Julio Severo

Polêmica carismática na política e nos meios de comunicação

Publicado em John Ashcroft, Michele Bachmann, Nova Reforma Apostólica, Peter Wagner, Rick Perry por juliosevero em 18 de dezembro de 2011

Polêmica carismática na política e nos meios de comunicação

Gina Meeks
Embora algumas denominações sejam conhecidas por se engajarem nas guerras culturais e na política, os pentecostais e carismáticos não estão historicamente entre eles. À medida que pentecostais e carismáticos estão ficando com voz mais ativa na política, o resultado tem sido polêmica.
Aliás, candidatos apoiados por carismáticos nem sempre são apoiados pelos meios de comunicação esquerdistas.
John Stemberger, advogado da cidade de Orlando e presidente do Conselho de Política da Família na Flórida, diz que Michele Bachmann, a congressista de Minnesota, e Rick Perry, o governador do Texas, são dois bons exemplos.
“Os líderes carismáticos que dão um passo para dentro das disputas políticas são normalmente atacados pela esquerda e pelos grandes meios de comunicação no momento em que eles são percebidos como eficazes ou influentes”, Stemberger escreve num artigo da revista Charisma. “A esquerda tem transformado numa forma de arte virtual a demonização de qualquer líder famoso que assuma uma postura a favor dos valores cristãos”.
Mas por muitas razões, os líderes pentecostais muitas vezes recebem mais críticas do que outros líderes evangélicos. Stemberger argumenta que embora alguns desses ataques sejam legítimos, outros são “completamente preconceituosos e ilegítimos”.

Ataques ilegítimos

Stemberger escreve: “As elites seculares nos meios acadêmicos e nos meios de comunicação muitas vezes sabem pouco sobre a importância da religião em geral, mas são ainda mais ignorantes acerca das convicções e experiências muito reais praticadas por milhões de cristãos carismáticos nos Estados Unidos e ao redor do mundo”.
Além disso, há uma tendenciosidade negativa dirigida a “qualquer religião que se expresse num contexto político socialmente conservador”. Stemberger diz que a oposição aos pentecostais é ainda mais intensa por causa de suas expressões peculiares de adoração e práticas fora do comum como falar em línguas, orar pela cura dos doentes e palavras proféticas.
Embora os esquerdistas tendam a valorizar a tolerância, a diversidade e a imparcialidade, essas virtudes se perdem no que se refere a pentecostais na esfera política.
A esquerda acredita que está desmascarando e prejudicando a credibilidade de líderes como Sarah Palin, Bachmann e Perry quando tenta demonizá-los. “A principal arma da esquerda é incitar medo lançando ataques cruéis, estratégicos e multidimensionais”, explica Stemberger.
Isso fica evidente quando se olha para as atitudes dos grandes meios de comunicação, que atacaram sistematicamente John Ashcroft, ex-Procurador Geral de Justiça dos EUA, e James G. Watt, primeiro ministro do interior de Ronald Reagan. Ambos tiveram formação na Assembleia de Deus.
Mais recentemente, NPR, Newsweek e Time atacaram candidatos favoráveis aos pentecostais frisando as conexões deles com grupos carismáticos, tais como a Nova Reforma Apostólica (ou NRA) de Peter Wagner. Todos esses três veículos de comunicação esquerdistas atacaram Wagner torcendo a terminologia das “sete montanhas” da NRA, a qual envolve cristãos estabelecendo o Reino de Deus em todas as esferas da cultura, e até compararam a NRA com um grupo islâmico de guerra santa. Clique aqui para ler a defesa de Wagner em inglês.
A esquerda ataca líderes cristãos como Wagner como um aviso para outros que tentarem colocar um pé na esfera política. “Tragicamente, a igreja tem muitas vezes sucumbido a essa intimidação”, escreve Stemberger.
Ele acrescenta: “Contudo, o que os carismáticos precisam compreender — e o que os meios de comunicação esquerdistas não entendem — é que tais táticas podem estimular e fortalecer o apoio a esses líderes e reforçar a influência deles mais do que se esses aspirantes políticos tivessem sido isolados ou ignorados”.
Esse tiro pela culatra é semelhante ao caso de José em Gênesis 50:20; o que essas agendas muitas vezes anticristã intentaram para o mal, “Deus intentou para o bem”.

Críticas legítimas

Particularmente quando lida com abuso, hipocrisia e decisões imprudentes feitas por líderes carismáticos, a crítica é às vezes justificada, diz Stemberger, “apesar do fluxo de intolerância religiosa movido pela mídia e menosprezo ilegítimo dirigido aos carismáticos”.
Houve muitas ocasiões, por exemplo, em que os meios de comunicação seculares zombaram de pastores carismáticos por darem uma “palavra profética” que nunca se cumpriu. Igualmente tão ruim é que os evangélicos muitas vezes criticam líderes pentecostais por proporem ensinos claramente sem base bíblica.
Stemberger explica: “Essas palavras proféticas e interpretações equivocadas das Escrituras são raramente compartilhadas com líderes da igreja antes de se tornarem públicas, especialmente porque em muitas dessas igrejas ou ministérios não há prestação de constas ou pluralidade de liderança”.
Essas situações prejudicam a credibilidade carismática, não só com os evangélicos, mas também com o público geral.
“Pelo fato de que muitos pastores carismáticos dirigem suas igrejas com autoridade individual ou funcionalmente ou organizacionalmente, uma falta estrutural de prestação de contas os torna propensos a se tornarem facilmente o próximo alvo dos meios de comunicação”, conclui Stemberger.
Este texto foi adaptado do artigo de John Stemberger, “The Rising Tide of Influence” (O Crescimento da Influencia [Pentecostal]), que apareceu pela primeira vez na edição de novembro da revista Charisma. Clique aqui para ver a edição digital.

Os Estados Unidos precisam de um conservador mais forte do que Rick Perry

Publicado em Rick Perry por juliosevero em 26 de agosto de 2011

Os Estados Unidos precisam de um conservador mais forte do que Rick Perry

Julio Severo
Nas raízes dos EUA, está um conservadorismo sólido. Seus fundadores foram os Peregrinos: evangélicos com fortes valores morais e bíblicos.
Entretanto, hoje os EUA têm em sua presidência um homem que é uma inversão dos valores originais dos EUA. O que não é de surpreender então são os potentes problemas morais, espirituais e financeiros em que estão os EUA.
Apesar de sua profunda crise financeira, os EUA sob Barack Obama estão determinados a continuar investindo no aborto, não só nos EUA, mas também no mundo inteiro. Tem havido pouca proteção para a sociedade americana contra a presente crise, que tem atingido duramente as famílias americanas. Mas os investimentos de aborto estão sob a poderosa proteção do governo dos EUA. Matar bebês em gestação é prioridade absoluta da política americana.
NSSM 200, um documento confidencial de controle populacional elaborado pela Casa Branca em 1974 (acessível ao público em 1989), deu aos EUA um papel central e secreto de promover o aborto e a contracepção no mundo inteiro. Nenhuma nação na terra, nem mesmo a União Soviética, tem lutado tanto contra os bebês em gestação no mundo inteiro quanto os EUA.
Qualquer que tenha sido seu chamado durante sua fundação, envolvendo cristãos sólidos como os Peregrinos, desde o NSSM 200 os EUA adquiriram outro chamado: fazer a contracepção e a matança de bebês em gestação no mundo inteiro tão normal quanto o arroz e feijão.
Está funcionando. Décadas após o NSSM 200, a União Soviética caiu, mas o imperialismo do aborto vem avançando, independente de crises e oposição, com incrível proteção e ímpeto dos EUA.
Talvez haja também algum NSSM 200 pró-sodomia secreto, pois nenhuma nação na terra tem promovido a sodomia no mundo todo mais do que os EUA. A sodomia é prioridade absoluta na política americana. Nenhuma crise impede os EUA de serem fiéis ao seu chamado imundo — um chamado que teria angustiado os Peregrinos. Se eles tivessem visto de antemão os EUA no futuro, eles poderiam simplesmente ter mudado de ideia e voltado para a Inglaterra.
Obama não é um presidente que “mudou” os EUA. Totalmente fiel aos valores da sodomia e matança de bebês em gestação, ele vem mantendo os EUA nos trilhos do NSSM 200.
Os EUA estão investindo bilhões na propagação do aborto e da sodomia — em sua própria sociedade e no mundo inteiro. Nenhuma crise, seja financeira ou de outras espécies, os desvia de seu chamado imundo.
Para aqueles que concordam com os Peregrinos, os EUA precisam de um presidente tão forte em justiça quanto Obama é forte na perversidade.
Em minha opinião, Rick Perry não tem condições de preencher esse papel. Ele apoiou Al Gore no passado. Ele sancionou uma lei anti-“homofobia” no Texas. E ele decretou vacinação compulsória da Gardasil nas meninas de escola. Gardasil foi criada para combater o HPV, uma doença comum em indivíduos sexualmente promíscuos. Portanto, Perry tratou todas as meninas do Texas como potencialmente promíscuas, não dando a seus pais nenhuma escolha de evitar essa decisão tirânica feita sob o pretexto de saúde. Essa atitude foi digna de um esquerdista.
Oh, alguns poderiam dizer que Perry é agora um homem “mudado”. Postei em meu blog algumas de suas recentes iniciativas antiaborto. Mas no Brasil, quando um candidato faz muitas coisas “boas” em época eleitoral, seu interesse é conquistar eleitores.
Contudo, o real conservadorismo dele se revelou quando o Estado de Nova Iorque aprovou o “casamento” de mesmo sexo. Perry disse: “Para eles isso é excelente”.
Não, não é excelente para ninguém se outro estado ou nação aprova o aborto, a sodomia ou outros males. Se um país os escolhe, é ruim e tem de ser publicamente condenado. Tal é a atitude apropriada de um conservador de verdade. E, como cristãos, se não conseguimos levar pessoas para Cristo por causa da recusa dura delas, pelo menos somos chamados a avisá-las acerca dos caminhos destrutivos que ameaçam suas vidas e famílias.
Se alguns políticos derem um jeito de aprovar o “casamento” de mesmo sexo no Texas, seria “excelente” para Perry? Se a resposta for afirmativa, como presidente seria simplesmente ruim se ele visse isso como “excelente”.
As políticas de aborto e sodomia dos EUA, as quais têm acarretado devastação ao redor do mundo, são promovidas por presidentes americanos de enorme fibra imoral, especialmente Obama. Fazer frente a tais ataques massivos contra as famílias, nações e sua soberania moral requer homens de enorme fibra moral.
Não sei o que os EUA podem fazer para acabar com o lamaçal de sodomia e matança de crianças no qual enfiaram a si mesmos e o mundo. Mas certamente precisam de um conservador mais forte do que Rick Perry.
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