Julio Severo

“Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”

“Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”

Uma resposta pública a Renato Vargens e aos defensores de suas incoerências

Julio Severo
Nota: Antes que os liberais tentem me apedrejar, o título deste artigo pertence a Renato Vargens, que usou originalmente as mesmas palavras, mas citando outro nome, que para ele sofreu as consequências de seu próprio pecado. Peço a paciência dos leitores, pois o texto é longo porque preciso responder a vários críticos e acusações. Para ler meu artigo original sobre Vargens, é só clicar aqui.
“Eu creio que a teologia da libertação deu uma contribuição muito importante ao cristianismo… dando uma abertura positiva à reflexão marxista”. — Dom Robinson Cavalcanti em seu livro A Igreja, o País e o Mundo, da Editora Ultimato.
Essa citação, um claro posicionamento reafirmado ao longo de toda a sua trajetória religiosa e política, seria o suficiente para colocar o bispo anglicano, tragicamente assassinado pelo próprio filho, na mira dos inúmeros críticos do mundo gospel enquanto estava vivo. Por incrível que pareça, Cavalcanti nunca enfrentou oposição por tal postura ideológica. Por algum motivo, os críticos estavam tão ocupados que não viram os problemas sérios do bispo, seja no seu apoio à agenda esquerdista anticristã, seja no seu descarado liberalismo teológico.

Teologia da libertação sexual e poligamia

Para piorar, o bispo enfiava sua ideologia em todas as suas atividades “ministeriais”. Em seu livro “Libertação e Sexualidade”, ele consegue destacar Karl Marx, Rubem Alves e Gilberto Freyre, mencionando de forma muito positiva o Relatório Kinsey como confiável referência científica sobre sexualidade.
Rubem Alves é um dos pais da Teologia da Libertação. Talvez, levando isso em consideração, o título mais apropriado para o livro de Cavalcanti devesse ser “Teologia da Libertação Sexual”. Kinsey era um depravado cujas pesquisas supostamente científicas foram desmascaradas como fraudulentas.
Da página 77 a 108, “Libertação e Sexualidade” trata exclusiva e abundantemente da poligamia, de forma positiva. Cavalcanti disse:
Continuo a anunciar um Deus libertador, que ama seus filhos e filhas, e não um Deus policial, desmancha-prazeres, guardião das tradições repressivas (p. 10).
Considerando o contexto ideológico, podemos ler o texto dele da seguinte forma apropriada: Continuo a anunciar um Deus da Teologia da Libertação, que ama seus filhos e filhas, e não um Deus policial, desmancha-prazeres, guardião das tradições repressivas (união conjugal apenas entre um homem e uma mulher?).
Em vez de ser condenado e repreendido publicamente por suas loucuras e aberrações, o bispo anglicano foi divulgado, ou por propaganda ou por silêncio — “quem cala consente”. Durante anos, a revista Ultimato o teve como colunista de destaque. Mais recentemente, um dos seus grandes propagandistas foi o tabloide sensacionalista Genizah. O resultado não poderia ter sido diferente, como disse o próprio Cavalcanti: “Meu livro foi usado como texto básico para grupos de estudo e lição para Escola Dominical em Igrejas de várias denominações” (página 9). Ele estava consciente de que seu liberalismo teológico estava sendo usado e promovido como respeitável referência em muitas igrejas.

Cavalcanti não era um conservador teológico

Embora o mundo gospel esteja repleto de críticos, cujo alvo preferido parece ser Silas Malafaia e outros televangelistas neopentecostais, Cavalcanti escapou ileso de críticas. Um dos únicos que tiveram coragem de criticar foi o jornalista Edson Camargo, editor do Mídia Sem Máscara, que disse:
A teologia de Robinson Cavalcanti, bem como algumas de suas posições em relação à família e à sexualidade também afrontam não só o conservadorismo, mas também o cristianismo histórico. Sobre a monogamia, ele afirma:
O ideal existe, mas sua manifestação histórica pode ferir outros tantos ideais divinos: sanidade, amor, fé, pois a monogamia pode ser, em muitos casos, apenas aritmética (1+1) e não qualitativa. A manutenção de outros ideais divinos tem levado, por sua vez, à necessidade de modelos não-monogâmicos que tornam possível a preservação e a promoção daqueles outros valores e idéias diante da impossibilidade histórico-conjuntural da simultaneidade de todos os valores (p. ex. Israel no Antigo Testamento. (no e-book Libertação e Sexualidade, págs. 71 e 72)
É claro que ele omite a passagem bíblica em que Jesus Cristo reafirma aos fariseus a prescrição divina irrevogável: Deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua (no singular) mulher, tornando-se os dois uma só carne. Também não fala do padrão paulino para bispos e diáconos: maridos de uma só mulher.
Antes, a preocupação de Cavalcanti é meramente igualitarista, e acarreta na hipótese de que Deus estabeleceria padrões de conduta impossíveis de serem vivenciados ao longo da história:
O ideal divino, edênico, seriam as uniões monogâmicas? Sim, mas para todos. Ou seja, a exigência de absolutização desse modelo seria legítimo historicamente quando, concomitantemente, houvesse as condições objetivas para que todos a usufruíssem, não ficando ninguém sem casar, conforme, igualmente, o ideal edênico. Não seria teologicamente correto, nem eticamente honesto, exigência de um aspecto sem levar em conta a totalidade da Ordem da Criação. (Libertação e Sexualidade, pág 72)
Aqui fica óbvia a transposição da mentalidade “socialista democrática” de Cavalcanti para a esfera teológica, com todas as suas nefastas conseqüências de ordem espiritual e moral. “Só não é pecado se todos tiverem o mesmo direito”. Mas nada apóia esse raciocínio comunistóide nas Escrituras. “As manifestações sociais do pecado, as perversões, como as guerras, as epidemias, as enfermidades, os acidentes, as desigualdades, os preconceitos, têm tornado impossível o outro lado desse ideal”, afirma o bispo no parágrafo seguinte. Como se a presença do pecado no mundo pudesse relativizar a ordenança divina, única fonte da qual se pode entender a noção mesma de pecado. A ilogicidade da assertiva raia o ridículo.
Esse é o verdadeiro e conhecido Robinson Cavalcanti, ainda que faça boas críticas à ditadura gay (que, na verdade, ajudou a forjar, pois sempre se empenhou para que os evangélicos brasileiros apoiassem candidatos esquerdistas).

Um teólogo da poligamia que não era criticado pelos críticos do mundo gospel

Depois do assassinato do bispo vermelho pró-poligamia, Ariovaldo Ramos, em artigo no Genizah, prontamente o elogiou como “profeta”. Ariovaldo é o mesmo homem que disse: “A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação”. Além de todo um histórico de apoio ao PT e ao MST, Ariovaldo já chegou a defender o aborto.
Para Renato Vargens, a morte do bispo foi uma “grande perda”, conforme foi exposto. Em que sentido? Sem Cavalcanti por perto, não haverá mais ninguém para pregar a Teologia da Libertação ou Missão Integral? Há outros “profetas” por aí para pregar esse “evangelho”. Mas não há muitos pastores ousados o suficiente para justificar a poligamia. Nesse ponto, Robinson Cavalcanti era a autêntica referência da “vanguarda revolucionária”, como dizem os militantes da extrema-esquerda.
Teria sido louvável se Vargens tivesse dito: “Lamento a morte do bispo, mas lamento também todos os erros que ele disseminou nas igrejas do Brasil”.
O mesmo Vargens que escreveu “Amy Winehouse, o pecado veio cobrar a sua conta” não teve coragem, coerência e honestidade de dizer: “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”. Pelo contrário, Vargens escreveu não um, mas dois textos em favor do bispo morto. O que teria demais em dizer que o assassinato horrendo do bispo foi o preço de seu amor aos seus pecados de marxismo e liberalismo teológico? Vargens preferiu seguir a multidão.
Eu preferi não seguir a multidão. Em vez de seguir a procissão evangélica ao “profeta” morto e dizer que a morte dele foi uma “grande perda”, deixei claro que o “profeta” provocou grandes perdas na igreja brasileira. Essas perdas são de conhecimento público. Ainda assim, fui considerado insensível e agressivo por autoproclamados apologetas, que estão mais preocupados com bajulações do que com a verdade.
Por tal “profanação”, Danilo Fernandes, dono do Genizah, me xingou publicamente no seu blog laranja Observador Cristão. Por sua vez, Renato Vargens prestou total simpatia e solidariedade à morte do bispo, chegando a se queixar de “desdém e desprezo” contra o morto, sem citar nomes. Embora eu tenha sido um dos únicos a não prestar solidariedade pública ao “profeta” morto, meu texto não trouxe nenhum desdém.
Se eu usasse o estilo do Vargens, eu teria com certeza dito: “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”.
Mas Vargens só usa seu estilo peculiar para aqueles que estão na sua mira. Cavalcanti & Cia nunca estiveram na lista negra dele e do Genizah.
Em contrapartida, eu e o filósofo Olavo de Carvalho estamos há muito tempo na lista negra do Genizah. Somos alvo de calúnias, grosseiras e xingamentos, mas nunca de objeções coerentes e dignas de cristãos. E ninguém entre os teólogos, líderes de denominações e outros “apologetas” diz um “a” sobre a conduta vergonhosa de Danilo Fernandes e sua quadrilha. Por aí se vê a “coragem” e o “zelo” dos “apologetas” diante de um desafio real.

O “evangelho” de Karl Marx

Eu realmente não tenho como dizer que foi uma grande perda a morte de um homem que pregava marxismo e poligamia.
Não vejo como um homem que é fiel à Palavra de Deus em todas as questões da vida possa dizer que o fim de alguém que justificava comunismo e poligamia teria sido uma “grande perda” para a igreja brasileira, cujo interesse e ocupação deveria ser proclamar o Evangelho em toda a sua pureza.
Mas, por amor à ficção, vamos imaginar um Cavalcanti que não justificava a poligamia. Vamos imaginar que ele pregava um evangelho esquerdista sem os “excessos” do marxismo — mais de 100 milhões de mortos. Qual seria o resultado?
Em seu livro “Era Karl Marx um Satanista?”, o Rev. Richard Wurmbrand, um pastor luterano romeno de ascendência judaica, deixa claro que Karl Marx, o fundador do marxismo, era satanista.
Num dos seus poemas (disponível no livro de Wurmbrand), Marx disse:
Desejo vingar-me dAquele que governa lá em cima
Assim um deus tirou de mim tudo
Nada me restou a não ser a vingança
Meu desejo é me construir um trono
Meus braços são possuídos de força para agarrar e triturar a humanidade. Com a força de um furacão.
Eu reduzirei o mundo a pedaços com as minhas continuas maldições.
Quando escreveu isso, Marx tinha dezoito anos. O plano de sua vida já havia sido estabelecido. Ele desejava arruinar o mundo. A ambição dele era construir para si um trono, e isso se tornou satanicamente realidade, pois seus livros e ideias estão literalmente entronizados em universidades do mundo inteiro. O esquerdismo, por suas raízes no marxismo satânico, sempre termina em tragédia, para a igreja e para o mundo.

“Outro evangelho” e a fundação do MEP

Embora nos preocupemos com infiltrações satânicas na igreja, ainda não enxergamos que uma grande infiltração já ocorreu, com aparência de anjo de luz, sendo defendida por grandes pastores e revistas. O Apóstolo Paulo alertou:
“Estou chocado de que estejais vos desviando tão depressa daquele que vos chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho, que na verdade, não é o Evangelho. O que acontece é que algumas pessoas vos estão confundindo, com o objetivo de corromper o Evangelho de Cristo. Contudo, ainda que nós ou mesmo um anjo dos céus vos anuncie um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja considerado maldito! Conforme já vos revelei antes, declaro uma vez mais: qualquer pessoa que vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:6-9 KJA)
Consciente do alerta da Bíblia, fui o primeiro cristão do Brasil a denunciar publicamente um homem que nos trouxe um evangelho diferente. Com esse evangelho diferente, ele se tornou membro do PT, teve encontros com Lula e trabalhou ativamente no passado em prol do PT, só abandonando o Partido das Trevas porque, na visão dele, o PT estava abandonando o socialismo e se tornando mais “capitalista”.
Cavalcanti deixou o PT, mas nunca renunciou ao marxismo. Aliás, ele foi o fundador do maior movimento esquerdista evangélico da história do Brasil — o MEP, Movimento Evangelho Progressista. Preocupado com a reação do público evangélico diante das ambições políticas de seu outro evangelho, Cavalcanti teve todo o cuidado de não apresentar o MEP como descaradamente comunista, esquerdista, marxista ou socialista.
O bispo Robinson Cavalcanti disse sobre a fundação do MEP:
Lembro-me do debate sobre a nomenclatura mais adequada quando da fundação do MEP: “evangélicos de esquerda”? “evangélicos revolucionários”? “evangélicos socialistas”? Optamos pela expressão menos controvertida de “progressistas”, embora isso lembre um conceito positivista. Hoje poderíamos falar em um “cristianismo profético”, em “Igreja profética”, em cristãos que incluem o profetismo (“denúncia das estruturas iníquas da sociedade”) em seu conceito de Missão, a serviço do Reino de Deus.
O MEP surge em 1990 com o sentimento de continuidade e aprofundamento de um discipulado integral, que inclui a cidadania responsável. Um importante movimento de opinião, afirmando a compatibilidade entre a fé cristã reformada, protestante, evangélica, com a democracia e o socialismo. O MEP estimulou essa militância nos partidos de esquerda, nos movimentos sociais e nos sindicatos filiados à CUT.
Fonte: OS CRISTÃOS PROGRESSISTAS E A CRISE DA ESQUERDA NO BRASIL, palestra apresentada por Dom Robinson Cavalcanti, em nome do Movimento Evangélico Progressista, no Encontro promovido pelo CLAI (Secretaria Regional para o Brasil) em Brasília, 29 de agosto de 2003.
A astúcia desse homem não permitia que o MEP fosse publicamente designado pelo que realmente era: marxista. Como um dos mais importantes estrategistas e proclamadores de outro evangelho, Cavalcanti tinha de ser denunciado — na vida ou na morte. Essa tarefa cabia especialmente aos críticos do mundo gospel. Mas, muito diferente do que sempre fizeram com Malafaia — onde a crítica de boca escancarada é a regra —, a regra deles para Cavalcanti e outros pregadores de outro evangelho é a boca fechada.
Só o silêncio já é pecado para eles, pois se a missão deles é realmente defender o Evangelho, por que Vargens teve o trabalho de escrever dois artigos sobre o bispo sem mencionar seu “outro evangelho”? Aliás, Vargens, que critica regularmente Silas Malafaia e outros neopentecostais por nome, nunca fez uma única menção negativa a Cavalcanti. Cito Vargens porque o conheço pessoalmente e sei com quem ele anda: ele está diretamente ligado à turma teológica do Mackenzie, cujos estudantes ficaram famosos por confrontarem publicamente militantes esquerdistas durante o regime militar.

“Sigam o blog do Renato Vargens sem restrição!”

Na verdade, essa amizade é tão estreita que logo que escrevi meu artigo denunciando a incoerência de Vargens, teólogos do Mackenzie e aliados se manifestaram prontamente para dar apoio irrestrito a ele. Augustus Nicodemus, chanceler do Mackenzie, deu o tiro de partida, dizendo em sua página de Facebook: “Recomendo o blog do Renato Vargens sem restrição”. Norma Braga e outros copiaram e retransmitiram. “Sem restrição” significa, de acordo com o Dicionário Michaelis, “sem reservas”, “incondicionalmente”. Significa que eles concordam, TOTALMENTE, com tudo o que Vargens diz e disse em seu blog.
E eu que achava que os cristãos nunca alcançariam esse sublime estado de perfeição na terra! Preciso descobrir o segredo divino do Vargens. Meus leitores me apoiam com restrições e críticas. Mas Vargens virou um anjo! Se do lado neopentecostal você encontra apóstolos e bispos, do lado antineopentecostal você encontra criaturas muito mais graduadas. Ninguém pode negar que os anjos estão em hierarquia acima dos pastores, apóstolos e bispos.
O que é fascinante nessa questão é que Augustus Nicodemus Lopes é um teólogo, especialista em hermenêutica. Norma Braga é escritora. Ambos estão aptos a entender profundamente o significado das palavras. Portanto, esse termo “sem restrições” não foi um mero descuido deles. Foi um termo proferido com entusiasmo e convicção, por quem sabe o que fala.

Vejamos agora o comportamento do anjo que é recomendado sem restrição, o anjo que critica Silas Malafaia, mas nunca criticou Cavalcanti.

Renato Vargens faz propaganda de Caio Fábio

Tal qual o Genizah, Renato Vargens, até onde pode, divulga “pregações” de Caio Fábio. Veja a divulgação dele aqui e aqui, com Caio Fábio, para variar, atacando Malafaia. Divulgar o excelente trabalho de Malafaia contra o aborto e a agenda gay ou as posturas pró-vida e pró-família da Marcha para Jesus? Isso nem passa pela cabeça do Vargens. Só para recordar, recebo de Caio Fábio o mesmo tratamento de zombaria que recebo do Genizah.
Confira a zombaria aqui: Caio Fábio ataca Julio Severo

Genizah elogia Caio Fábio e ataca Julio Severo e Olavo de Carvalho

Quanto ao Genizah, esse blog calvinista debochador faz vários elogios e divulgações de Caio Fábio, Cavalcanti e outros “mestres” da Teologia da Missão Integral. Elogia também Leonardo Boff, o “mestre” da Teologia da Libertação. Para mim (e para Olavo de Carvalho), o tratamento é o contrário. Recentemente, Danilo Fernandes, o dono do Genizah, debochou:
E por falar em gente mal intencionada, a minha impressão negativa sobre Pat Robertson ganhou outro patamar quando um certo blogueiro parecido com o INRI Cristo, hoje roommate nos Estados Unidos de Olavinho, a cloaca senil, de Carvalho apoiou a mesma tese racista relativamente ao povo sofrido do Haiti…
Está muito claro que a verdade e a sã doutrina são meros detalhes na defesa dos ideais políticos de INRIzinho. Doutrina cristã não é a praia dele. O camarada é apologista do ideal reacionário e, na sua defesa tropega da ideologia olaviana, ele segue uma linha de raciocínio típica dos esquizofrênicos paranoides, onde se alguém emite uma opinião em concordância com a opinião específica de outra pessoa, a qual defenda alguma tese que o esquizofrênico paranoide esteja vidrado, para este, os dois são iguais e concordam em tudo.

“Defensor da fé”

Como será mostrado mais adiante, Vargens declarou em seu blog: “Louvo a Deus pelos defensores da fé… pelos blogs de apologética como o… Genizah.”
O Genizah promove Cavalcanti, e isso é apologética e defesa da fé.
O Genizah ataca Malafaia, e isso é apologética e defesa da fé.
O Genizah promove Caio Fábio, e isso é apologética e defesa da fé.
O Genizah ataca Julio Severo e Olavo de Carvalho, e isso é apologética e defesa da fé.
O Genizah promove Ariovaldo Ramos, e isso é apologética e defesa da fé.
E ai de quem não louvar o “defensor da fé” e “blog apologético”!
Se temos agora que seguir o blog do Renato Vargens sem restrição, então somos obrigados a dizer: “Oh, Deus, te louvamos porque o Genizah é um blog apologético que defende a fé única e verdadeira nos protegendo de heréticos como Silas Malafaia, Olavo de Carvalho e Julio Severo e nos iluminando com a luz de Cavalcanti, Caio Fábio e Ariovaldo Ramos”.
Ataque a Teologia da Prosperidade e você ganha o direito de promover a Teologia da Libertação, Leonardo Boff, Caio Fábio e Cavalcanti e ainda posar de “santo”, “defensor da fé” e especialista em “apologética”! Com todos esses privilégios, quem é que não vai querer participar, ou pelo menos emudecer?
Genizah e Vargens são implacáveis contra a Teologia da Prosperidade e seus pastores. Mas os dois divulgam sistematicamente o “profeta” Cavalcanti, Caio Fábio e Ariovaldo Ramos, emudecendo com relação aos erros e aberrações desses homens. Aliás, eles vivem à vontade entre teólogos e pastores liberais, nunca os confrontando.
O que está por trás dos ataques aos neopentecostais? O que está por trás da promoção aos pastores liberais e o silêncio diante dos erros deles?
Por que os chamados apologetas calvinistas se calam diante de Cavalcanti, Genizah & Cia? Será que Cavalcanti, Genizah & Cia estão desculpados em todos os seus pecados e liberalismo apenas por sua posição de atacar a Teologia da Prosperidade e os neopentecostais — esporte predileto dos calvinistas liberais e cessacionistas?

Cavalcanti: Teologia da Prosperidade é reflexo do capitalismo

Robinson Cavalcanti via a Teologia da Prosperidade como expressão do capitalismo. Isso pode explicar a razão por que adeptos da Teologia da Missão Integral invariavelmente sejam os mais raivosos contra os adeptos da Teologia da Prosperidade. Embora tentem camuflar sua hostilidade com preocupações “teológicas”, “bíblicas” ou “apologéticas”, sua fonte é essencialmente ideológica.
Em recente entrevista à revista Cristianismo Hoje, Caio Fábio declarou que o grande momento para unificar as igrejas evangélicas do Brasil foi o início da década de 1980. Na entrevista, feita por Danilo Fernandes, do Genizah, Caio Fábio desabafou: “A teologia da prosperidade não existia por aqui, o que prevalecia era a teologia da missão integral. Havia uma quantidade enorme de pastores [adeptos da teologia da missão integral]”. Esse prevalecimento, de acordo com ele, ocorria de forma especial no Congresso Brasileiro de Evangelização, onde até hoje a Teologia da Missão Integral está no pedestal. Mas Deus, em sua graça, destruiu a unificação evangélica que quase ocorreu no começo da década de 1980: Pouco tempo depois, veio a Teologia da Prosperidade, com força total, quebrando a espinha dorsal do monopólio da Teologia da Missão Integral, essencialmente arruinando todos os esquemas socialistas maiores que estavam sendo arquitetados.
A ascensão do neopentecostalismo destroçou o consenso que, de acordo com Caio Fábio, estava se avolumando entre as igrejas com relação à Teologia da Missão Integral.
A destronação da Teologia da Missão Integral foi um golpe “imperdoável”, provocando uma demonização sem precedentes das igrejas neopentecostais, sob a capa de seriedade espiritual e devoção religiosa. Caio Fábio e Robinson Cavalcanti, que tiveram papel destacado em iniciativas para aproximar os evangélicos do PT, se tornaram “profetas” contra a Teologia da Prosperidade e a favor da Teologia da Missão Integral, que usa o Evangelho apenas como palanque da ideologia socialista.
Por atacar a Teologia da Prosperidade, Cavalcanti e outros “mestres” da Teologia da Missão Integral ganharam isenção de toda crítica. Afinal, o Brasil vive uma temporada livre de caça aos adeptos da Teologia da Prosperidade. Por determinação de uma minoria de pastores liberais e pelo silêncio da maioria, é proibido colocar a Teologia da Missão Integral nessa temporada.
Assim, é natural ver multidões aproveitando a temporada de caça, e depois mostrando aos amigos apologetas e genizistas: “Ei, cacei um neopentecostal! Coloquem-me na primeira página! Mereço os holofotes! Mereço prêmios e condecorações!”

“Profecias, línguas, visões e outros dons do Espírito Santo cessaram há dois mil anos…”

Os neopentecostais, especialmente sua Teologia da Prosperidade, são atacados implacavelmente pelo Genizah, Vargens & Cia. Contudo, se a questão da Teologia da Prosperidade for resolvida, Vargens e seus amigos do Mackenzie ficarão satisfeitos? Claro que não. Eles são cessacionistas — religiosos que acreditam que os dons do Espírito Santo eram apenas para a época dos apóstolos. Portanto, na visão deles, hoje não existe genuínas profecias, dons de cura, dons de línguas, etc.
Eles realmente acreditam que os cristãos que têm esses dons hoje não os receberam de Deus. A questão deles, pois, com os neopentecostais e pentecostais é muito mais profunda e espinhosa, não se limitando apenas à Teologia da Prosperidade. Os dons sobrenaturais do Espirito Santo também estão incluídos na lista de condenação deles do que os cristãos hoje podem ou não ter.
Infelizmente, a heresia cessacionista — que faz seus adeptos ridicularizarem e atribuírem ao diabo as manifestações legítimas do Espírito Santo na vida de milhões de cristãos atualmente — não é atacada com veemência e seriedade por quase ninguém atualmente. (Quem encontrar um apologeta denunciando a heresia cessacionista ganha um pirulito!)
O que tenho para dizer para Vargens e os calvinistas que o apoiam sem restrição é: cuidem de seu quintal. As maiores igrejas presbiterianas do mundo estão descambando para a ordenação de pastores gays e lésbicas. Portanto, parem sua preocupação obsessiva com os pentecostais e neopentecostais e cuidem de seu próprio quintal.
Nunca vi Vargens, que tem 100% de apoio de outros calvinistas, criticar e condenar Robinson Cavalcanti e seus males teológicos e políticos.
Mas tenho certeza de que Vargens jamais perdoaria se visse o Apóstolo Paulo ou outro cristão fazendo isso HOJE:
“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.” (Atos 19:11-12 ACF)
O que Paulo fazia era totalmente estranho e avesso à teologia seca e morta dos judeus de sua época, e duvido que seria diferente para os adeptos modernos de teologias secas e mortas.
Provavelmente, pelas mãos de Paulo muitas outras maravilhas extraordinárias eram feitas, não só com lenços e aventais. Mas se hoje um cristão imita Paulo, com lenços ou aventais ou outros objetos, os adeptos da teologia cessacionista prontamente negam que isso seja de Deus, pois afinal, para eles, os dons espirituais cessaram com os primeiros apóstolos, como se o próprio Espírito Santo tivesse ficado velhinho e se aposentado!

Maiores milagres nos últimos dias

É possível hoje um cristão ser usado por Deus para que milagres extraordinários sejam realizados através de lenços, aventais e outros objetos? Claro que sim. Jesus realizou milagres imensos e Ele disse para nós:
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João 14:12 ACF)
“Aquele que crer e for batizado será salvo. Todavia, quem não crer será condenado! E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu Nome expulsarão demônios; em línguas novas falarão. Pegarão serpentes com as mãos; e, se algo mortífero beberem, de modo nenhum lhes fará mal, sobre os enfermos imporão as mãos e eles serão curados!” (Marcos 16:16-18 KJA)
E nós, que estamos nos últimos dias, somos alvos de promessas não de cessação dos dons, mas de maiores manifestação deles:
“Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos”. (Atos 2:17 KJA)
De acordo com Jesus, nós que cremos nEle podemos sim fazer obras maiores do que os grandes milagres que Ele realizou, seja por meio de lenços, aventais ou outros objetos ou o que o Espírito Santo inspirar, por mais estranho que possa parecer aos adeptos de teologias mortas e secas, ou por mais escandaloso que possa parecer para os que têm fé firme de que os dons espirituais sobrenaturais só existiram há 2.000 anos e o que se vê hoje, de acordo com eles, é falsificação e operação demoníaca.
Para eles, Deus hoje não fala mais através de sonhos, visões e profecias. Curas por dons espirituais e palavras proféticas? Heresia!
Como a maior parte da igreja brasileira, eu creio que Deus fala hoje, que Deus cura hoje, que Deus faz milagres e maravilhas hoje e que Deus dá dons de visões e profecias hoje. Tenho essa convicção porque não quero andar na contramão da Palavra de Deus e do mover do Espírito Santo.
Creio que os que creem em Jesus podem hoje realizar maiores milagres. Creio na Palavra de Deus. Mas tenho desconfiança de cristãos que se dizem profetas e apoiaram Lula. Tenho desconfiança de líderes cristãos que dizem que oraram e a resposta foi José Serra ou Marina Silva. Tenho desconfiança de cristãos que dizem que oraram e Deus os dirigiu a votar num cristão marxista, profundamente comprometido com a Teologia da Libertação.

A união oportunista de críticos ideológicos e teológicos da Teologia da Prosperidade

Enquanto os críticos ideológicos e liberais teológicos criticam a Teologia da Prosperidade por vê-la como reflexo do capitalismo, críticos teológicos tradicionalistas atacam porque são fundamentalmente contra tudo o que venha do neopentecostalismo.
O fato de que igrejas e líderes não liberais silenciem diante das críticas ideológicas das igrejas da Teologia da Missão Integral deve-se exclusivamente ao ranço teológico, que no final acaba beneficiando o liberalismo teológico, que cresce debaixo do silêncio comprometedor daqueles que deveriam denunciar os perigos maiores da Teologia da Missão Integral.
Os críticos teológicos liberais só vão parar de criticar os neopentecostais depois que os neopentecostais abraçarem a Teologia da Missão Integral.
Os críticos teológicos tradicionalistas só vão parar de criticar os neopentecostais depois que os neopentecostais abandonarem a Teologia da Prosperidade, e depois que abandonarem falar em línguas, profecias, expulsão de demônios, etc. Mas as exigências teológicas, com certeza, não vão parar por aí.

O que você deve fazer com um crítico da Teologia da Prosperidade?

Qual deve ser sua atitude quando encontrar um crítico do mundo gospel numa igreja ou conferência? Você que é pastor ou responsável pela conferência, exija que o crítico só trate dos problemas da Teologia da Prosperidade depois que ele denunciar a Teologia da Missão Integral e a heresia cessacionista. Se o especialista em crítica não aceitar esses justos termos, mande-o plantar batatas no quintal da casa dele.
Se ele quiser atacar Silas Malafaia ou R.R. Soares, exija dele: “Você passou anos atacando esses dois telepastores neopentecostais, mas nunca criticou Ariovaldo Ramos e outros promotores da Teologia da Missão Integral, inclusive o Genizah. Você também nunca atacou a heresia cessacionista. Se não começar agora a denunciar essas heresias, vou vê-lo como falso mestre de hoje em diante”.

Renato Vargens recomenda Ariovaldo Ramos e Genizah

Por falar em Ariovaldo Ramos, Vargens recomendou publicamente que seus leitores o seguissem no Twitter. Veja aqui. O Genizah & Cia dizem “amém”! Augustus Nicodemos completa: “Sigam o blog do Renato Vargens sem restrição!”
Vargens também disse: “Louvo a Deus pelos defensores da fé… pelos blogs de apologética como o da Nani, Genizah, Púlpito Cristão, Márcio de Souza, Hermes Fernandes, e dezenas de outros mais que diariamente lutam contra os ensinamentos espúrios dos apóstolos modernos”.
Os que seguem Vargens sem restrição em tudo o que ele disse têm também o dever de “louvar a Deus” pelo Genizah e outros debochadores. Como é horrível seguir incondicionalmente meros mortais!
Hermes Fernandes, que foi recomendado por Vargens, já foi repreendido publicamente por ter debochado de Olavo de Carvalho, mas recebeu resposta à altura, que você pode ver aqui:
Em outra ocasião, Vargens louvou a Deus por Antônio Carlos Costa, pela “ousadia de levantar a bandeira da paz neste país”. Essa “ousadia” foi compactuar com a ideia de paz do socialismo: desarmamento da população civil. Vargens também “Bendisse ao Senhor por teólogos como… Ariovaldo Ramos”. Você pode encontrar esses disparates aqui no blog do Vargens. E você pode apostar que o PT e outros socialistas devem estar louvando todos os deuses e deusas por um líder evangélico calvinista progressista como Antônio Carlos Costa que trabalha pelo desarmamento.
Sobre desarmamento, tenho este artigo:
Dá, realmente, para seguir o blog do Renato Vargens sem restrição? Faça essa pergunta ao Rev. Augustus Nicodemus, do Mackenzie.
Aliás, foi graças à intervenção do Rev. Nicodemus, que postou o primeiro comentário de apoio ao texto do Vargens — que tentou defender seus disparates sobre Cavalcanti dizendo que não é socialista , que todos os outros mackenzistas e aliados imediatamente seguiram o rastro, fazendo seus comentários e achando que estavam autorizados a apoiar Vargens e me atacar. Meteram-se na questão do Vargens e Cavalcanti sem nem mesmo dar atenção à Palavra de Deus:
“Como alguém que decide pegar um cão pelas orelhas, assim sofre aquele que se mete em discussão alheia!” (Provérbios 26:17 KJA)
Meu longo artigo é, pois, um reforço ao que eu disse sobre a incoerência do Vargens e também uma resposta às acusações dos que a Palavra de Deus chama de “metidos”.
Eu já havia tratado do assunto do Vargens e Cavalcanti adequadamente neste artigo:

Julio Severo responde aos críticos que não gostam de ser criticados

O que fica mais que evidente é que a turma que adora criticar (vejam só!) não adora ser criticada. Bastou a “recomendação ‘sem exceção’” do Rev. Nicodemus, literalmente sacralizando as incoerências do Vargens, que a turma mackenzista & cia saiu em tropel em defesa do crítico incoerente, sem parar para olhar mais nada. Sorte a recomendação sem exceção não ter envolvido pulo em abismo!
Nessa altura, podemos pensar: será que até mesmo Calvino recebe de seus seguidores um apoio incondicional e sem exceção?
Darei, a seguir, minhas respostas aos que não gostam de críticas e criticaram a mim no blog do Vargens:
Tiago Santos: Ô, moleque, que vai atrás de recomendações sem restrição e tenta agradar lambendo botas e solas dos recomendadores e recomendados. Por que você não cuida melhor da Editora Fiel, que já chegou a colocar propaganda no Genizah? No comentário de apoio ao Vargens, você disse: “Acusá-lo de esquerdismo por sua palavra de respeito à vida do bispo que foi brutalmente assassinado tange a desonestidade e beira o absurdo”. Ora, ora, Sua Santidade Tiago, o único acusado de esquerdismo foi o Cavalcanti. E o que Vargens disse da cantora que morreu? Repito o que ele disse: “Amy Winehouse, o pecado veio cobrar a sua conta”. Não se pode dizer então: “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”? Sua teologia é que todos os descrentes vão para o inferno e todos os pastores, inclusive Cavalcanti, vão para o céu? Isso parece predestinação calvinista, bem típico de você e seu grupo.
Ora, você finge desconhecer que a punição para os que conhecem o Evangelho e o distorcem é maior do que para aqueles que, sem o conhecer, pecaram por toda a vida.
Você também disse: “Concluo expressando minha tristeza por perceber que há alguns que confundem a fé cristã com conservadorismo político. Aquela está muito acima desta — e é a base da boa política”.
Alguns, quem, rapaz? Seu comentário deveria ter lidado com a incoerência do Vargens, sem jogar indiretas. Você não poderia estar falando de outra pessoa. Qualquer criança sabe que você se referia a mim.
Agora pergunto: com base em que você faz acusações sobre a vida cristã de outra pessoa?
Você não conhece minha vida devocional, não conhece minha vida familiar, nada sabe da minha vida na igreja local que frequento e nem da minha vida na comunidade em que atualmente moro. Você desconhece meu testemunho na vida diária, desconhece as minhas atividades ministeriais que não aparecem em meu blog, e desconhece outros posicionamentos e convicções minhas em outras áreas.
Mesmo assim, você se atreve a lançar acusações estúpidas.
Querendo por em dúvida a qualidade e a autenticidade da minha fé a fim de justificar, desviar ou acobertar as incoerências do Vargens, você mostrou a qualidade da sua própria fé. Tal erro é muito grave, pois não há nada no padrão ético da Bíblia que justifique sua acusação à minha pessoa ou a qualquer outra pessoa.
Duvido que o propósito da Editora Fiel seja gerar na vida dos leitores o comportamento que você demonstrou. Seja como for, leitores verdadeiramente guiados pelo Espírito Santo não se deixam influenciar por tal carnalidade.
Portanto, deixe de molecagem, e aja com a responsabilidade de um verdadeiro servo de Deus. E isso não vale apenas para você. Vale para todos os que, vergonhosamente, apoiaram sua acusação, como Norma Braga, Uziel Santana e outros.
Norma Braga disse: “É uma piada de muito mau gosto dizer que você é de esquerda”. “Vargens é de esquerda” não são palavras que eu disse, mas que você colocou na minha boca. O que eu disse é que o Vargens é um incoerente. Como você chama um crítico que critica tudo e diz ser contra o marxismo, mas não critica Cavalcanti por seus pecados descarados? Como você chama alguém que diz “Amy Winehouse, o pecado veio cobrar a sua conta”, mas não aplica o mesmo princípio ao bispo que pregava marxismo e depravação? Como você chama um homem que silencia diante dos pecados de Cavalcanti e elogia todos os que debocham de mim e do Olavo de Carvalho? Vargens é um incoerente. Como chamamos alguém que diz condenar o marxismo, mas anda a vontade com pastores dessa linha, os elogia e louva a Deus pela vida deles? Não consigo imaginar o Apóstolo Paulo louvando a Deus por nenhum dos pregadores que proclamavam outro evangelho. Paulo não teria elogiado nem mesmo um anjo se tivesse feito isso.

Mas no seu caso, como você também já declarou que recomenda Renato Vargens “sem restrição”, temos novamente a questão de um anjo encarnado, que não erra. E o que é mais grave: os erros notórios do Vargens passam a ser também os seus, quer você goste disso ou não.

Voltando ao ponto central: Cavalcanti era ou não falso mestre? O que está em questão aqui não é o que você imagina sobre mim e outras pessoas. De leitores de alma, já basta Caio Fábio. E você apoiou a interpretação de alma que o Tiago Santos fez, postando até um elogio seu ao que você chamou de “testemunho bonito” do Tiago Santos. Mas uma amiga sua disse para você sobre esse “testemunho bonito”:
“Eu sei que o Pr. Renato é excelente pessoa. Mas só tem um senão no texto: eu não considero socialistas como irmãos em Cristo, já que o socialismo é frontalmente contrario à fé cristã e sempre procurou e a procura destruir. Prova é o que tem acontecido no mundo e no Brasil. Que o Robinson não era conservador, não era mesmo, hehe”.
É mais fácil levantar qualquer acusação contra mim do que reconhecer que o “anjo” não é dotado de infalibilidade?
Leia minha resposta acima ao Tiago. Vargens — e os que tentam acobertar sua incoerência — fez um desserviço ao Evangelho ao prestar solidariedade a um dos maiores estrategistas do outro evangelho no Brasil.
Uziel Santana: “O fundamento da nossa ação no Reino ou no mundo sempre deve ser Cristo. Não deve haver outro fundamento, seja ele de direita ou de esquerda. Como bem disse o Tiago, confundir as bases da nossa fé com o conservadorismo político é inadmissível, principiante e coisa de quem, ao contrário do que prega as Escrituras, está em busca de partidarismos e divisões na Igreja de Cristo”.
Sua acusação foi além da do Tiago. “Partidarismos e divisões na Igreja de Cristo”? Você está falando do Genizah, Ariovaldo Ramos, Robinson Cavalcanti ou de mim? Prove sua acusação.
Nem direita nem esquerda são o fundamento do Cristianismo, mas a verdadeira fé cristã se expressa com posturas conservadoras. As posturas conservadoras são um dos frutos do verdadeiro Cristianismo, e ficam evidentes quando o cristão maduro tem oportunidades de dar seu testemunho público em questões culturais e políticas. Durante o governo militar, os estudantes do Mackenzie, de direita, entravam em violentos confrontos de rua com os estudantes da esquerda. Acredito que a direita não era a base da fé deles, assim como não é da minha. E só para constar: nunca tive violentos confrontos de rua com nenhum esquerdista.
O que é inadmissível é que, com a desculpa de pregar o evangelho, se faça vista grossa ao apoio à Teologia da Missão Integral, à heresia cessacionista e às incoerências e pecados óbvios de lideranças evangélicas, com o interesse oportunista de forjar uma artificial “união na Igreja de Cristo”, visando, obviamente, alcançar maior poder, visibilidade e influência diante de determinados movimentos. A fé cristã ou ação no Reino sempre foram desculpas bem arranjadas para manipuladores do Evangelho como Cavalcanti. Você conhece a história das grandes denominações brasileiras, repletas de pastores liberais, maçons e esquerdistas. Sabe do que estou falando.
Convenhamos, Uziel, você está hostil comigo desde que rejeitei seu apoio a Marina Silva. Conforme você me disse, você orou e Marina foi a resposta. De forma igual, Valnice Milhomens orou e Marina foi a resposta. Mas duvido muito que foi Deus quem deu uma resposta a vocês. E seus amigos cessacionistas também duvidam com certeza, mas por outros motivos. Contudo, você não se pronuncia sobre suas discordâncias com eles, evitando o confronto do erro, apenas para alimentar interesses de poder, visibilidade e influência debaixo da capa de amor e união cristã.
Você poderia citar para seus amigos cessacionistas John Piper, que é teólogo calvinista e crê nos dons sobrenaturais do Espírito Santo para hoje, inclusive o dom de línguas. Já está mais do que na hora de confrontar a heresia cessacionista, não?
Desde o episódio da Marina, parei de publicar seus artigos e de recomendá-los.
Eu avisei você que Marina tem como conselheiros Leonardo Boff e Caio Fábio. Ambas as criaturas são apoiadas pelo Genizah. E você ainda me perguntou “O que é que você tem contra o Genizah?” O orgulho de satanás foi querer grandeza e posições elevadas. E esse é um problema sério que você tem de lidar na sua própria vida, pois desde que parei de lhe dar oportunidades de publicação, você está em hostilidade.
O que você quer que eu pense a seu respeito, diante de tudo isso?
Solano Portela: Você, como eu, é contra o desarmamento da população civil. Mas já expus minha discordância com você por ter citado favoravelmente o Rio de Paz, organização desarmamentista amplamente apoiada pelo Genizah. Isso é incoerência. Agora, você apareceu no blog do Vargens para participar do ataque em grupo contra mim. Pare de ser incoerente. Copiei aqui meu comentário para você em 2008:
Olá, Rev. Solano! Parabéns pelo excelente artigo! Eu queria publicá-lo no meu blog, mas fiquei preocupado porque seu texto faz divulgação do Rio de Paz, que recentemente patrocinou palestra do ultra-esquerdista Bispo Robinson Cavalcanti. Além disso, as campanhas do Rio de Paz, que lidam com questões de violência e segurança pública, não defendem o direito natural dos cidadãos à defesa pessoal e armada. São campanhas que acabam atendendo aos interesses da ideologia esquerdista (principalmente o desarmamento, tão querido da esquerda) e, como todos somos testemunhas, o esquerdismo é uma doença mental afetando e impulsionando não só o governo Lula, mas também o movimento homossexual. Sou pela paz, mas não a paz da esquerda ou do inferno. Sou pela paz de Cristo, que deve reinar nos corações, junto com a justiça de Deus.
Ciro Sanches Zibordi também comentou, aproveitando a proteção do grupo, para expor elogios ao Vargens e me atacar. Ciro, que já foi repreendido por mim por suas incoerências ao atacar Malafaia, hoje se queixa por ser criticado por criticar. Para aqueles que querem conhecer o motivo do Ciro ter aparecido no blog do Vargens para me criticar em grupo, leiam o artigo:
Euder Faber disse: “A postura de Renato Vargens tem sido pautada pela coerência ética e bíblica, afirmar que ele é um esquerdista é um absurdo. Renato conta com a solidariedade dos que fazem a Vinacc”. Não chamo de coerência ética e muito menos bíblica elogiar Cavalcanti, Ariovaldo Ramos e Genizah. Quem colocou na minha boca a afirmação de que “Vargens é um esquerdista” foi a Norma Braga. Mas é inegável que várias das más companhias dele são esquerdistas. Isso eu deixei muito claro no meu artigo, mas você preferiu se esquivar de todas as ligações do Vargens plantando algo na minha boca. Vargens é um incoerente. Como chamamos alguém que diz condenar o marxismo, mas anda a vontade com pastores dessa linha, os elogia e louva a Deus pela vida deles? Não consigo imaginar o Apóstolo Paulo louvando a Deus por nenhum dos pregadores que proclamavam outro evangelho. Paulo não teria elogiado nem mesmo um anjo se tivesse feito isso.
O papel da VINACC hoje se reduz a se solidarizar com um homem que se solidariza com pastores, líderes e falsos mestres que abraçaram outro evangelho?
O stand da revista Ultimato está sempre nos eventos da VINACC. Então, você tem assuntos muito mais importantes para se preocupar do que seguir “recomendações sem restrição”.
Leonardo Gonçalves, antigo aliado do Genizah e dono do Púlpito Cristão, aproveitou para mostrar sua cara nos comentários. Dois anos atrás, Leonardo participou de um conluio com o Genizah para me atacar, e agora tenta repetir a proeza. Será que sou tão forte assim que o Leonardo só consegue me atacar protegido em bando?
Supondo que não foi por mágoa (não leio a alma de ninguém) nem por um nojento espírito de matilha que você e outros tomaram as dores do Vargens depois do meu artigo mostrando as incoerências daquele que foi recomendado sem restrição, foi então por qual motivo? Foi por zelo à sã doutrina?
Para aqueles que querem conhecer o embate que o senhor Leonardo já teve comigo no passado, leiam o artigo:

Jean Wyllys está certo

Desgraçadamente, tenho de concordar com Jean Wyllys quando disse que os calvinistas são os maiores aliados do movimento gay. Sustentam com unhas e dentes uma apologética raivosa militantemente antineopentecostal, mas toleram o outro evangelho baseado nas ideias de Karl Marx. Não são progressistas, mas toleram essa ideologia, por amor a amizades e corporativismo doutrinário e denominacional. (Quando digo que não são progressistas, não me refiro aos calvinistas Genizah e Ariovaldo Ramos.)
É muito fácil criticar nominalmente pastores da Teologia da Prosperidade. Essa é a onda, que está provavelmente sendo usada para acobertar os próprios pecados dos críticos.
Mas onde está a coragem para denunciar os pregadores do outro evangelho, o evangelho que Cavalcanti pregava? Anos atrás, publiquei um artigo excelente denunciando nominalmente um dos maiores escritores esquerdistas do mundo evangélico. A pessoa que me ajudou a escrever não queria assinar o artigo comigo, pois criticar liberais evangélicos famosos custa caro. No caso dessa pessoa, poderia lhe custar oportunidades em grandes editoras do Brasil. Assim, embora o artigo trouxesse uma imensa contribuição dessa pessoa, fui obrigado a colocar somente minha assinatura, pois ela estava com muito medo de se expor a virar alvo de críticas.
Não tenho medo de críticas. Não tenho medo também de perder oportunidades. Semanas atrás, um dos maiores jornais seculares dos EUA me convidou oficialmente para ser colunista, me tentando com ofertas de um futuro de fama e riquezas. Não pude aceitar porque o dono do jornal é um dos maiores heréticos do mundo.
Não tenho medo nenhum de nadar contra a maré, mesmo quando sou diretamente prejudicado. O mais importante para mim é não negar o nome de Jesus publicamente.
É fácil nadar com a corrente. O difícil é nadar contra a corrente e modismos.
É fácil então enfrentar um cristão como eu. O Genizah faz isso muito bem: com deboches, calúnias e mentiras. Mas não é fácil enfrentar liberais, que vivem cercados de matilhas e multidões enganadas.
O grupo do Mackenzie e simpatizantes que está me criticando por coisas que não sou exclusivamente para desviar a atenção das óbvias e indesculpáveis incoerências do Vargens deveria refletir melhor antes de se reunir como grupo de ataque.
Só entrei nesse assunto porque o foco dessa confusão — a falta de coerência, coragem e honestidade do Vargens de também escrever “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta” — tem tudo a ver com anos de denúncias proféticas que venho fazendo contra o profetismo esquerdista de Cavalcanti.
Se o pastor Richard Wurmbrand estava certo ao afirmar que Karl Marx era satanista, então Cavalcanti tinha simpatia por uma ideologia satanista. O marxismo e suas variantes são infiltrações satânicas na igreja. É outro evangelho. Não faz, pois, sentido algum acobertar num bispo evangélico liberal tais diabólicas simpatias ou prestar solidariedade a um homem que tanto estrago provocou na igreja brasileira.

Críticos do mundo gospel atacam tudo, menos a heresia progressista

Críticos do mundo gospel atacam tudo, menos a heresia progressista

Julio Severo
Jean Wyllys disse que os calvinistas são aliados do movimento homossexual. Olhando para o Genizah, um tabloide sensacionalista assumidamente calvinista, as palavras de Wyllys se confirmam. Posições conservadoras são rotineiramente debochadas ali. Um dos alvos, é claro, sou eu. Do jeito que sou atacado pelo movimento gay, sou atacado pelo Genizah.
Provavelmente, quando mencionou aliança entre calvinistas e movimento gay, Jean Wyllys estava se referindo ao Genizah. Ele deve achar que essa autodenominada quadrilha deve representar todos os calvinistas do Brasil, pois suas defesas progressistas nunca são nominalmente contestadas por calvinistas conservadores, comprovando que o silêncio é tão danoso quanto a defesa descarada.
O silêncio danoso da maioria diante das arruaças de uma minoria deixa um ativista socialista gay secularista como Wyllys a vontade para elogiar os “aliados” calvinistas, e deixa a vontade pastores gays, que me atacam, para fazer semelhantes elogios ao Genizah.
O ataque mais recente veio não desses pseudo-pastores, mas do tabloide que eles amam. O Genizah, com sua liberdade de expressão, publicou um artigo de Ariovaldo Ramos, um calvinista progressista, chamando Robinson Cavalcanti de “profeta”. Ariovaldo é um dos “profetas” da Teologia da Missão Integral, considerada por ele a versão protestante da Teologia da Libertação, que tanto estrago marxista trouxe à Igreja Católica.
A versão protestante não foi menos maléfica. Em 2002, o Comitê Nacional Evangélico Lula 2002, sob inspiração e em parceria com o Movimento Evangélico Progressista (MEP), fundado por Cavalcanti, declarou: “Apoiamos Lula para presidente porque reconhecemos que várias propostas de seu programa de governo se identificam com a vocação profética da Igreja de Jesus Cristo”.
Se trabalhar com o PT e para o PT é “vocação profética da Igreja de Jesus Cristo”, então o ministério de Jeremias, Isaías e outros profetas da Bíblia não faz sentido algum.
A igreja evangélica brasileira está hoje tão contaminada e adoecida pelo trabalho sujo dos defensores de teologias marxistas que quando um deles é apontado como “profeta”, muitos se prostram e dizem “amém”, prestando reverência, idolatria, etc. E ainda apontam seu marxismo disfarçado de evangelho como instrumento de “bem” para a sociedade — como se o governo do PT, que é resultado dos esforços deles, fosse uma grande bênção para o Brasil. O elogio fúnebre do Genizah e outros evangélicos progressistas a Cavalcanti destacou esse “bem”. Nesse clima de euforia progressista, os discordantes se tornam “heréticos”.
Meu blog cometeu tal “heresia” ao reproduzir matéria jornalística secular tratando do bispo assasasinado, apenas acrescentando que o marxismo do morto que Genizah e Ariovaldo interpretam como “bem”, eu interpreto como “estrago”.
Pronto! Bastou isso para que Danilo Fernandes partisse para o ataque, com seu habitual deboche. É moleza ele fazer isso, pois os “profetas” progressistas têm uma multidão de seguidores. Os falsos profetas andam em matilha. Alguma semelhança com o profeta Jeremias, que tinha todo o povo de Israel contra ele? Profetas verdadeiros de Deus como Jeremias andavam sozinhos ou em companhia muito pequena.
Os calvinistas Danilo Fernandes e Ariovaldo Ramos já decidiram que o bispo marxista assassinado, e eles mesmos, são “profetas”. Os discordantes são heréticos.
E outros calvinistas, querendo ou não, embarcaram no mesmo “espírito”. Renato Vargens, em dois artigos, tratou o assassinato do bispo marxista como “grande perda”.
Em que sentido exatamente ocorreu essa “perda”? Teria então sido uma “desgraça” se o MEP de Cavalcanti não tivesse existido e ludibriado uma geração de evangélicos? Teria sido uma “desgraça” se o MEP não tivesse doutrinado pastores e outros líderes nas maravilhas do socialismo e do PT?
Evidentemente, não podemos presumir que os grandes estragos que o PT e outros partidos socialistas estão causando no Brasil são obra exclusiva de revolucionários e radicais seculares. Há envolvimento de cristãos também. É óbvio que a CNBB tem a maior parcela de culpa. Mas igualmente culpados sãos os líderes evangélicos que absorveram a contaminação “teológica” da CNBB e a transformaram num novo evangelho, incitando uma participação e ativismo político evangélico de acordo com os ditames de um Karl Marx supostamente dessatanizado.
Por que então os maiores criticadores do mundo gospel preferem o silêncio diante da heresia progressista? Por que a Teologia da Missão Integral, descaradamente pró-socialismo, se tornou um tabu?
Caricatura de Renato Vargens em seus tempos “apologéticos” de Genizah

Renato Vargens sabe criticar pastores quando vê seus erros. Desde o seus tempos “apologéticos” no Genizah, ele faz críticas ácidas a Silas Malafaia, sem nunca ter escrito um artigo inteiro sobre o trabalho de Malafaia em defesa da família. Eu, por exemplo, tenho críticas a Malafaia no meu blog. Mas também tenho elogios, pois tenho de ser justo e equilibrado.

Vargens também ataca muitos outros líderes, quase que exclusivamente neopentecostais. Há inúmeros artigos dele contra eles. Contudo, não há artigos de Vargens fazendo críticas necessárias a colegas calvinistas que provocam estragos nas igrejas e passam, erroneamente, a imagem de que todos os calvinistas são como eles. O mesmo calvinista Vargens que cita nominalmente Malafaia e outros líderes neopentecostais silencia o nome e as más ações de calvinistas progressistas, dando a impressão, para ativistas gays como Jean Wyllys, de que todos os calvinistas são como Danilo Fernandes do Genizah, ou como a maior igreja presbiteriana americana, que já está ordenando pastores gays.
Talvez os calvinistas conservadores evitem mencionar o nome e más obras de seus colegas progressistas a fim de não manchar o nome do calvinismo. Mas em última análise, omitir o nome deles em denúncias necessárias não traz benefício algum ao calvinismo.
No caso de Vargens, há questões óbvias, pois seu histórico inclui participação na organização esquerdista Rio de Paz, onde ele confessa que conheceu Cavalcanti. Rio de Paz foi fundada pelo calvinista progressista Antonio Carlos Costa. E, é claro, o histórico de Vargens inclui participação passada no igualmente progressista Genizah. É um histórico ligado a adoradores da Teologia da Missão Integral.
Vargens tem alguma dúvida sobre a heresia deles? Há um consenso conservador de que o evangelho progressista é outro evangelho, que apresenta vários salvadores, entre os quais Jesus e o socialismo. O próprio Rev. Augustus Nicodemus, um conceituado calvinista conservador no Brasil, tem um entendimento que vai nessa direção. Ele disse: “Depois de tantos séculos, nossos teólogos progressistas têm algo de novo para nos dizer sobre esse ponto? Os que tentaram, caíram nas antigas heresias soteriológicas já discutidas e refutadas ad nauseam pelos Pais da Igreja e pelos Reformadores”.
No entanto, seria fácil Vargens lidar com seu passado comprometedor. No genuíno espírito de Cristo, ele poderia ser publicamente honesto sobre seu passado público, dizendo que errou, mas que Deus operou na sua vida, dando-lhe uma nova mentalidade. Cristo é sempre o Deus de transformações sobrenaturais e novas oportunidades. Ele transforma pecadores (até mesmo pecadores religiosos e apologetas) em novas criaturas.
Mas, em vez de ser claro sobre seu passado progressista, Vargens é claro apenas nas críticas aos desafetos do Genizah e outros progressistas.
Ao contrário de Malafaia e outros neopentecostais, cujos nomes Vargens (e também o Genizah) cita com muito barulho e estardalhaço, as matérias estridentes de Vargens não mencionam Cavalcanti, Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, Genizah e Danilo Fernandes. Nenhuma denúncia. Nenhuma menção negativa desses nomes. Só silêncio.
Pelo contrário, Vargens parece ter reclamado dos que reclamaram das inúmeras profetadas encapetadas do morto, dizendo:
“O frio assassinato de Robinson Cavalcanti e sua esposa pelo filho adotivo aponta nitidamente para o esfriamento do amor. Senão bastasse a tragédia de um filho matar os pais, encontramos inúmeras pessoas lidando com a situação com extrema frieza, tratando da morte do bispo anglicano com desdém e desprezo. Confesso que fico chocado com a forma que muitos lidam com o sofrimento humano!”
Vargens garantiu que o texto não era uma indireta a mim. Mesmo assim, Danilo Fernandes disse “amém” para Vargens, citando nominalmente meu nome.
Mas o que pareceu indireta mesmo foi um texto de Vargens desta semana onde ele disse:
“Caro leitor, por acaso você já reparou o fato de que existem inúmeras casas que vivem um verdadeiro inferno? Pois é, lamentavelmente em boa parte dos lares evangélicos encontramos inúmeras pessoas que brigam e discutem por coisas desnecessárias. Que tal contrapor-se aos valores deste mundo transformando o seu inferno familiar num pedacinho do céu?”
Claro que se um evangélico conservador tivesse feito tal comentário, a patrulha progressista o condenaria sumariamente como um comentário cruel, insensível, anticristão e muitos outros adjetivos. O passado progressista de Vargens tem pelo menos uma vantagem: garante-lhe salvo-conduto no território dos chamados “apologetas” e criticadores do mundo gospel.
Pena que o comentário veio tarde demais para um bispo assassinado por um filho que há anos guardava rancor do pai, que estava preocupado demais tentando transformar o Brasil num pedacinho de “céu” socialista.
Talvez Vargens tenha criticado Cavalcanti sem querer nesse caso. Mas em todos os outros casos, suas críticas são perfeitamente conscientes.
Ele criticou a Marcha para Jesus do ano passado, onde Silas Malafaia denunciou publicamente o PLC 122 e o STF por ter criado do nada uma permissão constitucional à união civil homossexual. Até mesmo Olavo de Carvalho e Nivaldo Cordeiro, que não são evangélicos, elogiaram a Marcha para Jesus que, quer aceitemos ou não, foi a maior manifestação pública contra os desmandos imorais do governo petista.
Mas do Genizah só vieram críticas. E Vargens se prestou a imitar sua antiga “quadrilha” — como o próprio Genizah gosta muito acertadamente de se definir.
Os telepastores responsáveis pela Marcha para Jesus são imperfeitos, mas, quer gostemos ou não, o próprio PT já reconheceu que hoje a única oposição ao socialismo no Brasil são as posições conservadoras de telepastores como Silas Malafaia e R.R. Soares que, ao serem confrontados com questões de aborto e homossexualismo, falam publicamente o que o PT não quer ouvir, falam o que está na Bíblia e educam suas imensas audiências na defesa da família, atrapalhando assim a hegemonia imoral da revolução marxista no Brasil.
A preocupação e alvo do PT e outros radicais socialistas não é o Genizah, Ariovaldo Ramos e outros evangélicos progressistas. Esses são colaboradores. O alvo são os telepastores neopentecostais, que também são alvo constante do Genizah, Renato Vargens & Cia.
Não dá para esperar nenhuma mudança positiva no Genizah. Mas como é que um pastor como Vargens, que anda com o pessoal do Mackenzie, considerado elite conservadora no Brasil, não consegue assumir uma postura genuinamente conservadora? Como é que ele, que já leu muitos dos escritos de Cavalcanti, nunca encontrou nada para criticar na vastidão progressista do morto? No imenso espírito crítico de Vargens não há espaço para lidar com o marxismo evangélico e suas camuflagens teológicas?
Vargens podia ter ficado calado, mas preferiu abrir a boca e dizer que o assassinato de um bispo marxista foi uma “grande perda”, essencialmente dizendo “amém” às bajulações do Genizah ao morto. Essencialmente desmentindo todos os evangélicos que acertadamente denunciaram as más ideias e obras do morto.
O fato é que as declarações de Vargens disseminaram confusão, fazendo o Christian Post apresentar Cavalcanti ao público americano como um conservador que ele nunca foi, com a autenticação de Vargens. E dando farta munição ao Genizah para, sem base nenhuma, atacar os que sempre denunciaram o marxismo do bispo morto.
O dono do Genizah, em seu ataque a mim, recomendou dois artigos: Um artigo totalmente debochado dele (mas sem assinatura), no seu blog laranja Observador Cristão, que se autointitula de “reformado conservador”. O outro, um texto de Renato Vargens que contém um lamento pela “grande perda” do bispo marxista.

Um profeta verdadeiro vai contra a multidão. Um profeta falso prioriza sua própria ideologia e os sentimentos adoecidos da multidão. Se Vargens quer ser uma voz profética, tem de renunciar aos seus tempos “apologéticos” no Genizah e embarcar no caminho estreito, onde o verdadeiro profeta é criticado e atacado pela maioria. Esse é o preço de ser uma voz profética que critica sob a direção de Deus.

Vargens fez uma boa coisa se desvinculando do Genizah, o blog oficial da apologética progressista. Essa é uma decisão difícil até mesmo para um conhecido pastor assembleiano. Mas é preciso muito mais. É preciso abandonar o espírito de Genizah, o espírito de lixo, que critica e debocha dos que estão pelo menos fazendo alguma coisa pelo Brasil, e poupa, defende e adula os que usam sua teologia marxista para jogar o Brasil no abismo.
Do contrário, Vargens engrossará as fileiras dos cristãos progressistas (ou esquerdistas, ou comunistas, ou socialistas) que cooperam com a revolução socialista. De aliados calvinistas (conscientes ou não) de Jean Wyllys e seus socialismo gayzista, já basta o Genizah.

Bispo esquerdista morto se torna sábio por boca “conservadora”

Bispo esquerdista morto se torna sábio por boca “conservadora”

Dr. Fábio Blanco
Um morto não se torna um santo apenas porque morreu; o que lhe confere tal status é seu histórico. Da mesma forma, um criminoso não passa a ser santo, nem sábio, nem honesto apenas porque não se encontra mais neste mundo. Havia dois ladrões nas cruzes ao lado de Cristo, mas apenas um foi, ao se arrepender em seu momento derradeiro, justificado; o outro: inferno!
Nos últimos dias, o mundo evangélico brasileiro acompanhou um tanto estarrecido e abalado a notícia da morte do bispo anglicano Robinson Cavalcanti e de sua esposa, os quais foram assassinados por seu filho a facadas. Parece que o jovem tinha problemas sérios com drogas. Mas isso não vem ao caso para o que foi vastamente ignorado nas notícias do Brasil.
É de conhecimento notório que o bispo morto fora um esquerdista militante, tendo sido membro do Partido dos Trabalhadores. Ele chegou, inclusive, a se candidatar a cargos políticos por esse partido. Não só isso, mas o sr. Cavalcanti fora, também, o fundador do MEP, Movimento Evangélico Progressista. Inicialmente, Cavalcanti queria chamá-lo de Movimento Evangélico Socialista ou Comunista, mas então suas intenções estariam patentes, prejudicando seu propósito maior: atrair evangélicos. Já “Progressista” obscureceria o marxismo do grupo e teria melhor aceitação pública.
Durante muito tempo, o MEP foi o principal sustentáculo evangélico do PT. O próprio bispo jamais escondeu suas ligações e ideologias, tendo apenas rompido com o PT por considerar que sua política não era tão esquerdista quanto ele desejava que fosse.
Por suas convicções, o sr. Robinson Cavalcanti não pode, de maneira alguma, ser tido por um conservador. Apesar dele ter declarado ser contra o “casamento homossexual” (posição igualmente adotada por marxistas clássicos da linha da União Soviética, que não aceitava de forma alguma o homossexualismo), o histórico dele demonstra uma vida de luta em favor dos movimentos mais liberais que existem. Sendo um militante marxista, como sempre fora, Cavalcanti posicionava-se como um progressista, um esquerdista de carteirinha, um marxista convicto, um verdadeiro comunista.
Sendo assim, o título de conservador é o único que não pode ser colocado sobre ele. Afinal, tendo estado até a medula comprometido com o esquerdismo, e sendo esse movimento historicamente inimigo de tudo o que pode ser chamado de ideia conservadora, obviamente o próprio bispo jamais se veria como tal. Provavelmente, até se sentisse ofendido se alguém o assim chamasse, já que ele mesmo era um forte contestador do que ele chamava de “direita religiosa americana”. Seus textos na revista Ultimato transbordavam frequentemente seus sentimentos de aversão e hostilidade para com essa “direita” cristã, composta de evangélicos conservadores americanos que militam contra a agenda abortista e homossexualista. Conservador, para Robinson Cavalcanti, provavelmente seria um xingamento.
Por tudo isso, surpreende quando uma agência cristã de notícias dos EUA, como o Christian Post, afirma, em reportagem sobre o assassinato do bispo e sua esposa, que ele era um defensor da fé e da família. O bispo Cavalcanti é apresentado, para os olhos americanos, como um verdadeiro conservador, já que a defesa da família é um pilar do pensamento conservador. Ocorre que com seu histórico de esquerdista convicto, inclusive de militância dentro do PT, jamais o bispo fora um defensor da família, pois a agenda socialista não defende a família. Pelo contrário, há anos essa agenda vem tentando desconfigurá-la. Ora, poderia um homem que trabalhou com tanta militância em favor do socialismo no Brasil ser considerado um defensor da família? Obviamente, não.
Mas o que mais assusta não é uma agência americana noticiar de forma omissa e equivocada o histórico do bispo esquerdista. Provavelmente, para certificar-se da veracidade da notícia e do histórico enfeitado, o Christian Post procura alguém, no Brasil, que, de alguma maneira, possa confirmar essas informações. O escolhido, no caso, é alguém que não sei se é um verdadeiro conservador, mas que transita largamente em meios conservadores: o pastor Renato Vargens.
Na notícia publicada, o pastor Vargens afirma, claramente, que o bispo Robinson Cavalcanti foi “um homem de grande sabedoria divina” (a man of great Godly wisdom). Ora, ora, mas a que sabedoria divina ele está se referindo? A participação no PT? A criação do MEP? Sua amizade íntima e colaboração forte na campanha de Lula? Quais dessas coisas faz parte da sabedoria divina apresentada pelo bispo? Será que Deus aprovou todas essas atitudes? Mais ainda, será que Ele as inspirou? Realmente, não dá para entender a que o pastor se referia.
Renato Vargens: Cavalcanti era “um homem de grande sabedoria divina”

A afirmação de Vargens, aos olhos estrangeiros, é uma autenticação da “obra divina” na vida e ministério do bispo esquerdista assassinado. Com a autenticação de Vargens, o bispo progressista se transforma, imediata e celestialmente, num representante conservador do Brasil — uma posição que, certamente, o faria protestar de seu túmulo e escrever imediatamente um artigo além túmulo na Ultimato denunciando seus “difamadores”!

Não é possível que, tendo declarado no Christian Post que leu muitos dos escritos de Robinson Cavalcanti, o pastor Vargens nunca tivesse notado nada do histórico e esquerdismo que transbordavam do bispo assassinado. Se ele nunca notou nada e não sabe de nada, então não deveria se comprometer afirmando que o morto tinha “grande sabedoria divina”. Se sabe, traz apenas confusão ao conhecimento do público americano que, com a autenticação de Vargens, verá no sr. Cavalcanti um homem que ele nunca foi: um verdadeiro defensor das causas conservadoras.
Para o pastor Renato Vargens restam duas alternativas: negar veementemente tal afirmação, jogando toda a culpa sobre a agência americana pelo equívoco, ou confirmar o que disse. Se confirmar, não vejo como explicar a frase sem se comprometer com tudo o que o bispo assassinado era comprometido.
Para ler uma importante nota de Julio Severo em inglês sobre o assassinato do bispo, veja: Brazilian Marxist Bishop Killed by Adopted Son
Artigos no Blog Julio Severo mencionando Robinson Cavalcanti:

Robinson Cavalcanti, fundador de movimento esquerdista evangélico, é assassinado por filho adotivo

Publicado em MEP, Movimento Evangélico Progressista, Robinson Cavalcanti por juliosevero em 27 de fevereiro de 2012

Robinson Cavalcanti, fundador de movimento esquerdista evangélico, é assassinado por filho adotivo

Fundador do MEP (Movimento Evangélico Progressista), o maior movimento evangélico político esquerdista da história do Brasil, colunista da revista esquerdista Ultimato, candidato do PT: o trágico fim de um evangélico que não teve tempo ou disposição de desfazer os estragos que provocou na igreja evangélica brasileira. A notícia abaixo é do jornal Pernambuco

O pastor da Igreja Anglicana, cientista político e ex-reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Edward Robinson Cavalcanti, de 64 anos, e a esposa dele, a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcante, também de 64 anos foram assassinados na casa da família, na Rua Barão de São Borja, número 305, em Jardim Fragoso, Olinda.
De acordo com a polícia, o autor do crime é o filho adotivo do casal Eduardo Olímpio Cotias Cavalcante, de 29 anos. O rapaz morava nos Estados Unidos desde os 16 anos de idade e teria voltado ao Brasil há cerca de 15 dias depois de ter sido preso no país estrangeiro várias vezes por envolvimento com drogas e outros delitos.
Segundo o reverendo Hermany Soares, amigo da família, quando Eduardo chegou ao Brasil, ele foi buscá-lo no aeroporto e ainda no desembarque teria perguntado onde compraria uma arma.
Ontem pela manhã, o rapaz saiu de casa, foi beber na praia e voltou à tarde. À noite ele foi visto amolando uma faca na frente do portão de  casa. Por volta das 22 horas da noite, Eduardo começou a discutir com o pai, pegou a faca e começou a golpear o idoso. A mãe foi defender o marido e também foi esfaqueada.
O bispo Robinson morreu no quarto. Já a mãe ainda foi levada para o Hospital Tricentenário, em Olinda, com uma facada no peito esquerdo, mas já chegou morta. Após o crime, Eduardo tentou cometer suicídio ingerindo uma substância não identificada e aplicando vários golpes de faca no próprio peito. Ele foi levado para o Hospital da Restauração (HR) em uma viatura da Polícia Militar. Eduardo estava passando por um processo de deportação.
Segundo informações de parentes, o bispo Robinson foi o coordenador regional da primeira campanha do ex-presidente Lula para presidente da República, que o teria visitado em casa depois de eleito. O bispo também foi candidato a deputado federal e proferiu palestras na ONU.
Fonte: Pernambuco.
Divulgação: www.juliosevero.com
Para ler uma importante nota em inglês sobre o assassinato do bispo, veja: Brazilian Marxist Bishop Killed by Adopted Son
Artigos no Blog Julio Severo mencionando Robinson Cavalcanti:

>Onde está Micaías?

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Onde está Micaías?

Dona Dilma e seus quatrocentos conselheiros

Julio Severo
A presidenta Dilma Rousseff pede conselho sobre algumas medidas governamentais que pretende tomar e quatrocentos líderes evangélicos se reúnem com ela e dizem: “Vá em frente, porque o Senhor abençoará você no que você está fazendo”.
Contudo, tal resposta não satisfez a um amigo dela, que lhe diz: “Não sei não, companheira Dilma. Ando interessado em coisas espirituais, mas não senti genuinidade espiritual nesses conselhos. Será que não dá para trazer aqui alguém que realmente possa nos dizer o que Deus pensa sobre o que vamos fazer?”
Dilma responde: “Sim, existe um homem, que se chama Micaías. Mas eu tenho ódio dele porque nunca diz sobre mim o que gosto de ouvir, mas só o que é ruim”.

Micaías, o homem sem sintonia com o sistema

Por insistência do amigo, Micaías é chamado a comparecer diante de Dilma, que lhe pergunta: “Micaías, pretendo dar continuidade às políticas de Lula sobre Israel, orientação sexual e interrupção da gravidez. O que você me diz? Terei a bênção de Deus?”
“Ouça a Palavra do Senhor”, diz Micaías, que então entrega para Dilma a mensagem divina. Ela não gostou, mas o recado foi dado.
Os quatrocentos líderes evangélicos se enfureceram com a falta de sintonia de Micaías: “Como é que você pode insinuar que a Palavra do Senhor está com você e que nós estamos com um espírito de mentira na nossa boca? Somos quatrocentos e você é somente um. Nós representamos a unidade da igreja no Brasil!”
Dilma imediatamente desabafa: “Estão vendo? Esse Micaías não desagrada somente a mim; ele é odiado por seus próprios irmãos evangélicos! Eu prefiro mesmo os conselhos dos quatrocentos”. Então, dirigindo-se aos seus assessores, ela esbraveja: “Quero censura nos textos de Micaías! Façam o que for possível para sufocar a mensagem dele! Arranjem uma desculpa para mandá-lo para a cadeia: ‘homofobia’, sei lá. Quero ver esse cara ralando e comendo o pão que o diabo amassou!”
Em seguida, suavizando a voz, ela diz: “Quanto aos meus queridos quatrocentos, confiram o que podemos fazer por eles: concessões de TV, rádio, etc. Toda e qualquer concessão possível. Quero também propagandas caras da Petrobras nas redes de televisão deles. Eu honro meus amigos”.
Essa estória foi baseada num caso verídico registrado em 1 Reis 22:1-28, onde um real homem chamado Micaías falou para o rei Acabe o que ele não queria ouvir. A similaridade entre os conselheiros religiosos do governo do Israel antigo e os conselheiros evangélicos do Brasil moderno é fascinante, onde existe apenas uma diferença: não há um profeta Micaías para “incomodar” os governantes iníquos do Brasil.
Dilma e Magno Malta

Se Dilma quiser ouvir uma palavra agradável, ela pode chamar o Bispo Macedo. “Querido Macedo, você já recebeu o acordo de propaganda da Petrobras para sua TV Record? Que bom! Seu apoio ao aborto é um ânimo para mim!” Depois, ela confessa para Magno Malta: “Macedo será tão fiel a mim quanto foi ao Lula. Não fique com ciúmes, querido Malta. Você sabe que considero você também um leal companheiro”.

A aliança dos quatrocentos e a “ilusão” conservadora

Se a unidade é que faz a diferença, Dilma conta com um apoio fabuloso. Ela tem o Bispo Manoel Ferreira e agora também a recém fundada Aliança Cristã Evangélica Brasileira (ACEB), entidade de união evangélica cuja carta de princípios não revela explicitamente motivações políticas, mas cujos integrantes principais têm histórico comprovado de ligações com o PT, inclusive Ariovaldo Ramos, Paul Freston, Ricardo Gondim, Robinson Cavalcanti. A revista Ultimato é a patrocinadora principal da ACEB desde o princípio, conforme denunciei em 2009.
Em sua edição de janeiro/fevereiro, a Ultimato traz um artigo de René Padilla, considerado o maior porta voz da Teologia da Missão Integral, versão protestante da marxista Teologia da Libertação. Essa edição da Ultimato trata abundantemente da ACEB e traz um artigo de Paul Freston, que se ocupou em manifestar uma fascinante síndrome de negação.
A mídia esquerdista informou que a questão do aborto e a participação evangélica foi relevante na eleição. Mas Freston respondeu: “Os evangélicos não foram tão decisivos na eleição quanto muitos deles (e muitos opositores) pensam” (pág. 48.).
A mídia esquerdista também informou que, desesperada, Dilma correu atrás dos evangélicos em busca de apoio durante a eleição. Mas Freston fez sinal de “não” aí também.
Sorte não terem dito para Freston que o sol é amarelo, pois seu estado de negação falaria mais alto do que a realidade: “O sol é azul!”
Portanto, esqueça tudo o que a própria imprensa esquerdista disse sobre evangélicos, conservadorismo e aborto — e esqueça o mais rápido possível, pois a união dos quatrocentos não pode sofrer nenhum abalo no apoio direto ou indireto à dona Dilma e sua ideologia.
Se algum metido a Micaías tentasse insinuar que as questões do aborto e do homossexualismo foram fatores importantes na eleição presidencial passada, o “doutor” Paul Freston, que já foi membro de carteirinha do PT, responderia: “Vou dizer isso pela milésima vez: o conservadorismo não teve nenhum papel importante na eleição!”
Será que Ariovaldo Ramos, que sempre apoiou Lula, concordaria com o companheiro Freston? Durante a eleição, Ariovaldo criou um manifesto público, declarando: “manifestamos as nossas rejeições diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral”.
Freston para Ari: “Por que tanto pavor, Ari? Não houve nenhuma onda de conservadorismo! Essa resistência contra o aborto foi puramente imaginária! Não podemos deixar uma fantasia dessa atrapalhar o avanço do progressismo! Não podemos desapontar nossos quatrocentos companheiros!”
Não se surpreenda com Freston ou a própria Ultimato, que enxergam tudo pelas lentes da Teologia da Libertação. Aliás, na edição de novembro/dezembro da Ultimato, Freston disse sobre Santo Agostinho: “Agostinho acrescenta que ‘a cobiça dos ricos é insaciável’. Há uma semelhança com a Teologia da Libertação”. Por favor, não lhe peçam para interpretar Lutero ou Calvino.
Conforme as oportunidades permitirem, as mesmas “semelhanças” vão surgir na ACEB e o histórico ideológico de seus atuais líderes vai garantir que isso aconteça. Afinal, Dilma e suas políticas progressistas precisam de apoio, e a turma da Teologia Missão Integral está muito animada com a vitória dela. Nas reuniões da ACEB, Ariovaldo Ramos, Paul Freston, Valdir Steuernagel, Robinson Cavalcanti e a Ultimato só achariam prematuro demais gritar “Aleluia” para o progressismo de Dilma agora. Vão ter de esperar a hora certa.
O grande alívio da turma da ACEB é que não há concorrência. Sua voz é a única que se arroga à pretensão de representar todos os evangélicos do Brasil.
Nem mesmo a questão do aborto e homossexualismo os impedirá de serem conselheiros prestativos no palácio da Dilma. Que o diga Ari, que sempre soube apoiar Lula (e Hugo Chavez!), independente do que Lula dissesse ou fizesse sobre essas duas questões.

O antigo baalismo em moderna roupagem estatal

No antigo Israel, quando se olhava para a questão do homossexualismo e sacrifício de bebês recém-nascidos, Baal era a motivação. Baal era a divindade que prometia provisão, saúde, educação, emprego e sexo ilimitável para as pessoas. Em troca de seus favores e ajudas, Baal exigia, prostituição, sodomia e sacrifício de bebês.
Hoje, por causa da tecnologia, a sociedade não precisa mais matar bebês logo depois que nascem. Podem matá-los antes de nascer. E a mesma tecnologia permite que homens se disfarcem de mulheres, exclusivamente para as práticas da sodomia.
Quando olhamos para a questão do homossexualismo e sacrifício de bebês em gestação por meio da ideologia do aborto, vemos que o Baal antigo se transfigurou numa moderna divindade estatal que, quer você a siga ou não, promete provisão, saúde, educação, emprego e sexo ilimitável para as pessoas. Quer você a siga ou não, a divindade estatal sobrecarregará você com impostos com a desculpa de cumprir suas promessas e “ajudar os pobres”, e depois sobrecarrega você com prostituição e ofertas de aborto. Para seus filhos, haverá doutrinação homossexual nas escolas.
Quem pode enfrentar esse espírito de Baal transfigurado em divindade estatal? Quem pode desafiar o sistema de homossexualismo e sacrifício de bebês? Não os sociólogos, não os filósofos, não os ideólogos e não os teólogos, por mais evangélicos que aparentem ser. Somente os homens que são verdadeiramente movidos por Deus.
O primeiro encontro profético do rei Acabe não foi com Micaías. Foi com Elias, onde quatrocentos profetas de Baal (o deus do homossexualismo e sacrifício de bebês) desafiaram e perderam.
Os quatrocentos profetas falavam a partir de sua base de ligação com o sistema.
Micaías e Elias falavam a partir de sua base de ligação com Deus e sua palavra profética. Nenhum dos dois nunca teve carteirinha do partido do rei Acabe. Nenhum dos dois tinha ligação com um sistema que usa os pobres para cometer crimes. Suas profecias se cumpriram, e Deus julgou Israel, seu governo, seu povo e os que adulavam, em nome de Deus, governantes ímpios.

Em nome dos pobres, vale tudo

A ética socialista e progressista prega uma suposta defesa aos pobres que justifica toda e qualquer atrocidade. Assim, os mais de 100 milhões de assassinatos mundiais cometidos em nome do socialismo estão totalmente perdoados. O envolvimento de Dilma com o terrorismo comunista no passado, que tinha como objetivo implantar no Brasil uma ditadura de inspiração soviética, está também desculpado. Para eles, o que vale é a causa, não o resultado.
Enquanto as lideranças progressistas da ACEB se alegram com a suposta preocupação de Dilma com os pobres e não olham para mais nada, ela vai selecionando ministros claramente pró-aborto e pró-homossexualismo, desrespeitando os sentimentos da vasta maioria do povo brasileiro. O show — ops, o culto! — de Baal tem de continuar.
Portanto, temos no Brasil o quadro quase perfeito do Israel antigo. Recentemente, tivemos a versão brasileira do rei Acabe. Agora, temos a versão brasileira da rainha Jezabel. Temos até a versão brasileira dos quatrocentos que, em nome de Deus, falam todas as palavras de adulação que o governo quer ouvir. São os profetas da Teologia da Libertação.
Entretanto, onde está a versão brasileira do profeta Micaías, para incomodar os governantes e seu baalismo pró-aborto e pró-homossexualismo? Onde está Micaías, para dizer todas as palavras desagradáveis que o governo não quer ouvir?
Dona Dilma não está preocupada: ela tem seus quatrocentos para apoiá-la e dar um tabefe na cara de Micaías. (Ver 1 Reis 22:24)

>Esquerda evangélica quer unificação de evangélicos do Brasil

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Esquerda evangélica quer unificação de evangélicos do Brasil

Julio Severo
Aí vamos nós de novo. Com a aproximação da eleição presidencial de 2010, os evangélicos marxistas — que detestam ficar de fora das eleições — ressurgem. Como sempre, com as propostas mais elegantes e enfeitadas para unir os evangélicos.
De acordo com a revista Ultimato, umas das mais antigas publicações evangélicas esquerdistas do Brasil, “no dia 14 de dezembro, cerca de 90 líderes de diversos movimentos, associações, organizações e redes evangélicas reuniram-se na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, SP. Na pauta estava a proposta de formação de uma aliança que agregue organizações, movimentos, denominações e redes evangélicas no Brasil”.
A igreja do encontro é dirigida por Ed René Kiviz, considerado por Ariovaldo Ramos um dos principais desbravadores socialistas evangélicos do Brasil. Aliás, ao citar sua própria participação na comemoração dos 25 anos de MST, Ramos também mencionou outros socialistas evangélicos importantes: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.
O “espírito” do evento pode ser percebido vendo-se o autor da carta-convite: Valdir Steuernagel, durante anos articulista da revista Ultimato.
Esse “espírito” pode também ser percebido vendo-se os autores das principais palavras da reunião: Ed René Kivitz e Paul Freston.
Kivitz dirigiu a primeira palavra, lembrando aos pastores presentes: “Precisamos de uma rede que se articule para chamar a igreja para o serviço. E não para representatividade. Não é para trabalharmos ‘por nós’, mas sim mobilizarmos as igrejas para esta bem-aventurança [compaixão e solidariedade]”.
No entanto, não se sabe se ele se lembrou de mencionar aos pastores suas ligações pessoais com a ideologia marxista, conforme está exposto neste artigo: http://juliosevero.blogspot.com/2009/06/evangelicos-progressistas-evangelicais.html
Freston, que deu a segunda palavra, já foi militante do PT e também tem ligações com a Ultimato, sendo autor de matérias de capa nela.
E, como não poderia deixar de ser, lá estava também o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti, igualmente ligado à revista Ultimato, ex-militante do PT e um dos fundadores do Movimento Evangélico Progressista (MEP), que trabalhou intensamente pela eleição de Lula em anos passados. Ele também deu sua palavra.
Por algum motivo que desconheço, a matéria da Ultimato não mencionou a presença no evento de outro evangélico progressista também ligado a Ultimato: Ricardo Gondim. Será que Steuernagel se esqueceu de mandar uma carta-convite para seu irmão-kamarada? Pobre Gondim! Deve ser terrivelmente deprimente ficar de fora de uma genuína trama marxista com disfarce evangélico.
Ultimato, porém, faz questão de citar a participação de Silas Tostes, presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e Débora Fahur, da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social). Inocentes úteis?
Houve a participação de muitos pastores e líderes que, sabendo ou não, estavam ali sendo direcionados por um time majoritariamente da Ultimato para a formação de algo que ninguém “sabe” o que é ou o que será.
O resultado final do encontro produziu uma “Carta de Princípios” — ao que tudo indica, a fim de incitar a algum tipo de aliança evangélica diante das eleições de 2010. O nome ainda não está definido, pois o objetivo primordial agora é atrair mais líderes para a visão dessa “aliança”.
Talvez não seja difícil, principalmente porque eles têm sempre uma grande mídia evangélica marxista a seu lado, financiada muitas vezes por recursos de origem duvidosa. Além disso, com muitos discursos de flores e rosas, pode ser possível vencer qualquer resistência e suspeita.
O que me preocupa é o que virá no final, depois de todas as melosidades iniciais.
Valdir Steuernagel admitiu que ainda será preciso caminhar um pouco mais quanto à fundação da aliança. “Fica definido que a próxima reunião ainda não será a assembleia fundadora. Reconhecemos a necessidade de continuarmos conversando e de aglutinar mais pessoas em torno da proposta”, concluiu Valdir, conforme matéria da Ultimato, que finalizou deixando claro: “A Editora Ultimato, que tem apoiado o Grupo de Trabalho, estava presente à reunião”.
Totalmente presente!
É preciso dizer mais?
Leia mais:

Pregando muito mais do que o Evangelho: a teimosia esquerdista da Ultimato

>Denúncia pública: MEP virou EPJ

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Denúncia pública: MEP virou EPJ


Apesar das camuflagens e mudança de máscaras, intenções dos evangélicos progressistas não mudam

Julio Severo
Durante anos eu vinha denunciando o Movimento Evangélico Progressista (MEP), fundado pelo ultra-socialista Robinson Cavalcanti, que tinha o propósito de ajuntar os evangélicos do Brasil e levá-los a um envolvimento político esquerdista. Depois que conseguiram o que queriam (Lula & Cia. no poder), eles desaparecem.
E reaparecem com outro nome. Agora, é Evangélicos pela Justiça (EPJ), formado no início de 2009.
Será que veremos no EPJ as mesmas aberrações que só o MEP conseguia produzir? Em 2004, por exemplo, o encontro do MEP sobre ética no Congresso Nacional trouxe nada menos do que o “ultra-ético” Caio Fábio. Em matéria de sexo e dinheiro, CF no Congresso falando sobre ética é como peixe nadando livre no próprio aquário.
Para ler as declarações de CF sobre ética e meio-ambiente, clique aqui. Mas aviso: segure-se na cadeira, pois em matéria de ecofanatismo, CF dá um show de bola, perdendo apenas para o “profeta” Al Gore, o homem que quer acabar com a raça humana a fim de salvar o meio-ambiente.
Durante o evento sobre ética, cheguei a ver Geter Borges, secretário-geral do MEP, junto com CF. A bancada evangélica do PT, com a qual Geter convivia tão bem, recepcionou CF de braços abertos. O que Lula e o PT teriam feito sem a sedução ideológica do Geter, MEP e CF entre os evangélicos?
Eu sei muito bem o que o MEP andou fazendo. Em 2002, a igreja pela qual eu era responsável recebeu por SEDEX milhares de folhetos de apoio a Lula, com nomes de pastores evangélicos diretamente ligados ao MEP. O pacote veio diretamente do diretório nacional do PT em São Paulo e estava endereçado à igreja no mesmo tipo de endereçamento utilizado pela cúpula da denominação da qual eu fazia parte. Tendo ou não a direção denominacional cumplicidade nessa traição, resolvi queimar todos os folhetos e expliquei aos membros da igreja que o candidato Lula era uma ameaça ao Brasil.
Hoje, com toda essa experiência, daria para eu fingir que as reais pretensões do EPJ são obscuras ou indecifráveis?
Vejamos o que os fatos mostram. Em seu documento “Evangélicos pela Justiça”, de 6 de janeiro de 2009, o EPJ, sem querer ou não, denuncia si mesmo ao declarar na página 15:
“Na América Latina apenas três países conseguiram vencer o problema do analfabetismo: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bo­lívia. A importância de um país alfabetizar seus cida­dãos é inquestionável”.
Desculpe-me, ex-MEP e hoje EPJ, mas vence-se o analfabetismo educando as pessoas a raciocinar. O que Cuba, Venezuela e agora a Bolívia fazem é apenas doutrinar sistematicamente suas oprimidas populações a ler, ouvir, comer, beber e ingerir o socialismo, dia e noite. Nesses países, a capacidade de raciocínio da população foi enforcada, pela imperiosa vontade de seus governantes. O povo cubano, venezuelano e boliviano estão incapacitados de julgar e avaliar o que lêem e “aprendem”. Eles são apenas repetidores robóticos da ideologia que o Estado socialista lhes impõe. Dá para chamar isso de vitória sobre o analfabetismo?
Se você acha que há muito marxismo nas escolas do Brasil, você ainda não viu nada. Se depender do EPJ, o Brasil só terá vitória contra o “analfabetismo” quando tiver 100% do controle sobre a educação e a mente da população. Só então o Brasil “merecerá” ser colocado ao lado das tiranias comunistas da América Latina. E esse tempo não está longe, pois o governo Lula conseguiu aprovar uma emenda à Constituição obrigando os pais a entregar seus filhos de 4 anos às escolas. O controle marxista sobre a mente das crianças será agora um “direito” do Estado consagrado na própria Constituição brasileira.
Quando o governo Lula e seus sucessores ideológicos atingirem sua meta de “alfabetizar” 100% da população brasileira, aí o EPJ poderá alegremente declarar que finalmente o Brasil alcançou o “majestoso” nível educacional de Cuba, Venezuela e Bolívia. Se matar a capacidade do povo raciocinar é “alfabetização”, então por que condenar Hitler e Stálin? Se doutrinação sistemática é “alfabetização”, então as ditaduras de Hitler e Stálin foram excelentes alfabetizadoras.
Se o EPJ fosse uma criatura honesta, seu documento diria a verdade:
“Na América Latina apenas três países conseguiram impor doutrinação comunista em 100% da população através das escolas: Cuba, Venezuela e, recentemente, a Bo­lívia. Para os comunistas, doutrinar os cida­dãos e controlar a educação é de importância inquestionável”.
Se o EPJ fosse um movimento genuinamente cristão, seu apoio seria direcionado para a educação escolar em casa, não para a “educação” estatal de países amasiados com o comunismo. A educação em casa traz genuína liberdade. A educação socialista estatal gera apenas escravidão psicológica. Mas, tal qual o MEP, o EPJ mostra suas inclinações.
O decrépito MEP adorava o MST, um movimento comunista radical. E o EPJ? Na comemoração dos 25 anos do MST, o esquerdista Ariovaldo Ramos recebeu permissão de Geter Borges para representar o EPJ e aproveitou para louvar os desbravadores evangélicos socialistas do Brasil: Geter Borges, Robinson Cavalcanti, Caio Fábio, Ed Rene Kivitz, Marina Silva, Valdir Steuernagel e tantos outros.
Se onde há fumaça há fogo, então toda essa turma junta significa o que?
De que adianta mudar de nome se o coração abriga depravação política e ideológica? Seja MEP ontem, EPJ hoje e algum nome mais meloso amanhã, o fato é que os evangélicos “progressistas” não podem dar ao Brasil uma libertação que eles mesmos não têm.
Quer eles gostem ou não, Lula na presidência foi também fruto dos esforços do MEP. Antes que venha algum fruto do EPJ, saibamos reconhecer a árvore pelos seus frutos.
A raiz socialista do MEP e do EPJ está espiritualmente podre.
Então como é que alguém poderia esperar algum fruto bom do EPJ?
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