Julio Severo

Esquerda continua incomodada com neopentecostais

Publicado em igrejas neopentecostais, igrejas tradicionais, revista Ultimato por juliosevero em 4 de abril de 2012

Esquerda continua incomodada com neopentecostais

Comentário de Julio Severo: A esquerda está confusa. Estava incomodada com os neopentecostais. Agora, parece interessada. Primeiro, foi Gilberto Carvalho, figura sinistra do PT, declarando que a única oposição ao socialismo no Brasil são as posições conservadoras de telepastores como Silas Malafaia e R.R. Soares que, ao serem confrontados com questões de aborto e homossexualismo, falam publicamente o que o PT não quer ouvir, falam o que está na Bíblia e educam suas imensas audiências na defesa da família, atrapalhando assim a hegemonia imoral da revolução marxista no Brasil.
José Dirceu, outra figura sinistra do PT, demonstrou o mesmo incômodo. Afinal, o PT e outros partidos socialistas estão determinados a impor o aborto e o homossexualismo no Brasil. O único impedimento que eles veem são os telepastores neopentecostais — evidentemente, isso não inclui Bispo Macedo e IURD, que embarcaram no apoio ao PT e ao aborto anos atrás.
No artigo abaixo, publicado no blog evangélico progressista PavaBlog, o autor diz que a esquerda não tem diálogo com os evangélicos. Ora! Isso não é verdade. As igrejas adoecidas pela Teologia da Missão Integral mantêm amplos e constantes diálogos com forças esquerdistas. Por que o autor não reconheceu esse diálogo e até a assimilação da ideologia esquerdista entre as igrejas da Teologia da Missão Integral?
O que ele quer dizer é que esse diálogo e assimilação não existem nas igrejas neopentecostais e muitas pentecostais, que são avessas à pregação da Teologia da Libertação ou Teologia da Missão Integral.
Agora, os socialistas querem lidar com essa barreira, para que as igrejas neopentecostais possam perder essa aversão.
Contudo, mesmo que os socialistas consigam fazer tal diálogo e criar tal amizade, do jeito que fizeram com Ariovaldo Ramos, Caio Fábio e outros, haverá compatibilidade entre socialismo e fé cristã?
Os socialistas exigem o Estado no centro de tudo, assumindo controle de espaços que pertencem a Deus, à família e à igreja. A incompatibilidade entre socialismo e fé cristã é abismal, transformando a aceitação da Teologia da Libertação ou Teologia da Missão Integral no meio das igrejas na apostasia perfeita para a instalação de um governo anticristão.
Nesse aspecto, pastores como Silas Malafaia e R.R. Soares demonstram coragem ao falar em público o que os militantes da Teologia da Missão Integral preferem esconder: um testemunho claro sobre questões como aborto e homossexualismo, que tanto incômodo trazem ao PT.
Enquanto a esquerda maquina diálogos para “amansar” o ousado testemunho público neopentecostal, as outras igrejas deveriam condenar a Teologia da Missão Integral muito mais do que criticam a Teologia da Prosperidade. A Teologia da Prosperidade é um problema periférico perto da Teologia da Missão Integral, que possibilita e justifica a intromissão e imposição do Estado em todas as esferas (igreja, família, etc.) com as desculpas mais enganosas, se tornando um problema imenso dentro e fora das igrejas.
Mesmo com todo o apoio servil que as igrejas da Teologia da Missão Integral dão à esquerda, os socialistas as desprezam.
Espero que as igrejas neopentecostais continuem com sua aversão a essa teologia infernal, e espero também que seus pastores se libertem de pregar uma prosperidade que, no caso deles, só ocorre à custa das ovelhas.
Conheço por experiência a realidade entre igrejas apoiadoras da Teologia da Missão Integral e as igrejas neopentecostais. Muitos anos atrás, frequentei uma igreja evangélica tradicionalista que abrigava a elite da cidade. O pastor e outros líderes, além de maçons, eram petistas, e muitas vezes diziam à minha mãe e a nós: “Vocês são pobres. Por que não apoiam o PT? O PT é para vocês!”
Por ordem do pastor, a igreja inteira tinha assinatura coletiva da revista esquerdista Ultimato. Caio Fábio era a palavra final entre eles.
Havia as igrejas pentecostais e neopentecostais na cidade. A Assembleia de Deus tinha sua imposição de costumes, proibindo as mulheres de usarem calças compridas e batons, mas novelas eram permitidas. Havia a IURD, que na época era contra o aborto. Mas, em troca de bênçãos, pedia mais dinheiro do que mendigo na rua.
A igreja tradicionalista, com sua gente rica e refinada, estava infestada de maçonaria e petismo. Já os pobres estavam buscando milagres não no PT, mas na Assembleia de Deus, na IURD ou na Igreja Internacional da Graça de Deus, que não tinham nenhum interesse na Teologia da Missão Integral, na Ultimato, em Caio Fábio e no PT.
Naquela época, não entendíamos bem a Ultimato, mas dava para sentir seu cheiro ideológico e sua ineficácia na vida dos membros da igreja tradicionalista em suas necessidades. Quando precisavam de milagres de cura, eles recorriam a médiuns. Depois que começamos a frequentá-la, eles passaram a nos procurar para receber oração, pois nossa casa estava aberta para ministrar o Evangelho e oração.
Por orientação de Deus, continuamos a frequentar a igreja tradicionalista durante anos, e inspiramos muitos de seus membros a buscarem milagres não no espiritismo ou no PT, mas em Deus, visitando, com eles, especialmente a Assembleia de Deus. Com esse contato, o próprio pastor assembleiano às vezes visitava a igreja tradicionalista, mas ficava no último banco muito acanhado, pois a diferença entre ele (e suas roupas pobres) com os membros da igreja “rica” eram enormes.
Enquanto a igreja tradicionalista, cheia de gente importante da cidade, se ocupava (mediante Ultimato e Caio Fabio) com uma “teologia” dos pobres, a Assembleia de Deus e igrejas neopentecostais estavam cheias de pobres!
Podemos aprender muito com isso. Evidentemente, o autor do artigo no Pavablog não está interessado nas igrejas que têm retórica de defesa aos pobres. Ele está interessado nas igrejas que estão cheias de pobres, mas têm aversão à Teologia da “Libertação”.
As igrejas da Teologia da Missão Integral se desesperam ao ver as igrejas da Teologia da Prosperidade cheias de pobres. Tudo o que podem fazer é atacá-las.
Se todas as igrejas pentecostais e neopentecostais também abraçarem essa teologia socialista, aí tudo estará perdido para as igrejas do Brasil. Aí o PT e outros partidos socialistas poderão dizer: “Não há mais obstáculo para a imposição total da agenda de aborto e homossexualismo no Brasil!”
O artigo esquerdista a seguir é do Pavablog e, embora seja matreiro, façamos como a Bíblia nos ensina: “Examinai tudo e retende o bem”:

O que a esquerda deveria aprender com os evangélicos

“As massas de homens que nunca são abandonadas pelos sentimentos religiosos
então nada mais vêem senão o desvio das crenças estabelecidas.
O institnto de outra vida as conduz sem dificuldades
ao pé dos altares e entrega seus corações aos preceitos
e às consolações da fé.”
Alexis de Tocqueville, “A Democracia na América” (1830), p. 220. 
No Brasil, um novo confronto, na forma como dado e cada vez mais evidente e violento, será o mais inútil de todos: o do esclarecimento político contra o obscurantismo religioso, principalmente o evangélico, pentecostal ou, mais precisamente, o neopentecostal. Lamento informar, mas na briga entre os dois barbudos – Marx e Cristo – fatalmente perderemos: o Nazareno triunfa. Por uma razão muito simples, as igrejas são o maior e mais eficiente espaço brasileiro de socialização e de simulação democrática. Nenhum partido político, nenhum governo, nenhum sindicato, nenhuma ONG e nenhuma associação de classe ou defesa das minorias tem competência e habilidade para reproduzir o modelo vitorioso de participação popular que se instalou em cada uma das dezenas de milhares de pequenas igrejas evangélicas, pentecostais e neopentecostais no Brasil. Eles ganharão qualquer disputa: são competentes, diferentemente de nós.
Muitos se assustam com o poder que os evangélicos alcançaram: a posse do senador Marcello Crivela, também bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, no Ministério da Pesca e a autoridade da chamada “bancada evangélica” no Câmara dos Deputados são dois dos mais recentes exemplos. Quem se impressiona não reconhece o que isso representa para um a cada cinco brasileiros, o número dos que professam a fé evangélica ou pentecostal no Brasil. Segundo a análise feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamento Familiar 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma de evangélicos pentecostais e outras denominações evangélicas alcança 20,23% da população brasileira. Outros indicadores sustentam que em 1890 eles representavam 1% da população nacional; em 1960, 4,02%.
O crescimento dos evangélicos não é um milagre, é resultado de um trabalho incansável de aproximação do povo que tem sido negligenciado por décadas pelas classes mais progressistas brasileiras. Enquanto a esquerda, ainda na oposição política, entre a abertura democrática pós-ditadura e a vitória do primeiro governo popular no Brasil, apenas esbravejava, pastores e missionários evangélicos percorreram cada canto do país, instalaram-se nas regiões periféricas dos grandes centros urbanos, abriram suas portas para os rejeitados e ofereceram, em muitos momentos, não apenas o conforto espiritual, mas soluções materiais para as agruras do presente, por meio de uma rede comunitária de colaboração e apoio. O que teve fome e dificuldade, o desempregado, o doente, o sem-teto: todos eles, de alguma forma, encontraram conforto e solução por meio dos irmãos na fé. Enquanto isso, a esquerda tinha uma linda (e legítima) obsessão: “Fora ALCA!”.
O mapa da religiosidade no Brasil revela nossa incompetência social: os evangélicos e pentecostais são mais numerosos entre mulheres (22,11% delas; homens, 18,25%), pretos, pardos e indígenas (24,86%, 20,85% e 23,84%, respectivamente), entre os menos instruídos (sem instrução ou até três anos de escolaridade: 19,80%; entre quatro e sete anos de instrução: 20,89% e de oito a onze anos: 21,71%) e na região norte do país, onde 26,13% da população declara-se evangélica ou pentecostal. O Acre, esse Estado que muitos acham que não existe, blague infantilmente repetida até mesmo por esclarecidos militantes de esquerda, tem 36,64% de evangélicos e pentecostais. É o Estado mais evangélico do país. Simples: a igreja falou aos corações e mentes daqueles com os quais a esquerda nunca verdadeiramente se importou, a não ser em suas dialéticas discussões revolucionárias de gabinete, universidade e assembleia.
O projeto de poder evangélico não é fortuito. Ele não nasceu com o governo Dilma Rousseff. Ele não é resultado de um afrouxamento ideológico do PT e nem significa, supõe-se, adesão religiosa dos quadros partidários. Ele é fruto de uma condição evangélica do país e de uma sistemática ação pela conquista do poder por vias democráticas, capitalizada por uma rede de colaboração financeira de ofertas e dízimos. Só não parece legítimo a quem está do lado de fora da igreja, porque, para cada um dos evangélicos e pentecostais, estar no poder é um direito. Eles não chegaram ao Congresso Nacional e, mais recentemente, ao Poder Executivo nacional por meio de um golpe. Se, por um lado, é lamentável que o uso da máquina governamental pode produzir intolerância e mistificação, por outro, acostumemo-nos, a presença deles ali faz parte da democracia. As mesmas regras políticas que permitiram um operário, retirante nordestino e sindicalista chegar ao poder são as que garantem nas vitória e posse de figuras conhecidas das igrejas evangélicas a câmaras de vereadores, prefeituras, governos de Estado, assembleias legislativas e Congresso Nacional. O lema “un homme, une voix” (“um homem, uma voz”) do revolucionário socialista L.A. Blanqui (1805-1881), “O Encarcerado”, tem disso.
Afora a legitimidade política – o método democrático e a representação popular não nos deixam mentir – a esquerda não conhece os evangélicos. A esquerda não frequentou as igrejas, a não ser nos indefectíveis cultos preparados como palanques para nossos candidatos demonstrarem respeito e apreço pelas denominações evangélicas em época de campanha, em troca de apoio dos crentes e de algumas imagens para a TV. A esquerda nunca dialogou com os evangélicos, nunca lhes apresentou seus planos, nunca lhes explicou sequer o valor que o Estado Laico tem, inclusive como garantia que poderão continuar assim, evangélicos ou como queiram, até o fim dos tempos. E agora muitos militantes, indignados com a presença deles no poder, os rechaçam com violência, como se isso resolvesse o problema fundamental que representam.
Apenas quem foi evangélico sabe que a experiência da igreja não é puramente espiritual. E é nesse ponto que erramos como esquerda. A experiência da igreja envolve uma dimensão de resistência que é, de alguma forma, também política. O “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Paulo para os Romanos, capítulo 12, versículo 2) é uma palavra de ordem poderosa e, por que não, revolucionária, ainda que utilizada a partir de um ponto de vista conservador.
Em nenhuma organização política o homem comum terá protagonismo tão rápido quanto em uma igreja evangélica. O poder que se manifesta pela fé, a partir da suposta salvação da alma com o ato simples de “aceitar Jesus no coração como senhor e salvador”, segundo a expressão amplamente utilizada nos apelos de conversão, transforma o homem comum, que duas horas antes entrou pela porta da igreja imundo, em um irmão na fé, semelhante a todos os outros da congregação. Instantaneamente ele está apto a falar: dá-se o testemunho, relata-se a alegria e a emoção do resgate pago por Jesus na cruz. Entre os que estão sob Cristo, e são batizados por imersão, e recebem o ensino da palavra, e congregam da fé, não há diferenciação. Basta um pouco de tempo, ele pode se candidatar a obreiro. Com um pouco mais, torna-se elegível a presbítero, a diácono, a liderança do grupo de jovens ou de mulheres, a professor da escola dominical. Que outra organização social brasileira tem a flexibilidade de aceitação do outro e a capacidade de empoderamento tal qual se vêem nas pequenas e médias igrejas brasileiras, de Rio Branco, das cidades-satélite de Brasília, do Pará, de Salvador, de Carapicuíba, em São Paulo, ou Santa Cruz, no Rio de Janeiro? Nenhuma.
Se esqueçam dos megacultos paulistanos televisionados a partir da Av. João Dias, na Universal, ou da São João, do missionário R.R. Soares. Aquilo é Broadway. Estamos falando destas e outras denominações espalhadas em todo o território nacional, pequenas igrejas improvisadas em antigos comércios – as portas de enrolar revelam a velha vocação de uma loja, um supermercado, uma farmácia – reuniões de gente pobre com sua melhor roupa, pastores disponíveis ao diálogo, festas de aniversário e celebrações onde cada um leva seu prato para dividir com os irmãos.  A menina que tem talento para ensinar, ensina. O irmão que tem uma van, presta serviços para o grupo (e recebe por isso). A mulher que trabalha como faxineira durante a semana é a diva gospel no culto de domingo à noite: canta e leva seus iguais ao júbilo espiritual com os hinos. A bíblia, palavra de ninguém menos que Deus, é lida, discutida, debatida. Milhares e milhares de evangélicos em todo o país foram alfabetizados nos programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) para simplesmente “ler a palavra”, como dizem. Raríssimo o analfabeto que tenha sido fisgado pela vontade ler “O Capital”, infelizmente. As esquerdas menosprezaram a experiência gregária das igrejas e permaneceram, nos últimos 30 anos, encasteladas em seus debates áridos sobre uma revolução teórica que nunca alcançou o coração do homem comum. Os pastores grassaram.
Divulgação: www.juliosevero.com

Um pastor assembleiano que não gosta de moscas

Um pastor assembleiano que não gosta de moscas

Teólogo assembleiano, cujo nome consta no site Genizah, critica Malafaia, mas não critica socialistas e vigaristas evangélicos

Julio Severo
Silas Malafaia tem sido alvo de constantes ataques. Do lado secular, o governo e a mídia sustentada pelo governo rejeitam sua forte defesa da família contra os ataques da agenda do aborto e do homossexualismo.
Do lado evangélico, ele tem sido muito atacado por seguir a Teologia da Prosperidade. Os ataques têm vindo de todos os lados, inclusive de seus colegas assembleianos, um dos quais recentemente escreveu um artigo educado criticando essa teologia no ministério de Malafaia.
Tenho tratado, em vários artigos, dessa questão, mas minha pergunta agora é: A Teologia da Prosperidade é a maior ameaça ao Brasil?
É evidente que a resposta é “não”. Temos problemas muito maiores. A perseguição aos cristãos e a iniquidade estão sendo institucionalizadas com o apoio das igrejas. A sacralização do homossexualismo e do assassinato de bebês mediante o aborto está sendo promovida muitas vezes com a “bênção” da igreja através de líderes que se calam ou juntam as mãos com os próprios promotores do mal.
O governo, que está possesso da ideologia socialista, está determinado a avançar esses males. E nesta semana um dos homens mais sinistros do PT revelou que não existe mais oposição nenhuma para o avanço das metas do PT no Brasil. Aliás, ele deixou claro que hoje a única oposição são as igrejas midiáticas — que por pura coincidência pertencem, majoritariamente, aos pastores neopentecostais. Ele também declarou, conforme o colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo, que o PT está se preparando para um confronto com essas igrejas midiáticas.
Excetuando a IURD, cujo fundador e chefão segue a ideologia do aborto, todas as outras igrejas neopentecostais se opõem ao aborto e homossexualismo. R. R. Soares, por exemplo, fala claramente contra o aborto e o homossexualismo em seus programas. Silas Malafaia então é muito mais enérgico.
Mas por que o PT iria ver essas igrejas neopentecostais midiáticas como a única ameaça ao controle absoluto do PT sobre a sociedade?
O PT percebe que essas igrejas o apoiam por interesse, não ideologia.
O PT não vê igrejas neopentecostais doutrinando suas congregações no socialismo. O PT não as vê usando suas revistas e sites ensinando que o socialismo é a salvação da sociedade.
Os líderes dessas igrejas só se aproximam do PT em épocas de eleição por oportunismo, por entenderem que o PT é um partido vingativo que retaliaria contra suas concessões de rádio e TV. Além disso, eles têm muito dinheiro e opor-se ao PT poderia lhes custar caro. A atitude deles é movida por puro interesse.
Em contrapartida, outros grupos evangélicos, que majoritariamente não pertencem aos neopentecostais, têm muito mais que interesse, usando suas revistas e outras publicações para promover o socialismo, com toda a sua carga de aborto e homossexualismo que vem inevitavelmente em seu rastro. Grandes revistas evangélicas do Brasil regularmente doutrinam o público a ver no socialismo a solução para os problemas da sociedade. O governo socialista petista, com toda sua frenética corrida para institucionalizar a iniquidade, é maquiado e até louvado por eles. Esses evangélicos são movidos por ideologia.
O PT não está preocupado com líderes evangélicos que são movidos por ideologia, pois quer ateu ou evangélico, quem segue o PT por convicção é um servo fiel e devoto. Seu apoio é garantido — ou para o partido ou para a ideologia socialista, que no final das contas dá no mesmo.
Mas um apoio que vem por interesse nunca é garantido. É por isso que o PT tem tanta desconfiança dos líderes neopentecostais: Por não serem movidos pela ideologia socialista, esses líderes podem criticar abertamente as políticas pró-aborto e pró-homossexualismo do PT, ou mesmo abandonar o barco petista a qualquer momento.
Esse é um ótimo sinal. O que não é um bom sinal é que perdemos a prioridade nas críticas.
Em nome do PT, lhe digo pela última vez: a Teologia da Prosperidade é o maior pecado do universo!

Aqueles que criticam Malafaia fazem vista grossa a outros graves pecados. O pastor assembleiano que fez uma crítica educada a Malafaia juntou-se a muitos outros que detestam a Teologia da Prosperidade e seus adeptos, mas não detestam as teologias que facilitam a aceitação do socialismo como salvação social.

O pastor assembleiano foi educado em sua crítica, mas seu nome consta no Genizah, site que nunca trata Malafaia e outros pastores neopentecostais com a mínima educação. Não por acaso, o Genizah rotineiramente doutrina a favor do socialismo, em toques sutis de vários articulistas francamente favoráveis à ideologia do PT.
Nem eu nem Olavo de Carvalho somos adeptos da Teologia da Prosperidade, mas não escapamos de ataques do Genizah, porque a luta desse site liberal não é apenas contra a teologia de Malafaia, mas também contra todo conservadorismo.
O que não é de surpreender é que, para o PT, o Genizah e mídias evangélicas semelhantes não representam nenhuma ameaça ao avanço da institucionalização socialista da iniquidade. A ameaça são as igrejas neopentecostais, que também são alvos regulares de zombarias do Genizah.
Malafaia não é perfeito, mas ele tem feito um trabalho estupendo de mobilizar a população contra o PLC 122. Em contraste, o Genizah nunca fez tal mobilização e ainda insinua que os que fazem são “extremistas”. Ativistas gays aplaudem o liberalismo do tabloide calvinista.
Enquanto muitos leitores incautos se deliciam com deboches e zombarias aos líderes neopentecostais no Genizah, esse tabloide sensacionalista vai incutindo neles amor e respeito às ideias socialistas, que são muito bem disfarçadas. Aplicar golpes e enganar é, ao que tudo indica, uma especialidade do poderoso chefão do Genizah.
Ainda que o Genizah não tivesse esse trabalho sujo de promover habilmente o socialismo, o cristão é exortado por Deus:
“Bem-aventurado o homem que não… se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1 ACF)
Homens como eu e o Olavo de Carvalho são zombados no Genizah exclusivamente pela oposição ao PT e ao socialismo.
O que então o nome do pastor assembleiano que critica educadamente Malafaia está fazendo na roda dos escarnecedores? O público assembleiano inocente, ao ver o nome dele no site dos escarnecedores, poderá facilmente concluir: “Olha, o nome do pastor *** está ali, então esse site deve ser bom!”
No Genizah, esse público é sistematicamente doutrinado a detestar ou a ter um medo mórbido dos líderes neopentecostais (sem mencionar ódio e medo mórbido de Julio Severo e Olavo de Carvalho!) e, ao mesmo tempo, a nutrir um carinho especial por teologias abertas ao socialismo. Coa-se então, nas palavras de Jesus Cristo, um mosquito e engole-se um camelo!
Estamos vendo uma epidemia de engolição de camelos vermelhos, onde muitas revistas e líderes, que seguem a linha do Genizah, ensinam: “Devemos detestar os mosquitos da Teologia da Prosperidade”. Falam de seus ódios com a boca cheia de camelos.
Por coincidência, um pastor assembleiano que comentou no meu blog esta semana se apresentou dizendo: “Sou petista por entendimento ideológico”. Ao ser refutado por mim e por outros leitores do meu blog, o pastor, que dirige uma Assembleia de Deus de Brasília, prontamente se defendeu, usando o pretexto de que sua presença no PT era para “evangelizar” e que qualquer oposição a ele como petista equivaleria à oposição a um santo trabalho de evangelização.
Para evangelizar bruxos tenho necessidade de dizer “Sou bruxo por entendimento ideológico”?
Para evangelizar homossexuais tenho necessidade de dizer “Sou homossexual por entendimento ideológico”?
Portanto, há dois tipos de evangélicos apoiando o PT.
1. Há os evangélicos que seguem o PT por interesses, para não perderem suas rádios e TVs. A maioria deles são líderes neopentecostais.
2. Há os evangélicos que seguem o PT porque, descaradamente ou não, são petistas por entendimento ideológico. A maioria deles não são neopentecostais, e o PT não está preocupado com nenhum deles.
Temo que no confronto que o PT previu que terá com as lideranças neopentecostais, haverá aliados evangélicos para ajudar o PT. Se a meta do PT é combater os inconfiáveis líderes neopentecostais, o Genizah e evangélicos de mentalidade semelhante estarão prontos para a batalha.
Quero pois desafiar o pastor assembleiano que criticou Malafaia educadamente a olhar para prioridades muito mais importantes.
O Bispo Manoel Ferreira, presidente da CONAMAD, a segunda maior denominação asssembleiana do Brasil, está envolvido num grande escândalo. Não, não, ele não é adepto da teologia de Malafaia.
Na eleição de 2010, Ferreira foi o supremo “ministro” de Dilma Rousseff para assuntos evangélicos. Mas ele não foi amplamente criticado. Seu maior crítico, infelizmente, foi meu próprio blog. Mas acredito que se Ferreira tivesse dito, “Defendo a Teologia da Prosperidade”, ele seria sumariamente demonizado.
Outro escândalo grave é que ele tem se aliado ao Rev. Moon, que se considera um messias maior do que Jesus Cristo. Essa é uma heresia de tamanho infernal, mas a maioria dos líderes assembleianos se cala. O pastor assembleiano que criticou educadamente Malafaia também criticou o Rev. Moon e sua doutrina satânica, mas evitou completamente mencionar o nome de Ferreira. É mais fácil citar o nome de Malafaia? A “heresia” de Malafaia é maior do que o envolvimento de Ferreira com Moon?
Por que não denunciar por nome? Só os neopentecostais podem ser criticados por nome? Por que os evangélicos amantes do PT e do socialismo não merecem ser denunciados e expostos? Qual é o medo? A única coisa que inspira um ódio declarado de citar nomes é uma ligação com a Teologia da Prosperidade? Esse é o maior pecado do universo, santificando automaticamente os críticos, por mais petistas e socialistas que sejam, por mais vigaristas e adúlteros que sejam?
Se criticar a teologia de Malafaia transforma o crítico em apologeta imaculado e laureado, então o chefão do Genizah virou santo padroeiro — o que não deixa de ser verdade, a julgar pela idolatria e reverência que lhe são prestadas.
Por que, mesmo com seu medo mórbido de engolir mosquitos, o pastor assembleiano que criticou educadamente Malafaia também não critica o Genizah e outros vigaristas evangélicos? Estará ele também aspirando a um cargo de santo padroeiro dos comedores de camelo?
Tenho certeza de que se o Genizah fosse um site descaradamente a favor da Teologia da Prosperidade, o tal pastor assembleiano não hesitaria: exigiria a remoção do nome dele do site. Vai ver que ele pensa: “Tudo o que o Genizah faz — debochando descaradamente de Malafaia, Julio Severo e Olavo de Carvalho — é absolutamente inofensivo. Só a Teologia da Prosperidade é altamente venenosa”.
Mesmo sendo teólogo e filósofo, ele prefere a companhia barata da roda de escarnecedores de um tabloide sensacionalista cujo padroeiro se orgulha de seu calvinismo liberal.
Engolir mosca é algo desagradável. Mas é muito menos desagradável do que engolir camelos de ideologias podres que estão sendo acobertadas, protegidas, alisadas, aduladas e abrigadas por mídias evangélicas mal-intencionadas.
Seja como for, na hora do confronto com o PT não quero estar com os evangélicos comedores de camelos.
E oro para que o teólogo assembleiano deixe essas más companhias o mais depressa possível.

Os críticos e os criticados nas igrejas evangélicas: quem nos salvará?

Publicado em igrejas neopentecostais, igrejas pentecostais, igrejas tradicionais, impostos, ladrão por juliosevero em 18 de janeiro de 2012

Os críticos e os criticados nas igrejas evangélicas: quem nos salvará?

Uma mensagem para os evangélicos em suas crises

Julio Severo
Eu estava ouvindo a pregação de um pastor pentecostal contra os pregadores da prosperidade. As palavras dele, cheias de emoção e indignação, estavam corretíssimas, denunciando “servos de Deus” vivendo no luxo, com carrões, aviões, helicópteros, mansões, etc.
Fui tentado a me perguntar: o pai desse pastor, no passado um famoso televangelista da Assembleia de Deus, virou manchete por um escândalo onde foi flagrado com uma prostituta. Mas meu pensamento foi logo vencido pela lógica cristã de que os filhos não devem pagar pelos pecados dos pais — sem mencionar que a graça de Deus abunda muito mais do que o pecado.
Mas, poucas horas depois, me chegaram informações de que o pastor pentecostal se divorciou duas vezes… Crítico e criticados em barcos furados.
Outro pregador, outrora um ícone da Igreja Presbiteriana do Brasil, ataca tradicionais, pentecostais e neopentecostais, e tem um histórico ainda mais bizarro: traiu a esposa, depois traiu a secretária-amante e mais tarde casou com uma “pastora”. Como amante do PT, ele acabou se envolvendo em grandes escândalos políticos e financeiros. Mesmo assim, ele é um grande criticador — e até eu sou um de seus criticados.
Que mundo louco, não?
Se ficamos então decepcionados com as igrejas pentecostais e neopentecostais, podemos então pensar que a solução é as igrejas tradicionais. Mas aí vem outro problema pós-moderno: as igrejas tradicionais estão correndo como manadas de vacas loucas para apriscos politicamente corretos, onde as ovelhas podem pastar sob a liderança de pastoras lésbicas que se aliam a bruxas!
Grandes denominações evangélicas dos EUA e Europa estão nesses pastos há algum tempo, e se você visitar uma dessas igrejas não estranhe se o pastor gay apresentar seu “marido”.
Aparentemente, as igrejas tradicionais do Brasil ainda não estão nos novos pastos de suas igrejas-mães dos EUA e Europa, mas algumas denominações timidamente ensaiam passos nessa direção. É uma questão de tempo.
O que o pastor pentecostal divorciado duas vezes faz, denunciando a extravagância de pastores neopentecostais, está certo. Mas sua vida está errada.
Da mesma forma, os frequentes ataques de certo blogueiro evangélico tradicional aos neopentecostais não estão totalmente sem razão (por incrível que pareça, ele consegue acertar dez por cento ou menos), embora ele mesmo esteja envolvido em vigarices e tenha uma vida sexual suspeita — além de ser fã de um dos maiores vigaristas evangélicos do Brasil. Outro famoso criticador de neopentecostais, igualmente fã do vigarista evangélico, tenta esconder sua homossexualidade, mas sua paixão por Philip Yancey sugere que ele pode estar preparando o público evangélico para uma triunfante saída evangélica do armário. Um adora o deboche, o outro a malícia. E ambos adoram a mentira.
Quando um famoso televangelista brasileiro apresentou em seu programa de TV pastores americanos pedindo muito dinheiro, ninguém foi obrigado a dar. Eu não dei. Muitos o criticaram, inclusive o blogueiro vigarista e o evangélico homossexual enrustido. E quando em seguida a essa petição de dinheiro, o televangelista comprou um jatinho, as criticas se tornaram “onipresentes” na rádio, televisão, jornais, revistas, blogs, sites, etc.
Contudo, até agora não vi evangélicos usando seus espaços em rádio, televisão, jornais, revistas, blogs e sites para denunciar o maior Ladrão do Brasil. O governo federal, com sua política abusiva de impostos, não precisa chamar americanos para pedir uma oferta de 900 reais. O governo tem roubado literalmente bilhões da população do Brasil, e os ladrões estatais têm investido não só em jatinhos e jatões, mas têm também engordado organizações que estão trabalhando ativamente para destruir as famílias do Brasil, sem que o blogueiro vigarista e o evangélico homossexual enrustido deem um pio de contrariedade.
Os “onipresentes” críticos do televangelista brasileiro também fazem vista grossa ao maior Ladrão do Brasil.
Com esse panorama desanimador, onde críticos e criticados estão em barcos furados, o que fazer?
Um homem jovem, convertido há dois anos, me perguntou o que eu achava das “igrejas caseiras”. Com tanto escândalos nas igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais, muitos estão recorrendo a igrejas nos lares, achando que essa é a única salvação.
Minha resposta a ele foi:
O problema é o homem. Onde há o homem, há pecado. Daí, qualquer lugar onde há o homem, seja numa igreja grande ou numa reunião caseira, há propensão ao pecado e ao escândalo. Há alguns grupos caseiros que são heréticos. Outros julgam que a heresia está somente nas igrejas e que esses grupos caseiros são a salvação. Eu creio que Jesus Cristo é a única salvação.
Claro que, mesmo indo a uma igreja grande ou pequena, nada deve nos impedir de ter “reuniões caseiras”, isto é, independente dos cultos de domingo, é saudável termos reuniões em nossos lares, para ensinar nossos filhos, louvar a Deus, orar, ler um trecho da Palavra de Deus, etc.
A maioria dos cristãos conseguiria fazer esse tipo de reunião em seus lares, se conseguisse dar o horário nobre para Jesus, não para a telinha…
Então, até mesmo dentro dos nossos lares, enfrentamos desafios, onde muitas vezes deixamos que nosso precioso tempo, que deveria ser dado a Deus, seja desperdiçado em banalidades como a novelinha da Globo. A glória de Deus, que poderia ser experimentada na oração e leitura da Palavra de Deus no ambiente do próprio lar, é trocada por “gloriosas” cenas de nudez e sexo, divórcio, traições, etc.
Onde há ser humano — seja na igreja grande, pequena, na igreja caseira, ou mesmo em nossos lares —, há pecado. Quem poderá nos livrar? Jesus! Ele pode nos salvar dos nossos pecados, dos pecados dos nossos lares, das igrejas tradicionais, das igrejas pentecostais e das neopentecostais.
Se amamos a Jesus, devemos segui-Lo. Se amamos a Jesus, devemos colocar a Palavra dEle acima da nossa palavra e acima da palavra dos pastores, sejam tradicionais, pentecostais e neopentecostais. Do contrário, enfrentaremos ruína.
Minha esposa me conta que a igreja luterana onde ela nasceu, foi batizada e criada ensinava frequentemente contra as manifestações dos dons do Espírito Santo hoje como se fossem meros produtos fabricados pelas igrejas pentecostais ou exclusivamente para as igrejas pentecostais, de forma que os membros estavam vacinados contra a influência “pentecostal”. Mas, ao se deparar com enfermidades ou outros problemas graves, vários membros passaram para o espiritismo em busca de ajuda “sobrenatural”, porque o pastor não costumava pregar contra os perigos do espiritismo. Sua preocupação era o “pentecostalismo”.
Se tivessem medido a palavra do pastor com a Palavra de Deus saberiam que as manifestações sobrenaturais de Deus não pertencem aos pentecostais, que apenas se abrem (ou se abriam) para o que Deus dá, e não precisariam recorrer ao espiritismo.
Portanto, não deixe de ir à igreja, mas tenha a consciência de que você é fraco e também o pastor. Tanto você quanto o pastor precisam de salvação. Tenha a consciência de que, por melhor que seja a igreja ou pastor, nenhum deles salva. Nenhuma igreja salva. Só Jesus Cristo salva, resgata e nos liberta de nossos pecados.
Se frequentar uma igreja tradicional onde o pastor nega ou ignora que Deus atua sobrenaturalmente hoje, fique com a Palavra de Deus. As igrejas que estão de portas fechadas para o Espírito Santo são hoje as mais escancaradas para a ordenação de pastores gays. Portanto, mantenha a porta da sua vida aberta para o Espírito Santo e sua santificação.
Se frequentar uma igreja pentecostal onde o pastor impõe usos e costumes, especialmente o que a mulher deve ou não usar, fique com a Palavra de Deus. Siga o Espírito, não a carnalidade religiosa.
Nenhum pregador pedinte pode obrigar você a dar nada

Se frequentar uma igreja neopentecostal onde o pastor pede dinheiro sem parar, fique com a Palavra de Deus. Lembre-se: por mais “persuasiva” que seja a pregação, você não é obrigado a dar nada. Se o pastor disser que quem der tudo receberá uma bênção especial, não vá na palavra do pastor. Siga o Espírito Santo e o bom senso.

Por mais radical que seja a igreja que pede dinheiro, tudo o que ela pode fazer é pedir. Nós temos sempre a escolha de decidir dar ou não. E nenhum pastor pode nos obrigar a dar tudo ou pouco.
Pena que não tenhamos essas mesmas escolhas diante do chamado Estado “laico” adorador de homossexualismo, aborto e bruxaria como “cultura” sagrada.
Quando o governo “pede” dez por cento do seu salário, você não tem escolha, pois suas leis de impostos não são opcionais, mas obrigatórias.
Quando o governo “pede” vinte por cento do seu salário, prometendo saúde, educação, etc., você é obrigado a obedecer.
Quando o governo “pede” quarenta por cento do seu salário, você até pode dizer (para você mesmo e sua família) que é roubo, mas você está de mãos atadas, pois com governo está a “lei”, que ele faz do jeito que quiser.
Felizmente, o governo não “pede” dez por cento do seu salário. Se pedisse, seria como igreja pedindo dízimo. (O PT não é igreja, mas “pede” um dízimo de seus filiados!)
Felizmente, o governo hoje já não “pede” vinte por cento do seu salário. “Pedia” assim mais de dois séculos atrás, mas então havia no Brasil um Tiradentes para se revoltar contra esse roubo estatal.
Infelizmente, o governo hoje “pede” quarenta por cento do seu salário! E ai de você se tentar imitar Tiradentes contra o roubo estatal!
Se você não der 40% de seu salário, o governo mostrará que você não tem escolha

Você tem toda liberdade de não dar dinheiro para uma igreja que pede muito dinheiro. Mas, acorde: você não tem liberdade nenhuma de não dar quando o governo lhe “pede” muito dinheiro.

No entanto, você tem a liberdade garantida por Deus de colocar a Palavra de Deus acima do roubo estatal justificado por abusivas leis de impostos, que tiram dos cidadãos muito, muito além do que deveriam. Se até Tiradentes, usando o bom senso, pôde se revoltar contra isso, por que é que nós estamos de braços cruzados e boca fechada? Onde fica nosso bom senso e a Palavra de Deus?
Se um dos Dez Mandamentos diz que Deus proíbe roubar, por que ficamos calados e parados enquanto o governo rouba de todos os cidadãos? Só porque os outros cidadãos, dormindo em berços esplêndidos, não se importam com o sistemático roubo estatal, deveríamos imitar sua apatia? Ou será que imaginamos que Deus deu isenção para roubo somente quando praticado pelo Estado, significando que o governo está livre para fazer qualquer lei de imposto e cobrar o tanto que quiser?
As igrejas que são acusadas de “roubar” dos membros não atingem nem 10 por cento da população, ainda que ninguém nunca tenha sido obrigado a dar nada ali, com ou sem força de lei. Mesmo assim, esse “roubo igrejeiro” desperta a ira de certos cristãos, alguns dos quais são notórios por seu caráter vigarista.
Mas quem se ira contra o “onipresente” roubo estatal? Quem escapa do roubo governamental? Quem se ira contra o destino do nosso dinheiro sistematicamente roubado através de impostos tão absurdamente elevados que teriam deixado Tiradentes com revolta dobrada? As vítimas do governo atingem 100 por cento da população. Ninguém escapa das leis de impostos. Até produtos básicos, comprados por pobres, vem taxado pelo maior Ladrão do Brasil.
Essa, na minha opinião, é a maior luta. Por isso, me esforço para que, com todas as suas fraquezas, igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais se unam contra o inimigo comum, que está usando o governo para destruir todas as bases morais e éticas da família e da sociedade.
Há uma grande revolução do mal ocorrendo, onde a população cristã, que é maioria no Brasil, está sendo involuntariamente cúmplice, através do seu dinheiro pago em impostos, usados pelo governo para financiar a promoção do aborto, do homossexualismo e de outras perversões ideológicas, inclusive da bruxaria como “cultura” sagrada.
Cruzar os braços e manter a boca fechada diante desse mal é confirmar nossa cumplicidade.
Eu não tenho um programa de TV, mas se tivesse, eu faria exatamente o que tenho feito no meu blog há anos: denunciar para todo o Brasil o mesmo ladrão que Tiradentes já denunciava mais de duzentos anos atrás. Mas se Deus quiser, e outros se unirem nesse propósito, um dia ainda poderemos ter um programa de TV para fazer essas denúncias públicas, quer o maior Ladrão goste ou não.
Não roube: o governo detesta competição

Se podemos sempre dizer “não” para os televangelistas que precisam de nosso dinheiro para comprar mansões, jatinhos e helicópteros, por que não podemos dizer “não” para o governo que usa nosso dinheiro para investir no homossexualismo, aborto e outras perversões?

Se temos o direito de não ter nosso bolso sugado por pastores que pedem muito, façamos também uso de nosso direito de não ter nosso bolso sugado pelo governo que exige muito, muito mais do que lhe é devido.
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