Julio Severo

Manifesto gay contra “homofobia” evangélica

Publicado em homofobia por juliosevero em 14 de março de 2012

Manifesto gay contra “homofobia” evangélica

Julio Severo
Numa reação, ou mais provavelmente chilique, às claras mensagens de Silas Malafaia contra a agenda gay, um grupo gay de Minas Gerais elaborou um documento público acusando que “os evangélicos são os religiosos mais homofóbicos no Brasil”.
O manifesto gay iniciou dizendo que não tocaria na questão católica, pois a teologia católica é fechada, logo em seguida reconhecendo: “Por outro lado, a teologia protestante ou evangélica apresenta-se ‘um pouco’ mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento”.
Tenho de concordar com o manifesto. O Vaticano tem mantido internacionalmente posições firmes contra a agenda gay. Enquanto isso, as maiores denominações protestantes dos EUA — presbiteriana, luterana, anglicana, etc. — embarcaram no Titanic do liberalismo teológico e moral, ordenando gays e lésbicas como pastores.
Como é que então os evangélicos são os mais homofóbicos do Brasil? Se a CNBB não mantivesse as igrejas católicas tão ocupadas apoiando políticas desarmamentistas, MST, etc., os católicos teriam tempo de assumir as posições do Vaticano.
Silas Malafaia não é católico, mas suas posturas contra a agenda gay são firmes. Nesse sentido, ele é mais católico do que a CNBB!
O que Malafaia diz sobre homossexualismo incomoda ativistas gays, porque ele alcança, num só programa de TV, muito mais do que um estádio lotado.
Ao acusar os evangélicos de “os mais homofóbicos do Brasil”, o manifesto gay se baseou na pesquisa de um instituto de pesquisa ligado ao PT. Mas essa pesquisa foi muito mais longe em seus resultados, chegando à conclusão de que 99% da população do Brasil são homofóbicos!
Diferente de grandes igrejas nos EUA, as grandes igrejas no Brasil ainda não estão considerando ordenar gays, mas setores evangélicos estão ganhando aplausos de líderes gays. Até mesmo Jean Wyllys já elogiou publicamente o que ele chamou de “calvinistas aliados do movimento gay”.
O elaborador do manifesto diz que é um batista que sofre “preconceito” em sua igreja. Ora, a igreja é um lugar para pecadores feridos que buscam ajuda, não para pecadores assumidos que defendem bandeiras de pecado. A igreja é hospital espiritual, não bordel!
É perfeitamente natural, pois, que aqueles que querem defender qualquer bandeira de pecado dentro da igreja não se sintam à vontade dentro da igreja. O dia em que se sentirem a vontade — do jeito que se sentem à vontade com setores evangélicos —, aí é o começo do fim.
Sobre as acusações do manifesto gay de que Silas Malafaia e outros fazem parte de uma “inquisição evangélica”, eis meus contra-argumentos a outro ativista, onde dou respostas relevantes ao presente manifesto:
Adilson José Paulo Barbosa: Infelizmente, numa combinação de intolerância e dogmatismo, fortalece-se no Brasil um movimento de combate, inclusive físico, a livre orientação sexual e a liberdade religiosa. Em nome da fé e de “pseudos” ou exclusivos valores cristãos, violam-se princípios estruturantes da nação e do Estado brasileiro. (Página 1.)
Julio Severo: Sim, o movimento de combate à agenda homossexual está crescendo, mas não “inclusive físico”, pois os cristãos — tanto católicos quanto evangélicos — não estão usando força física contra os homossexuais. Bem diferente do PT, que em suas greves apelava justamente para a força física. Vinte anos atrás, eu estava num ônibus em São Paulo que teve a infelicidade de passar perto de um local de grevistas e agitadores do PT, que estavam bloqueando os veículos. O ônibus levou uma pedrada, que estilhaçou o vidro da frente, ferindo horrivelmente a senhora que estava logo à minha frente e me deixando com alguns estilhaços na cabeça, embora sem me causar ferimentos, pela graça de Deus. Esse é o estilo PT-MST. Eu nunca vi católicos e evangélicos com esse comportamento petista-arruaceiro diante de uma parada homossexual. É muito mais fácil um petista militante recorrer à violência do que um cristão praticante. Por isso, se os opositores do homossexualismo fossem do PT e MST, aí sim os homossexuais teriam motivos de sobra para se preocuparem com segurança física. Sobre a acusação “Em nome da fé e de ‘pseudos’ ou exclusivos valores cristãos, violam-se princípios estruturantes da nação e do Estado brasileiro”, é preciso lembrar o óbvio: tanto a nação quanto o Estado brasileiro não estão estruturados em cima da sodomia. Aliás, os criadores do Estado brasileiro ficariam certamente horrorizados se viessem a saber que sua criação seria no futuro levianamente usada em prol da sodomia.
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Adilson José Paulo Barbosa: Apesar dessa diretiva político/jurídica, barreira intransponível e insuperável ao arbítrio, à intolerância e ao fanatismo, esquecendo-se de novo da noite de São Bartolomeu, certos representantes do povo reforçam o preconceito e atiçam a discriminação contra cidadãos e cidadãs, que professam outra fé ou têm práticas (ou orientação) sexuais diferentes. (Página 2.)
Julio Severo: Adilson tacha a oposição à radical agenda homossexual de preconceito, intolerância e fanatismo, usando inclusive a memória da noite de São Bartolomeu, onde aproximadamente 100.000 homens, mulheres e crianças evangélicos franceses foram massacrados por opositores movidos por preconceito religioso e interesses políticos. Para validar seus argumentos, Adilson precisa encontrar um único exemplo onde evangélicos ou católicos tenham massacrado 100.000 homossexuais no Brasil. Vou esperar deitado! Enquanto Adilson lida, na questão homossexual, com fantasias, os evangélicos têm a real experiência do preconceito injusto e assassino. Por isso, acusar os evangélicos de preconceituosos é uma insanidade sem tamanho, pois a terrível noite de São Bartolomeu prova como os evangélicos são vítimas de implacável preconceito. Além disso, é preciso observar que o movimento de militância homossexual começou a atuar debaixo da sombra da liberdade de países protestantes, usando a liberdade que ganharam para atacar exatamente aqueles que lhes deram. Enquanto estou aqui deitado esperando a resposta do Adilson, vou lhe dar uma chance maior. Talvez seja difícil encontrar 100.000 homossexuais assassinados no Brasil num curto período de tempo. Então — digo a ele — tente procurar, em toda a história mundial, um único exemplo, em qualquer país, onde 100.000 homossexuais foram assassinados num curto período de tempo. Vou continuar esperando deitado.
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Adilson José Paulo Barbosa: No momento, num episódio assustador e preocupante, pelo grau de fundamentalismo e preconceito demonstrado, assistimos a resistência do Senado da República, em aprovar uma legislação que visa combater a violência praticada contra brasileiros e brasileiras que têm ou terão (uma) outra (ou outras) orientação sexual. (Página 2.)
Julio Severo: Episódio assustador e preocupante? Estão sendo assassinados centenas de milhares de homossexuais e o governo nada faz? Todos os cidadãos brasileiros, independente de suas opiniões e comportamentos, são igualmente protegidos pela mesma lei brasileira. Se há alguma desigualdade e injustiça, então é mais do que óbvio que deveria haver centenas de milhares de assassinatos de homossexuais. Contudo, o que a realidade mostra? Nos últimos 25 anos, aproximadamente 800 mil brasileiros foram assassinados. Desses, quantos homossexuais foram vítimas? Dez por cento? Se fossem dez por cento, seriam 80 mil homossexuais assassinados. Contudo, o próprio Grupo Gay da Bahia afirma que nos últimos 25 anos apenas 2.511 homossexuais foram assassinados. Por que então o PT e os grupos gays fazem tanto barulho enquanto TODA a população brasileira encontra-se muito mais insegura do que o segmento homossexual? Para mais informações sobre essas estatísticas, veja: http://juliosevero.blogspot.com/2007/06/propaganda-e-mentira-na-defesa-das-leis.html
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Adilson José Paulo Barbosa: Além de sofrerem com diversas formas de preconceitos e discriminações na sociedade e, em especial, nos meios de comunicação, pessoas com orientação sexual diferentes têm sido agredidas e mortas em todo país. Ocorre o mesmo com milhares de mulheres ou mesmo homens, apenas por sua condição de gênero ou identidade sexual. (Página 5.)
Julio Severo: Novamente, o Adilson traz o discurso repetitivo de homossexuais assassinados, porém eu não vou ser repetitivo na resposta. A repetição, no caso de uma informação falsa, tem como único objetivo legitimar a falsidade. Aliás, o nazismo dizia que uma mentira repetida muitas vezes acaba se tornando verdade. No caso de “preconceitos e discriminações em especial nos meios de comunicação”, talvez devêssemos concordar com o Adilson, pois diariamente vemos novelas e outros programas de TV condenando o comportamento homossexual, sempre excluindo de seus quadros personagens ou artistas homossexuais, nunca nem mesmo fazendo qualquer menção positiva ao homossexualismo. As revistas e o jornalismo censuram sistematicamente o assunto de casamento homossexual, enquanto os noticiários dão destaque especial e favorável aos interesses cristãos. Por puro preconceito, nenhuma TV mostra absolutamente nada acerca das paradas gays, enquanto a Marcha para Jesus é exibida em horário nobre por todos os canais de TV! Quanta intolerância, não? Parece que, conforme vê Adilson, as novelas pintam os homossexuais como monstros. De forma contrária, para pura indignação de Adilson, as novelas sempre pintam os evangélicos e católicos como pessoas boas. Ao que tudo indica, enquanto estou deitado esperando a resposta do Adilson, estou sonhando alto. Ou será que é o Adilson que está sonhando?
Para outras respostas, confira minha entrevista a uma revista gay: http://juliosevero.blogspot.com/2009/03/revista-gay-entrevista-julio-severo.html
As mudanças estão vindo muito rápido no meio evangélico, porque, como disse o manifesto gay, “teologia protestante ou evangélica apresenta-se ‘um pouco’ mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento”.
Quando meu livro O Movimento Homossexual foi publicado em 1998, o tema homossexual era ainda tabu. Hoje, é inescapável, até mesmo dentro das igrejas!
Eis o manifesto gay na íntegra, com a cortesia do GospelMais:
MANIFESTO CONTRA A HOMOFOBIA EVANGÉLICA
Porque tanta homofobia no contexto evangélico brasileiro?
O principal objetivo desse manifesto é se focalizar na homofobia dentro do contexto evangélico brasileiro dos últimos anos. Apesar de reconhecer a importância de se falar também na homofobia dentro do contexto da Igreja Católica. Mas os principais motivos para não entrar nesse assunto agora é que a própria essência da teologia católica a respeito da sexualidade está estagnada no tempo a “mil anos”! Então, como iniciar um diálogo sensato sobre a homossexualidade com uma teologia que considera o sexo exclusivamente para a reprodução, proíbe a utilização de camisinha aos seus fiéis, não aceita o divórcio e exalta o celibato como ápice da piedade e santidade?
Por outro lado, a teologia protestante ou evangélica, apresenta-se “um pouco” mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento, apesar de pouca. Esse é um dos motivos pelo qual restringi a falar especificamente da teologia e igreja evangélica. Não só por isso, mas principalmente porque me sinto mais a vontade, sendo cristão evangélico, estudioso da Palavra e ter minha formação em teologia em um seminário batista; O tema da homofobia me convocou especialmente por ser gay e conviver com bullying’s e violências homofóbicas diariamente há anos. Além disso, a pesquisa feita na USP, pela Fundação Perseu Abramo e coordenada pelo professor Gustavo Venturi em 2009, mostra que os evangélicos são os religiosos mais homofóbicos no Brasil. Entre os religiosos que têm tendência a comportamentos homofóbicos, os evangélicos lideram o ranking com 31%, contra 24% dos católicos, 15% dos praticantes do candomblé e 10% dos kardecistas.
Diante de tal violência em nome de Deus, resolvi abordar os dois temas ao mesmo tempo: homofobia e a igreja evangélica, ou como prefiro chamar: “homofobia cristã evangélica”, que atinge não só os gays cristãos, mas à sociedade em geral.
Resolvi utilizar esse termo especificamente, porque acho mais apropriado, uma vez que se verifica entre os religiosos, uma particularidade na homofobia. Poderia se dizer que homofobia cristã evangélica nada mais é que a utilização de interpretações literais da Bíblia por grupos fundamentalistas evangélicos para impor o seu estilo de vida religioso à toda sociedade civil brasileira. Ou seja, alguns líderes oportunistas querem impor à sociedade um jugo que nem os próprios cristãos conseguem carregar, como os próprios fariseus e religiosos faziam nos tempos de Jesus, e que Jesus combatia veemente.
Me espanto sempre com a homofobia no Brasil a cada vez que vejo e revejo reportagens e noticias sobre violências contra homossexuais na mídia, quando ouço muito mais fatos através de amigos, quando fico sabendo que o Brasil é o país que mais mata gays no mundo e principalmente quando eu mesmo sofro “na pele” com o preconceito. Preconceito que nos atos mais sutis de sua manifestação, são por vezes os mais dolorosos: são aqueles que quando pessoas especiais de repente mudam completamente sua relação com você pelo simples fato de tomar conhecimento de sua orientação sexual, o que ocorre principalmente entre os “irmãos” evangélicos.
Como ultimamente tem crescido o avanço do ódio e a luta contra os direitos das pessoas lgbtts, tendo como carro chefe a bancada de religiosos na política e pastores midiáticos vendedores de bugigangas milagrosas, decidi escrever esse artigo, até mesmo como estratégia de desabafo, o que na psicanálise poderia ser chamado de sublimação.
Não são raras as vezes que me deparo meditando e buscando entender: Porque tanta homofobia no meio evangélico? Eu realmente questiono isso porque quando eu leio os evangelhos, os ensinamento de Cristo e vejo seu exemplo, me esforço para ser um discípulo Seu. E como um discípulo dele, eu procuro sempre me olhar com atenção para os excluídos e com os que sofrem, assim como aprendi com o Mestre através das Escrituras e do meu relacionamento pessoal com ele. A parábola do Bom Samaritano apresentada por Jesus, é a que mais descortina a situação de desamor que vivemos hoje com a Igreja de Cristo em relação aos gays no Brasil. Como na parábola, os sacerdotes e levitas passam de largo ao ouvir os gritos dos gays quando precisam, e mais do que isso, os acarretam com mais sofrimentos. Então aparece outro em cena, o Bom Samaritano, alguém que não era considerado pelos religiosos como um bom religioso, e ele ajuda o ferido, necessitado e injustiçado, sendo este Samaritano, figura de alguém que ama o seu próximo, ao contrário dos sacerdotes e levita ocupados com suas próprias mesquinharias.
O discurso evangélico sobre os gays não muda, é sempre a mesma hipocrisia velada: Amamos os gays, MAS não aceitamos a prática do homossexualismo – termo médico referente à doença já abolido pela medicina e usado ainda pelos “fariseus”. Continuam dizendo: “Amamos os gays, assim como também amamos os assassinos, os ladrões, os estupradores, os pedófilos, etc. Desculpe, o dito amor está muito distante de ser verdadeiro, ao comparar com criminosos: é como se fosse um amor de segunda classe: “com um amor amo minha mãe, família, igreja e amigos, com outro amo os assassinos, ladrões, pedófilos e gays”. Enquanto afirmam: “amamos os gays”, pastores midiáticos famosos conclamam multidões para “baixar o porrete em cima dos gays, para esses caras aprender” (Sr Silas Maldafala) em plena rede de TV nacional. Enquanto dizem: “amamos os gays, dizem que tem o direito de xingá-los de bichas, veados, imorais, promíscuos, pedófilos, aliciadores de menores, traficantes e de bater nos gays ou até matar sem receber pena aumentada por discriminação. Tais “evangélicos” dizem que amam, mas usam o ódio contra os homossexuais como pretexto (evangélico vota em evangélico) para eleger candidatos a fim de evitar que um grupo tenha direito de ter seus direitos de cidadão assegurados no seu país.
Diante de tantos motivos para indignar qualquer “pessoa de bem” desse país contra essa “igreja” “amorosa”, tentei elencar alguns fatores sociais que talvez pudessem explicar porque o Brasil, mesmo sendo considerado o país mais cristão do mundo, o país é campeão em matar gays e lgbtt no mundo; à frente inclusive dos países muçulmanos que tem leis para matar gays e mulheres em praça publica. Não só isso, mas por que o ódio e a violência na população brasileira contra os gays e lgbtts, não tem diminuído, mesmo com a ascensão econômica dos últimos anos, a qual colocou o Brasil em 6° lugar no ranking dos países mais ricos do mundo?
Primeiro faz-se necessário lembrar que historicamente o Brasil é um país de tradição católica, desde a sua colonização. Fato que poderia nos indicar uma forte tendência moral e ética religiosa no povo, mas sabemos que não é assim. Pois por mais que o Brasil seja o maior país católico do mundo, a corrupção, a prostituição, a pobreza e outras mazelas sociais ainda estão presentes no país.
Dentro desse contexto, nasce outro fenômeno religioso no país: o surgimento do movimento protestante. Que poderia se dividir em três grupos, em três tempos distintos. Inicialmente vê-se o protestantismo das igrejas históricas com presença maciça de missionários vindos do exterior. Depois o crescimento espantoso dos pentecostais, principalmente nas classes mais baixas, e por último, o surgimento dos neopentecostais nos últimos 30 anos, com as mega-churchs que arrastam as massas através da mídia.
Segundo estimativas do IBGE com a Fundação Getulio Vargas, até 2009 a população evangélica no Brasil era de 20,2 %. Estimativas da SEPAL (Superintendência de Evangelização para a America Latina) afirma um numero maior: um pouco mais de 30%. A estimativa de crescimento da fé evangélica é de 50% para a próxima década. A maioria dessa população são novos membros advindos do catolicismo, que aderem à nova religião por promessas melhores que as da religião anterior: ao invés de vida humilde na terra e um gozo na eternidade pregado pelos católicos em suas missas de tom fúnebre, os evangélicos, em seus “shows de fé” inundados pela teologia da prosperidade, pregam a sedutora teologia da prosperidade, com promessas de uma vida de gozo, dinheiro e felicidade na terra, onde a eternidade encontra pouco espaço ou nenhum para ser pregado.
Tendo em vista o crescimento dos evangélicos e ao mesmo tempo do retrocesso nas conquistas para garantia de direitos aos homossexuais, encontro alguns fatores pelo qual considero que favorece a homofobia cristã evangélica de crescer:
O primeiro fator que favorece a homofobia cristã evangélica é que em seus cultos, o principal a ser anunciado não são os valores. O que mais é destacado são as “conquistas”, os “milagres”, as “bênçãos”, os carros e casas novos, as “curas”, e na grande maioria das vezes não se vêem ser pregados valores como amor, bondade, tolerância, misericórdia, altruísmo, justiça. Um dos motivos para isso é que para receber as “bênçãos” de Deus, o fiel não precisa atentar para seu comportamento ético, precisa apenas dar seu dízimo sagrado, entregar ofertas com altos financeiros, como por exemplo, o valor do aluguel de sua casa, e comprar livros e CDs de pastores “ungidos” que passam em qualquer operadora de cartão de crédito, inclusive os cartões gospel’s e das “igrejas” com selo Visa e Mastercad.
Além de não se pregar ensinos que valorizam o ser humano, um segundo fator constatado por pesquisas, que poderia explicar a intolerância e violência por parte de evangélicos contra os gays é que os evangélicos fazem parte em sua maioria de outro grupo onde ocorre maior numero de atitudes preconceituosas contra lgbtts: o grupo que apresenta menor índice de escolaridade. Esses foram os resultados encontrados na pesquisa realidade pela Fundação Perseu Abramo, coordenada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi, que intrevistou 2000 pessoas em todo Brasil em mais de 150 cidades. A pesquisa mostrou que quanto mais anos de estudo, menos homofobia, ou seja, enquanto entre os que nunca frequentaram a escola o índice de homofóbicos é 52%, no nível superior é apenas 10%.
É triste constatar que a união de religiões fundamentalistas que interpretam livros sagrados de maneira literal (“ao pé da letra”) junto com uma população com poucos recursos educacionais forma a simbiose perfeita para a proliferação da homofobia e de atrocidades feitas em nome de Deus. É muito comum você entrar em uma igreja evangélica e ouvir um sermão com interpretações distorcidas, baseadas em textos isolados, sem contextualização do texto lido e bom uso da teologia e hermenêutica – ciência de interpretação bíblica – além de uso de traduções errôneas de palavras bíblicas dos originais como a NVI e Bíblia na Linguagem de Hoje.
Essa constatação poderia levarmos nos levar à hipótese de que os evangélicos estariam apenas reproduzindo as opiniões preconceituosas e o senso comum já circulante em seu próprio meio social.
Todavia, não podemos associar que essas mazelas sociais promovem a homofobia. Mas constatamos que essa doença chamada homofobia alimenta-se de pouca educação, e pouco acesso à cultura, da mesma forma que gripes e infecções acometem mais facilmente pessoas fragilizadas por acesso restrito a recursos sanitários, má alimentação e hábitos de higiene negligentes.
O terceiro fator que propaga a homofobia cristã evangélica, e que talvez seja o mais influente: São os pastores midiáticos (oportunistas) e as bancadas religiosas no Senado e no Congresso, os quais oferecem um banquete de acusações como os de “fariseus aos pecadores”, cozido no molho do sangue das vítimas lgbtt’s brasileiras. Estes fazem uso das televisões e das rádios de concessão pública, para arrebanhar milhões de fiéis em concentrações religiosas, verdadeiros currais eleitoreiros, recolher ofertas altíssimas, vender milhares de cds, livros, Bíblias com estudos e toda quinquilharia gospel comerciável possível com preços abusivos. Se usar de má fé ao pregar uma teologia da prosperidade que abusa do bolso e da mente das pessoas já não bastasse, tais líderes religiosos se lançam na mídia como heróis e protetores da igreja evangélica brasileira. Se intitulam bispos, apóstolos, anciãos, pastores presidentes, encarregados de protegerem a igreja das contaminações do mundo e do diabo.
O que na verdade os tais líderes religiosos televisivos fazem não é pregar o evangelho à todos, mas sim, elegerem seus candidatos “ungidos” e “honestos” na maioria das vezes pop stars Pastores e Cantores e controlar rigorosamente os votos do curral evangélico para fazer politicagem suja com trocas de favores ilícitos e assim restringir o direito da maioria dos cidadãos brasileiros de poderem seguir a orientação sexual que sentirem vontade.
Esses pastores da morte, concentram seus esforços para barrar todo e qualquer tipo de projeto de lei que tente assegurar o casamento igualitário para gays, a saúde (campanha contra a AIDS para a população lgbtt) a vida, PLC 122 que pune crimes de violência física e moral por motivação de ódio contra homossexuais –  a qual foi apelidada maldosamente de mordaça gay pelo Sr. Silas Maldafala, barram o ensino à tolerância à diversidade de orientação sexual nas escolas (apelidado de kit gay) além de incentivar publicamente ao ódio contra lgbtts ao rotular essa população como imorais e classificá-la ao lado de ladrões, prostitutas, pedófilos, pederastas, zoófilos, traficantes entre outras coisas, quando não conclama os povo a “baixar o porrete em cima dos gays” (Sr. Silas Maldafala).
Dessa forma, tais líderes com super poderes (poderes políticos e religiosos) querem impor uma verdadeira ditadura aos que não professam qualquer identificação com seus pensamentos mesquinhos, desumanos e preconceituosos. Não respeitam a laicidade do Estado e os direitos dos que não são evangélicos. Eles querem que todos sejam heterossexuais, para irem todos para o céu, mesmo que a maioria da população não queira ser evangélica, ou ir para um céu preconceituoso, onde não entra quem não é evangélico. Fica de fora até mesmo alguns evangélicos, se eles forem gays, lesbicas, transexuais ou transgênero.
Esses líderes, que exercem uma liderança marcadamente autoritária, não abrem espaço para o diálogo para os cristãos que não concordam com a teologia da homofobia cristã evangélico, mas impõe seu pensamento com mão de ferro, excluindo qualquer um de sua comunidade ou do paraíso futuro que questione o fator que parece ter sido transformado no fator principal que diferencia quem é evangélico de quem não é: o fato de aceitar ou não que ser gay é abominação e digno de toda rogação de praga, pedra e condenação, tanto nessa vida quanto na futura. Fazendo isso, julgam como se juízes fossem.
Além disso, ao querer proibir a união estável entre pessoas do mesmo sexo e do casamento civil e outras leis que protegem os direitos constitucionais dos LGBT’s brasileiros, suas ações anti-democráticas tem objetivo de obrigar LGBT’s a viverem na heteronormatividade, tirando assim o livre arbítrio das pessoas, algo que nem o próprio Deus não faz. Essas ações parecem revelar as mesmas intenções da Antiga Santa Inquisição Católica: quem não “engole cegamente toda a verdade cristã católica, é perseguido, morto, e o mais importante: tem seus bens materiais roubados pela Linda Igreja”. Essa nova versão da Inquisição, poder-se-ia muito bem ser batizada de “Nova Inquisição Evangélica”. Dessa vez, implantada  não por papas medievais, mas pela “moderna” “bancada evangélica”, que querem se utilizar dos recursos do Estado para fazer sua evangelização e  transformar o Estado num Instrumento de Salvação Compulsória, garantindo assim que todos os brasileiros tenham a “salvação” da alma “melhor assegurada” – longe dos  gays.
Esses “pregadores da DesGraça” enchem a boca para falar do fim do mundo e de como é a estratégia do demônio para dominar o mundo e a resposta é simples: enchendo a terra de gays, aos quais destruiriam as famílias, por acabar com a reprodução de pessoas. Apesar de ser ridículo, muitos acreditam nessa fábula. Tudo teria sido um plano arquitetado pelo próprio Satanás articulado nas profundezas do inferno para colocar um anti-cristo gay no controle do universo para desafiar a Deus e à Igreja.
Pois bem, apesar de alguns não se importar, muitos gays, lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros sofrem com a violência divulgada e propagada pela “igreja”. Acho que a Igreja tem um lado maravilhoso de trazer coisas boas para essa terra. Mas nem por isso, podemos deixar de denunciar os erros por ela cometidos. Assim como Lutero, Calvino, Zwinglio e outros reformadores trouxeram luz para uma Igreja mergulhada na escuridão há 500 anos. Hoje a Igreja hoje precisa olhar mais uma vez para a cruz e ver o Amor de Deus que foi de se sacrificar em favor do mundo e não em julgar o mundo, condená-lo, e lançá-lo no inferno. Pois para isso, já existem os “fariseus” de plantão e a hora certa disso acontecer de fato pertence a Deus. A Igreja tem uma obrigação ética de abordar o assunto, repensar e agir efetivamente, levando em conta uma sociedade em momento de transformação. Ao invés de cometer o erro de barrar a evolução da sociedade, como fez ao barrar a ciência na Idade Média, deveria ser pioneira e incentivá-la à maior tolerância, amor e bondade como fez a Reforma Protestante ao criar o modelo de escolas e universidades que temos até hoje.
Diferente do que dizem os pregadores da desgraça, oportunistas de plantão, nenhum gay ou lésbica ou transexual quer obrigar que as pessoas os aceitem como religiosamente correto, mas quer ser aceito pela sociedade (não pela igreja) como um cidadão que tem acesso aos mesmos direitos que qualquer outro: quer viver sem medo de ser morto por ser gay, sem sofrer agressões físicas ou verbais por ser gay, ter acesso à saúde, planos de saúde, acesso aos órgãos da justiça quando forem constituir família, acesso à educação sem sofrer bullying durante toda a formação escolar, enfim, não ter nenhum direito restrito pelo fato de ser gay, assim como ninguém pode ter nenhum direito civil restringido no Brasil pelo fato de ser adepto dessa ou daquela religião, ou mesmo de nenhuma.
Acho que sou realista ao pensar que isso demandará muito tempo para mudar. Mas certamente demandará mais se ficarem todos de braços cruzados.
O povo brasileiro em geral e também o curral religioso, excluídos da política, cultura, educação, saúde e outros direitos, me lembra muito aquela musica da abertura da novela global Rei do Gado, onde mostravam os lindos pastos verdejantes preenchidos pelos rebanhos bovinos que corriam desesperadamente numa só direção ao som da musica: “ooo vida de gado, povo marcado, povo feliz”. Que esse rebanho de Deus, em algum momento perceba que é necessário, acima de tudo respeitar o próximo – se não conseguem simplesmente amar como Cristo ordenou. E isso implica em cada um cuidar da sua própria salvação e não em obrigar os outros a aceitar as suas opiniões, que muitas vezes caem em agressões verbais e físicas, ao invés de demonstrações de amor e ternura como bem cabe a um cristão. Se querem salvar a alma dos brasileiros, que sejam dando o exemplo de amar e respeitar as pessoas, e não obrigando que elas sejam perfeitas, como elas se julgam ser, com atitudes hipócritas como essas.
Manifesto contra a “Homofobia Evangélica”
21 de fevereiro de 2012, Belo Horizonte – MG

PLC 122: Senado faz público de palhaço

Publicado em homofobia, PLC 122, Senado por juliosevero em 27 de janeiro de 2012

PLC 122: Senado faz público de palhaço

Senado se recusa a dizer que maioria dos telefonemas é contra projeto gayzista

Julio Severo
Em “reportagem” recente, o Senado Federal reconheceu o óbvio: O PLC 122 foi o projeto de lei mais mencionado no serviço Alô Senado em 2011.
A página oficial do Senado disse: “Dentre centenas de projetos de lei que receberam comentários favoráveis ou críticas de cidadãos em 2011, através do serviço Alô Senado, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que criminaliza a homofobia, foi o que mais chamou a atenção, tendo sido tema de 309.320 manifestações no decorrer do ano”.
Se essas 300 mil manifestações tivessem apoiado o governo em sua obsessão gayzista, o “jornalista” do Senado teria feito uma “reportagem” em tom de carnaval: “Maioria dos brasileiros exige fim do preconceito e a aprovação do PLC 122! O que o Senado está esperando para atender à vontade popular?”
Contudo, não tendo nenhum amparo dos sentimentos da população, cuja maioria cristã ainda repugna a agenda gay (apesar da incessante lavagem cerebral do governo e da mídia), o “jornalista” do Senado não teve opção: com uma reportagem murcha e sonsa, ele deixa para a imaginação dos leitores decidir se as 300 mil manifestações foram contra ou a favor do PLC 122.
De acordo com a revista Veja, em maio de 2011 o Senado recebeu mais de 245.000 mensagens por telefone ou internet sobre o PLC 122. Mas Veja deixou claro que a maioria desses contatos era contra.
Diante dessa realidade, um jornalista sério cobraria numa reportagem séria: “O povo já se pronunciou. O que o governo está esperando para atender? Ao invés de um projeto de lei a favor da agenda gay, o povo quer uma lei contra essa agenda. Eu, como jornalista há duas décadas, não entendo essa obsessiva contrariedade governamental à vontade e interesses da população”.
Fazer cobranças é algo que os jornalistas sabem fazer muito bem. Se a maioria dos telefonemas ao Senado tivesse sido a favor do PLC 122, não há dúvida alguma de que nenhum jornalista no Brasil iria perder a oportunidade de exigir energicamente sua aprovação.
Pelo visto, o Senado só mostrará e comemorará os resultados de uma pesquisa sobre o PLC 122 depois que a população tiver aprendido a demonstrar reações em conformidade com a sistemática doutrinação das campanhas estatais e midiáticas a favor da agenda gay.
Enquanto isso, o público terá de se contentar com “reportagens” murchas e sonsas.

Com apoio do governo e da ONU, Rede Globo fará campanha em massa de combate à “homofobia”

Publicado em homofobia, Maria do Rosário, Marta Suplicy, ONU, TV Globo por juliosevero em 4 de dezembro de 2011

Com apoio do governo e da ONU, Rede Globo fará campanha em massa de combate à “homofobia”

Julio Severo
Neste mês de feriado de Natal, a relatora do PLC 122 Marta Suplicy contará com uma poderosa artilharia de apoio.

A Rede Globo, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e com a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura), elaborou uma campanha de combate à “homofobia” que foi assistida e aprovada pela presidente petista Dilma Rousseff e pela Secretaria de Comunicação da Presidência. A campanha em massa será dirigida ao público durante 15 dias, dando tempo suficiente para Suplicy poder obter da população apoio para a sua ambicionada meta de aprovar a lei federal anti-“homofobia”, mais conhecida como PLC 122.

A propaganda, que durará 30 segundos, terá como slogan “discriminar homossexuais é crime. Cidadania, a gente vê por aqui”. A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) declarou que o governo federal não precisou gastar um centavo com a campanha, que foi bancada completamente pela Rede Globo.

Entretanto, a SDH deixou claro que o governo de Dilma Rousseff vai produzir sua própria campanha anti-“homofobia” em massa dirigida à população brasileira em 2012.

A SDH é dirigida pela militante petista radical Maria do Rosário, que tem um projeto de lei para proibir os pais de aplicar correção física nos filhos. De forma oposta, ela apoia o aborto legal e a doutrinação homossexual das crianças nas escolas. De acordo com ela, aplicar disciplina física nos filhos não pode. Mas pode-se, conforme a ideologia dela, matar os filhos antes de nascer e doutriná-los no homossexualismo se não forem abortados.
Se a população vacilar, o PLC 122 será aprovado, trazendo piores consequências do que as consequências que já estão ocorrendo no Estado de São Paulo, onde em 2001 o PSDB aprovou uma lei estadual anti-“homofobia”. Graças a essa lei, obscenidades homossexuais em público estão protegidas pelo governo estadual, que está perseguindo igrejas que divulgam publicamente o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo.
Maria do Rosário, Marta Suplicy e ativistas gays exigem aprovação do PLC 122

O apoio explícito da Rede Globo à relatora do PLC 122 não é de estranhar. Anos atrás, Marta Suplicy era funcionária da Globo, apresentando na TV o sexo anormal como se fosse normal. Seu esculachado programa de besteirol sexual acabou virando profissão política. Hoje, mamãe global e filha suplício trabalham com a mesma meta.

Com informações do site homossexual A Capa.
Gaystapo verde amarelo        
Campanhas anti-“homofobia” anteriores da Rede Globo:

>A foice e o martelo gay

Publicado em Estado laico, foice e o martelo, homofobia, PLC 122 por juliosevero em 31 de maio de 2011

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A foice e o martelo gay

A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos

Julio Severo
Um material para crianças, que tem como objetivo tratar de questões sexuais impróprias, é normalmente considerado como abuso sexual. Mas quando esse material é homossexual, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar tal material meramente de “kit gay”.
Por que não kit do aliciamento gay?
Se esse kit fosse dirigido aos adultos, até poderia ser chamado de kit gay — e imoral. Mas o fato é que ele está sendo dirigido exclusivamente para nossos filhos na escola para acostumá-los à sodomia, tal qual faz o pedófilo que enche a criança de doces para seduzi-la. Se isso não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?
Se o PLC 122 for aprovado, não poderemos nem falar nem agir contra nenhum kit de pedofilia gay, pois o chamado projeto anti-“homofobia” pune atos e opiniões contra a sodomia. Mesmo assim, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar eufemisticamente o PLC 122 de “Lei da Mordaça”. Por que só isso? (Veja este vídeo sobre a ameaça de prisão: http://www.youtube.com/watch?v=jIOOE0n2V5g)
Na verdade, se os católicos e evangélicos conseguirem garantir que as punições do PLC 122 não se apliquem às opiniões, as punições contra atos serão mantidas e serão tão ou mais injustas do que a censura das expressões.
Leis anti-“homofobia” como o PLC 122 ameaçam com punição expressões e atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit do aliciamento gay, você será preso. Se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit do aliciamento gay, você será preso.
Com uma alteração no PLC 122 ou qualquer outra lei anti-“homofobia”, como querem muitos pastores e padres, para permitir pelo menos a crítica à sodomia, estaremos protegidos de multas e prisões injustas? Claro que não.
Modificado para permitir apenas a liberdade de expressão, o PLC 122 prosseguirá ameaçando de punição atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit pedofilia gay, você presumivelmente não será preso. Mas se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit pedofilia gay, você será preso.
Se conquistarmos o direito de livre de expressão, removendo apenas a ameaça da “mordaça” que o PLC 122 impõe, outras ameaças permanecerão. Com um PLC 122 que só permite o direito de livre expressão (que já está garantido na Constituição), enfrentaremos as seguintes ameaças:
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a escola está distribuindo o kit pedofilia gay para seu filho poderá dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá fazer mais nada, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe que descobrirem que o governo está dando milhões para radicais grupos gays prepararem kits pedofilia gay poderão dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão fazer mais nada, sob risco de serem enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a babá que contratou é lésbica poderá dizer que o lesbianismo é pecado, mas não poderá demiti-la, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe católicos ou evangélicos terão o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão impedir que a escola pública de seu filho doutrine no homossexualismo, sob risco de serem enquadrados em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um seminário católico ou evangélico que descobrir que matriculou um homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a matricula, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma escola católica ou evangélica que descobrir que contratou um funcionário homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a contratação, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma pensão católica ou evangélica, diante de uma dupla gay que quiser um quarto, terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá recusar um quarto para os homossexuais praticarem seus atos, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um empresário católico ou evangélico terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá demitir ou evitar a contratação de um homossexual praticante, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
Se com ou sem garantia de liberdade de expressão, o PLC 122 punirá todos os que falarem e agirem contra as imposições da sodomia, por que então chamá-lo bondosamente apenas de “Lei da Mordaça”? Não sabemos mais reconhecer uma ditadura quando a vemos?
O kit gay foi feito pela ABGLT com milhões dados pelo governo. Essa organização gay radical, que tem histórico de perseguição aos cristãos, agora tem dinheiro e autorização do governo para criar materiais para doutrinar crianças na sodomia. Por que então chamamos esse kit bondosamente de kit gay?  Por que não kit do aliciamento gay?
A ideologia que está impondo agressivamente o PLC 122 e o kit do aliciamento gay no Brasil não merece uma resposta muito mais enérgica da população?
Enquanto preferimos chamar por nomes leves as ameaças mais pesadas do movimento ideológico homossexual, os ativistas homossexuais preferem chamar de nomes pesados a nossa discordância mais pacífica:
* Quando dizemos que a sodomia é pecado ou anormal, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
* Quando dizemos que é errado eles usarem as escolas para doutrinar nossas crianças no homossexualismo, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais. Eles querem mais direitos sobre nossos filhos do que nós mesmos.
* Quando dizemos que não aceitamos alguma imposição homossexual sobre nós, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
Em resumo, quando tratamos as ameaças mais pesadas do movimento gay com palavras delicadas, eles tratam com foice e martelo nossas discordâncias mais gentis. “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar dessas cenas de nudez e sexo que acabei de ver com meus filhos na parada gay na minha rua?” Ou então: “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar da doutrinação que você está fazendo nos meus filhos na escola?” Resposta: “Homofóbico, promotor de ódio e violência, fanático religioso e moralista, cale a boca! Você é cúmplice de todos os assassinatos de gays que fazem ponto de prostituição nas madrugadas. Temos direito de expressar livremente nossa afetividade em público e ensinar seus filhos a aceitar isso. Sua discordância é uma violência contra nossos direitos!” É a luva delicada e o lencinho da população contra a fúria da foice e do martelo gay. O lencinho, pelo menos, serve para enxugarmos nossas lágrimas após inúmeras ofensas, calúnias, desrespeito e xingamentos.
Mas quem foi que disse que luva e lencinho vencem uma ideologia ditatorial? Tal qual a ideologia do nazismo e do comunismo, que sempre andaram atreladas ao Estado e à mídia, a ideologia gay não é diferente. Quer gostemos ou não, o Estado brasileiro e a mídia estão casados com a ideologia gay.
É de admirar então que o ativismo gay esteja avançando confortavelmente na sociedade brasileira?
Ainda bem, devem pensar os ativistas, que a população não nos trata na altura exata da ignorância, ferocidade, mentiras e agressividade que usamos com eles!
A luva e o lencinho mostram também a incompatibilidade, fragilidade e despreparo das posições de alguns grupos e indivíduos cristãos no enfrentamento de um ativismo homossexual que ferozmente exige tudo, inclusive a posse da mente de nossas crianças por meio da doutrinação estatal nas escolas. A essa e outras ameaças muitas vezes eles demonstram uma cruel omissão, se escondendo em nome do Evangelho atrás de uma posição indiferente à guerra cultural que está tomando seus próprios filhos sem que eles tenham força, vontade ou coragem de reagir à altura.
Hoje, os ativistas gays exigem a mente de nossas crianças. O que estamos esperando para agir? Que eles comecem a exigir também os corpos de nossos filhos?
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, estamos entregando nossos filhos à cova dos leões gays.
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, não denunciamos o governo e suas leis injustas e iniquas, por medo de sofrermos perdas econômicas ou perda de concessões de rádio e TV ou perda da imagem na mídia. (Veja aqui excelente mensagem do Pe. Paulo Ricardo: http://www.youtube.com/watch?v=eHQudN-bETU)
Enquanto vacilamos, a mídia e o Estado gay mascarado de Estado laico exigem nossos filhos.
Tudo o que os ativistas gays precisam fazer é estalar os dedos, e governo e mídia se atropelam para servi-los. Enquanto isso, a maioria cristã tem de protestar muito para que o governo pense em reverter um pouco suas políticas de favorecimento homossexual. Mesmo assim, a reversão tem curta duração, pois mídia e governo estão casados com a ideologia gay. Estado laico hoje é Estado gay.
Enquanto a covardia silenciar o testemunho de justiça e resistência dos cristãos na sociedade, o ativismo gay prosseguirá sua marcha que exige a total posse da mente e corpos de nossos filhos.

>Justiça investiga Silas Malafaia por “homofobia”

Publicado em homofobia, Silas Malafaia por juliosevero em 26 de março de 2011

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Justiça investiga Silas Malafaia por “homofobia”

Mesmo sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, aliados da agenda gay na Justiça tentam perseguir cristãos que se opõem à ditadura gay

Julio Severo
A procuradora da República em Brasília Ana Carolina Araújo Roman investiga se Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus, teve conduta “homofóbica” numa audiência pública na Câmara dos Deputados na qual se discutiu o chamado Estatuto das Famílias.
A audiência, realizada em maio de 2010, debateu como mudar o direito de família, inclusive criando a figura de “casamento” de mesmo sexo e adoção de crianças por duplas gays. Malafaia fez um discurso contrário a essas mudanças, com uma postura que apenas refletiu valores inegociáveis do Cristianismo.
Entretanto, o que ele disse desagradou profundamente à militância gay e seus aliados. Ele indicou que se a lei deve ser modificada para atender aos desejos das pessoas, inclusive com “casamento” gay e adoção de crianças por duplas gays, então qual será o limite? Ele disse:
— Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?
— Quem tem relação com cadáver? É um comportamento, vou botar na lei. Ah, se é um comportamento, ué, estão espantados, vão discriminar, ué? É a favor de quê? Então vamos colocar tudo na lei e onde é que vai parar a sociedade brasileira?
Veja aqui na íntegra, nestes dois vídeos, o que Malafaia disse:
No início de fevereiro, a procuradora Ana Carolina Araújo Roman iniciou um inquérito contra Malafaia para apurar se houve “homofobia” — um “crime” que, deixemos bem claro, não existe na lei brasileira. Ou será que o PLC 122 já foi aprovado sem que ficássemos sabendo?
O Estatuto das Famílias é uma criação do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito das Famílias), que por sua vez foi fundado por Maria Berenice Dias, uma das principais militantes da causa gay nos meios jurídicos do Brasil.
A ação contra Silas Malafaia vem acompanhada de um conjunto de ações aparentemente orquestradas para pressionar a aprovação do PLC 122, inclusive uma reportagem recente do Jornal Hoje incitando a criminalização da “homofobia”.
No entanto, sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, o Pr. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, foi intimado por “incitação à homofobia” em 2007.
Sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, o Ministério Público Federal teve o atrevimento de ir atrás do meu blog por “incitação à homofobia”, atendendo a uma queixa iniciada pela Associação da Parada do Orgulho Gay em São Paulo. Depois, a ABGLT também entrou com queixa no MPF.
Estou hoje fora do Brasil porque a justiça brasileira é inconfiável, politizada e ideologizada.
Se a justiça brasileira já está agindo assim com Silas Malafaia agora, que é muito conhecido no meio evangélico, o que acontecerá se o PLC 122 for aprovado?
Com informações da revista Veja.

>Dá para acreditar que existe algum genocídio contra homossexuais?

Publicado em ABGLT, Editora Betânia, genocídio, Hillary Clinton, homofobia, perseguição religiosa por juliosevero em 16 de março de 2011

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Dá para acreditar que existe algum genocídio contra homossexuais?

Don Hank
Há alguma ameaça de que os gays nos países ocidentais logo sejam exterminados por bandos de homófobos perigosos?
Pergunta muito ridícula, né?
Não, os gays gozam privilégios especiais aqui no Ocidente. Em San Francisco eles têm liberdade de vagar pelados pelas ruas durante a parada do orgulho gay na Folsom Street, praticando reais atos sexuais em público sob a total vista de desafortunados espectadores, inclusive crianças, que tiveram o azar de topar com esse cenário. (Não vou dar os links das fotos dessa perversão, mas se você quiser confirmação, basta buscar no Google usando as palavras chaves: folsom street gay pride ou coisas semelhantes).
Entretanto, muitos governos ocidentais estão aflitos com a “condição horrível” dos gays, ao mesmo tempo em que cristãos no mundo inteiro estão perdendo o direito de dar testemunho sobre a cura e o poder redentor de Deus por meio de Jesus Cristo. A agenda desses tiranos que nos governam mediante furtivas manobras fabianas sem nosso consentimento é evidente para todos os que têm pelo menos metade de um cérebro: Eles estão ansiosos para acabar com a cultura cristã tradicional — aliás, qualquer cultura minimamente decente que inclua o casamento tradicional, a lei e a ordem.
Enquanto isso, os novos governos “democráticos” no Oriente Médio massacram suas populações cristãs, enquanto gozam apoio total de quase toda a classe dominante — essa oligarquia que maneja um poder cada vez mais ditatorial através dos grandes meios de comunicação, universidades, sistema “educacional” e a vasta maioria das classes profissionais, e nossa própria classe dominante finge se importar profundamente com a perseguição aos gays.
Logo depois que o governo americano invadiu o Iraque, as igrejas cristãs assírias começaram a ser queimadas e suas congregações perseguidas, assassinadas e dispersas. Muitos agora vivem na Suécia. O governo americano não disse nada, fingindo que o único inimigo era o “terrorismo”, não o fanatismo islâmico. Os cristãos coptas no Egito estão neste momento sofrendo destino semelhante, graças em grande parte à colaboração do Ocidente. As forças armadas do novo governo “democrático” egípcio apoiado por Obama e pelos líderes da Europa atacaram um monastério copta logo depois que Mubarak foi derrubado da presidência, baleando e matando vários monges. A Irmandade Muçulmana, apoiada por Barack Obama, está por trás da matança e perseguição. A imprensa ocidental está de boca totalmente fechada.
Mas os meios de comunicação e a oligarquia nos dizem que são os gays que estão sendo perseguidos e estão em necessidade extrema de nossa proteção. É mentira. Os gays não estão sofrendo nem mesmo a fração de um por cento da perseguição que os cristãos estão sofrendo no mundo inteiro. No entanto, eles são a nova classe protegida, e governos como o do Brasil estão correndo para ajudá-los como se eles tivessem sido vítimas de um tsunami, terremoto e desastre nuclear.
Na maioria dos países, ninguém ousa mencionar que o estilo de vida deles provoca doenças como a AIDS ou outras DSTs. Ninguém pode nem mesmo dar um conselho e assistência para ex-gays ou pessoas com atrações indesejadas de mesmo sexo. Meu amigo brasileiro Julio Severo foi forçado a deixar sua pátria porque aconselhava os homens a vencer a homossexualidade e viver vidas seguras, saudáveis e morais.
Ele estava lhes oferecendo valiosa assistência.
Mas a liderança de extrema esquerda do Brasil, começando com o ex-presidente Lula e agora continuando com Dilma Rousseff (que é mais venenosamente anticristã e é uma ex-terrorista envolvida no assassinato de várias pessoas, inclusive um americano), diz que é ilegal ajudar os homossexuais a vencerem seu estilo de vida.
Qualquer pessoa que está nesse estilo de vida está praticamente enjaulada, por lei, pelo resto da vida.
Qualquer homem que deseja abandonar o sexo anal, por motivos de segurança, fé ou moralidade, ou quaisquer que sejam as razões, é aconselhado a deixar o Brasil.
Não há espaço para a decência no Brasil, que vem passando por um perfeito bombardeio de malignidade ultra-marxista e não tem como sair desse rumo. O resto do Ocidente está seguindo a mesma tendência.
E a maioria dos americanos (e europeus) não está atenta à tragédia moral que está se revelando no Brasil.
É hora de despertarmos e procurarmos conhecer as pessoas que vivem no mesmo hemisfério que nós. É hora de aprendermos uma nova palavra no vocabulário: Não.
Não conosco. Não com meu país.

Mais detalhes sobre Julio:

Julio Severo provocou um “terremoto” quando alertou as igrejas e a sociedade do Brasil sobre a agenda gay e sobre a reversibilidade do imoral estilo de vida gay.
Ele é o autor do livro “O Movimento Homossexual”, publicado em 1998 pela Editora Betânia. Seu livro foi o primeiro livro em português a desmascarar as intenções do movimento gay.
Em 2007, quando ele ajudou a conscientizar o público sobre o PLC 122, o projeto de lei “anti-homofobia”, os ativistas gays começaram a ameaçar a Editora Betânia, que abandonou o livro sob essa pressão. Os ativistas também entraram com ações contra Severo. Desde então, o MPF vem tentando amordaçá-lo e bloquear seus artigos.
Provavelmente, eles nada podem fazer contra ele agora, pois ele está longe do Brasil. Mesmo assim, a maior organização gay do Brasil, que recebeu apoio de Hillary Clinton para ter credenciamento oficial na ONU em 2010, está buscando achar sua localização. Essa mesma organização, a ABGLT, também entrou com ação contra ele.
Blog Julio Severo:

>Aprovação do PLC 122 será o último ato do governo Lula?

Publicado em Fátima Cleide, homofobia, PLC 122, PLC 122/06, PLC 122/2006 por juliosevero em 4 de dezembro de 2010

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Aprovação do PLC 122 será o último ato do governo Lula?

Tentativas de manobrar o projeto anti-“homofobia” ocorrerão no Senado entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2010.

Julio Severo
Conforme depoimento de muitos parlamentares evangélicos e acontecimentos nos últimos dias no Senado Federal, venho a público com uma informação emergencial. Ativistas do movimento homossexual articularam com senadores que apoiam sua agenda um avanço, no Senado Federal entre os dias 8 e 9 de dezembro de 2010, do famoso PLC 122/06, que torna crime inafiançável a crítica ao comportamento homossexual, ou seja, imporá sobre o Brasil uma lei que tratará como criminosa toda pessoa que expressar uma opinião contrária ao homossexualismo.
No dia 08/12/2010 (quarta-feira) haverá Sessão Ordinária na Comissão de Direitos Humanos para discutir diversos assuntos já estabelecidos em pauta. Aproveitando a estação do Natal e a aparente desmobilização dos cristãos e dos políticos, parlamentares ligados à militância gay têm a intenção, conforme evidências a que tivemos acessos, de apresentar um requerimento extra-pauta pedindo a dispensa da realização das audiências públicas para que, em vez de se continuar discutindo o PLC 122, ele seja imediatamente votado.
Esta não é a primeira vez que os ativistas GLBT tentam esse tipo de manobra. Numa madrugada de dezembro de 2008 a Senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/2006, tentou aprovar um requerimento de urgência ao PLC 122/2006 no Plenário do Senado durante as discussões do Orçamento da União. Para tal finalidade, Cleide já havia recolhido no requerimento a assinatura de vários líderes de partidos que assinaram enganados sem saber que se tratava do polêmico projeto anti-“homofobia”. Ela contava também com o apoio da então líder do governo, Senadora Ideli Savati. Mas naquela madrugada o Senador Magno Malta estava presente e não deixou que a votação acontecesse.
Então é possível que a relatora e outros senadores tentem novamente pedir o regime de urgência. Essa é a última cartada da senadora, que está em seus últimos dias no Congresso, tendo sido impedida de continuar representando Rondônia no Senado, por ter sido rejeitada nas urnas pelo povo de seu estado.
Se conseguirem essa última cartada, a votação do PLC 122/06 (emendado) no plenário do Senado será de fácil aprovação, pois as emendas apresentadas e aprovadas pela Comissão de Direitos Humanos do Senado aparentam um projeto de lei sem “aparentes violações” ao direito de liberdade de expressão e consciência, o que torna a sua aprovação pelos senadores uma possibilidade fácil.
Os meios de comunicação de massa também colaborarão para essa facilitação, mostrando cenas de violências contra homossexuais, com o propósito de passar uma imagem de “massacre” de homossexuais no Brasil, criando uma atmosfera favorável para a aprovação do PLC 122 no Senado.
O pior não é essa estratégia de aprovação pelo Plenário do Senado, mas o que acontecerá na Câmara dos Deputados, pois depois de aprovado no Senado com as alterações propostas o PLC 122 voltará para a Câmara dos Deputados onde nasceu.
E ai é que está o perigo e a armadilha principal, pois existe uma forte mobilização para que na semana seguinte à aprovação do PLC 122 pelo Senado Federal, ele seja votado imediatamente no Plenário da Câmara, e é certeza que o movimento gay já está fazendo seu trabalho de pressão junto aos deputados para que eles DERRUBEM TODAS AS EMENDAS APROVADAS PELOS SENADORES, as quais suavizaram um pouco o projeto, ou seja, o texto do PLC 122 passa ser válido na sua forma brutal e ditatorial original como foi aprovado no ano de 2006 na Câmara, com todas as questões gravíssimas, ilegalidade e inconstitucionalidade já apontadas por diversos juristas e instituições, entre elas a Igreja Evangélica e a CNBB.
Os ativistas do movimento homossexual estão certos de que conseguirão derrubar na Câmara Federal todas as emendas dos senadores.
Em seguida o texto aprovado na Câmara na forma original que foi proposto será enviado para a sanção ou veto presidencial. Esse será o último grande ato do presidente Lula.

O que fazer?

Escreva para todos os senadores alertando-os e pedindo posição contrária ao PLC 122, o projeto de ditadura gay.
Para ter todos os e-mails dos senadores e uma mensagem, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html
Com informações do Blog Zenóbio Fonseca. Para uma explicação jurídica mais detalhada desta movimentação, consulte o Blog do Zenóbio Fonseca.
Para informações importantes relacionadas a esse assunto, veja os artigos abaixo.

>Enem cria desconforto com pergunta ideológica sobre “homofobia”

Publicado em Enem, homofobia por juliosevero em 8 de novembro de 2010

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Enem cria desconforto com pergunta ideológica sobre “homofobia”

Exame do MEC vira instrumento de pressão sobre jovens estudantes

Julio Severo
Na prova do Enem do sábado passado, a questão da “homofobia” entrou como pergunta, que definiu “homofobia” como “a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro”.
Lendo a pergunta, o jovem é induzido a fazer um autoexame para ver se ele sente ou não “rejeição e menosprezo” por sexo anal e outras práticas de homens que se relacionam com outros homens na cama e em imundos banheiros públicos. Uma resposta politicamente incorreta recebe uma classificação reduzida no Enem.
Vejamos pois a pergunta que o MEC elaborou — da forma mais tendenciosa possível — e impôs no último Enem:
“Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando.
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País.
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas
A)    à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
B)     à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
C)     à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.
D)    a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.
E)     a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
No autoexame induzido, se você escolher “não” à sodomia, você automaticamente se junta à Inquisição e aos assassinos de homossexuais. Você é um homofóbico! Se você responde “sim”, seu Enem está ok, e você está pronto para entrar para o Imbecil Coletivo — termo corretíssimo que o filósofo Olavo de Carvalho aplica às universidades do Brasil, que nada mais são do que laboratórios de doutrinação marxista.
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma prova criada pelo Ministério da Educação do Brasil para avaliar a qualidade do ensino médio. Muitas faculdades e universidades usam as notas do ENEM em seus processos seletivos.
Se você mostrar que o sistema escolar público adestrou você suficientemente para latir e miar quando o MEC lhe fizer perguntas imbecis, você poderá subir os degraus acadêmicos da imbecilidade.
Pergunta sobre “homofobia” no Enem? Mie ou lata, e você ganha um osso.

>Rick Warren ataca lei anti-homossexualismo

Publicado em Aliança Evangélica da Irlanda, Evangelho, homofobia, homossexualidade, pena de morte, Rick Warren, Uganda por juliosevero em 15 de dezembro de 2009

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Rick Warren ataca lei anti-homossexualismo

Enquanto isso, Aliança Evangélica da Irlanda apóia lei pró-homossexualismo

Julio Severo

Os ativistas gays, que desprezam completamente a condenação divina ao homossexualismo, não hesitam de usar e distorcer as palavras de Jesus Cristo para ensinar aos cristãos que o único modo como os cristãos podem demonstrar amor aos homossexuais é apoiando a aprovação de leis anti-”homofobia”.

Sem tal apoio, os militantes homossexuais insistem em que os cristãos são merecedores de rótulos como “homofóbicos”, hipócritas, assassinos de homossexuais, etc. A insistência deles é persistente em toda a mídia. A cobrança deles contra os cristãos é contínua.

Se a água mole em pedra dura tanto bate até que fura, então parece que o gotejamento homossexual está furando a resistência evangélica.

Na Irlanda, um projeto de lei pró-homossexualismo ganhou o apoio da Aliança Evangélica da Irlanda (AEI), que explicou sua posição com a alegação de que Jesus Cristo não discriminava. Portanto, os cristãos também não podem discriminar. A AEI declarou:

“Os casais amasiados são uma realidade — esta legislação busca lidar com essa realidade de uma perspectiva legal. Discordamos dos detalhes da legislação, mas como seguidores de um Deus justo e compassivo podemos reconhecer a justiça de dar proteção legal para a realidade dos relacionamentos amasiados de mesmo sexo e sexo oposto”.

Por outro lado, Rick Warren adotou posição semelhante de usar a compaixão de Deus para condenar completamente um pesado projeto de lei contra o homossexualismo em Uganda. Esse país africano, que no passado tinha reis homossexuais que abusavam de meninos, continua hoje enfrentando problemas de abusos sexuais de meninos. Além disso, Uganda encontra-se sob pressão internacional para apoiar a agenda gay. Mas não foi para condenar veementemente os abusos homossexuais contra meninos que Warren interferiu em Uganda.

Diferente de países islâmicos como o Irã, que mata homossexuais arbitrariamente, o projeto de lei de Uganda condena à morte somente homens persistentes no homossexualismo, homossexuais que estupram meninos e homossexuais portadores do HIV que infectam outras pessoas.

Warren explicou sua motivação para interferir no caso de Uganda:

“Conhecemos a declaração de Edmund Burke de que ‘Tudo o que é necessário para que o mal triunfe é os homens bons não fazerem nada’. É por isso que estou revelando o que está em meu coração hoje. Como pastor americano, não é meu papel interferir nas políticas de outras nações, mas é meu papel falar explicitamente sobre questões morais”.

Contudo, Warren, cuja experiência inclui reuniões com líderes religiosos islâmicos, não usa seu papel para falar explicitamente aos islâmicos que eles precisam parar de perseguir os cristãos. Ele também não usa seu papel para falar explicitamente das leis islâmicas que condenam à morte homossexuais.

Em seu próprio país, os Estados Unidos, Warren tem evitado usar seu papel para falar explicitamente contra os agressivos projetos de lei homossexual. Ele tem também evitado incomodar Obama e seu governo, que são explicitamente pró-aborto e pró-homossexualismo. Diante de sua majestade obâmica, em vez de usar seu papel para falar explicitamente sobre aborto e homossexualismo, Warren limita-se a melosidades.

Provavelmente, o projeto de lei de Uganda não será aprovado, pois a oposição internacional — vinda de grupos homossexuais, ONU e União Européia — é enorme.

Na minha opinião, a parte mais problemática desse projeto é a imposição de que os cidadãos de Uganda são obrigados a notificar a polícia sobre comportamentos homossexuais. Essa imposição prejudicaria ministérios cristãos que ajudam homossexuais.

Mas a opinião de Warren é que o duro projeto de lei de Uganda não espelha o Evangelho.

Entretanto, vamos falar francamente. Qual é a lei que espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa assassinos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa pedófilos espelha o Evangelho?

Uma lei que condena, multa, prende ou executa estupradores espelha o Evangelho?

Sejamos realistas: o Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna, deixando claro que os homens que escolhem viver no pecado serão condenados à morte eterna, sendo destinados ao sofrimento do inferno, eternamente separados de Deus.

O Evangelho veio para salvar os pecadores. Essa é sua ocupação exclusiva. Portanto, se por causa do Evangelho a lei humana não pode condenar o homossexualismo, então por causa do mesmo Evangelho ela também não pode condenar os assassinatos, estupros e pedofilia.

No que se refere ao Evangelho, amamos os homossexuais, pedófilos, assassinos, estupradores, etc. Nós os amamos porque Jesus os ama e quer salvá-los. Isso, porém, não significa que devamos ser contra as leis que condenam a homossexualidade, pedofilia, assassinatos, estupros, etc.

Vinte anos atrás, a Anistia Internacional entrou em contato comigo pedindo meu apoio contra a lei de pena de morte no Texas, porque na década de 1980 eu fazia parte de uma equipe que ministrava, por correspondência, a presos do corredor da morte no Texas. Minha missão era ministrar a presos de fala hispânica. Todos eles haviam cometido assassinatos terríveis.

O Evangelho pode salvar tais criminosos? Claro que sim! Eu fazia o acompanhamento dos presos, falando do amor de Jesus, enviando literatura em espanhol, etc. Mas, quer eles se abrissem para Jesus ou não, minha opinião é que eles deveriam pagar sua dívida social.

A lei humana estava fazendo sua parte justa, condenando um assassino com a pena máxima. Minha parte era apenas levar o assassino a conhecer o amor de Jesus Cristo.

Existe uma separação entre lei e Evangelho. O Estado deve cumprir seu papel de castigar os que violam as leis justas. O papel do Evangelho não é destruir as leis justas, mas apenas cumprir outro tipo de papel: alcançar todos os pecadores com a mensagem de salvação.

O mais triste de tudo é que em seu próprio país, Warren tem recuado e não está usando seu papel para falar explicitamente em favor de iniciativas cristãs para defender o casamento natural contra os ataques sistemáticos do movimento homossexual. Sem dúvida, Warren não quer ofender nem enfurecer os grupos homossexuais nem a mídia esquerdista, que não aplaude esse tipo de defesa.

Evidentemente, essa mesma mídia, que jamais condena a lei islâmica contra o homossexualismo, está condenando a lei anti-homossexualismo da Uganda cristã. E, com todos esses holofotes, Warren entra no palco.

Obama defende abertamente o assassinato de inocentes bebês em gestação. Se Warren, que em suas oportunidades públicas com Obama, nunca usou seu papel para falar explicitamente contra tais inclinações assassinas, por que agora ele interfere em Uganda? Onde está sua coerência?

É certo Warren lembrar-se de seu “papel de falar explicitamente sobre questões morais” apenas para Uganda, e não para Obama e seu governo? É certo Warren ser rigoroso e veemente apenas com Uganda, e não com Obama e seu governo?

Gosto de Warren quando ele diz o que é certo. Mas é difícil apreciar quando ele e outros, em nome de um amor cristão meloso, parecem demonstrar mais interesse em ganhar a simpatia da mídia do que desafiar os padrões injustos impostos por tendências esquerdistas.

Conforme o Apóstolo Paulo ensina em Romanos, temos de nos transformar pela renovação da nossa maneira de pensar. Sem essa transformação periódica, somos inevitavelmente arrastados pelos redemoinhos, modismos e armadilhas deste mundo. Sem essa transformação periódica, ficamos presos à maneira de pensar do mundo. Sem essa transformação periódica, o Evangelho deixa de ser a mensagem de salvação e libertação do pecado, para se tornar uma criatura feita conforme a semelhança de idéias e desejos humanos:

Nas mãos dos ativistas gays e de cristãos liberais e esquerdistas, o Evangelho é um instrumento para promover a aceitação do pecador junto com o pecado. Eles usam o Evangelho para pregar insistentemente que o único modo de os cristãos provarem que são tão compassivos quanto seu Deus é apoiando os projetos de lei vindo das entranhas do movimento gay.

Nas mãos de cristãos que querem agradar os dois lados, o Evangelho se torna uma ferramenta de conveniências políticas, sociais e religiosas.

Nas mãos do Espírito Santo, o Evangelho é uma ferramenta distinta, mas não oposta, das leis que condenam o pecado. A lei justa lida com o delito castigando o infrator. O Evangelho lida com o pecador para salvá-lo da condenação eterna, sem isentá-lo de pagar suas dívidas sociais e criminais aqui mesmo na terra.

Sem esse entendimento da separação entre lei e Evangelho, podemos facilmente cair nos erros da Aliança Evangélica da Irlanda.

Que esses exemplos nos ajudem a sermos equilibrados, imparciais e justos na lei e no Evangelho.

Versão em inglês deste artigo: Rick Warren attacks anti-homosexuality bill

Fonte: www.juliosevero.com

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