Homossexualismo: vício contra a natureza

Homossexualismo: vício contra a natureza

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Um amigo que várias vezes defendeu-me enquanto estava sendo processado pelo uso da palavra “abortista” publicou um artigo em que afirma não crer que o homossexualismo seja antinatural.
Não é fácil nem agradável corrigir um amigo. Mas a Escritura fala da correção fraterna como de um dever grave, por cuja omissão deveremos prestar contas a Deus (ver, por exemplo, Ez 3).
Constrangido pelo dever, escrevo no intuito de demonstrar que os atos libidinosos praticados entre pessoas do mesmo sexo são antinaturais. Servir-me-ei de Santo Tomás de Aquino: não de sua autoridade, mas de sua argumentação, que é puramente racional e não cita um versículo sequer de Bíblia quando trata desse assunto.
Na Suma Teológica, o santo doutor pergunta “se o vício contra a natureza é o pecado maior nas espécies de luxúria” (II-II, q. 154, a. 12). Começando por enumerar as possíveis objeções à sua tese — como costuma fazer – o Aquinate depois vai ao “corpo” do artigo e explica que “a pior corrupção é a do princípio”. Um pecado que corrompe a natureza do ato conjugal — como o a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo), as práticas aberrantes no acasalamento (entre pessoas de sexo diverso) e a masturbação (excitação sexual solitária) — é mais grave do que um pecado que “apenas contraria o que está determinado pela reta razão, resguardando-se os princípios naturais” — como o adultério (ato sexual entre uma pessoa casada e outra que não o próprio cônjuge) e a fornicação (ato sexual entre um homem e uma mulher solteiros).
O homossexualismo pertence à primeira classe dos pecados de luxúria. Ele não se contenta em usar da natureza contra a reta razão: viola a própria natureza. Entre os vícios contra a natureza, ele ocupa o segundo lugar, perdendo apenas para a bestialidade. Talvez seja por sua especial gravidade que esse pecado tenha sido escolhido como motivo de “orgulho”, com marchas, campanhas e ameaça de perseguição aos discordantes (“homofóbicos”). Quem exalta o homossexualismo deve fazê-lo com a intenção de afrontar a Deus ao máximo.

Mas o que é a natureza? O mesmo que essênciaou quididade. É aquilo que caracteriza a coisa em sua intimidade. Responde à pergunta: “o que é a coisa?”

Se perguntarmos: “o que é o ato sexual?”, a resposta deverá incluir três notas: a dualidade, a complementaridadee a fecundidade. Não pode haver um ato sexual solitário (masturbação), pois isso fere a dualidade. Não basta que haja duas pessoas, é preciso que elas sejam complementares (fisiológica e psicologicamente): um homem e uma mulher. É preciso ainda que tal ato seja realizado de modo a abrir-se à procriação: ele é naturalmente fecundo. Nada disso existe nos atos de homossexualismo.
Segundo o Direito Canônico — que extrai suas fontes tanto da Revelação quanto do Direito Natural — diz-se que o matrimônio foi consumado “se os cônjuges realizaram entre si, de modo humano, o ato conjugal apto por si para a geração da prole, ao qual por sua própria natureza se ordena o matrimônio, e pelo qual os cônjuges se tornam uma só carne” (cânon 1061, §1º). Este ato consiste em: erectio(ereção), penetratio (penetração), ejaculatio in vaginam (ejaculação dentro da vagina).
Os que não entendem que o homossexualismo seja antinatural, talvez usem “natural” no sentido de “habitual”. O hábito, porém, não se confunde com a natureza. Um hábito acrescentado à natureza produz uma inclinação que a natureza, por si só, não tem. Um hábito contrário à natureza é capaz de inclinar a faculdade a agir contra a natureza. Tal inclinação habitual, não é, porém, natural.
No entanto, diz um provérbio que “o hábito é uma segunda natureza”, isto é, tanto o hábito quanto a natureza produzem alguma tendência. Se a tendência produzida pelo hábito aperfeiçoa a natureza (a tendência de comer moderadamente, adquirida pela repetição de mortificações do paladar), ótimo. Se a tendência produzida pelo hábito corrompe a natureza (a tendência de praticar conjunção carnal com pessoas do mesmo sexo adquirida pela repetição de atos homossexuais), péssimo.
O movimento homossexualista tem tudo a ver com a causa antivida. Ele tenta destruir a família, que o saudoso Beato João Paulo II chamava “o santuário da vida”. Se quisermos verdadeiramente defender a vida, temos que defender com todas as forças a virtude da castidade, que regula o instinto sexual segundo a razão. É aos puros de coração que Jesus fez esta maravilhosa promessa: “verão a Deus” (Mt 5, 8).
Fonte: Não Matar
Divulgação: www.juliosevero.com

Desejo, logo existo? Pode o desejo sexual mais do que a anatomia definir a identidade de um ser um humano?

2 comentários sobre “Homossexualismo: vício contra a natureza

  1. Você vê bem as coisas essa figuras egípicias nunca tinha reparado tem homens juntos a eles demônios com caudas de cobras enormes entrelaçadas entre eles que coisa horrível aff.Ester!!!

  2. Sexo Homossexual não é natural, não precisa ser muito racional para ver isso, o homem biologicamente foi feito para ter relações sexuais com a mulher, na qual também esta naturalmente/biologicamente preparada para ter relações sexuais com o homem, a NATUREZA (para não falar em Deus) fez isso com eles, prepararam eles para isso, sua biologia os posicionou para exercer esses papeis. No sexo homossexual, se pratica um sexo na qual sua BIOLOGIA/NATUREZA não esta preparada, não foi feita, portanto sim é antinatural, pois sua condição biológica não os preparou para tal função, logo não é normal. Não é normal usar o órgão excretor para fazer sexo, pois o órgão excretor não é um órgão sexual, feito para penetração, por isso que a incidência de câncer do colo-retal em homossexuais é maior do que em hetero, pois se usou o anus com finalidades não natural dele fazer, uma agrecao ao órgão na qual não foi preparado para tal.Infelizmente nosso amigo Olavo de Carvalho errou e não sei por que não admite que errou, seria falta de humildade? Deus sabe.Sem dizer que no texto de Paulo, ele critica que homens deixaram o uso NATURAL da mulher, pois é natural usar a mulher, e começaram a ficar com homens, logo que não é natural.Olavo tenta usar termos filosóficos e "místicos" para explicar um texto explicito e direto escrito pelo santo apostolo Paulo.Poderia escrever mais, mas aqui não cabe, mas espero que nosso amigo Olavo se retrate.

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