Julio Severo

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Publicado em Christian Post, Crislã, Rick Warren, Saddleback por juliosevero em 17 de março de 2012

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Diz que Igreja Saddleback confirmou que sua reportagem sobre “Crislã” é precisa

Quando o jornal Orange County Register publicou um artigo sobre a missão do Rev. Rick Warren da Igreja Saddleback de curar as diferenças entre evangélicos e muçulmanos, alguns dos críticos do pastor viram o artigo como mais uma prova de uma visão confusa do “Crislã”, uma mistura de Cristianismo e islamismo, apesar de negativas repetidas.
O artigo de 23 de fevereiro citou documentos da Igreja Saddleback que veem similaridades entre o Cristianismo e o islã. Um coautorado por Jihad Turk do Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico de Los Angeles e Abraham Meulenberg, pastor de Relações Inter-religiosas da Igreja Saddleback, afirma que as duas religiões “adoram o mesmo Deus”.

Embora muitos apoiadores de Warren insistam em que as afirmações do artigo são falsas, o jornalista do Register e um editor do jornal disseram para WND que a liderança da Igreja Saddleback confirmou que o artigo está “factualmente acurado”.

“O pessoal da Saddleback inicialmente fez um pedido para que fosse feito um esclarecimento sobre o primeiro parágrafo da matéria, mas então retirou o pedido”, o jornalista Jim Hinch disse para WND num email.
“Em vez das palavras ‘muçulmanos e cristãos adoram o mesmo Deus’ eles queriam que a matéria dissesse ‘muçulmanos e cristãos creem que Deus é um’. O resto da matéria, disseram eles, está factualmente acurada”.
WND telefonou e enviou emails para Warren, mas não obteve resposta.
Apesar de que os funcionários de Warren reconheceram para o Register que o artigo é factualmente acurado, Warren negou afirmações no artigo, apontando o dedo para o jornalista por “entender errado”.
“Esse é um exemplo de por que sempre duvido do que leio em jornais e blogs sobre ministérios cristãos”, Warren disse numa declaração enviada aos membros de sua igreja.
“Jornalistas seculares que tentam cobrir questões de igreja e teologia muitas vezes entendem errado”, disse ele.
“Mas então blogueiros cristãos, em vez de entrarem em contato com meu ministério, cegamente creem, citam e repostam os erros feitos por jornalistas seculares. Então esses erros ficam permanentes, pesquisáveis e globais na internet”, continuou ele.
“Não dá para contar o número de vezes em que um jornalista secular fez uma notícia errada sobre a Igreja Saddleback e então essa notícia é perpetuada por cristãos que nunca checam os fatos. E os três fatores que mencionei sobre a internet tornam impossível corrigir todas as percepções erradas, e mentiras descaradas que são repetidas interminavelmente”.
O jornalista do Register, Hinch, já trabalhou como editor sênior da revista Guideposts. Ele disse para o WND que muitos pastores da Igreja Saddleback foram contatados sobre seu artigo, e cada um deles lhe disse que Warren não queria se fazer disponível para comentar a matéria.
Certo pastor chegou a enviar um email a Hinch dizendo que “a liderança decidiu que não quer que o trabalho do Caminho do Rei seja publicado”.
O “Caminho do Rei” é um documento que foi o foco principal da matéria do Register.
O documento foi revelado na Igreja Saddleback em dezembro para uma audiência inter-religiosa de mais de 300 muçulmanos e cristãos. Pela reportagem, o documento foi de coautoria de Meulenberg e Turk.
O documento de cinco páginas, que delineou semelhanças entre as duas religiões, foi introduzido por meio de uma apresentação de slides no evento.
Sob o título “Uma Caminho para Acabar com os 1.400 Anos de Desentendimentos Entre Muçulmanos e Cristãos”, a apresentação incluía versículos da Bíblia e versos do Corão lado a lado para defender a ideia de que o Deus para ambas as religiões é o mesmo.
Um exemplo foi intitulado “Em quem cremos”, em seguida vindo “Deus é o Criador — Gênesis 1:1, Al Sura 42:11”.
Os dois versos dizem:
“No começo Deus criou os céus e a terra”. — Gênesis 1:1
“O originador dos céus e da terra…” — Al Sura 42:11
Outro exemplo foi intitulado “Deus é Um”, vindo em seguida “Marcos 12:29, Maomé 47:19”.
Os versos dizem:
“Esclareceu Jesus: ‘O mais importante de todos os mandamentos é este: “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor”’”. — Marcos 12:29
“Portanto, saibam que não há Deidade, exceto Alá”. — Moamé 47:19
Hinch disse para WND que ele obteve uma cópia do documento “O Caminho do Rei” de uma fonte confidencial sob a condição de que não fosse publicada na íntegra.
Ele disse que o documento “delineia várias áreas de consenso teológico entre cristãos e muçulmanos e compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e compartilhar ‘as bênçãos de Deus’ com os outros”.
“A matéria do Register baseou as frases ‘mesmo Deus’ e ‘único Deus’ no estilo linguístico desse documento, que declara que os cristãos e os muçulmanos creem num só Deus”, disse Hinch.
WND pediu várias vezes uma cópia do documento para a Igreja Saddleback, mas não recebeu nenhuma resposta.
Depois que o artigo do Register foi publicado, Warren divulgou uma declaração por meio de um jornalista do Christian Post no formato de uma entrevista.
Warren disse: “Dias atrás, um artigo apareceu no Orange County Register que incluía algumas declarações ultrajantes sobre a Saddleback que estavam incorretas. É claro que os meios de comunicação raramente acertam nas coisas, e não dá para respondermos a todas as declarações falsas feitas sobre nós. Mas senti que esse artigo criou tantas percepções erradas que concordei em fazer uma entrevista em resposta”.
O entrevistador também perguntou a Warren se pessoas de outras religiões adoram o mesmo Deus que os cristãos, ao que Warren respondeu: “Claro que não. Os cristãos têm um Deus que é exclusivo”.
Steve McConkey, do bigworldwatch.com, um site de coleta de notícias, disse acerca da resposta de Warren ao artigo: “Uma pessoa não deveria dizer uma coisa uma hora e outra uma hora depois e então jogar a culpa no jornalista. O problema é que ele diz uma coisa e faz outra. Warren nega o conteúdo do jornal Orange County Register, mas o documento que ele assinou, ‘Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês’, diz uma história muito diferente”, disse McConkey.
McConkey estava se referindo a um documento muito noticiado de 2007 assinado por Warren, entre muitos outros líderes cristãos. Dentro das primeiras linhas, o documento diz que “muitos cristãos têm sido culpados de pecar contra nossos vizinhos muçulmanos”.
“Antes de ‘apertarmos as mãos’ ao responder à sua carta, pedimos perdão ao Todo-misericordioso e à comunidade muçulmana no mundo inteiro”, declara o documento.
O longo documento então delineia como muçulmanos e cristãos servem “um único Deus” e argumenta que os dois são um no mesmo, muito semelhante ao documento “O Caminho do Rei” revelado em dezembro na Igreja Saddleback.
É essa perspectiva que alguns cristãos têm chamado de “Crislã”.
A Igreja Saddleback e Warren recusaram responder às muitas tentativas de WND de falar sobre a questão. Mas no Christian Post, ele respondeu.
O Christian Post perguntou: “Você está promovendo o Crislã?”
“É claro que não. É a mentira que não quer morrer”, disse ele.
Contudo, os funcionários da Igreja Saddleback reconheceram que o artigo do Register está correto, que Warren teve um papel no documento “O Caminho do Rei” e que ele assinou o acordo “Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês”.
A matéria do Register menciona que Turk e Gwynn Guibord trabalham numa organização chamada Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico.
WND conseguiu contato com Guibord com relação à entrevista dela com Hinch. Na entrevista, ela declara que sua organização evita convidar igrejas evangélicas para se unir à sua iniciativa de “promover relacionamentos entre igrejas e mesquitas”, mas está agora mudando de opinião por causa do “esforço sem precedentes da Igreja Saddleback”.
Dave Tombers é policial aposentado, ex-professor, ex-corretor de imóveis e foi diretor de uma grande escola cristão. Dave vive com sua esposa, 6 filhos e 2 cachorros e vem escrevendo artigos há anos.
Nota do tradutor: WND fez vários contatos com a igreja de Warren, mas não obteve resposta. E então, para tentar esclarecer sua confusão diante do público evangélico, Warren concedeu entrevista ao Christian Post, que também está metido em outra séria confusão no Brasil, conforme foi mostrado no artigo “Christian Post teria cometido fraude jornalística?
Traduzido por Julio Severo de artigo do WND: Newspaper catches Rick Warren fibbing?

A Torre de Babel de Rick Warren

Publicado em Rick Warren por juliosevero em 14 de março de 2012

A Torre de Babel de Rick Warren

Exclusivo: Joel Richardson não vê nada da Grande Comissão nas mais recentes iniciativas do pastor

Joel Richardson
Um artigo no jornal Orange County Register relata que Rick Warren, o homem apelidado de “Pastor dos EUA”, lançou uma nova iniciativa chamada “Caminho do Rei”, cujo propósito é promover a paz e a unidade entre muçulmanos e cristãos.
Como parte de seus esforços para promover metas mútuas, a equipe pastoral de Warren e líderes muçulmanos locais fizeram conjuntamente um documento demarcando os pontos de concordância entre muçulmanos e cristãos. O documento afirma que os cristãos e os muçulmanos creem “no mesmo Deus” e compartilham dois mandamentos principais: “amor a Deus” e “amor ao próximo”.
O documento também compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e trabalhar em projetos de serviços sociais mútuos. O documento cita versos da Bíblia e do Corão lado a lado como o fundamento oficial para apoiar suas metas.
De acordo com Abrahan Meulenberg, um pastor de Saddleback, e Jihad Turk, diretor de assuntos religiosos numa mesquita em Los Angeles, o Caminho do Rei representa abrir “um caminho para terminar com os 1.400 anos de desentendimento entre muçulmanos e cristãos”.
Mas além disso, de acordo com Turk, ambos os grupos também concordaram em não evangelizar um ao outro.
O que fica logo evidente é que embora fazer amizade com muçulmanos seja com certeza uma meta admirável, considerando que eu também me esforço para alcançar essa meta, Warren priorizou as três metas de fazer amizade, construir a paz e trabalhar em conjunto em projetos de serviço social mútuos e acima do mandamento de Jesus de batizar e fazer discípulos do mundo inteiro.
Warren fez essas declarações no sentido de que o artigo do Orange County Register continha erros. Os editores discordaram, argumentando que todos os seus fatos são inteiramente precisos.
Certo crítico comentou de forma acurada que em vez de obedecer à Grande Comissão e criar discípulos do Jesus da Bíblia, Warren está “construindo uma Torre de Babel que não leva a lugar algum”.
Eu concordaria em que quando grupos cristãos se juntam com outros grupos que têm metas e doutrinas tão fundamentalmente divergentes, o perigo é sempre fazer concessões. Em todo o Antigo Testamento, o mandamento de Deus aos israelitas era nunca entrar em acordos, alianças ou casamentos com os povos vizinhos, para que os israelitas não viessem a se achar se desviando para outros deuses. Em tal cultura pós-moderna, esses conceitos podem soar estupendamente intolerantes, mas a sabedoria da proibição do Senhor contra tratados e parcerias se vê no acordo de Warren de não evangelizar seus “amigos” e cooperadores muçulmanos para promover causas sociais mútuas.
Esse mandamento não é menos urgente hoje. O conceito de santidade biblicamente tem sempre girado em torno da ideia de separação. O Senhor leva muito a sério alianças, acordos e parcerias e nos manda não entrar em parcerias com aqueles que possuem tais opiniões antagônicas com relação às doutrinas bíblicas mais fundamentais da Trindade, a Encarnação e a Filiação Divina de Jesus. Além disso, embora a ênfase máxima da esperança bíblica seja messiânica, aguardando a volta de Jesus, os muçulmanos aguardam a volta de outro Jesus, que literalmente abolirá o Cristianismo. Se Warren estivesse buscando amizade com o propósito de evangelizar, eu abertamente me colocaria ao lado dele nessa meta. Mas acho que está evidente que Warren está querendo avançar uma agenda muito mais sintonia com o espírito desta era do que com as metas da Igreja Cristã Primitiva.
É claro que Warren já enfrentou críticas no passado de alguns evangélicos que argumentam que ele está promovendo o “Crislã”, um termo vago usado para se referir à fusão profana do Islã com o Cristianismo. Em seu site Pastors.com, Warren negou categoricamente as afirmações, declarando que o “rumor é 100 por cento falso… Minha vida e ministério são construídos na verdade de que Jesus é o único caminho, e nossa Bíblia inerrante é nossa única autoridade verdadeira”.
O vizinho muçulmano de Warren comentou que ele era vizinho de Warren há anos antes de descobrir que ele era cristão. Embora fosse evidente que Warren enfatize amizade e boa vizinhança, à luz de tais comentários, precisamos considerar quanto valor o Pr. Warren realmente coloca no evangelismo cristão.
Gwynne Guibord, sacerdotisa anglicana e cofundadora de uma organização em Los Angeles que promove relacionamentos entre cristãos e muçulmanos, diz: “Eu acho que muitos evangélicos sentem o mandamento bíblico de converterem pessoas ao Cristianismo”.
Outros evangélicos famosos concordaram com a atitude de Guibord de rejeitar esforços para converter outros ao Cristianismo. Carl Medearis, um palestrante americano sobre o assunto do islamismo e Cristianismo, em comentários postados no site Missiologia Bíblica, declarou: “Incentivar as pessoas a se unir à religião cristã é realmente heresia. Jesus teria sido contra isso se houvesse uma religião chamada Cristianismo (que é evidente que não havia)”.
Mas Medearis e outros críticos do conceito de “Cristianismo” não conseguem considerar 1 Pedro 4:16-17 onde o apóstolo fez a seguinte declaração muito clara: “Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”
Além disso, o mandamento de Jesus de batizar e fazer discípulos no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma chamada inequívoca de fazer convertidos que fazem confissão pública e se identificam com uma comunidade visível e um credo específico.
Em resposta ao que muitos pastores, teólogos e missiólogos sentem que é um deslize generalizado para com transigências e sincretismo descarado, várias obras acadêmicas e ligadas aos meios de comunicação foram recentemente produzidas.
Tratando do deslize para com a transigência e heresia dentro do movimento de missões, os missiólogos Joshua Lingel, Jeff Morton e Bill Nikides recentemente coeditaram um livro “Chrislam: How Missionaries are Promoting an Islamized Gospel” (Crislã: Como os Missionários Estão Promovendo um Evangelho Islamizado). Nikides também produziu um filme documentário intitulado “Half Devil — Half Child” (Meio-Diabo — Meio-Filho), que trata da tendência dentro do movimento de missões evangélicas de promover o que é muitas vezes mencionado como “C5”, o “Insider Movement” ou “Crislã”. Esse método de aproximação aos muçulmanos incentiva os cristãos a adotar identidades e a cultura religiosa muçulmana com o objetivo do que se poderia ver como “evangelismo sorrateiro”. De acordo com o site do filme:
“‘Meio-Diabo — Meio-Filho’ traz o impacto dessa abordagem para a tela e para nossas vidas, ilustrando os modos com que projetamos soluções que acreditamos construirão o Reino de deus. Soluções que, apesar de nossas melhores intenções, levam a consequências inesperadas… ‘Meio-Diabo — Meio-Filho’ coloca todos nós — ocidentais e cristãos asiáticos — face a face. É hora de parar de impor nossa agenda, prestar atenção ao que nossos companheiros asiáticos acreditam que verdadeiramente precisam, e genuinamente colaborar nessa missão do evangelho”.
Embora alguns possam argumentar que os esforços de Rick Warren estão em sintonia com o que entendemos como missão da Igreja, vê-se o terreno escorregadio na expressão e práticas de sincretismo do Insider Movement, que pode de fato ser chamado de “Crislã”. Ainda que Warren e muitos outros missionários cristãos(?) bem-intencionados que apoiam e praticam o C5 ou a metodologia do Insider Movement creiam que estão servindo a Jesus, seus métodos sempre levam à desonestidade, turvando as linhas da verdade, transigência e no final heresia descarada.
Joel Richardson é o autor do livro “Islamic Antichrist” (Anticristo do Islã), publicado por WND, e “Why we Left Islam” (Por que Deixei o Islã) e é coautor com Walid Shoebat de “God’s War on Terror” (A Guerra de Deus contra o Terrorismo). Seus blog é: www.Joelstrumpet.com
Traduzido por Julio Severo do artigo de WND: Rick Warren’s Tower of Babel

Rick Warren constrói pontes com os muçulmanos

Publicado em Caminho do Rei, Rick Warren por juliosevero em 2 de março de 2012

Rick Warren constrói pontes com os muçulmanos

Com muitos anos de aproximação, o pastor Rick Warren da Igreja Saddleback é parte de uma iniciativa chamada Caminho do Rei, que tenta unir evangélicos e muçulmanos.

Jim Hinch / Para o jornal Orange Register
O Reverendo Rick Warren, pastor da Igreja Saddleback em Lake Forest e um dos mais influentes líderes cristãos, embarcou numa iniciativa para curar as divisões entre evangélicos e muçulmanos fazendo parceria com as mesquitas do sul da Califórnia e propondo um conjunto de princípios teológicos que inclui reconhecimento de que os cristãos e os muçulmanos adoram o mesmo Deus.
A iniciativa, informalmente chamada de Caminho do Rei, cobre anos de aproximação entre Warren e muçulmanos. Warren interrompeu os jejuns de Ramadã em uma mesquita de Mission Viejo, se encontrou com líderes muçulmanos no exterior e discursou para 8.000 muçulmanos numa convenção nacional em Washington D.C.
Rick Warren, ao centro e sua esposa, Kate, posam para uma foto com a multidão durante a inauguração do Centro PEACE na Igreja Saddleback em Lake Forest em 12 de dezembro de 2011. O centro irá fornecer serviços tais como atendimento médico, aconselhamento, treinamento e alimentação para famílias de baixa renda.

Membros de Saddleback convidaram muçulmanos para um jantar cristão e jogaram futebol inter-religioso num piquenique em Irvine onde compareceram mais de 300 pessoas. (O jogo fez com que imams e pastores competissem contra jovens de ambas as religiões. Os jovens ganharam).

A iniciativa lançada por um proeminente líder cristão para fazer uma ponte entre o que as pesquisas mostram ser um abismo profundo entre muçulmanos e evangélicos culminou em dezembro em um jantar em Saddleback onde compareceram 300 muçulmanos e membros da congregação Saddleback.
No jantar, Abrahan Meulenberg, um pastor de Saddleback encarregado da aproximação inter-religiosa, e Jihad Turk, diretor de assuntos religiosos numa mesquita em Los Angeles, anunciaram o Caminho do Rei como “um caminho para terminar com os 1.400 anos de desentendimento entre muçulmanos e cristãos”.
Os homens apresentaram um documento em que foram coautores demarcando pontos de concordância entre o Islã e o Cristianismo. O documento afirma que os cristãos e os muçulmanos creem “no mesmo Deus” e compartilham dois mandamentos principais: “amor a Deus” e “amor ao próximo”. O documento também compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e trabalhar em projetos de serviços sociais mútuos. O documento também cita versos da Bíblia e do Corão lado a lado para ilustrar suas alegações.
“Concordamos em que não iríamos tentar evangelizar um ao outro”, disse Turk. “Nós testemunharíamos um ao outro, mas seria com base no preceito de “Amor ao teu próximo”, não focado na conversão”.
Representantes de Saddleback recusaram permitir Warren se fizesse disponível para comentar. Tom Holladay, pastor sênior associado em Saddleback, disse que a aproximação aos muçulmanos é parte do Plano PEACE, um esforço abrangente para solucionar os maiores problemas do mundo mobilizando governos, negócios e comunidades religiosas.
“Somos nós servindo nossa própria comunidade com muçulmanos aqui no Município de Orange”, disse Holladay. “Nós percebemos que não concordamos em tudo e somos muito abertos em relação a isso… Apenas reconhecemos as diferenças e reconhecemos os pontos em que podemos trabalhar junto”.
Warren enfrentou muitas críticas vindas de alguns evangélicos por sua aproximação aos muçulmanos. Mais tarde naquele ano, ele lançou um comunicado negando terminantemente rumores de que ele dissemina o que os críticos chamam de “Crislã”, uma mistura de Islã e Cristianismo.
O “rumor é 100 por cento falso”, Warren escreveu em Pastors.com, um site que ele fundou e que fornece conselhos para líderes de igrejas. “Minha vida e ministério são construídos na verdade de que Jesus é o único caminho, e nossa Bíblia inerrante é a única autoridade verdadeira”.
Pesquisas mostram que evangélicos são 30% mais propensos do que outros cristãos a terem uma visão negativa do Islã, de acordo com o Pew Forum on Religion and Public Life. Pesquisas também mostram que evangélicos são esmagadoramente favoráveis à conversão de muçulmanos ao Cristianismo e são mais propensos a crerem que o Islã encoraja a violência.
Warren tem repetidamente encorajado os evangélicos a deixarem de lado tais pontos de vista, argumentando que os cristãos são obrigados a tratar todos com amor e respeito, independentemente da religião.
“Não sei se você percebeu isso, mas Deus gosta de variedade”, Warren disse a uma audiência de 8.000 muçulmanos numa convenção de 2009 em Washington D.C., de acordo com uma transcrição publicada pelo site de notícias religiosas beliefnet. “Pessoas de todas as religiões (podem) ser, e discutir, e, sim, até mesmo discordar, sem humilhar ou rebaixar um ao outro”.
A aproximação de Warren aos muçulmanos tem origem direta na localização de sua igreja no multiétnico Município de Orange, que abriga 170.000 muçulmanos.  Warren é vizinho de Yasser Barakat há 12 anos, um muçulmano da Síria que congrega numa mesquita em Mission Viejo a 6 km na rua da Igreja Saddleback. Os vizinhos de Trabuco Canyon foram amigos por anos antes de Barakat perceber que vivia próximo a um pastor cristão mundialmente conhecido.
Quando Barakat descobriu quem Warren era, ele convidou seu vizinho para aprender mais a respeito do Islã. “Eu estava falando com ele por sobre a cerca”, disse Barakat. “Eu disse, Rick, por que você não vai comigo para Síria? Ele disse ‘Claro, vamos conversar sobre isso. Vamos fazê-lo’”.
Warren viajou com Barakat para a Síria em 2006, e Warren e sua esposa Kay, começaram a participar das refeições Iftar na mesquita de Mission Viejo. Iftar é a refeição noturna que os muçulmanos comem após jejuarem o dia todo durante o mês sagrado do Ramadã. Convites se seguiram para participar em conferências em Long Beach, Washington D.C., e em outros lugares.
“Entendemos que para algumas pessoas na comunidade religiosa esses eventos podem ser difíceis de engolir”, disse Yassir Fazaga, imam na mesquita de Mission Viejo. “Mas eu creio que nós temos de começar em algum lugar e só começar a se aproximar e ser acessível às pessoas quando elas nos perguntam sobre quem nós somos”.
Gwynne Guibord, uma sacerdotisa anglicana ordenada e cofundadora de um grupo de evangelismo de Los Angeles que promove relações entre igrejas e mesquitas nacionalmente, disse que a iniciativa de Saddleback é sem precedentes. “Não estou ciente de nenhuma outra igreja evangélica se aproximando da comunidade muçulmana”, ela disse.
Guibor disse que quando ela e Jihad Turk co-fundaram o Grupo Consultivo Cristão-Muçulmano em 2006, eles enviaram convites para mesquitas, para a arquidiocese católica e para as principais denominações protestantes em todo o sul da Califórnia, mas não para as igrejas evangélicas.
“Eu acho que muitos evangélicos sentem o mandamento bíblico de converterem pessoas ao Cristianismo”, Guibord disse. Como o Grupo Consultivo foi criado para responder ao antagonismo crescente entre as duas religiões, “não teríamos feito progressos” se um dos lados estivesse tentando converter o outro, ela disse. Agora, ela disse, dá para incluir evangélicos nos trabalhos de seu grupo.
Turk disse que o relacionamento entre a Igreja Saddleback e os muçulmanos, apesar de ainda no começo, já tem produzido resultados. “Pessoas (no jantar em dezembro) estavam falando sobre os laços que elas formaram e estavam chorando”, ele disse. Ambos os lados perceberam que compartilhavam ideias erradas sobre a religião um do outro.
“Nós fizemos um jogo de perguntas e respostas no jantar de Natal”, Turk disse, “perguntando sobre questões básicas sobre o Islã e o Cristianismo com as Escrituras, o Corão ou a Bíblia. E ambos os lados perderam… é educativo para todos”.
Barakat disse que ele continua a conhecer Warren como um homem que literalmente ama a seu próximo. Barakat disse que suas crianças sempre podiam contar com Warren para comprar seus doces ou assinaturas de revistas que elas vendiam porta-a-porta para arrecadações para a escola. Os Warren foram anfitriões da família Barakat no jantar de Natal, ele disse.
“Ele me chama de seu irmão muçulmano”, Barakat disse. “Tudo começou com uma amizade”.
Traduzido por Eliseu P. L. J. do artigo: Rick Warren builds bridge to Muslims

>Rick Warren dá destaque a famosos médicos de seitas

Publicado em Emanuel Swedenborg, Rick Warren por juliosevero em 16 de janeiro de 2011

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Rick Warren dá destaque a famosos médicos de seitas

Médicos são promotores do misticismo oriental, universalismo

WorldNetDaily
Quando Rick Warren, pastor de mega-igreja, decidiu que precisava levar sua saúde a sério, ele respondeu de um modo tipicamente ambicioso, lançando um programa de saúde de duração de um ano para sua igreja, o “Plano Daniel”, escrito com a ajuda de três médicos famosos que aparecerão hoje no primeiro de uma série de seminários de saúde.
Rick Warren

Mas os que criticam o que ele está fazendo apontam para o fato de que os médicos que criaram o programa ao que tudo indica não têm as convicções evangélicas que a igreja de Warren professa, adotando em vez disso várias formas de misticismo oriental e os princípios de uma seita cristã, o swedenborgismo.

Tendo feito o compromisso de perder 40 quilos, Warren disse que se colocou sob os cuidados dos médicos Mehmet Oz, Daniel Amen e Mark Hyman no outono passado e trabalhou com cada um para desenvolver o “Plano Daniel”.
Oz, apresentador do “Programa do Dr. Oz” ganhador do Emmy e é professor de cirurgia na Universidade de Columbia, diz que se inspira em Emanuel Swedenborg, o fundador de uma seita no século XVIII que ensinava que todas as religiões levam a Deus e negava as doutrinas cristãs ortodoxas como a expiação de Cristo pelos pecados, a trindade e a deidade do Espírito Santo.
Amen, que é um escritor best-seller e professor de psiquiatria na Universidade da Califórnia em Irvine, ensina meditação das religiões orientais e Reiki, prática com base em energias da Nova Era.
Hyman, escritor de livros na lista dos mais vendidos do jornal New York Times, promove meditação mística baseada em princípios budistas.
Steve McConkey, que dirige um site chamado Christian Investigator (Investigador Cristão), chamou de “preocupante que um pastor elevado dos Estados Unidos esteja promovendo falsos mestres”.
“Estamos vivendo o ponto mais baixo de espiritualidade dos Estados Unidos com líderes fracos”, ele disse.
A assessoria da Igreja Saddleback não respondeu a uma ligação de WND pedindo um comentário.
McConkey apontou para o fato de que os seguidores do que se chama swedenborgianismo acreditam que todas as religiões conduzem a Deus e que o Cristianismo tem de passar por um renascimento. O grupo também nega a existência do diabo como pessoa e crê que a Bíblia não foi inspirada por Deus. Quando as pessoas morrem, acreditam os seguidores, elas se tornam anjos ou espíritos malignos.
Emanuel Swedenborg disse que teve uma visão em 1745 em que ele viu criaturas rastejando nas paredes. Ele afirmou que Deus então lhe apareceu como um homem e lhe disse que promovesse os novos ensinamentos ao mundo.
Warren planeja ter debates individuais com Amen e Hymen no seminário de hoje, que irá das 8h30min até às 12h30min na Igreja Saddleback em Lake Forest, Calif. Oz aparecerá via uma mensagem de vídeo.
O seminário será também transmitido ao vivo pela Igreja Saddleback.
A igreja diz que todos os seus mais que 5 mil grupos pequenos implementarão o “Plano Daniel”, que é parte do “Década de Destino”, um plano de 10 anos que está sendo lançado neste mês “para ajudar indivíduos a terem sucesso e serem o que Deus os designou para ser em todos os aspectos da vida”.
Warren, autor do livro best-seller “Uma Vida Com Propósitos”, disse que está “honrado de estar fazendo parceria com esses especialistas de saúde reconhecidos internacionalmente”.
“Deus diz que a saúde é importante, e é isso o que queremos estar estudando com profundidade”, Warren disse.
Ele disse que os muitos americanos que resolvem a cada ano perder peso e colocar-se em forma precisam ter a motivação certa se querem ter êxito.
“Esperamos fornecer incentivo, com base em princípios bíblicos, para ajudar a fazer uma mudança real de estilo de vida para uma saúde melhor”, Warren disse.
O “Plano Daniel”, que durará 52 semanas, está sendo baseado, de acordo com a Igreja Saddleback, no relato bíblico de Daniel e seus três amigos, Sadraque, Mesaque e Abednego, que recusaram ter parte nas ricas comidas e vinho do rei da Babilônia e desafiaram o superintendente do rei a fazer um teste de planos de refeição.
Daniel e seus três colegas comeram uma dieta de 10 dias de verduras e água que os tornaram mais saudáveis e mais bem alimentados dos que os outros.
“Cresci num lar onde a mesa de jantar era a característica principal de nossa existência”, Warren disse. “Nunca prestei muita atenção à minha saúde, já que ela nunca foi importante para mim. Mas no começo deste ano tive um momento de clareza e compreendi que todos precisamos fazer uma mudança, e que eu não posso ajudar ninguém se primeiro não começo comigo”.
Warren citou estatísticas que indicam que de cada 10 americanos, 7 estão acima do peso e que o diabetes e doenças cardiovasculares estão aumentando.
“Os Estados Unidos estão ficando mais e mais gordos, e temos de fazer algo sobre isso”, disse ele.
Depois do seminário de saúde, profissionais médicos e voluntários estarão à disposição nas dependências da Igreja Saddleback para registrar números de saúde de modo que os indivíduos possam iniciar o “Plano Daniel”, disse a Igreja Saddleback. Os participantes poderão criar seus próprios perfis online através do site da igreja para guiá-los através do plano e manterem um registro de melhorias e resultados de saúde.
Warren fundou a Igreja Saddleback em 1980 com sua esposa Kay. A igreja tem uma frequência média semanal de 22 mil em seu prédio principal de Lake Forest e nove outros locais nas cidades de Anaheim, Corona, Huntington Beach, Irvine, Laguna Woods, Orange, San Clemente e Rancho Capistrano.
O presidente Obama escolheu Warren para dar uma oração em sua posse de 20 de janeiro de 2009, provocando uma reação irada de ativistas homossexuais que denunciaram o apoio público de Warren à Proposta 8, o referendo que limitava o casamento na Constituição da Califórnia a um homem e uma mulher.
Defendendo sua escolha, Obama notou na época que apesar de suas discordâncias com Warren em várias questões, o pastor o havia convidado a dar uma palestra na Conferência Global sobre AIDS e Igreja realizada na Igreja Saddleback em 2006. Alguns evangélicos na época fizeram objeções ao fato de que Obama, do esquerdista Partido Democrático e defensor do aborto, estivesse recebendo uma oportunidade de ocupar o púlpito de uma igreja que se opõe ao aborto. Na conferência de AIDS de 2007, a senadora [pró-aborto] Hillary Clinton deu uma palestra que foi calorosamente recebida, enquanto Obama estava entre vários candidatos que apresentaram via satélite massagens gravadas.  
Depois da conferência, Warren respondeu aos seus críticos evangélicos numa entrevista para WND publicada como uma série de três partes (em inglês): Part One. Part Two. Part Three.
Em agosto de 2008, Obama apareceu na igreja de Warren com o candidato presidencial John McCain, do Partido Republicano, para um debate em que cada candidato foi questionado pelo pastor por uma hora.
Em 2006, WND fez uma reportagem revelando que Warren havia provocado polêmica durante sua viajem à Síria quando ele descreveu as políticas da nação árabe como “moderadas”, ainda que os EUA tivessem colocado a Síria em sua lista de governos que patrocinam o terrorismo e perseguem cristãos e judeus.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

>Rick Warren ataca lei anti-homossexualismo

Publicado em Aliança Evangélica da Irlanda, Evangelho, homofobia, homossexualidade, pena de morte, Rick Warren, Uganda por juliosevero em 15 de dezembro de 2009

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Rick Warren ataca lei anti-homossexualismo

Enquanto isso, Aliança Evangélica da Irlanda apóia lei pró-homossexualismo

Julio Severo

Os ativistas gays, que desprezam completamente a condenação divina ao homossexualismo, não hesitam de usar e distorcer as palavras de Jesus Cristo para ensinar aos cristãos que o único modo como os cristãos podem demonstrar amor aos homossexuais é apoiando a aprovação de leis anti-”homofobia”.

Sem tal apoio, os militantes homossexuais insistem em que os cristãos são merecedores de rótulos como “homofóbicos”, hipócritas, assassinos de homossexuais, etc. A insistência deles é persistente em toda a mídia. A cobrança deles contra os cristãos é contínua.

Se a água mole em pedra dura tanto bate até que fura, então parece que o gotejamento homossexual está furando a resistência evangélica.

Na Irlanda, um projeto de lei pró-homossexualismo ganhou o apoio da Aliança Evangélica da Irlanda (AEI), que explicou sua posição com a alegação de que Jesus Cristo não discriminava. Portanto, os cristãos também não podem discriminar. A AEI declarou:

“Os casais amasiados são uma realidade — esta legislação busca lidar com essa realidade de uma perspectiva legal. Discordamos dos detalhes da legislação, mas como seguidores de um Deus justo e compassivo podemos reconhecer a justiça de dar proteção legal para a realidade dos relacionamentos amasiados de mesmo sexo e sexo oposto”.

Por outro lado, Rick Warren adotou posição semelhante de usar a compaixão de Deus para condenar completamente um pesado projeto de lei contra o homossexualismo em Uganda. Esse país africano, que no passado tinha reis homossexuais que abusavam de meninos, continua hoje enfrentando problemas de abusos sexuais de meninos. Além disso, Uganda encontra-se sob pressão internacional para apoiar a agenda gay. Mas não foi para condenar veementemente os abusos homossexuais contra meninos que Warren interferiu em Uganda.

Diferente de países islâmicos como o Irã, que mata homossexuais arbitrariamente, o projeto de lei de Uganda condena à morte somente homens persistentes no homossexualismo, homossexuais que estupram meninos e homossexuais portadores do HIV que infectam outras pessoas.

Warren explicou sua motivação para interferir no caso de Uganda:

“Conhecemos a declaração de Edmund Burke de que ‘Tudo o que é necessário para que o mal triunfe é os homens bons não fazerem nada’. É por isso que estou revelando o que está em meu coração hoje. Como pastor americano, não é meu papel interferir nas políticas de outras nações, mas é meu papel falar explicitamente sobre questões morais”.

Contudo, Warren, cuja experiência inclui reuniões com líderes religiosos islâmicos, não usa seu papel para falar explicitamente aos islâmicos que eles precisam parar de perseguir os cristãos. Ele também não usa seu papel para falar explicitamente das leis islâmicas que condenam à morte homossexuais.

Em seu próprio país, os Estados Unidos, Warren tem evitado usar seu papel para falar explicitamente contra os agressivos projetos de lei homossexual. Ele tem também evitado incomodar Obama e seu governo, que são explicitamente pró-aborto e pró-homossexualismo. Diante de sua majestade obâmica, em vez de usar seu papel para falar explicitamente sobre aborto e homossexualismo, Warren limita-se a melosidades.

Provavelmente, o projeto de lei de Uganda não será aprovado, pois a oposição internacional — vinda de grupos homossexuais, ONU e União Européia — é enorme.

Na minha opinião, a parte mais problemática desse projeto é a imposição de que os cidadãos de Uganda são obrigados a notificar a polícia sobre comportamentos homossexuais. Essa imposição prejudicaria ministérios cristãos que ajudam homossexuais.

Mas a opinião de Warren é que o duro projeto de lei de Uganda não espelha o Evangelho.

Entretanto, vamos falar francamente. Qual é a lei que espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa assassinos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa pedófilos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa estupradores espelha o Evangelho?

Sejamos realistas: o Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna, deixando claro que os homens que escolhem viver no pecado serão condenados à morte eterna, sendo destinados ao sofrimento do inferno, eternamente separados de Deus.

O Evangelho veio para salvar os pecadores. Essa é sua ocupação exclusiva. Portanto, se por causa do Evangelho a lei humana não pode condenar o homossexualismo, então por causa do mesmo Evangelho ela também não pode condenar os assassinatos, estupros e pedofilia.

No que se refere ao Evangelho, amamos os homossexuais, pedófilos, assassinos, estupradores, etc. Nós os amamos porque Jesus os ama e quer salvá-los. Isso, porém, não significa que devamos ser contra as leis que condenam a homossexualidade, pedofilia, assassinatos, estupros, etc.

Vinte anos atrás, a Anistia Internacional entrou em contato comigo pedindo meu apoio contra a lei de pena de morte no Texas, porque na década de 1980 eu fazia parte de uma equipe que ministrava, por correspondência, a presos do corredor da morte no Texas. Minha missão era ministrar a presos de fala hispânica. Todos eles haviam cometido assassinatos terríveis.

O Evangelho pode salvar tais criminosos? Claro que sim! Eu fazia o acompanhamento dos presos, falando do amor de Jesus, enviando literatura em espanhol, etc. Mas, quer eles se abrissem para Jesus ou não, minha opinião é que eles deveriam pagar sua dívida social.

A lei humana estava fazendo sua parte justa, condenando um assassino com a pena máxima. Minha parte era apenas levar o assassino a conhecer o amor de Jesus Cristo.

Existe uma separação entre lei e Evangelho. O Estado deve cumprir seu papel de castigar os que violam as leis justas. O papel do Evangelho não é destruir as leis justas, mas apenas cumprir outro tipo de papel: alcançar todos os pecadores com a mensagem de salvação.

O mais triste de tudo é que em seu próprio país, Warren tem recuado e não está usando seu papel para falar explicitamente em favor de iniciativas cristãs para defender o casamento natural contra os ataques sistemáticos do movimento homossexual. Sem dúvida, Warren não quer ofender nem enfurecer os grupos homossexuais nem a mídia esquerdista, que não aplaude esse tipo de defesa.

Evidentemente, essa mesma mídia, que jamais condena a lei islâmica contra o homossexualismo, está condenando a lei anti-homossexualismo da Uganda cristã. E, com todos esses holofotes, Warren entra no palco.

Obama defende abertamente o assassinato de inocentes bebês em gestação. Se Warren, que em suas oportunidades públicas com Obama, nunca usou seu papel para falar explicitamente contra tais inclinações assassinas, por que agora ele interfere em Uganda? Onde está sua coerência?

É certo Warren lembrar-se de seu “papel de falar explicitamente sobre questões morais” apenas para Uganda, e não para Obama e seu governo? É certo Warren ser rigoroso e veemente apenas com Uganda, e não com Obama e seu governo?

Gosto de Warren quando ele diz o que é certo. Mas é difícil apreciar quando ele e outros, em nome de um amor cristão meloso, parecem demonstrar mais interesse em ganhar a simpatia da mídia do que desafiar os padrões injustos impostos por tendências esquerdistas.

Conforme o Apóstolo Paulo ensina em Romanos, temos de nos transformar pela renovação da nossa maneira de pensar. Sem essa transformação periódica, somos inevitavelmente arrastados pelos redemoinhos, modismos e armadilhas deste mundo. Sem essa transformação periódica, ficamos presos à maneira de pensar do mundo. Sem essa transformação periódica, o Evangelho deixa de ser a mensagem de salvação e libertação do pecado, para se tornar uma criatura feita conforme a semelhança de idéias e desejos humanos:

Nas mãos dos ativistas gays e de cristãos liberais e esquerdistas, o Evangelho é um instrumento para promover a aceitação do pecador junto com o pecado. Eles usam o Evangelho para pregar insistentemente que o único modo de os cristãos provarem que são tão compassivos quanto seu Deus é apoiando os projetos de lei vindo das entranhas do movimento gay.

Nas mãos de cristãos que querem agradar os dois lados, o Evangelho se torna uma ferramenta de conveniências políticas, sociais e religiosas.

Nas mãos do Espírito Santo, o Evangelho é uma ferramenta distinta, mas não oposta, das leis que condenam o pecado. A lei justa lida com o delito castigando o infrator. O Evangelho lida com o pecador para salvá-lo da condenação eterna, sem isentá-lo de pagar suas dívidas sociais e criminais aqui mesmo na terra.

Sem esse entendimento da separação entre lei e Evangelho, podemos facilmente cair nos erros da Aliança Evangélica da Irlanda.

Que esses exemplos nos ajudem a sermos equilibrados, imparciais e justos na lei e no Evangelho.

Versão em inglês deste artigo: Rick Warren attacks anti-homosexuality bill

Fonte: www.juliosevero.com

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