Julio Severo

Três falsos evangelhos: prosperidade, terapêutico e missão integral

Publicado em Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral, Teologia da Prosperidade por juliosevero em 29 de março de 2012

Três falsos evangelhos: prosperidade, terapêutico e missão integral

José Bernardo
Como Satanás está arrastando milhares de adolescentes e jovens para fora da Igreja e para longe da fé? Porque a Igreja não está sendo capaz de perceber e conter essa evasão? Onde toda essa maldade e destruição estão se apoiando? Um olhar cuidadoso para o cenário faz perceber que a estratégia usada pelo inimigo tem sido um ‘cavalo de troia’, belo por fora e cheio de destruição por dentro: a religião do ‘bem estar’.

Apoiado em uma interpretação flexível da própria Bíblia, o inimigo vem minando a fé bíblica da igreja evangélica e substituindo por essa nova religião, ainda difícil de distinguir para muitos, mas definitivamente oposta ao que Jesus ensinou. Há três correntes principais desse neo-paganismo, três falsos evangelhos que a grande maioria dos crentes está seguindo para longe de Cristo. Tais evangelhos não têm poder para salvar, não oferecem os elementos para a perseverança na fé. Adolescentes e jovens aprendem tais heresias de seus pais e essa é uma razão central de seu desvio.

Primeiro, enumeremos esses três ataques malígnos:
O evangelho do bem estar material – ou a teologia da prosperidade, movimento religioso surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos da América. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que quem é verdadeiramente fiél a Deus deve desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Não mais capaz de seduzir a população norte-americana que emergiu das crises econômicas no pós-guerra, esse falso evangelho foi despejado na América Latina por tele-evangelistas, rapidamente absorvido aqui pelo nascente movimento neo-pentecostal e é hoje refugo lançado covardemente contra a África por uma equivocada ação missionária.
O evangelho do bem estar psicológico – movimento que visa a descoberta e o tratamento de problemas emocionais, como medo, complexos, baixa auto-estima, no intuito de que as pessoas sejam tratadas no espírito, na alma e no corpo, com ênfase na cura da alma. O movimento, também originado nos Estados Unidos, resultou do esforço de manter a Igreja atraente para uma sociedade cada vez mais materialista e egocêntrica e têm raízes, tanto no evangelicalismo histórico, como no movimento carismático. Entre os evangélicos históricos surgiu no condicionamento do aconselhamento cristão pela psicologia e psicanálise, entre os pentecostais, dos esforços de cura interior. Ambas as correntes proliferaram a partir dos anos 80 com a enxurrada de livros evangélicos de auto-ajuda e hoje são um mal perfeitamente institucionalizado.
O evangelho do bem estar social – é um movimento essencialmente político que utiliza elementos do Cristianismo como alegoria para facilitar a disseminação de idéias de diferentes pensadores socialistas. Seus defensores a apresentam como, por exemplo, “uma interpretação da fé cristã através do sofrimento dos pobres, sua luta e esperança, e uma crítica da sociedade e do cristianismo através dos olhos dos pobres”. O movimento surgiu no seio do catolicismo da América Latina, na esteira da influência marxista, foi fortemente combatido e diminuido pela Igreja Católica, proliferou entre ditos evangélicos em alguns países da América Hispânica e influenciou o evangelicalismo brasileiro com mais força a partir dos anos 80.

As causas dessa monstruosidade espiritual

Embora pareçam propostas diferentes, as três correntes religiosas são extremos próximos, identificados por três ensinos heréticos centrais: a) Antropocêntrismo – O cristianismo defende a centralidade de Deus e apresenta o ser humano como inútil e sem valor, mas as três teologias malígnas retomam o ser humano como centro de tudo e fazem Deus gravitar ao redor de suas necessidades, desejos e ações; b) Temporalidade – O cristianismo aponta para a vida na terra como uma passagem de provação para um mundo novo e eterno, mas as três teologias corrosivas se concentram no que pode ser obtido imediatamente, fixando a quem pode seduzir no que é presente, temporal e passageiro; c) Materialismo – O cristianismo aponta para as coisas espirituais, invisíveis, mas as três correntes teológicas cativam seu público ao que é material e carnalmente desfrutável, são evangelhos da sensualidade.
Os falsos evangelhos da prosperidade, terapêutico e libertação (também conhecido entre os protestantes como missão integral) se contrapõe ao verdadeiro Evangelho do Reino, que anuncia o governo soberano de Deus em Cristo sobre a vontade humana e leva ‘cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo’ 2Co 10:5. Tais evangelhos são produzidos pelos inimigos da cruz, seu deus é o ventre (Fp 3:19).
A endo-apologia combaterá com dificuldade esses ataques malígnos. Os falsos evangelhos se mimetizam com capricho, usando o vocabulário dos evangélicos, suas expressões e a própria Bíblia para surpreender e destruir a fé bíblica. Esses falsos evangelhos promovem uma interpretação flexível das Escrituras, baseada principalmente na dedução e em um criticismo pretensamente acadêmico e energicamente desconstrutor. No discurso, usam e abusam do palavrório apaixonado, como se estivessem militando por uma grande causa e, quando não funciona, abundam na irreverência, no sarcasmo, na ironia e na zombaria. Todas os três praticam também uma contra-apologia preventiva, acusando de reacionários, desumanos, anti-cristãos e fundamentalistas aqueles que se atrevem a ir contra suas ambições egocêntricas, temporais e materialistas. Dessa forma surpreendem, sequestram e escravizam uma igreja que deixou as Escrituras de lado para abraçar o sensacionalismo.
Mas o aspecto mais venenoso de tais falsos evangelhos, é que são virais, não estão baseados nas teologias alucinadas que os geraram, mas nas características de seus hospedeiros. Quando o apóstolo Paulo nos preveniu disso, disse: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” 2Tm 3:1ss. Não é a teologia maligna, principalmente, que faz essa maldade prosperar, mas a natureza egoísta que impede os seres humanos de clamarem pelo verdadeiro Evangelho do Reino: Seja feita a Tua vontade, ó Deus. Egoístas, egocêntricos, esses são os hospedeiros de evangelhos oportunistas, que contagiam os mais jovens e causam seu desvio.
Divulgação: www.juliosevero.com

Entrevista de Julio Severo ao site Gospel Prime

Publicado em Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral, Teologia da Prosperidade por juliosevero em 24 de outubro de 2011

Entrevista de Julio Severo ao site Gospel Prime

Gospel Prime: Você declara que tem um chamado para denunciar as fraudes e mentiras do esquerdismo evangélico. O que você define como esquerdismo evangélico e como tentar barrá-lo?
Julio Severo: Combato toda ideologia e sistema que pretende usurpar o lugar de Deus, da família e da igreja. E de longe quem mais quer fazer isso é o estatismo socialista, isto é, o Estado socialista exige ser o centro de tudo na vida das pessoas. Com o socialismo, o Estado perdeu seu caráter fundamental de ser apenas representante do seu povo para ser deus do seu povo. De forma geral, a ideologia socialista — com todas as suas variantes, em maior ou menor grau — coloca o Estado nesse papel central de falso deus.
Esse tipo de Estado exige a supremacia e o controle absoluto sobre as crianças nas áreas de educação e saúde. Exige interferências em muitas áreas que não lhe competem, como família, igreja e caridade.
Com a desculpa de fazer caridade para todos, esse Estado assume controle da educação e saúde e importantes áreas pertencentes a Deus, às famílias e às igrejas, tirando da população muitos de seus recursos através de impostos abusivos, que escoam em grande parte para o bolso dos corruptos. No fim, terminamos controlados, doutrinados e com os bolsos vazios.
O esquerdismo é uma ideologia que vem de Karl Marx, um homem de raízes judaicas que se converteu ao protestantismo. Mas sob a influência de um professor satanista na universidade, ele se converteu ao satanismo, que o inspirou em ideias socialistas.
Defino o esquerdismo evangélico como a tentativa de usar o Evangelho e as igrejas para promover ou impor um Estado assistencialista na sociedade. Essencialmente, o esquerdismo evangélico está a serviço da ideologia marxista, deixando o Evangelho apenas como assessório, fomentando ideias como a Teologia da Missão Integral, que Ariovaldo Ramos define como “uma variante protestante da Teologia da Libertação”. Adeptos da Teologia da Libertação, juntamente com a CNBB, foram instrumentais na fundação e manutenção do PT. Do lado evangélico, os adeptos da Teologia da Missão Integral trabalharam em comunhão com os objetivos da CNBB e da Teologia da Libertação. Ariovaldo Ramos, que assinou manifestos políticos pró-Lula e pró-Dilma em épocas de eleição, viajou a Venezuela para dar apoio ao ditador socialista Hugo Chavez, por suas políticas supostamente voltadas aos pobres.
Para barrar o crescimento socialista entre os evangélicos é preciso conscientizar que a assistência aos pobres, conforme pregada e praticada por Jesus, deve sempre ser um ato voluntário, sem a coerção do Estado, que não tem chamado nenhum para ser assistencialista. Sua única função é trazer ordem, punir os criminosos e elogiar os bons. Aos cidadãos fica a liberdade e responsabilidade de praticar caridade, sem nenhuma coerção através de impostos abusivos. Meu artigo sobre a Teologia da Missão Integral explica em detalhes a diferença entre caridade voluntária e coerção estatal no tão chamado assistencialismo aos pobres.
Gospel Prime: Os principais líderes religiosos, ou pelo menos os mais conhecidos, já foram alvos de denúncias criminais (lavagem de dinheiro, estelionato, etc) e outros, além disso, ainda aparecem com teologias bastante criticadas como é o caso das igrejas que pregam a Teologia da Prosperidade. Como você avalia esse caminho que a Igreja brasileira tem tomado?
Julio Severo: Penso que as igrejas da Teologia da Prosperidade não agem bem ao instigar seus membros a ofertarem excessivamente, muitas vezes como um requisito para receber bênçãos. Já a questão da lavagem de dinheiro envolve vários problemas. Essas igrejas arrecadam muito dinheiro e sabem que o governo é abusivo na cobrança de impostos. (Veja que Tiradentes se revoltou contra o governo português que cobrava o “quinto”, 20% da renda. Contudo, hoje o governo brasileiro cobra de nós uma quantia exorbitante de quase 40%!) O caminho certo seria essas igrejas não pedirem ofertas de forma exagerada e também protestarem contra a ganância do governo, que em termos bíblicos está cometendo o pecado do “roubo”, ao quebrar um dos Dez Mandamentos. Contudo, em vez de fazerem esse protesto, essas igrejas se alinharam ao esquerdismo oriundo de focos esquerdistas pioneiros em igrejas históricas como a presbiteriana, luterana e batista. Hoje, as igrejas da Teologia da Prosperidade se aliam descaradamente às igrejas da Teologia da Missão Integral para promover políticos socialistas. Eu penso que as igrejas da Teologia da Prosperidade deveriam continuar frisando a importância do dízimo, sem se aproveitar das ofertas para enriquecimento pessoal dos pastores. Não sou contra os pastores da Teologia da Prosperidade, contanto que o enriquecimento deles venha diretamente de Deus, não das ofertas de ovelhas ludibriadas. As igrejas da Teologia da Prosperidade também deveriam renunciar ao esquerdismo que abraçaram das igrejas históricas e deveriam pregar publicamente contra os roubos que o Estado comete em nome dos impostos.
Por outro lado, vemos uma apostasia disfarçada de “apologética”, onde indivíduos desprovidos de honestidade atacam os adeptos da Teologia da Prosperidade, mas abraçam os adeptos da Teologia da Missão Integral e abraçam outros indivíduos desprovidos de moral. Esses indivíduos, alguns dos quais chegam a se alinhar a bruxos e às campanhas do governo, ousam se classificar como paladinos da doutrina pura. Eles são totalmente contra a Teologia da Prosperidade, mas sempre se unem aos seus adeptos para apoiar políticos de linha esquerdista. Veja o caso de Guilherminho Cunha, da Igreja Presbiteriana do Brasil, que se uniu ao Bispo Macedo para apoiar Lula em 2002. Em 1994, em seu programa de TV, Caio Fábio, que na época representava a Igreja Presbiteriana do Brasil, apresentou Lula aos evangélicos como forma de “estimular” os evangélicos a se aproximar de Lula e do PT. Funcionou. Antes da ação de Caio Fábio, que sempre se opôs à Teologia da Prosperidade (mas já era adepto da Teologia da Missão Integral), as igrejas, principalmente as pentecostais e neopentecostais, viam Lula, o PT e o socialismo como produtos do inferno. Desgraçadamente, Caio Fábio mudou a visão deles, fazendo com que todos eles deitassem na cama de adultério político e espiritual do socialismo brasileiro que estava sendo oferecido com Lula e o PT.
É roubo induzir, ainda que sem força física, pessoas da igreja a dar dinheiro na igreja em troca de bênçãos. Os que ensinam que podemos barganhar as bênçãos de Deus terão de prestar contas a Ele.
Os adeptos Teologia da Missão Integral denunciam muito os pastores da Teologia da Prosperidade, mas apoiam sistemas e leis que forçam as pessoas a pagar, com o dinheiro de seu próprio bolso, as perversas políticas assistencialistas do Estado socialista. Caridade é voluntária, nunca forçada. Portanto, os adeptos Teologia da Missão Integral também terão de prestar contas a Deus por promoverem roubos estatais com o pretexto de caridade.
Em vez de se preocuparem com o espírito e a fome espiritual das pessoas, tanto a Teologia da Missão Integral quanto a Teologia da Prosperidade miram o bolso de suas vítimas.
João 6 ensina que Jesus veio matar a fome espiritual das pessoas. Ele não veio interessado no bolso de ninguém, seja para ajudar supostas políticas de caridade do Estado, seja para barganhar dinheiro das pessoas por bênçãos terrenas.
Gospel Prime: No Brasil é nitidamente visto que os líderes religiosos “vendem” seus rebanhos para políticos oferecendo o púlpito das igrejas para campanhas políticas. Como você encara essa relação igreja e política?
Julio Severo: A Bíblia é muito clara que, para alcançarmos o suprimento de todas as necessidades, precisamos buscar o Governo de Deus acima de todas as coisas: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 ACF)
Já temos um Governo poderoso para nos suprir, de modo que demonstraria infidelidade usar as igrejas para dar apoio a determinado político ou partido em troca de favores políticos. Até mesmo os políticos evangélicos não deveriam trabalhar para alcançar mais repasses de verbas para suas igrejas, pois a prioridade absoluta das verbas públicas é a manutenção da ordem social e da força policial de repressão ao crime e da força judicial de punição ao crime. O que eles deveriam fazer é trabalhar para que o governo cesse suas práticas abusivas e criminosas de aumento de impostos, que deixam as pessoas e as igrejas com menos recursos para investirem em si e suas necessidades. Se Tiradentes, que não lutou com motivações cristãs, acertou em cheio quando se inconformou com uma taxa de impostos de 20%, os políticos cristãos deveriam se inconformar e lutar muito mais. Eles não deveriam descansar até o governo abaixar a taxa de impostos para 10% ou menos. Sem isso, sempre teremos uma sociedade escrava e um Estado autoritário.
Por outro lado, a esquerda evangélica não tem a mínima vergonha de promover, em época de eleição, políticos que trazem o rótulo de “caridade” e assistencialismo aos pobres. E caridade aqui é no sentido puramente estatal, onde o ato voluntário é sacrificado e eliminado em favor de uma caridade forçada a custa dos impostos de quem trabalha e tem família para sustentar. E as imensas riquezas obtidas em nome desse assistencialismo estatal escoam para fazer “caridade” também para grupos gays, grupos pró-aborto, políticos corruptos, etc.
É errado usar o púlpito das igrejas para promover políticos em troca de favores políticos. É igualmente errado e imoral usar o Evangelho de Jesus Cristo para apoiar partidos e políticos que roubam em nome da caridade. Ariovaldo Ramos, o maior defensor da Teologia da Missão Integral, fez exatamente isso nas eleições presidenciais passadas: assinou e promoveu manifestos a favor do PT, que é a favor do aborto e da agenda gay
No dois casos, não há o espírito do Evangelho.
Gospel Prime: Em falar em igreja e política, como você avalia o trabalho da Frente Parlamentar Evangélica?
Julio Severo: Com todas as suas fraquezas, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) é a maior força contra a avalanche de políticas de sodomia e aborto, apesar de que importantes líderes dessa bancada não abrem mão do apoio ao próprio governo petista que está majoritariamente por trás dessa avalanche. A liderança e membros da Frente Parlamentar Evangélica precisam da compreensão de que, quer sejam políticos ou simples cidadãos, como cristãos somos cidadãos de outro Governo: o Reino de Deus. Eles deveriam, acima de tudo, trabalhar para expandir esse Governo supremo, que não falha. Trabalhar para expandir, a qualquer custo, o governo deste mundo pode trazer problemas sérios, já que estamos vendo o governo brasileiro profundamente manobrado pela ideologia esquerdista, que o usa para tentar impor sobre a sociedade brasileira valores de aborto, homossexualismo e outras perversões. Aqueles que trabalham no governo deste mundo com fidelidade total ao Governo de Deus não serão confundidos nem envergonhados.
Mas se a FPE continuar lutando contra o aborto e algumas questões da agenda gay, e ao mesmo tempo se aliando ao governo, é certeza de que a FPE receberá alguns elogios do governo. É igualmente certeza de que haverá reprovação divina para esse adultério político e espiritual.
Gospel Prime: E no caso do kit anti-homofobia que foi barrado pela presidente Dilma depois de ser pressionada pelos parlamentares cristãos?
Julio Severo: O kit anti-“homofobia” nada mais era do que o kit da propaganda do sexo homossexual para crianças de escola. A pressão da população e da bancada cristã moveu Dilma a barrá-lo, mas eis que agora vem o kit gay 2…
Gospel Prime: A homofobia é outro tema que tem sido muito discutido na mídia, colocando evangélicos e homossexuais em choque, causando inúmeras discussões e processos. Qual seria a melhor forma da Igreja lidar com esse tema?
Julio Severo: A palavra “homofobia” é um termo politica e ideologicamente carregado. De maneira geral, os ativistas homossexuais e seus simpatizantes o interpretam como “agressões e assassinatos de homossexuais”. Mas então, um padre ou pastor que prega contra a prática homossexual se torna alvo do rótulo “homofóbico”, numa tentativa suja de intimidar os cristãos e transformar a denúncia cristã contra o pecado em conduta equivalente ao comportamento dos que agridem e matam homossexuais. Mas a origem da maioria das agressões aos homossexuais são as brigas com seus parceiros e clientes sexuais. No famoso caso da Av. Paulista, uma homossexual foi agredido de madrugada. Sou paulistano e sei muito bem que qualquer pessoa que ouse sair de madrugada em São Paulo arrisca ser assassinada. Aliás, a amiga de um amigo meu foi estuprada de dia na Av. Paulista mais de vinte anos atrás, mas seu caso nunca ganhou repercussão. Contudo, o caso do homossexual de madrugada, horário em que muitíssimos homossexuais fazem ponto de prostituição, recebeu amplíssima cobertura da mídia.
Então, fica claro que está havendo uma manipulação nos meios de comunicação. Essa manipulação favorece grandemente a expansão da agenda gay.
A posição da igreja é estar aberta para os pecadores, mas os cidadãos cristãos não podem de forma alguma se omitir, pois em nome do combate à “homofobia” o Estado ideologicamente sequestrado está mais do que disposto a nos forçar a participar dessa revolução homossexual, tomando a força nosso dinheiro mediante políticas absurdas de impostos para entregar aos pés de ativistas que estão usando os nossos recursos para práticas de orgias e doutrinação homossexual de crianças nas escolas, entre muitas outras barbaridades.
Se uma lei anti-“homofobia” for aprovada, as igrejas e seus membros correrão riscos se criticarem a homossexualidade ou citarem versículos da Bíblia. Mesmo sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, outdoors bíblicos citando versículos que condenam a sodomia foram removidos à força pelas autoridades de Ribeirão Preto. A própria Marta Suplicy disse que se o PLC 122 for aprovado, os cristãos não terão liberdade de criticar o sexo anal nem mesmo dentro das igrejas.
Portanto, tome cuidado: a palavra “homofobia” é uma armadilha que custará caro para a sociedade.
Gospel Prime: O senhor aprova as atitudes como a do pastor Silas Malafaia de não se calar diante das afrontas?
Julio Severo: Sou 300% a favor da intrepidez do Pr. Silas Malafaia, que não se cala onde muitos estão calados e omissos. Gostaria que os cristãos do Brasil pudessem imitar a coragem desse homem frente às questões do aborto e homossexualismo. Seria anticristão e apostaria não apoiar Malafaia quando ele denuncia o aborto e o homossexualismo, embora nenhum de nós tenha a obrigação de apoiá-lo quando se alinha com políticos corruptos e oportunistas. Mesmo defendendo Malafaia em suas posturas pró-família, não o segui quando ele cometeu a estupidez de apoiar Lula nas duas eleições presidenciais.
Gospel Prime: Acha possível que os projetos para substituir (ou renomear) a PL 122 sejam aprovados?
Julio Severo: Com o PT e outros socialistas no governo, jamais teremos descanso, pois eles estão determinados a avançar os projetos de lei de privilegiação e sacralização da sodomia e a criminalização dos bons costumes.
Gospel Prime: Há 11 anos você lançava o livro “O Movimento Homossexual”, como é hoje olhar pelos noticiários que os grupos militantes em favor das causas homoafetivas estão recebendo muita atenção por parte do governo brasileiro e da mídia? Você já imaginava que isso aconteceria? Existe algo que possa barrá-lo?
Julio Severo: Meu livro já alertava sobre a obsessão homossexual que viria a dominar o governo, a mídia e as escolas do Brasil. Foi bem fácil fazer isso, pois, como deixei claro em meu livro, os grupos gays brasileiros são imitadores descarados dos modismos homossexuais dos EUA. Na verdade, se não fosse pelo imperialismo cultural dos EUA, o Brasil e muitas outras nações desconheceriam paradas gays e a obsessão política e legal de impor a sodomia como normal em toda a sociedade.
O que eu “imaginei” no meu livro na época era impensável no Brasil na década de 1990. Hoje, é normal e até quase obrigatório aceitar o homossexualismo.
O que pode barrar essa revolução homossexual são as igrejas cristãs. Veja que antes da guerra de independência dos EUA, houve todo um trabalho de pregação e conscientização de Jonathan Edwards e outros pregadores. Em seguida, veio o Grande Avivamento. Depois, a bem-sucedida guerra de independência dos EUA. Se a igreja tivesse fracassado, os EUA não teriam nascido e seu povo estaria escravizado, com impostos elevadíssimos sendo usados para o mal. É verdade que hoje os EUA vivem essa realidade de escravidão e impostos sendo usados para o mal, mas por quase um século, depois de sua independência, eles acertaram.
Se as igrejas do Brasil fracassarem, seu povo ficará escravizado, à mercê dos caprichos da ideologia gayzista.
Aproveitando, é preciso esclarecer que o termo “homoafetivo” não tem nenhum significado intrinsecamente homossexual, pois pode, com justiça, ser aplicado à amizade entre pai e filho, entre uma mulher e sua amiga, etc. Homoafetivo significa simplesmente “afeição entre iguais”. No caso homossexual, só se deve aplicar “homoerotivismo”, ou até “homo-depravação”.
Gospel Prime: Hoje você é considerado um dos grandes inimigos dos homossexuais e já foi alvo de inúmeros protestos, chegando a ter sua conta na Paypal cancelada. Como pretende se defender desse tipo de acusação e chantagem por parte dos homossexuais que pressionam as empresas?
Julio Severo: Internacionalmente, sou considerado um opositor da agenda gayzista. Os ativistas gays querem impor sobre os que fazem essa oposição a caricatura de “inimigo dos homossexuais”. Não adianta os cristãos dizerem que amam os pecadores, mas não seu pecado. Basta você dizer que quem pratica atos homossexuais não herdará o Reino de Deus, e o rótulo lhe é aplicado sem dó nem piedade: “Você é um odiador de gays!”
As chaves do Reino de Deus pertencem a Deus, e Ele em sua soberania já decidiu que quem não se arrepender de seus atos homossexuais e não aceitar Jesus, não irá para o Reino de Deus.
Deus será agora rotulado como o supremo Odiador?
O único modo de evitar essa caricaturização é favorecendo todas as imposições gayzistas. Evidentemente, Deus que condena o pecado homossexual como abominação e diz que os que praticam essa abominação não herdarão o Reino de Deus é enquadrado, na visão ideológica da militância gayzista, como “inimigo dos homossexuais”. Se o pai da família é assim tratado, que tipo de tratamento seus filhos devem esperar? Mas essas caricaturizações não têm impedido homossexuais de buscarem ajuda de mim para se verem livres de seu comportamento.
A organização homossexual AllOut, que fez pressão para que o PayPal fechasse minha conta, é a mesma organização que está fazendo campanha para que as empresas americanas parem de fazer doações para entidades cristãs de caridade. Um número grande de entidades católicas e evangélicas está sendo alvo dessa campanha, sendo injustamente classificadas como “incitadoras de ódio e violência aos homossexuais”, inclusive Focus on the Family, fundada pelo Dr. James Dobson. Eu sou apenas um dos alvos dessa campanha.
AllOut é um grupo homossexual muito bem financiado. Aliás, os grupos gayzistas contam hoje com acesso privilegiado a inúmeras verbas estatais, sem mencionar dinheiro que lhes chega de poderosas fundações e instituições americanas e europeias. A ONU também os financia. Eu não tenho apoio nem de governos, nem de fundações nem da ONU. Meus apoiadores são humildes leitores do meu blog.
Gospel Prime: Recentemente seus blogs foram bloqueados pelo Google, você teme que isso possa acontecer outras vezes ou temem que eles sejam cancelados definitivamente?
Julio Severo: A primeira vez que meu blog foi bloqueado foi em 2007, durante três dias. Quando um procurador em Brasília telefonou para o Google pedindo explicações sobre o fechamento do meu blog, os advogados do Google disseram que haviam recebido muitas queixas de que meu blog promovia ódio e violência contra os homossexuais. O procurador então respondeu que era leitor assíduo do meu blog e nunca tinha visto nenhum ódio e violência contra os homossexuais nos meus textos. No caso mais recente, eu havia ido ao supermercado com minha família e demoramos. Quando voltei, para minha surpresa, minha conta de Gmail estava inacessível e em seguida recebi chamadas me avisando que meu blog havia sido eliminado. Quando fui verificar, constatei que todos os meus blogs haviam sido eliminados, e a única explicação que recebi do Google foi que eu havia violado seus termos. Mas eu nem precisei me queixar, pois a eliminação que foi feita enquanto eu estava no mercado gerou uma repercussão grande na internet, de modo que quando eu havia chegado do mercado e constatado o problema, vários blogs e sites já estavam espontaneamente denunciando o ocorrido. Não sei em que “violei os termos do Google”, mas em poucas horas o Google restaurou meu blog, sem dar nenhum esclarecimento.
Se o PLC 122 for aprovado, meus blogs poderão ser fechados. Anos atrás, quando o Ministério Público Federal enviou uma comunicação ao Google solicitando o fechamento do meu blog por incitar a “homofobia”, o Google respondeu que só o faria depois de aprovada uma lei explicitamente contra a “homofobia”.
Gospel Prime: O que você tem a dizer sobre essa perseguição que fazem em relação ao seu trabalho como blogueiro em defesa da família?
Julio Severo: Meu blog tem incomodado vários segmentos subversivos, que exigem o avanço de sua agenda radical em detrimento de tudo o mais na sociedade, inclusive a família natural. Meu blog confronta os subversivos da agenda gay e suas campanhas para forçar a sacralização da sodomia na sociedade. Meu blog confronta o socialismo secular, que exige o lugar de Deus, da família e da igreja na vida dos indivíduos e da sociedade. Meu blog confronta a agenda feminista e sua obsessão pró-aborto. Meu blog confronta os cristãos subversivos que usam o Evangelho apenas como assessório para a promoção de ideias socialistas e liberais. Meu blog confronta o controle ditatorial do Estado sobre a educação, mostrando que a educação escolar em casa é um direito natural de toda família. Meu blog confronta indivíduos que, fazendo uso de uma fraudulenta apologética cristã, atacam outros cristãos simplesmente por atacar, enquanto ao mesmo tempo abraçam ideias nitidamente socialistas.
Enfim, meu blog incomoda muita gente.
Incomoda a ABGLT, a maior organização homossexual do Brasil, que enviou queixa ao Ministério Público Federal contra mim e meu blog.
Incomoda a Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que também enviou queixa ao Ministério Público Federal contra mim e meu blog.
Incomoda o Ministério de Segurança Nacional dos EUA, que dois meses atrás foi flagrado fazendo uma visita ao meu blog.
Mas ao mesmo tempo, pelas mensagens de apoio que recebo, glorifico ao Senhor Jesus pelo fato de que muita gente está também sendo abençoada pelos humildes textos do meu blog.
Divulgação: www.juliosevero.com

Teologia da Missão Integral

Publicado em Ariovaldo Ramos, Teocracia, Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral por juliosevero em 11 de outubro de 2011

Teologia da Missão Integral

Pode o Evangelho ser usado como mero palanque de uma ideologia?

“A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação”.
— Ariovaldo Ramos, na revista marxista Diplomatique.
Julio Severo
“Deus ouviu nossas orações!” Assim disse uma viúva ao abrir a porta da frente de sua pobre casa e ver, com seu filho, várias caixas de compras de alimentos, roupas e outros produtos. Tudo estava ali, na frente de sua porta, sem identificação nenhuma do bondoso doador. Mas a viúva sabia que, fosse quem fosse, tinha sido um instrumento dAquele que toca os corações para essas preciosas expressões de amor.
Testemunhos semelhantes se repetem em todas as épocas e lugares: em suas necessidades, pessoas oram e recebem bênçãos especiais de doadores desconhecidos. São desconhecidos movidos por Aquele que é amor e humildade, e praticam o amor sem nenhuma ambição de aparecer, conforme Jesus mesmo ensinou:
“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.” (Mateus 6:1-4 ACF)
Essa é a beleza da vida cristã: o amor em ação, em obediência ao Senhor Jesus Cristo, se expressa em humildade. A caridade cristã é uma ação movida por puro amor, nunca por ideologia.

Amor versus ideologia

Mas quando entra a ideologia, entra a imposição e vai embora o amor.
Onde Deus dá a cada pessoa a liberdade de ajudar quem realmente precisa, a ideologia usa a força bruta para tirar dos outros com a desculpa de ajudar os necessitados.
Deus ajuda, mediante seus servos, pelo amor.
A ideologia, mediante seus adeptos, impõe, em nome do amor.
Deus usa as pessoas voluntariamente.
A ideologia faz uso do Estado para obrigar as pessoas.
Essa é a diferença básica entre ideologia e amor inspirado por Deus.
A ideologia gosta de lidar com dinheiro, principalmente dinheiro dos outros. Enquanto na vida cristã cada seguidor de Cristo usa seus próprios recursos para abençoar quem está em necessidade, os adeptos da ideologia usam o dinheiro que é tirado dos outros, muitas vezes pela força. E usam não somente para ajudar quem supostamente precisa, mas também a si mesmos, tal qual fazia Judas.
Judas, o apóstolo que traiu Jesus, era responsável pelo dinheiro que as pessoas voluntariamente doavam para os pobres. Ele usava o dinheiro para ajudar não somente os pobres, mas também a si mesmo, e ainda assim aceitou suborno para trair o Mestre.
A traição ao Mestre pode ocorrer de diversas formas. Quando um cristão só ajuda os pobres com o dinheiro dos outros, vive disso e promove uma ideologia que defende o Estado no papel de tirador do dinheiro dos outros para supostas caridades, o nome de Jesus não é glorificado. É traído.
O que, por exemplo, faria um pastor adepto da Teologia da Missão Integral viajar a Venezuela para dar apoio a Hugo Chavez, por suas políticas supostamente voltadas aos pobres? Por que esse pastor não procurou um bom trabalho a fim de fazer, com o dinheiro de seu suado salário, caridade para os pobres?

Assistência apostólica seletiva

Tanto os adeptos da Teologia da Libertação quanto os adeptos da Teologia da Missão Integral se julgam mais apóstolo do que os doze apóstolos de Jesus. Os primeiros apóstolos tinham na igreja um ministério de caridade não voltado aos descrentes ou à sociedade, nem mesmo a todos os crentes. Era voltado exclusivamente às viúvas que preenchessem certos requisitos:
“Cuide das viúvas que não tenham ninguém para ajudá-las. Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, são eles que devem primeiro aprender a cumprir os seus deveres religiosos, cuidando da sua própria família. Assim eles pagarão o que receberam dos seus pais e avós, pois Deus gosta disso. A verdadeira viúva, aquela que não tem ninguém para cuidar dela, põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo a ajuda dele. Porém a viúva que se entrega ao prazer está morta em vida. Timóteo, mande que as viúvas façam o que eu aconselho para que ninguém possa culpá-las de nada. Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não crêem. Coloque na lista das viúvas somente a que tiver mais de sessenta anos e que tiver casado uma vez só. Ela deve ser conhecida como uma mulher que sempre praticou boas ações, criou bem os filhos, hospedou pessoas na sua casa, prestou serviços humildes aos que pertencem ao povo de Deus, ajudou os necessitados, enfim, fez todo tipo de coisas boas. Mas não ponha na lista as viúvas mais jovens; porque, quando os seus desejos fazem com que queiram casar de novo, elas abandonam a Cristo. E assim elas se tornam culpadas de quebrar a primeira promessa que fizeram a ele. Além disso, elas se acostumam a não fazer nada e a andar de casa em casa; e, pior ainda, aprendem a ser mexeriqueiras, metendo-se em tudo e falando coisas que não devem. Por isso, eu quero que as viúvas mais novas casem, tenham filhos e cuidem da sua casa, para que os nossos inimigos não tenham motivos para falar mal de nós. Pois algumas viúvas já se desviaram e seguiram Satanás. Se alguma mulher cristã tem viúvas na sua família, ela deve ajudá-las. Que ela não ponha essa carga sobre a igreja, para que a igreja possa cuidar das viúvas que não tenham ninguém que as ajude!” (1 Timóteo 5:3-16 NTLH)
A ajuda da igreja era seletiva. Todas as viúvas em necessidade não tinham um direito automático de receber assistência. Elas tinham primeiramente de passar por alguns testes de qualificação moral.
Contudo, mais comumente adeptos de teorias cristãs de linha marxista se baseiam na decisão dos primeiros apóstolos orientando toda a igreja judaica a entregar suas propriedades à liderança apostólica. Mas, ao contrário do que uma interpretação de Teologia da Missão Integral (MTI) faria, a intenção dos apóstolos jamais foi transformar a igreja numa mega-agência de caridade para toda a sociedade.
O mesmo capítulo 5 de Atos que fala sobre entregar tudo aos apóstolos fala também sobre apóstolos cheios de poder do Espírito Santo: “E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos”. (Atos 5:12)
O verdadeiro Cristianismo pratica caridade para quem realmente precisa e merece, e faz sinas e prodígios no meio do povo: curas, expulsões de demônios, etc. Os adeptos da MTI, que não são conhecidos por sinais e prodígios de curas e libertação no meio do povo, são mais conhecidos por defenderem o papel da igreja como uma força de pressão sobre o Estado em sua ânsia de tirar os recursos dos cidadãos para supostas práticas de caridade sem a seletividade que os apóstolos tinham.

Decisão dos apóstolos: inspiração estatal, ideológica ou meramente eclesiástica?

A decisão dos apóstolos de que todos os membros da igreja tinham que ter tudo em comum tinha como objetivo:
* Deixar os membros pobres e enriquecer os apóstolos, assim como se faz na moderna Teologia da Prosperidade.
* Criar um sistema político para tirar de quem não tem para dar a quem não tem, conforme propõe a Teologia da Missão Integral.
Se você escolheu uma das duas opções, você errou.
O que os apóstolos fizeram não foi um meio de se enriquecer à custa dos membros. E eles também não estavam usando a igreja para criar um sistema político. Foi exclusivamente uma decisão interna, uma decisão voltada apenas para a igreja judaica. Jamais foi intenção deles transformar sua experiência de igreja em teocracia socialista, pressionando o Estado a impor sobre a sociedade uma repartição forçada de bens.
Uma transferência desse sistema para a esfera secular teria de impor certas medidas:
* Todos os cidadãos deveriam se submeter à autoridade dos apóstolos estatais e a insubmissão teria a mesma conseqüência que sofreram Ananias e Safira: a pena de morte.
* Todos os cidadãos deveriam entregar todos os seus bens aos apóstolos estatais.
Mesmo que ousemos considerar a possibilidade dos apóstolos aceitando a secularização de sua decisão particular para sua igreja, transferindo-a para a sociedade, qual seria o resultado?
A igreja judaica dos 12 apóstolos sofreu muito economicamente quando foi atingida por uma grande crise de fome que atingiu todo o Império Romano. Mas as igrejas fundadas e dirigidas pelo Apóstolo Paulo na Ásia Menor e Europa, que também estavam no Império Romano, não só tiveram força econômica para prevalecer sobre a crise de fome, mas até mandavam ajuda para a empobrecida igreja judaica.
Havia uma diferença marcante: Paulo não quis trazer para suas próprias igrejas as práticas dos apóstolos de Jerusalém, que haviam estabelecido tudo em comum. (Veja um estudo mais detalhado aqui.)

Assistencialismo forçado

Se uma grande fome atingir o mundo — e onde há políticas socialistas predominantes, a miséria é inevitável a curto ou longo prazo —, até mesmo as igrejas cristãs serão afetadas, inclusive igrejas dirigidas por apóstolos. Mas escaparão as igrejas que não foram infectadas pela visão que está a serviço de uma ideologia de falsa compaixão.
Vejamos a proposta da Teologia da Missão Integral (TMI) usando como base as práticas dos apóstolos:
A TMI quer que o Estado obrigue todas as pessoas a repartir sua renda para seus programas assistencialistas.
A igreja apostólica usava apenas os recursos da igreja para sustentar a própria igreja, nunca usando esses recursos para assistencialismo no mundo.
A TMI apóia qualquer governo corrupto e sem moral, contanto que faça “assistencialismo”.
A igreja apostólica não tinha nenhuma proposta ou exemplo assistencialista ou político. O que ela tinha era um programa de assistência às mulheres viúvas. Esse programa estipula duas coisas bem claras: O dever de sustentar as viúvas pertence às famílias delas. As que não tinham famílias podiam contar com a ajuda da igreja se preenchessem certas condições de bom testemunho cristão. As viúvas sem bom testemunhos ficavam de fora. Portanto, para ser qualificado para receber a ajuda da igreja, não bastava ser pobre. Tinha de ter bom testemunho.
Entretanto, os adeptos da TMI querem o Estado no lugar tanto das famílias como das igrejas. Embora se classifiquem como cristãos e usem o Evangelho fora de contexto, suas ações mostram que eles estão trabalhando para criar um Estado mais forte, transferindo para ele as responsabilidades que são das famílias e das igrejas.
Sob inspiração marxista, mas com roupagem bíblica estratégica, a teocracia socialista é de longe hoje a forma mais popular e predominante de ação política cristã, onde católicos e evangélicos progressistas pressionam o Estado a impor sobre a sociedade a repartição forçada dos bens dos cidadãos, sob o pretexto socialista de justiça social. Aliás, o Estado teocrático socialista quebra toda separação entre igreja e Estado, removendo das igrejas e suas famílias as áreas da educação, saúde, caridade, etc.
Em nome da compaixão pelos pobres, as comunidades eclesiais de base da Igreja Católica, infectadas com a Teologia da Libertação, pregavam que uma teocracia socialista era plenamente justificável. Com suficientes bases bíblicas da Teologia da Libertação, a CNBB marxista deu o sinal verde para o PT e Lula subirem ao poder. Não muito atrás, os adeptos da Teologia da Missão Integral também sinalizaram para Lula que ele e sua gangue tinham o apoio dos evangélicos para decolar.
Hoje, graças à Teologia da Libertação e à Teologia da Missão Integral, o Brasil tem um Estado cada vez mais socialista supostamente voltado para “os pobres”. E não nos deixemos enganar. Embora a palavra “teologia” apareça frequentemente, o que vale aí é a ideologia. O próprio Ariovaldo Ramos reconheceu, na revista marxista Diplomatique, que “A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação”. E a Teologia da Libertação é a mais importante variante religiosa da ideologia marxista. São duas faces da mesma moeda.
Adeptos dessa teologia, que também se consideram “progressistas”, têm histórico comprovado de ligações socialistas.
Repetindo o que eu já disse sobre evangélicos progressistas:
Eles provocam incontáveis estragos à divulgação do Evangelho, ao pervertê-lo e colocá-lo a serviço de uma ideologia que nada tem a ver com Jesus Cristo. Cada tentativa de se implantar um reino humano dessa ideologia trouxe a manifestação do reino das trevas: matanças, genocídios, mentiras, destruição e horrenda perseguição aos verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.

Roubo em nome da compaixão

Em nome da compaixão pelos pobres, o governo teocrático socialista tira de você e de mim muito dinheiro através de políticas vorazes de impostos. Vejamos agora alguns exemplos do uso do nosso dinheiro:
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para ajudar o pobre do Fidel Castro e seu pobre governo comunista.
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para ajudar a pobre Autoridade Palestina, que precisa perseguir cristãos e ajudar seus pobres grupos terroristas contra Israel.
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para ajudar os pobres grupos homossexuais a promover suas orgias, inclusive promovendo o homossexualismo nas escolas públicas.
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para financiar grupos pró-aborto a ajudar as pobres mulheres e os pobres médicos a livrarem a sociedades de opressores bebês em gestação.
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para ajudar os pobres políticos socialistas do Brasil a viajarem pelo mundo inteiro para se encontrar com amigos terroristas e ditadores.
* Meu dinheiro é tirado à força de mim para ajudar muitos outros tipos de pobres, conforme o governo decidir.
E, já que estamos numa teocracia, todos devem obedecer, sem questionar. Já viu alguém querendo questionar a Deus? Mas, você perguntará, se estamos numa teocracia, onde está Deus no centro? Ah, esqueceram de avisar! Logo que a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral se tornam realidade numa nação, há uma pequena mudança de “governo”. O papel meramente simbólico de Deus é discretamente removido e o Estado socialista ocupa o trono! “Ei, Deus! Obrigado por nos deixar usar seu nome para avançar nossa revolução! Obrigado também por nos emprestar algumas partes do teu Evangelho por meio da Teologia da Libertação e da Teologia da Missão Integral!”
Entretanto, não fique chocado: a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral garantem que a preocupação central sejam os pobres e, quer a teocracia socialista tenha Deus ou o Estado no trono, muito pouco importa. O que importa é fazer tudo em nome da compaixão e dos pobres!
Jesus Cristo é a favor dos pobres, mas sua compaixão nada tem a ver com o socialismo. Ele nos ensina a amar e ajudar os pobres voluntariamente. Eu e muitos cristãos bem que gostaríamos de fazer mais, mas a teocracia socialista vem sufocando nos cidadãos todos os recursos que deveriam estar disponíveis para atos voluntários de caridade: Imensas quantias de impostos são tragadas pelo Estado, em nome da compaixão pelos pobres, para financiar imensas políticas socialistas, inclusive bolsas-famílias que sustentam um grande curral de eleitores que sustentam a teocracia socialista.
Com o Deus verdadeiro, você tem a opção e o livre arbítrio de ajudar os pobres, o quanto você quiser, do jeito que você quiser, quando você quiser. Com o falso deus da teocracia socialista, a opção e o livre arbítrio são degolados. Quer queira quer não, você e principalmente seu bolso são chamados a contribuir involuntariamente para a revolução teocrática socialista AQUI E AGORA.
Há uma diferença cósmica entre Jesus e o Estado.
Jesus não usa o Estado para enganar os pobres, nem o usa para tirar dinheiro de ninguém, nem o usa para forçar ninguém a perder seu livre arbítrio. Jesus chega até a pessoa e a convida: Você quer me seguir? Você quer ajudar seu próximo?
Mas a teocracia socialista age muito diferente. Seus representantes chegam até você e dizem:
Precisamos ajudar os “pobres”.
Aí você responde:
Legal! Com o que você vai ajudá-los?
Com o seu dinheiro.
Mas eu não posso dar agora…
Não estamos pedindo sua colaboração. Estamos exigindo seu dinheiro.
Peraí. Jesus quer que eu ajude, mas nem ele me obriga a nada.
Por acaso temos cara de Jesus? Entregue imediatamente seu dinheiro. Do contrário, você será preso por insubmissão ao Estado.
Sem opção, você entrega seu dinheiro. Seus bolsos se esvaziam, e os bolsos dos poderosos “a serviço” do Estado “compassivo” se enchem.
Qual é a diferença entre a Teologia da Prosperidade e a Teologia da Missão Integral?
As duas esvaziam seus bolsos. A primeira, no altar da igreja; a segunda, no altar do Estado.
Na Teologia da Prosperidade, você enriquece os líderes da igreja, se você quiser ofertar. Lembre-se: a Teologia da Prosperidade não força ninguém a entrar na igreja e dar dinheiro.
Na Teologia da Missão Integral, você enriquece os líderes do Estado e suas loucuras, quer você queira ou não. Lembre-se: a Teologia da Missão Integral defende uma teocracia socialista onde todos são forçados a entregar dinheiro no altar do Estado.

Estado pecador

Em sua desculpa de ajudar os pobres por meio do aumento incessante e cruel de impostos, o governo comete três pecados:
* Quebra um dos Dez Mandamentos, que exige não roubar.
* Tira do cidadão sua oportunidade de voluntariamente ajudar os pobres.
* Sustenta um populismo pesadamente caro para se solidificar no poder.
Jesus ensinou bem claramente em Mateus 6 que cada homem — jamais o Estado — tem a responsabilidade e opção de ajudar diretamente os pobres. E Jesus ensinou também a forma de dar: sem que ninguém saiba.
Por mais que queiram os adeptos da Missão Integral ou os adeptos da Teologia da Libertação, o governo não consegue cumprir esses dois ensinamentos, por um motivo bem simples: é dirigido às pessoas da igreja, não ao Estado.
Quando o Estado entra na esfera da igreja, para cumprir o papel de seus membros, o resultado é perversão. Enquanto o homem ou a mulher que ama Jesus ajuda os pobres com seus próprios recursos pessoais, o Estado que não ama Jesus tira os recursos dos cidadãos à força e, bem diferente do que Jesus mandou, faz propaganda e publicidade aos quatro cantos do mundo de toda migalha que dá, fazendo trombetas tocarem sobre si e se fortalecendo num populismo oportunista.
Provavelmente, o governo gaste, do dinheiro do povo, tanto em migalhas aos pobres quanto em propaganda para manter sua imagem de “protetor dos pobres”.
Imagine agora o cenário: Um homem está determinado a seguir a orientação de Jesus de ajudar os pobres. Assim, ele vai até seu vizinho e diz: “Entregue-me seu dinheiro!” Diante da recusa do vizinho, o homem o ameaça, finalmente conseguindo a grana. Com o dinheiro em mãos, ele divulga para a cidade inteira que ele vai ajudar os pobres. Pega uma parte boa do dinheiro e dá aos jornais, para fazerem muita propaganda da generosidade dele. Pega outra parte do dinheiro e dá aos seus amigos homossexuais, para que possam farrear à vontade. Pega outra parte do dinheiro e dá para sua amiga que tem um trabalho de defender o aborto. Dá outra parte para outros amigos. Pega um pouco para si e, finalmente, para não ser injusto com seu populismo, espera os jornalistas, as câmaras, TVs, rádios, etc., para entregar sua “ajuda” aos pobres.
Essa é a caridade sem Deus.
Essa é a caridade estatal.
Como é que alguns cristãos foram se meter nisso?
Eu creio que Jesus Cristo deu aos cristãos a autoridade e o poder de realizar sinais, prodígios e maravilhas, inclusive expulsando demônios. (Veja Marcos 16)
Já passou da hora de os cristãos expulsarem de seu meio a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral.

>Teocracia socialista: a tirania em nome da compaixão

Publicado em Platão, Teocracia, Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral por juliosevero em 20 de janeiro de 2011

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Teocracia socialista: a tirania em nome da compaixão

Usando o Estado para impor sobre a sociedade um modelo pervertido da igreja primitiva judaica

Julio Severo
“Usar o modelo apostólico de administração de igreja para sustentar um sistema de governo que rouba em nome da compaixão é uma perversão da missão da igreja e da missão do Estado”.
Um apelo dramático à compaixão, principalmente pelos pobres, conquista infalivelmente a maioria dos corações. Se esse apelo não funcionasse, o nazismo e o comunismo jamais teriam feito tanto sucesso. Até mesmo o diabo, sem precisar se disfarçar de anjo de luz, pode hoje ser muito bem recebido em qualquer lugar se simplesmente alegar: Vim aqui ajudar os pobres!
Enquanto o nazismo naufragou em sua própria loucura, com renovados e inovados apelos o comunismo e suas várias metamorfoses estão conseguindo fazer suas loucuras sobreviverem — até hoje.
Um desses apelos inovados, feito especialmente para cativar populações nominalmente cristãs, diz que o socialismo começou no Novo Testamento.

Das profundezas da Grécia antiga

Na verdade, historicamente, a primeira proposta genuinamente socialista (ou comunista, dependendo da mega-variedade de rótulos que os marxistas usam para se encobrir) apareceu na obra A República, escrita pelo filósofo grego Platão, que viveu 400 anos antes de Cristo.
O plano de Platão para uma sociedade ideal era bem simples: Todos os homens e mulheres deveriam ter ocupações no mercado de trabalho. A propriedade privada deveria ser abolida, isto é, ninguém deveria ter casa própria nem propriedade. Dentro desse conceito, Platão queria que também as esposas fossem abolidas como “propriedade” privada do marido e que os filhos fossem abolidos como “propriedade” privada das famílias. As esposas estariam assim submetidas, como mulheres livres do casamento, a todas as vontades do Estado. E todas as crianças pertenceriam ao Estado.
Assim, em vez de pertencer a um só homem, as mulheres estariam “livres”, disponíveis para todos os homens. Em vez de criar em seu próprio lar seus próprios filhos, a mulher estaria “livre” para trabalhar a vida inteira no mercado de trabalho, fazer sexo com qualquer homem e todas as crianças concebidas seriam criadas pelo Estado.
Como um visionário, Platão viu muitíssimos séculos antes, a sociedade feminista e socialista “ideal”, onde a “igualdade” entre homens e mulheres reinaria de forma absoluta, dando às mulheres total liberdade de ocupar todas as funções masculinas, inclusive de soldados e policiais. O único problema que Platão via era a gravidez, que atrapalharia a mulher de ter a mesma liberdade que o homem tem de atuar em diversas profissões, sem as “interferências” previsíveis da natureza.
Muitos séculos mais tarde, os seguidores de Marx ressuscitariam as mesmas ideias de Platão, embora com muita cautela diante de ouvidos cristãos ou moralistas. Entretanto, invariavelmente as políticas socialistas acabam trazendo como consequência a desmoralização social, onde o casamento perde sua sacralidade e o sexo sem compromisso e sem casamento se tornam sagrados. Coincidência ou não, nas mais modernas sociedades socialistas, cada vez mais todas as crianças são “responsabilidade” de todos — eufemismo para a posse estatal — e todas as mulheres são de todos os homens. Falta muito pouco para a família e o casamento serem completamente abolidos como “maldita herança patriarcal”.
Mesmo com todas as suas propostas originais e resultados tão patentemente antifamília, o apelo religioso dos marxistas funciona. Cuidadosamente acobertando as ideias socialistas de Platão de 400 anos antes de Cristo, eles insistem em dizer: “O socialismo nasceu na igreja primitiva!”

O que ocorreu nas igrejas primitivas judaicas?

O que foi que aconteceu na igreja primitiva? Os 12 apóstolos tiveram a ideia de aplicar, exclusivamente nas igrejas judaicas, uma norma onde todos os membros deveriam entregar suas propriedades e outros bens aos apóstolos, para que esses recursos fossem administrados pela igreja.
Muito diferente da proposta de Platão e do próprio marxismo, que colocam o Estado no centro da administração e controle, a proposta dos apóstolos colocava a própria igreja no centro da administração e controle.
Muito diferente das ideias de Platão, que aboliam o lar e colocavam todas as mulheres no mercado de trabalho, a proposta dos apóstolos não destruiu o papel das esposas como trabalhadoras no lar. Nesse sentido, o modelo da igreja primitiva não tem nada a ver com o marxismo, que tira a mulher do lar, dando-lhe valor apenas no mercado de trabalho.
Muito diferente das ideias de Platão, que viam a gravidez como uma “interferência” da natureza contra a liberdade do Estado para a mulher ocupar todas as funções masculinas, na igreja toda gravidez era celebrada como manifestação da bênção de Deus. Nesse sentido, o modelo da igreja primitiva não tem nada a ver com o marxismo, cujas políticas entopem as mulheres de contracepção e cuja obsessão pró-aborto se transformou em assassina insanidade ideológica. Aborto e contracepção não eram preocupações dos apóstolos, nem faziam parte de sua igreja.
Muito diferente da proposta de Platão, que queria todas as crianças sob controle estatal o mais cedo possível, a proposta dos apóstolos não tirou as crianças da esfera de suas famílias. Nesse sentido, o modelo da igreja primitiva também não tem nada a ver com o marxismo, que tira as crianças do lar e da autoridade dos pais a fim de doutriná-las na religião marxista.
A meta das ideias de Platão e da ideologia socialista é impor sobre toda a sociedade uma política de nivelamento, onde o controle do Estado é absoluto sobre todos na área econômica, moral, sexual, legal, etc.

As igrejas europeias de Paulo eram diferentes da igreja de Jerusalém

A meta dos 12 apóstolos nunca foi impor sobre todas as igrejas seu modelo — e muito menos impor sobre a sociedade por meio do Estado, como tipicamente fazem os adeptos da Teologia da Libertação. Pelo contrário, havia liberdade para todas as igrejas.
Enquanto a igreja de Jerusalém, comandada por 12 apóstolos, estabelecia a entrega de todos os bens, as igrejas europeias do Apóstolo Paulo seguiam uma direção muito diferente. Paulo queria todos trabalhando independentemente e cuidando de seu próprio sustento. Nada de vida comunal e entrega de todos os bens a Paulo.
Paulo tinha total liberdade de agir diferente, pois na Bíblia não havia nenhum mandamento ordenando que os seguidores de Jesus são obrigados a depositar tudo aos pés dos apóstolos. Ele simplesmente viu tal medida como uma orientação dos apóstolos de Jerusalém que, conforme o próprio Paulo dizia, não eram perfeitos. (Confira Gálatas 2.)
A grande vantagem de ser diferente para Paulo foi que, quando uma crise internacional de fome atingiu o Império Romano inteiro — inclusive as igrejas de Paulo e as igrejas dos 12 apóstolos em Jerusalém —, as igrejas dos 12 apóstolos na Judéia e Jerusalém começaram a passar fome, enquanto que as igrejas de Paulo na Europa, atingidas pela mesma fome, não só conseguiram ter forças durante a crise como também mandaram ajuda para as igrejas dos 12 apóstolos.

Usando o Estado para impor sobre a sociedade um pervertido modelo apostólico de igreja?

Embora os marxistas e seus aliados de rótulo cristão aleguem que o marxismo nasceu na igreja primitiva, nenhum modelo comunista, marxista ou socialista colocou apóstolos na liderança suprema do governo. Eles só colocaram ditadores sanguinários. Esse modelo também violou sistematicamente a integridade da família, ao pressionar as esposas a entrar no mercado de trabalho e ao impor leis que obrigam as crianças a ficar sob controle estatal através das escolas.
Com genuínos apóstolos no governo, um sistema baseado na igreja primitiva jamais cometeria tais abusos. Um sistema baseado no modelo da igreja primitiva teria apóstolos na liderança. Com apóstolos na liderança, o aborto não teria vez. O homossexualismo não teria vez. Escravidão educacional estatal para as crianças não teria vez. Esposas obrigadas a trabalhar fora por pressões de pérfidas políticas socialistas anti-família não teria vez.
Mas, em vez de uma real transferência do modelo apostólico para a esfera secular, o que vemos é o contrário. O modelo socialista, que expulsa as esposas e as crianças do lar para encaixá-las em metas socialistas, está dominando as igrejas. Mas o sistema apostólico não está dominando no mundo.
O modelo secular da tão chamada redistribuição de bens, supostamente baseado na igreja dos apóstolos, não respeita a autoridade apostólica, não respeita as famílias, não respeita os bebês em gestação, etc.
Enquanto o modelo apostólico era baseado no amor e na submissão dos membros à autoridade apostólica, o sistema socialista não envolve amor, compaixão e livre arbítrio, mas apenas uma suposta e forçada “compaixão” que invariavelmente termina em injustiças, ódio e assassinatos.

A teocracia socialista tem base na Bíblia?

O sistema socialista, com seus adeptos nominalmente cristãos que lhe emprestam um alicerce fraudulentamente baseado na primeira igreja apostólica, é nada mais do que uma teocracia pervertida, onde o deus central é o Estado humanista como supremo provedor de todas as necessidades humanas.
Essa teocracia é o maior desafio para os homens desta geração que querem, como Elias, servir a Deus numa sociedade onde todos, até mesmo muitos que usam o nome de Deus, estão prostrados diante do moderno Baal estatal, que impõe aborto e homossexualismo.
A compaixão do socialismo rouba das pessoas, fortalece um Estado tirânico e traz revoluções sangrentas (aborto, sexo livre e desenfreado, abusos sexuais em massa de crianças, infanticídio, abolição da família, abolição do papel da esposa, abolição da autoridade dos pais nas decisões de educação e saúde dos filhos, etc.), forçando todos os cidadãos a entregar seus recursos sob a alegação de que o Estado precisa para ajudar os pobres.
A compaixão de Deus não rouba de ninguém, não tem nada a ver com o Estado e fortalece as famílias, o papel da esposa dentro do lar, o papel do marido e pai, levando todos a contribuir, voluntariamente, para ajudar os pobres.
A teocracia socialista, que se veste de Estado laico, não tem compaixão nenhuma das famílias e seus valores, e muito menos dos cristãos e seus valores.
A teocracia socialista é fruto do pai da mentira, que promete tudo e finge compaixão, mas acaba sempre roubando, matando e destruindo.

Misericórdia sem misericórdia?

Ao alegar que está imitando a igreja primitiva, os estatistas marxistas violam uma separação necessária entre Estado e igreja, impondo sobre a sociedade um modelo de “misericórdia” sem a mínima misericórdia, e dispensando a necessidade indispensável de liderança apostólica cheia do Espírito Santo na administração da misericórdia.
Misericórdia e caridade forçadas não fazem parte de Deus e suas instruções na Bíblia, mas são partes integrantes de todo sistema socialista. Quer queiram ou não, todos são obrigados a pagar impostos mais elevados para sustentar as políticas socialistas supostamente de “misericórdia e caridade”. No plano de Deus, a misericórdia e a caridade dependem exclusivamente do livre arbítrio do cidadão, que é livre para contribuir, pois Deus não o obriga nem lhe cobra impostos para uma misericórdia e caridade forçada. Deus não tem esse nível de tirania.
Quando substitui as funções de misericórdia de Deus, da família e da igreja, o Estado marxista comete um erro fatal — contra o povo, é claro. Não é a toa que o comunismo — que alegadamente quer tudo em comum para todos — tenha assassinado mais de 100 milhões de homens, mulheres e crianças.
O modelo da igreja primitiva, que jamais foi seguido pelo apóstolo Paulo, era livre. Não era estatal. Não era ideológico. Não era imposto pela força da lei a todas as igrejas, muito menos a toda a sociedade. As igrejas hoje que quiserem segui-lo, são livres. Mas o Estado não pode impô-lo, nem tê-lo sem estabelecer primeiramente na liderança governamental a devida autoridade apostólica cheia do Espírito Santo.
O modelo apostólico não envolvia nenhuma ideologia feminista. Não envolvia aborto. Não envolvia homossexualismo. Aliás, o assistencialismo da igreja primitiva não era liderado diretamente pelos apóstolos.
Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: “Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”. (Atos 6:2-4 NVI)
Tentar transferir para o Estado um modelo criado exclusivamente para determinada igreja beira à heresia.
Portanto, a teocracia socialista tem de sofrer resistência de todos os cristãos genuínos, que deveriam apoiar para o Estado o dever de seguir apenas modelos de governo que não interfiram na esfera da igreja e das famílias.

O Estado é a igreja?

O Estado não deveria impor sobre a sociedade a conversão forçada dos cidadãos ao Cristianismo. E o que os “cristãos” marxistas querem é muito parecido: eles querem que o Estado force sobre a sociedade as decisões particulares dos apóstolos que visavam exclusivamente a uma igreja determinada, não a todas as igrejas e muito menos à sociedade secular.
Entretanto, o mais importante é que o Estado que esses pseudo-cristãos querem não é a imagem da igreja primitiva, por mais que aleguem ao contrário. Esse Estado é a imagem das ideias de Platão, das ideias de Marx, das ideias de Stalin.
O modelo apostólico era voltado exclusivamente para a igreja, só aceitando ajudar os mais pobres — que na época eram as viúvas — que tivessem um currículo de bom testemunho (confira 1 Timóteo 5:3-16). Viúvas desamparadas e outros pobres não cristãos não faziam parte da assistência material apostólica. As viúvas cristãs desamparadas precisavam preencher certos requisitos antes de serem aprovadas para receber ajuda, pois os apóstolos eram muito criteriosos e seletivos. Dentro das igrejas apostólicas, o simples rótulo de cristão não garantia assistência material para as viúvas.

Deus aprova roubar em nome dos pobres?

O que os cristãos marxistas fazem é apoiar sistemas de governos que, a pretexto de ajudar os pobres, roubam, mediante políticas injustas de impostos, o dinheiro dos cidadãos que trabalham.
Os apóstolos não roubavam nem nunca recorreram ao Estado ou ao estabelecimento de leis estatais para tirar os bens das pessoas.
Portanto, usar o modelo apostólico de administração de igreja para sustentar um sistema de governo que rouba em nome da compaixão é uma perversão da missão da igreja e da missão do Estado.
A missão da igreja — que são os cristãos lavados pelo Sangue de Jesus e comprometidos com Ele — é pregar o Evangelho a todos e dar assistência material aos pobres exclusivamente conforme o critério apostólico.
A missão do Estado é não interferir nem substituir a igreja nessas importantes funções.
A missão do Estado é exclusivamente manter a ordem social e punir os criminosos, preservando assim um ambiente social pacífico em que a sociedade e a igreja possam desempenhar tranquilamente suas funções.
Eu não sei bem como seria uma sociedade administrada pelos apóstolos. Mas não seria uma sociedade com aborto e homossexualismo. Enquanto “cristãos” da teologia marxista se mobilizam por qualquer político que tenha como propaganda “ajudar os pobres”, os apóstolos seriam, como sempre, criteriosos e seletivos. Eles não cometeriam o erro tão comum dos “cristãos” marxistas de entregar populações inteiras a governantes que, em nome de uma compaixão pelos pobres, impõem a tirania marxista, com muito derramamento de sangue, ou por revoluções ou pelo aborto.

Teocracia socialista no Antigo ou Novo Testamento?

Os juízos e cobranças de Deus contra o Estado de Israel no Antigo Testamento são abundantemente usados pelos adeptos da teologia da missão integral como prova de que Deus quer um Estado comprometido com sua visão socialista. Mas há problemas sérios nessa interpretação. O Israel do Antigo Testamento era teocrático e misturava e encarnava funções de Estado e Igreja. Somente um Estado teocrático pode fazer essa mistura.
Contudo, no Novo Testamento, o Apóstolo Paulo essencialmente “desteocratizou” o Estado, reconhecendo-lhe apenas, conforme desígnio de Deus, a responsabilidade de castigar os maus e elogiar os bons. Às igrejas fica a responsabilidade de mostrar a compaixão e amor de Deus à sociedade, inclusive atuando como consciência moral e profética do Estado, nunca o usando para impor, em nome de uma misericórdia ou caridade forçada, sobre a sociedade ideologias estranhas ao Evangelho. Às igrejas também fica, conforme os rigorosos critérios apostólicos já estabelecidos, a responsabilidade de dar ajuda material aos pobres dentro da igreja.
A teocracia socialista, com toda a sua pregação de compaixão pelos pobres, sua obsessão pelo aborto e homossexualismo e roubo e controle sistemático dos cidadãos através de iníquas políticas de impostos, não espelha o modelo de administração que havia na igreja dos 12 apóstolos. Não espelha também o coração de Deus, que quer que todo ato de ajuda aos pobres, na igreja ou na sociedade, seja feito voluntariamente por amor, não por força, violência ou impostos.
Nem o Estado tem direito de tirar das pessoas o livre arbítrio de decidir livremente o que fazer com o que ganham com seu trabalho. Afinal, por mais que Deus ame os pobres, um dos Dez Mandamentos não é sobre ajudar os pobres, mas uma proibição categórica de não se roubar. Uma proibição que vale tanto para uma pessoa quanto para o Estado.
E o primeiro mandamento não é “adorar o Estado acima de todas as coisas”. É adorar a Deus acima de todas as coisas. Só isso já é suficiente para mostrar que a pregação dos “cristãos” progressistas não tem nada a ver com a pregação dos 12 apóstolos e de Paulo.
Só isso já basta para tornar completamente desnecessário, ilegal e criminoso todo sistema de governo baseado na teocracia socialista, que coloca o Estado como supremo deus “compassivo” e provedor de tudo acima do único e verdadeiro Deus compassivo e provedor de tudo.

>Onde fica o Reino de Deus na disputa entre PT e PSDB?

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Onde fica o Reino de Deus na disputa entre PT e PSDB?

Enquanto o avanço das leis anti-“homofobia” do governo federal sob o PT esbarrou em fortes resistências cristãs, os mesmos tipos de lei encontraram poucos obstáculos em seu avanço no Estado de São Paulo sob o PSDB. O que farão os cristãos agora?

Julio Severo
Em 1992, a Igreja Universal do Reino de Deus tinha uma postura firme contra o aborto, e contra Lula e o PT. Não era necessário ser visionário para enxergar que o PT no governo traria aborto e homossexualismo — mas ninguém imaginava que seria muito pior do que pensávamos.
O PT chegou ao poder graças a uma horrorosa deturpação do conceito do que é o Reino de Deus, pregada por uma CNBB majoritariamente adepta da Teologia da Libertação. Os evangélicos, que sempre tinham um pé atrás com a ideologia de Lula, acabaram aderindo — sob inspiração de Caio Fábio — a essa teologia.
Na segunda metade da década de 1990, o Bispo Edir Macedo começou a mudar radicalmente de opinião, passando a apoiar conjuntamente o aborto e o PT, levando sua endinheirada igreja a caminhar lado a lado com a CNBB e Ariovaldo Ramos numa visão religiosa onde o PT é um tipo de implementador oficial das políticas de sua versão do “Reino de Deus”.
Segundo eles, o PT estaria perdoado por sua promoção do aborto e do homossexualismo, pois “ajuda os pobres”. Quem quer que faça isso é parceiro de sua versão do “Reino de Deus”, independente do que tenha feito. Por isso, eles facilmente perdoam Fidel Castro e Hugo Chavez. É o vale-tudo pelos pobres: matar, roubar e destruir.
Fiel à sua ideologia abortista, Macedo se coloca hoje ao lado da candidata abortista Dilma Rousseff. O Pr. Silas Malafaia já criticou a postura pró-aborto e pró-Dilma de Macedo, o qual respondeu argumentando que Serra é também a favor do aborto.
Seria imprudente presumir que Dilma e Serra não terão governos comprometidos com a causa do aborto e do homossexualismo. Lula é a amostra (e ameaça) viva do que será o governo de Dilma. O Estado de São Paulo sob o PSDB, com suas radicais leis anti-“homofobia”, é a amostra (e ameaça) viva do que será o governo de Serra.
Serra foi sincero o suficiente para dizer que apoiará a união civil homossexual — exatamente como fez publicamente Marina Silva, que confessou ter a mesma posição de Marta Suplicy —, e Dilma disfarçou suas antigas posições de aborto.
Se Dilma ganhar, a mentira se transformará em realidade cruel. Se Serra ganhar, quem conseguirá impedi-lo de fazer pelo PLC 122 o que o PSDB fez pela versão estadual dessa lei em São Paulo, que teve um avanço espetacular? E os grupos homossexuais proclamarão que Serra venceu porque defendeu publicamente os interesses deles, enquanto que Dilma titubeou.
Contudo, os cristãos estão titubeando muito mais do que Dilma e Serra, que se encontram na desconfortável situação de verem a questão do aborto e “casamento” gay pesando numa eleição inteira.
Aqueles que deveriam ter compromisso com o Reino de Deus estão fazendo muitas negociações, esquecendo-se ou não se importando que fazer compromisso com candidatos políticos em tempo de eleição é um mau negócio. Tudo o que o candidato Lula negociou em 2002 sobre aborto e homossexualismo seu governo jamais cumpriu. Mas, acima de tudo, se os valores do Reino de Deus são inegociáveis, por que tantas negociações?
Com Ariovaldo Ramos e Edir Macedo, a Teologia da Missão Integral (versão protestante da Teologia da Libertação) se uniu à Teologia da Prosperidade para sustentar o insustentável: um governo que durante oito anos trabalhou pelo aborto, pelo homossexualismo, aliançado com Fidel Castro, Hugo Chavez e outras famosas ditaduras internacionais. Respeito aos direitos humanos? Só nos discursos. No que depender do PT, de Ariovaldo Ramos, Edir Macedo e Bispo Manoel Ferreira, as populações de Cuba, Irã, Venezuela e Coreia do Norte podem continuar a ser massacradas sob as grossíssimas vistas da diplomacia brasileira.
No que se refere à ideologia marxista — que essencialmente crê que o centro do universo é o santo e generoso Estado “assistencialista” —, Serra não é muito diferente de Dilma, como a própria Marina Silva reconheceu, considerando seus partidos no mesmo nível ideológico nas origens. O único motivo de preocupação dela nesta eleição foi a “onda de conservadorismo”, reconhecida pela imprensa como a principal força que está se opondo ao aborto e ao homossexualismo.
Ninguém esperava essa onda, e mesmo se declarando não conservadora antes da onda, Marina acabou no primeiro turno recebendo votos de milhões de conservadores, que votaram nela para evitar o abortismo e homossexualismo de Dilma e Serra. Mas seu testemunho principal, moldado pela Teologia da Libertação, foi ficar em cima do muro ou lavando as mãos, como uma versão verde de Pôncio Pilatos. Nenhuma queixa contra as posturas anticristãs de Dilma ou do PT — com quem ela trabalhou com a consciência tranquila durante muitos anos — ou de Serra. Só queixas contra o conservadorismo.
De Macedo e Ariovaldo Ramos, não se espera nada, pois não existe coerência em aliados de um governo patentemente anticristão. Enquanto Macedo tocou explicitamente no assunto do aborto em tom de aprovação, Ariovaldo pró-Dilma divulgou seu manifesto público, declarando: “manifestamos as nossas rejeições diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral”. E Marina, em sua “Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República Dilma e Serra”, igualmente não toca no assunto do aborto e homossexualismo uma única vez, mas critica abertamente o que ela enxerga como “esse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites”.
A utopia dela — envolvendo marxismo, socialismo, Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral, evangelho progressista, evangelho comunista e afins — não merece ser sacrificada em prol do verdadeiro e único Evangelho? Não merece ser sacrificada pelo bem-estar moral de milhões de famílias que não precisam e não querem governos que, dizendo-se a favor dos pobres, são obcecados, doentes e insanos por aborto e homossexualismo?
De Silas, espera-se mais. Seu testemunho contra o PLC 122 e contra o aborto é notável e louvável. Mas apoiar Serra publicamente é compatível com os valores do Reino de Deus? E que tipo de compatibilidade houve no apoio dele no passado a Lula e Sérgio Cabral? Marcelo Crivella e Magno Malta são destaques também entre os evangélicos por combaterem o PLC 122, mas estão com Dilma, que tem um histórico de violência e luta armada que ela nunca renega e hoje está alinhada com o PT em sua ambição de transformar o Brasil numa ditadura marxista e a América Latina numa União das Republiquetas Socialistas do Foro de São Paulo.
Será uma alegria enorme ver a derrota da terrorista comunista Dilma, mas uma vitória de Serra será motivo de comemoração?
Entenda que esta eleição não representa alegria, pois os eleitores não poderão escolher entre uma solução menor e uma solução maior. Pelo contrário, é uma eleição de dor e sofrimento, principalmente para homens e mulheres que têm valores elevados de justiça e família, onde a única opção humana disponível é escolher entre o mal maior e o mal um pouco menor. É uma escolha entre um governo que trará grandes problemas e outro que trará problemas imensos.
Os dois candidatos representam perigos reais. Dilma, em maior grau; Serra, em menor. É como escolher, metaforicamente, entre um assassino e um estuprador. Se você escolhe o assassino, sua esposa e filhas são estupradas na sua frente e no final você e elas são mortos. Se escolhe o estuprador, você e elas escapam com vida, mas elas são estupradas.
O que não é metáfora nem ficção é que as políticas deles realmente trarão mortes e estupros, em muitos sentidos diferentes e reais. Aborto propositado e legalizado é assassinato sancionado pelo Estado. Ensinar homossexualismo ou sexo para crianças nas escolas é estupro psicológico perpetrado pelo Estado. Sacralizar e proteger legalmente o conceito de “orientação sexual” abre as portas para todos os tipos de barbarismo e anormalidade, inclusive a pedofilia, sob as “bênçãos” do Estado. Dificultar relações diplomáticas com Israel e facilitá-las com as ditaduras sanguinárias do Irã e Coreia do Norte é trazer espírito de morte e maldição ao Brasil, assim como manter ligações com grupos terroristas como as Farc e o Hamas. Tudo isso o PT tem feito religiosamente, enquanto que metade disso o PSDB aprova e faz.
É por isso que não voto em nenhum dos dois, mas entendo aqueles que, vendo o mal maior do PT aparelhado ao Estado e transformando o Brasil em tirania, estão dispostos a tapar o nariz para votar em Serra. Entretanto, dá para entender os que não tapam o nariz e ainda negociam?
Diante do mal, o Reino de Deus e seus valores são inegociáveis, mas muitos membros importantes da Frente Parlamentar Evangélica estão se vendendo em troca de propostas indecorosamente altas. O PT está conseguindo comprar a consciência de parlamentares evangélicos que até recentemente viam e avisavam sobre as ameaças dos projetos do PT. Agora, sob o peso das tentações terrenas, eles se calam para a verdade e só desentopem a boca para elogiar os bons pagadores.
No entanto, aqueles que negociarem os valores do Reino de Deus verão a Palavra de Deus se cumprir. Antes de o governo e a sociedade do Brasil serem castigados por suas iniquidades, o juízo se abaterá sobre a casa de Deus, a começar por homens que trazem o titulo de pastor, bispo, apóstolo, deputado evangélico, etc. De Deus não se zomba. Ele não tolerará para sempre os que negociam os valores do Reino de Deus em troca de ideologias de morte, roubo e destruição, ainda que venham elegantemente mascaradas de assistência aos pobres.
Então, se não há em quem votar, para onde recorrer? Ao Rei do Reino de Deus. Ninguém entende melhor de política do que Ele.
Uma convocação pública e nacional de jejum, choro e oração poderia trazer para o Brasil um aumento da “onda de conservadorismo” contra o aborto e o homossexualismo — uma onda maior que traga justiça e repudio à institucionalização de toda iniquidade.
Nesta eleição, ninguém esperava uma onda contra o aborto e o homossexualismo, mas ela veio, fazendo o diabo estremecer de raiva e pavor.
Quem a enviou não pode mandar muito mais?

>Você decide: quem será o salvador do Brasil?

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Você decide: quem será o salvador do Brasil?

Aceitando e vivendo Jesus no contexto dos salvadores políticos e do baalismo pró-aborto e pró-homossexualismo

Julio Severo
Em 2002, mais de 500 pastores, bispos e apóstolos do Brasil fizeram um novo apelo: quer aceitar Lula como o salvador político do Brasil?
O nome de alguns desses famosos do mundo gospel está exposto no meu blog há anos, conforme lista original dos nomes deles em documento amplamente utilizado pelo próprio PT como prova da virada evangélica pró-Lula.
É claro que a CNBB e seus bispos da Teologia da Libertação — que prefiro chamar de Teologia da Alucinação — sempre foram os maiores e mais antigos torcedores do falso messias e seu populismo barato, mas sob a inspiração e orquestração de Caio Fábio, o outrora idolatrado papa papudo dos evangélicos, e do ex-bispo e ex-parlamentar Carlos Rodrigues, um dos poderosos chefões da Igreja Universal do Reino de Deus, em 2002 as mais importantes lideranças evangélicas do Brasil estavam prontas para embarcar no bonde pró-Lula da CNBB, carregando consigo seus inocentes rebanhos.

Os poderosos chefões Caião e Carlão, da máfia da apostasia

Caio Fábio e Carlos Rodrigues foram, cada um em sua própria maneira e tempo, os gigolôs que prepararam a cama de prostituição espiritual e política com Lula e o PT, onde se deitaram proeminentes pastores desde pentecostais até batistas e presbiterianos. Desde os tempos dos profetas Isaías e Jeremias, quando o povo de Deus adulterava descaradamente contra Deus e Sua Palavra, nunca se viu antes no Brasil realidade espiritual tão parecida.
Enquanto falava-se muito em reavivamento na década de 1990 e início de 2000, Caio Fábio (durante a década de 1990) e Carlos Rodrigues (de 2000 em diante) estavam introduzindo no meio do povo evangélico o fermento para reviver a apostasia vinda de um passado longínquo — a mesma apostasia em que vivia o povo de Israel dos tempos de Isaías e Jeremias. Foi o reavivamento mais invertido já visto nas igrejas evangélicas brasileiras, levando-as ao namoro com o “messias” do aborto, do homossexualismo e da bruxaria disfarçada de “cultura” afro-brasileira.
O falso messias Lula e o PT messiânico — ambos amamentados e fortalecidos politicamente nas comunidades católicas escravizadas pela Teologia da Libertação — conseguiram o que queriam: transformar o Brasil na Disneylândia do sadomasoquismo socialista, homossexualista, abortista e maliciosamente anti-Israel, brincando com Hugo Chavez, Fidel Castro, Mahmud Ahmadinejad e outros ditadores que fazem a alegria do próprio inferno.
Agora, estamos em ano eleitoral de novo.
É fácil lembrar os erros de Lula e seu PT, mas fica mais fácil esquecer quando há o suborno de uma bolsa-família e uma bolsa-concessão de TV ou rádio. Quando ricos e pobres saem ganhando no bonde da alegria do Partido das Trevas, perde-se a memória de todos os males cometidos por políticos que deram tantos “presentes”. O preço da amnésia moral diante das urnas é o suborno imoral colocado no bolso dos corruptos pobres e ricos.

Os usurpadores de Deus

No entanto, é preciso lembrar que Lula não é mau porque é Lula, e que o PT não é mau simplesmente porque é PT. Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de salvadores. Mas, é claro, com a distribuição de bolsa-família para os pobres e com inúmeras bolsas-concessões para os ricos, tudo o que Lula e o PT conseguem fazer é salvar suas próprias ambições de mais dinheiro e poder.
Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de usurparem o lugar de Deus. Eles fazem promessas tão grandes que só Deus poderia cumprir. E o cumprimento dessas promessas exigiria o controle de vastos recursos financeiros que eles próprios não possuem. Assim, a fim de tentar cumprir suas próprias promessas “divinas” de dar emprego, saúde e educação a todos, os usurpadores de emoções populares são forçados, já no poder, a sugar o dinheiro de ricos e pobres gota por gota.
Eles são maus porque encarnam, no poder, a pretensão de usurparem as prerrogativas de Deus. Com sua determinação de promover o aborto, eles se arrogam o direito da vida e da morte, julgando-se deuses. Com a farsa do “casamento” homossexual, eles querem mostrar que se Deus criou o casamento original de homem com mulher, eles têm poderes para criar sua própria forma de casamento, de homem com homem, que nada mais faz do que destruir o casamento original. Enquanto Deus criou a vida e o casamento natural, o Estado baalista criou o aborto legal e o anti-natural “casamento” homossexual.
Esse Estado é a imagem e semelhança do deus Baal, cujos sacerdotes eram homossexuais e cujos sacrifícios envolviam o sangue inocente de bebês, que eram mortos. Assim, conscientemente ou não, Lula, o PT e todo messias e ideologia política que presta culto ao aborto e ao homossexualismo é uma forma de baalismo. É uma religiosidade secular depravada e assassina, ressurgindo de um distante passado de trevas, para confrontar mediante um fraudulento Estado laico o Deus da vida, casamento e bebês.
Além disso, eles não têm, no nome do Estado, a menor cara-de-pau de quebrar o mandamento divino que proíbe o roubo, que é feito por eles sob o pretexto de ajudar os pobres. Eles criam mais e mais leis em nome da deusa Ladra — onde políticas iníquas de impostos esvaziam os bolsos dos trabalhadores, enquanto muitos políticos vivem seus mandatos enchendo bolsos, meias e cuecas.
Eles são os falsos messias criando Estados messiânicos com rótulo “laico”, mas com pretensões patentemente “divinas” de controle sobre tudo e sobre todos, roubando acima de todos os maiores ladrões na sociedade. E qualquer sistema ou político que “ocupe o lugar de Deus como supremo provedor” e “roube dos cidadãos para cumprir suas promessas” é simplesmente um deus pagão ladrão, em “inocente” roupagem estatal laica.
Por pura coincidência, a vasta maioria dos políticos e Estados messiânicos é socialista. Não há nenhuma ideologia hoje que encarne melhor a personalidade e função de um falso deus do que o marxismo e suas variantes socialistas:
Um falso deus que é um falso protetor dos pobres e oprimidos, usando-os para saquear os suados ganhos dos trabalhadores em nome de uma fraudulenta distribuição de renda.
Um falso deus que é um falso protetor das crianças e adolescentes, distanciando-os de seus pais e seus valores.
Um falso deus que é um falso protetor das minorias, usando-as para promover a bruxaria e a sodomia.
Nenhuma ideologia tem produzido mais falsos messias, salvadores e baalismo do que o socialismo. Nenhuma ideologia tem trabalhado tanto para colocar o Estado no altar como suprema divindade laica e baalista, acima de Deus e seus anjos.
Mas, seja o PT ou outro partido, seja Lula ou outro político, é um erro aceitar um partido, Estado ou presidente que exija direitos e qualidades que vão além de seu mandato, que é basicamente dar segurança à população, conforme Romanos 13.

A salvação vem dos políticos e suas políticas?

Eu temo que se as igrejas cristãs começassem a pregar que aceitando Jesus você tem a garantia imediata de “educação, casa, emprego, etc.”, as multidões se lançariam apressadamente para as reuniões cristãs. Da noite para o dia, o Brasil viraria 100% cristão e todos os cultos estariam lotados de multidões ávidas.
Não é de admirar então que, com esse mesmo apelo, os políticos mais corruptos e imorais consigam garantir sua eleição e reeleição, até mesmo com o apoio de personalidades consideradas consagradas no mundo gospel.
O envolvimento político das lideranças denominacionais hoje é tão sólido que pastores fazem — conscientemente ou não, deliberadamente ou não, explicitamente ou não — dois apelos em época de eleição:
1. Para se aceitar Jesus Cristo como Salvador pessoal.
2. Para se aceitar determinado político como salvador político, social, etc.
Com tantas promessas maravilhosas e estupendas de salvação social de certos políticos e ideologias, para que crer num Jesus que intervém para salvar as pessoas de suas tribulações sociais?
A teologia do messianismo político impõe uma barreira artificial entre “Deus e o Estado”, reservando para Jesus o direito de salvar apenas dentro das igrejas. Aos falsos messias da política, fica reservada a “salvação” em todas as outras áreas!
Entretanto, os novos messias políticos, ou salvadores políticos, estão criando um Estado, chamado por eles de “laico”, que é na verdade um Estado de Insanidade, um Estado baalista, que quer aborto, bruxaria, homossexualismo e outras perversões, mas não quer absolutamente nada com Deus.

Barreiras e limites: tudo para o Estado e nada para Deus?

Ao Estado, Deus deu-lhe a vocação exclusiva de zelar pela proteção dos bons cidadãos e castigar os criminosos, colocando uma barreira, a fim de que o Estado não ultrapasse seus limites. Apesar disso, o Estado brasileiro ultrapassou, doa a quem doer.
Ao Deus que é dono de tudo, o Estado “laico”, com pretensões messiânicas de salvação social para todos, impôs uma barreira entre si e Deus, não aceitando sob hipótese alguma a presença da vontade divina na esfera governamental, que fica reservada a todas as turbas anti-Deus, das mais variadas estirpes: gayzista, abortista, satanista, etc.
Em vez de cumprir sua função de castigar criminosos, inclusive assaltantes, o Estado, explorando a barreira artificial de “separação entre Deus e Estado”, vem cumprindo fielmente uma função de assaltante supremo, tomando mais e mais dos cidadãos trabalhadores mediante a criação de leis de impostos que nada mais fazem do que saquear e violar a ordem divina de não roubar o próximo.
Por decreto estatal, Deus não tem permissão de violar a barreira imposta pelos salvadores políticos e repreender as óbvias maldades e mentiras estatais.
O Estado laico, em toda a sua arrogância laica, estabelece que toda atividade e expressão de Deus seja confinada às quatro paredes dos templos religiosos e às quatro paredes dos lares dos religiosos.
Entretanto, o Estado laico estabelece somente para si direitos e liberdade de atividade e expressão na esfera política e social — inclusive para grupos religiosamente humanistas, abortistas, homossexualistas, ocultistas, socialistas, etc.
O Estado quer dos cidadãos cristãos apenas seu dinheiro, suor e sacrifícios, mas nada de seus valores. Somente dos outros cidadãos — os que são religiosamente humanistas, abortistas, homossexualistas, ocultistas, socialistas, etc., — o Estado quer a contribuição de valores e anti-valores.

Rejeitando e renunciando ao mal estatal

Ao cidadão cristão, resta, como fez seu Mestre Jesus, rejeitar a tentação moderna de Satanás através de ofertas de bolsas-famílias e bolsas-concessões e dizer: “Não, aquele político ou este governo não é meu salvador para suprir minhas necessidades básicas. Jesus é meu Deus e só votarei num político que respeite as atribuições que Deus deu ao Estado”.
Aceite Jesus como Salvador total, não parcial. E se, induzido por pastores, você aceitou Lula como salvador político em tempos passados, faça uma renúncia diante de Deus. É o mesmo tipo de renúncia que você deveria fazer se você tivesse tido envolvimento com satanismo.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam promover tanto o aborto sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam promover tanto a sodomia sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam promover tanto a bruxaria sob a capa de cultura afro-brasileira sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam promover tanto o marxismo nas escolas sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam roubar tanto mediante impostos iníquos sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam apoiar governos ditatoriais assassinos de cristãos sem o voto que você lhes deu.
Renuncie Lula e suas obras. Lula e o PT jamais conseguiriam apoiar governos ditatoriais que querem a destruição de Israel sem o voto que você lhes deu.
Você pode orar:
“Senhor Jesus, renuncio à minha cumplicidade, através do meu voto, em políticas de aborto, bruxaria, sodomia e atividades anti-Israel promovidas pelo homem e governo eleitos por mim. Perdoa-me porque com a confissão dos meus lábios, digo que tu és Salvador, mas com meu voto tenho confessado outros salvadores — homens arrogantes, imorais e corruptos que querem tomar o teu lugar. Perdoa-me porque com a confissão dos meus lábios, tenho entregado o Brasil a ti, mas com meu voto tenho-o entregado a Satanás. Perdoa-me, pois digo que dou meu coração a ti, mas meu voto dou aos ‘messias’ do socialismo, do aborto, do homossexualismo e da bruxaria disfarçada de “cultura” afro-brasileira. Perdoa-me porque com os lábios, oro e abençôo Israel, mas entreguei meu voto e autoridade para um presidente que faz questão de ter amizade com governos terroristas que querem destruir Israel. Perdoa a minha incoerência”.

Oração de arrependimento para os líderes e suas igrejas

Um povo que gosta de ser comprado com bolsa-família e bolsas-concessões é um povo mau, corrupto e desonesto. Tal povo terá um presidente mau, corrupto e desonesto. Assim, Lula, na encarnação do Estado totalitário assistencialista, espelha a ganância do próprio povo e a ganância da ideologia que o dirige.
Portanto, precisamos orar para que o Espírito Santo leve os líderes e as igrejas a fazerem a seguinte oração:
“Jesus, temos declarado teu senhorio sobre o Brasil, mas em troca de um prato de comida ou de uma concessão de rádio ou televisão temos entregado o Brasil ao senhorio daqueles que querem que o Estado e a ideologia deles tomem o teu lugar, na vida política e social da nação e de seus cidadãos. Pedimos perdão por nossa vida incoerente, onde na igreja e em nossa adoração dizemos que te damos tudo, mas com nosso voto damos a César tudo o que não pertence a César. Graças à nossa omissão e ao nosso voto irresponsável, o Brasil está se tornando uma demoniocracia, onde imperam os demoniocratas, com as bênçãos da CNBB e de igrejas evangélicas gananciosas. Graças ao nosso voto irresponsável, o governo do populista falso messias está em aliança com governos terroristas que querem destruir Israel. Perdão, Deus, pela corrupção desse povo e desse presidente. Perdão pelos nossos pecados. Perdão pelos pecados dos pastores, bispos, apóstolos, etc. Visita o Brasil com tua graça e justiça”.
Muitos líderes evangélicos, que publicamente apoiaram o falso messias, hoje se recusam a admitir qualquer necessidade de arrependimento público. Os poderosos chefões Caião e Carlão jamais reconheceram os grandes males que cometeram contra o povo evangélico, mesmo depois que ambos caíram em horríveis escândalos morais e financeiros. Aliás, Caião está tentando há anos uma auto-ressurreição para a sua outrora gloriosa e majestosa posição de papa papudo, e sua estratégia tem sido atacar os pastores e líderes que ele próprio levou para a apostasia moral com Lula. Quanto a Carlão, não se sabe que rumo de auto-ressurreição ele está seguindo.
Quanto a você, que é pastor ou não, faça o compromisso de que você não aceitará mais messias ou salvadores políticos. E faça também o compromisso de que, seja em eleição ou não, Jesus será seu Salvador total.
Viva sob o senhorio de um Jesus total, aceitando que ele seja Senhor não somente de sua alma, mas também de todas as outras áreas de sua vida, inclusive de seu voto. Diga para Jesus: “Senhor, minha vida é tua. E meu voto também. Só votarei se tu me dirigires. Só votarei em quem tu me mostrares”.
O que fazer então nas próximas eleições? Como um pequeno irmão em Cristo, apenas dou minha sugestão: Converse com o Jesus que você aceitou. Ele não disse que “minhas ovelhas ouvem a minha voz”? Ouça a voz dele.
Deus levantou Elias e muitos profetas para confrontar Baal, o deus dos sacerdotes homossexuais e dos sacrifícios de bebês. Deixe agora Deus levantar você nesta geração como um Elias contra o baalismo pró-aborto e pró-homossexualismo promovido pelas políticas e políticos socialistas do Brasil.
Com seu voto, você decide se Baal, mediante seus servos pró-aborto e pró-homossexualismo, continuará governando o Brasil. Por isso, não se venda aos salvadores baalistas de plantão que saem das cartolas mágicas como lobos em pele de coelhinho em época de eleição.
E se você é pastor, bispo ou apóstolo, não se venda aos reavivamentos de apostasia e prostituição política.
Quanto a mim e minha casa, mesmo que não haja nenhum candidato em quem votar, Jesus será glorificado e honrado como Salvador do Brasil. E os falsos messias jamais ganharão nosso voto.
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