Julio Severo

Forças armadas americanas desenvolvem chips espiões para soldados

Publicado em Bob Unruh, chips, Departamento de Segurança Interna, Department of Homeland Security por juliosevero em 15 de maio de 2012

Forças armadas americanas desenvolvem chips espiões para soldados

Governo americano alega apenas querer benefícios de “saúde” com os nanosensores

Bob Unruh
As forças armadas americanas querem implantar nanosensores nos soldados para monitorar sua saúde em futuros campos de batalha e responder imediatamente às suas necessidades, mas especialistas em privacidade alertam que o avanço é apenas mais um passo no caminho que levará à obrigatoriedade de chips para todos os cidadãos.
Chip

“Nunca será o caso de o governo lhe apontar uma arma e dizer: ‘Você vai usar um chip de rastreamento’”, disse Katherine Albrecht, coautora, junto com Liz McIntyre, de “Spychips” (Chips Espiões), um livro que alerta para a ameaça à privacidade representada pela RFID, ou identificação de radiofrequência.

“Sempre são passos gradativos. Se você colocar em uma pessoa um microchip que não a rastreia… todos dirão, ‘Ah vá’”, disse ela. “Será interessante ver aonde isso vai chegar”.
De acordo com repertagem da Mobiledia, a Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (conhecida pela sigla em inglês DARPA) confirmou planos de criar nanosensores para monitorar a saúde de soldados nos campos de batalha.
Os dispositivos também permitiriam informar dados aos médicos. Mas analistas de privacidade manifestaram a preocupação de que os implantes pudessem ser usados não apenas para monitorar a saúde, mas também para monitorar e possivelmente controlar as pessoas.
A DARPA descreve a tecnologia na qual está trabalhando como “uma inovação realmente prejudicial”, que iria diagnosticar e monitorar sinais vitais e “até liberar medicamentos na corrente sanguínea”.
De acordo com a LiveScience.com, “Resolver o problema das doenças poderia ter um impacto enorme no número de soldados prontos para lutar, porque, historicamente, um número muito maior morreu de doenças do que em combate”.
O relatório sugeriu que para as forças especiais, “a concretização prática de nanosensores capazes de monitorar múltiplos indicadores de estado fisiológico poderia ser uma inovação realmente prejudicial”.
O conceito de nanosensores capazes de diagnosticar doenças já está sendo pesquisado.
A DARPA espera lançar um segundo esforço focado em tratamentos ainda este ano.
Albrecht disse que a ação é outro passo no caminho de ter chips implantados em todas as pessoas, que poderiam muito bem monitorar a saúde, mas também outras áreas da vida.
Os microchips, diz ela, já são comuns em animais estimação em várias partes do país, e que a sua aceitação tornará mais fácil para exigir o mesmo para pessoas.

Ela afirma que já se esperava que a população confinada, como prisioneiros e tropas, seria a primeira sujeitada à obrigação, o que tornaria mais fácil para o público geral também aceitá-lo.

“É interessante”, disse ela. “Estou surpresa com a apatia dessa geração nova. Eles não enxergam o problema… ‘Por que alguém não iria querer ser rastreado?’”
Mas ela afirma que todos os americanos terão que decidir e dizer não a esses avanços gradativos, ou então quando as autoridades finalmente lançarem a ideia de chips para todos, querendo eles ou não, será tarde demais para decidir.
“A analogia que faço é [a de um trem], e se estou na Califórnia e não quero ir parar em New City, cada parada me leva mais próximo”, afirma. “Em algum momento, terei que descer do trêm”.
Albrecht também ajudou a desenvolver e lançar um novo projeto chamado StartPage, que agora está processando 2 milhões de solicitações de busca por dia.
O benefício da página é a sua privacidade. O site explica que cada vez que uma pessoa utiliza um típico site de busca, como o Google, “os dados da sua busca são armazenados”.
“Eles então armazenam as informações em um enorme banco de dados”, explica.
Como resultado, os empresários americanos e o governo têm acesso a “uma quantidade impressionante de informações sobre você, como seus interesses, circunstâncias familiares, inclinações políticas, condições de saúde e mais”.
O WND noticiou anteriormente que donos de animais relataram câncer nos seus animais após a implantação do microchip.A notícia documentou como um cachorro desenvolveu um câncer altamente agressivo justo no local onde o chip foi inserido.
Albrecht contou a história de outro cachorro, um yorkshire de cinco anos chamado Scotty que foi diagnosticado com câncer em Memphis, no estado de Tennessee. Scotty desenvolveu um tumor entre as omoplatas, no mesmo local onde o microchip havia sido implantado. O tumor, do tamanho de um pequeno balão, descrito como um linfoma maligno, foi removido. O microchip de Scotty estava preso dentro do tumor.
A Verichip, um grande fabricante de implantes de microchip, exalta a possibilidade de a tecnologia identificar um animal perdido e permitir que ele retorne para casa, e descartou os potenciais riscos de saúde.
“Nos últimos 15 anos”, afirma o site da Verichip, “milhões de cachorros e gatos receberam com segurança o microchip, com poucos ou nenhum relato de reações adversas de saúde desse produto que pode salvar vidas, recentemente endossado pelo Ministério de Agricultura dos Estados Unidos. Esses chips são um meio bem aceito e bem respeitado de identificação global para animais de estimação na comunidade veterinária”.
O WND também noticiou que existem alertas sobre um chip de radiofrequência que permitiria a identificação de indivíduos por agentes do governo simplesmente ao passarem por eles.
A proposta, que recebeu o apoio de Janet Napolitano, diretora do Departamento de Segurança Interna, iria implantar chips de radiofrequência em carteiras de motorista, ou “carteiras de motorista aprimoradas”.
“Carteiras de motorista aprimoradas dão a garantia de que a pessoa portando a carteira seja a sua verdadeira dona, e é menos complicada do que o REAL ID (Documento de Identidade Real)”, disse Napolitano em uma reportagem do Washington Times.
O REAL ID foi um plano para um sistema federal de identificação padronizado por toda a nação que preocupou tanto os governadores que muitos estados adotaram planos formais para impedi-lo. No entanto, um defensor da privacidade disse ao WND que a carteira de motorista aprimorada é muito pior.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “U.S. military developing spychips for soldiers”.

EUA estão monitorando blogs e sites

Publicado em Department of Homeland Security por juliosevero em 13 de janeiro de 2012

EUA estão monitorando blogs e sites

Julio Severo
De acordo com a agência noticiosa Reuters, o governo dos Estados Unidos começou, em junho de 2010, a monitorar sites, blogs e até mesmo redes sociais como Facebook e Twitter.
Essa notícia, que é preocupante, só virou manchete agora, mas no final de julho de 2010, apenas um mês após o governo americano começar sua monitoração, WND, o site conservador mais importante dos EUA, denunciou que meu blog em inglês estava sob monitoração do governo dos EUA.
A matéria da Reuters explica que blogs contrários ao islamismo também estão na lista negra do governo dos EUA. A vigilância está sendo feita principalmente pelo Ministério de Segurança dos EUA, chamado pela Globo de Departamento de Segurança Interna.
Não há, porém, nenhuma informação de que o governo dos EUA esteja monitorando blogs e sites que defendem o homossexualismo e o islamismo.
Essa é uma monitoração muito interessante: defenda o islamismo e o homossexualismo, e o governo americano deixa você em paz. Critique-os, e o Big Brother estatal fica de olho em você. Sei disso por experiência. Afinal, meu blog foi um dos primeiros a entrar na lista negra dos EUA.
A matéria abaixo, da Globo, só traduziu metade da matéria da Reuters. Quem lê inglês pode encontrar a matéria completa aqui. Eis o artigo da Globo:
EUA vigiam conteúdo de blogs, redes sociais e até sites de notícias
Desde junho de 2010, centro de operações monitora também Facebook e Twitter
WASHINGTON – O Departamento de Segurança Interna (DSI) dos Estados Unidos monitora rotineiramente dezenas de sites populares, entre os quais Facebook, Twitter, Hulu, WikiLeaks e sites de notícias e fofocas como o Huffington Post e o Drudge Report, de acordo com um documento do governo americano.
Uma “revisão de normas de privacidade” divulgada pelo DSI em novembro informa que, pelo menos desde junho de 2010, seu centro de operações nacionais vem operando uma “capacidade de mídia/redes sociais”, que envolve monitoração regular de “fóruns on-line abertos ao público, blogs, sites públicos e listas de discussão abertas”.
O propósito da monitoração, de acordo com o documento do governo, é “recolher informações usadas para formar um quadro de situação e estabelecer um panorama operacional comum”.
O documento acrescenta, usando terminologia mais clara, que essa monitoração ajudou o DSI e as diversas agências a ele subordinadas, entre as quais o Serviço Secreto e a Agência Federal de Administração de Emergências, a administrar a reação do governo a eventos como o terremoto de 2010 no Haiti e suas consequências, e controles de segurança e fronteira relacionados à Olimpíada de Inverno de 2010, em Vancouver, Colúmbia Britânica.
Um funcionário do DSI que conhece bem o programa de monitoração afirma que sua intenção é apenas a de permitir que o pessoal do centro de comando acompanhe as diversas mídias da era da Internet para que esteja ciente de acontecimentos em curso aos quais o departamento ou suas agências podem ter de responder.
O documento que delineia o programa de monitoração informa que todos os sites monitorados pelo centro de comando são “abertos ao público e… todo o uso de dados publicados via sites de mídia social se destina apenas a oferecer um conhecimento de situação mais preciso, um panorama operacional mais completo, e informação mais oportuna às autoridades decisórias”.
O funcionário disse que, sob as regras do programa, o departamento não mantém normas permanentes do tráfego monitorado. Mas os documentos que revelam os contornos do programa afirmam que o centro de operação “reterá dados por não mais de cinco anos”.
O esquema de monitoração envolve também uma lista de cinco páginas, que consta como anexo do documento de revisão, sobre sites que o centro de comando do DSI planeja monitorar.
Fonte: O Globo
Versão em inglês deste artigo: US surveillance on blogs and websites
Divulgação: www.juliosevero.com

Meus estranhos visitantes: Sede do Comando de Sistemas de Informações do Exército dos Estados Unidos visitando meu blog pró-família?

Meus estranhos visitantes

Sede do Comando de Sistemas de Informações do Exército dos Estados Unidos visitando meu blog pró-família?

Julio Severo
O Ministério de Segurança Nacional. A Campanha de Direitos Humanos. A sede do CSIEEU. Esses foram alguns dos meus estranhos visitantes nos últimos seis meses.
Em 27 e 29 de julho de 2011, o Ministério de Segurança Nacional dos EUA (MSN) apareceu no meu registro de visitantes ao meu blog em inglês. Acerca dessa visita, WorldNetDaily, o site conservador mais importante de língua inglesa, noticiou:
“O Ministério de Segurança Nacional dos EUA começou a vigiar um blog postado por um cristão que foi forçado a fugir do Brasil por causa do conflito entre a agenda de ‘crimes de ódio’ pró-homossexualismo da nação e a defesa dele ao casamento tradicional. Entretanto, o que não está claro é exatamente o motivo por que o governo americano, que várias vezes ligou cristãos e conservadores ao terrorismo, está vigiando Last Days Watchman, o blog em inglês de Julio Severo que é assumidamente cristão. WND pediu que o Ministério de Segurança Nacional (MSN) desse uma explicação, mas não recebeu resposta”.
O MSN recusou dar uma resposta sobre suas intenções ou visitas ao meu blog. Mas as intenções do governo de Obama não são obscuras. No mês passado, o governo dos EUA anunciou que uma de suas prioridades de política externa seria avançar a agenda homossexual, ordenando que todas as suas embaixadas, consulados e outros órgãos do governo americano que fazem negócios no exterior façam dessa agenda prioridade.
Se os ativistas gays estão gozando de favores máximos do governo americano, será que os opositores da agenda gay estão na “lista negra”? Provavelmente, eles não estão ainda mirando os cristãos pró-família para matá-los, mas certamente para matar seus ministérios e recursos financeiros.
Em 21 de agosto de 2011, a Campanha de Direitos Humanos foi apanhada visitando meu blog num registro de visitas. Essa é a organização homossexual mais forte dos EUA. Nos dias seguintes, AllOut (Tudo Fora do Armário), uma organização gay que recebe muitos financiamentos, lançou uma campanha de abaixo-assinado online para que o PayPal fechasse as contas de 10 organizações pró-família. Ainda que eu não seja uma organização, meu nome foi incluído nessa campanha gay internacional, e minha conta foi fechada. Para mim, o PayPal explicou que estou desqualificado para receber doações de meus amigos e leitores porque “você não é uma organização registrada sem fins lucrativos”. Para AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa”.
Agora, não posso mais receber doações de meus amigos por meio do PayPal. De novo, WorldNetDaily denunciou o ataque contra meu blog.
Fico tentando imaginar o que teria acontecido se um ativista homossexual tivesse sua conta de PayPal fechada depois de uma campanha conservadora cristã. Provavelmente, ele poderia entrar em qualquer embaixada e consulado americano em qualquer lugar do mundo e dizer: “Ei, sou um gay que está sendo perseguido por cristãos conservadores. O PayPal até fechou minha conta por causa desses cristãos!” Ele seria imediatamente colocado na frente da fila para emigrar para os Estados Unidos como uma pessoa favorecida por Obama e receber assistência legal para processar o PayPal!
Pelo menos, nosso caso é uma das preocupações prioritárias dos cristãos. A Comissão Anti-Difamação de Cristãos classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011.
O visitante mais recente: Comando de Sistemas de Informações do Exército dos Estados Unidos

O visitante mais recente do meu blog foi o mais estranho: a visita foi rastreada diretamente do Comando de Sistemas de Informações do Exército dos Estados Unidos (CSIEEU)! Se meu blog em inglês tem um fã ali, fico pensando se o CSIEEU, que tem um sofisticado e seguro sistema de comunicação interno, permite que seus visitantes ou funcionários militares acessem a internet externa.

Os Estados Unidos são um das principais nações cristãs do mundo, mas têm um governo que vem energicamente promovendo a agenda gay por meio de suas agências de “assistência” e embaixadas. E pelo fato de que o CSIEEU é parte do governo americano, não seria de estranhar que estivesse monitorando a oposição aos novos “interesses” dos EUA. O que é importante para os ativistas gays é importante para o governo americano, e recentemente The Advocate, a maior revista gay dos EUA, deu uma “olhada” no meu blog. Então por que órgãos favoráveis ao homossexualismo como o Ministério de Segurança Nacional, a Campanha de Direitos Humanos e a sede do CSIEEU não podem também dar uma “olhada”?
Gostaria de achar que o estranho visitante ao meu blog é apenas um sinal de que tenho um amigo na sede do CSIEEU. Se não, a resposta cristã a ameaças militares precisa ser a mesma resposta que Eliseu deu: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.” (2 Reis 6:16 ACF)
Além disso, Deus tem seus próprios exércitos e pode destruir qualquer exército maligno: “Naquela noite o Anjo do Deus Eterno foi até o acampamento dos assírios e matou cento e oitenta e cinco mil soldados. De manhã, os que sobraram viram os corpos dos mortos.” (2 Reis 19:35 BLH)
Muito embora o Exército americano tenha muitos soldados cristãos, Deus não tem compromisso nenhum de abençoar ou proteger um governo energicamente promovendo a homossexualidade, o aborto e outros males no mundo inteiro.
Que os homens cristãos no Exército dos EUA avancem o Reino de Deus enquanto o governo americano e seu exército estão lutando contra ele.
Versão em inglês deste artigo: My strange visitors
Versão em espanhol deste artigo: Mis singulares visitantes

WND, importante site dos EUA, faz reportagem sobre blog inglês de Julio Severo

WND, importante site dos EUA, faz reportagem sobre blog inglês de Julio Severo

A seguir, com exclusividade, Blog Julio Severo publica tradução da reportagem integral da matéria que foi manchete ontem no WND:

Ministério de Segurança Nacional dos EUA detectado monitorando site cristão

Blogueiro conhecido por oposição à escolha do estilo de vida homossexual

Bob Unruh
© 2011 WND
O Ministério de Segurança Nacional dos EUA começou a vigiar um blog postado por um cristão que foi forçado a fugir do Brasil por causa do conflito entre a agenda de “crimes de ódio”* pró-homossexualismo da nação e a defesa dele ao casamento tradicional.
Entretanto, o que não está claro é exatamente o motivo por que o governo americano, que várias vezes ligou cristãos e conservadores ao terrorismo, está vigiando Last Days Watchman, o blog em inglês de Julio Severo que é assumidamente cristão.
WND pediu que o Ministério de Segurança Nacional (MSN) desse uma explicação, mas não recebeu resposta.
Os registros do site revelam que o MSN visitou o site ontem. Um computador diferente, também no MSN, estava no site de novo hoje.
Uma reportagem de WND de 2009, logo depois que Obama assumiu a presidência, mostrava que um relatório do Ministério de Segurança Nacional alertava sobre a possibilidade de violência por parte de “extremistas direitistas” anônimos — pessoas preocupadas com a imigração ilegal, o aumento dos poderes do governo federal, as restrições [no porte de] armas de fogo [para defesa pessoal], o aborto e a perda da soberania dos EUA. O relatório apontou como ameaças particulares os veteranos que voltam da guerra.
A visita de ontem foi revelada num registro que rastreia sites.

A visita de hoje foi documentada em outro registro:

Severo foi retratado por WND em 2009 quando, como proeminente ativista pró-família do Brasil, ele foi forçado a se exilar por causa das leis de “crime de ódio”* em seu país.

Vários líderes cristãos proeminentes dos Estados Unidos na época alertaram que semelhantes repressões poderiam estar chegando aos EUA por causa dos projetos de lei de “crimes de ódio”, leis que acabaram sendo sancionadas por Obama logo depois que ele assumiu o poder.
Essa lei aumenta as penas com base nos pensamentos da pessoa que é suspeita de cometer um crime.
O Pr. Rick Scarborough da organização Vision America Action e Mathew Staver do Conselho da Liberdade expressaram sua oposição à lei na época. Embora não tenha ocorrido ainda nenhuma repressão em grande escala contra os pastores que pregam contra a homossexualidade, há indicadores de que tais tendências podem ser iminentes.
Por exemplo, a atitude de Obama de eliminar a lei das forças armadas que proibia homossexuais assumidos levanta questões sobre a situação dos capelães militares que ensinam uma perspectiva bíblica sobre a homossexualidade.
Na época de seu exílio, Severo disse para WND que embora não criminalize o Cristianismo, o Brasil regulamenta quais princípios bíblicos podem e não podem ser pregados, e bane citações bíblicas que desaprovam o estilo de vida homossexual.
“O Brasil concede liberdade de pregar o Cristianismo, contanto que as pregações evitem menções negativas de condutas e tendências culturais protegidas pelo Estado”, Severo disse na época. “O governo brasileiro está estabelecendo mais e mais categorias de condutas protegidas, banindo menções negativas. Por isso, os pregadores brasileiros precisam se atualizar sobre as mais recentes mudanças políticas e pregar um Evangelho de acordo com os interesses estatais”.
Ele citou um exemplo das restrições do Brasil.
“No Rio, um pastor pentecostal levou um criminoso a Jesus e o convenceu a se entregar à polícia. O Pr. Isaías da Silva Andrade acompanhou o ex-criminoso à polícia e quando lhe perguntaram como a vida dele havia sido transformada, o pastor respondeu que o ex-criminoso vivia sob a influência de demônios das religiões afro-brasileiras que o inspiravam a se envolver com conduta criminosa, mas agora ele encontrara salvação em Jesus. Por causa desse relato inocente, o Pr. Isaías está agora sofrendo ações criminais por discriminação contra a ‘cultura’ afro-brasileira! Se condenado, ele cumprirá sentença de dois a cinco anos de prisão”, disse Severo.
Severo disse que seus amigos o alertaram de que as autoridades estavam tentando encontrá-lo, e que então resolveu agir.
“Fui forçado a deixar o país com minha família: uma esposa em avançada fase de gravidez e duas crianças pequenas”, relatou ele em seu blog. “Estamos agora num lugar que é completamente estranho para nós. Que escolha tínhamos?”
Julio Severo

Severo disse hoje para WND por meio de um método de comunicação relativamente seguro que ele permanece num local confidencial porque “muito embora eu esteja longe do Brasil, a maior organização gay do Brasil, a ABGLT, está atrás de mim, até mesmo pedindo que seus outros grupos gays os ajudem a descobrir onde estou”.

Ele explicou que a ABGLT, que havia entrado com queixas de “homofobia” contra ele no Ministério Público Federal, recentemente recebeu, com a ajuda da secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton, credenciamento na ONU, estendendo sua influência global.
Ele disse que anteriormente constatou visitas em seu site provenientes da polícia federal do Brasil.
“É como o FBI nos EUA…”, disse ele para WND.
Ele disse que monitora seus sites periodicamente e então ocasionalmente faz uma inspeção de visitante por visitante para saber quem está lendo o que ele escreve.
“Nas poucas vezes em que os examinei um por um, pude encontrar agências federais de policiamento como meus visitantes”, disse ele.
Ele disse que parece que o Ministério de Segurança Nacional estava fazendo uma busca nos termos “líder cristão”, “EUA” e “Brasil”.
“Penso que todos os líderes cristãos deveriam se preocupar com o fato de que um órgão dos EUA criado em resposta ao terrorismo islâmico esteja atrás de um líder cristão”, ele disse para WND. “Por que não líderes islâmicos?”
Ele disse em seu blog depois que constatou as visitas do MSN: “Obviamente, [meu blog em inglês] Last Days Watchman não tem nenhuma conexão terrorista ou islâmica. É cristão conservador — que é razão suficiente para ser rotulado de ‘terrorista’ por ativistas esquerdistas e anticristãos. E tal é o governo de Obama”.
“Não sei quanto tempo eles passaram em meu blog, pois esse dado específico estava ausente do registro oficial. Apesar disso, talvez por causa de alguma falha de segurança, informações relevantes foram expostas, principalmente sobre onde e quem estava ‘visitando’ meu blog”, escreveu ele. “Parece que o Ministério de Segurança Nacional dos EUA está fazendo buscas de um líder cristão (dos Estados Unidos? do Brasil?), que fugiu. Mas, fazendo tais buscas em meu blog?”
Ele disse que o propósito de seu site é conscientizar os leitores de fala inglesa acerca do que está acontecendo no Brasil, “principalmente sobre a perseguição aos cristãos”.
“Se eles estão mantendo vigilância sobre os líderes cristãos, é tempo de vigiarmos e orarmos!” disse ele.
Barack Obama

O governo dos EUA deixou claro em muitos casos que está preocupado com os conservadores como um perigo potencial e até argumentou em tribunais que quer a autoridade de rastrear os cidadãos americanos a fim de desenvolver uma “causa provável” necessária para mandados de busca.

Esse argumento está sendo feito diante do Supremo Tribunal dos EUA numa disputa sobre se os investigadores policiais e outras autoridades deveriam ter a liberdade de rastrear os cidadãos americanos que não fizeram nada que normalmente levaria um juiz a expedir um mandado de busca.
“A decisão do tribunal de recursos, a qual imporá que os agentes da lei obtenham um mandado antes de colocar um dispositivo GPS num veículo se o dispositivo for usado por um ‘prolongado’ período de tempo, criou incerteza com relação ao uso de uma importante ferramenta para os órgãos policiais”, disse o depoimento do governo no caso EUA versus Antoine Jones.
“Embora em algumas investigações o governo pudesse estabelecer uma causa provável e obter um mandado antes de usar um dispositivo GPS, as agências policiais federais frequentemente usam dispositivos de rastreamento no início das investigações, antes que as suspeitas tenham amadurecido e se transformado em causa provável. A decisão do tribunal de recursos impede agentes da polícia de usar dispositivos GPS num esforço de coletar informações para estabelecer uma causa provável”.
No caso, agentes colocaram um dispositivo de rastreamento no veículo de Jones, e ele mais tarde foi acusado e condenado por crimes de drogas com base em informações obtidas a partir do dispositivo de rastreamento. No entanto, a condenação dele foi anulada quando uma comissão do tribunal de recursos argumentou que as informações foram obtidas sem um mandado.
O governo solicitou ao Supremo Tribunal que analisasse se o uso, sem mandado, de um dispositivo de rastreamento para monitorar os movimentos do veículo em ruas públicas violou a Quarta Emenda.
Mas especialistas em direitos civis do escritório de advocacia William J. Olson da cidade de Vienna, Virginia, e Gary Kreep da Fundação de Justiça dos Estados Unidos na cidade de Ramona, Califórnia, estão argumentando num depoimento de amigo da corte que embora o Supremo Tribunal precise examinar o caso, a meta deveria ser proteger as proteções asseguradas pela Declaração de Direitos dos EUA contra excessivas buscas e apreensões, não expandir o poder governamental de monitorar seus cidadãos.
Embora o governo de Obama esteja pedindo por uma decisão judicial sobre o uso, sem mandado, de unidades de rastreamento, o Supremo Tribunal quer depoimentos que também lidem com a questão de se o governo estará violando a Quarta Emenda até mesmo com a instalação de tal unidade.
Uma pesquisa de opinião pública divulgada antes mostrou que o Indicador de Liberdade do WND, uma avaliação das perspectivas dos americanos sobre suas liberdades, teve uma queda vertiginosa nos últimos três meses, para 45,9 — seu ponto mais baixo nos últimos dois anos em que a pesquisa vem sendo conduzida.
Entre as perguntas usadas para montar a classificação — onde 50 reflete uma perspectiva neutra sobre liberdades — estava: “Você acredita que o governo hoje está usando meios tecnológicos, tais como câmeras, escâneres e registros eletrônicos de saúde, para se tornar intrusivo demais nos assuntos particulares dos americanos?”
Uns 75 por cento dos que responderam disseram que há um problema. Aproximadamente 38 por cento dos americanos disseram que percebem “grandes intrusões” e outros 14,5 por cento disseram que há uma “intrusão substancial”. Outros 22,8 por cento disseram que há “alguma intrusão”.
A determinação do governo federal de que pessoas que são inocentes de crimes merecem ser vigiadas já está documentada.
Um relatório de 2009 do MSN, “Extremismo Direitista: O Atual Clima Econômico e Político Incitando o Ressurgimento da Radicalização e Recrutamento”, disse: “ameaças de grupos supremacistas brancos e violentos grupos antigoverno durante 2009 foram em grande parte retóricos e não indicaram planos de executar atos violentos”.
Mas o relatório disse que as dificuldades econômicas cada vez piores, as potenciais novas leis restringindo o porte de armas [para defesa] e “a volta dos veteranos militares enfrentando significativos desafios de reintegração em suas comunidades poderiam levar ao potencial surgimento de grupos terroristas ou extremistas solitários capazes de executar violentos ataques terroristas”.
O relatório da Secretaria de Espionagem e Análise do Ministério de Segurança Nacional definiu extremismo direitista nos EUA como “dividido naqueles grupos, movimentos e adeptos que são orientados principalmente por ódio (baseado em hostilidade de grupos religiosos, raciais ou étnicos particulares) e aqueles que são principalmente antigoverno, rejeitando a autoridade federal em favor de uma autoridade estadual ou local, ou rejeitando a autoridade do governo inteiramente. Pode incluir grupos e indivíduos que são dedicados a uma única questão, tais como oposição ao aborto propositado ou à imigração”.
Depois de algumas semanas, veio um relatório do Centro de Análise de Informações do Missouri (CAIM) ligando os grupos conservadores ao terrorismo dentro dos EUA.
O relatório do CAIM alertou os órgãos policiais a prestar atenção em indivíduos suspeitos que podem ter adesivos de candidatos políticos tais como Ron Paul, Bob Barr e Chuck Baldwin. Além disso, o relatório alertou os órgãos da polícia a prestar atenção em indivíduos com ideologias “radicais” com base em perspectivas cristãs, tais como oposição à imigração ilegal, ao aborto propositado e aos impostos federais.
* Nota do tradutor: De longe, é claro, a maior lei de “crime de ódio” do Brasil seria o PLC 122, que foi eficazmente combatido por mim e muitos outros cristãos no Brasil, não tendo sido até agora aprovada em nenhuma de suas formas camaleônicas. Embora não exista ainda nenhuma lei federal anti-“homofobia” no Brasil, tal lei já foi aprovada em 2001 no Estado de São Paulo pelo PSDB. É a partir de São Paulo que ativistas gays iniciaram queixas formais contra Julio Severo. Em 2006, a Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo registrou queixa de “homofobia” contra Julio Severo no Ministério Público Federal de São Paulo. No final de 2007, Toni Reis, presidente da ABGLT, fez a mesma queixa no Ministério Público Federal de São Paulo, muito embora a ABGLT tenha sua sede em Curitiba, Paraná, não São Paulo.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND
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