Julio Severo

Senador denuncia: EUA estão financiando nações que perseguem e matam cristãos

Posted in Estados Unidos, Primavera Árabe, Rand Paul, Saddam Hussein by juliosevero on 16 de junho de 2013

Senador denuncia: EUA estão financiando nações que perseguem e matam cristãos

Ele pede o fim desse tipo de financiamento

Julio Severo
Certa vez, Barack Obama disse que seja o que foi que os EUA foram no passado, hoje não são mais uma nação cristã, e agora um senador americano, que critica a agenda socialista do atual governo americano, diz que Obama pode ter razão em suas palavras.
De acordo com o WND, o senador Rand Paul (R-Ky) disse: “É evidente que o dinheiro dos americanos que pagam impostos está sendo usado numa guerra contra o Cristianismo.”
“Fico enfurecido de ver meu dinheiro de imposto sustentando governos que matam cristãos por blasfêmia contra o islamismo, países que matam muçulmanos que se convertem ao Cristianismo.”
Fúria islâmica contra os cristãos

Paul criticou a atitude do governo dos EUA de enviar continuamente dinheiro para esses países.

“Não faz sentido. Será que deveríamos estar enviando caças F-16s e tanques para o Egito quando o presidente Mohammed Morsi diz que os judeus são descendentes de macacos e porcos?” disse ele. “Ainda que esses países não estivessem cometendo todas essas atrocidades contra os cristãos, não deveríamos estar lhes enviando dinheiro. Estamos pegando dinheiro emprestado da China para dar para o Paquistão.”
Paul disse que o dinheiro dos impostos dos trabalhadores americanos está sendo enviado “para países que não só não toleram os cristãos, mas demonstram ódio explícito. Os cristãos são presos e ameaçados de morte por suas convicções.”
Paul disse que havia introduzido um projeto de lei no Congresso dos EUA que limitava o financiamento do governo dos EUA para nações que matam cristãos, mas seu projeto foi derrotado.
Senador Rand Paul

Ele comentou o impacto das ações dos EUA. No Iraque, embora Saddam Hussein fosse um ditador brutal, seu governo era laico e os cristãos tinham liberdade de adorar e viver. Mas hoje, os cristãos iraquianos fugiram de seu país por causa do governo islâmico que os próprios EUA instalaram ali.

“Antes da Primavera Árabe, o Cristianismo estava florescendo em postos avançados, como os cristãos coptas no Egito. Eu esperava que a Primavera Árabe trouxesse liberdade para pessoas há muito tempo oprimidas em todo o Oriente Médio, mas temo que a Primavera Árabe esteja se tornando um Inverno Árabe,” disse ele. “Hoje, os cristãos no Iraque, Líbia, Egito e Síria estão fugindo — perseguidos ou sendo mortos — mas nós continuamos a mandar ajuda para os caras que estão caçando os cristãos.”
“É evidente que o dinheiro dos americanos que pagam impostos está sendo usado para possibilitar uma guerra contra o Cristianismo no Oriente Médio e acredito que é preciso dar um basta nisso,” disse ele.
Com informações do WND.
Leitura recomendada:

EUA estão ajudando a reconstruir o Império Otomano

Posted in Alemanha, Império Otomano, Primavera Árabe, Síria, Turquia by juliosevero on 6 de junho de 2013

EUA estão ajudando a reconstruir o Império Otomano

Robert E. Kaplan
Todas essas intervenções militares dos Estados Unidos aconteceram em uma área que foi parte do Império Otomano, e onde um regime secular foi substituído por um islâmico. Até agora, a política da Alemanha de manter escondido o seu papel de liderança na tentativa de reconstituir o Império Otomano foi bem sucedida.
Desde meados da década de 1990, os Estados Unidos intervieram militarmente em vários conflitos armados na Europa e no Oriente Médio: lançar bombas na Sérvia em apoio ao regime muçulmano de Izetbegovic na Bósnia em 1995, lançar bombas novamente em apoio a guerrilheiros muçulmanos em 1999, lançar bombas sobre o regime líbio de Kadafi em apoio aos rebeldes em 2010. Para os americanos, a justificação para cada intervenção foi motivada por questões humanitárias: para proteger muçulmanos bósnios dos sérvios genocidas, para proteger muçulmanos de Kosovo dos sérvios genocidas, e para proteger os líbios do ditador assassino Muamar Kadafi.

Outras desculpas para as intervenções também foram utilizadas: para ganhar uma posição estratégica para os Estados Unidos nos Balcãs, para derrotar o comunismo na Iugoslávia, para demostrar aos muçulmanos do mundo que os Estados Unidos não são anti-muçulmanos, para redefinir o papel da OTAN no período pós-Guerra Fria, entre outras.

Todas essas intervenções militares dos Estados Unidos aconteceram em uma área que foi parte do Império Otomano. Em cada uma delas, o regime secular acabou substituído por um islâmico, a favor da lei islâmica e da criação de um califado mundial. Os países que passaram pela “Primavera Árabe” a partir de 2010 sem a ajuda da intervenção militar americana, Tunísia e Egito, também foram parte do Império Otomano, e também acabaram governados por regimes islâmicos.
Nos Estados Unidos, a maioria das discussões sobre os conflitos militares na década de 1990 nos Balcãs e sobre a “Primavera Árabe” entre 2010 e 2012 não mencionam que as áreas envolvidas foram parte do Império Otomano, inclusive a Turquia, as áreas habitadas por muçulmanos em torno do Mediterrâneo, o Iraque, as regiões costeiras da Península Árabe e partes dos Balcãs. Nas áreas que passaram pela Primavera Árabe, o papel da Turquia todas as vezes foi de apoiar os rebeldes e rapidamente reconhecê-los como um governo legítimo do país em revolta.
E os líderes turcos conectam os conflitos na Bósnia, a “Primavera Árabe” e o Império Otomano. Harold Rhode, um americano especialista em Turquia, noticiou:
Os recentes [2011] discursos de Erdogan [presidente da Turquia] após sua vitória eleitoral colocam em evidência suas verdadeiras intenções com relação à política externa da Turquia. Segundo ele, sua vitória é tão importante em Ancara quanto o é na capital da Bósnia e Herzegovina, Sarajevo, que era uma importante cidade otomana nos tempos do império; que a festa de sua vitória foi tão importante em uma grande cidade como Izmir, na costa oeste de Anatólia, quanto em Damasco, e tão importante em Istambul quanto em Jerusalém…
Ao dizer que essa vitória é tão importante em todas as ex-cidades otomanas, Erdogan aparentemente se vê na tentativa de recuperar na sua totalidade o passado otomano da Turquia.
O fato de que desde 1990 cada país da Europa e do Oriente Médio que sofreu intervenção militar americana em um conflito militar interno ou em uma “Primavera Árabe” acabou com um governo dominado por islâmicos da Irmandade Islâmica ou pela al-Qaeda se encaixa bem na ideia de que esses eventos representam um retorno ao Império Otomano. Além de ser um império político governando um território e sua população, o Império Otomano alegou ser um califado com domínio espiritual sobre todos os muçulmanos, dentro e fora das fronteiras. Embora possa parecer estranho no início, a ideia de promover a renovação do Império Otomano em duas frentes: quebrar a estrutura política pós-otomana e promover um califado que islâmicos dizem desejar, parece bastante razoável.
Assim como os conflitos nos Balcãs na década de 1990 e a “Primavera Árabe” considerada em perspectiva histórica sugere que a Turquia pode estar tentando recriar seu antigo império, um exame do império turco em uma perspectiva histórica sugere uma possível parceria entre Alemanha e Turquia no projeto, considerando que, desde sua criação em 1870, a Alemanha viu a Turquia com seu império como seu mais valioso cliente e aliado. Na visão dos líderes da Alemanha, a Turquia era controlável por meio de uma combinação de intercâmbio comercial e presentes como oportunidades educacionais, disposição de conhecimentos técnicos e administrativos, e também propinas a autoridades turcas. A Alemanha via a influência da Turquia como um meio de influenciar os muçulmanos ao redor do mundo para seus próprios interesses. Como mostrou o estudioso alemão Worfgang Schwanitz, durante a 1º Guerra Mundial a Alemanha empregou o califado turco para promover a jihad (tumultos e rebeliões) em áreas onde muçulmanos eram governados por seus inimigos, que eram Rússia, da França, da Inglaterra e da Sérvia.
No entanto, nos cerca de 50 artigos reunidos em minha pesquisa sobre a consciência de parte dos americanos sobre uma possível conexão turca com a “Primavera Árabe”, não encontrei uma única menção a “Alemanha”. Somente em um link em um desses artigos, que levava a um artigo sobre a Corte Penal Internacional (CPI) que, com sua acusação a Muamar Kadafi e a emissão de um mandado de prisão contra ele, forneceu a base “legal” que legitimou os bombardeios da OTAN contra a Líbia, que deu a vitória aos rebeldes e terminou o regime de Kadafi, nele encontrei uma menção à Alemanha. Do artigo, “A Lawless Global Court” (Uma Corte Global sem Leis), escrito por John Rosenthal (Policy Review nº 123, 1º fev. 2004), descobre-se que a CPI é um projeto iniciado, promovido e até certo ponto financiado pela Alemanha. Levando isso em consideração, a ideia de que a CPI serve aos propósitos da Alemanha é senso comum. Por meio da conexão da Corte, a promoção alemã da “Primavera Árabe” fica clara. No entanto, quase nunca é mencionada. Esse silêncio exige uma explicação.

Mais tarde, encontrei uma referência explícita ao papel da Alemanha nisso tudo, principalmente na guerra contra o regime de Assad na Síria, no artigo de John Rosenthal German Intelligence: al-Qaeda all over Syria(Inteligência Alemã: al-Qaeda em Toda a Síria) no site do Asia Times, que noticia que o governo alemão apoia os rebeldes e seu braço político, o Conselho Nacional Sírio, contra Assad; que o governo alemão manteve em sigilo “por questões de interesse nacional” o conteúdo de vários relatórios da agência de inteligência alemã BND de que o massacre de civis na cidade síria de Houla em 25 de maio de 2012, em que Assad foi considerado responsável, foi na verdade cometido por forças rebeldes, e que “o Ministério de Relações Exteriores da Alemanha está trabalhando com representantes da oposição síria para desenvolver “planos concretos” para uma “transição política” na Síria após a queda de Assad. Até agora, a política da Alemanha de manter escondido o seu papel de liderança na tentativa de reconstituir o Império Otomano parece ter sido bem sucedida.

Cada ação militar dos Estados Unidos na Europa e no Oriente Médio desde 1990, no entanto, com exceção do Iraque, seguiu um padrão evidente: Primeiro houve um conflito armado dentro do país onde a intervenção iria acontecer. A mídia americana fez uma grande cobertura do conflito. Os “bonzinhos” na história eram os rebeldes. Os “vilões”, que seriam atacados pelas forças militares americanas, eram brutalmente antidemocráticos, perpetradores de crimes de guerra, guerras contra a humanidade e genocídios. Figuras públicas prestigiosas, ONGs, entidades judiciais e quase judiciais e organizações internacionais clamavam por apoio aos rebeldes e ataque ao regime. Próximo passo, o presidente americano ordenava um apoio logístico e fornecia armas aos rebeldes. Finalmente, o presidente americano ordenava um ataque militar sob proteção da OTAN em apoio aos rebeldes. O ataque geralmente consiste em um bombardeio aéreo, o atual equivalente das canhoneiras dos séculos XIX e XX, que podiam atacar cidades costeiras de países militarmente fracos sem medo de retaliação. O resultado final de todas as intervenções americanas foi a substituição do governo secular por um regime islâmico em uma área que foi parte do Império Otomano.
Por que o governo dos EUA promoveria ativamente objetivos alemães, como a destruição da Iugoslávia (a Alemanha invadiu a Sérvia nas duas guerras mundiais) e a recriação do Império Otomano, é uma questão que precisa ser respondida.
Robert E. Kaplan é historiador, com doutorado pela Universidade de Cornell, especializando em Europa moderna.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do Conselho de Política Internacional do Instuto Gatestone: The U.S. Helps Reconstruct the Ottoman Empire
Leitura recomendada:

O êxodo em massa de cristãos do mundo islâmico

Posted in Bósnia, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Iraque, Líbia, Mali, muçulmanos, Primavera Árabe, Síria by juliosevero on 20 de maio de 2013

O êxodo em massa de cristãos do mundo islâmico

Raymond Ibrahim
Um êxodo em massa de cristãos está acontecendo neste momento.  Milhões deles estão sendo desalojados em todos os cantos do mundo islâmico. 
A fúria islâmica contra os cristãos

Estamos revivendo a história real de como o mundo islâmico (boa parte do qual, antes das guerras de conquista islâmicas, era quase inteiramente cristã) se formou.

A Comissão Americana de Liberdade Religiosa Internacional (U.S. Commission on International Religious Freedom) declarou recentemente: “A fuga de cristãos da região é sem precedentes, e está crescendo a cada ano”.  Antes de nossa geração passar, “os cristãos poderão ter desaparecido completamente do Iraque, do Afeganistão e do Egito”.
Constantes reportagens sobre o mundo islâmico certamente confirmam essa conclusão: O Iraque foi o primeiro indicador do destino que aguardava os cristãos assim que as forças islâmicas se viram livres dos controles que os ditadores lhes impunham.
Em 2003, a população cristã do Iraque era de pelo menos um milhão. Hoje já são menos de 400.000, resultado de uma campanha anticristã que começou com a ocupação americana do país, quando inúmeras igrejas cristãs sofreram ataques a bomba e inúmeros cristãos foram mortos, inclusive por crucificação e decapitação. 
Os ataques a uma igreja em Bagdá em 2010, na qual quase 60 fiéis cristãos foram assassinados, foi apenas a ponta de um iceberg que durava uma década.
Agora, com os EUA apoiando a jihad contra o presidente secular sírio Assad, o mesmo padrão teria que chegar à Síria: regiões e cidades inteiras onde cristãos viveram durante séculos antes do islamismo existir agora estão ficando vazias, pois os rebeldes visam os cristãos para sequestros, pilhagens e decapitações, tudo em obediência ao clamor das mesquitas, que dizem à população que é um “dever secreto” expulsar os cristãos.
Em outubro de 2012 o último cristão na cidade de Homs, que tinha uma população cristã de cerca de 80.000 antes da chegada dos jihadistas, foi assassinado.  Uma adolescente síria disse: “Fugimos porque estavam tentando nos matar… porque somos cristãos…  Nossos vizinhos se viraram contra nós. No fim, quando fugimos, fomos pelas sacadas. Sequer ousamos sair na rua em frente à nossa casa”.
No Egito, cerca de 100.000 cristãos coptas fugiram da sua terra natal logo após a “Primavera Árabe”.  Em setembro de 2012, a pequena comunidade cristã de Sinai foi atacada e expulsa por muçulmanos ligados à Al Qaeda, segundo reportagem da Reuters. Mas mesmo antes disso, a Igreja Ortodoxa Copta lamentou os “incidentes frequentes de remoção de coptas das suas casas, por força ou ameaça.
As remoções começaram em Ameriya [62 famílias cristãs expulsas], depois se estenderam para Dahshur [120 famílias cristãs expulsas], e hoje em dia o terror e as ameaças alcançaram os corações e almas de nossas crianças coptas em Sinai”.
Iraque, Síria e Egito são parte do mundo árabe.  Mas mesmo nas nações africanas e europeias com maioria cristã, os cristãos estão fugindo.
Em Mali, depois de um golpe islâmico em 2012, quase 200.000 cristãos fugiram.  De acordo com reportagens, “a Igreja em Mali corre o risco de ser erradicada”, principalmente no norte “onde rebeldes querem estabelecer um estado islâmico independente e expulsar os cristãos… tem havido buscas de casa em casa por cristãos que possam estar escondidos, igrejas e outras propriedades cristãs foram pilhadas ou destruídas, e pessoas são torturadas para revelar parentes cristãos”. Pelo menos um pastor foi decapitado.
Até mesmo na europeia Bósnia cristãos estão fugindo em massa, “em meio a crescente discriminação e islamização”.  Apenas 440.000 católicos permanecem na nação balcânica, metade do número antes da guerra.  
Os problemas citados são típicos: “enquanto dezenas de mesquitas são construídas na capital Bósnia Sarajevo, nenhuma autorização de construção foi dada a igrejas cristãs”. “O tempo está se encurtando enquanto ocorre uma aceleração preocupante no radicalismo”, declarou uma autoridade, que acrescentou que o povo da Bósnia e Herzegovina foi “perseguido por séculos” depois que as forças europeias “não lhes deram apoio na sua luta contra o Império Otomano”.
E a história se repete. 
Pode-se citar ainda vários casos: 
Na Etiópia, depois que um cristão foi acusado de profanar um Alcorão, milhares de cristãos foram forçados a sair de suas casas quando “extremistas muçulmanos incendiaram cerca de 50 igrejas e dezenas de casas de cristãos”. 
Na Costa do Marfim, onde cristãos têm sido literalmente crucificados, os rebeldes islâmicos “massacraram centenas e desalojaram dezenas de milhares” de cristãos.
Na Líbia, os rebeldes islâmicos forçaram várias ordens religiosas cristãs, que ajudavam pessoas doentes e necessitadas no país desde 1921, a fugir.
Para qualquer pessoa que acompanha o problema dos cristãos sob perseguição islâmica, nada disso é surpresa.  Como documentei em meu novo livro “Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians” (Mais uma Vez Crucificado: Expondo a Nova Guerra do Islamismo Contra os Cristãos), Em todo o mundo islâmico, em nações que não compartilham a mesma raça, língua, cultura ou economia, em nações que têm em comum apenas o islamismo, cristãos estão sendo perseguidos até a extinção. Essa é a verdadeira face do ressurgimento do extremismo islâmico.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do Fox News: The mass exodus of Christians from the Muslim world
Leitura recomendada:

Portas Abertas para o marxismo?

Posted in Irmão André, Missão Portas Abertas, Portas Abertas, Primavera Árabe, VINACC by juliosevero on 8 de outubro de 2012

Portas Abertas para o marxismo?

Julio Severo
Conhecemos o mensageiro pela sua mensagem. E a mensagem é clara:
“O que é necessário para uma sociedade mais justa e igualitária? Do que é que um país precisa para acabar com a corrupção e o alto índice de desemprego? Quem pode mover uma nação em torno de um mesmo ideal revolucionário e de um objetivo específico? Como acontece uma revolução? Talvez as respostas mais óbvias sejam: uma melhor distribuição de renda, um sistema de leis mais rígido, uma moeda forte e um amplo mercado de trabalho com mão de obra especializada e capacitada. E, por fim, um exército revolucionário bem armado, que tome o poder (golpe de estado) e implemente mudanças significativas”.
Agora, assinale aqui quem fez originalmente essa declaração:
1. Fidel Castro.
2. Hugo Chavez.
3. Dilma Rousseff, em seus tempos de guerrilheira comunista.
4. Missão Portas Abertas.
Se você escolheu a opção 1, 2 ou 3, lamentamos, mas você errou. O autor da declaração é a opção 4, Missão Portas Abertas, que acrescentou no final da declaração: “Essas respostas são boas e, até certo ponto, verdadeiras, mas devem ser o resultado das mudanças sociais – e não a causa”.
Dá para chamar de boa, vindo de uma missão evangélica que passou décadas informando o público sobre a perseguição dos cristãos em países comunistas, uma declaração que espelha o governo de Cuba, Venezuela, a extinta União Soviética e outros governos que massacravam cristãos?

Será que a Missão Portas Abertas, fundada por Andrew van der Bijl, chegou à conclusão de que “se você não pode lutar contra eles, junte-se a eles”? Andrew está hoje com 84 anos. Entendo que com essa idade, é quase impossível ele entender o que está acontecendo com sua missão. Mas os que estão na direção de Portas Abertas devem ser chamados a prestar contas.

O fato óbvio é que a declaração de Portas Abertas apoia explicitamente o sistema de governos opressores comunistas que viveram a realidade dessa declaração.
Como se isso já não fosse loucura suficiente, o texto de Portas Abertas é dirigido aos jovens, numa meta clara de incitá-los com tal declaração patentemente marxista.
Como se isso também não fosse esquizofrenia suficiente, Portas Abertas elogiou a “Primavera Árabe”, como um movimento revolucionário que trouxe mudança positiva para os países árabes, em resposta a supostas orações.
No Egito, graças à Primavera Árabe, hoje governa um militante ligado à Irmandade Muçulmana. Se a situação dos cristãos no Egito era ruim sob o governo islâmico moderado anterior, agora é o inferno.
A própria al-Qaeda está alegremente apoiando os rebeldes dessa revolução. Por isso, eu a chamo de “Primavera da al-Qaeda”. Para mais informações sobre essa revolução islâmica, leia este artigo: http://juliosevero.blogspot.com/2012/03/radicais-da-primavera-arabe-islamica_05.html
Se, de acordo com o texto estúpido da Missão Portas Abertas, a “Primavera da al-Qaeda” foi resposta de oração, então temos de orar para que os terroristas islâmicos tenham sucesso?
Temos também de orar para que os militantes comunistas e islâmicos que querem uma revolução sejam abençoados por Deus?
Temos de orar para que os cristãos participem alegre e bobamente dessas revoluções cujo final trará sua própria degolação?
Trinta anos atrás, quando eu era adolescente, Portas Abertas foi uma das entidades evangélicas que me ajudaram a ver a realidade comunista. Se eu fosse hoje adolescente, provavelmente Portas Abertas me levaria a viver essa realidade.
Contudo, no estado em que a Missão Portas Abertas está agora, provavelmente eu faria a mesma coisa que o público da VINACC lhe fez três anos atrás.
Leitura recomendada:

O que fazer acerca da Síria

Posted in Irmandade Islâmica, Primavera Árabe, Síria by juliosevero on 24 de junho de 2012

O que fazer acerca da Síria

Exclusivo: Joseph Farah vê genocídio de cristãos se o governo de Assad cair

Joseph Farah
Há uma coerência assustadora na política externa do governo de Obama.
Está sempre do lado errado.
Exemplo triste é o apoio dos EUA aos rebeldes da Síria.
Ora, não me entenda mal. Sempre fui um crítico firme de Bashar al-Assad e seu pai tirano antes dele. Mas, no Oriente Médio, a escolha é muitas vezes entre o ruim e o pior. E, o que é previsível, Barack Obama escolheu o pior ao ficar do lado dos rebeldes islâmicos radicais contra o ditador autoritário com abundantes erros pessoais.
Para os americanos, a principal preocupação deveria ser humanitária num conflito como esse. Embora a Síria seja um estado policial antissemítico e anti-Israel, o que inevitavelmente virá depois da queda de Assad fará com que o atual governo pareça um benevolente quadro de estabilidade em comparação.
A Síria abriga uma das maiores populações cristãs do Oriente Médio. Em grande parte isso se deve à crise de refugiados cristãos que foi provocada principalmente devido às turbulências no Iraque desde que os EUA interviram ali. Embora Assad seja um governante ruim, ele tem demonstrado tolerância para com as minorias religiosas, inclusive cristãs. Aliás, o próprio Assad, um Alawite, é parte de uma minoria religiosa.
Mas se o governo de Assad cair, a população cristã na Síria sofrerá um genocídio. Aliás, a rebelião que está se agravando já está custando caro para os cristãos sírios.
Islâmicos radicais na Síria determinados a exterminar cristãos

Isso me faz sofrer, pois sou descendente de cristãos que fugiram da Síria e do Líbano há muito tempo, quando radicais islâmicos ganharam mais e mais influência.

Os radicais islâmicos que formam a vanguarda dessa rebelião estão forçando os cristãos a fugir de seus lares enquanto avançam e intensificam sua luta para derrubar Assad.
Pelo menos 9.000 cristãos da cidade síria ocidental de Qusayr foram forçados a buscar refúgio depois do ultimato de um chefe militar local da oposição armada, Abdel Salam Harba, de acordo com reportagem da agência noticiosa Fides.
Na mais recente explosão de violência, um homem cristão foi morto a tiros por um franco-atirador em Qusayr, que é vizinha da cidade de Homs, que está em turbulências.
Há relatos de que algumas mesquitas da cidade anunciaram dos minaretes: “Os cristãos devem abandonar Qusayr dentro de seis dias”.
Dois padres católicos que fugiram de Qusayr confirmaram para a agência noticiosa que ouviram o ultimato “com os próprios ouvidos” repetido dos minaretes.
“A situação é insustentável na região e exposta à total desordem legal”, fontes da Fides no local dizem. Eles também temem que o destino dos cristãos em Qusayr possa afetar os 10.000 crentes que vivem em outras vilas na região.
As regiões controladas pela oposição estão testemunhando o surgimento de formas radicais do islamismo sunita com extremistas que não estão dispostos a viver em paz com os cristãos. Muitas dessas gangues e grupos armados operam de forma independente do Exército Sírio Livre, que oficialmente rejeita tais tipos de discriminação contra as minorias.
Duas gerações do governo de Assad têm garantido um governo secular na Síria, protegendo os cristãos de discriminação e garantindo seus direitos.
Na semana passada, um grupo armado arrombou e profanou a igreja católica grega de Santo Elias em Qusayr.
“É a primeira vez no conflito em andamento que tal episódio ocorreu, em que símbolos sagrados foram deliberadamente atingidos”, uma fonte local disse para Fides.
Uns 2 milhões de cristãos compõem cerca de 10 por cento da população da Síria com a maioria pertencendo à denominação da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia.
O caos e a violência sectária na Síria pós-Assad “será confessional [religiosa], e guerra no nome de Deus é muito pior do que guerra política”, o patriarca José III Yonan avisou em outubro passado, apenas sete meses durante a rebelião. “E isso é o que tememos”.
Uma situação semelhante já se desenrolou no Iraque, onde a violência fez com que mais da metade do 1 milhão e meio de cristãos iraquianos fugisse desde o começo da invasão liderada pelos EUA em 2003. Mais de 70 igrejas sofreram ataques a bomba no Iraque durante os oito anos passados, muitas desses ataques sendo feitos por insurgentes da al-Qaida. Um dos incidentes mais sérios ocorreu em outubro de 2010, o chamado Massacre do Domingo Negro, quando terroristas abriram fogo numa missa na Igreja Católica Caldeia de Nossa Senhora do Livramento, matando 53 cristãos assírios.
Depois da queda de Hosni Mubarak no Egito, cerca de 10.000 cristãos foram forçados a abandonar tudo. O problema é que os cristãos não têm nenhum lugar para ir no Oriente Médio. Embora a Jordânia seja ainda hospitaleira, poderá logo ser o próximo dominó a cair para a revolução da Irmandade Muçulmana que está varrendo a região — com o apoio do governo de Obama.
É isso o que a América cristã quer ver?
O intervencionismo no Oriente Médio é muitas vezes uma ideia ruim. Mas é pior quando os EUA intervêm do lado errado.
Traduzido por Julio Severo do artigo de WND: What to do about Syria

Radicais da “Primavera Árabe” Islâmica Recebem Apoio do Governo dos EUA

Posted in CAIR, Casa Branca, Council on American Islamic Relations, Primavera Árabe by juliosevero on 5 de março de 2012

Radicais da “Primavera Árabe” Islâmica Recebem Apoio do Governo dos EUA

Mindy Belz
(WORLD News Service) — Na última vez que vimos uma região tirânica inteira do mundo desmoronar, podíamos mencionar os heróis e os momentos que impeliram o acontecimento:
Um eletricista chamado Lech Walesa pulando um muro no estaleiro de Gdansk, na Polônia. Boris Yeltsin em cima de um tanque em frente à Casa Branca russa, desafiando a antiga guarda comunista em 1991. O pastor Laszlo Tokes recusando uma ordem de despejo do seu apartamento na Romênia enquanto uma multidão de manifestantes se juntava. Um dramaturgo chamado Vaclav Havel diante de uma sessão conjunta do Congresso, dando um discurso em tcheco citando a Declaração de Independência dos EUA.
Esses homens não eram perfeitos, mas executaram atos corajosos em momentos importantes da história. Eles ajudaram os ocidentais a encontrar um denominador comum com uma parte do mundo bloqueada da vista até a queda do Muro de Berlin, por trás de línguas e costumes estranhos e uma história abafada.
Agora, 15 meses depois do começo das revoluções no Oriente Médio, onde estão os heróis da Primavera Árabe?
O intelectual egípcio Essam Abdallah tem uma razão provocante pela qual não surgiu nenhum herói da democracia: Os grupos islâmicos de pressão política nos EUA, os quais contam com a atenção da Casa Branca, garantiram que não houvesse nenhum.
“A opressão mais drástica das sociedades civis na região e da Primavera Árabe não é por meio de armas, ou sequer acontece no Oriente Médio. Ela não é levada a cabo por Kadafi, Mubarak, Bin Ali, Saleh ou Assad. Ela é liderada por poderosos grupos de pressão política em Washington”, afirma Abdallah, professor da Universidade de Ain Shams no Egito, que escreve para a publicação pan-árabe Elaph.
Abdallah afirma que alguns meses após o início da Primavera Árabe, ele e outros defensores da liberdade se deram conta de que “os poderes do Ocidente e do governo de Obama colocaram seu apoio por trás dos novos ditadores”.

Por meio das suas representações nos EUA, a Irmandade Islâmica, o partido islâmico Nahda da Tunísia, o Partido da Justiça de Marrocos e o Conselho Nacional de Transição, das milícias islâmicas líbias, têm recebido apoio sistemático dos EUA, escreve Abdallah, “a custa das reais forças liberais e seculares”. Ele afirma que os representantes incluem Dalia Mogahed, conselheira do presidente em assuntos muçulmanos e membro do Conselho Presidencial de Assuntos de Fé e Parcerias Comunitárias; John Esposito, professor de Assuntos Internacionais e Estudos Islâmicos na Universidade de Georgetown, e lobistas do Conselho para Relações Islâmicas Americanas (Council on American Islamic Relations, CAIR), o Conselho de Assuntos Públicos Islâmicos, e a Sociedade Islâmica da América do Norte.

“O bloco de regimes e organizações agora está se tornando o maior lobby islâmico que já penetrou e se infiltrou na Casa Branca, no Congresso, no Departamento de Estado e nos principais centros de tomada de decisão do governo americano”.
E como que para provar o argumento de Abdallah, o diretor do FBI Robert Mueller se encontrou no dia 8 de fevereiro com vários desses grupos para confirmar que a maior agência de segurança pública do país, sob diretrizes não publicadas do procurador-geral Eric Holder, removeu mais de 1000 apresentações do programa de treinamento do FBI sobre o islã considerados “ofensivos” e “racistas” pelos grupos, incluindo o uso dos termos “islã radical” e “jihad”.
Em janeiro, o Departamento de Polícia de Nova Iorque, sob pressão implacável do CAIR, parou de mostrar um documentário chamado A Terceira Jihad no seu programa de treinamento antiterrorista.
Se você traçar as quedas na Tunísia, no Egito, na Líbia e talvez chegando à Síria, encontrará momentos iniciais de determinação individual (Mohamed Bouazizi na Tunísia, Wael Ghonim no Cairo) rapidamente abafados pela violência e pelo caos de extremistas muçulmanos se escondendo cada vez menos atrás dos defensores da liberdade mais seculares. E você também verá que a Casa Branca fez silêncio nos momentos iniciais importantes. Na Tunísia, no Egito, no Iêmen, na Líbia e na Síria, não antes que as revoluções se tornassem islâmicas e extremistas (um sinal: quando motins de muçulmanos atacaram cristãos e suas igrejas), o presidente Obama interveio, tomou o lado do motim e pediu a saída do governo.
E no que continua sendo uma das maiores revoltas populares no mundo islâmico, o movimento verde do Irã em 2009, Obama nunca pediu a saída do regime. Coincidentemente, as ruas também continuaram nas mãos de uma oposição organizada e legítima (que Obama em determinado momento afirmou que “não era tão diferente do que fora publicado” pelos que estavam no poder), pelo menos até que o exército dos aiatolás os reprimisse brutalmente.
Quando a poeira tiver baixado e a história for escrita, os americanos, que deveriam estar narrando contos de heróis, terão em vez disso um conto de cumplicidade pelo qual prestar contas.
Mindy Belz é editora da revista WORLD, onde o artigo foi originalmente publicado.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil de artigo do Crosswalk: Islamist ‘Arab Spring’ Radicals Find Support in the White House

Cristãos da Síria Pedem por Orações

Posted in Primavera Árabe, Síria by juliosevero on 27 de fevereiro de 2012

Cristãos da Síria Pedem por Orações

Jerry Dykstra
Após um ano de protestos e violência, a situação na Síria trouxe grande sofrimento a toda a população. De acordo com a Missão Portas Abertas, os cristãos da Síria dizem que sua maior necessidade agora são orações.
A Síria possui mais de 20 milhões de habitantes, sendo que 1,9 milhões deles são cristãos. No ranking dos 50 países que mais perseguem cristãos publicado pela Portas Abertas em 2012, a Síria está na posição 36.
O perigo alertou muitas igrejas pelo país para que se reunissem apenas durante o dia, muitas delas apenas nos domingos. Nas sextas-feiras, dia da reunião dos muçulmanos, muitas escolas cristãs agora fecham.
Devido à onda de assassinatos, roubo e sequestro de crianças, alguns pais pararam de mandar seus filhos à escola. A Síria agora sofre com falta de combustível e eletricidade, uma economia desestruturada e poucas vagas de emprego.
“Os problemas dos cristãos variam de acordo com o lugar”, afirma o Dr. Carl Moeller, diretor presidente da Portas Abertas nos EUA. “Os cristãos de Damasco parecem ter menos dificuldades; por outro lado, muitos fieis de Homs fugiram da cidade, que se tornou uma zona de guerra”.
Alguns cristãos querem ficar; outros buscam desesperadamente por um meio de emigrar, afirma Moeller. Muitos afirmam que não podem fugir.
“Muitos fieis nos dizem que a Síria é o lugar deles e é onde irão ficar, mesmo que isso signifique morrer lá”.
Mais de 80% dos cristãos fugiram de Homs, cidade onde acontece a maior parte dos conflitos. Saqueadores invadiram as casas dos que fugiram. Pelo menos uma igreja evangélica foi atacada. Os que ficaram possuem poucos meios de transporte seguros. Poucos ainda se reúnem nas igrejas.
“Homs é uma cidade fantasma, e a situação das pessoas de lá não é estável”, Afirma Moeller.  “Todos temem por sua segurança. Não há recursos ou mantimentos. A situação faz chorar qualquer ser humano decente”.
Em algumas áreas, a situação é relativamente segura para os cristãos.
“Nós nos reunimos para o culto, e as pessoas têm muita fé”, disse um pastor sírio. “No momento, os cristãos não estão sob ataque. Mas não sabemos como seremos tratados caso as coisas mudem”.
Os cristãos temem que caso o presidente Assad seja derrubado, os seus problemas se agravem drasticamente. Mas, de acordo com Moeller, os cristãos encontram força na sua fé.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do Charisma News: “Syria’s Christians Cry Out for Prayer

“Primavera Árabe” trazendo horror para cristãos em países muçulmanos

Posted in Aaron Klein, Primavera Árabe by juliosevero on 16 de fevereiro de 2012

“Primavera Árabe” trazendo horror para cristãos em países muçulmanos

Comentário de Julio Severo: A “Primavera Árabe”, movimento incitado pelo governo dos EUA, derrubou governos muçulmanos moderados e radicais e colocou no lugar islâmicos ultra-radicais ligados ao terrorismo contra Israel e ao trucidamento de cristãos. E agora o governo dos EUA quer investir, de acordo com a Reuters, quase 1 bilhão de dólares na “Primavera Árabe”. Os EUA estão passando por uma grande crise econômica, mas sua loucura política é muito maior e querem a todo custo, tirando dinheiro não sei de onde, investir na promoção mundial do aborto e homossexualismo e agora numa “Primavera Árabe” que coloca em perigo cristãos e Israel. O notícia abaixo é do WND:

“Primavera Árabe” se tornando um pesadelo para os cristãos

Grupos islâmicos estão assumindo governos e trazendo onda de intimidação e perseguição
JERUSALÉM, Israel – À medida que grupos islâmicos ganham poder no Oriente Médio, os cristãos daqui temem por sua segurança e estão preocupados com o seu papel em relação à região instável.
“Temo pelos cristãos do Oriente Médio, pois a situação para eles é ruim”, afirma o parlamentar libanês Samy Gemayel ao WND.
Gemayel, membro sênior do partido falange, afirma que recebeu informações na semana passada a respeito de um plano específico para assassiná-lo.
“Acabei de receber as informações do chefe de segurança, e ele me pediu para não ir a um lugar específico, pois ele tinha informações de que algo iria acontecer lá”, afirma.
Embora a natureza exata do plano de assassinato não esteja clara, Gemayel, que descende de uma histórica família cristã libanesa, afirma estar levando as novas ameaças muito a sério.
O seu irmão mais velho, Pierre, era um deputado e ministro do governo antes do seu assassinato em 21 de novembro de 2006. Seu tio, o ex-presidente Bashir Gemayel, também foi assassinado.
Os cristãos têm sido minoria em muitos países do Oriente Médio por muitas décadas, sofrendo maus-tratos diariamente e ocasionais perseguições durante boa parte desse tempo.
No entanto, no ano passado, a chamada “Primavera Árabe” gerou uma preocupação ainda maior, com notícias de um aumento de ataques contra cristãos em alguns países daqui.
Os islâmicos já assumiam o poder no Egito, na Líbia e na Tunísia. Jordânia, Marrocos, Síria, Iêmen e outros países lidam com possibilidades similares, com o grupo aliado à Irmandade Islâmica representando boa parte da oposição que sairá ganhando em qualquer sistema de divisão de poderes.
Desde a queda do presidente egípcio Hosni Mubarak, os cristãos coptas têm enfrentado uma onda de ataques islâmicos, incluindo assassinatos, estupros, incêndios a igrejas e intimidação institucionalizada. De acordo com algumas notícias, 200.000 coptas já fugiram de suas casas.
Igreja cristã egípcia

Quando os coptas tentaram protestar em outubro do ano passado, as forças de segurança teriam aberto fogo contra os manifestantes, matando 24 e ferindo mais de 300 pessoas.

No último fim de semana, a agência Global Post citou vários cristãos sírios, que falavam em condição de anônimos, mostrando-se bastante preocupados com o fato de que, caso o regime secular do presidente sírio Bashar al-Assad seja derrubado, os islâmicos possam assumir o poder e perseguir os cristãos.
O presidente Obama e a comunidade internacional pediram para que Assad renuncie, em meio a notícias de que ele estava suprimindo violentamente uma revolução que visa o seu regime. Assad acusou grupos armados, incluindo organizações islâmicas, de terem desencadeado a revolução.
Ressaltando a urgência da ameaça, no último dia 8 o patriarca greco-católico Gregorios Lahham III pediu a formação de uma cúpula cristã-muçulmana em resposta aos eventos do mundo árabe.
“Esses esforços valem principalmente para a situação do Egito, da Síria, do Líbano, da Palestina, da Jordânia e do Iraque”, afirma Lahham.
O patriarca disse ainda que uma cúpula intercristã também é necessária para decidir o papel que os cristãos árabes irão desempenhar após os eventos históricos do mundo árabe.
Ayaan Hirsi Ali, em um artigo da Newsweek intitulado The Global War on Christians in the Muslim World (A Guerra Mundial contra os Cristãos no Mundo Árabe), alertou que “os cristãos estão sendo assassinados no mundo árabe devido à sua religião”.
“Isso é a ascensão de um genocídio que precisa gerar um alerta mundial”, escreveu Ali.
Ele também noticiou que nos últimos anos “a violenta repressão de minorias cristãs se tornou a norma nos países de maioria muçulmana, que vão do leste da África e Oriente Médio ao sul da Ásia e Oceania”.
“A conspiração do silêncio que cerca essa violenta expressão de intolerância religiosa precisa acabar”, escreve Ali. “O que está sob ameaça é nada menos que o destino do Cristianismo (e afinal de todas as minorias religiosas) no mundo islâmico”.
Aviso aos cristãos: Aceitem a lei islâmica
A perseguição aos cristãos se agravou mesmo antes da “Primavera Árabe”.
Desde que o Hamas assumiu o poder de Gaza em 2007, a comunidade de 3000 cristãos da área litorânea tem enfrentado violenta perseguição.
Um líder cristão de Gaza disse ao WND que os cristãos vivendo nas áreas da Faixa de Gaza controlada pelo Hamas fizeram apenas pequenas e discretas cerimônias em dezembro, pois os líderes locais receberam, pelo quinto ano seguido, ameaças de grupos islâmicos contra qualquer demonstração pública de cristianismo.
Os islâmicos têm sido suspeitos de uma onda de ataques anticristãos, incluindo a explosão de uma livraria cristã em novembro de 2007 e do assassinato seu gerente, Rami Ayyad, um cristão local.
Depois da ascensão do Hamas ao poder, os cristãos em Gaza têm sido constantemente visados. O grupo islâmico extremista Jihadia Salafiya é suspeito de vários dos ataques islâmicos, como os disparos contra uma escola da ONU em maio de 2007 em Gaza, depois que ela permitiu que meninos e meninas participassem do mesmo evento esportivo. Uma pessoa foi morta no ataque.
No caso de Ayyad, gerente da livraria cristã em Gaza, seu corpo foi descoberto com feridas de tiros e facadas. Logo antes do seu assassinato, Ayyad, um cristão batista, havia sido acusado publicamente pelo grupo de Abu Islam de envolvimento em atividades missionárias. A livraria de Ayyad, que pertencia à Sociedade Bíblica Palestina, foi atacada com uma bomba incendiária em abril de 2007, e desde então, Ayyad relatou aos parentes que vinha recebendo várias ameaças de morte por islâmicos.
O WND citou testemunhas afirmando que Ayyad foi torturado publicamente a poucos quarteirões da sua loja antes de ter sido executado.
As testemunhas disseram que viram três homens armados, dois dos quais usavam máscaras, espancando Ayyad com porretes e coronhadas enquanto o acusavam de tentar espalhar o Cristianismo em Gaza. As testemunhas disseram que, após suportar o espancamento, Ayyad levou tiros dos três homens.
Logo que o Hamas assumiu o controle, o xeique Abu Saqer, líder do Jihadia Salafiya, disse em uma entrevista ao WND que os cristãos poderiam continuar vivendo com segurança na Faixa de Gaza apenas se aceitassem a lei islâmica, incluindo a proibição de bebidas alcoólicas e da circulação pública de mulheres sem a cabeça coberta.
O líder militante disse que os cristãos em Gaza que se envolverem em “atividades missionárias” serão “tratados duramente”.
“Espero que os nossos vizinhos cristãos entendam que o novo domínio do Hamas significa mudanças reais. Eles devem estar preparados para a lei islâmica se quiserem viver em paz em Gaza”, afirma Saqer.
“A Jihadi Salafiya e outros movimentos islâmicos irão garantir que as escolas e instituições cristãs mostrem publicamente o que estão ensinando para garantir que não estejam colocando em prática atividades missionárias. Nada de bebidas alcoólicas nas ruas. Todas as mulheres, incluindo não muçulmanas, devem entender que elas devem usar véu sempre que saírem em público”, disse Saqer ao WND.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo original de WND: “‘Arab Spring’ becoming nightmare for Christians
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