio da fertilidade e envelhecimento. A possibilidade é que eles terão de atacar agora enquanto ainda têm os meios. Os aliados dos EUA na Europa têm reservas de apoiar os interesses de segurança dos EUA por causa dos gastos elevados da guerra, e isso resultará em mais unilateralismo americano.
Jonathan Last, autor do livro “What to Expect When No One’s Expecting” (O que Esperar Quando Nenhuma Mulher Está Grávida) gosta da “freakonomics” do declínio populacional.
O primeiro-ministro do Japão recentemente pediu que os idosos japoneses “se apressassem e morressem.” No Japão vendem-se mais fraudas de adultos do que fraudas de bebês e lobos têm sido vistos em áreas despovoadas da Alemanha depois de estarem ausentes por 800 anos. Na Alemanha, há uma superabundância de prostitutas e não suficientes enfermeiras, de modo que o governo vem treinando as prostitutas para cuidar do número cada vez maior de idosos.
Sem a imigração “somos a Alemanha, somos a Europa,” Last disse acerca dos Estados Unidos, mas não dá para a imigração resolver o problema demográfico dos EUA. Os imigrantes imitam os hábitos reprodutivos de seu país de destino. Renda dupla sem filhos é a nova norma nos países industrializados.
A Lista Susan B. Anthony, uma organização pró-vida que rastreia o histórico de votação de políticos e os treina a lidar com questões pró-vida, patrocinou a conferência em Washington D.C. na semana passada.
Traduzido por Julio Severo.
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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3 comentários sobre “Os Perigos de um Mundo em Envelhecimento

  1. Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (vocês me corrijam se eu estiver errado).Alguém, certa vez, disse uma coisa muito certa: "O mundo será o que forem as suas famílias". Um dos pilares da manutenção da família é o casamento. Se o casamento é destruído, a família também será (e as conseqüências serão nocivas tanto para a família em si, como também para o mundo inteiro).O que acontece hoje? Devido à propagação (e à promoção) do homossexualismo, do feminismo e também de todo tipo de imoralidade em todo o mundo (inclusive aqui no Brasil), a própria estabilidade da família já está seriamente ameaçada. Em outras palavras: o próprio conceito de família já foi totalmente distorcido do seu sentido original.Muitas mulheres (principalmente as defensoras do feminismo) simplesmente abominam a idéia do casamento (e, conseqüentemente, de constituir família). Tanto que teve uma que me disse sem a mínima cerimônia: "Para que eu vou passar o resto da minha vida com um homem controlando a minha vida (e com crianças para me dar preocupação)? Eu quero ser independente, viver intensamente (sem ter que dar satisfação da minha vida a ninguém), alcançar a minha realização profissional (e financeira), não quero ficar submissa a ninguém! Casamento e filhos? Nem em sonho!". A moda hoje é "ficar", ou seja, ter um relacionamento despretensioso (sem qualquer tipo de responsabilidade ou compromisso). Em outras palavras: não está mais existindo nenhum desejo de se constituir família.A diminuição do número de casamentos (e também de famílias constituídas) tem trazido conseqüências graves em todo o mundo: mais homens solteiros, mais mulheres solteiras, mais gays e mais lésbicas. Isso sem contar os divórcios, e também as crianças que nascem ou crescem em lares desfeitos ou desajustados (além das que vivem em outras famílias, por serem filhos de pais separados).Mas o pior disso tudo é a queda da taxa de natalidade. Só para que todos daqui tenham uma idéia disso, a China já está começando a sentir na própria pele as conseqüências do rígido controle de natalidade imposto a todos os seus cidadãos: está havendo falta de pessoas no mercado de trabalho. Além da China, alguns especialistas já alertaram que a Europa está passando por um processo muito rápido de envelhecimento populacional (inclusive já há casos de alguns países europeus com um alto índice negativo de novos nascimentos). E a tendência, pelo jeito, é que esta situação continue a se agravar (caso não seja tomada nenhuma providência imediata).Diante de tudo que foi apresentado aqui, eu pergunto a todos:– O que podemos fazer para mudar (ou tentar reverter) este quadro?– O que podemos fazer para salvar o casamento e a família (que, como já se ouviu dizer por aí, são consideradas por muitos como instituições falidas)?Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.

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