Julio Severo

Cristãos da Síria Pedem por Orações

Publicado em Primavera Árabe, Síria por juliosevero em 27 de fevereiro de 2012

Cristãos da Síria Pedem por Orações

Jerry Dykstra
Após um ano de protestos e violência, a situação na Síria trouxe grande sofrimento a toda a população. De acordo com a Missão Portas Abertas, os cristãos da Síria dizem que sua maior necessidade agora são orações.
A Síria possui mais de 20 milhões de habitantes, sendo que 1,9 milhões deles são cristãos. No ranking dos 50 países que mais perseguem cristãos publicado pela Portas Abertas em 2012, a Síria está na posição 36.
O perigo alertou muitas igrejas pelo país para que se reunissem apenas durante o dia, muitas delas apenas nos domingos. Nas sextas-feiras, dia da reunião dos muçulmanos, muitas escolas cristãs agora fecham.
Devido à onda de assassinatos, roubo e sequestro de crianças, alguns pais pararam de mandar seus filhos à escola. A Síria agora sofre com falta de combustível e eletricidade, uma economia desestruturada e poucas vagas de emprego.
“Os problemas dos cristãos variam de acordo com o lugar”, afirma o Dr. Carl Moeller, diretor presidente da Portas Abertas nos EUA. “Os cristãos de Damasco parecem ter menos dificuldades; por outro lado, muitos fieis de Homs fugiram da cidade, que se tornou uma zona de guerra”.
Alguns cristãos querem ficar; outros buscam desesperadamente por um meio de emigrar, afirma Moeller. Muitos afirmam que não podem fugir.
“Muitos fieis nos dizem que a Síria é o lugar deles e é onde irão ficar, mesmo que isso signifique morrer lá”.
Mais de 80% dos cristãos fugiram de Homs, cidade onde acontece a maior parte dos conflitos. Saqueadores invadiram as casas dos que fugiram. Pelo menos uma igreja evangélica foi atacada. Os que ficaram possuem poucos meios de transporte seguros. Poucos ainda se reúnem nas igrejas.
“Homs é uma cidade fantasma, e a situação das pessoas de lá não é estável”, Afirma Moeller.  “Todos temem por sua segurança. Não há recursos ou mantimentos. A situação faz chorar qualquer ser humano decente”.
Em algumas áreas, a situação é relativamente segura para os cristãos.
“Nós nos reunimos para o culto, e as pessoas têm muita fé”, disse um pastor sírio. “No momento, os cristãos não estão sob ataque. Mas não sabemos como seremos tratados caso as coisas mudem”.
Os cristãos temem que caso o presidente Assad seja derrubado, os seus problemas se agravem drasticamente. Mas, de acordo com Moeller, os cristãos encontram força na sua fé.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do Charisma News: “Syria’s Christians Cry Out for Prayer

Derrubem Assad e vamos dar boas vindas à Irmandade Islâmica

Publicado em al-Qaeda, Irmandade Islâmica, Síria por juliosevero em 20 de fevereiro de 2012

Derrubem Assad e vamos dar boas vindas à Irmandade Islâmica

Pat Buchanan vê o episódio da Líbia se repetir na Síria se a “Festa da Guerra” dos EUA se meter

Pat Buchanan
A Festa da Guerra dos EUA foi temporariamente desviada do seu clamor por guerra ao Irã pela insurreição contra o regime sírio de Bashar al-Assad.
Estimativas dos mortos desde que a revolta síria começou, há um ano, beiram os 6.000. E a responsabilidade pela carnificina está sendo jogada nas costas de Bashar, que sucedeu seu pai Hafez al-Assad na presidência, onde ficou de 1971 até sua morte em 2000.
Diferente do Egito de Hosni Mubarak, que cedeu, renunciou e fugiu após três semanas de protestos, Bashar não está quieto.
E, como era de se prever, com o número de mortos aumentando, aqueles defensores da revolução democrática mundial (John McCain, Joe Lieberman e Lindsey Graham) já começaram a tocar os tambores para que os EUA deem uma ajuda ao “Exército de Libertação Sírio”.
Na semana passada, os três senadores declararam juntos:
“Na Líbia, a ameaça de iminentes atrocidades em Benghazi mobilizaram o mundo a agir. Tais atrocidades agora são realidade em Homs e em outras cidades em todo o país… Devemos considerar… fornecer aos grupos de oposição dentro da Síria, tanto política quanto militar, melhores meios de… se defenderem, e de revidarem contra as forças de Assad”.
“O fim do regime de Assad seria… uma vitória moral e humanitária para o povo sírio” e “uma derrota estratégica do regime iraniano”.
Danielle Pletka, do think tank neoconservador American Enterprise Institute, também insiste no ponto de vista do Irã.
“A Síria é um ponto fraco do Irã, o aliado mais importante de Teerã, canal de armas e dinheiro para terroristas… Uma confluência do propósito moral e do interesse estratégico dos EUA sugerem uma intervenção na Síria… É hora de começar a armar o Exército de Libertação Sírio”.
Quais são os argumentos contra a intervenção americana?
Primeiro, não existe um interesse vital dos EUA quanto a quem governa a Síria. Se conseguimos viver com Hafez al-Assad por décadas (Bush pai o recrutou como um aliado na Guerra do Golfo) e com seu filho por doze anos, que ameaça poderia o governo de Bashar impor aos EUA?
Resposta: nenhuma.
Segundo, enquanto McCain e companhia insistem em que “o derramamento de sangue precisa parar, e não podemos descartar uma opção que pode salvar vidas”, armar os rebeldes pode causar um aumento exponencial de mortos e feridos.
Caso os EUA decidam começar a fornecer armas aos rebeldes, Assad irá se dar conta de que, assim como Moammar Gadhafi, está em uma luta até a morte.
Em 1982, seu pai, para conter uma rebelião concentrada na cidade de Hama, juntou sua artilharia e atacou a cidade, matando um número estimado de 20.000 pessoas. Isso é o que estamos arriscando ter se começarmos a armar os rebeldes.
A Síria não é a Líbia. O arsenal de mísseis, tanques, aviões e armas de Assad é muito superior. Ele possui um exército de 270.000 homens e milhares de policiais.
E com uma pequena facção xiita alauita dominante na Síria, sendo a rebelião baseada em uma maioria sunita, Assad e seus apoiadores sabem que se eles forem derrubados, serão executados.
“Os cristãos deverão fugir para o Líbano, e os aliados de Assad deverão ser fuzilados” foi um dos primeiros slogans da resistência.
E após vermos as atrocidades dispensadas aos cristãos no Iraque com a queda de Saddam e aos coptas com a queda de Mubarak, será que queremos derrubar outro ditador secular, apenas para dar poder a outro regime de fundamentalistas islâmicos?
Na Líbia, os britânicos e franceses foram à frente. Mas esses aliados da OTAN não querem participação na guerra civil síria.
Na Líbia, um terço do país era território rebelde. Com uma única estrada litorânea levando ao posto de comando de Gadhafi entre Tripoli e Benghazi, os aviões da OTAN podiam facilmente interceptar comboios tentando chegar à base rebelde.
Na síria, os rebeldes não possuem território “livre”.
O Conselho de Segurança da ONU autorizou uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Mas a Rússia, irada com o que a OTAN fez na Líbia, está pronta para vetar essa medida para a Síria. Ajuda das forças armadas americanas aos rebeldes poderia fazer com que a Rússia desse ajuda militar ao governo de Damasco, que é seu cliente.
A intervenção americana poderia gerar uma guerra por procuração ou uma guerra regional. O Hezbollah, aliado de Assad, já está enfrentando rebeldes sírios no Líbano. Os sunitas na província iraquiana de Anbar estão mandando armas para seus companheiros sunitas na Síria.
E se Assad cair, quem irá subir ao poder?
Seria uma triunfante Irmandade Islâmica em Damasco capaz de manter a paz nas Colinas de Golã, como fizeram os Assads por 40 anos?
De acordo com fontes americanas, a al-Qaeda foi responsável pelos quatros ataques de homens-bombas que mataram vários soldados e autoridades sírias em Damasco e Aleppo. O sucessor de Osama bin Laden, Ayman al-Zawahiri, está convocando sunitas de todos os países vizinhos para se juntarem á guerra contra o regime “pernicioso e cancerígeno” de Assad.
Se a saída de Assad será boa para a al-Qaeda, como pode ser boa para os EUA?
Quanto ao Exército de Libertação Sírio para o qual iria a ajuda americana, ele próprio está dividido, e um dos coronéis de mais alta patente descreveu o Conselho Nacional Sírio, para o qual estava trabalhando, como “traidor”.
Iraque, Afeganistão, Líbia, em nenhum desses países as coisas saíram como os EUA esperavam. E deixando de lado a ideologia neoconservadora, o que nos faz pensar que intervir na Síria vai funcionar?
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo original do WND: “Depose Assad, welcome Muslim Brotherhood

Quem realmente está por trás das atrocidades na Síria?

Publicado em Síria por juliosevero em 11 de fevereiro de 2012

Quem realmente está por trás das atrocidades na Síria?

A imprensa está contando apenas um lado da história

Predominam na mídia notícias acusando as forças do presidente sírio Bashar Assad de terem matado pelo menos 67 civis na fortaleza rebelde em Homs.

Essas notícias são as últimas acusações de que soldados e guardas de Assad estariam envolvidos em atrocidades em massa contra civis desarmados.

A grande maioria dessas notícias se apoia em alegações de ativistas locais e anônimos.
Muitas reportagens em língua inglesa sobre os eventos recentes na Síria examinadas pelo WND cometem negligência ao não citarem o lado sírio, que afirma que terroristas armados, incluindo islâmicos, forçaram as forças sírias a abrir fogo em áreas civis.
A Síria afirma também que os terroristas estão por trás do assassinato de civis.
Um grande número de notícias americanas e internacionais dos últimos meses examinado pelo WND quase uniformemente se recusa a noticiar o número de soldados que a Síria afirma terem sido mortos nos confrontos, contando apenas uma versão da história, a de que os soldados sírios estariam disparando em zonas civis e descartando a possibilidade de estarem lutando contra uma insurgência bem armada.
Um exemplo foram as acusações do último dia 8, de que as forças sírias teriam invadido Homs e matado 67 civis, incluindo três famílias em suas casas, supostamente por guardas leais a Assad.
Contudo, a Síria questionou abertamente o número e afirma que “terroristas armados” estavam por trás das mortes de civis.
O Syrian Arab News Agency (SANA), site de notícias do governo sírio em língua inglesa, noticiou que no dia 8 um “grupo terrorista armado” detonou um carro bomba no bairro de al-Bayyada em Homs, causando morte e ferimentos entre vários civis e membros das forças de segurança.
A Síria acusou os terroristas de bombardearem áreas civis e de incendiar dois tanques de combustível.
O SANA afirma que “os grupos armados atiram na população, bloqueiam estradas e atacam instalações públicas e privadas”.
A Síria afirma que as suas tropas desarmaram vários explosivos plantados pelos “grupos terroristas armados” em várias rodovias, enquanto que os jihadistas sequestraram vários cidadãos no povoado de Tseil, na província de Daraa, que depois foram libertados pelas forças sírias.
A agência SANA afirma ainda que os grupos terroristas armados assaltaram várias casas nos bairros de al-Khalidiyyeh, al-Bayyada e al-Nazihinn em Homs.
As notícias mais recentes da mídia omitem as declarações quase diárias da Síria de que vários soldados, chegando a doze por dia ou mais, estão sendo mortos em combate contra os supostos grupos armados.
Na segunda-feira, por exemplo, a Síria listou os nomes de 13 soldados, afirmando que haviam sido mortos em combate no dia anterior.
A SANA afirmou que os funerais foram conduzidos na terça-feira para mais 30 membros das forças de segurança.
No último domingo, a Síria rebateu acusações de que as forças de Assad teriam massacrado mais de 200 civis em Homs.
Uma autoridade síria disse ao WND que um “grupo terrorista armado” começou atacando uma guarita em Palmyra, na área rural de Homs.
A autoridade síria também acusou o suposto grupo terrorista de alvejar civis, afirmando que as forças sírias encontraram e desarmaram vários explosivos localizados em áreas civis dentro e nos arredores de Homs.
Essa rotina foi confirmada por um relatório que vazou da Liga Árabe.
O relatório, postado pelo grupo hacker Anonymous, afirma que observadores da Liga Árabe testemunharam várias vezes uma “entidade armada” provocar as forças sírias e colocar as vidas de civis em perigo.
Essa parte do relatório confidencial diz o seguinte: “A Missão apurou que há uma entidade armada que não foi mencionada no protocolo… Em algumas áreas, essa entidade armada reagiu atacando as forças de segurança da Síria, fazendo com que o governo respondesse com mais violência. No fim, civis inocentes pagam o preço por essas ações, sendo mortos e feridos”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo original de WND: “Who’s really behind atrocities in Syria?
Comentário de Julio Severo: A “Primavera Árabe”, sob incitação do governo dos EUA sob Obama, está derrubando governos islâmicos não tão radicais e entregando o governo diretamente para a Irmandade Islâmica, totalmente radical, deixando os cristãos em situações horripilantes de perseguição, tortura e morte.
Fonte em português: www.juliosevero.com
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