Julio Severo

Igreja Presbiteriana dos EUA contra Israel

Publicado em Igreja Presbiteriana por juliosevero em 13 de novembro de 2011

Igreja Presbiteriana dos EUA contra Israel

Especial do jornal israelense Ynetnews: Igreja Presbiteriana se tornando mais anti-Israel, mais antissemita

Giulio Meotti
A maioria dos presidentes dos Estados Unidos, desde James Madison, eram membros da Igreja Presbiteriana, que tem a reputação de ser a mais rica e majoritária entre as igrejas americanas. Presbiterianos deram aos Estados Unidos dezenas de presidentes, juízes do Supremo Tribunal, secretários de Estado (Condoleezza Rice é filha de um pastor presbiteriano) ministros de governo e membros do Congresso. Até o Pastor Billy Graham, conhecido como “conselheiro dos presidentes dos EUA”, tem sido um dedicado presbiteriano.
Contudo, em anos recentes, a Igreja Presbiteriana dos EUA apareceu nas manchetes devido a uma campanha anti-Israel extremamente venenosa na qual dinheiro, teologia e política são combinados juntamente. Ativistas pró-palestinos, aliados com fanáticos protestantes anti-judeus, ganharam uma vitória em 2004 quando a Igreja Presbiteriana retirou seus 8 bilhões de dólares de ações das empresas que faziam negócios com Israel. Alguns dias atrás os presbiterianos e outras três denominações protestantes endossaram o pedido de criação de um Estado Palestino junto à ONU.
Presbiterianos pedem fim de toda ajuda dos EUA a Israel

Enquanto isso, a Igreja Presbiteriana realizou uma conferência em Louisville com o título “Bíblia, terra e nosso desafio teológico”. Adotou o “Documento Kairos”, no qual diz que as políticas de segurança de Israel são “um pecado contra Deus”, liga o muro de segurança ao “apartheid”, rejeita o Estado judaico, apoia o terrorismo quando fala sobre os “milhares de prisioneiros que sofrem em celas israelenses”, e declara que “resistência ao mal da ocupação é um direito e dever cristão”.

No simpósio em Louisville, o Rev. Eugene March, professor emérito do Velho Testamento no Seminário Presbiteriano, disse que o direito judeu à terra santa é “inválido”, enquanto o Rev. Gary Burge, professor do Novo Testamento na Faculdade Wheaton, disse que “Jesus subverteu a política de terra do Judaísmo” e criticou “a visão de mundo do Judaísmo”. É difícil de imaginar calúnia mais feia.
O Comitê Presbiteriano para Responsabilidade de Missões Através de Investimento exortou Assembleia Geral a adotar plenamente o assim chamado movimento BDS e se retirar da Caterpillar, Hewlett-Packard, e Motorola (uma decisão é aguardada para daqui a alguns meses). Os presbiterianos possuem centenas de milhares de ações nessas empresas através de seus fundos de pensão para trabalhadores aposentados e através de fundações. A igreja acusou essas empresas de vender helicópteros, celulares, equipamentos de visão noturna e outros produtos que Israel usou para garantir sua “ocupação”.

Alegações falsas

O Rabino Abraham Cooper, vice-decano do Centro Simon Wiesenthal, chamou a campanha de “uma receita para desarmar Israel” e as ações presbiterianas de “praticamente antissemitas”. O relatório da Igreja Presbiteriana em 2010 com o título “Derrubando os muros” — é caracterizado como “venenoso” pela Liga Anti-Difamação — legitima dúvidas sobre o direito de existência de Israel e pede aos EUA que retirem sua ajuda militar para Israel.
De acordo com a organização de defesa de direitos dos cidadãos Camera, a Rede de Missões do Oriente Médio da Igreja promove incitações antissemitas até mesmo através da estação de televisão Al-Manar controlada pelo Hezbollah, incluindo falsas alegações sobre Israel criando túneis debaixo do Monte do Templo (acusações que no passado provocaram violência em Jerusalém).
Nesta semana em Atlanta a Igreja Presbiteriana realizou outro simpósio, “De Birmingham a Belém”, ligando Martin Luther King aos palestinos. Um dos principais palestrantes foi um clérigo palestino, padre Naim Ateek, cuja influência no protestantismo contemporâneo é imensa, pelo menos através de seu Centro Sabeel em Jerusalém. As denúncias de Ateek contra Israel incluem ligações imaginárias do Estado judeu à acusação de deicídio que durante séculos alimentou o derramamento de sangue judeu.
Escrevendo ao jornal de Estudos Ecumênicos, Adam Gregerman observou que teólogos como Ateek “perpetuam algumas das imagens mais repugnantes e cruéis dos judeus como malevolentes, antissociais, hostis aos que não são judeus”. Por exemplo, Ateek escreveu sobre o “Herodes dos dias modernos” em Israel, referindo-se ao rei que, de acordo com o Novo Testamento, assassinou os bebês de Belém em uma tentativa de matar o recém-nascido Jesus.
De fato, muitas vozes nos EUA estão agora sugerindo que os presbiterianos deixaram para trás o compromisso de “nunca mais” “participar de, contribuir para, ou… permitir a perseguição ou difamação dos judeus” (da Declaração do Relacionamento Entre Cristãos e Judeus de 1987).
Na Idade Média, “encenações de peças religiosas”, que retratavam os judeus como os carrascos de Jesus, ajudaram a colocar combustível nas fogueiras e pogroms até que o Holocausto levou essa teologia sombria para a clandestinidade. A Igreja Presbiteriana está agora encenando uma peça religiosa do século XXI, na qual Israel é o judeu do mundo.
Giulio Meotti, um jornalista que com Il Foglio, é o autor do livro Um novo Shoah: A história não contada das vítimas israelenses do terrorismo.
Tradução: Eliseu P. L. J.
Revisão: Julio Severo
Título do artigo original em inglês: US church versus Israel
Fonte em português: www.juliosevero.com
Quem precisa de Israel, artigo de Pat Boone
Sobre a revista Ultimato, cujo fundador e dono é presbiteriano:
Igrejas presbiterianas dos EUA e Europa sucumbindo diante do movimento homossexual:
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