Julio Severo

>Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 31 de agosto de 2007

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Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Vendaval de processos é tentativa de impedir críticas ao movimento homossexual

Matthew Cullinan Hoffman

Brasil, 29 de agosto de 2007 (LifeSiteNews.com) — Nas semanas recentes, grupos homossexuais do Brasil vêm tentando silenciar seus oponentes com um vendaval de processos que se aproveitam do clima político pró-homossexualismo do Brasil.

Em 5 de agosto, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrou com uma queixa criminal contra vários sites por desmascararem o fato de que o líder do movimento homossexual do Brasil, Luiz Mott, promove a pedofilia e a pederastia (veja a recente cobertura de LifeSiteNews em http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html).

Os sites Mídia Sem Máscara, Ministério Apologético Cacp e JesusSite são acusados de “charlatanismo, infâmia, difamação e calúnia”, por terem citado numerosas declarações de Mott aprovando sexo com crianças e adolescentes. A ABGLT está solicitando processos criminais e também indenizações financeiras.

Na semana passada, a ABGLT também entrou com uma ação contra Rozangela Alves Justino, uma psicóloga brasileira que oferece terapia aos homossexuais que desejam mudar sua orientação. O Conselho Federal de Psicologia do Brasil decidiu que os psicólogos estão proibidos de realizar terapia reparativa na área da homossexualidade, e a ABGLT está solicitando que a licença de Rozangela seja revogada.

A organização se queixa de que Rozangela é “adversária do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, e tem se destacado no cenário nacional por apoiar e desenvolver programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

Recentemente, a ABGLT também solicitou que Silas Malafaia, um famoso psicólogo e pastor brasileiro, seja investigado por comentários que ele fez num programa de TV se opondo à conduta homossexual, ao aborto e às pesquisas com células-tronco. De acordo com o site homossexual brasileiro gay1.com.br, Malafaia “retrata a homossexualidade e a luta dos homossexuais pela igualdade de direitos de maneira claramente discriminatória”. A ABGLT solicita que os procuradores determinem medidas a serem tomadas contra Malafaia e as estações de TV que transmitiram o programa.

Olavo de Carvalho, editor do Mídia Sem Máscara e colunista de jornais brasileiros, diz que os processos são uma tentativa de intimidar os oponentes do movimento homossexual do Brasil e desviar a atenção de uma investigação criminal contra Mott e outros líderes homossexuais por defenderem a pederastia e o abuso sexual de crianças.

Carvalho disse para LifeSiteNews que ele vê a busca de poder do movimento homossexual como um dos componentes do movimento socialista do Brasil, que está buscando mais e mais poder. “Creio que eles realmente querem muito poder, porque o movimento homossexual não é independente. É parte da máquina esquerdista. E a esquerda agora no Brasil tem poder quase que total. Eles controlam tudo. Eles são mais poderosos do que o próprio Estado brasileiro, e isso não é o suficiente para eles. Eles querem mais e mais e mais, e o movimento homossexual é um instrumento dessa estratégia”.

Embora uma lei proibindo críticas ao homossexualismo tenha sido proposta, ainda não foi aprovada. Apesar disso, muitos juízes brasileiros simplesmente agem como se tal proibição já existisse. “Eles estão procedendo como se a lei existisse… Eles querem forçar o Congresso a aprovar a lei, de modo que agem como se a lei já tivesse sido aprovada. Muitos brasileiros crêem que essa lei realmente existe. É um tipo de fraude psicológica”, disse Carvalho.

Os homossexuais brasileiros conquistaram vitórias no passado com essa estratégia. O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente da Associação Pró-Vida de Anápolis, foi legalmente obrigado a pagar uma multa de 6.000 reais em 2005 por chamar a antropóloga pró-aborto Débora Diniz Rodrigues “pró-aborto”. O juiz que presidiu o caso considerou o rótulo “ofensivo”. O Pe. Lodi apelou, mas a decisão foi sustentada.

Em junho deste ano, uma coalizão de grupos protestantes, a Visão Nacional para uma Consciência Cristã (VINACC), foi legalmente obrigada a parar sua campanha em defesa dos valores da família contra o ativismo homossexual. Eles receberam ordens de remover outdoors e anúncios de sua campanha, e de cancelar um evento público já programado, porque, de acordo com o tribunal, a campanha deles era “homofóbica”.

Contudo, nem todas as tentativas de intimidar e silenciar os oponentes da conduta homossexual tiveram êxito.

Em 29 de maio deste ano, um pastor luterano da cidade brasileira de Rancho Queimado, o Rev. Ademir Kreutzfeld, foi submetido a uma investigação criminal quando foi acusado de telefonar para estabelecimentos comerciais locais num esforço para informá-los de que um jornal que eles estavam patrocinando estava promovendo a agenda homossexual. O ativista homossexual que possui o jornal entrou com queixa contra o pastor por “difamação”. Contudo, em 29 de agosto, Kreutzfeld alegremente anunciou que depois de uma breve audiência que foi “muito bem conduzida” pela juíza, o queixoso desistiu das acusações.

Olavo de Carvalho observa que no atual clima político, tal decisão pode prosseguir numa ou outra direção, dependendo totalmente da filosofia do juiz escolhido. “É impossível predizer essas coisas porque tudo depende de qual juiz julgará a queixa, e isso é imprevisível porque a seleção do juiz é feita a esmo… nunca sabemos… pode acontecer qualquer coisa”, disse ele.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

O artigo original encontra-se aqui: http://www.lifesite.net/ldn/2007/aug/07083007.html


Artigos anteriores de LifeSiteNews:

Leader of Brazil Homosexual Movement Under Investigation for Pedophilia
http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html

Brazilian Priests Could Face Jail-time for Saying that Homosexuality is A Sin
http://www.lifesite.net/ldn/2007/mar/07031904.html

BRAZIL ELECTS PRO-ABORTION, ANTI-FAMILY PRESIDENT
http://www.lifesite.net/ldn/2002/oct/02102803.html

Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 31 de agosto de 2007

Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Vendaval de processos é tentativa de impedir críticas ao movimento homossexual

Matthew Cullinan Hoffman

Brasil, 29 de agosto de 2007 (LifeSiteNews.com) — Nas semanas recentes, grupos homossexuais do Brasil vêm tentando silenciar seus oponentes com um vendaval de processos que se aproveitam do clima político pró-homossexualismo do Brasil.

Em 5 de agosto, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrou com uma queixa criminal contra vários sites por desmascararem o fato de que o líder do movimento homossexual do Brasil, Luiz Mott, promove a pedofilia e a pederastia (veja a recente cobertura de LifeSiteNews em http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html).

Os sites Mídia Sem Máscara, Ministério Apologético Cacp e JesusSite são acusados de “charlatanismo, infâmia, difamação e calúnia”, por terem citado numerosas declarações de Mott aprovando sexo com crianças e adolescentes. A ABGLT está solicitando processos criminais e também indenizações financeiras.

Na semana passada, a ABGLT também entrou com uma ação contra Rozangela Alves Justino, uma psicóloga brasileira que oferece terapia aos homossexuais que desejam mudar sua orientação. O Conselho Federal de Psicologia do Brasil decidiu que os psicólogos estão proibidos de realizar terapia reparativa na área da homossexualidade, e a ABGLT está solicitando que a licença de Rozangela seja revogada.

A organização se queixa de que Rozangela é “adversária do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, e tem se destacado no cenário nacional por apoiar e desenvolver programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

Recentemente, a ABGLT também solicitou que Silas Malafaia, um famoso psicólogo e pastor brasileiro, seja investigado por comentários que ele fez num programa de TV se opondo à conduta homossexual, ao aborto e às pesquisas com células-tronco. De acordo com o site homossexual brasileiro gay1.com.br, Malafaia “retrata a homossexualidade e a luta dos homossexuais pela igualdade de direitos de maneira claramente discriminatória”. A ABGLT solicita que os procuradores determinem medidas a serem tomadas contra Malafaia e as estações de TV que transmitiram o programa.

Olavo de Carvalho, editor do Mídia Sem Máscara e colunista de jornais brasileiros, diz que os processos são uma tentativa de intimidar os oponentes do movimento homossexual do Brasil e desviar a atenção de uma investigação criminal contra Mott e outros líderes homossexuais por defenderem a pederastia e o abuso sexual de crianças.

Carvalho disse para LifeSiteNews que ele vê a busca de poder do movimento homossexual como um dos componentes do movimento socialista do Brasil, que está buscando mais e mais poder. “Creio que eles realmente querem muito poder, porque o movimento homossexual não é independente. É parte da máquina esquerdista. E a esquerda agora no Brasil tem poder quase que total. Eles controlam tudo. Eles são mais poderosos do que o próprio Estado brasileiro, e isso não é o suficiente para eles. Eles querem mais e mais e mais, e o movimento homossexual é um instrumento dessa estratégia”.

Embora uma lei proibindo críticas ao homossexualismo tenha sido proposta, ainda não foi aprovada. Apesar disso, muitos juízes brasileiros simplesmente agem como se tal proibição já existisse. “Eles estão procedendo como se a lei existisse… Eles querem forçar o Congresso a aprovar a lei, de modo que agem como se a lei já tivesse sido aprovada. Muitos brasileiros crêem que essa lei realmente existe. É um tipo de fraude psicológica”, disse Carvalho.

Os homossexuais brasileiros conquistaram vitórias no passado com essa estratégia. O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente da Associação Pró-Vida de Anápolis, foi legalmente obrigado a pagar uma multa de 6.000 reais em 2005 por chamar a antropóloga pró-aborto Débora Diniz Rodrigues “pró-aborto”. O juiz que presidiu o caso considerou o rótulo “ofensivo”. O Pe. Lodi apelou, mas a decisão foi sustentada.

Em junho deste ano, uma coalizão de grupos protestantes, a Visão Nacional para uma Consciência Cristã (VINACC), foi legalmente obrigada a parar sua campanha em defesa dos valores da família contra o ativismo homossexual. Eles receberam ordens de remover outdoors e anúncios de sua campanha, e de cancelar um evento público já programado, porque, de acordo com o tribunal, a campanha deles era “homofóbica”.

Contudo, nem todas as tentativas de intimidar e silenciar os oponentes da conduta homossexual tiveram êxito.

Em 29 de maio deste ano, um pastor luterano da cidade brasileira de Rancho Queimado, o Rev. Ademir Kreutzfeld, foi submetido a uma investigação criminal quando foi acusado de telefonar para estabelecimentos comerciais locais num esforço para informá-los de que um jornal que eles estavam patrocinando estava promovendo a agenda homossexual. O ativista homossexual que possui o jornal entrou com queixa contra o pastor por “difamação”. Contudo, em 29 de agosto, Kreutzfeld alegremente anunciou que depois de uma breve audiência que foi “muito bem conduzida” pela juíza, o queixoso desistiu das acusações.

Olavo de Carvalho observa que no atual clima político, tal decisão pode prosseguir numa ou outra direção, dependendo totalmente da filosofia do juiz escolhido. “É impossível predizer essas coisas porque tudo depende de qual juiz julgará a queixa, e isso é imprevisível porque a seleção do juiz é feita a esmo… nunca sabemos… pode acontecer qualquer coisa”, disse ele.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

O artigo original encontra-se aqui: http://www.lifesite.net/ldn/2007/aug/07083007.html


Artigos anteriores de LifeSiteNews:

Leader of Brazil Homosexual Movement Under Investigation for Pedophilia
http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html

Brazilian Priests Could Face Jail-time for Saying that Homosexuality is A Sin
http://www.lifesite.net/ldn/2007/mar/07031904.html

BRAZIL ELECTS PRO-ABORTION, ANTI-FAMILY PRESIDENT
http://www.lifesite.net/ldn/2002/oct/02102803.html

Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 31 de agosto de 2007

Grupos gays brasileiros lançam múltiplas ações legais para silenciar a oposição cristã

Vendaval de processos é tentativa de impedir críticas ao movimento homossexual

Matthew Cullinan Hoffman

Brasil, 29 de agosto de 2007 (LifeSiteNews.com) — Nas semanas recentes, grupos homossexuais do Brasil vêm tentando silenciar seus oponentes com um vendaval de processos que se aproveitam do clima político pró-homossexualismo do Brasil.

Em 5 de agosto, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrou com uma queixa criminal contra vários sites por desmascararem o fato de que o líder do movimento homossexual do Brasil, Luiz Mott, promove a pedofilia e a pederastia (veja a recente cobertura de LifeSiteNews em http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html).

Os sites Mídia Sem Máscara, Ministério Apologético Cacp e JesusSite são acusados de “charlatanismo, infâmia, difamação e calúnia”, por terem citado numerosas declarações de Mott aprovando sexo com crianças e adolescentes. A ABGLT está solicitando processos criminais e também indenizações financeiras.

Na semana passada, a ABGLT também entrou com uma ação contra Rozangela Alves Justino, uma psicóloga brasileira que oferece terapia aos homossexuais que desejam mudar sua orientação. O Conselho Federal de Psicologia do Brasil decidiu que os psicólogos estão proibidos de realizar terapia reparativa na área da homossexualidade, e a ABGLT está solicitando que a licença de Rozangela seja revogada.

A organização se queixa de que Rozangela é “adversária do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, e tem se destacado no cenário nacional por apoiar e desenvolver programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

Recentemente, a ABGLT também solicitou que Silas Malafaia, um famoso psicólogo e pastor brasileiro, seja investigado por comentários que ele fez num programa de TV se opondo à conduta homossexual, ao aborto e às pesquisas com células-tronco. De acordo com o site homossexual brasileiro gay1.com.br, Malafaia “retrata a homossexualidade e a luta dos homossexuais pela igualdade de direitos de maneira claramente discriminatória”. A ABGLT solicita que os procuradores determinem medidas a serem tomadas contra Malafaia e as estações de TV que transmitiram o programa.

Olavo de Carvalho, editor do Mídia Sem Máscara e colunista de jornais brasileiros, diz que os processos são uma tentativa de intimidar os oponentes do movimento homossexual do Brasil e desviar a atenção de uma investigação criminal contra Mott e outros líderes homossexuais por defenderem a pederastia e o abuso sexual de crianças.

Carvalho disse para LifeSiteNews que ele vê a busca de poder do movimento homossexual como um dos componentes do movimento socialista do Brasil, que está buscando mais e mais poder. “Creio que eles realmente querem muito poder, porque o movimento homossexual não é independente. É parte da máquina esquerdista. E a esquerda agora no Brasil tem poder quase que total. Eles controlam tudo. Eles são mais poderosos do que o próprio Estado brasileiro, e isso não é o suficiente para eles. Eles querem mais e mais e mais, e o movimento homossexual é um instrumento dessa estratégia”.

Embora uma lei proibindo críticas ao homossexualismo tenha sido proposta, ainda não foi aprovada. Apesar disso, muitos juízes brasileiros simplesmente agem como se tal proibição já existisse. “Eles estão procedendo como se a lei existisse… Eles querem forçar o Congresso a aprovar a lei, de modo que agem como se a lei já tivesse sido aprovada. Muitos brasileiros crêem que essa lei realmente existe. É um tipo de fraude psicológica”, disse Carvalho.

Os homossexuais brasileiros conquistaram vitórias no passado com essa estratégia. O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente da Associação Pró-Vida de Anápolis, foi legalmente obrigado a pagar uma multa de 6.000 reais em 2005 por chamar a antropóloga pró-aborto Débora Diniz Rodrigues “pró-aborto”. O juiz que presidiu o caso considerou o rótulo “ofensivo”. O Pe. Lodi apelou, mas a decisão foi sustentada.

Em junho deste ano, uma coalizão de grupos protestantes, a Visão Nacional para uma Consciência Cristã (VINACC), foi legalmente obrigada a parar sua campanha em defesa dos valores da família contra o ativismo homossexual. Eles receberam ordens de remover outdoors e anúncios de sua campanha, e de cancelar um evento público já programado, porque, de acordo com o tribunal, a campanha deles era “homofóbica”.

Contudo, nem todas as tentativas de intimidar e silenciar os oponentes da conduta homossexual tiveram êxito.

Em 29 de maio deste ano, um pastor luterano da cidade brasileira de Rancho Queimado, o Rev. Ademir Kreutzfeld, foi submetido a uma investigação criminal quando foi acusado de telefonar para estabelecimentos comerciais locais num esforço para informá-los de que um jornal que eles estavam patrocinando estava promovendo a agenda homossexual. O ativista homossexual que possui o jornal entrou com queixa contra o pastor por “difamação”. Contudo, em 29 de agosto, Kreutzfeld alegremente anunciou que depois de uma breve audiência que foi “muito bem conduzida” pela juíza, o queixoso desistiu das acusações.

Olavo de Carvalho observa que no atual clima político, tal decisão pode prosseguir numa ou outra direção, dependendo totalmente da filosofia do juiz escolhido. “É impossível predizer essas coisas porque tudo depende de qual juiz julgará a queixa, e isso é imprevisível porque a seleção do juiz é feita a esmo… nunca sabemos… pode acontecer qualquer coisa”, disse ele.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

O artigo original encontra-se aqui: http://www.lifesite.net/ldn/2007/aug/07083007.html


Artigos anteriores de LifeSiteNews:

Leader of Brazil Homosexual Movement Under Investigation for Pedophilia
http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07073011.html

Brazilian Priests Could Face Jail-time for Saying that Homosexuality is A Sin
http://www.lifesite.net/ldn/2007/mar/07031904.html

BRAZIL ELECTS PRO-ABORTION, ANTI-FAMILY PRESIDENT
http://www.lifesite.net/ldn/2002/oct/02102803.html

>LifeSiteNews, o mais conhecido site pró-vida de língua inglesa, entrevista Julio Severo

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 30 de agosto de 2007

LifeSiteNews, o mais conhecido site pró-vida de língua inglesa, entrevista Julio Severo

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 30 de agosto de 2007

LifeSiteNews, o mais conhecido site pró-vida de língua inglesa, entrevista Julio Severo

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 30 de agosto de 2007

>Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

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Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Julio Severo

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) formalizou dia 27 de agosto, junto ao Ministério Público Federal, pedido de tomada de providências referente à edição do Programa do Pastor Silas Malafaia, “Vitória em Cristo”, veiculado pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV no dia 4 de agosto, e atualmente disponível na Internet, no endereço http://prsilasmalafaia.com.br/.

A edição em questão do programa trata de “Homossexualismo, aborto e células-tronco”, e retrata a homossexualidade de acordo com os ensinamentos da Bíblia. A ABGLT vê essa pregação como claramente discriminatória e como agressão à luta dos militantes gayzistas pela implementação de sua agenda na sociedade.

A ABGLT solicitou ao Ministério Público que:

1) Averigúe a infração da legislação referente a emissoras de televisão pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV, com a aplicação das medidas cabíveis, bem como a concessão do direito a resposta pela ABGLT.

2) Promova ações contra atitudes contrárias ao homossexualismo, tanto por parte das duas emissoras quanto por parte do próprio Pastor Malafaia.

A mesma solicitação de tomada de providências foi encaminhada para o serviço de Ouvidoria do Ministério das Comunicações e também para o sistema de denúncias da Campanha Ética na TV, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Essa ação contra o pastor e psicólogo Silas Malafaia segue outras ações da mesma entidade. No dia 3 de agosto, a ABGLT entrou com uma representação junto à Procuradoria da República no Estado da Bahia em defesa do líder máximo do movimento homossexual brasileiro, Luiz Mott e em desfavor dos criadores dos sites evangélicos Jesussite e Ministério Apologético Cacp e o site de informação Mídia Sem Máscara. Cada um desses sites publica, há muitos anos, artigos de Julio Severo.

Com óbvia meta de perseguição, a representação gayzista pede aos promotores federais que apurem “o crime de curandeirismo, charlatanismo, infâmia, difamação” e calúnia praticados pelos sites religiosos, além da abertura de uma ação penal.

A ABGLT também entrou com uma representação no dia 21 de agosto contra a psicóloga Rozangela Alves Justino, no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Outros 71 psicólogos pró-homossexualismo assinaram a ação.

O argumento da ABGLT é que a psicóloga evangélica “apóia e desenvolve programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

É evidente que as ações da ABGLT são uma tentativa de silenciar oficialmente as vozes cristãs que ousam dizer exatamente o que a Bíblia ensina:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Quais serão as próximas ações da ABGLT e outras entidades de militantes gayzistas? Entrar com pedido de providências contra as passagens da Bíblia que de maneira clara e inequívoca condenam o ato de homens fazerem sexo com homens? Deverão essas passagens ser removidas das Bíblias? Ou será que a produção e distribuição de Bíblias deverá ser legalmente proibida?

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Em defesa da homofobia

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Julio Severo

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) formalizou dia 27 de agosto, junto ao Ministério Público Federal, pedido de tomada de providências referente à edição do Programa do Pastor Silas Malafaia, “Vitória em Cristo”, veiculado pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV no dia 4 de agosto, e atualmente disponível na Internet, no endereço http://prsilasmalafaia.com.br/.

A edição em questão do programa trata de “Homossexualismo, aborto e células-tronco”, e retrata a homossexualidade de acordo com os ensinamentos da Bíblia. A ABGLT vê essa pregação como claramente discriminatória e como agressão à luta dos militantes gayzistas pela implementação de sua agenda na sociedade.

A ABGLT solicitou ao Ministério Público que:

1) Averigúe a infração da legislação referente a emissoras de televisão pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV, com a aplicação das medidas cabíveis, bem como a concessão do direito a resposta pela ABGLT.

2) Promova ações contra atitudes contrárias ao homossexualismo, tanto por parte das duas emissoras quanto por parte do próprio Pastor Malafaia.

A mesma solicitação de tomada de providências foi encaminhada para o serviço de Ouvidoria do Ministério das Comunicações e também para o sistema de denúncias da Campanha Ética na TV, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Essa ação contra o pastor e psicólogo Silas Malafaia segue outras ações da mesma entidade. No dia 3 de agosto, a ABGLT entrou com uma representação junto à Procuradoria da República no Estado da Bahia em defesa do líder máximo do movimento homossexual brasileiro, Luiz Mott e em desfavor dos criadores dos sites evangélicos Jesussite e Ministério Apologético Cacp e o site de informação Mídia Sem Máscara. Cada um desses sites publica, há muitos anos, artigos de Julio Severo.

Com óbvia meta de perseguição, a representação gayzista pede aos promotores federais que apurem “o crime de curandeirismo, charlatanismo, infâmia, difamação” e calúnia praticados pelos sites religiosos, além da abertura de uma ação penal.

A ABGLT também entrou com uma representação no dia 21 de agosto contra a psicóloga Rozangela Alves Justino, no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Outros 71 psicólogos pró-homossexualismo assinaram a ação.

O argumento da ABGLT é que a psicóloga evangélica “apóia e desenvolve programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

É evidente que as ações da ABGLT são uma tentativa de silenciar oficialmente as vozes cristãs que ousam dizer exatamente o que a Bíblia ensina:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Quais serão as próximas ações da ABGLT e outras entidades de militantes gayzistas? Entrar com pedido de providências contra as passagens da Bíblia que de maneira clara e inequívoca condenam o ato de homens fazerem sexo com homens? Deverão essas passagens ser removidas das Bíblias? Ou será que a produção e distribuição de Bíblias deverá ser legalmente proibida?

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Em defesa da homofobia

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Julio Severo

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) formalizou dia 27 de agosto, junto ao Ministério Público Federal, pedido de tomada de providências referente à edição do Programa do Pastor Silas Malafaia, “Vitória em Cristo”, veiculado pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV no dia 4 de agosto, e atualmente disponível na Internet, no endereço http://prsilasmalafaia.com.br/.

A edição em questão do programa trata de “Homossexualismo, aborto e células-tronco”, e retrata a homossexualidade de acordo com os ensinamentos da Bíblia. A ABGLT vê essa pregação como claramente discriminatória e como agressão à luta dos militantes gayzistas pela implementação de sua agenda na sociedade.

A ABGLT solicitou ao Ministério Público que:

1) Averigúe a infração da legislação referente a emissoras de televisão pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV, com a aplicação das medidas cabíveis, bem como a concessão do direito a resposta pela ABGLT.

2) Promova ações contra atitudes contrárias ao homossexualismo, tanto por parte das duas emissoras quanto por parte do próprio Pastor Malafaia.

A mesma solicitação de tomada de providências foi encaminhada para o serviço de Ouvidoria do Ministério das Comunicações e também para o sistema de denúncias da Campanha Ética na TV, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Essa ação contra o pastor e psicólogo Silas Malafaia segue outras ações da mesma entidade. No dia 3 de agosto, a ABGLT entrou com uma representação junto à Procuradoria da República no Estado da Bahia em defesa do líder máximo do movimento homossexual brasileiro, Luiz Mott e em desfavor dos criadores dos sites evangélicos Jesussite e Ministério Apologético Cacp e o site de informação Mídia Sem Máscara. Cada um desses sites publica, há muitos anos, artigos de Julio Severo.

Com óbvia meta de perseguição, a representação gayzista pede aos promotores federais que apurem “o crime de curandeirismo, charlatanismo, infâmia, difamação” e calúnia praticados pelos sites religiosos, além da abertura de uma ação penal.

A ABGLT também entrou com uma representação no dia 21 de agosto contra a psicóloga Rozangela Alves Justino, no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Outros 71 psicólogos pró-homossexualismo assinaram a ação.

O argumento da ABGLT é que a psicóloga evangélica “apóia e desenvolve programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

É evidente que as ações da ABGLT são uma tentativa de silenciar oficialmente as vozes cristãs que ousam dizer exatamente o que a Bíblia ensina:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Quais serão as próximas ações da ABGLT e outras entidades de militantes gayzistas? Entrar com pedido de providências contra as passagens da Bíblia que de maneira clara e inequívoca condenam o ato de homens fazerem sexo com homens? Deverão essas passagens ser removidas das Bíblias? Ou será que a produção e distribuição de Bíblias deverá ser legalmente proibida?

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Em defesa da homofobia

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

Grupo gayzista pede providências contra o programa de TV “Vitória em Cristo” do Pr. Silas Malafaia

Julio Severo

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) formalizou dia 27 de agosto, junto ao Ministério Público Federal, pedido de tomada de providências referente à edição do Programa do Pastor Silas Malafaia, “Vitória em Cristo”, veiculado pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV no dia 4 de agosto, e atualmente disponível na Internet, no endereço http://prsilasmalafaia.com.br/.

A edição em questão do programa trata de “Homossexualismo, aborto e células-tronco”, e retrata a homossexualidade de acordo com os ensinamentos da Bíblia. A ABGLT vê essa pregação como claramente discriminatória e como agressão à luta dos militantes gayzistas pela implementação de sua agenda na sociedade.

A ABGLT solicitou ao Ministério Público que:

1) Averigúe a infração da legislação referente a emissoras de televisão pela Rede Bandeirantes e pela Rede TV, com a aplicação das medidas cabíveis, bem como a concessão do direito a resposta pela ABGLT.

2) Promova ações contra atitudes contrárias ao homossexualismo, tanto por parte das duas emissoras quanto por parte do próprio Pastor Malafaia.

A mesma solicitação de tomada de providências foi encaminhada para o serviço de Ouvidoria do Ministério das Comunicações e também para o sistema de denúncias da Campanha Ética na TV, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Essa ação contra o pastor e psicólogo Silas Malafaia segue outras ações da mesma entidade. No dia 3 de agosto, a ABGLT entrou com uma representação junto à Procuradoria da República no Estado da Bahia em defesa do líder máximo do movimento homossexual brasileiro, Luiz Mott e em desfavor dos criadores dos sites evangélicos Jesussite e Ministério Apologético Cacp e o site de informação Mídia Sem Máscara. Cada um desses sites publica, há muitos anos, artigos de Julio Severo.

Com óbvia meta de perseguição, a representação gayzista pede aos promotores federais que apurem “o crime de curandeirismo, charlatanismo, infâmia, difamação” e calúnia praticados pelos sites religiosos, além da abertura de uma ação penal.

A ABGLT também entrou com uma representação no dia 21 de agosto contra a psicóloga Rozangela Alves Justino, no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Outros 71 psicólogos pró-homossexualismo assinaram a ação.

O argumento da ABGLT é que a psicóloga evangélica “apóia e desenvolve programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade”.

É evidente que as ações da ABGLT são uma tentativa de silenciar oficialmente as vozes cristãs que ousam dizer exatamente o que a Bíblia ensina:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Quais serão as próximas ações da ABGLT e outras entidades de militantes gayzistas? Entrar com pedido de providências contra as passagens da Bíblia que de maneira clara e inequívoca condenam o ato de homens fazerem sexo com homens? Deverão essas passagens ser removidas das Bíblias? Ou será que a produção e distribuição de Bíblias deverá ser legalmente proibida?

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

Em defesa da homofobia

>Lei da Mordaça – Projeto pretende pôr na cadeia quem fala mal do homossexualismo

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

>

Lei da Mordaça – Projeto pretende pôr na cadeia quem fala mal do homossexualismo

Élidi Miranda

Em meados de março, enquanto o Brasil inteiro discutia quando, finalmente, o jogador Romário faria seu milésimo gol, outro debate, bem menos acalorado, mas envolvendo a violação do direito de alguns milhões de brasileiros, acontecia quase silencioso em uma das comissões do Senado Federal.

A comissão era a de Direitos Humanos (CDH) e o projeto de lei em questão o PL 5003B/2001, que, no Senado, ganhou a numeração 122/2006.Nascido na Câmara pelas mãos da então deputada Iara Bernardes (PT-SP), foi aprovado naquela casa no apagar das luzes da última legislatura – mais precisamente no dia 23 de novembro de 2006 – com um pequeníssimo quorum.

O projeto, mais conhecido como Lei da Homofobia, prevê justa punição de indivíduos violentos e insanos que se sentem no direito de insultar ou molestar outros cidadãos apenas em função da sua raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero -, embora o Código Penal já o faça há muito tempo. Entretanto, possui alguns pontos polêmicos, inclusive inconstitucionais.

Seu artigo 20, por exemplo, estabelece como crime o praticar, induzir ou incitar a discriminação, envolvendo a prática de qualquer ação violenta, constrangedora, intimatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Trocando em miúdos, o que esse artigo quer dizer é que qualquer brasileiro será considerado um criminoso se criticar ou manifestar-se contrário à prática da homossexualidade.

O projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião, que é uma das formas mais execráveis de opressão. [...] O direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado, observou o jurista Célio Borja, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), no artigo intitulado A liberdade de pensar e julgar a homofobia.

Sobre o mesmo ponto do projeto de lei, o filósofo e escritor Olavo de Carvalho escreveu em sua coluna no Jornal do Brasil de 29 de março de 2007: O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior às críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autodenominaram deuses.

Campanha na Internet

Na opinião de alguns juristas, o projeto pode abrir precedentes jurídicos perigosos. Quem se o próximo passo não será proibir a utilização da Bíblia, já que, em uma passagem, São Paulo recrimina a conduta de homens que se deitam com homens? [...] É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – o homossexualismo é uma virtude – e proibindo qualquer oposição a essa “verdade” (sob pena de prisão), nada importando que a posição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso, afirma o promotor de Justiça, Cláudio da Silva Leiria, em artigo publicado no site Ponto Jurídico.

Para o advogado evangélico Zenóbio Fonseca, o projeto entra em conflito direto com os princípios irrevogáveis de garantia às liberdade de pensamento, de consciência e de religião expressos no Artigo 5º da Constituição Federal e, por isso, deveria ser sumariamente arquivado.

“À luz do artigo 20, parágrafo 5º do projeto de lei, as pessoas que pregarem a Bíblia – valores éticos, morais, filosóficos ou psicológicos – poderão ser enquadrados e penalizados pela lei anti-homofobia. O fato é tão cristalino que já existe, no Brasil, psicólogo evangélico sendo processado por ajudar pessoas, em crise emocional, a deixarem a vivência da homossexualidade. Estamos a um passo de uma possível perseguição religiosa por expressar a fé e seus valores genuínos”, analisa o advogado, um dos responsáveis pela campanha deflagrada pela Internet, no mês de março, que mobilizou centenas – talvez milhares – de evangélicos e outros cristãos do Brasil contra a aprovação do projeto na CDH do Senado.

Seu artigo A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs, amplamente divulgado via mensagem de correio eletrônico, ajudou a despertar cristãos e lideranças evangélicas para a tramitação do projeto que corria praticamente à surdina. A campanha incentivava os cidadãos a escreverem e-mails e telefonarem aos gabinetes dos senadores alertando para a gravidade da matéria que seria votada na CDH no dia 15 de março.

Não é possível mensurar todo o alcance do movimento, mas o fato é que, no dia marcado para a votação do projeto na comissão, sua relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) – que dera parecer favorável à redação do texto -, pediu a retirada da matéria da pauta para que a comissão pudesse analisá-la melhor.

“Isso ocorreu em razão de diversas manifestações da sociedade que chegaram ao meu gabinete e também aos dos senadores membros da CDH. Foram manifestações que tratavam de diversos artigos do projeto. Então, pedi a retirada para dar a oportunidade às pessoas, inclusive senadores que não são membros da CDH, de apresentarem suas sugestões”, explica Fátima Cleide.

Para o escritor evangélico Júlio Severo, autor do livro O movimento homossexual (Editora Betânia) e um dos responsáveis por deflagrar a campanha dos e-mails, a participação dos cristãos foi decisiva nesse processo.

“A mobilização evangélica, com e-mails e telefonemas, ajudou a provocar uma pausa necessária. A partir do momento em que um alerta sério é veiculado pela internet, espalham-se as fagulhas, o fogo cresce e ninguém tem controlo sobre o incêndio. Muitos evangélicos e católicos estão se mobilizando contra o projeto anti-homofobia por perceberem que as implicações, cedo ou tarde, atingirão em cheio sua liberdade de expressar o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo e também sua liberdade de tratar o homossexualismo do jeito que a Bíblia trata.”

Caminho perigoso

Depois de retirado da pauta da CDH, o projeto passou a se analisado por um Grupo de Trabalho (GT), composto por alguns parlamentares. Os senadores Flávio Arns (PT-PR), Gilvam Borges (PMDB-AP), Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), integrantes do GT, foram procurados por nossa reportagem, mas somente Torres e Crivella responderam às perguntas da redação.

Para o senador Marcelo Crivella, o projeto de lei conduz a sociedade a um caminho perigoso. “Antigamente, homossexualismo era uma coisa escondida. Depois, passou a ser tolerável. Hoje é enaltecido. Com esse projeto, passa a ser protegido até de críticas. Temo que um dia se torne obrigatório”, ironiza o senador.

Segundo Crivella, seu trabalho no GT consistia em tentar conscientizar seus colegas da inconstitucionalidade da matéria, por não respeitar o direito de opinião de quem é contrário ao homossexualismo e por poder interferir em questões de fé. “É inaceitável que uma lei proíba um sacerdote, seja católico ou protestante, de pregar do púlpito que o homossexualismo é pecado.

É inaceitável também, que a lei tente interferir no direito de uma congregação de afastar um padre ou pastor, que, optando pelo homossexualismo, contrarie os princípios pelos quais se apóia a convenção religiosa daquela igreja”. Seu colega Demóstenes Torres discorda.

“O que o projeto de lei busca proibir é a discriminação à pessoa. O entendimento religioso de censura acerca de determinada prática ou condição não será considerado crime. Condenar o homossexualismo é diferente de condenar (discriminar) o homossexual”, minimiza.

Seja como for, o fato é que os congressistas parecem ter pressa em relação à votação do projeto. O presidente da CDH, senador Paulo Paim, afirmou, segundo nota veiculada em sites dirigidos ao público homossexual, que o PL 122/2006 seria votado em 15 dias a contar da data da instalação do GT (29 de março) com ou sem acordo entre os parlamentares contrários e favoráveis ao texto.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – para onde as matérias seguem, se aprovadas na CDH – já teria até um esboço de parecer favorável ao projeto de lei recomendando sua aprovação.

Se for aprovado nessas comissões, o projeto será levado ao plenário do Senado. Se não houver modificações, irá à sanção do presidente da República. Até o fechamento desta edição, a matéria permanecia no CDH, mas a julgar pela pressa tão incomum dos parlamentares para aprová-la – tantos outros projetos de lei de interesse nacional levam vários anos nas comissões até serem aprovados -, é possível que, ao ler essa reportagem o leitor já esteja vivendo em um país no qual a liberdade de opinião, de expressão e – quem sabe – de crença, jazam sufocadas pela bandeira do arco-íris.

Fonte: Revista Graça/ Show da Fé, maio de 2007.

www.juliosevero.com.br

Lei da Mordaça – Projeto pretende pôr na cadeia quem fala mal do homossexualismo

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 28 de agosto de 2007

Lei da Mordaça – Projeto pretende pôr na cadeia quem fala mal do homossexualismo

Élidi Miranda

Em meados de março, enquanto o Brasil inteiro discutia quando, finalmente, o jogador Romário faria seu milésimo gol, outro debate, bem menos acalorado, mas envolvendo a violação do direito de alguns milhões de brasileiros, acontecia quase silencioso em uma das comissões do Senado Federal.

A comissão era a de Direitos Humanos (CDH) e o projeto de lei em questão o PL 5003B/2001, que, no Senado, ganhou a numeração 122/2006.Nascido na Câmara pelas mãos da então deputada Iara Bernardes (PT-SP), foi aprovado naquela casa no apagar das luzes da última legislatura – mais precisamente no dia 23 de novembro de 2006 – com um pequeníssimo quorum.

O projeto, mais conhecido como Lei da Homofobia, prevê justa punição de indivíduos violentos e insanos que se sentem no direito de insultar ou molestar outros cidadãos apenas em função da sua raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero -, embora o Código Penal já o faça há muito tempo. Entretanto, possui alguns pontos polêmicos, inclusive inconstitucionais.

Seu artigo 20, por exemplo, estabelece como crime o praticar, induzir ou incitar a discriminação, envolvendo a prática de qualquer ação violenta, constrangedora, intimatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Trocando em miúdos, o que esse artigo quer dizer é que qualquer brasileiro será considerado um criminoso se criticar ou manifestar-se contrário à prática da homossexualidade.

O projeto nº 122/2006 (numeração do Senado) restabelece o delito de opinião, que é uma das formas mais execráveis de opressão. [...] O direito de não considerar natural, próprio e conveniente, ou de qualificar como moral, filosófica ou psicologicamente inaceitável o comportamento homossexual não seria mais tolerado, observou o jurista Célio Borja, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), no artigo intitulado A liberdade de pensar e julgar a homofobia.

Sobre o mesmo ponto do projeto de lei, o filósofo e escritor Olavo de Carvalho escreveu em sua coluna no Jornal do Brasil de 29 de março de 2007: O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior às críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autodenominaram deuses.

Campanha na Internet

Na opinião de alguns juristas, o projeto pode abrir precedentes jurídicos perigosos. Quem se o próximo passo não será proibir a utilização da Bíblia, já que, em uma passagem, São Paulo recrimina a conduta de homens que se deitam com homens? [...] É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – o homossexualismo é uma virtude – e proibindo qualquer oposição a essa “verdade” (sob pena de prisão), nada importando que a posição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso, afirma o promotor de Justiça, Cláudio da Silva Leiria, em artigo publicado no site Ponto Jurídico.

Para o advogado evangélico Zenóbio Fonseca, o projeto entra em conflito direto com os princípios irrevogáveis de garantia às liberdade de pensamento, de consciência e de religião expressos no Artigo 5º da Constituição Federal e, por isso, deveria ser sumariamente arquivado.

“À luz do artigo 20, parágrafo 5º do projeto de lei, as pessoas que pregarem a Bíblia – valores éticos, morais, filosóficos ou psicológicos – poderão ser enquadrados e penalizados pela lei anti-homofobia. O fato é tão cristalino que já existe, no Brasil, psicólogo evangélico sendo processado por ajudar pessoas, em crise emocional, a deixarem a vivência da homossexualidade. Estamos a um passo de uma possível perseguição religiosa por expressar a fé e seus valores genuínos”, analisa o advogado, um dos responsáveis pela campanha deflagrada pela Internet, no mês de março, que mobilizou centenas – talvez milhares – de evangélicos e outros cristãos do Brasil contra a aprovação do projeto na CDH do Senado.

Seu artigo A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs, amplamente divulgado via mensagem de correio eletrônico, ajudou a despertar cristãos e lideranças evangélicas para a tramitação do projeto que corria praticamente à surdina. A campanha incentivava os cidadãos a escreverem e-mails e telefonarem aos gabinetes dos senadores alertando para a gravidade da matéria que seria votada na CDH no dia 15 de março.

Não é possível mensurar todo o alcance do movimento, mas o fato é que, no dia marcado para a votação do projeto na comissão, sua relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) – que dera parecer favorável à redação do texto -, pediu a retirada da matéria da pauta para que a comissão pudesse analisá-la melhor.

“Isso ocorreu em razão de diversas manifestações da sociedade que chegaram ao meu gabinete e também aos dos senadores membros da CDH. Foram manifestações que tratavam de diversos artigos do projeto. Então, pedi a retirada para dar a oportunidade às pessoas, inclusive senadores que não são membros da CDH, de apresentarem suas sugestões”, explica Fátima Cleide.

Para o escritor evangélico Júlio Severo, autor do livro O movimento homossexual (Editora Betânia) e um dos responsáveis por deflagrar a campanha dos e-mails, a participação dos cristãos foi decisiva nesse processo.

“A mobilização evangélica, com e-mails e telefonemas, ajudou a provocar uma pausa necessária. A partir do momento em que um alerta sério é veiculado pela internet, espalham-se as fagulhas, o fogo cresce e ninguém tem controlo sobre o incêndio. Muitos evangélicos e católicos estão se mobilizando contra o projeto anti-homofobia por perceberem que as implicações, cedo ou tarde, atingirão em cheio sua liberdade de expressar o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo e também sua liberdade de tratar o homossexualismo do jeito que a Bíblia trata.”

Caminho perigoso

Depois de retirado da pauta da CDH, o projeto passou a se analisado por um Grupo de Trabalho (GT), composto por alguns parlamentares. Os senadores Flávio Arns (PT-PR), Gilvam Borges (PMDB-AP), Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), integrantes do GT, foram procurados por nossa reportagem, mas somente Torres e Crivella responderam às perguntas da redação.

Para o senador Marcelo Crivella, o projeto de lei conduz a sociedade a um caminho perigoso. “Antigamente, homossexualismo era uma coisa escondida. Depois, passou a ser tolerável. Hoje é enaltecido. Com esse projeto, passa a ser protegido até de críticas. Temo que um dia se torne obrigatório”, ironiza o senador.

Segundo Crivella, seu trabalho no GT consistia em tentar conscientizar seus colegas da inconstitucionalidade da matéria, por não respeitar o direito de opinião de quem é contrário ao homossexualismo e por poder interferir em questões de fé. “É inaceitável que uma lei proíba um sacerdote, seja católico ou protestante, de pregar do púlpito que o homossexualismo é pecado.

É inaceitável também, que a lei tente interferir no direito de uma congregação de afastar um padre ou pastor, que, optando pelo homossexualismo, contrarie os princípios pelos quais se apóia a convenção religiosa daquela igreja”. Seu colega Demóstenes Torres discorda.

“O que o projeto de lei busca proibir é a discriminação à pessoa. O entendimento religioso de censura acerca de determinada prática ou condição não será considerado crime. Condenar o homossexualismo é diferente de condenar (discriminar) o homossexual”, minimiza.

Seja como for, o fato é que os congressistas parecem ter pressa em relação à votação do projeto. O presidente da CDH, senador Paulo Paim, afirmou, segundo nota veiculada em sites dirigidos ao público homossexual, que o PL 122/2006 seria votado em 15 dias a contar da data da instalação do GT (29 de março) com ou sem acordo entre os parlamentares contrários e favoráveis ao texto.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – para onde as matérias seguem, se aprovadas na CDH – já teria até um esboço de parecer favorável ao projeto de lei recomendando sua aprovação.

Se for aprovado nessas comissões, o projeto será levado ao plenário do Senado. Se não houver modificações, irá à sanção do presidente da República. Até o fechamento desta edição, a matéria permanecia no CDH, mas a julgar pela pressa tão incomum dos parlamentares para aprová-la – tantos outros projetos de lei de interesse nacional levam vários anos nas comissões até serem aprovados -, é possível que, ao ler essa reportagem o leitor já esteja vivendo em um país no qual a liberdade de opinião, de expressão e – quem sabe – de crença, jazam sufocadas pela bandeira do arco-íris.

Fonte: Revista Graça/ Show da Fé, maio de 2007.

www.juliosevero.com.br

>O Evangelho segundo Luiz Mott

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 27 de agosto de 2007

>

O Evangelho segundo Luiz Mott

Olavo de Carvalho

O líder gay Luiz Mott, que se diz “Professor Doutor” e talvez o seja mesmo, já que os portadores desses títulos abundam nesta parte do universo, enviou ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara uma carta em que faz restrições literárias e teológicas ao meu artigo “Conspiração de Iniqüidades” (aqui publicado em 25 de junho, http://www.olavodecarvalho.org/semana/070625dc.html). Sob o primeiro aspecto, ele o chama de “prolixo e pedante texto”. Achei particularmente adorável esse negócio de “tetexto” logo na entrada de uma reprimenda estilística. Mas deixemos isso para lá. Os professores doutores, no Brasil, escrevem assim mesmo, e de há muito já desisti de fazer algo por eles.

No que diz respeito ao conteúdo, meu artigo, segundo o referido, “peca pelo abuso dos silogismos e calúnias contra a estratégia do Movimento Homossexual Brasileiro em ter reconhecidos seus direitos elementares de cidadania: do mesmo modo como os pastores e padres não podem nos púlpitos ou nas suas televisões citar e defender os versículos bíblicos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa, assim também, a Lei deve proteger os homossexuais dos ataques e calúnias de quantos abusam do santo nome de Deus para semear o ódio contra cidadãos homossexuais que jamais foram condenados pelo Filho de Deus, Nosso Senhora Jesus Cristo. Portanto, Olavo de Carvalho, o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva podem espernear a vontade, pois a história mais cedo que se espera, fará justiça contra esses fariseus, reconhecendo que também os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus. É legal ser homossexual!”

Eu gostaria de responder a isso, mas creio que não posso fazê-lo. A mensagem, breve o quanto seja, traz tantos pressupostos subentendidos que o simples esforço de elucidar o seu sentido vai consumir praticamente todo o espaço desse artigo.

Em primeiro lugar, se há na Bíblia “versículos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa”, então, evidentemente, o delito nefando de homofobia não está só nuns quantos padres, pastores e rabinos que “abusam do santo nome de Deus”, e sim na própria Bíblia. O livro sagrado dos cristãos e judeus, segundo o Professor Doutor Mott, é criminoso em si. O Professor Doutor se faz de humilde e inofensivo, fingindo criticar apenas uns tantos abusados, quando na verdade ataca e criminaliza duas religiões na sua base mesma, na raiz da sua tradição.

O Professor Doutor não prega abertamente a proibição do livro, mas deixa claro que só está disposto a permitir sua leitura em voz alta se ele for expurgado de todos os trechos considerados inconvenientes. A pergunta “Quem fará a seleção?” é ociosa, pois, de um lado, o Professor Doutor já considerou desqualificados para essa função “o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva”, subentendendo por esta expressão latina todos os desafetos do movimento gay; de outro lado, ele próprio já fixou o critério seletivo: devem ser excluídos todos os versículos desagradáveis aos gays, às feministas, aos abortistas, aos adeptos de religiões fetichistas e animistas, bem como aos não-cristãos e não-judeus em geral, que se sentem barbaramente discriminados ao ouvir dizer que os primeiros são Filhos de Deus e os segundos são o Povo Eleito. Também não é preciso perguntar o que sobrará da Bíblia depois dessa amputação. Não sobrará nada daquilo que hoje se entende por judaísmo ou cristianismo. O resíduo final não soará ofensivo a ninguém, exceto aos cristãos e judeus, esses discriminadores malditos.

Com relação aos versículos condenados, o Professor Doutor afirma taxativamente que os sacerdotes “não podem” citá-los ou defendê-los nem mesmo dentro de seus templos respectivos. Notem bem. Ele não diz que eles “não devem” fazê-lo. Ele não diz que eles “não poderão” fazê-lo se for aprovada uma lei que os proíba. Ele diz simplesmente “não podem”, no presente do indicativo. A proibição vigora portanto desde já, independentemente de aprovado ou não o projeto de lei dito “anti-homofóbico”. E não estão proibidos só os versículos anti-homossexuais, mas também os anti-feministas, anti-fetichistas, etc. etc. Estão proibidos não por alguma lei aprovada no Congresso, mas pela decisão soberana do Professor Doutor. Mais ainda: a expressão “não poder” não significa apenas ilegalidade ou proibição. Significa impedimento real, impossibilidade objetiva. Tão logo o Professor Doutor anunciou sua vontade, ela se impõe por si mesma como uma lei cósmica, e contrariá-la se torna tão inviável quanto reverter o curso dos astros ou fazer com que dois mais dois dêem cinco.

Se os leitores duvidam que a autoridade do Professor Doutor é divina, onipotente e onipresente, leiam com atenção. Ele acaba de impugnar o texto da Bíblia, e no instante seguinte fala em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só podemos concluir que a fonte de onde ele recebeu a mensagem divina não é a Bíblia nem as tradições baseadas nela. É uma revelação direta, que revoga a anterior e traz ao mundo um novo corpo de mandamentos. Mas, se os senhores, com algum ceticismo, perguntam como chegou ao Professor Doutor essa revelação, é porque não entenderam a dupla afirmativa essencial da sua carta: “Os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus”. Com relação à primeira parte, é claro que templos do Espírito Santo somos todos nós, membros da espécie humana. O Professor Doutor não iria descer do seu pedestal só para repetir uma mensagem velha de dois mil anos. A novidade que ele introduz aí é formidável: os homossexuais são templos do Espírito Santo não enquanto meros seres humanos, mas enquanto homossexuais. Há portanto uma forma especial de ser templo do Espírito Santo, a qual não deriva da condição humana em geral, mas da prática do homossexualismo. O macho da espécie torna-se um templo do Espírito Santo no instante em que vai para a cama com outro igual. A sodomia tornou-se o oitavo sacramento, revelado ao mundo pelo Professor Doutor.

Mas não pensem, por favor, que ele é apenas um profeta a mais, um Jeremias ou Isaías qualquer. Seu verdadeiro estatuto espiritual, infinitamente superior, é elucidado na segunda parte da afirmativa, onde ele declara que o homossexual discriminado – ele próprio, modéstia à parte – “revela a verdadeira face de Jesus”.

Eis aí resolvido o enigma das fontes da revelação. O Professor Doutor não “recebeu” a revelação de parte alguma, ele simplesmente é a revelação, é o Logos encarnado que vem ao mundo castigar os fariseus, rasgar as páginas da Bíblia e instaurar a nova legalidade cósmica com a lista do que pode e do que não pode.

A diferença, a novidade radical desse acontecimento é que Cristo, na sua primeira vinda ao mundo, excluiu categoricamente a possibilidade de mudar uma só letra que fosse da Lei e dos profetas. O Segundo Advento copidesca, modifica e exclui páginas inumeráveis, institui o sacramento da sodomia e destina às penas do inferno todos aqueles que, como os profetas hebraicos, enxerguem nessa prática alguma coisa de errado.

Tão logo compreendido o sentido da mensagem do Professor Doutor, nota-se facilmente que ela não pode ser respondida. Não se discute com a autoridade divina, sobretudo quando ela não vem pelos canais indiretos da profecia e da tradição, mas pela própria presença do Verbo que se fez banhas e foi sacudi-las na Parada Gay.

Tudo o que posso fazer diante de acontecimento de tal magnitude é imergir em profundo silêncio contemplativo.

Fonte: Diário do Comércio, 2 de julho de 2007.

Leitura recomendada: Luiz Mott e pedofilia

O Evangelho segundo Luiz Mott

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 27 de agosto de 2007

O Evangelho segundo Luiz Mott

Olavo de Carvalho

O líder gay Luiz Mott, que se diz “Professor Doutor” e talvez o seja mesmo, já que os portadores desses títulos abundam nesta parte do universo, enviou ao jornal eletrônico Mídia Sem Máscara uma carta em que faz restrições literárias e teológicas ao meu artigo “Conspiração de Iniqüidades” (aqui publicado em 25 de junho, http://www.olavodecarvalho.org/semana/070625dc.html). Sob o primeiro aspecto, ele o chama de “prolixo e pedante texto”. Achei particularmente adorável esse negócio de “tetexto” logo na entrada de uma reprimenda estilística. Mas deixemos isso para lá. Os professores doutores, no Brasil, escrevem assim mesmo, e de há muito já desisti de fazer algo por eles.

No que diz respeito ao conteúdo, meu artigo, segundo o referido, “peca pelo abuso dos silogismos e calúnias contra a estratégia do Movimento Homossexual Brasileiro em ter reconhecidos seus direitos elementares de cidadania: do mesmo modo como os pastores e padres não podem nos púlpitos ou nas suas televisões citar e defender os versículos bíblicos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa, assim também, a Lei deve proteger os homossexuais dos ataques e calúnias de quantos abusam do santo nome de Deus para semear o ódio contra cidadãos homossexuais que jamais foram condenados pelo Filho de Deus, Nosso Senhora Jesus Cristo. Portanto, Olavo de Carvalho, o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva podem espernear a vontade, pois a história mais cedo que se espera, fará justiça contra esses fariseus, reconhecendo que também os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus. É legal ser homossexual!”

Eu gostaria de responder a isso, mas creio que não posso fazê-lo. A mensagem, breve o quanto seja, traz tantos pressupostos subentendidos que o simples esforço de elucidar o seu sentido vai consumir praticamente todo o espaço desse artigo.

Em primeiro lugar, se há na Bíblia “versículos que estimulam e abençoam o racismo, a discriminação contra as mulhres e a intolerância religiosa”, então, evidentemente, o delito nefando de homofobia não está só nuns quantos padres, pastores e rabinos que “abusam do santo nome de Deus”, e sim na própria Bíblia. O livro sagrado dos cristãos e judeus, segundo o Professor Doutor Mott, é criminoso em si. O Professor Doutor se faz de humilde e inofensivo, fingindo criticar apenas uns tantos abusados, quando na verdade ataca e criminaliza duas religiões na sua base mesma, na raiz da sua tradição.

O Professor Doutor não prega abertamente a proibição do livro, mas deixa claro que só está disposto a permitir sua leitura em voz alta se ele for expurgado de todos os trechos considerados inconvenientes. A pergunta “Quem fará a seleção?” é ociosa, pois, de um lado, o Professor Doutor já considerou desqualificados para essa função “o Papa Ratzinger, os pastores fundamentalistas et caterva”, subentendendo por esta expressão latina todos os desafetos do movimento gay; de outro lado, ele próprio já fixou o critério seletivo: devem ser excluídos todos os versículos desagradáveis aos gays, às feministas, aos abortistas, aos adeptos de religiões fetichistas e animistas, bem como aos não-cristãos e não-judeus em geral, que se sentem barbaramente discriminados ao ouvir dizer que os primeiros são Filhos de Deus e os segundos são o Povo Eleito. Também não é preciso perguntar o que sobrará da Bíblia depois dessa amputação. Não sobrará nada daquilo que hoje se entende por judaísmo ou cristianismo. O resíduo final não soará ofensivo a ninguém, exceto aos cristãos e judeus, esses discriminadores malditos.

Com relação aos versículos condenados, o Professor Doutor afirma taxativamente que os sacerdotes “não podem” citá-los ou defendê-los nem mesmo dentro de seus templos respectivos. Notem bem. Ele não diz que eles “não devem” fazê-lo. Ele não diz que eles “não poderão” fazê-lo se for aprovada uma lei que os proíba. Ele diz simplesmente “não podem”, no presente do indicativo. A proibição vigora portanto desde já, independentemente de aprovado ou não o projeto de lei dito “anti-homofóbico”. E não estão proibidos só os versículos anti-homossexuais, mas também os anti-feministas, anti-fetichistas, etc. etc. Estão proibidos não por alguma lei aprovada no Congresso, mas pela decisão soberana do Professor Doutor. Mais ainda: a expressão “não poder” não significa apenas ilegalidade ou proibição. Significa impedimento real, impossibilidade objetiva. Tão logo o Professor Doutor anunciou sua vontade, ela se impõe por si mesma como uma lei cósmica, e contrariá-la se torna tão inviável quanto reverter o curso dos astros ou fazer com que dois mais dois dêem cinco.

Se os leitores duvidam que a autoridade do Professor Doutor é divina, onipotente e onipresente, leiam com atenção. Ele acaba de impugnar o texto da Bíblia, e no instante seguinte fala em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só podemos concluir que a fonte de onde ele recebeu a mensagem divina não é a Bíblia nem as tradições baseadas nela. É uma revelação direta, que revoga a anterior e traz ao mundo um novo corpo de mandamentos. Mas, se os senhores, com algum ceticismo, perguntam como chegou ao Professor Doutor essa revelação, é porque não entenderam a dupla afirmativa essencial da sua carta: “Os homossexuais são templos do Espírito Santo e revelam, quando discriminados, a verdadeira face de Jesus”. Com relação à primeira parte, é claro que templos do Espírito Santo somos todos nós, membros da espécie humana. O Professor Doutor não iria descer do seu pedestal só para repetir uma mensagem velha de dois mil anos. A novidade que ele introduz aí é formidável: os homossexuais são templos do Espírito Santo não enquanto meros seres humanos, mas enquanto homossexuais. Há portanto uma forma especial de ser templo do Espírito Santo, a qual não deriva da condição humana em geral, mas da prática do homossexualismo. O macho da espécie torna-se um templo do Espírito Santo no instante em que vai para a cama com outro igual. A sodomia tornou-se o oitavo sacramento, revelado ao mundo pelo Professor Doutor.

Mas não pensem, por favor, que ele é apenas um profeta a mais, um Jeremias ou Isaías qualquer. Seu verdadeiro estatuto espiritual, infinitamente superior, é elucidado na segunda parte da afirmativa, onde ele declara que o homossexual discriminado – ele próprio, modéstia à parte – “revela a verdadeira face de Jesus”.

Eis aí resolvido o enigma das fontes da revelação. O Professor Doutor não “recebeu” a revelação de parte alguma, ele simplesmente é a revelação, é o Logos encarnado que vem ao mundo castigar os fariseus, rasgar as páginas da Bíblia e instaurar a nova legalidade cósmica com a lista do que pode e do que não pode.

A diferença, a novidade radical desse acontecimento é que Cristo, na sua primeira vinda ao mundo, excluiu categoricamente a possibilidade de mudar uma só letra que fosse da Lei e dos profetas. O Segundo Advento copidesca, modifica e exclui páginas inumeráveis, institui o sacramento da sodomia e destina às penas do inferno todos aqueles que, como os profetas hebraicos, enxerguem nessa prática alguma coisa de errado.

Tão logo compreendido o sentido da mensagem do Professor Doutor, nota-se facilmente que ela não pode ser respondida. Não se discute com a autoridade divina, sobretudo quando ela não vem pelos canais indiretos da profecia e da tradição, mas pela própria presença do Verbo que se fez banhas e foi sacudi-las na Parada Gay.

Tudo o que posso fazer diante de acontecimento de tal magnitude é imergir em profundo silêncio contemplativo.

Fonte: Diário do Comércio, 2 de julho de 2007.

Leitura recomendada: Luiz Mott e pedofilia

>O Manifesto Comunista do PT

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 24 de agosto de 2007

>

O Manifesto Comunista do PT

Olavo de Carvalho

Depois de engolir e absorver o Estado, fazendo dele um órgão e extensão de si próprio, o PT dá agora um tremendo “salto qualitativo” — como o chamaria Mao Dzedong — na marcha acelerada do Brasil rumo ao comunismo.

Extinguir o capitalismo, instaurar em lugar dele uma “democracia popular” socialista — eis o programa do Partido-Estado, finalmente assumido, às escâncaras, nos anúncios do seu 3º. Congresso. Não, não acreditem em mim. Cliquem o link http://www.youtube.com/watch?v=VNPjm0qfByc e depois perguntem a seus olhos e ouvidos o que eles viram e ouviram.

A campanha é lançada simultaneamente com uma onda de esforços gerais para assegurar ao atual presidente da República um terceiro mandato — provavelmente também um quarto, um quinto e um enésimo.

Um detalhe interessante do vídeo é que nele, pela primeira vez, o PT assume diante do público maior as glórias de fundador do “espaço de articulação estratégica continental” (sic), o Foro de São Paulo, aquela entidade que, segundo os eruditíssimos senhores Luiz Felipe de Alencastro e Kenneth Maxwell, jamais existiu. Ao fazê-lo, o partido não só admite oficialmente a parceria política com gangues de narcotraficantes e seqüestradores que atuam no território brasileiro (as Farc e o Mir, por exemplo), mas torna visível o seu papel de criador — junto com Fidel Castro — dos fenômenos Chávez, Morales etc., aos quais, por isso mesmo, jamais poderia servir de “alternativa democrática”.

É natural que tão formidável upgrade das ambições partidárias venha acompanhado de um equivalente decréscimo da tolerância petista para com qualquer forma de oposição externa (a interna faz parte do “centralismo democrático” leninista, e não há indícios de que venha a ser extinta antes do Quarto Congresso; talvez dure mesmo até o Quinto).

As empresas de mídia que ajudaram a camuflar as atividades do Foro de São Paulo e a embelezar a imagem eleitoral do PT como um partido curado de ilusões marxistas já são, hoje em dia, abertamente condenadas como “de extrema direita”, anunciando para mais breve do que imaginam o prêmio da sua subserviência, o assalto chavista aos seus meios de expressão.

Na maré montante de furor revolucionário, a intelligentzia esquerdista, antes ciosa da sua aparência de bem educadinha e moderadíssima, já não hesita em mostrar seus dentes de ogro. Tenho um caso pessoal a relatar sobre isso. Os senhores já ouviram decerto falar de João Quartim de Moraes, um dos mandantes do assassinato do capitão do Exército americano, Charles Chandler (acusado na época de pertencer à CIA, coisa que qualquer garoto de escola americano sabe ser uma impossibilidade administrativa absoluta). Quartim foi condenado por homicídio em 1977. A sentença já transitou em julgado. Muito bem: ao chamar esse assassino de assassino, coisa banal que todos os dias se faz no jornalismo, devo ter acidentalmente tocado em algum ponto secreto e dolorido do esquema revolucionário brasileiro, pois suscitei uma reação estranha, desproporcionalmente histérica: um manifesto furibundo apoiado oficialmente pelo PT, assinado por Marco Aurélio Garcia, Ricardo Berzoini e mais de seiscentos professores universitários que me rotulam de “názio-fascista”, “irracível” “entiético” e termos similares, não só exemplificando a crescente impaciência comunista ante qualquer contrariedade, mas provando a coexistência pacífica entre o analfabetismo e a condição de intelectual de esquerda.

Fonte: Jornal do Brasil, 24 de agosto de 2007.

O Manifesto Comunista do PT

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 24 de agosto de 2007

O Manifesto Comunista do PT

Olavo de Carvalho

Depois de engolir e absorver o Estado, fazendo dele um órgão e extensão de si próprio, o PT dá agora um tremendo “salto qualitativo” — como o chamaria Mao Dzedong — na marcha acelerada do Brasil rumo ao comunismo.

Extinguir o capitalismo, instaurar em lugar dele uma “democracia popular” socialista — eis o programa do Partido-Estado, finalmente assumido, às escâncaras, nos anúncios do seu 3º. Congresso. Não, não acreditem em mim. Cliquem o link http://www.youtube.com/watch?v=VNPjm0qfByc e depois perguntem a seus olhos e ouvidos o que eles viram e ouviram.

A campanha é lançada simultaneamente com uma onda de esforços gerais para assegurar ao atual presidente da República um terceiro mandato — provavelmente também um quarto, um quinto e um enésimo.

Um detalhe interessante do vídeo é que nele, pela primeira vez, o PT assume diante do público maior as glórias de fundador do “espaço de articulação estratégica continental” (sic), o Foro de São Paulo, aquela entidade que, segundo os eruditíssimos senhores Luiz Felipe de Alencastro e Kenneth Maxwell, jamais existiu. Ao fazê-lo, o partido não só admite oficialmente a parceria política com gangues de narcotraficantes e seqüestradores que atuam no território brasileiro (as Farc e o Mir, por exemplo), mas torna visível o seu papel de criador — junto com Fidel Castro — dos fenômenos Chávez, Morales etc., aos quais, por isso mesmo, jamais poderia servir de “alternativa democrática”.

É natural que tão formidável upgrade das ambições partidárias venha acompanhado de um equivalente decréscimo da tolerância petista para com qualquer forma de oposição externa (a interna faz parte do “centralismo democrático” leninista, e não há indícios de que venha a ser extinta antes do Quarto Congresso; talvez dure mesmo até o Quinto).

As empresas de mídia que ajudaram a camuflar as atividades do Foro de São Paulo e a embelezar a imagem eleitoral do PT como um partido curado de ilusões marxistas já são, hoje em dia, abertamente condenadas como “de extrema direita”, anunciando para mais breve do que imaginam o prêmio da sua subserviência, o assalto chavista aos seus meios de expressão.

Na maré montante de furor revolucionário, a intelligentzia esquerdista, antes ciosa da sua aparência de bem educadinha e moderadíssima, já não hesita em mostrar seus dentes de ogro. Tenho um caso pessoal a relatar sobre isso. Os senhores já ouviram decerto falar de João Quartim de Moraes, um dos mandantes do assassinato do capitão do Exército americano, Charles Chandler (acusado na época de pertencer à CIA, coisa que qualquer garoto de escola americano sabe ser uma impossibilidade administrativa absoluta). Quartim foi condenado por homicídio em 1977. A sentença já transitou em julgado. Muito bem: ao chamar esse assassino de assassino, coisa banal que todos os dias se faz no jornalismo, devo ter acidentalmente tocado em algum ponto secreto e dolorido do esquema revolucionário brasileiro, pois suscitei uma reação estranha, desproporcionalmente histérica: um manifesto furibundo apoiado oficialmente pelo PT, assinado por Marco Aurélio Garcia, Ricardo Berzoini e mais de seiscentos professores universitários que me rotulam de “názio-fascista”, “irracível” “entiético” e termos similares, não só exemplificando a crescente impaciência comunista ante qualquer contrariedade, mas provando a coexistência pacífica entre o analfabetismo e a condição de intelectual de esquerda.

Fonte: Jornal do Brasil, 24 de agosto de 2007.

Imperdível: Silas Malafaia fala sobre aborto no programa Canal Livre, na TV Bandeirantes

Publicado em Uncategorized por juliosevero em 22 de agosto de 2007

Imperdível: Silas Malafaia fala sobre aborto no programa Canal Livre, na TV Bandeirantes

Parte 1 da entrevista:

http://www.youtube.com/v/VBQC_4DBmyc

Parte 2 da entrevista:

http://www.youtube.com/v/FLO00cJeUOg

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Parte 1 da entrevista:

Parte 2 da entrevista:

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