Julio Severo

Exclusivo: Julio Severo entrevista Marisa Lobo, psicóloga cristã ameaçada pelo CFP

Publicado em CFP, Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo por juliosevero em 16 de abril de 2012

Exclusivo: Julio Severo entrevista Marisa Lobo, psicóloga cristã ameaçada pelo CFP

Perseguida pelo Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo dá suas razões para defender sua fé em meio a hostilidades profissionais, legais e sociais.
Marisa Lobo é psicóloga clínica, formada em 1996, pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em saúde mental, com curso de extensão em sexualidade humana, dependência química, cursos de entrevista motivacional, psicossomática, psicodiagnóstico, psicoterapia breve, arte terapia, bibliodrama, aconselhamento pastoral e teologia.
Marisa Lobo

Ela estagiou, a convite do governo dos Estados Unidos, no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, na Divisão Internacional de Atenção Primária à Saúde. Ministra cursos e palestras e possui experiência de mais de 13 anos em clinica e dependência química.

Ela realizou estudos sobre depressão infantil, violência e abuso sexual na infância, depressão, síndrome da adolescência e todos os tipos de compulsão, vícios e suas consequências.
Ela é idealizadora e coordena o curso de Dependência Química: Tratamento, diagnóstico e prevenção — Restituição sem internação.
Livros já publicados:
COMO FAZER DE SEU FILHO UMA CRIANÇA FELIZ, pela editora Arte Editorial, com prefácio do Dr. Silmar Coelho.
POR QUE AS PESSOAS MENTEM, pela editora Arte Editorial, Prefácio do Pr. Jabes de Alencar.
PSICOPATAS DA FÉ pela Editora Fôlego, com prefácio do Senador Magno Malta.
Julio Severo: Por que o Conselho Federal de Psicologia está ameaçando você?
Marisa Lobo: Por me expor na internet como psicóloga cristã, por defender minha fé e principalmente por questionar o kit gay, que para mim não é uma forma de prevenção ao preconceito e sim incentivo às práticas homossexuais. O kit gay é muito expositivo, e pelo que entendo de políticas públicas, não se justifica sua aplicabilidade de forma tão pessoal. O kit gay é dar privilégios e instituir um preconceito ainda maior. Com crianças as coisas devem acontecer ao seu tempo, de forma natural e globalizada. Devemos sim ter kits que falem de preconceito como um todo, do bullying que sofrem os gordinhos, os nerds, os baixinhos, os evangélicos, os homossexuais, os feios, os negros, os cegos, etc. Enfim, se dermos atenção privilegiada apenas a uma categoria, estamos discriminando as outras. Isso não é acabar com preconceito; é apenas uma tática maquiavélica de privilegiar e instituir uma ditadura e uma raça superior, e eu primo pela igualdade.
JS: Se uma pessoa envolvida em homossexualidade lhe pede ajuda para sair desse estilo de vida, o que você faz?
Marisa: Atendo. Meu juramento meu código de ética me diz que tenho que atender, dar ouvidos ao sofrimento psíquico, e se o fato de ser homossexual está causando qualquer tipo de  sofrimento, atendo sim, é minha obrigação, ainda que seja, para reverter sua orientação, condição e ou opção, se assim for de sua vontade absoluta. Nem poderia negar. Estaria ferindo o código de ética, não é mesmo? Mas é evidente que como psicóloga devo respeitar a resolução 01/999. A Organização Mundial de Saúde diz que homossexualidade não é doença, porém ao mesmo tempo não entendo por que tanta pressão da militância gay que tem medo de psicólogos que não negam auxílio. Os militantes gays pervertem e ficam vigiando nossos passos. O que acontece no setting terapêutico deve ser comandado pelo paciente. Acontece que a neurose é tanta que os psicólogos têm medo e são induzidos a deixar claro para o paciente que não é doença, independente de ser ou não. Mas se ele está indo ao consultório é porque está sofrendo. E se, repito, for da vontade dele, tenho que ser um canal, sem impor, como nunca fiz isso. O que falam de mim é mentira e mais uma estratégia de condenação de pessoas que são cristãs.
JS: As ameaças do CFP impedem você de ajudar homossexuais?
Marisa: A decisão da pessoa deve ser respeitada sempre. Devemos ter em mente que a demanda é do paciente sempre. Respeitarmos a sua vontade sem pressão. A reversão pode sim acontecer em muitos casos.  Acontece que o terrorismo do CFP não deixa que os homossexuais acreditem nisso. O CFP vem com aquela conversa de que se a pessoa deseja mudança, é por causa da imposição religiosa, e, como eles não creem de Deus — pois Deus para muitos lá é mito — então sempre vão tratar este assunto com preconceito religioso.  Eu já deixo o meu paciente decidir, se é o que deseja, vamos lá, e no decorrer, ele vai se achando, e até mesmo se assegurando se é isso mesmo o que deseja.
JS: Por que o CFP, que não impede psicólogos espíritas de aplicar técnicas espíritas em suas consultas, estão tão intrometidos no você faz como cristã que se importa com seus clientes?
Marisa: Por quê? Olha, não sei. Agora, é impossível até hoje eles não saberem que existe uma associação brasileira de psicólogos espiritas, ou psicologia budista, ou judaica, ou esotérica, ou parapsicologia, etc. Existe um número grande. É só acessar o Google e comprovar. O Conselho Federal de Psicologia é a autarquia mais persecutória, mais antiética da história. Eles não têm moral para me perseguir. Eles são militantes de ideologias, políticas, de orientação sexual, de ateísmo, e destilam seu ódio e preconceito contra os cristãos, principalmente os evangélicos. Mas a resposta está clara: o Cristianismo fala abertamente sobre homossexualidade. Então, eles querem nos destruir por sermos cristãos. Eles combatem a Bíblia punindo quem a segue, por preconceito religioso. É preciso dar um fim na militância do CFP, que deveria ser investigado pelo ministério publico, pois comete vários crimes, fere suas diretrizes, é hipócrita, antiético, persegue claramente quem se opõe. Por isso, tenho sido perseguida. A guerra é porque questiono esse conselho e sua diretoria hoje.
JS: Se o CFP cassar seu registro, o que você fará?
Marisa: Não vou desistir da minha profissão por isso. Nem tudo que é legal é moral. O CFP não tem moral, pois nos colocou uma mordaça, e ninguém ousa discutir suas decisões. Somos obrigados a aceitar como verdade ainda que seja uma mentira.
São surfistas sociais, vão se adaptando à evolução da sociedade, independente se essa evolução seja ruim, pois perderam a referência do que é “bem”, e ou “mal” para o indivíduo, do que é família, da necessidade de regras, ética, moral, princípios. Eles apenas vão surfando. Com isso, vão aumentando as crises familiares, maldade humana, a legalização de aborto chegando, divórcio batendo recorde, camisinhas nas escolas, legalização de drogas,  e a psicologia se adaptando. Daqui a pouco, vamos ver sexo nas praças, e todo mundo aplaudindo porque a psicologia vai achar que é direito de expressar a sexualidade. Ou seja, assim está caminhando a humanidade.  
JS: O que motivou a denúncia contra você no CFP?
Marisa: O fato de falar de Deus em minhas redes sociais e ter pedido aos deputados que prestassem atenção no conteúdo do kit gay, que era uma aberração, um conteúdo extremamente descabido e sexualizado que de forma alguma extingui o preconceito, mas sim cria mais ainda. Eles não gostaram. Aí, quando souberam que era uma cristã falando, começaram a me perseguir, como psicóloga que se denomina cristã, depois no processo como homofóbica, porque eu disse em um Twitter que amo os gays, mas prefiro meu filho hetero. E até agora não sei onde ter uma opinião instiga violência. Agora, eu perder o meu direito de dizer que sou feliz sendo hetero, e de que prefiro meus filhos hetero?
Eles querem que a sociedade pense que eu persigo gays, ofereço tratamento para gays porque sou fundamentalista, preconceituosa, decidiram isso e pronto. Não ACEITO. A verdade é que eles são contraditórios. Estão tentando usar tudo para me qualificar como “homofóbica”. E em 15 anos de trabalho, nunca nenhum paciente meu denunciou que em meu consultório imponho convicções religiosas. O caso contra mim é de PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA, PRECONCEITO RELIGIOSO. O CFP achou que eu ia me calar, porque muitos endeusam a psicologia. Pois bem: Eu, MARISA LOBO, só tenho um Deus, e não sirvo a insanidade desses membros do conselho. Se me cassarem, vão cavar a sepultura moral.
JS: Há uma tendência cada vez maior da classe de psicologia de rotular a pedofilia como orientação sexual. Como você encara o papel disso na perversão social?
Marisa: É um crime, claro, que merece prisão perpétua em minha opinião. Escrevi até um livro, PSICOPATAS DA FÉ, que tem uma capitulo sobre pedofilia, e mostra que é doença, e quem é psicólogo sabe, se formos levar ao pé da letra, é uma perversão da libido original, uma orientação, condição e ou escolha. A pedofilia está associado a psicopatia sem dúvida. Os psicólogos canadenses dizem claramente que para eles é considerado uma orientação sexual. Se acreditarmos nisso, aí quero ver como sair dessa. O que quero dizer é que, quando aceita socialmente, deixa de ser doença? Se a lei disser que não é crime, nada poderei fazer? 
JS: Como você encara a homossexualidade: doença ou pecado?
Marisa: Como psicóloga respeito a OMS, que diz que não é doença e não podemos trata como tal, porém distúrbio de identidade social existe, é doença. O travestismo está no CID 10 inscrito como doença. Para a psicologia, que só aceita a medicina em partes quando lhe convém, é orientação apenas.
Se é pecado ou não, não poderei falar sobre isso, porque sou como psicóloga. Pecado é uma referência de cada religião. Temos que saber o que a religião diz sobre o assunto. Se responder sobre isso, serei cassada em prazo recorde.
JS: A ABGLT, que é a maior entidade gay do Brasil, está por trás de todos os grandes casos de perseguição aos cristãos no Brasil, inclusive contra mim e Silas Malafaia. Você tem algum conhecimento de que a ABGLT está também em conluio ou colaboração com o CFP para perseguir você?
Marisa: A ABGLT publicou uma nota parabenizando e defendendo o CFP pela atitude contra mim e pedindo inclusive ao ministério público que me investigue por oferecer cura aos homossexuais, mentindo descaradamente sobre isso, apenas lançando no mercado esquizofrênico uma mentira para torná-la verdade. Agora só falta provarem. Mas essa intimidade está clara. Parece que são parceiros de “cama”. Não preciso dizer mais nada.
JS: O que você sente pelos homossexuais?
Marisa: Compaixão, amor de verdade. Mas tenho pena e desprezo pela militância desleal, porque usam os homossexuais e suas angústias. Observem: sempre são os mesmo ativistas que aparecem, lucrando e perdendo tempo em nos perseguir. Eles poderiam estar fazendo trabalho voluntário nas ruas, tirando os homossexuais comuns da prostituição, por exemplo. Mas, em vez disso, incentivam, até como profissão. Isso é lutar pelo ser humano? Usam suas ONGs para perseguir qualquer um que se oponha à sua militância. Quem ousar falar qualquer coisa é taxado de homofóbico. Eles ridicularizam nossa fé, nossa Bíblia, e querem respeito. A militância gay não merece respeito. E se isso for homofobia, queridos, o mundo inteiro é homofóbico.
Mas, pessoalmente, meu médico de pele é homossexual. Só lavo meu cabelo com um homossexual. Tratei de um homossexual em minha casa com AIDS por 7 meses, onde ele viveu comigo e minha família. O fato de não aprovar este ou aquele comportamento não me torna inimigo. A questão aqui é inversa. A militância gay quer nos tornar inimigos. Eles precisam alimentar essa guerra. Afinal, como vão se sustentar?  
JS: Além do CFP, outras entidades ou indivíduos também ameaçam você por causa de suas posturas cristãs?
Marisa: Os ateus, principalmente. Eles fazem vídeos contra mim e postam, me xingando de tudo, principalmente de burra, e têm o CFP como aliado. Nessa demente perseguição, ateus famosos fazem vídeos e conseguem status tentando me humilhar. Recentemente, um ateu fez um desafio para outros ateus entrarem em minhas redes sociais e negativar todos os meus vídeos. Eles falam cada coisa desumana que se eu não acreditasse de fato em Deus tinha desistido de viver. Mas os ateus não sabem que cada comentário de ódio que vejo sinto é pena, não raiva. Meus mecanismos de defesa funcionam, todos, e minha fé me sustenta. Sinto-me desafiada a continuar. Eles querem promoção.
JS: O Cristianismo verdadeiro é “perder para ganhar”. Você tem medo de perder sua carreira de psicóloga por causa do seu testemunho cristão?
Marisa: O único medo que tenho é de Deus virar sua face de mim. Deus me deu a oportunidade de ser perseguida por amor a ele, e aceitei. Deus quer mudar algo, e aqui falo como pastora. Sou apenas um instrumento. Se for cassada, vou lutar em todas as instâncias. Meu medo maior é de Jesus me negar diante do Pai, e isso não acontecerá, porque não o estou negando perante os homens.
JS: Você tem colocado seu testemunho por Cristo acima de sua carreira. Por quê?
Marisa: Foi uma luta ter me formado, e tenho amor pela minha profissão. Minha área é dependência química. Quantas pessoas nestes 15 anos de carreira deixaram as drogas. Quantas pessoas deixaram de abortar. Quantas pessoas pude ajudar a melhorar sua saúde mental. Quantas me agradecem até hoje. Enfim, amo minha carreira.
A dor vai ser grande, mas não será maior do que a de Jesus, que morreu na cruz por mim. O preço será alto, mas não maior que o preço que Jesus pagou pela minha alma. A certeza que estou fazendo a coisa certa e cumprindo a sua vontade acalma minha alma.
Deus está acima da minha profissão e da minha carreira. NÃO NEGO MEU DEUS POR NADA. 

“Cura Gay”: O falso debate

Publicado em Conselho Federal de Psicologia, cura gay, Dep. João Campos por juliosevero em 13 de março de 2012

“Cura Gay”: O falso debate

José Maria e Silva

A resolução do Conselho Federal de Psicologia que trata dos homossexuais não deve mesmo ser aplicada — além de inconstitucional, ela desrespeita o próprio Código de Ética dos Psicólogos

Oscilando entre a ignorância e o fanatismo, a bancada evangélica no Congresso Nacional resolveu transformar o Estado brasileiro num tribunal do Santo Ofício. E os heréticos dessa nova Inquisição são os homossexuais, vítimas de uma caça às bruxas liderada por um parlamentar goiano — o deputado federal João Campos, que, além de tucano, é líder da bancada evangélica. Apesar de lhe faltar o bigodinho nasal do Führer e de preferir ternos bem cortados em vez da capa cinturada do ditador alemão, João Campos está se revelando uma encarnação de Hitler. Fundamentalista, o deputado finge não ver que o Estado brasileiro é laico e, com base no seu fanatismo religioso, apresentou um projeto na Câmara dos Deputados que pretende implantar em todo o país a “cura gay”. O deputado advoga em causa própria, pois pastores como ele são absolutamente ignorantes em matéria de ciência e acham que a homossexualidade é um transtorno mental que deve ser curado com exorcismos. Com essa visão nazista, que envergonha Goiás e preocupa o Brasil, o deputado João Campos quer fazer dos gays os novos judeus — ou eles se deixam curar pelos pastores charlatães ou serão queimados pelo moralismo hipócrita da bancada evangélica.
Quem está acompanhando o noticiário sobre esse assunto sabe que o parágrafo acima é uma síntese interpretativa fiel do modo como a imprensa brasileira vem tratando o Projeto de Decreto Legislativo nº 234, de 2 de junho de 2011, de autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), apelidado pela imprensa de projeto da “cura gay”. A proposta do parlamentar goiano pretende sustar a aplicação de dois dispositivos da Resolução nº 1, de 22 de março de 1999, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. João Campos propõe que seja sustada a aplicação do parágrafo único do artigo 3º da referida resolução, que diz: “Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. E também propõe a revogação prática de seu artigo 4º: “Os psicólogos não se pronunciarão nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.
No próprio Jornal Opção, em sua edição passada, a proposta de João Campos foi comparada ao Holocausto de Hitler pelo jornalista e músico Amaury Garcia, enquanto a médica e psicóloga Marilusa Terra, coordenadora do Projeto de Transexualismo da Universidade Federal de Goiás, chamou o parlamentar evangélico de “ignorante orientado por preconceitos”. Será mesmo? Garanto que não e desafio qualquer acadêmico do país a provar — com argumentos e não com a mera patente de doutor — que João Campos está errado. Ignorante e preconceituoso é quem critica a proposta do deputado sem se dar ao trabalho de lê-la. O que João Campos vem tentando demonstrar — sem, no entanto, ser ouvido com seriedade — é que seu projeto de decreto legislativo não impõe nenhuma “cura gay” aos homossexuais. Pelo contrário, respeita-os profundamente, tanto que mantém intacto o caput do artigo 3° da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia que diz: “Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

Psicólogos são censurados

Para quem sabe ler sem preconceitos ideológicos, ao preservar integralmente esse dispositivo da resolução, João Campos deixa claro que não está propondo nenhuma “cura gay”. Ou seja, ele concorda que os psicólogos não devem “patologizar” (transformar em doença) os “comportamentos homoeróticos”, muito menos devem obrigar um homossexual a se submeter a qualquer tratamento contra sua própria vontade. Agora, o que nenhuma pessoa de bom senso pode aceitar é que um conselho profissional baixe normas que afetem não apenas seus filiados no exercício da profissão, mas também a população de um modo geral, inclusive os psicólogos, que, antes de serem profissionais, são pessoas e precisam ter sua individualidade respeitada pelo conselho. Ao determinar que os psicólogos não devem participar de eventos nos meios de comunicação que porventura reforcem preconceitos em relação aos homossexuais, a resolução do Conselho Federal de Psicologia estabelece a censura prévia e fere frontalmente o artigo 5º, inciso IX, da Constituição, que diz: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Uma norma de um conselho profissional não pode valer mais do que a própria Constituição. O Conselho Federal de Medicina, por exemplo, não se arvora a impor censura prévia aos médicos. Prova disso é que a psiquiatria (prima-irmã da psicologia) comporta médicos das mais variadas correntes de pensamento, desde aqueles que tratam a mente como mero epifenômeno do cérebro (e defendem procedimentos cirúrgicos ou químicos para corrigir doenças mentais) até os que negam a própria existência da doença mental (e, inspirados por Marx e Foucault, tratam a loucura como mera disfunção da sociedade capitalista). Uns e outros não são proibidos pelo Conselho Federal de Medicina de expor essas teses tão contrastantes (e às vezes aparentemente ofensivas a terceiros) em livros, revistas especializadas, artigos e reportagens de jornal ou mesmo em programas de rádio e TV. Somente se alguém se sentir discriminado pela declaração pública de um médico e reclamar é que o Conselho Regional de Medicina investiga o caso e, se necessário, toma as devidas providências.
E tem de ser assim. Censurar previamente um profissional — proibindo-o de participar de um debate público apenas por achar que ele irá fomentar preconceitos — é que é, em si mesma, uma atitude preconceituosa. É como se o Conselho Federal de Psicologia duvidasse da integridade moral e da capacidade cognitiva de todo psicólogo e quisesse protegê-lo de si mesmo, instaurando uma espécie de menoridade intelectual na profissão. Essa atitude é ainda mais equivocada quando se sabe que a psicologia — justamente por trabalhar na complexa encruzilhada entre mente, corpo e ambiente — não é uma ciência exata e tende a ser muito mais subjetiva do que a psiquiatria (que também comporta um alto grau de subjetividade). Principalmente em questões como o homossexualismo, que será sempre um misto de determinismos biológicos e contingências ambientais, sendo praticamente impossível para a ciência chegar a um consenso irrefutável sobre o que leva uma pessoa a preferir o seu próprio sexo e não o oposto. Tanto que o movimento gay faz disso uma estratégia política, ora usando as ciências biológicas para exigir direitos (como a mudança de sexo paga pelo SUS), ora manipulando as ciências sociais para descumprir deveres (como a exigência de decoro no uso de banheiros públicos).

Manipulação das minorias

Mais grave é que a psicologia no Brasil se deixa manipular pelas minorias organizadas, como os militantes do movimento gay e os partidários da liberação das drogas — isso quando não manipula ela própria essas minorias. Ao menos a psicologia defendida pelo Conselho Federal de Psicologia. Toda vez que entro no portal desse conselho na Internet ou leio entrevistas de seus membros na imprensa, fico com vergonha pelos psicólogos, obrigados a se submeter a conselheiros que transformam a ciência num palanque. Muitas das resoluções da entidade máxima da psicologia brasileira não passam de rascunhos sociológicos de estudantes do ensino médio. Em vez de reivindicar a especificidade das causas psicológicas entre as questões sociais, como seria de se esperar do órgão regulamentador da psicologia, o conselho faz justamente o contrário — transforma todos os dramas humanos em problemas sociais, desde o abuso de drogas aos transtornos da sexualidade. É o caso do documento “13 Razões para Defender uma Política para Usuários de Crack e Outras Drogas Sem Exclusão”, em que o Conselho Federal de Psicologia associa-se descaradamente às teses da esquerda, plagiando até o número eleitoral do PT. Entre as tais “13 Razões” não há uma única que não possa ser assinada por uma sigla partidária ou um diretório de estudantes. Nelas nada há de cientificamente específico: tudo é política, e política de esquerda, como se o psicólogo — que o CFP impede, na prática, de ser cristão — tivesse a obrigação de ser marxista.
Aliás, em seu afã de politizar a profissão, o CFP — assim como muitos conselhos regionais — infringe o próprio Código de Ética do Psicólogo, que, em seu artigo 2º estabelece: “Ao psicólogo é vedado induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais”. Contrariando esse dispositivo, o próprio Conselho Federal de Psicologia se engaja em lutas políticas de caráter nitidamente partidário, esquecendo-se que não é associação nem sindicato, mas um conselho profissional, que tem a obrigatoriedade de ser neutro, pois faz o papel do Estado no que diz respeito à profissão, determinando quem pode e quem não pode ser psicólogo — e cobrando do profissional por isso. Um conselho profissional não pode professar nenhuma opinião, sob pena de praticar uma espécie de estelionato contra o profissional que representa.
Um psicólogo que porventura não concorde com a atuação do movimento gay, dos trabalhadores sem terra ou dos que defendem o controle social dos meios de comunicação, simplesmente é desrespeitado pelo Conselho Federal de Psicologia no que há de mais essencial no ser humano — o livre-arbítrio. Querendo ou não, ele será obrigado a contribuir com todos esses movimentos, pois muitos conselhos de psicologia, começando pelo federal, militam em favor de todos eles, como se realizar paradas gays, invadir terras e censurar os meios de comunicação fossem atividades intrinsecamente ligadas ao caráter científico da psicologia, que compete aos conselhos resguardar. Ao contrário do que ocorre com sindicatos e associações, a filiação do profissional ao seu respectivo conselho é obrigatória — daí a imprescindível neutralidade política que essas entidades devem buscar, sob pena de praticarem abuso de poder. Infelizmente, o Conselho Federal de Psicologia oscila entre duas variáveis: ora é um Politburo de classe, impondo normas ditatoriais aos psicólogos, ora é um grêmio livre estudantil, subscrevendo todas as utopias adolescentes da esquerda brasileira.

Em defesa de criminosos

O Conselho Federal de Psicologia chegou a constituir o Grupo de Trabalho “Pelo Fim das Prisões”, que produziu o documento intitulado “Falando Sério: Sobre Prisões, Prevenção e Segurança Pública”, publicado em 2008. No país dos 50 mil assassinatos anuais — sem contar estupros, agressões e outros crimes que deixam sequelas físicas e psicológicas —, o CFP, refocilando entre o cinismo e a insanidade, elege como principais vítimas justamente os criminosos. Além de defender o utópico fim das prisões, o documento ataca violentamente a Lei dos Crimes Hediondos (mesmo sabendo que ela jamais foi cumprida à risca) e chega a chamar o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), adotado em penitenciárias de segurança máxima, de “produtor de loucura e sofrimento”. É como se esse regime tivesse sido adotado para punir ladrões de galinha e não para tentar conter a fúria assassina dos chefões do narcotráfico, como Marcola, Fernandinho Beira-Mar e os assassinos de Tim Lopes, que não hesitam nem mesmo em queimar pessoas vivas. Como é que um conselho de psicologia é moralmente incapaz de perceber que não são esses criminosos irrecuperáveis que precisam de psicólogos e, sim, suas vítimas?
A defesa apaixonada que o Conselho Federal de Psicologia faz dos criminosos revela que essa entidade não cumpre com sua função social de zelar pela profissão de psicólogo, pois não se comporta com a devida isenção. Ou alguém acredita que a alucinada defesa do “fim das prisões” pode ser tratada como um consenso científico, como faz o CFP, que chega a transformar essa tese em sua proposta oficial para o país? É óbvio que não faltam no mundo, inclusive no Brasil, psicólogos sérios e altamente capacitados que sustentam teses exatamente opostas às do conselho; logo, quando o conselho transforma em consenso o que é controverso, ele desrespeita a individualidade dos psicólogos (transformados em rebanho sem vez nem voz) e vende gato por lebre para a sociedade. É justamente o que ocorre com a Resolução nº 1/1999, que trata da orientação sexual. Não há nenhum consenso científico sobre a homossexualidade — nem mesmo quanto ao seu caráter normal ou patológico.
A homossexualidade deixou de ser considerada um “transtorno mental” no Catálogo Internacional de Doenças (CID) muito mais por pressões políticas do que por razões técnicas. No Brasil, por exemplo, o movimento para que o homossexualismo deixasse de ser tratado como um transtorno mental partiu de grupos gays e ganhou força no início da década de 80 quando essa causa sensibilizou não exatamente os cientistas, mas os políticos. Em editorial da “Revista de Saúde Pública” da Universidade de São Paulo, publicado em outubro de 1984, o médico Ruy Laurenti, livre-docente e professor titular do Departamento de Epidemiologia da USP, relatava, com certa ironia, que a luta para retirar a homossexualidade da categoria dos transtornos mentais — inicialmente desprezada pelas sociedades científicas — havia ganho a adesão unânime de uma Assembleia Legislativa e de cinco Câmaras de capitais. Segundo ele, “até o final de 1983, 309 políticos, desde um governador até 167 vereadores”, haviam subscrito o abaixo-assinado de um grupo gay contra a classificação da homossexualidade como desvio e transtorno mental.
Ao contrário do que tenta fazer crer o CFP, a homossexualidade não desapareceu por inteiro do Catálogo Internacional de Doenças adotado pela Organização Mundial de Saúde. O travestismo e o transexualismo, por exemplo, continuam a fazer parte da CID, sendo considerados “transtornos da personalidade e do comportamento do adulto”, dividindo o mesmo agrupamento da pedofilia, do sadomasoquismo, da personalidade paranoica e da personalidade esquizoide. Deve ser este um dos motivos que levam o antropólogo Luiz Mott, decano do movimento gay no Brasil, a convencer os jovens homossexuais a não virarem travestis, como mostra a tese de doutorado “Grupos Gays, Educação e a Construção do Sujeito Homossexual”, defendida na Faculdade de Educação da Unicamp em 2005 pelo professor de história Anderson Ferrari, que já concluiu seu pós-doutorado na Universidade de Barcelona. Se o antropólogo Luiz Mott, apenas com base em sua experiência pessoal de gay, pode aconselhar um jovem a não virar travesti e permanecer apenas homossexual, indo contra a própria vontade desse jovem, por que um psicólogo não pode aconselhar um angustiado homossexual cristão a reconciliar-se com a crença de seus pais, fonte dos valores fundamentais da civilização ocidental, sedimentada em milhares de anos? O Conselho Federal de Psicologia nem precisa ter resposta para esta pergunta — basta que não seja ditador e permita que ela seja feita.
Divulgação: www.juliosevero.com

Alex Bruno entrevista Marisa Lobo

Publicado em Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo por juliosevero em 9 de março de 2012

Alex Bruno entrevista Marisa Lobo

Perseguida pelo Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo dá suas razões para defender sua fé em meio a hostilidades. Entrevista exclusiva de Alex Bruno, do blog Cavaleiro do Templo neste link: http://www.youtube.com/playlist?list=PLF0C3C2D108994528&feature=edit_ok
Quem é Marisa Lobo?
É uma Psicóloga Clínica, formada em 1996, pela universidade Tuiuti do Paraná. Pós-graduada em saúde mental, com curso de extensão em sexualidade humana, dependência química, cursos de entrevista motivacional, psicossomática, psicodiagnóstico, psicoterapia breve, arte terapia, bibliodrama aconselhamento Pastoral e Teologia.
Estagiou, a convite do Governo dos Estados Unidos, na Mount Sinai Hospital, em New York, na Divisão Internacional de Atenção Primária a Saúde. Ministra cursos e palestras e possui experiência de mais de 13 anos em clinica e dependência química.
Realizou estudos sobre depressão infantil, violência e abuso sexual na infância, depressão, síndrome da adolescência e todos os tipos de compulsão, vícios e suas consequências.
Ela é idealizadora e coordena o curso de Dependência Química: Tratamento, diagnóstico e prevenção — Restituição sem internação.
Livros já Publicados:
COMO FAZER DE SEU FILHO UMA CRIANÇA FELIZ, pela editora Arte Editorial, com prefácio do Dr. Silmar Coelho.
POR QUE AS PESSOAS MENTEM, pela editora Arte Editorial, Prefácio do Pr. Jabes de Alencar.
PSICOPATAS DA FÉ pela Editora Fôlego, com prefácio do Senador Magno Malta.
Atualmente está em fase final dos seguintes livros
ENTREVISTA MOTIVACIONAL UMA ABORDAGEM CRISTÃ
PERDOAR PORQUE SE EU SOU A OFENDIDA
AUTO SUGESTÃO DIVINA
MECANISMO DE DEFESA DA IGREJA CRISTÃ
Divulgação: www.juliosevero.com

Homossexualidade: há esperança e libertação fora da psicologia?

Conselho de psicologia inicia um processo de cassação de Marisa Lobo perseguição religiosa

Publicado em Conselho Federal de Psicologia, Marisa Lobo por juliosevero em 12 de fevereiro de 2012

Conselho de psicologia inicia um processo de cassação de Marisa Lobo perseguição religiosa

Conselho de psicologia da um prazo de 15 dias para que Marisa Lobo tire das redes sociais toda mídia que a vincule a sua fé Cristã estando ameaçada de cassação

No último dia 09 de fevereiro às 11 horas da manhã a psicóloga Marisa Lobo, recebeu uma convocação para se apresentar ao conselho regional de psicologia, motivo seriam várias denúncias recebidas pelas redes sociais sobre seu exercício profissional.
Marisa Lobo: “Eu enfrentei e disse vamos para o enfrentamento e cassação”.

Ao chegar ao conselho, Marisa Lobo, tirou uma foto lendo a Bíblia, dizendo estar lendo seu manual de ética enquanto aguardava. (foto postada nas redes sociais, que já virou motivo de perseguição).

Ao entrar no conselho foi recebida por duas fiscais, que a colocaram a par das denúncias, todas feitas por ativistas gays, usuários de maconhas e ateus, que estavam se sentindo incomodados com a postura dela em se declarar psicóloga e cristã, por assumir em suas redes sociais que é cristã, e pelos seus questionamentos de conteúdo do kit gay.
As fiscais leram todo código de ética, reforçando que ela é muito conhecida e que sua posição fere o conselho de psicologia e estão induzindo pessoas a posições contrárias ao homossexualismo e a convicções religiosas.
Relata Marisa Lobo
“Sobre a mesa colocaram Xerox de recados de twitter, o que me deixou indignada, como poderia estar sendo chamada para discutir ética, por denúncias de ateus, militantes gays, canabistas sem base legal alguma e que claramente me perseguem pelas minhas posições de direito de professar minha fé. Me senti perseguida, ouvi coisas absurdas, uma pressão psicológica que se eu não tivesse sanidade mental, teria me acovardado e desistido de minha fé.”
“Tentaram o tempo todo me vincular a homofobia, deixei claro que processaria todos eles, pois não sou homofóbica, nunca agredi ninguém apenas tinho minhas opiniões, que foram claramente negadas a mim pelas fiscais, me senti tolhida em meu direito de liberdade de expressão.”
Frase que foram ditas pelas fiscais que me indignaram
* “Você não tem o direito, não pode se dizer Cristã e psicóloga ao mesmo tempo é ferir o código de ética.”
* “Você não pode dizer que Jesus cura, sendo psicóloga,”
* “Você não pode se dizer psicóloga e cristã, guarde sua fé pra você, não tem direito de externar para mídia.”
* “Você não pode dar declarações que induza pessoas a acreditar que seu Deus cura, como faz em seus sites e blogs.”
* “Você não tem direito de dizer em público que ama gay, mas quer ter um filho hetero.”
“Me questionaram  que eu disse, em uma palestra que não acredito em cura da dependência química sem Deus.”
“Quando mandei que me dessem um exemplo de cura da dependência química só pela ajuda psicológica, ficaram em silêncio, eu disse que conheço centenas de casos, falei das estatísticas das comunidades e serviços que trabalham a fé, e dos meus 15 anos de trabalho na área vendo os milagres da transformação, apenas por dar essa oportunidade as mães e usuários de saberem que existe um Deus que pode tirá-los desse lixo que a psicologia não tem conseguido. Claro que a situação ficou mais crítica.”
“Entendi que, a pessoa pode morrer, na sua frente, mas você como psicólogo não pode em nenhum momento, falar de Deus para pessoa.”
“Contei o exemplo de uma mulher que entrou em meu consultório e me disse:”
“Dê-me uma razão para viver, ou vou sair daqui e vou desistir da minha vida!!!”
“Eu dei, Deus, ela está viva e bem até hoje.”
“E perguntei o que deveria ter feito, já que ela tratava com psicólogos psiquiatras, tinha luto patológico, era depressiva suicida e não tinha vontade de viver, deveria deixá-la morrer então? A dar a ela a chance de acreditar que existe Deus, eternidade. Não souberam responder, enrolaram, e mudaram de assunto.”
“Quando questionei que estavam me pedindo para negar Deus se quiser continuar exercendo minha profissão, elas se olhavam, e diziam: Não é isso, você pode ter sua fé mas não pode externar, guarde pra você, pois está induzindo pessoas a acreditarem em você pela sua influência.”
“Deixei claro que não uso a religião para tratar meus pacientes, não tenho nenhuma reclamação em 15 anos no conselho, eles sabem disso. Então não estava entendendo, porque tanto código de ética. Se com meus pacientes nunca cometi um erro.”
“Sou uma cidadã livre, a constituição me dá esse direito de professar minha fé, fora do meu consultório, elas sempre debatiam dizendo” “como psicóloga não.”
“Quando disse que então seria cassada, pois não negaria minha Fé, uma delas que disse:”
“Você não precisa ser cassada, pode abandonar a psicologia”
“Disse que não abandonaria minha profissão, que não estou sozinha, que paguei caro pela minha formação, gastei anos da minha vida, e que não vou abandonar minha profissão, e que pago caro o conselho também elas me responderam:” “então deixe de falar de seu Deus de sua fé.”
“Eu enfrentei e disse vamos para o enfrentamento e cassação.”

“Conforme texto abaixo tenho 15 dias tirar das redes sociais tudo que me ligue a religião, VEJA A MINHA RESPOSTA ABAIXO.

NÃO NEGO MINHA FÉ. TENHO ORGULHO DE SER CRISTÃ.É MINHA IDENTIDADE” TENHO QUE SER RESPEITADA POR ISSO.LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Divulgação: www.juliosevero.com
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