Estaria a CIA na sua cozinha?
Estaria a CIA na sua cozinha?
Andrew Napolitano alerta sobre a capacidade do governo dos EUA de monitorar você através até de eletrodomésticos
Se essa pergunta tivesse sido feita por um personagem fictício em um suspense de espionagem, poderia tê-lo intrigado, mas não o faria imaginar que fosse verdade. Se a Constituição americana vale alguma coisa, você nem iria sequer considerar isso como algo plausível. Afinal, a Quarta Emenda da Constituição foi escrita para impedir o governo de violar, por capricho, palpite ou vingança, exatamente esse direito americano: o de ficar sozinho.
Todo mundo quer, em algum momento e em alguns lugares da casa, ficar sozinho. Os colonos que lutaram na Guerra de Secessão contra a Grã-Bretanha não eram diferentes. Mas essa guerra e o desejo dos colonos de manter o governo longe aumentaram ainda mais com as experiências que tiveram com a Lei do Selo de 1765.
A lei, que se aplicava às colônias e não residentes da Grã-Bretanha, determinava o que selos do governo fossem comprados e impressos em todos os documentos legais, financeiros e até políticos em posse de qualquer colono. A aplicação dessa lei, que era feita por soldados britânicos que adentravam casas particulares portando não apenas armas, mas também mandados de busca que eles próprios haviam escrito, o que lhes era autorizado pelo parlamento britânico, era tão perturbador que resultou em uma hostilidade política antibritânica e fez com que o parlamento mais tarde reconsiderasse a lei.
Mas os prejuízos à autoridade britânica haviam sido feitos, e foram irreparáveis. Depois que os fundadores ganharam a Revolução, redigiram a Constituição e acrescentaram a declaração dos direitos fundamentais, respiraram aliviados na garantia de que os juízes só poderiam emitir mandados de busca “descrevendo especificamente o lugar a ser adentrado e as pessoas ou coisas a serem apreendidas”, e que só poderiam fazê-lo se encontrassem causa provável de comportamento criminoso no lugar definido pelo governo.
A guerra contra as drogas enfraqueceu lamentavelmente as proteções da Quarta Emenda, e a Lei de Patriotismo, que permite aos agentes federais emitirem os seus próprios mandados de busca, lhe deu um sério golpe. A lei, que ainda não foi deliberada na Suprema Corte, infelizmente ainda não acionou sua jurisprudência a respeito da privacidade. No ano passado, o tribunal invalidou o uso policial sem mandado de sensores de calor em casas, e provavelmente em breve irá invalidar o uso sem mandado de dispositivos de GPS plantados secretamente em carros por agentes.
Infelizmente, a não ser que o governo tente usar os dados ilegalmente coletados a respeito de uma pessoa, ela provavelmente não irá se dar conta de que o governo a está espionando, e, portanto, não estará em posição de contestar a espionagem em um tribunal. Valendo-se da Lei do Patriotismo, agentes federais têm emitido seus próprios mandados de busca da mesma forma que faziam os soldados britânicos. Eles o fizeram mais de 250.000 vezes desde 2001. Mas o governo raramente usou alguma prova desses mandados em um processo criminal por medo de que o acusado descobrisse a respeito do comportamento inconstitucional e execrável, e por medo de que a lei fosse invalidade pelos tribunais federais.
Agora, voltando à CIA na sua casa. Quando o Congresso criou a CIA, em 1947, ele a proibiu expressamente de espionar americanos em seu território. Mas no fim das contas, se o seu micro-ondas, alarme antifurto ou lava-louça for de um modelo recente e estiver conectado ao seu computador, um espião da CIA pode saber quando você estará na cozinha e quando estará utilizando o aparelho. A pessoa que revelou isso há cerca de duas semanas também revelou que esse software da CIA pode aprender os seus hábitos a partir disso e antecipá-los.
Agindo “diabolicamente” e tentando “mudar impressões digitais e globos oculares” na sua “missão global” para roubar e manter segredos, a CIA pode assim burlar a Quarta Emenda digitalmente, sem nunca ter que entrar fisicamente na casa de alguém. Já sabemos que seu BlackBerry e seu iPhone pode dizer a um espião onde você está e, se a bateria estiver conectada, o que está dizendo. Mas espiões na cozinha? Será verdade?
Quem revelou tudo isso? Nada mais, nada menos do que o próprio general David Petraeus, novo diretor do presidente Obama para a CIA. Fico pensando se ele sabe sobre a Quarta Emenda da Constituição [sobre liberdade de expressão] e sobre como a Suprema Corte a tem interpretado, e que as leis federais proíbem seus espiões de fazer seu trabalho nos EUA. Fico pensando se ele ou o presidente sequer ligam para isso. Você liga?
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Is the CIA in your kitchen”
Fonte: www.juliosevero.com
>WikiLeaks: governo de Obama manipulou Acordo de Copenhague
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WikiLeaks: governo de Obama manipulou Acordo de Copenhague
Documentos confidenciais mostram que o governo de Obama usou de espionagem, ameaças e suborno para conseguir apoio para suas políticas de aquecimento global no Acordo de Copenhague
Jim Hoff
Caramba! O governo de Obama usou suas táticas mafiosas para espionar e ameaçar países que se opunham ao acordo de aquecimento global de Copenhague, mesmo esse aquecimento global sendo baseado em ciência fajuta.
E estávamos nós aqui pensando que eles reservavam o uso de suas táticas comunistas apenas para os oponentes nos EUA. Cara, estávamos errados.
O governo de Obama espionou, ameaçou e subornou países para que apoiassem o Acordo de Copenhague. O acordo teria devastado as empresas e indústrias americanas.
Em sua reportagem sobre o assunto, o jornal inglês Guardian diz:
Despachos de embaixadas mostram que os Estados Unidos usaram espionagem, ameaças e promessas de ajuda para conseguir apoio para o Acordo de Copenhague
Escondida atrás da retórica de salvação do mundo envolvendo as negociações sobre a mudança climática está a sórdida política da força bruta: dinheiro e ameaças compram apoio político; espionagem e guerra cibernética são usadas para se obter controle.
Os documentos diplomáticos revelam como os Estados Unidos procuram escândalos nos países que se opõem às políticas americanas que lidam com o aquecimento global; como a ajuda financeira e outros tipos de assistência são usadas por países para ganhar apoio político; como a desconfiança, promessas quebradas e fraudulências financeiras vencem as negociações; e como os EUA montaram uma ofensiva diplomática global secreta para esmagar a oposição ao polêmico “Acordo de Copenhague”, o documento não-oficial que surgiu das ruínas do encontro de cúpula sobre a mudança climática que ocorreu em Copenhague, em 2009.
Negociar um tratado climático é um jogo de apostas altas, não só por causa do perigo que o aquecimento global representa para a civilização, mas também porque uma reengenharia da economia global para um modelo de baixas taxas de carbono fará com que o fluxo de bilhões de dólares seja redirecionado.
Buscando algo com que barganhar nas negociações, o Departamento de Estado dos EUA enviou uma mensagem secreta, em 31 de julho de 2009, solicitando informações confidenciais de diplomatas da ONU acerca de uma série de assuntos, inclusive mudança climática. O pedido teve origem na CIA. Pediu-se aos diplomatas que fornecessem provas da “evasão do tratado” ambiental da ONU e de acordos entre nações, bem como as posições dos países sobre as negociações.
Mas a coleta de dados confidenciais não estava sendo feita apenas pelo governo dos EUA. Em 19 de junho de 2009, o Departamento de Estado enviou uma mensagem falando em detalhes sobre um ataque cibernético ao escritório do enviado americano para assuntos climáticos, Todd Stern, enquanto ocorriam as negociações com a China, em Pequim. Cinco pessoas receberam emails, personalizados para parecerem como se tivessem vindo da revista National Journal. Um arquivo em anexo continha um programa que daria completo controle, para um hacker, do computador de quem recebeu a mensagem. Embora o ataque não tenha tido sucesso, a divisão de análise de ameaças cibernéticas observou: “É provável que tentativas de invasão como esta continuem.”
As conversações de Beijing não conseguiram levar a um acordo em Copenhague.
É bom que os meios de comunicação dos EUA estejam ignorando esta notícia, que poderia dar impressões péssimas sobre o governo de Obama.
Com certeza eles não querem que isso aconteça.
Tradução (feita por recomendação e a pedido de Julio Severo, que também revisou): Dextra
Divulgação: www.juliosevero.com

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