Se eu fosse esquerdista…
Se eu fosse esquerdista…
Ann Coulter
Se eu fosse esquerdista, teria passado a última semana em choque depois que expectadores democratas em Flint, Michigan, ovacionaram o Vice-Presidente Joe Biden ao descrever o assassinato de um policial. E se eu fosse uma esquerdista desesperada para manter meu emprego na MSNBC, eu diria que os democratas têm “orgasmos” ao saber de policiais mortos (como afirmou Chris Matthews a respeito de expectadores republicanos que aclamaram a pena de morte).
Os expectadores de Biden vibraram e aplaudiram em Flint na semana passada quando ele afirmou que, sem a lei do emprego de Obama, a polícia ficaria “mais armada e mais numerosa”. Forte aplauso!
Acredito que os esquerdistas diriam que estavam aplaudindo porque acreditam que a lei do emprego iria prevenir esses assassinatos. O que me faz lembrar: Os republicanos também acreditam que a pena de morte previne assassinatos!
Qual crença está mais próxima da realidade?
Caso eu ainda não tenha mencionado, Kenneth McDuff foi solto do corredor da morte depois que a Suprema Corte revogou a sua pena em 1972, e logo em seguida ele matou mais de uma dúzia de pessoas.
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| Ann Coulter: pena capital para assassinos |
William Jordan e Anthony Prevatte foram sentenciados à morte em 1974 por terem sequestrado e matado um professor e levado seu carro. Eles levantaram suspeita porque foram vistos arremessando a arma do crime para fora do carro enquanto fugiam da polícia em alta velocidade, e porque estavam com a carteira, a pasta e o relógio da vítima.
A Suprema Corte da Georgia revogou a pena máxima graças ao voto do juiz Robert H. hall, nomeado pelo então governador Jimmy Carter.
Hall afirmou que as penas de morte não eram válidas, sob o argumento imbecil de que o júri havia escutado o promotor dizer que o juiz e o tribunal teriam a oportunidade de rever a pena de morte, o que os teria feito não levar o seu papel tão a sério.
Então, se tivesse sido o contrário, o tribunal teria revogado as penas de morte com o argumento de que o júri não havia se levado a sério porque entendeu erroneamente que não haveria apelação da sentença.
Prevatte mais tarde foi liberado da “prisão perpétua” e assassinou a namorada. Jordan fugiu e nunca mais foi visto.
Enquanto presidente, Carter nomeou Hall juiz federal.
Darryl Kemp foi condenado à morte na Califórnia em 1960 pelo estupro e assassinato de Marjorie Hipperson, além do estupro de duas outras mulheres. Mas ele ficou no corredor na morte por tempo suficiente (12 anos) para que a pena de morte fosse declarada inconstitucional. Kemp ganhou condicional cinco anos depois e, após quatro meses, estuprou e assassinou Armida Wiltsey, mãe e esposa de 40 anos.
Ele não foi capturado na época, e passou os 25 anos seguintes estuprando (e provavelmente assassinando) inúmeras mulheres. Em 2002, seu DNA foi identificado no sangue encontrado nas unhas do corpo de Wiltsey. Embora Kemp estivesse cumprindo “prisão perpétua” por estupro em uma prisão no Texas, estava há meses de ganhar liberdade condicional quando foi trazido de volta à Califórnia pelo assassinato de Wiltsey.
Seu advogado argumentou que ele estava velho demais para a pena de morte. O argumento não foi aceito, e em 2009 Kemp foi mais uma vez condenado à pena máxima. Agora ele está no corredor da morte, e talvez fique tempo o suficiente para que sua pena seja mais uma vez declarada inconstitucional, e seja solto novamente para cometer mais estupros e assassinatos.
Dezenas de presos soltos do corredor da morte saíram para matar novamente. Ninguém sabe exatamente quantos, mas é muito maior do que o número de inocentes que foram executados nos Estados Unidos (o que, pelo menos desde 1950, é zero).
E qual é a prova dos esquerdistas de que haverá mais estupros e assassinatos se a lei do emprego de Obama não passar? Biden afirma que, sem ela, não haverá policiais suficientes para impedir uma mulher de ser estuprada em sua própria casa (o que seria uma enorme demonstração de trabalho e talento psíquico da polícia, se tivesse acontecido). É por isso, esquerdistas, que os americanos gostam de armas. A lei do emprego enfrenta o problema dos estupros e assassinatos dando aos estados US$ 30 bilhões… para professores de escolas públicas.
Apenas US$ 5 bilhões se destinam à polícia, mas tudo o que escutamos a respeito dos estupros e assassinatos é que os democratas são totalmente contra (se ser “contra” estupros e assassinatos significar dar dinheiro a professores de escolas públicas e não prender nem executar estupradores e assassinos).
E finalmente, será que a cidade de Flint usou um pouquinho dos fundos liberados pela lei de estímulo de Obama (de US$ 1 trilhão) para contratar mais policiais e prevenir estupros e assassinatos? Não. Flint gastou US$ 2,2 milhões da última lei de estímulo para comprar dois ônibus elétricos.
Mesmo se o que Flint precisasse fossem ônibus, e não policiais, com US$ 2,2 milhões a cidade poderia ter comprado sete novos ônibus a diesel e ainda tinha sobrado US$ 100 mil para a iluminação pública.
Em vez de reduzir as taxas de estupros e assassinatos, gastar dinheiro com ônibus “ecológicos” pode até aumentar a criminalidade, uma vez que os cidadãos terão que esperar muito mais tempo nos pontos por esses dois ônibus.
Será uma longa espera: Os ônibus “ecológicos” nunca foram entregues porque a empresa faliu, apesar do empréstimo de US$ 1,6 milhões do contribuinte americano.
Mas se eu fosse esquerdista, não iria admitir esses fatos, e nenhum outro. Iria fechar meus olhos, tapar os ouvidos, exigir que a MSNBC demitisse Pat Buchanan e que a Comissão Federal de Telecomunicações fechasse a Fox News; iria fingir acreditar que projetos “ambientais” financiados com dinheiro público e as contratações de professores de escolas públicas são as únicas coisas que nos separam do Armagedom.
Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Título Original: If I were a liberal …
Fonte em português: www.juliosevero.com
>Estado: ministro de Deus
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Estado: ministro de Deus
Julio Severo e Pr. Marcello de Oliveira
A função de autoridade governamental constituída é trabalhar como ministro de Deus para o bem, isto é, para a segurança, ordem e a paz da sociedade (Rm 13:3,4). Esse serviço ou ministério estatal para o nosso bem deve, de acordo com o Apóstolo Paulo, ser implementado de duas maneiras importantes e fundamentais:
1) Castigar o mal (13:3,4). O Estado recebe de Deus uma responsabilidade e uma função explicitamente proibidas às igrejas cristãs (Rm 12:17-19). As igrejas cristãs não têm chamado e autoridade para multar, prender, castigar ou executar criminosos, assassinos e estupradores. Mas o que Deus proíbe às igrejas ele ordena ao Estado fazê-lo. Os governantes (presidente, comandantes militares, prefeitos, delegados de polícia, etc.) devem ser austeros no combate ao mal, pois liberdade sem restrição resulta em anarquia. O governo não pode ser complacente com os crimes, com o mal, com a anarquia, com as forças desintegradoras que tentam anarquizar a sociedade.
O governo não pode agir com frouxidão no castigo dos crimes. Ele precisa punir exemplarmente os promotores do mal. Tem de reagir com rigor e firmeza contra toda forma de violência, crime e suborno (Gn 9:6; Pv 17:11,15; 20:8,26; 24:24; Rm 13:4).
2) Elogiar os cidadãos que fazem boas obras (Rm 13:3,4). O objetivo do governo não é substituir a família e a igreja nos seus papéis importantes de bem-estar social, nem substituir os cidadãos em sua liberdade e chamado divino de amar o próximo. O papel do governo é elogiar aqueles que fazem o bem.
Como diz Mary Pride em seu livro De Volta Ao Lar: “O versículo não diz absolutamente nada sobre o governante fazendo o bem, nem nas próprias palavras nem no contexto. O versículo anterior nos diz que o governante nos elogiará se nós fizermos o que é bom. Por que? Porque ele é servo de Deus para nós em favor do bem. A responsabilidade do governante é estabelecer uma atmosfera na qual as boas obras de cada pessoa sejam incentivadas e as más ações sejam reprimidas. Obviamente, se o governante começar a sentir que é dever dele fazer todas as boas ações, ele não vai querer elogiar as boas ações dos cidadãos. Além disso, ele fará tudo o que puder para reprimi-las, já que as boas ações dos cidadãos estarão rivalizando com os planos do governo e usurpando sua autoridade. Essa sempre foi a situação dos países socialistas [como a ex-União Soviética], cujas leis proibiam as instituições de caridade particulares. A afirmação de que o governante é servo de Deus para nos fazer o bem, através das entidades de assistência social do governo, não tem base bíblica, pois esse tipo de raciocínio contradiz tanto o texto quanto o contexto de Romanos 13:4”.
Quando o governo muda o foco e quer ser o Supremo Benfeitor, ele tira mais impostos dos cidadãos, que ficam com muito menos de seu próprio dinheiro para fazerem caridade e ajudarem os necessitados. A enorme e exagerada carga de impostos, cobrada sob a desculpa de ajudar os pobres, provoca um grande sangramento dos recursos das famílias, escoando em grande parte para os bolsos, cuecas e cofres de governantes corruptos. Enquanto isso, a função fundamental de o Estado dar segurança à sociedade fica à deriva.
No caso específico do governo brasileiro, como é que ele conseguirá enfrentar a macabra pena de morte aplicada anualmente pelos criminosos em mais de 50 mil vítimas brasileiras? Não pode, pois ele está ocupado demais competindo com as famílias e igrejas na oferta de caridade. Governo brasileiro como terror para os bandidos? Nem sonhando.
O desempenho do governo brasileiro está bem distante da responsabilidade que o Apóstolo Paulo aponta no Novo Testamento: “Visto que a autoridade é ministro de Deus (ênfase nossa) para seu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada (ênfase nossa); pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal (ênfase nossa). É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”. (Rm 13:4,5).
A palavra grega para espada, μάχαιραν (machaira), é usada por Paulo aqui como símbolo de punição capital, que é a pena mais elevada e compatível com o crime mais elevado, que é tirar injustificadamente uma vida humana inocente.
Tal postura nada tinha a ver com legalismo, pois Paulo não estava falando sobre espada nas mãos da igreja, mas nas mãos de quem competia: o Estado. Como o melhor intérprete da missão, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Paulo sabia perfeitamente separar o papel da igreja (oferecer a compaixão e misericórdia de Deus, que é parte integral do caráter amoroso de Deus) e o papel do Estado (aplicar punições, que é parte integral do caráter justo de Deus).
Ele combatia o legalismo dentro da igreja como nenhum outro apóstolo, de modo que se algum novo ensino instruísse que era missão da igreja aplicar multas, prisão, castigos ou pena capital em criminosos, ele o refutaria como legalismo, pois a igreja jamais pode usurpar ou substituir o Estado em sua missão.
De forma semelhante, ele jamais aceitaria um ensino que defendesse o Estado usurpando ou substituindo a igreja em sua missão e ministério de misericórdia e transformação (também chamada de “reabilitação”) de pecadores.
Portanto, como profundo conhecedor dos Evangelhos, o que Paulo faz em Romanos 13 não é oferecer sua opinião pessoal, mas descrever o rigoroso chamado anticriminal do governo tal qual deve ser, de acordo com a vontade de Deus. Seja qual for o país — Império Romano, Israel, Brasil, EUA, etc. —, todo governo tem ordens divinas de impor punição e retribuição à altura dos crimes cometidos, usando inclusive a aplicação de força e meios letais.
Em sua função, o papel do Estado é ser, nas palavras do Apóstolo Paulo, terror para as más ações: assassinatos, estupros, sequestros, pedofilia, etc. Assim como Deus não tolera o mal, também as autoridades devem ter pulso forte para combatê-lo. Quando o Estado impõe aos malfeitores punições de acordo com o merecimento de seus crimes, está agindo como servo de Deus, executando sobre eles a ira divina (Rm 13:4).
A diferença é clara. A igreja é chamada para mostrar a misericórdia, o amor e a compaixão de Jesus Cristo a toda a sociedade, inclusive ministrando cura e libertação. O chamado da igreja também inclui a importante responsabilidade de dar educação às suas congregações.
Mas o Estado é chamado a mostrar a ira de Deus sobre os malfeitores e elogiar os que fazem o bem. Portanto, grande é a distância de atuação entre esses dois diferentes ministros de Deus, embora misericórdia e justiça sejam componentes completamente unidos no caráter de Deus.
O que o Estado não pode fazer, a igreja deve fazer. O que a igreja não pode fazer, o Estado deve fazer.
Ao falar sobre o Estado e seu direito de executar malfeitores culpados de cometerem o mais elevado ato de violência contra a inviolabilidade, valor e sacralidade da vida humana, Paulo não estava se referindo a um Israel teocrático, que nem existia mais na época. Evidentemente, ele estava falando do Império Romano, um governo que aplicava amplamente a pena de morte. Suas palavras confirmavam e corrigiam o papel do Estado. Confirmavam o papel do Estado como executor de assassinos e outros indivíduos de igual periculosidade. E corrigiam mostrando que a execução não é um direito ilimitável, isto é, o Estado não tem autorização de Deus para executar toda e qualquer pessoa. Apenas criminosos de alta periculosidade.
Tal compreensão hoje é importante, quando vemos governos comunistas e islâmicos executando homens e mulheres pelo “crime” de se converterem a Cristo. Já na Europa, que se orgulha de não mais aplicar a pena capital em assassinos e outros criminosos perigosos, há uma ampla aplicação dessa pena em inocentes, mediante práticas de aborto, infanticídio e eutanásia. São literalmente milhões de vidas inocentes perecendo sob o peso de uma pena capital 100% injusta imposta pelo Estado.
No Brasil, que se orgulha igualmente de não ter pena capital para criminosos assassinos, o governo não só tolera que mais de 50 mil brasileiros inocentes sofram a pena de morte, muitas vezes sob tortura e crueldade, nas mãos de criminosos, mas também está trabalhando para seguir o padrão europeu de aplicação dessa pena em bebês em gestação, doentes, deficientes e idosos, mediante a aprovação de leis de aborto e eutanásia.
O que fazer nesse cenário onde o Estado mostra misericórdia para quem deveria punir e mata quem precisa de proteção e misericórdia? Como servos de Deus, devemos orar pelos governantes (1Tm 2.1,2), para que cumpram sua missão. Devemos honrá-los, obedecer-lhes e pagar-lhes impostos para sustentá-los em seu papel de dar segurança contra os malfeitores. Mas devemos também confrontá-los se eles se desviarem de seu chamado fundamental, pois quer saibam ou não, eles governam debaixo do próprio governo de Deus e o representam.
Servos de Deus como o Apóstolo Paulo são a consciência do Estado e seus governantes, alertando-os sempre que perderem o rumo da sua caminhada.

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