Julio Severo

>Clonagem humana: manipulando a vida

Posted in Uncategorized by juliosevero on 29 de dezembro de 2003

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CLONAGEM HUMANA: MANIPULANDO A VIDA

Julio Severo

As pesquisas com células-troncos são consideradas atualmente o avanço mais importante na história da medicina. O motivo é que essas células são versáteis e possuem o potencial de serem transformadas em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e outras partes do corpo.

Há duas origens de células-troncos: de pessoas adultas e embriões. Embora pesquisas nessa área possam trazer vários benefícios médicos importantes, há muitas dúvidas com relação ao uso dessas células.

O maior interesse dos cientistas é nas células de embriões. Mas qual a mãe que ofereceria o próprio embrião (filho) para ser utilizado em experiências de laboratório? As pessoas se sentem incomodadas com a questão, mas os cientistas afirmam que não há outro meio de se alcançar cura para determinadas doenças. Assim, para “evitar” maiores controvérsias, eles querem criar embriões através da clonagem para “salvar” outras vidas. Além disso, eles alegam que um embrião humano criado em laboratório é diferente de um embrião se desenvolvendo na barriga de uma mãe.

Na verdade, os clones na fase inicial de desenvolvimento não são diferentes em espécie ou natureza dos embriões normais na mesma fase de crescimento. Cada um é uma pessoa, uma vida humana, com sexo e com uma constituição genética específica.

Eis a verdade biologicamente precisa do que aconteceria se eu me submetesse a um “tratamento” com células-troncos extraídas de embriões criados através da clonagem:

Meu DNA seria extraído de uma de minhas células somáticas. O núcleo de um óvulo de uma mulher seria removido. Meu DNA, que contém 46 cromossomos, seria introduzido na parte do óvulo que antes continha o núcleo. O óvulo geneticamente modificado seria então estimulado a iniciar o desenvolvimento como embrião. O embrião criado seria em essência meu irmão gêmeo idêntico. Os pais biológicos dele seriam meus pais. Quando meu irmão fizesse 14 dias de vida, ele seria destruído a fim de que fossem extraídos dele as células-troncos. Essas células-troncos então seriam levadas a se diferenciar no tipo de órgão que eu preciso para meu tratamento médico. Uma linha dessas células já diferenciadas seria mantida e cultivada até que houvesse órgãos suficientes para introduzir em meu corpo. Assim, os órgãos do meu irmão gêmeo seriam introduzidos em mim, para tratar da minha doença. [1]

Portanto, o ato da clonagem não ocorre quando o bebê nasce. O clone é criado quando o núcleo de um óvulo humano é removido e implantado com material genético tirado da pessoa que está sendo clonada. O óvulo é então estimulado e reage como se tivesse sido fertilizado. Quando esse processo começa, já existe um clone humano. Depois disso, é só uma questão do que se fará com a vida humana que se criou: pesquisas que a destruirão (clonagem terapêutica) ou implantação num útero (clonagem reprodutiva).
[2]

A FALSA DISTINÇÃO ENTRE “CLONAGEM REPRODUTIVA” E “CLONAGEM TERAPÊUTICA”

A fim de que a clonagem humana não seja proibida, os “especialistas” declaram que há uma diferença entre “clonagem reprodutiva” (que eles dizem estar dispostos a proibir) e a chamada “clonagem terapêutica” (que eles insistem em que não deve ser proibida). De acordo com esse argumento, a clonagem reprodutiva consiste em implantar um embrião clonado no útero de uma mulher voluntária com o objetivo de gerar uma criança e trazê-la ao mundo. Os defensores da clonagem dizem que não querem isso. O que eles querem é que as leis permitam que se possa fazer experiências “médicas” com os embriões clonados.

Mas essa distinção é falsa. Um clone usado em pesquisas não é diferente em espécie ou natureza de um clone destinado para implantação num útero. Em outras palavras, já é um ser humano. A pergunta que fica no ar então é: Qual será o destino da vida humana criada através da clonagem? O ato de apenas proibir clones para uso reprodutivo deixaria as empresas de biotecnologia livres para produzir todos os clones humanos que quiserem, sem limite algum — contanto que depois os destruam, em vez de deixá-los nascer.

A distinção entre clonagem “reprodutiva” e “terapêutica” é inteiramente sem sentido e só serve para confundir as pessoas. A clonagem “cria” um embrião, um ser humano novo. Isso é um fato cientifico e biológico. A distinção tem a finalidade de desviar a atenção das pessoas da crueldade envolvida. Num conhecido noticiário do Brasil, o jornalista falou sobre clonagem, mas no final teve todo o cuidado de frisar: “Mas é clonagem para ajudar na cura de doentes e deficientes”. É como se ele percebesse que o público se revoltaria com o que os pesquisadores estão fazendo com os embriões clonados e procurasse desculpá-los apaziguando a consciência de todos com uma atitude tipo “mas é para o bem de todos, então não há motivo para ninguém se preocupar”.

Até mesmo o ator americano Christopher Reeve, conhecido mundialmente pela série cinematográfica “Super-Homem” e que ficou tetraplégico ao sofrer um acidente, se manifestou em apoio às experiências com embriões clonados.[3] O Sr. Reeve acha que o ser humano pode fazer na vida real um papel maior do que Super-Homem: decidir o que só Deus deveria decidir. Em seu desespero por cura física, ele cometeu dois erros. Alguns anos atrás ele veio ao Brasil para visitar um terreiro de candomblé no Rio, na esperança de alcançar uma cura por meio sobrenatural. Como não recebeu nada dos orixás, agora ele recorre a outro meio: apoiar experiências com embriões vivos. Se essas fossem realmente as únicas opções para os doentes, então, para quem é consciencioso e honesto, a única escolha seria não recorrer aos orixás nem se envolver em experiências que conduzem à eliminação de uma vida humana inocente. No entanto, há opções. Podemos aceitar os tratamentos médicos legítimos, que não desrespeitem o valor da vida dos outros. Podemos também nos abrir para o mundo sobrenatural, mas não como fez o Sr. Reeve. Jesus é sobrenatural e ele tem o poder de curar. Sempre podemos recorrer a ele.

O Sr. Reeve se iludiu com a idéia da clonagem “terapêutica”. Não há nenhum tratamento médico que exija a clonagem de seres humanos. Mas, de acordo com os noticiários, há a necessidade de liberdade para se criar embriões clonados em laboratórios, a fim de que os pesquisadores possam utilizá-los como fontes de células-troncos. A vida humana assim seria tratada como um produto, de onde seriam removidas partes para vários tipos de utilização. No processo, uma vida humana inocente, que foi brutalmente submetida por cientistas a uma criação não natural, seria impedida de continuar viva.

É desnecessário matar embriões humanos a fim de se extrair células-troncos. Os cientistas sabem disso. Essas mesmas células podem ser tiradas de cordões umbilicais doados, sem mencionar o fato de que se pode utilizar as células-troncos de pessoas adultas, sem nenhum sacrifício de vidas. Mas os cientistas insistem em que eles desejam os embriões… Quais serão suas reais intenções?[4]

A AMEAÇA DE QUE NÃO HAVERÁ AVANÇO MÉDICO SEM A CLONAGEM

Os defensores da clonagem alegam que tudo o que a medicina precisa para alcançar um futuro miraculoso são as células-troncos tiradas de clones humanos. A clonagem de embriões humanos provavelmente já está ocorrendo em alguns laboratórios secretos do mundo, dizem os cientistas. No fim, eles confessam, é inevitável que alguém em algum lugar irá em frente para fazer experiências com clones humanos.[5]

Richard Lynn, professor emérito de psicologia da Universidade de Ulster, Alemanha, afirma que a sociedade de hoje, em sua aceitação da tecnologia reprodutiva, precisa examinar se deve continuar condenando os nazistas do passado, que faziam experiências nessa área. As experiências eugênicas dos nazistas foram condenadas porque envolviam seres humanos vivos, que eram eliminados. Do mesmo jeito, as pesquisas com embriões humanos envolvem a eliminação de seres humanos vivos.
[6]

Um fato interessante é que o homem que a revista Time considera como o grande responsável pelo crescente entusiasmo dos americanos a favor da clonagem é Randolfe Wicker, um conhecido ativista gay. Ele fundou o Fronte Unido dos Direitos da Clonagem e é porta-voz da Rede de Clonagem Reprodutiva. Wicker diz que quer ser clonado.
[7]

Especialistas que dizem que a clonagem “terapêutica” é para curar doenças estão apenas querendo confundir quem não conhece a questão. A menos que se veja os seres humanos como criados conforme a imagem de Deus e favorecidos por ele com o direito de viver, será impossível impedir que cientistas e médicos façam o que quiserem com quem quiserem. Seu único compromisso será fazer com que tudo pareça lógico, benéfico e agradável para toda a sociedade.
[8]

Declarações importantes sobre a clonagem:

“As pesquisas de clonagem de animais, plantas e até genes, tecidos e células humanas (excetuando os embriões) podem ser benéficas e não representam nenhum problema moral intrínseco. No entanto, quando as pesquisas voltam a atenção para seres humanos, precisamos nos assegurar de que a dignidade humana não seja minada na busca do progresso humano. Experiências com seres humanos, separadas de considerações morais, poderiam progredir mais rapidamente num nível técnico — mas às expensas de nossa humanidade. Proibir a clonagem humana ajudará a dirigir os empreendimentos comerciais médicos para pesquisas que beneficiarão os seres humanos, sem produzir, explorar e destruir nosso semelhante para ganhar esses benefícios. Criar uma vida humana com o único objetivo de se utilizar partes de seu corpo e destruí-la é a utilização mais injusta da clonagem humana — não sua desculpa mais elevada”.

— Testemunho de Richard M. Doerflinger diante da Subcomissão para assuntos de saúde da Câmara dos Deputados dos EUA, 20 de junho 2001.

[A clonagem humana] constitui experiências sem ética na futura criança, sujeitando-a a riscos enormes de anormalidades no corpo e desenvolvimento. Ameaça a individualidade atrelando deliberadamente o clone com um genótipo que já viveu. Além disso, sua vida sempre será comparada à vida anterior. Confunde a identidade negando ao clone um pai e uma mãe e tornando-o gêmeo de sua cópia mais velha. Representa um passo gigantesco na transformação da procriação em produção industrial… E é uma forma radical de despotismo dos pais e abuso contra crianças — mesmo quando é cometido livremente e em pequena escala. Permitir a clonagem humana significa dizer sim ao perigoso princípio de que temos o direito de determinar e projetar a constituição genética de nossos filhos. Se não desejamos viajar por esse caminho eugênico, é necessário que se proíba de modo eficaz a clonagem de seres humanos, e proibir agora, antes que surjam eventos inesperados… Se permitirmos que embriões humanos clonados sejam produzidos e se tornem disponíveis em laboratórios e centros de reprodução assistida, será virtualmente impossível controlar o que se fará com eles… será impossível impedir a clonagem reprodutiva… Por todas essas razões, a única abordagem legalmente certa e eficaz na prática é impedir a clonagem humana no começo, enquanto estão produzindo clones embriônicos. Tal proibição é com justiça caracterizada não como interferência nas pesquisas cientificas, mas como uma tentativa de impedir a fabricação e comercialização nojenta, indesejada e prejudicial à saúde de clones humanos.

— Leon Kass, diretor do Conselho de Bioética da Presidência dos EUA e professor da Universidade de Chicago.[9]

Eles estão com razão. Não há necessidade de se manipular e destruir embriões por causa das células-troncos. Estudos que utilizam células-troncos não embrionárias, extraídas com ética e segurança do sangue dos cordões umbilicais, medula óssea, células do cérebro e gordura já são realidade. Esses estudos clínicos oferecem benefícios sólidos para pacientes que sofrem de doenças do coração, doenças do sangue e outras problemas de saúde. Células-troncos de pessoas adultas têm sido usadas, com bastante sucesso, em pacientes: para tratar deficiências de cartilagem em crianças; restaurar a visão de pacientes cegos; aliviar esclerose múltipla e artrite reumática e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer.


PROBLEMAS REAIS COM A CLONAGEM

O uso das próprias células-troncos do paciente é preferível, em vez de se usar as células-troncos de embriões, pois evita o problema de o corpo rejeitar células de outras pessoas. Há evidências dos benefícios das células-troncos de pessoas adultas, porém o mesmo não ocorre com células de embriões. Os estudos mais recentes em animais revelam que as células-troncos de embriões são instáveis e imprevisíveis e podem levar à morte prematura ou grave anormalidade.
[10] Há o mesmo problema entre os seres humanos. O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, entrevistou Panos Zavos, da Universidade de Kentucky:

ZH — E qual é o índice de esses clones nascerem sadios?

Zavos — Em média 30%.

ZH — E o que acontecerá com os outros 70%?

Zavos — Não sei o que acontecerá aos outros 70%. [11]

O Professor Ian Wilmut, um dos criadores de Dolly, a primeira ovelha clonada, revelou que todos os animais clonados do mundo têm defeitos genéticos e físicos. O Dr. Wilmut examinou todos os estudos de animais clonados ao redor do mundo e constatou que os animais estavam sofrendo de uma grande variedade de anormalidades, inclusive tamanho excessivo de certos órgãos, deficiências do coração, obesidade, problemas pulmonares e sistemas imunológicos funcionando mal. A ovelha Dolly, embora fosse tão nova, passou a ter artrite mais cedo do que se esperava. O Professor Wilmut concluiu: “Há evidências abundantes de que a clonagem pode e sai errado e não há justificativa para se acreditar que isso não vai acontecer com os seres humanos [clonados]”.
[12]

A chamada clonagem “terapêutica” ou de “pesquisa” fabrica seres humanos a fim de se obter células-troncos, um processo que mata os embriões humanos. Pesquisas com células-troncos de embriões de animais vêm sendo realizadas há anos, e não se descobriu benefício médico algum. A clonagem humana é perigosa para pacientes. As células-troncos de embriões clonados não são normais, e há elevado risco de mutação. Além disso, as células-troncos de embriões parecem experimentar crescimento incontrolável e assim se tornar cancerosas. A clonagem é perigosa para a medicina. O primeiro princípio importante da ética médica é: “Não fazer mal”. Explicando essa ética, o Código de Nurembergue, elaborado em resposta às experiências letais que médicos e cientistas nazistas realizavam em seres humanos, afirma: “Não se deve permitir experiências quando se sabe antecipadamente que causarão morte ou problema físico grave”.

Em contraste, cientistas americanos informam que transformaram células-troncos de medulas ósseas de pessoas adultas virtualmente em todos os tipos de células no corpo, aumentando a esperança de que poderiam ser usadas para criar uma fonte infinita de células para tratar doenças.[13] O jornal Correio Brasiliense, de Brasília, trouxe uma importante notícia: “Cientistas dos EUA publicam estudos que comprovam a capacidade das células adultas de se diferenciar em qualquer tecido do corpo.”[14]

Tudo isso traz uma pergunta intrigante: Por que os meios de comunicação mostram muito mais interesse em notícias sobre as experiências com embriões do que em notícias sobre os sucessos reais das pesquisas que utilizam somente células-troncos de pessoas adultas? Se o alvo da notícia é esclarecer sobre o que a ciência está fazendo para avançar os tratamentos médicos, então por que os noticiários dão muito mais visibilidade e cobertura para as experiências com embriões, quando está provado o valor das pesquisas com as células-troncos de adultos?

Não é segredo que os membros dos meios de comunicação, em sua maioria, têm inclinações políticas liberais. Na questão do aborto e do homossexualismo, por exemplo, quase sempre eles ficam do lado que aprova essas práticas, pois lhes falta uma base moral adequada para defender o que é certo. É com essa falta de base moral que eles lidam com a questão da clonagem. Outra explicação do motivo por que a imprensa dá um espaço tão pequeno e superficial para as pesquisas envolvendo células-troncos de adultos é a obsessão dos meios de comunicação com as “credencias” dos que defendem a destruição de embriões para a extração de células-troncos. Quando cientistas sem princípios éticos afirmam que as células-troncos de embriões oferecem maior futuro para os tratamentos médicos do que as células de adultos, os jornalistas dão uma olhada no curriculum vitae deles e aceitam deles qualquer opinião, sem questionar.[15]

Referindo-se aos especialistas em “ética” que muitas vezes são consultados para comentar e decidir questões importantes como a clonagem, o Dr. James Dobson revela o que pensam realmente alguns deles:

Sabemos que há um desrespeito quase total para com o valor da vida humana em alguns círculos pós-modernos. O Dr. Peter Singer é um especialista em ética e professor na Universidade de Princeton. Veja o que ele escreveu: “Muitas vezes, não é, de forma alguma, errado matar uma criança quando ela sai do útero”. Ele disse, e observe as palavras dele agora: “O fato simples é que matar um bebê jamais equivale a matar uma pessoa”.[16]

COMO ENTENDER A QUESTÃO DA CLONAGEM

O especialista em ética Dr. Scott Rae do Seminário Teológico Talbot, EUA, disse: “Não há motivo por que não possamos ou não devamos usar as células-troncos de pessoas adultas… Mas há um problema que vemos no ato de tirar células-troncos de embriões humanos: equivale a matar uma pessoa a fim de beneficiar outra”. O Dr. Rae compara a conduta de alguns médicos de hoje aos médicos nazistas que, sem consentimento, faziam experiências em judeus, sob a alegação de trazer benefícios médicos para a sociedade. É claro que é impossível obter o consentimento necessário de uma pessoa clonada que está no estágio embrionário.[17]

O que a Bíblia tem a dizer? A Palavra de Deus não trata diretamente da clonagem humana, mas esclarece as seguintes questões:

· O que significa o fato de que somos seres humanos?A Palavra de Deus ensina que fomos criados conforme a imagem de Deus (Gênesis 1:26-28). O ser humano é totalmente diferente de todo o restante da criação, pois só ele foi criado com a imagem e semelhança de Deus.

· Quando a vida humana começa? A Bíblia mostra que a vida humana começa na concepção: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido”. (Salmos 51:5 BLH) A história da própria vida humana de Jesus começou quando o anjo disse a Maria que ela conceberia e teria um filho (Mateus 1:18-24; Lucas 1:26-38) Assim, no começo Jesus morou num óvulo fertilizado de Maria.

· Qual deve ser a resposta cristã com relação à clonagem humana?Reconhecemos que é importante buscar cura para doenças como o câncer. Contudo, não precisamos matar. Crianças são bênção, não produtos industriais que podem ser usados e destruídos conforme a vontade de quem os possui. Crianças são presentes de Deus para nós.(Salmo 127:3)

· Como Deus vê os pesquisadores e médicos que acham que estão acima de Deus? “…a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: “Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?” Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: “Ele não me fez”? E o vaso poderá dizer do oleiro: “Ele nada sabe”? (Isaías 29:14b,15-16 NVI).

O que se deve fazer então com relação à clonagem? A coalizão da Americans to Ban Cloning (Americanos a favor da Proibição da Clonagem) está promovendo uma campanha para que a clonagem humana, para todos os propósitos, seja proibida no mundo inteiro. A clonagem humana tem de ser proibida porque:

A clonagem humana representa a utilização e a comercialização de seres humanos como se fossem produtos de consumo.

A clonagem humana criaria uma classe de seres humanos que existiriam não como fins em si mesmos, mas como meios de realizar os objetivos dos outros.

Será impossível proibir legalmente a clonagem como meio de se produzir seres humanos nascidos vivos, a menos que se proíba também a clonagem para todos os propósitos — inclusive o uso da clonagem para produzir embriões humanos como fontes de células-troncos ou para outros tipos de experiências. Classificar o uso de células-troncos e experiências com embriões como “clonagem terapêutica” é algo perigoso e enganador, pois já está provado que a clonagem não é necessária na produção de terapias humanas.

A clonagem humana explora experiências com seres humanos e representa perigos desnecessários para a vida e a saúde da criança e da mãe.

A clonagem humana destrói a ordem social e confunde o significado da paternidade e as relações familiares da criança clonada.

Os seres humanos têm o direito de não serem criados como objetos de experiências.
A clonagem humana poderá levar à reprodução de pessoas vivas ou mortas sem seu conhecimento ou envolvimento.

A clonagem humana é uma afronta à inerente dignidade e individualidade da vida humana.
A clonagem humana representaria, tecnologicamente, a porta de entrada para a realização de mais manipulações e controle genético de seres humanos.

A clonagem humana engana as pessoas enlutadas pela perda de um cônjuge, um amigo ou parente ao prometer o que não poderá cumprir: trazer de volta um ente querido já falecido.[18]

O Presidente George Bush, dos EUA, declarou sabiamente: “A vida é uma criação, não uma mercadoria. Nossos filhos são presentes que precisamos amar e proteger, não produtos que devemos projetar e fabricar. Permitir a clonagem seria dar um importante passo para nos transformarmos numa sociedade em que seres humanos são desenvolvidos para a obtenção de órgãos como peças sobressalentes, e crianças são projetadas de acordo com as especificações dos clientes. Isso não é aceitável”
[19]

Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br

[1] http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/000/750whbil.asp
[2] http://www.nationalreview.com/comment/comment-smith011402.shtml
[3] http://cnn.com.br/2002/saude/02/28/embrioesreeve/index.html
[4] http://www.usatoday.com/news/comment/2002/01/23/ncoppf.htm
[5] www.boston.com/dailyglobe2/172/nation/Clone_research_quietly_builds_in_world_s_labs+.shtml
[6] http://news.bbc.co.uk/hi/english/health/newsid_1952000/1952449.stm
[7] http://cultureandfamily.org/report/2001-11-28/q_quotes.shtml
[8] http://www.townhall.com/columnists/calthomas/ct20020123.shtml
[9] http://www.cloninginformation.org/info/diversequotes-01-11-30.htm
[10] http://www.cmdahome.org/
[11] http://www.zerohora.com.br/jsp/parceiro.jsp?uf=1&local=1&DOMAIN=zh.clicrbs.com.br&GIF=zhdigital.gif&COLOR=FFFFFF&DIR=zerohora
[12] SPUC 29 de abril de 2002. Veja também: http://www.sunday-times.co.uk/article/0,,177-280803,00.html
[13] http://www.nationalpost.com/home/story.html?id={B8295EF8-B43A-422E-8733-CFA2
[14] http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020622/pri_cie_220602_161.htm
[15] Wesley J. Smith, Media Bias and ESCR, National Review, 28 janeiro de 2002
[16] http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=26878
[17] http://www.cbn.com/CBNNews/news/020626a.asp
[18] Para mais informações: http://www.cloninginformation.org
[19] Cloning: A Necessary No, National Review, 6 de maio de 2002, p. 15.

Clonagem humana: manipulando a vida

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CLONAGEM HUMANA: MANIPULANDO A VIDA

Julio Severo

As pesquisas com células-troncos são consideradas atualmente o avanço mais importante na história da medicina. O motivo é que essas células são versáteis e possuem o potencial de serem transformadas em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e outras partes do corpo.

Há duas origens de células-troncos: de pessoas adultas e embriões. Embora pesquisas nessa área possam trazer vários benefícios médicos importantes, há muitas dúvidas com relação ao uso dessas células.

O maior interesse dos cientistas é nas células de embriões. Mas qual a mãe que ofereceria o próprio embrião (filho) para ser utilizado em experiências de laboratório? As pessoas se sentem incomodadas com a questão, mas os cientistas afirmam que não há outro meio de se alcançar cura para determinadas doenças. Assim, para “evitar” maiores controvérsias, eles querem criar embriões através da clonagem para “salvar” outras vidas. Além disso, eles alegam que um embrião humano criado em laboratório é diferente de um embrião se desenvolvendo na barriga de uma mãe.

Na verdade, os clones na fase inicial de desenvolvimento não são diferentes em espécie ou natureza dos embriões normais na mesma fase de crescimento. Cada um é uma pessoa, uma vida humana, com sexo e com uma constituição genética específica.

Eis a verdade biologicamente precisa do que aconteceria se eu me submetesse a um “tratamento” com células-troncos extraídas de embriões criados através da clonagem:

Meu DNA seria extraído de uma de minhas células somáticas. O núcleo de um óvulo de uma mulher seria removido. Meu DNA, que contém 46 cromossomos, seria introduzido na parte do óvulo que antes continha o núcleo. O óvulo geneticamente modificado seria então estimulado a iniciar o desenvolvimento como embrião. O embrião criado seria em essência meu irmão gêmeo idêntico. Os pais biológicos dele seriam meus pais. Quando meu irmão fizesse 14 dias de vida, ele seria destruído a fim de que fossem extraídos dele as células-troncos. Essas células-troncos então seriam levadas a se diferenciar no tipo de órgão que eu preciso para meu tratamento médico. Uma linha dessas células já diferenciadas seria mantida e cultivada até que houvesse órgãos suficientes para introduzir em meu corpo. Assim, os órgãos do meu irmão gêmeo seriam introduzidos em mim, para tratar da minha doença. [1]

Portanto, o ato da clonagem não ocorre quando o bebê nasce. O clone é criado quando o núcleo de um óvulo humano é removido e implantado com material genético tirado da pessoa que está sendo clonada. O óvulo é então estimulado e reage como se tivesse sido fertilizado. Quando esse processo começa, já existe um clone humano. Depois disso, é só uma questão do que se fará com a vida humana que se criou: pesquisas que a destruirão (clonagem terapêutica) ou implantação num útero (clonagem reprodutiva).
[2]

A FALSA DISTINÇÃO ENTRE “CLONAGEM REPRODUTIVA” E “CLONAGEM TERAPÊUTICA”

A fim de que a clonagem humana não seja proibida, os “especialistas” declaram que há uma diferença entre “clonagem reprodutiva” (que eles dizem estar dispostos a proibir) e a chamada “clonagem terapêutica” (que eles insistem em que não deve ser proibida). De acordo com esse argumento, a clonagem reprodutiva consiste em implantar um embrião clonado no útero de uma mulher voluntária com o objetivo de gerar uma criança e trazê-la ao mundo. Os defensores da clonagem dizem que não querem isso. O que eles querem é que as leis permitam que se possa fazer experiências “médicas” com os embriões clonados.

Mas essa distinção é falsa. Um clone usado em pesquisas não é diferente em espécie ou natureza de um clone destinado para implantação num útero. Em outras palavras, já é um ser humano. A pergunta que fica no ar então é: Qual será o destino da vida humana criada através da clonagem? O ato de apenas proibir clones para uso reprodutivo deixaria as empresas de biotecnologia livres para produzir todos os clones humanos que quiserem, sem limite algum — contanto que depois os destruam, em vez de deixá-los nascer.

A distinção entre clonagem “reprodutiva” e “terapêutica” é inteiramente sem sentido e só serve para confundir as pessoas. A clonagem “cria” um embrião, um ser humano novo. Isso é um fato cientifico e biológico. A distinção tem a finalidade de desviar a atenção das pessoas da crueldade envolvida. Num conhecido noticiário do Brasil, o jornalista falou sobre clonagem, mas no final teve todo o cuidado de frisar: “Mas é clonagem para ajudar na cura de doentes e deficientes”. É como se ele percebesse que o público se revoltaria com o que os pesquisadores estão fazendo com os embriões clonados e procurasse desculpá-los apaziguando a consciência de todos com uma atitude tipo “mas é para o bem de todos, então não há motivo para ninguém se preocupar”.

Até mesmo o ator americano Christopher Reeve, conhecido mundialmente pela série cinematográfica “Super-Homem” e que ficou tetraplégico ao sofrer um acidente, se manifestou em apoio às experiências com embriões clonados.[3] O Sr. Reeve acha que o ser humano pode fazer na vida real um papel maior do que Super-Homem: decidir o que só Deus deveria decidir. Em seu desespero por cura física, ele cometeu dois erros. Alguns anos atrás ele veio ao Brasil para visitar um terreiro de candomblé no Rio, na esperança de alcançar uma cura por meio sobrenatural. Como não recebeu nada dos orixás, agora ele recorre a outro meio: apoiar experiências com embriões vivos. Se essas fossem realmente as únicas opções para os doentes, então, para quem é consciencioso e honesto, a única escolha seria não recorrer aos orixás nem se envolver em experiências que conduzem à eliminação de uma vida humana inocente. No entanto, há opções. Podemos aceitar os tratamentos médicos legítimos, que não desrespeitem o valor da vida dos outros. Podemos também nos abrir para o mundo sobrenatural, mas não como fez o Sr. Reeve. Jesus é sobrenatural e ele tem o poder de curar. Sempre podemos recorrer a ele.

O Sr. Reeve se iludiu com a idéia da clonagem “terapêutica”. Não há nenhum tratamento médico que exija a clonagem de seres humanos. Mas, de acordo com os noticiários, há a necessidade de liberdade para se criar embriões clonados em laboratórios, a fim de que os pesquisadores possam utilizá-los como fontes de células-troncos. A vida humana assim seria tratada como um produto, de onde seriam removidas partes para vários tipos de utilização. No processo, uma vida humana inocente, que foi brutalmente submetida por cientistas a uma criação não natural, seria impedida de continuar viva.

É desnecessário matar embriões humanos a fim de se extrair células-troncos. Os cientistas sabem disso. Essas mesmas células podem ser tiradas de cordões umbilicais doados, sem mencionar o fato de que se pode utilizar as células-troncos de pessoas adultas, sem nenhum sacrifício de vidas. Mas os cientistas insistem em que eles desejam os embriões… Quais serão suas reais intenções?[4]

A AMEAÇA DE QUE NÃO HAVERÁ AVANÇO MÉDICO SEM A CLONAGEM

Os defensores da clonagem alegam que tudo o que a medicina precisa para alcançar um futuro miraculoso são as células-troncos tiradas de clones humanos. A clonagem de embriões humanos provavelmente já está ocorrendo em alguns laboratórios secretos do mundo, dizem os cientistas. No fim, eles confessam, é inevitável que alguém em algum lugar irá em frente para fazer experiências com clones humanos.[5]

Richard Lynn, professor emérito de psicologia da Universidade de Ulster, Alemanha, afirma que a sociedade de hoje, em sua aceitação da tecnologia reprodutiva, precisa examinar se deve continuar condenando os nazistas do passado, que faziam experiências nessa área. As experiências eugênicas dos nazistas foram condenadas porque envolviam seres humanos vivos, que eram eliminados. Do mesmo jeito, as pesquisas com embriões humanos envolvem a eliminação de seres humanos vivos.
[6]

Um fato interessante é que o homem que a revista Time considera como o grande responsável pelo crescente entusiasmo dos americanos a favor da clonagem é Randolfe Wicker, um conhecido ativista gay. Ele fundou o Fronte Unido dos Direitos da Clonagem e é porta-voz da Rede de Clonagem Reprodutiva. Wicker diz que quer ser clonado.
[7]

Especialistas que dizem que a clonagem “terapêutica” é para curar doenças estão apenas querendo confundir quem não conhece a questão. A menos que se veja os seres humanos como criados conforme a imagem de Deus e favorecidos por ele com o direito de viver, será impossível impedir que cientistas e médicos façam o que quiserem com quem quiserem. Seu único compromisso será fazer com que tudo pareça lógico, benéfico e agradável para toda a sociedade.
[8]

Declarações importantes sobre a clonagem:

“As pesquisas de clonagem de animais, plantas e até genes, tecidos e células humanas (excetuando os embriões) podem ser benéficas e não representam nenhum problema moral intrínseco. No entanto, quando as pesquisas voltam a atenção para seres humanos, precisamos nos assegurar de que a dignidade humana não seja minada na busca do progresso humano. Experiências com seres humanos, separadas de considerações morais, poderiam progredir mais rapidamente num nível técnico — mas às expensas de nossa humanidade. Proibir a clonagem humana ajudará a dirigir os empreendimentos comerciais médicos para pesquisas que beneficiarão os seres humanos, sem produzir, explorar e destruir nosso semelhante para ganhar esses benefícios. Criar uma vida humana com o único objetivo de se utilizar partes de seu corpo e destruí-la é a utilização mais injusta da clonagem humana — não sua desculpa mais elevada”.

— Testemunho de Richard M. Doerflinger diante da Subcomissão para assuntos de saúde da Câmara dos Deputados dos EUA, 20 de junho 2001.

[A clonagem humana] constitui experiências sem ética na futura criança, sujeitando-a a riscos enormes de anormalidades no corpo e desenvolvimento. Ameaça a individualidade atrelando deliberadamente o clone com um genótipo que já viveu. Além disso, sua vida sempre será comparada à vida anterior. Confunde a identidade negando ao clone um pai e uma mãe e tornando-o gêmeo de sua cópia mais velha. Representa um passo gigantesco na transformação da procriação em produção industrial… E é uma forma radical de despotismo dos pais e abuso contra crianças — mesmo quando é cometido livremente e em pequena escala. Permitir a clonagem humana significa dizer sim ao perigoso princípio de que temos o direito de determinar e projetar a constituição genética de nossos filhos. Se não desejamos viajar por esse caminho eugênico, é necessário que se proíba de modo eficaz a clonagem de seres humanos, e proibir agora, antes que surjam eventos inesperados… Se permitirmos que embriões humanos clonados sejam produzidos e se tornem disponíveis em laboratórios e centros de reprodução assistida, será virtualmente impossível controlar o que se fará com eles… será impossível impedir a clonagem reprodutiva… Por todas essas razões, a única abordagem legalmente certa e eficaz na prática é impedir a clonagem humana no começo, enquanto estão produzindo clones embriônicos. Tal proibição é com justiça caracterizada não como interferência nas pesquisas cientificas, mas como uma tentativa de impedir a fabricação e comercialização nojenta, indesejada e prejudicial à saúde de clones humanos.

— Leon Kass, diretor do Conselho de Bioética da Presidência dos EUA e professor da Universidade de Chicago.[9]

Eles estão com razão. Não há necessidade de se manipular e destruir embriões por causa das células-troncos. Estudos que utilizam células-troncos não embrionárias, extraídas com ética e segurança do sangue dos cordões umbilicais, medula óssea, células do cérebro e gordura já são realidade. Esses estudos clínicos oferecem benefícios sólidos para pacientes que sofrem de doenças do coração, doenças do sangue e outras problemas de saúde. Células-troncos de pessoas adultas têm sido usadas, com bastante sucesso, em pacientes: para tratar deficiências de cartilagem em crianças; restaurar a visão de pacientes cegos; aliviar esclerose múltipla e artrite reumática e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer.


PROBLEMAS REAIS COM A CLONAGEM

O uso das próprias células-troncos do paciente é preferível, em vez de se usar as células-troncos de embriões, pois evita o problema de o corpo rejeitar células de outras pessoas. Há evidências dos benefícios das células-troncos de pessoas adultas, porém o mesmo não ocorre com células de embriões. Os estudos mais recentes em animais revelam que as células-troncos de embriões são instáveis e imprevisíveis e podem levar à morte prematura ou grave anormalidade.
[10] Há o mesmo problema entre os seres humanos. O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, entrevistou Panos Zavos, da Universidade de Kentucky:

ZH — E qual é o índice de esses clones nascerem sadios?

Zavos — Em média 30%.

ZH — E o que acontecerá com os outros 70%?

Zavos — Não sei o que acontecerá aos outros 70%. [11]

O Professor Ian Wilmut, um dos criadores de Dolly, a primeira ovelha clonada, revelou que todos os animais clonados do mundo têm defeitos genéticos e físicos. O Dr. Wilmut examinou todos os estudos de animais clonados ao redor do mundo e constatou que os animais estavam sofrendo de uma grande variedade de anormalidades, inclusive tamanho excessivo de certos órgãos, deficiências do coração, obesidade, problemas pulmonares e sistemas imunológicos funcionando mal. A ovelha Dolly, embora fosse tão nova, passou a ter artrite mais cedo do que se esperava. O Professor Wilmut concluiu: “Há evidências abundantes de que a clonagem pode e sai errado e não há justificativa para se acreditar que isso não vai acontecer com os seres humanos [clonados]”.
[12]

A chamada clonagem “terapêutica” ou de “pesquisa” fabrica seres humanos a fim de se obter células-troncos, um processo que mata os embriões humanos. Pesquisas com células-troncos de embriões de animais vêm sendo realizadas há anos, e não se descobriu benefício médico algum. A clonagem humana é perigosa para pacientes. As células-troncos de embriões clonados não são normais, e há elevado risco de mutação. Além disso, as células-troncos de embriões parecem experimentar crescimento incontrolável e assim se tornar cancerosas. A clonagem é perigosa para a medicina. O primeiro princípio importante da ética médica é: “Não fazer mal”. Explicando essa ética, o Código de Nurembergue, elaborado em resposta às experiências letais que médicos e cientistas nazistas realizavam em seres humanos, afirma: “Não se deve permitir experiências quando se sabe antecipadamente que causarão morte ou problema físico grave”.

Em contraste, cientistas americanos informam que transformaram células-troncos de medulas ósseas de pessoas adultas virtualmente em todos os tipos de células no corpo, aumentando a esperança de que poderiam ser usadas para criar uma fonte infinita de células para tratar doenças.[13] O jornal Correio Brasiliense, de Brasília, trouxe uma importante notícia: “Cientistas dos EUA publicam estudos que comprovam a capacidade das células adultas de se diferenciar em qualquer tecido do corpo.”[14]

Tudo isso traz uma pergunta intrigante: Por que os meios de comunicação mostram muito mais interesse em notícias sobre as experiências com embriões do que em notícias sobre os sucessos reais das pesquisas que utilizam somente células-troncos de pessoas adultas? Se o alvo da notícia é esclarecer sobre o que a ciência está fazendo para avançar os tratamentos médicos, então por que os noticiários dão muito mais visibilidade e cobertura para as experiências com embriões, quando está provado o valor das pesquisas com as células-troncos de adultos?

Não é segredo que os membros dos meios de comunicação, em sua maioria, têm inclinações políticas liberais. Na questão do aborto e do homossexualismo, por exemplo, quase sempre eles ficam do lado que aprova essas práticas, pois lhes falta uma base moral adequada para defender o que é certo. É com essa falta de base moral que eles lidam com a questão da clonagem. Outra explicação do motivo por que a imprensa dá um espaço tão pequeno e superficial para as pesquisas envolvendo células-troncos de adultos é a obsessão dos meios de comunicação com as “credencias” dos que defendem a destruição de embriões para a extração de células-troncos. Quando cientistas sem princípios éticos afirmam que as células-troncos de embriões oferecem maior futuro para os tratamentos médicos do que as células de adultos, os jornalistas dão uma olhada no curriculum vitae deles e aceitam deles qualquer opinião, sem questionar.[15]

Referindo-se aos especialistas em “ética” que muitas vezes são consultados para comentar e decidir questões importantes como a clonagem, o Dr. James Dobson revela o que pensam realmente alguns deles:

Sabemos que há um desrespeito quase total para com o valor da vida humana em alguns círculos pós-modernos. O Dr. Peter Singer é um especialista em ética e professor na Universidade de Princeton. Veja o que ele escreveu: “Muitas vezes, não é, de forma alguma, errado matar uma criança quando ela sai do útero”. Ele disse, e observe as palavras dele agora: “O fato simples é que matar um bebê jamais equivale a matar uma pessoa”.[16]

COMO ENTENDER A QUESTÃO DA CLONAGEM

O especialista em ética Dr. Scott Rae do Seminário Teológico Talbot, EUA, disse: “Não há motivo por que não possamos ou não devamos usar as células-troncos de pessoas adultas… Mas há um problema que vemos no ato de tirar células-troncos de embriões humanos: equivale a matar uma pessoa a fim de beneficiar outra”. O Dr. Rae compara a conduta de alguns médicos de hoje aos médicos nazistas que, sem consentimento, faziam experiências em judeus, sob a alegação de trazer benefícios médicos para a sociedade. É claro que é impossível obter o consentimento necessário de uma pessoa clonada que está no estágio embrionário.[17]

O que a Bíblia tem a dizer? A Palavra de Deus não trata diretamente da clonagem humana, mas esclarece as seguintes questões:

· O que significa o fato de que somos seres humanos?A Palavra de Deus ensina que fomos criados conforme a imagem de Deus (Gênesis 1:26-28). O ser humano é totalmente diferente de todo o restante da criação, pois só ele foi criado com a imagem e semelhança de Deus.

· Quando a vida humana começa? A Bíblia mostra que a vida humana começa na concepção: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido”. (Salmos 51:5 BLH) A história da própria vida humana de Jesus começou quando o anjo disse a Maria que ela conceberia e teria um filho (Mateus 1:18-24; Lucas 1:26-38) Assim, no começo Jesus morou num óvulo fertilizado de Maria.

· Qual deve ser a resposta cristã com relação à clonagem humana?Reconhecemos que é importante buscar cura para doenças como o câncer. Contudo, não precisamos matar. Crianças são bênção, não produtos industriais que podem ser usados e destruídos conforme a vontade de quem os possui. Crianças são presentes de Deus para nós.(Salmo 127:3)

· Como Deus vê os pesquisadores e médicos que acham que estão acima de Deus? “…a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: “Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?” Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: “Ele não me fez”? E o vaso poderá dizer do oleiro: “Ele nada sabe”? (Isaías 29:14b,15-16 NVI).

O que se deve fazer então com relação à clonagem? A coalizão da Americans to Ban Cloning (Americanos a favor da Proibição da Clonagem) está promovendo uma campanha para que a clonagem humana, para todos os propósitos, seja proibida no mundo inteiro. A clonagem humana tem de ser proibida porque:

A clonagem humana representa a utilização e a comercialização de seres humanos como se fossem produtos de consumo.

A clonagem humana criaria uma classe de seres humanos que existiriam não como fins em si mesmos, mas como meios de realizar os objetivos dos outros.

Será impossível proibir legalmente a clonagem como meio de se produzir seres humanos nascidos vivos, a menos que se proíba também a clonagem para todos os propósitos — inclusive o uso da clonagem para produzir embriões humanos como fontes de células-troncos ou para outros tipos de experiências. Classificar o uso de células-troncos e experiências com embriões como “clonagem terapêutica” é algo perigoso e enganador, pois já está provado que a clonagem não é necessária na produção de terapias humanas.

A clonagem humana explora experiências com seres humanos e representa perigos desnecessários para a vida e a saúde da criança e da mãe.

A clonagem humana destrói a ordem social e confunde o significado da paternidade e as relações familiares da criança clonada.

Os seres humanos têm o direito de não serem criados como objetos de experiências.
A clonagem humana poderá levar à reprodução de pessoas vivas ou mortas sem seu conhecimento ou envolvimento.

A clonagem humana é uma afronta à inerente dignidade e individualidade da vida humana.
A clonagem humana representaria, tecnologicamente, a porta de entrada para a realização de mais manipulações e controle genético de seres humanos.

A clonagem humana engana as pessoas enlutadas pela perda de um cônjuge, um amigo ou parente ao prometer o que não poderá cumprir: trazer de volta um ente querido já falecido.[18]

O Presidente George Bush, dos EUA, declarou sabiamente: “A vida é uma criação, não uma mercadoria. Nossos filhos são presentes que precisamos amar e proteger, não produtos que devemos projetar e fabricar. Permitir a clonagem seria dar um importante passo para nos transformarmos numa sociedade em que seres humanos são desenvolvidos para a obtenção de órgãos como peças sobressalentes, e crianças são projetadas de acordo com as especificações dos clientes. Isso não é aceitável”
[19]

Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br

[1] http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/000/750whbil.asp
[2] http://www.nationalreview.com/comment/comment-smith011402.shtml
[3] http://cnn.com.br/2002/saude/02/28/embrioesreeve/index.html
[4] http://www.usatoday.com/news/comment/2002/01/23/ncoppf.htm
[5] www.boston.com/dailyglobe2/172/nation/Clone_research_quietly_builds_in_world_s_labs+.shtml
[6] http://news.bbc.co.uk/hi/english/health/newsid_1952000/1952449.stm
[7] http://cultureandfamily.org/report/2001-11-28/q_quotes.shtml
[8] http://www.townhall.com/columnists/calthomas/ct20020123.shtml
[9] http://www.cloninginformation.org/info/diversequotes-01-11-30.htm
[10] http://www.cmdahome.org/
[11] http://www.zerohora.com.br/jsp/parceiro.jsp?uf=1&local=1&DOMAIN=zh.clicrbs.com.br&GIF=zhdigital.gif&COLOR=FFFFFF&DIR=zerohora
[12] SPUC 29 de abril de 2002. Veja também: http://www.sunday-times.co.uk/article/0,,177-280803,00.html
[13] http://www.nationalpost.com/home/story.html?id={B8295EF8-B43A-422E-8733-CFA2
[14] http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020622/pri_cie_220602_161.htm
[15] Wesley J. Smith, Media Bias and ESCR, National Review, 28 janeiro de 2002
[16] http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=26878
[17] http://www.cbn.com/CBNNews/news/020626a.asp
[18] Para mais informações: http://www.cloninginformation.org
[19] Cloning: A Necessary No, National Review, 6 de maio de 2002, p. 15.

>Mensagem ao Presidente Lula sobre Israel

Posted in Uncategorized by juliosevero on 18 de dezembro de 2003

>Prezado Presidente Lula

Recentemente, você visitou vários países muçulmanos, passando pertinho da terra de Abraão, Isaque e Jacó, porém sem pisar um dedo em Israel. O problema maior é que esses países são inimigos de Israel.

Aos olhos de Deus, o povo brasileiro nada ganha com essa viagem. Contudo, todos os países que você visitou estão ligados a violação de direitos humanos contra os cristãos. Além disso, essas nações têm, de uma forma ou de outra, colaborado no terrorismo internacional. Dez organizações terroristas que matam homens, mulheres e crianças em Israel têm sede na Síria. A Síria também apóia o Hezbollah, um dos maiores e mais violentos grupos contra o povo israelense. A Líbia, sob a ditadura Kadhafi, tem um currículo terrorista dos mais perigosos.

Deus diz sobre Israel: “Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. (Gênesis 12:3 NVI) Que bênção você poderia ganhar para o Brasil aliando-se com os que amaldiçoam Israel?

Em parte, a nação americana tem recebido importantes bênçãos porque muitos de seus líderes abençoam e apóiam Israel. Enquanto a maioria dos países europeus considera Israel uma ameaça à paz mundial, os Estados Unidos, com todas as suas imperfeições e pecados, têm sido o único amigo real do povo israelense. Se não fosse pela mão de Deus usando a nação americana, os países mulçumanos há muito tempo já teriam destruído Israel.

“Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam”. (Salmos 122:6 RC)

Se fosse você, eu visitaria Israel, abençoaria aquele povo e assim ajudaria o Brasil a alcançar as bênçãos de que tanto precisa para crescer e prosperar.

Que Deus o ajude a fazer a vontade dele.

Julio Severo
www.juliosevero.com.br

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

Mensagem ao Presidente Lula sobre Israel

Posted in Uncategorized by juliosevero on 18 de dezembro de 2003

Prezado Presidente Lula

Recentemente, você visitou vários países muçulmanos, passando pertinho da terra de Abraão, Isaque e Jacó, porém sem pisar um dedo em Israel. O problema maior é que esses países são inimigos de Israel.

Aos olhos de Deus, o povo brasileiro nada ganha com essa viagem. Contudo, todos os países que você visitou estão ligados a violação de direitos humanos contra os cristãos. Além disso, essas nações têm, de uma forma ou de outra, colaborado no terrorismo internacional. Dez organizações terroristas que matam homens, mulheres e crianças em Israel têm sede na Síria. A Síria também apóia o Hezbollah, um dos maiores e mais violentos grupos contra o povo israelense. A Líbia, sob a ditadura Kadhafi, tem um currículo terrorista dos mais perigosos.

Deus diz sobre Israel: “Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. (Gênesis 12:3 NVI) Que bênção você poderia ganhar para o Brasil aliando-se com os que amaldiçoam Israel?

Em parte, a nação americana tem recebido importantes bênçãos porque muitos de seus líderes abençoam e apóiam Israel. Enquanto a maioria dos países europeus considera Israel uma ameaça à paz mundial, os Estados Unidos, com todas as suas imperfeições e pecados, têm sido o único amigo real do povo israelense. Se não fosse pela mão de Deus usando a nação americana, os países mulçumanos há muito tempo já teriam destruído Israel.

“Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam”. (Salmos 122:6 RC)

Se fosse você, eu visitaria Israel, abençoaria aquele povo e assim ajudaria o Brasil a alcançar as bênçãos de que tanto precisa para crescer e prosperar.

Que Deus o ajude a fazer a vontade dele.

Julio Severo
www.juliosevero.com.br

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

Message to President Lula on Israel

Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

Dear President Lula

Recently, you visited several Muslim countries, passing by very close to the land of Abraham, Isaac and Jacob, but you did visit Israel. The greatest problem is that those countries are enemies of Israel.

In God’s sight, Brazilian people get nothing from such trip. Yet, all the countries you visited are linked to human-rights violations against Christians. Furthermore, those nations have, in a sense or another, helped the international terrorism. Ten terrorist groups that kill men, women and children in Israel are Syrian-based. Syria also supports Hezbollah, on of the greatest and violent groups against Israeli people. Libya, under the Gadhafi dictatorship, has a very much dangerous terrorist curriculum.

God says about Israel, “I will bless those who bless you, and whoever curses you, I will curse. Through you every family on earth will be blessed”. (Genesis 12:3 GW) What blessing could you get for Brazil by making alliances with those that curse Israel?

Partially, the United States has received important blessing because many of its leaders bless and support Israel. While most of European countries consider Israel a threat to the world peace, the United States, with all its imperfections and sins, has been the only real friend of the Israeli people. If it were not God’s hand using the US, Muslim countries would have destroyed Israel a long time ago.

“Pray for the peace of Jerusalem: “May those who love you prosper”. (Psalms 122:6 GNB)

In your place, I would visit Israel, bless those people and help Brazil reach the blessings it so much needs to thrive and prosper.

May God help you to do his will.

Julio Severo

Note: This message was sent to President Lula in December 17, 2003. Translated from Portuguese.

Source: www.juliosevero.com

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Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

Dear President Lula

Recently, you visited several Muslim countries, passing by very close to the land of Abraham, Isaac and Jacob, but you did visit Israel. The greatest problem is that those countries are enemies of Israel.

In God’s sight, Brazilian people get nothing from such trip. Yet, all the countries you visited are linked to human-rights violations against Christians. Furthermore, those nations have, in a sense or another, helped the international terrorism. Ten terrorist groups that kill men, women and children in Israel are Syrian-based. Syria also supports Hezbollah, on of the greatest and violent groups against Israeli people. Libya, under the Gadhafi dictatorship, has a very much dangerous terrorist curriculum.

God says about Israel, “I will bless those who bless you, and whoever curses you, I will curse. Through you every family on earth will be blessed”. (Genesis 12:3 GW) What blessing could you get for Brazil by making alliances with those that curse Israel?

Partially, the United States has received important blessing because many of its leaders bless and support Israel. While most of European countries consider Israel a threat to the world peace, the United States, with all its imperfections and sins, has been the only real friend of the Israeli people. If it were not God’s hand using the US, Muslim countries would have destroyed Israel a long time ago.

“Pray for the peace of Jerusalem: “May those who love you prosper”. (Psalms 122:6 GNB)

In your place, I would visit Israel, bless those people and help Brazil reach the blessings it so much needs to thrive and prosper.

May God help you to do his will.

Julio Severo

Note: This message was sent to President Lula in December 17, 2003. Translated from Portuguese.

Source: www.juliosevero.com

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Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

Dear President Lula

God says in Romans 13:6 that those who work in the government have the calling to be God’s servant. There is no better way to serve God than obeying what he commands through his Word, the Bible.

One of the many orientations God gives in his Word is the warning:

“No man is to have sexual relations with another man; God hates that”. (Leviticus 18:22 GNB)

Therefore, you have the honor and calling of God to do God’s will in the government and fight against evil in the society in its different modes, including the gay activism, etc.

God has so much love for people enslaved to homosexuality that he sent his Son Jesus Christ to set them free. If he does not want anyone in homosexuality, it is pointless to approve and legalize something he hates. So close in your administration all room that has been used, especially by people from your own party, to promote greater opening to homosexuality.

I, who serve that wonderful God, want to encourage you to devote your life in the government to the calling God gave you: serve him. So I can tell you confidently: do not be a servant of the forces that want to use you to promote abortion and homosexuality. Besides, do not be servant of the forces that want to use you to support communist dictator Fidel Castro, known criminal persecutor of Christians. Be God’s servant!

May God bless you in this purpose.

Julio Severo

Note: This message was sent to President Lula in December 17, 2003. Translated from Portuguese.

Source: www.juliosevero.com

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Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

Dear President Lula

God says in Romans 13:6 that those who work in the government have the calling to be God’s servant. There is no better way to serve God than obeying what he commands through his Word, the Bible.

One of the many orientations God gives in his Word is the warning:

“No man is to have sexual relations with another man; God hates that”. (Leviticus 18:22 GNB)

Therefore, you have the honor and calling of God to do God’s will in the government and fight against evil in the society in its different modes, including the gay activism, etc.

God has so much love for people enslaved to homosexuality that he sent his Son Jesus Christ to set them free. If he does not want anyone in homosexuality, it is pointless to approve and legalize something he hates. So close in your administration all room that has been used, especially by people from your own party, to promote greater opening to homosexuality.

I, who serve that wonderful God, want to encourage you to devote your life in the government to the calling God gave you: serve him. So I can tell you confidently: do not be a servant of the forces that want to use you to promote abortion and homosexuality. Besides, do not be servant of the forces that want to use you to support communist dictator Fidel Castro, known criminal persecutor of Christians. Be God’s servant!

May God bless you in this purpose.

Julio Severo

Note: This message was sent to President Lula in December 17, 2003. Translated from Portuguese.

Source: www.juliosevero.com

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>Mensagem ao Presidente Lula sobre o homossexualismo

Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

>Prezado Presidente Lula

Deus diz em Romanos 13:6 que quem trabalha no governo tem chamado para ser servo de Deus. Não há melhor modo de servir a Deus do que obedecer ao que ele manda através de sua Palavra, a Bíblia.

Uma das muitas orientações que Deus dá em sua Palavra é o aviso:

“Nenhum homem deverá ter relações com outro homem; Deus detesta isso.” (Levítico 18:22 BLH)

Portanto, você tem a honra e o chamado de Deus para praticar a vontade de Deus no governo e lutar contra o mal na sociedade em suas variadas formas, inclusive o ativismo gay, etc.

Deus tem tanto amor por pessoas escravizadas ao homossexualismo que ele enviou seu Filho Jesus Cristo para libertá-las. Se ele não quer ninguém no homossexualismo, então não faz sentido aprovar e legalizar algo que ele odeia. Por isso, feche em seu governo todo espaço que estão usando, principalmente gente do próprio PT, para promover maior abertura para o homossexualismo.

Eu, que sirvo a esse Deus maravilhoso, quero encorajar você a dedicar sua vida no governo ao chamado que Deus lhe deu: servi-lo. Assim, posso lhe dizer com toda a confiança: não seja servo das forças que querem usá-lo para promover o aborto e o homossexualismo. Além disso, não seja servo das forças que querem usá-lo para dar apoio ao ditador comunista Fidel Castro, notório criminoso perseguidor de cristãos. Seja servo de Deus!

Que Deus o abençoe nesse propósito.

Julio Severo
http://www.juliosevero.com.br/

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

Mensagem ao Presidente Lula sobre o homossexualismo

Posted in Uncategorized by juliosevero on 17 de dezembro de 2003

Prezado Presidente Lula

Deus diz em Romanos 13:6 que quem trabalha no governo tem chamado para ser servo de Deus. Não há melhor modo de servir a Deus do que obedecer ao que ele manda através de sua Palavra, a Bíblia.

Uma das muitas orientações que Deus dá em sua Palavra é o aviso:

“Nenhum homem deverá ter relações com outro homem; Deus detesta isso.” (Levítico 18:22 BLH)

Portanto, você tem a honra e o chamado de Deus para praticar a vontade de Deus no governo e lutar contra o mal na sociedade em suas variadas formas, inclusive o ativismo gay, etc.

Deus tem tanto amor por pessoas escravizadas ao homossexualismo que ele enviou seu Filho Jesus Cristo para libertá-las. Se ele não quer ninguém no homossexualismo, então não faz sentido aprovar e legalizar algo que ele odeia. Por isso, feche em seu governo todo espaço que estão usando, principalmente gente do próprio PT, para promover maior abertura para o homossexualismo.

Eu, que sirvo a esse Deus maravilhoso, quero encorajar você a dedicar sua vida no governo ao chamado que Deus lhe deu: servi-lo. Assim, posso lhe dizer com toda a confiança: não seja servo das forças que querem usá-lo para promover o aborto e o homossexualismo. Além disso, não seja servo das forças que querem usá-lo para dar apoio ao ditador comunista Fidel Castro, notório criminoso perseguidor de cristãos. Seja servo de Deus!

Que Deus o abençoe nesse propósito.

Julio Severo
http://www.juliosevero.com.br/

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

Growth of divorce among Christians: a biblical perspective

Posted in Uncategorized by juliosevero on 8 de dezembro de 2003

GROWTH OF DIVORCE AMONG CHRISTIANS:
A BIBLICAL PERSPECTIVE


By Julio Severo

The number of divorces is growing dramatically in the society, showing that today many couples consider it a viable option when a marriage is not going well. In the United States, divorce hits about 50% of marriages. Yet, the most impressing is that studies show that Christians are as vulnerable to divorce as anyone else.

Every year, thousands of Christians decide, for several reasons, to end their marriages. A study by the Barna Research Group reveals the divorce rates among American Christians is really a slightly higher than among non-Christians. Among non-Christian adults, 24 percent are now or have previously been divorced. In comparison, 27 percent of the Christians who think they were born again are in the same situation. That tendency harms the Christian testimony in society. Atheists are delighted to use the same study to announce that people who do not have faith in God have the lowest divorce rates. [1]

Although it seems an acceptable option in the case of an unhappy and troubled marriage, divorce always leaves scars in a family. Children of divorced parents often develop deep-seated anxieties about themselves, their families, and their relationships with parents and peers. Divorce typically makes young children quiet and depressed, while it makes older children angry and aggressive and even vulnerable to delinquency and drugs. Researches also show that separated and divorced people suffer more feelings of unhappiness, solitude and chronic and acute illnesses than do their married or single counterparts.
[2]

There is not doubt that divorce is a problem which has been growing in the churches. There is no Christian who doesn’t know couple inside of the church separating or already separated. The examples include even leaders.

It is not easy to address everything related with divorce and remarriage. Even Bible scholars have a lot of difficulty to debate those issues in a theological level. Therefore, it is not without reason there are so many varied opinions and interpretations. Everything we know about the feelings of God is that he declared: “I hate divorce”. (Malachi 2:16) So we are left with an intriguing question: Why is increasing among Christians something God hates? It seems there is a need for us to approach the subject in the most Biblical way possible, so that more marriages may be preserved. The leadership especially has the responsibility to acquire an appropriate Biblical knowledge and apply it to protect their flocks from the tendencies which are destroying the marriages in the world.

With that in mind, this study was prepared to enrich our knowledge on the subject with a brief look at in the New Testament. The objective is not to address the complex problems after an Evangelical couple has already followed the divorce or remarriage trend. All it intends to do is teach a perspective of God’s Word that may be useful for Evangelical couples, before they think about following that trend.

What does the Bible say?
What does the New Testament teach about divorce? It is commonly understood today that in Matthew 19:9 Jesus allows divorce in situations of marital unfaithfulness. But why didn’t he also include cases of violence and desertion?

That passage actually deals with a considerably common problem among the Jews in that time: divorce and remarriage. Usually, a Jew wanted a divorce in order to marry again. The Old Testament allowed that possibility for broader reasons than marital unfaithfulness. That is why the apostles were disappointed with Jesus’ “restrictive” position.

However, Jesus knew how to treat complicated situations in special ways. When the religious Jewish leaders brought before Jesus a woman caught committing adultery, he was extremely intelligent. Instead of showing he was for or against what they intended, he gave them an answer which led them to a deep reflection of the state of each of their lives: “The person who is sinless should be the first to throw a stone at her”. (John 8:7b GW)

In the passage on divorce, Jesus acted in the same way, in an equally complicated situation. He answered the Jewish religious leaders in a way which would lead them to consider better what marriage before God is. He said: “I tell you that anyone who divorces his wife, except for marital unfaithfulness, and marries another woman commits adultery”. (Matthew 19:9 NIV)

The other Gospels also mention the same passage, but they don’t make any reference to the section where Jesus says except for marital unfaithfulness:

In Mark, Jesus says: “Anyone who divorces his wife and marries another woman commits adultery against her”. (Mark 10:11 NIV)

In Luke, Jesus says: “Anyone who divorces his wife and marries another woman commits adultery, and the man who marries a divorced woman commits adultery”. (Luke 16:18 NIV)

Why does there seem to be such contradiction in Jesus’ declarations in the Gospels? Why did Matthew decide to treat the issue in a different way? While in Mark and Luke Jesus seems to be categorically against remarriage, in Matthew he shows that there is a specific situation where a man or woman may get divorced and marry again. In other words, only marital unfaithfulness allows that possibility. How is possible to explain that difference?

Understanding the objective of each book of the Bible
Although we have the Bible today as a complete collection of books, originally each book (in this case, each Gospel) was written as a letter directed to specific people. The books of Mark, Luke and John were written in general for Christians who were not Jewish. In the first century of the Christian era, no church had all the books of the New Testament. Only centuries later the churches were able to enjoy the blessings of possessing the complete collection of the apostles’ letters.

So considering the Gospels at the time when they were written 2,000 years ago, a church in certain place received the Gospel of John, another received the Gospel of Mark and an important man called Theophilus received the Gospel of Luke. Those letters were prepared for Christians without a lot of knowledge in the Jewish customs. But who was the letter of Matthew written and directed to?

An important fact is that the New Testament was written in Greek, the language used by most of the world at the time of the apostles. However, Bible scholars believe that the only book in the New Testament that originally was not written in Greek is Matthew, which is supposed to have been written firstly in Aramaic, the language used by the Jews at that time. Later, the Gospel of Matthew was translated into Greek.

Then, we know that three Gospels were written to people who were not Jewish, and just one addresses the specific needs of the Jews.

Therefore, in Jesus’ passage on divorce, Mark and Luke didn’t mention the phrase except for marital unfaithfulness for a noble reason: they wanted to protect the mind of the non-Jewish Christians from the special issues of the Jews. In the same way, Paul, who was a Jew and had a ministry to reach people who were not Jewish, never mentioned the subject of Jesus’ exception, in order to not confuse the non-Jews. Mark, Luke and Paul knew what Jesus had said, but they also knew that the complete declaration was relevant only for the Jews. So what was a Jew led to think when he heard: “Anyone who divorces his wife and gets married to another woman commits adultery, except in the case of adultery”?

Adultery as a social crime
Jews lived according to the Old Testament laws. For them, there was a law for the sin of adultery. “If a man commits adultery with the wife of an Israelite, both he and the woman shall be put to death”. (Leviticus 20:10 GNB) The capital punishment, applied to the guilty spouse, would release the innocent spouse to get married with another person. There are other Biblical evidences showing that only a spouse’s death releases the other, if he or she wishes so, for a new marriage. In Romans Paul says: “For example, by law a married woman is bound to her husband as long as he is alive, but if her husband dies, she is released from the law of marriage. So then, if she marries another man while her husband is still alive, she is called an adulteress. But if her husband dies, she is released from that law and is not an adulteress, even though she marries another man”. (Romans 7:2-3 NIV, italic is mine.)

However, if someone who was not from the nation of Israel were to read Matthew 19:9, he would understand that divorce is possible only in the case of adultery. He would understand it exactly this way because his mind would not be able to see the text as a Jew, who knew the Old Testament. So he would not know that capital punishment was applied to the sin of adultery.

Although the Old Testament gives freedom for the Jews to divorce for several reasons so that they may get married again, Jesus limited that freedom to one reason alone, but with an answer that had as its objective to lead the Jews to consider deeply the meaning and purpose of God for the marital union. Besides, he showed that the law of divorce of the Old Testament had been established because the heart of God’s people was hard.

As all good Jews did, Jesus’ disciples appreciated the law of divorce of the Old Testament. That is why they expressed dissatisfaction and disappointment with Jesus’ stand allowing for divorce and remarriage only in the case of marital unfaithfulness. They said: “If that is the relationship of a man with his wife, it’s not worth getting married!” (Matthew 19:10 ISV)

What discouraged them like this, and what would also make any other Jew in the world equally dissatisfied, is that by accepting Jesus’ stand, a Jew who intended to get divorced and marry again would have to accept the divine law which addresses the punishment for the sin of adultery.

Room for the grace of restoration
However, where is there the room for God’s grace in this entire situation in which the possibility for remarriage is open only with the guilty spouse’s death? A Jew reading the Gospel of Matthew would have, inevitably, to read the passage right before Jesus’ declaration on divorce (Mt 18:23-35). When Matthew wrote to the Jews, his letter had no chapters and verses. So the passage on forgiveness (Matthew 18:23-35) was united to the passage on divorce (Matthew 19:1-12). Then, before thinking about divorce a Jew would already have to think about forgiveness. With the Holy Spirit’s direction, the Jew obedient to Jesus could release forgiveness and let God’s grace win and prevail where sin wanted to destroy.

Therefore, it is possible to understand that the grace of forgiveness is available to heal and restore marriages. Jesus’ grace came to restore, not to destroy.

However, a non-Jewish Christian would interpret the passage of Matthew as if the New Testament allowed divorce just in the case of adultery. Such interpretation would leave some important issues with no answer: How, for example, would the situation fit in the case of women married to drunk, violent or even criminal men?

How Paul addressed the issue
Paul, who preached God’s grace and was harassed by legalistic Jews, approached the subject of separation. He taught: “To the married I give this command (not I, but the Lord): A wife must not separate from her husband. But if she does, she must remain unmarried or else be reconciled to her husband. And a husband must not divorce his wife… Because of the present crisis, I think that it is good for you to remain as you are. Are you married? Do not seek a divorce”. (1 Corinthians 7:10-11, 26-27a NIV, italic is mine.) In situations in which an unbelieving spouse decides to separate, Paul saw in the separation freedom for the believing spouse: “But if the unbeliever leaves, let him do so. A believing man or woman is not bound in such circumstances; God has called us to live in peace.” (1 Corinthians 7:15 NIV)

Of course, in Paul’s opinion the ideal state for singles is not to marry, so that they may be free to serve the Lord. Then, in the case of a married Christian getting a separation, the idea is not different: his freedom is an opportunity to serve the Lord with no hindrance. Paul saw a man or woman out of the marriage state as a Christian entirely free to work for God, without the concerns and occupations that take one’s time when one is married and has to think about supplying his or her spouse’s needs. He says: “Because of the present crisis, I think that it is good for you to remain as you are. Are you… unmarried? Do not look for a wife… I would like you to be free from concern. An unmarried man is concerned about the Lord’s affairs — how he can please the Lord. But a married man is concerned about the affairs of this world — how he can please his wife — and his interests are divided. An unmarried woman or virgin is concerned about the Lord’s affairs: Her aim is to be devoted to the Lord in both body and spirit. But a married woman is concerned about the affairs of this world — how she can please her husband”. (1 Corinthians 7: 26-27b, 32-34 NIV)

Although he has never directly addressed the problem of divorce, Paul understood that the only reason for remarriage is the death of one of the spouses. He says: “A woman is bound to her husband as long as he lives. But if her husband dies, she is free to marry anyone she wishes, but he must belong to the Lord. In my judgment, she is happier if she stays as she is”. (1 Corinthians 7:39-40a NIV)

The apostles eventually understood that truth well, but for some time they found it very difficult to accept the marriage perspective that Jesus had put before them. That is why they said when they were upset: “If the case of a man with his wife is like this, it is neither profitable nor advisable to marry”. (Matthew 19:10 AB) That is, if the only reason for remarriage is a spouse’s death, they thought the best was not to marry! After all, which Jew would get divorced if they knew that they could not marry again? For them, it was very difficult to accept the marriage as a covenant for life, “til death do us part”.

Then Jesus answered them and said: “Not everyone can accept this teaching, but God has made some able to accept it. There are different reasons why some men cannot marry. Some men were born without the ability to become fathers. Others were made that way later in life by other people. And some men have given up marriage because of the kingdom of heaven. But the person who can marry should accept this teaching about marriage”. (Matthew 19:11-12 NCV, italics are mine.) Not everyone, even among the people of God, is open to accept the divine purpose of marriage, but only the ones who are made able. It is obvious that a human being has the ability to separate where there are hardened hearts, but Jesus declared: “Therefore, don’t let anyone separate what God has joined together.” (Matthew 19:6b GW) It is not that he was not unconscious of the problems that a marriage faces. On the contrary, he knew that God has the power to give ability for union, strengthening, forgiveness and restoration where there are open hearts. No couple is perfect, but when there is room for God to make able, the most difficult situations may become opportunities to experience great victories (see James 1:2-4,12).

Models are indispensable
We have examined a little of what the Word of God says. Now, what can be done so that fewer Evangelical couples follow the worldly divorce and remarriage trend? The answer lies in our Christian leaders. They have been given a special calling for being “examples for the flock to follow”. (1 Peter 5:3b GW) What then does qualify a man to lead and serve as model? Paul says: “Now the overseer must be above reproach, the husband of but one wife, temperate, self-controlled, respectable, hospitable, able to teach”. (1 Timothy 3:2 NIV, italics are mine.) It is also possible to translate that passage like this: “Therefore, a church leader must have a character without fault, must have one wife only or must have been married once only…” Other church leaders must also have the same qualification (see verse 11).

Why does God establish that the leadership should have a high family standard of living? We live in a world full of wrong influences. Therefore, God wants that at least in the church families may have the opportunity to see different examples than the ones that exist in the world and to model themselves after those good examples. The Bible shows that ministers and other leaders, married only once, are the ideal example and model for the congregation. Why? Because the human being has a weakness: to imitate those who are in authority position or prominence. Although a lot of people don’t imitate those that they adore, reality shows that the ungodly life of many TV stars is now copied by a great number of their admirers.

Paul established how marriage in the leadership should be because certainly the non-Jewish congregations had several divorce and remarriage cases. It was necessary to establish good models, so that the worldly examples did not become part of the church life. Divorce is a problem that affects the whole society, but there should be a higher standard in the leadership so that what is common in the world will not be normal in the church. God hates divorce, but Christians today are being in such a way affected by images, examples and models of divorce and remarriage in society that they are beginning to behave as if God loved those problems! The ideal way of neutralizing the negative influence of the world in the marriages of the church is to do what Paul directs: to put in the leadership men possessing an excellent example. Those leaders will be a positive influence in the life of the families of the church. When a congregation sees their minister and other leaders loving their wives, being faithful to them and preserving the marriage union, many will follow their example.

Bible translations:
AB:
Amplified Bible
GNB: Good News Bible
GW: God’s Word
NCV: New Century Version
NIV: New International Version

Copyright 2003 Julio Severo. Julio Severo is a Brazilian writer and the author of pro-life articles in Brazilian magazines. He is also the author of the book O Movimento Homossexual (The Homosexual Movement), published by the Brazilian branch of the Bethany House Publishers.
Email: juliosevero@hotmail.com

Website in Portuguese:
www.juliosevero.com

Blog in English:
www.lastdayswatchman.blogspot.com

[1] http://www.cbn.com/cbnnews/news/020211a.asp
[2] From The Family in America Digital Archive · © Copyright, 1996. All rights reserved.

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Growth of divorce among Christians: a biblical perspective

Growth of divorce among Christians: a biblical perspective

Posted in Uncategorized by juliosevero on 8 de dezembro de 2003

GROWTH OF DIVORCE AMONG CHRISTIANS:
A BIBLICAL PERSPECTIVE


By Julio Severo

The number of divorces is growing dramatically in the society, showing that today many couples consider it a viable option when a marriage is not going well. In the United States, divorce hits about 50% of marriages. Yet, the most impressing is that studies show that Christians are as vulnerable to divorce as anyone else.

Every year, thousands of Christians decide, for several reasons, to end their marriages. A study by the Barna Research Group reveals the divorce rates among American Christians is really a slightly higher than among non-Christians. Among non-Christian adults, 24 percent are now or have previously been divorced. In comparison, 27 percent of the Christians who think they were born again are in the same situation. That tendency harms the Christian testimony in society. Atheists are delighted to use the same study to announce that people who do not have faith in God have the lowest divorce rates. [1]

Although it seems an acceptable option in the case of an unhappy and troubled marriage, divorce always leaves scars in a family. Children of divorced parents often develop deep-seated anxieties about themselves, their families, and their relationships with parents and peers. Divorce typically makes young children quiet and depressed, while it makes older children angry and aggressive and even vulnerable to delinquency and drugs. Researches also show that separated and divorced people suffer more feelings of unhappiness, solitude and chronic and acute illnesses than do their married or single counterparts.
[2]

There is not doubt that divorce is a problem which has been growing in the churches. There is no Christian who doesn’t know couple inside of the church separating or already separated. The examples include even leaders.

It is not easy to address everything related with divorce and remarriage. Even Bible scholars have a lot of difficulty to debate those issues in a theological level. Therefore, it is not without reason there are so many varied opinions and interpretations. Everything we know about the feelings of God is that he declared: “I hate divorce”. (Malachi 2:16) So we are left with an intriguing question: Why is increasing among Christians something God hates? It seems there is a need for us to approach the subject in the most Biblical way possible, so that more marriages may be preserved. The leadership especially has the responsibility to acquire an appropriate Biblical knowledge and apply it to protect their flocks from the tendencies which are destroying the marriages in the world.

With that in mind, this study was prepared to enrich our knowledge on the subject with a brief look at in the New Testament. The objective is not to address the complex problems after an Evangelical couple has already followed the divorce or remarriage trend. All it intends to do is teach a perspective of God’s Word that may be useful for Evangelical couples, before they think about following that trend.

What does the Bible say?
What does the New Testament teach about divorce? It is commonly understood today that in Matthew 19:9 Jesus allows divorce in situations of marital unfaithfulness. But why didn’t he also include cases of violence and desertion?

That passage actually deals with a considerably common problem among the Jews in that time: divorce and remarriage. Usually, a Jew wanted a divorce in order to marry again. The Old Testament allowed that possibility for broader reasons than marital unfaithfulness. That is why the apostles were disappointed with Jesus’ “restrictive” position.

However, Jesus knew how to treat complicated situations in special ways. When the religious Jewish leaders brought before Jesus a woman caught committing adultery, he was extremely intelligent. Instead of showing he was for or against what they intended, he gave them an answer which led them to a deep reflection of the state of each of their lives: “The person who is sinless should be the first to throw a stone at her”. (John 8:7b GW)

In the passage on divorce, Jesus acted in the same way, in an equally complicated situation. He answered the Jewish religious leaders in a way which would lead them to consider better what marriage before God is. He said: “I tell you that anyone who divorces his wife, except for marital unfaithfulness, and marries another woman commits adultery”. (Matthew 19:9 NIV)

The other Gospels also mention the same passage, but they don’t make any reference to the section where Jesus says except for marital unfaithfulness:

In Mark, Jesus says: “Anyone who divorces his wife and marries another woman commits adultery against her”. (Mark 10:11 NIV)

In Luke, Jesus says: “Anyone who divorces his wife and marries another woman commits adultery, and the man who marries a divorced woman commits adultery”. (Luke 16:18 NIV)

Why does there seem to be such contradiction in Jesus’ declarations in the Gospels? Why did Matthew decide to treat the issue in a different way? While in Mark and Luke Jesus seems to be categorically against remarriage, in Matthew he shows that there is a specific situation where a man or woman may get divorced and marry again. In other words, only marital unfaithfulness allows that possibility. How is possible to explain that difference?

Understanding the objective of each book of the Bible
Although we have the Bible today as a complete collection of books, originally each book (in this case, each Gospel) was written as a letter directed to specific people. The books of Mark, Luke and John were written in general for Christians who were not Jewish. In the first century of the Christian era, no church had all the books of the New Testament. Only centuries later the churches were able to enjoy the blessings of possessing the complete collection of the apostles’ letters.

So considering the Gospels at the time when they were written 2,000 years ago, a church in certain place received the Gospel of John, another received the Gospel of Mark and an important man called Theophilus received the Gospel of Luke. Those letters were prepared for Christians without a lot of knowledge in the Jewish customs. But who was the letter of Matthew written and directed to?

An important fact is that the New Testament was written in Greek, the language used by most of the world at the time of the apostles. However, Bible scholars believe that the only book in the New Testament that originally was not written in Greek is Matthew, which is supposed to have been written firstly in Aramaic, the language used by the Jews at that time. Later, the Gospel of Matthew was translated into Greek.

Then, we know that three Gospels were written to people who were not Jewish, and just one addresses the specific needs of the Jews.

Therefore, in Jesus’ passage on divorce, Mark and Luke didn’t mention the phrase except for marital unfaithfulness for a noble reason: they wanted to protect the mind of the non-Jewish Christians from the special issues of the Jews. In the same way, Paul, who was a Jew and had a ministry to reach people who were not Jewish, never mentioned the subject of Jesus’ exception, in order to not confuse the non-Jews. Mark, Luke and Paul knew what Jesus had said, but they also knew that the complete declaration was relevant only for the Jews. So what was a Jew led to think when he heard: “Anyone who divorces his wife and gets married to another woman commits adultery, except in the case of adultery”?

Adultery as a social crime
Jews lived according to the Old Testament laws. For them, there was a law for the sin of adultery. “If a man commits adultery with the wife of an Israelite, both he and the woman shall be put to death”. (Leviticus 20:10 GNB) The capital punishment, applied to the guilty spouse, would release the innocent spouse to get married with another person. There are other Biblical evidences showing that only a spouse’s death releases the other, if he or she wishes so, for a new marriage. In Romans Paul says: “For example, by law a married woman is bound to her husband as long as he is alive, but if her husband dies, she is released from the law of marriage. So then, if she marries another man while her husband is still alive, she is called an adulteress. But if her husband dies, she is released from that law and is not an adulteress, even though she marries another man”. (Romans 7:2-3 NIV, italic is mine.)

However, if someone who was not from the nation of Israel were to read Matthew 19:9, he would understand that divorce is possible only in the case of adultery. He would understand it exactly this way because his mind would not be able to see the text as a Jew, who knew the Old Testament. So he would not know that capital punishment was applied to the sin of adultery.

Although the Old Testament gives freedom for the Jews to divorce for several reasons so that they may get married again, Jesus limited that freedom to one reason alone, but with an answer that had as its objective to lead the Jews to consider deeply the meaning and purpose of God for the marital union. Besides, he showed that the law of divorce of the Old Testament had been established because the heart of God’s people was hard.

As all good Jews did, Jesus’ disciples appreciated the law of divorce of the Old Testament. That is why they expressed dissatisfaction and disappointment with Jesus’ stand allowing for divorce and remarriage only in the case of marital unfaithfulness. They said: “If that is the relationship of a man with his wife, it’s not worth getting married!” (Matthew 19:10 ISV)

What discouraged them like this, and what would also make any other Jew in the world equally dissatisfied, is that by accepting Jesus’ stand, a Jew who intended to get divorced and marry again would have to accept the divine law which addresses the punishment for the sin of adultery.

Room for the grace of restoration
However, where is there the room for God’s grace in this entire situation in which the possibility for remarriage is open only with the guilty spouse’s death? A Jew reading the Gospel of Matthew would have, inevitably, to read the passage right before Jesus’ declaration on divorce (Mt 18:23-35). When Matthew wrote to the Jews, his letter had no chapters and verses. So the passage on forgiveness (Matthew 18:23-35) was united to the passage on divorce (Matthew 19:1-12). Then, before thinking about divorce a Jew would already have to think about forgiveness. With the Holy Spirit’s direction, the Jew obedient to Jesus could release forgiveness and let God’s grace win and prevail where sin wanted to destroy.

Therefore, it is possible to understand that the grace of forgiveness is available to heal and restore marriages. Jesus’ grace came to restore, not to destroy.

However, a non-Jewish Christian would interpret the passage of Matthew as if the New Testament allowed divorce just in the case of adultery. Such interpretation would leave some important issues with no answer: How, for example, would the situation fit in the case of women married to drunk, violent or even criminal men?

How Paul addressed the issue
Paul, who preached God’s grace and was harassed by legalistic Jews, approached the subject of separation. He taught: “To the married I give this command (not I, but the Lord): A wife must not separate from her husband. But if she does, she must remain unmarried or else be reconciled to her husband. And a husband must not divorce his wife… Because of the present crisis, I think that it is good for you to remain as you are. Are you married? Do not seek a divorce”. (1 Corinthians 7:10-11, 26-27a NIV, italic is mine.) In situations in which an unbelieving spouse decides to separate, Paul saw in the separation freedom for the believing spouse: “But if the unbeliever leaves, let him do so. A believing man or woman is not bound in such circumstances; God has called us to live in peace.” (1 Corinthians 7:15 NIV)

Of course, in Paul’s opinion the ideal state for singles is not to marry, so that they may be free to serve the Lord. Then, in the case of a married Christian getting a separation, the idea is not different: his freedom is an opportunity to serve the Lord with no hindrance. Paul saw a man or woman out of the marriage state as a Christian entirely free to work for God, without the concerns and occupations that take one’s time when one is married and has to think about supplying his or her spouse’s needs. He says: “Because of the present crisis, I think that it is good for you to remain as you are. Are you… unmarried? Do not look for a wife… I would like you to be free from concern. An unmarried man is concerned about the Lord’s affairs — how he can please the Lord. But a married man is concerned about the affairs of this world — how he can please his wife — and his interests are divided. An unmarried woman or virgin is concerned about the Lord’s affairs: Her aim is to be devoted to the Lord in both body and spirit. But a married woman is concerned about the affairs of this world — how she can please her husband”. (1 Corinthians 7: 26-27b, 32-34 NIV)

Although he has never directly addressed the problem of divorce, Paul understood that the only reason for remarriage is the death of one of the spouses. He says: “A woman is bound to her husband as long as he lives. But if her husband dies, she is free to marry anyone she wishes, but he must belong to the Lord. In my judgment, she is happier if she stays as she is”. (1 Corinthians 7:39-40a NIV)

The apostles eventually understood that truth well, but for some time they found it very difficult to accept the marriage perspective that Jesus had put before them. That is why they said when they were upset: “If the case of a man with his wife is like this, it is neither profitable nor advisable to marry”. (Matthew 19:10 AB) That is, if the only reason for remarriage is a spouse’s death, they thought the best was not to marry! After all, which Jew would get divorced if they knew that they could not marry again? For them, it was very difficult to accept the marriage as a covenant for life, “til death do us part”.

Then Jesus answered them and said: “Not everyone can accept this teaching, but God has made some able to accept it. There are different reasons why some men cannot marry. Some men were born without the ability to become fathers. Others were made that way later in life by other people. And some men have given up marriage because of the kingdom of heaven. But the person who can marry should accept this teaching about marriage”. (Matthew 19:11-12 NCV, italics are mine.) Not everyone, even among the people of God, is open to accept the divine purpose of marriage, but only the ones who are made able. It is obvious that a human being has the ability to separate where there are hardened hearts, but Jesus declared: “Therefore, don’t let anyone separate what God has joined together.” (Matthew 19:6b GW) It is not that he was not unconscious of the problems that a marriage faces. On the contrary, he knew that God has the power to give ability for union, strengthening, forgiveness and restoration where there are open hearts. No couple is perfect, but when there is room for God to make able, the most difficult situations may become opportunities to experience great victories (see James 1:2-4,12).

Models are indispensable
We have examined a little of what the Word of God says. Now, what can be done so that fewer Evangelical couples follow the worldly divorce and remarriage trend? The answer lies in our Christian leaders. They have been given a special calling for being “examples for the flock to follow”. (1 Peter 5:3b GW) What then does qualify a man to lead and serve as model? Paul says: “Now the overseer must be above reproach, the husband of but one wife, temperate, self-controlled, respectable, hospitable, able to teach”. (1 Timothy 3:2 NIV, italics are mine.) It is also possible to translate that passage like this: “Therefore, a church leader must have a character without fault, must have one wife only or must have been married once only…” Other church leaders must also have the same qualification (see verse 11).

Why does God establish that the leadership should have a high family standard of living? We live in a world full of wrong influences. Therefore, God wants that at least in the church families may have the opportunity to see different examples than the ones that exist in the world and to model themselves after those good examples. The Bible shows that ministers and other leaders, married only once, are the ideal example and model for the congregation. Why? Because the human being has a weakness: to imitate those who are in authority position or prominence. Although a lot of people don’t imitate those that they adore, reality shows that the ungodly life of many TV stars is now copied by a great number of their admirers.

Paul established how marriage in the leadership should be because certainly the non-Jewish congregations had several divorce and remarriage cases. It was necessary to establish good models, so that the worldly examples did not become part of the church life. Divorce is a problem that affects the whole society, but there should be a higher standard in the leadership so that what is common in the world will not be normal in the church. God hates divorce, but Christians today are being in such a way affected by images, examples and models of divorce and remarriage in society that they are beginning to behave as if God loved those problems! The ideal way of neutralizing the negative influence of the world in the marriages of the church is to do what Paul directs: to put in the leadership men possessing an excellent example. Those leaders will be a positive influence in the life of the families of the church. When a congregation sees their minister and other leaders loving their wives, being faithful to them and preserving the marriage union, many will follow their example.

Bible translations:
AB:
Amplified Bible
GNB: Good News Bible
GW: God’s Word
NCV: New Century Version
NIV: New International Version

Copyright 2003 Julio Severo. Julio Severo is a Brazilian writer and the author of pro-life articles in Brazilian magazines. He is also the author of the book O Movimento Homossexual (The Homosexual Movement), published by the Brazilian branch of the Bethany House Publishers.
Email: juliosevero@hotmail.com

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[1] http://www.cbn.com/cbnnews/news/020211a.asp
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6 de dezembro de 2003

© 2003 WorldNetDaily.com

Um grupo da cidade de Seattle que luta contra a AIDS publicou um manifesto que despertou controvérsia entre os homossexuais porque reconhece que os homens homossexuais precisam aceitar sua responsabilidade pelos excessos sexuais que espalham a doença.

O documento inclui a afirmação comum de que o uso da camisinha é a resposta máxima para impedir a propagação da AIDS, relata Family News in Focus, um serviço noticioso da entidade evangélica Focus on the Family (fundada pelo Dr. James Dobson).

Contudo, o estudo também inclui declarações que demonstram consciência com relação aos perigos do estilo de vida, tais como “os homens precisam agir contra condutas… responsáveis pelo aumento na propagação da doença”.

Quinten Welch, educator e consultor do Public Health-Seattle & King County, crê que seu relatório é a primeira vez em que a comunidade homossexual examina honestamente as causas da doença, disposta a repensar o chamado uso da camisinha como “sexo seguro”.

“Nada é 100 por cento eficiente”, disse ele. “A abstinência sempre deve fazer parte da idéia de todas as pessoas de como manter sexo mais seguro”.
Randy Thomas, do grupo cristão Exodus Internacional (que ministra para pessoas que querem deixar o estilo de vida homossexual), afirmou que o relatório é um passo importante.

“É hora de a comunidade gay sair do armário da negação sobre as conseqüências sérias do HIV e as responsabilidades que os homossexuais têm nessa questão”, declarou ele.

Thomas crê que a resposta máxima, porém, é um relacionamento restaurado com Deus e que “para que isso aconteça, a igreja vai precisar alcançar os de fora”.

http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=35994

Homossexuais admitem culpa na questão da AIDS

Posted in Uncategorized by juliosevero on 7 de dezembro de 2003

Homossexuais admitem culpa na questão da AIDS
Estudo é visto como a primeira vez em que a comunidade gay percebe com honestidade as conseqüências de seu estilo de vida

6 de dezembro de 2003

© 2003 WorldNetDaily.com

Um grupo da cidade de Seattle que luta contra a AIDS publicou um manifesto que despertou controvérsia entre os homossexuais porque reconhece que os homens homossexuais precisam aceitar sua responsabilidade pelos excessos sexuais que espalham a doença.

O documento inclui a afirmação comum de que o uso da camisinha é a resposta máxima para impedir a propagação da AIDS, relata Family News in Focus, um serviço noticioso da entidade evangélica Focus on the Family (fundada pelo Dr. James Dobson).

Contudo, o estudo também inclui declarações que demonstram consciência com relação aos perigos do estilo de vida, tais como “os homens precisam agir contra condutas… responsáveis pelo aumento na propagação da doença”.

Quinten Welch, educator e consultor do Public Health-Seattle & King County, crê que seu relatório é a primeira vez em que a comunidade homossexual examina honestamente as causas da doença, disposta a repensar o chamado uso da camisinha como “sexo seguro”.

“Nada é 100 por cento eficiente”, disse ele. “A abstinência sempre deve fazer parte da idéia de todas as pessoas de como manter sexo mais seguro”.
Randy Thomas, do grupo cristão Exodus Internacional (que ministra para pessoas que querem deixar o estilo de vida homossexual), afirmou que o relatório é um passo importante.

“É hora de a comunidade gay sair do armário da negação sobre as conseqüências sérias do HIV e as responsabilidades que os homossexuais têm nessa questão”, declarou ele.

Thomas crê que a resposta máxima, porém, é um relacionamento restaurado com Deus e que “para que isso aconteça, a igreja vai precisar alcançar os de fora”.

http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=35994

>Cuidado com a babá eletrônica

Posted in Uncategorized by juliosevero on 13 de novembro de 2003

>CUIDADO COM A BABÁ ELETRÔNICA

Julio Severo
www.juliosevero.com.br

Um novo estudo realizado pela Fundação da Família Kaiser sobre o assunto “Os Meios de Comunicação Eletrônicos nas Vidas de Bebês e Crianças” fornece abundante motivo de preocupação, mostrando que a utilização crescente dos meios eletrônicos de comunicação — em todas as suas formas — está afetando as crianças. O estudo também coloca em dúvida a atitude dos pais que pensam que sabem o que estão fazendo quando confiam cada vez mais nos meios eletrônicos de comunicação, principalmente a televisão, como babás substitutas.

De acordo com o estudo, crianças de seis anos ou menos passam uma média de 2 horas diárias em frente da tela do televisor — praticamente a mesma quantidade de tempo que passam brincando fora. Essas 2 horas são três vezes mais que a quantidade de tempo que as crianças passam lendo ou ouvindo o que os pais lhes lêem.

O estudo constatou que crianças que vivem em lares em que o televisor fica muito ligado passam menos tempo lendo ou brincando fora. Nesses lares, só 34 por cento das crianças entre 4 e 6 anos conseguem ler.

Embora a Academia Americana de Pediatria há muito tempo venha insistindo em que os pais “evitem a televisão para crianças abaixo de 2 anos, 43 por cento dessas crianças agora vê TV todos os dias e 26 por cento delas agora tem um televisor em seu quarto de dormir”. O estudo comenta, de maneira preocupante: “Quando crianças têm TVs e outros meios de comunicação em seu quarto de dormir, é mais difícil para os pais monitorarem o que elas estão fazendo”.

Com base nesse estudo, parece que muitos pais têm uma atitude confiante com relação aos efeitos dos meios eletrônicos de comunicação — principalmente a televisão. Esses pais acreditam que, em vez de prejudicar, a televisão ajuda seus filhos a aprenderem mais. A maioria deles sente que seus filhos imitarão as condutas positivas, não negativas, da TV.

Contudo, mesmo para crianças que não são novas, há motivo para preocupação. Durante 25 anos, o Dr. Ted Baehr vem examinando os filmes e programas seculares a partir de uma perspectiva cristã. Ele declara que mais do que nunca agora os pais preocupados precisam estar em estado de vigilância com relação ao tipo de entretenimento que crianças e adolescentes utilizam. Baehr diz que sexo e violência são tão comuns na televisão e cinemas que, infelizmente, muitos pais cristãos não monitoram de modo adequado o entretenimento dos filhos. Baehr observa que ao completar 17 anos, um rapaz ou moça passou sua infância e adolescência gastando entre 40 e 60 mil horas vendo televisão e jogando vídeo games. Os pais, ele afirma, precisam se informar acerca do que seus filhos e os amigos deles estão assistindo. “É uma quantidade tremenda de tempo quando se considera que eles gastam para ir à igreja só 11 mil horas”, comenta.

Fontes:
Culture Facts, November 7, 2003,Volume 6, Issue 10.
Crosswalk: Religion Today Summaries – November 11, 2003.

Cuidado com a babá eletrônica

Posted in Uncategorized by juliosevero on 13 de novembro de 2003

CUIDADO COM A BABÁ ELETRÔNICA

Julio Severo
www.juliosevero.com.br

Um novo estudo realizado pela Fundação da Família Kaiser sobre o assunto “Os Meios de Comunicação Eletrônicos nas Vidas de Bebês e Crianças” fornece abundante motivo de preocupação, mostrando que a utilização crescente dos meios eletrônicos de comunicação — em todas as suas formas — está afetando as crianças. O estudo também coloca em dúvida a atitude dos pais que pensam que sabem o que estão fazendo quando confiam cada vez mais nos meios eletrônicos de comunicação, principalmente a televisão, como babás substitutas.

De acordo com o estudo, crianças de seis anos ou menos passam uma média de 2 horas diárias em frente da tela do televisor — praticamente a mesma quantidade de tempo que passam brincando fora. Essas 2 horas são três vezes mais que a quantidade de tempo que as crianças passam lendo ou ouvindo o que os pais lhes lêem.

O estudo constatou que crianças que vivem em lares em que o televisor fica muito ligado passam menos tempo lendo ou brincando fora. Nesses lares, só 34 por cento das crianças entre 4 e 6 anos conseguem ler.

Embora a Academia Americana de Pediatria há muito tempo venha insistindo em que os pais “evitem a televisão para crianças abaixo de 2 anos, 43 por cento dessas crianças agora vê TV todos os dias e 26 por cento delas agora tem um televisor em seu quarto de dormir”. O estudo comenta, de maneira preocupante: “Quando crianças têm TVs e outros meios de comunicação em seu quarto de dormir, é mais difícil para os pais monitorarem o que elas estão fazendo”.

Com base nesse estudo, parece que muitos pais têm uma atitude confiante com relação aos efeitos dos meios eletrônicos de comunicação — principalmente a televisão. Esses pais acreditam que, em vez de prejudicar, a televisão ajuda seus filhos a aprenderem mais. A maioria deles sente que seus filhos imitarão as condutas positivas, não negativas, da TV.

Contudo, mesmo para crianças que não são novas, há motivo para preocupação. Durante 25 anos, o Dr. Ted Baehr vem examinando os filmes e programas seculares a partir de uma perspectiva cristã. Ele declara que mais do que nunca agora os pais preocupados precisam estar em estado de vigilância com relação ao tipo de entretenimento que crianças e adolescentes utilizam. Baehr diz que sexo e violência são tão comuns na televisão e cinemas que, infelizmente, muitos pais cristãos não monitoram de modo adequado o entretenimento dos filhos. Baehr observa que ao completar 17 anos, um rapaz ou moça passou sua infância e adolescência gastando entre 40 e 60 mil horas vendo televisão e jogando vídeo games. Os pais, ele afirma, precisam se informar acerca do que seus filhos e os amigos deles estão assistindo. “É uma quantidade tremenda de tempo quando se considera que eles gastam para ir à igreja só 11 mil horas”, comenta.

Fontes:
Culture Facts, November 7, 2003,Volume 6, Issue 10.
Crosswalk: Religion Today Summaries – November 11, 2003.

>Entretendo-se com a Escuridão

Posted in Uncategorized by juliosevero on 29 de outubro de 2003

>Entretendo-se com a Escuridão:
As Implicações dos RPGs na Vida dos Jovens

Julio Severo

“Olhos que não desgrudam da tela, mãos no mouse, rostos tensos, respiração acelerada. Os fones de ouvidos facilitam a percepção do inimigo. Adolescentes e jovens não se distraem com nenhum movimento além do alvo, que pode estar ao seu lado, no outro quarteirão, em outro estado ou num país distante…”
Elisângela Marques
[1]

Os jogos de computador são tão avançados e sofisticados em tecnologia que é quase impossível distinguir o mundo virtual da realidade. A maioria são feitos de tal maneira que o jovem se sente como se realmente estivesse vivendo o que está jogando. Não é então de admirar que a febre dos games esteja se espalhando rapidamente. Pesquisas apontam que adolescentes e até mesmo adultos estão passando mais e mais tempo mergulhados no mundo dos RPGs.

Não é anormal um jovem gostar de um jogo, porém os RPGs podem levar o jogador a experiências que podem ser muito mais do que só fantasias. RPG é uma sigla em inglês que significa role-playing game (jogo de interpretação de personagem). Nesse tipo de game (jogo), o jovem adota o papel de um personagem e o treina e equipa com poderes e armas especiais durante o curso do game ou série de games.

Caso real


Anos atrás, fui participar de uma conferência evangélica e fiquei hospedado na casa de uma família evangélica. O pai e a mãe trabalhavam na igreja, e os filhos também ajudavam. Muitas vezes, eu ficava com os filhos, um rapaz e uma moça, brincando com eles em seus jogos de computador. Havia alguns jogos bons e inofensivos, e havia também os mais desafiantes que, por acaso, traziam símbolos e situações bastante suspeitos ou explicitamente negativos. A moça tentava evitar os games mais sombrios, mas não conseguia evitar perder muito tempo jogando. Contudo, o rapaz gostava de games que tinham personagens e papéis envolvidos em cenários de túmulos, pentagramas e outros símbolos satânicos. Embora fossem batizados no Espírito Santo, ele não via problema com esse tipo de RPG, e ela achava que nunca se abriria, na vida real, para as práticas dos personagens e papéis que ela adotava nos jogos.

Hoje, a moça reconhece que havia sérios problemas em sua vida, inclusive visitações demoníacas. Agora ela passa muito tempo com Jesus na Palavra de Deus, porém seu irmão se tornou bruxo. Quando passavam muito tempo com RPGs espiritualmente duvidosos, será que eles não estavam na companhia de quem está por traz dos símbolos, títulos e papéis que lhe pertencem? A Palavra de Deus mostra que precisamos ter cuidado com quem passamos nosso tempo: “As más companhias estragam os bons costumes”. (1 Coríntios 15:33 BLH)

Os RPGs podem não ter ocasionado diretamente a contaminação desses jovens evangélicos no ocultismo, mas, juntamente com outros fatores, contribuíram para direcionar suas vidas para a escuridão, sem que eles ou seus pais percebessem o perigo a que eles estavam se expondo. Mesmo tendo nascido num lar evangélico, eles vieram a enfrentar graves problemas espirituais. Os jogos que eles usavam tinham situações imaginárias, mas os títulos e poderes utilizados eram cópia das forças do mal que existem na vida real. Os pais davam bons conselhos, porém não tinham firmeza moral suficiente para impedir a utilização em seu lar de entretenimentos espiritualmente nocivos, como programas de TV contendo terror, violência e imoralidade. De modo geral, seguindo a orientação da psicologia liberal, eles eram permissivos na educação dos filhos.

A influência ocultista dos games pode, como conseqüência, trazer confusão espiritual e, em casos extremos, colocar o jogador em contato com a atividade demoníaca.

Calabouços & Dragões

Então, quem joga um RPG com personagens e situações espirituais negativas pode entrar num mundo que é muito mais do que só fantasia e esse tipo de jogo tem atraído milhões de adeptos apaixonados. Com ou sem Internet, um jovem pode ficar 24 horas por dia ocupado só num RPG. Há casos de jogadores que passam um dia, um mês ou até mais de um ano no mesmo game! O primeiro e mais famoso jogo de interpretação de personagens é Dungeons & Dragons (Calabouços & Dragões). Lançado em 1974, Dungeons & Dragons (D&D) envolve o jogador com personagens identificados como bruxos, feiticeiros e magos e estima-se que mais de 160 milhões de jovens no mundo inteiro tenham jogado D&D, tornando-o o RPG de maior sucesso de todos os tempos.
[2] Há hoje muitas e diferentes versões de computador de D&D.

Afinal de contas, o que é esse jogo que tem um rastro de tanto sucesso? A escritora Pat Pulling define D&D da seguinte maneira:

Um jogo de interpretação de papéis de fantasia que usa demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, assassinato, insanidade, perversão sexual, homossexualismo, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação de demônios, necromancia, adivinhação, etc.[3]

A Srª Pulling sabe do que está falando. Anos atrás seu filho de 16 anos cometeu suicídio e uma investigação policial revelou que o rapaz estava afundado no satanismo. A Srª Pulling ficou perplexa porque sendo judeus ela e seu marido estavam devidamente conscientes do perigo do ocultismo, porém desconheciam completamente as experiências espirituais negativas do filho. Vasculhando melhor as coisas do filho, a mãe descobriu o grau de envolvimento dele com D&D e como ele estava realmente vivendo e aceitando os padrões espirituais do jogo. De acordo com o andamento do jogo, o rapaz recebeu uma maldição de morte de outro jogador e tudo acabou em morte.
[4]

Contudo, essa morte trágica não foi a última envolvendo D&D. Abaixo se encontram alguns dos casos registrados:


Vernon Butts, conhecido como o “Assassino das Rodovias”, cometeu suicídio em sua cela em 1987 enquanto estava preso sob a suspeita de vários assassinatos. Ele era viciado em D&D.

Michael Dempsey, de 17 anos, se suicida com um tiro na cabeça em 19 de maio de 1981. Testemunhas o viram tentando invocar os demônios de D&D minutos antes de sua morte.

O jogador de D&D Steve Loyacano se suicida por envenenamento de monóxido de carbono em 14 de outubro de 1982. A polícia afirmou em relatório que coisas satânicas que ele escrevia e uma nota de suicídio ligavam sua morte a D&D.

O jogador de D&D Timothy Grice, de 21 anos, comete suicídio com um tiro de bala em 17 de janeiro de 1983. O relatório do detetive comenta: “D&D se tornou realidade. Ele achava que ele não estava preso a esta vida, mas que podia partir e voltar, por causa do jogo”.

O jogador de D&D Harold T. Collins, de 18 anos, se enforca em 29 de abril de 1983.

O jogador de D&D Steve Erwin, de 12 anos, se suicida com um tiro em 2 de novembro de 1984. O relatório do detetive dizia: “Sem dúvida, D&D lhes custou a vida”.

O jogador de D&D Joseph Malin se declara culpado de um assassinato em 2 de março de 1988 e foi condenado a passar o resto da vida na prisão. Ele estuprou e matou a facadas uma menina de 13 anos enquanto jogava D&D.

O jogador de D&D Tom Sullivan, de 14 anos, entrou no satanismo e acabou matando a mãe a facadas.

O jogador de D&D Sean Sellers, de 14 anos, foi condenado a morte por matar os pais e um funcionário de uma loja em 11 de janeiro de 1987. Antes de ser executado, ele entregou sua vida a Jesus. Ele confessou que seu envolvimento com o satanismo começou com o RPG D&D.[5]

Títulos e Palavras que Revelam


Devido ao enorme sucesso de D&D, muitos RPGs procuram seguir, de uma forma ou de outra, seu estilo. Embora outros jogos tenham títulos diversos e diferentes, os personagens e seus poderes seguem o exemplo espiritual que D&D deixou. Vamos então conhecer alguns termos usados em D&D e outros RPGs. Os títulos originais são em inglês, mas os jogos nunca deixam de trair sua essência espiritual. Só pelos títulos traduzidos dos games já é possível entender que há muito mais do que só fantasia:

Igual a Deus, Espada e Feitiçaria, Calabouço de Túmulos, Necromancista [indivíduo que invoca os mortos], Advanced Dungeons and Dragons [muitas e diversas versões], Paranóia, Paranormal, Terra dos Mortos, etc.

Os manuais e livros de RPGs têm os seguintes títulos interessantes (conforme apuração que fiz num site americano de venda de produtos de RPGs em maio de 2003):

Manual Monstruoso, Livro de Magia, A Opção do Jogador: Feitiços & Magia, Manual Completo do Bárbaro, Livro Completo dos Elfos, Livro Completo dos Gnomos, Manual Completo do Sacerdote, Manual Completo do Ladrão, Manual Completo do Bruxo, Livro Completo dos Anões, Livro Completo dos Vilões, Manual Completo dos Druidas, Guarda das Portas do Inferno, Culto do Dragão, Servos da Escuridão, Volta ao Túmulo dos Horrores, Sementes do Caos, Filhos da Noite, Forjado nas Trevas, Enciclopédia da Magia (vários volumes), Compêndio dos Feitiços do Bruxo (vários volumes), Xamã.

Significado de alguns termos, inclusive seus originais em inglês em itálico:

Gnomo: (Gnome) Designação comum a certos espíritos, feios e de baixa estatura, que, segundo os cabalistas, habitam o interior da Terra e têm sob sua guarda minas e tesouros. Demônio, duende.

Elfo: (Elf, elves) Gênio aéreo da mitologia escandinava, que simboliza o ar, o fogo, a Terra, etc. Ser sobrenatural de baixa estatura que causa intrigas e agitações. Duende. Demônio. Gnomo.

Anão: (Dwarf, dwarves) Ser sobrenatural de baixa estatura, que parece um homem feio e deformado. Duende. Demônio. Gnomo.

Dragão: (Dragon) Na Bíblia, o dragão é o próprio Satanás (cf. Apocalipse 20:2).

Xamã: (Shaman) Em diversos povos e sociedades, especialista a que se atribui a função e o poder, de natureza ritual mágico-religiosa, de recorrer a forças ou entidades sobrenaturais para realizar curas, adivinhação, exorcismo, encantamentos, etc.[6]

Nos RPGs o jogador pode assumir personagens e papéis como feiticeiro, druida e outras ocupações ligadas à bruxaria. Entre os vários papéis que o jogador pode representar estão:


Bruxo (Wizard): Personagem que, como na vida real, pode lançar encantamentos e utilizar os poderes da magia para vencer os obstáculos do jogo e vencer os inimigos.

Bruxa (Witch): Mesmo significado do anterior.

Mago (Magus, mage): Personagem semelhante ao bruxo, que se utiliza de forças das trevas para adquirir mais poder e controle sobre as situações.

Sacerdote (pagão) ou druida (Priest, druid): Personagem religioso que destrói os problemas e cura as doenças através de feitiços e poderes mágicos. Os druidas eram sacerdotes celtas que viviam na Bretanha e na Gália, antes do Cristianismo. Eles adoravam o sol e criam na reencarnação.

Ladrão (Thief): Personagem que, como na vida real, rouba suas vítimas.

Até mesmo os personagens que não têm uma ocupação nitidamente ligada à bruxaria são obrigados, para sobreviver no jogo, a aprender a usar a magia e lançar encantamentos contra seus oponentes. Os defensores dos RPGs ocultistas afirmam que o único problema nessa questão é o “radicalismo dos cristãos contra os mitos”. Mas será mesmo? Um grupo de bruxos na Grã-Bretanha reconhece que os livros de Harry Potter, que supostamente só contêm “mitos”, estão ajudando crianças no mundo inteiro a se interessar mais pela bruxaria.[7]

Como cristãos, não podemos desenvolver poderes mágicos, imaginários ou reais, para derrotar e destruir nossos inimigos. O poder espiritual do cristão vem da oração feita no nome de Jesus, e esse poder deve ser utilizado para curar e abençoar as pessoas e destruir as opressões na vida delas. Por coincidência, uma parte considerável dessas opressões tem origem exatamente nas forças espirituais que os símbolos, personagens e papéis dos RPGs representam na vida real. É claro que os RPGs não são a causa de todos os problemas relacionados com a bruxaria na sociedade, mas pode-se considerá-los como uma das portas de entrada para influências demoníacas.

Muitas questões e práticas de feitiçaria são consideradas mera fantasia pela sociedade, porém Deus alerta:

“Não permitam que se ache alguém entre vocês… que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas…” (Deuteronômio 18:10-12b NVI)

Poderíamos parafrasear o alerta de Deus da seguinte forma: “Não permitam que se ache entre vocês entretenimento contendo personagens que pratiquem adivinhação, ou se dediquem à magia, ou façam presságios, ou pratiquem feitiçaria ou façam encantamentos…” O que precisamos fazer então é deixar que o Espírito Santo coloque em nós o mesmo sentimento de aversão que Deus tem com relação a tudo o que nos prejudica.

A Febre do Yu-Gi-Oh

Desenhos japoneses de TV vêm ganhando fama internacional e alguns até têm versões em RPG, tais como Pokemon (que originalmente vem do termo Pocket Monsters [Monstros de Bolso]. Mas a moda mais recente entre os fãs desses desenhos é um personagem chamado Yugi (nome abreviado de Yu-Gi-Oh), que tem se tornado muito conhecido por suas cartas mágicas e imagens ocultas que estão se tornando verdadeiros tesouros cobiçados entre crianças colecionadoras no mundo inteiro.

A versão em desenho animado de Yu-Gi-Oh apareceu no ano 2000 e se tornou um sucesso imediato, provocando uma loucura que incluía vídeo games, gibis e um jogo de cartas, que bateram recordes de venda. Enquanto os RPGs são geralmente produzidos para alcançar os jovens, Yu-Gi-Oh tem como alvo as crianças. É bem comum ver um menino de 6, 7 ou 8 anos colecionando cartas ou obcecado com o desenho ou os jogos de Yu-Gi-Oh.

Yu-Gi-Oh é a estória de um menino chamado Yugi Mutou. Seu avô toma conta de uma loja de jogos e um dia lhe entrega uma caixa dourada, com o símbolo do olho de Anúbis por fora, onde há varias peças. O avô lhe explica que essas peças são parte de um quebra-cabeça (Enigma do Milênio), que revela um antigo jogo egípcio de guerra de cartas chamado “Monstros de Duelo” (Duel Monsters). O avô desafia Yugi a tentar montar as peças, e o neto desvenda o segredo do quebra-cabeça que libera o poderoso espírito de um rei egípcio chamado Yu-Gi-Oh. Aí, toda vez que ele vai duelar, o quebra-cabeça dá poderes especiais a Yugi. Ele se torna especialista no jogo Monstros de Duelo. Nesse jogo há criaturas místicas, duelos mágicos e um campo de batalha que está sempre mudando, cheio de armadilhas e ciladas mágicas.
[8] [9] [10]

Tal como Harry Potter, o mundo espiritualmente misterioso de Yugi tem raízes inegavelmente ligadas à bruxaria. No Yu-Gi-Oh as crianças recebem a informação de que esse jogo tão popular hoje foi realmente inventado no Egito antigo, há 5.000 anos, quando os faraós jogavam um jogo que envolvia rituais mágicos, adivinhação e o poder de monstros e feitiçaria. Os faraós resolviam os problemas de origem espiritual invocando espíritos mais fortes. Embora os faraós estejam mortos, Yugi descobre, através do quebra-cabeça egípcio antigo, que as forças espirituais que os faraós utilizavam não estão mortas. Quando consegue montar o quebra-cabeça, Yugi recebe muitas energias extraordinárias e se transforma num ser poderoso, Yami Yugi. De acordo com a profecia egípcia antiga, somente o escolhido seria capaz de resolver o Enigma do Milênio.

Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh, Yugi está num jogo e sua forma transformada Yami Yugi tira uma carta do deck com poder para bloquear o “olho milenial” de Pegasus que vê tudo. Yugi tira uma carta vencedora: a “Caixa Mística” que libera o “bruxo” dele, que aparece de maneira sobrenatural com sua vara mágica. Em seguida, ele tira a carta “Controle Mental” e lança um feitiço poderoso. “Como é que você se sente, Pegasus”, Yugi zomba de seu inimigo, “agora que o jogo virou e os poderes mágicos de controle da mente são usados contra você?” Quando chega sua vez, Pegasus passa e Yugi tira outra carta favorável: “É uma carta ritual… ritual mágico da escuridão. Para invocar seus grandes poderes devo fazer uma oferta em dobro”. Ele sacrifica dois poderosos monstros de Pegasus e grita em triunfo: “A oferta foi aceita. Surge um novo poder… O bruxo do caos negro…”[11]

Em Yu-Gi-Oh há muitos monstros em forma de cartas (lembrando alguns jogos de cartas de RPG), que ao mesmo tempo são monstros de verdade. De acordo com as informações contidas no RPG de Yu-Gi-Oh, os monstros do Duel Monster eram reais há 5.000 anos, e era com eles que os jogos das trevas eram jogados. Contudo, quando o poder saiu do controle dos faraós, os poderes de todos os monstros foram guardados dentro de tábuas de pedra. Cada uma dessas tábuas tem o desenho esculpido de um monstro e guarda o respectivo monstro. Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh é possível ver essas tábuas com os monstros, inclusive a invocação dos monstros aprisionados.
[12]

Algumas cartas de Yu-Gi-Oh levam títulos como Soul Exchange (Troca de Alma), Ultimate Offering (Oferta Máxima), Summoned Skull (Caveira Invocada), Saint Dragon (Dragão Santo), The God of Osiris (O Deus de Osíris) e Sorcerer of the Doomed (Feiticeiro dos Condenados). Essa última carta dá o seguinte aviso: “Esse feiticeiro é escravo das artes das trevas e mestre dos encantamentos para extinguir vidas”. Das 100 Cartas Monstros e Cartas Mágicas de Yu-Gi-Oh que um site brasileiro vende há títulos como Rei Caveira, Witch of the Black Forest (Bruxa da Floresta Negra), Magician of Faith (Mágico da Fé), Mask of Darkness (Máscara da Escuridão), Mystical Space Typhoon (Tifão Espacial Místico), Monster Reborn (Monstro Renascido), Dark Hole (Buraco Negro), Skull Lair (Covil da Caveira), Ominous Fortunetelling (Adivinhação Sinistra), Mystic Clown (Palhaço Místico), Winged Dragon (Dragão de Asas), Feral Imp (Demônio Selvagem), De-Spell (Removedor de Feitiços), Book of Secret Arts (Livro das Artes Secretas), Enchanted Javelin (Lança Encantada).
[13] Além disso, um dos jogos de Yu-Gi-Oh tem como título Cartas “Bíblia de Mil Olhos”.

O site oficial do Yu-Gi-Oh informa sobre seu jogo para crianças: “Duelo de Monstros é um jogo de batalha de cartas em que jogadores colocam diferentes criaturas místicas umas contra as outras em duelos mágicos selvagens! Acompanhado de monstros terríveis e poderosas cartas de encantamento, Yugi e seus amigos estão totalmente obcecados pelo jogo”. Mais obcecados ainda estão as crianças que jogam Yu-Gi-Oh. A fascinação por questões de bruxaria não tem apanhado crianças somente através de literatura “infantil” como Harry Potter, mas também através de desenhos e games. Não há dúvida de que em todas essas questões há muito mais envolvido do que só fantasia. Desenhos, revistas, games e brinquedos para crianças que têm tema ocultista são um canal e elo entre influências espirituais indesejadas e vítimas inocentes. Crianças são assim, os pais percebendo ou não, prejudicadas espiritualmente.

Psicoterapia através dos RPGs

O modo como os jogos de interpretação de personagens envolvem o jogador age de maneira parecida com as sessões de psicoterapia. A maioria dos conselheiros e psicólogos usa a interpretação de personagens para modificar certos tipos de condutas e idéias na vida das pessoas. Por exemplo, no caso de um viciado em drogas (de uma perspectiva puramente psicológica), o conselheiro o faria viver um cenário imaginário em que um amigo lhe ofereceria drogas. O viciado interpretaria a cena várias vezes e de diversas maneiras até chegar ao ponto em que ele adquirisse experiência suficiente para resistir. Na interpretação de um personagem, a pessoa o representa tanto que passa a assumir seu comportamento. Nos RPGs não é diferente. A interpretação de um personagem virtual pode e tem levado a modificação de comportamento na vida de muitos jovens.
[14]

Na cidade americana de Paducah, no Kentucky, Michael Carneal, um rapaz de 14 anos, roubou a arma da casa de um vizinho, levou-a à escola e deu oito tiros num grupo de oração. Antes do roubo, ele nunca havia usado um revólver de verdade. Dos oito tiros que deu, ele acertou todos, atingindo oito colegas de escola. Cinco foram na cabeça, e os outros no peito. Os resultados foram três mortos e um paralítico pelo resto da vida. O FBI informa que em média policiais experientes acertam, de cada cinco tiros, no máximo uma bala. Como então um rapaz que nunca usou uma arma conseguiu adquirir tanta habilidade para atirar com precisão? Onde foi que ele recebeu seu treinamento?
[15]

O Perigo dos Entretenimentos Violentos


Muitos estudos em anos recentes provam que imagens de violência nos games e na televisão estão causando um aumento na violência até mesmo entre crianças. Os estudos foram realizados por importantes entidades como a Associação Médica Americana, a Academia Americana de Pediatria, a Academia Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil e a Associação Americana de Psicologia.
[16]

Games que contêm temas violentos tendem a tornar os jogadores insensíveis para com a questão da violência e para com as vítimas de atos violentos. Dois estudos publicados em 23 de abril de 2000 provam claramente que os games violentos realmente afetam de modo negativo a conduta de quem os joga. Um dos estudos provou que games com violência explícita produzem um aumento imediato em atitudes e idéias agressivas. O outro estudo constatou que games violentos não só provocam um aumento nas atitudes agressivas, mas também produzem impacto de longo prazo que afetam, na vida real, as atitudes e relacionamentos dos jogadores. Professores de psicologia das Universidades de Missouri e Columbia e da Faculdade Lenoir-Rhyne conduziram o estudo em 227 estudantes universitários voluntários que estavam começando cursos de psicologia. Os psicólogos Craig Anderson e Karen Dill constataram que games violentos de computador afetam o jogador das seguintes maneiras:

O jogador se identifica com o personagem que pratica agressão. Uma coisa é você assistir a um filme de um homem que mata todos os seus inimigos, outra é você mesmo assumir a identidade desse homem num game onde você usa a arma e se envolve emocionalmente no “prazer” de matar os outros personagens com as próprias mãos. Esse tipo de jogo tem as seguintes conseqüências na vida do jogador: 1: Ajuda-o a adquirir atitudes favoráveis ao uso da violência. 2: Ajuda-o a presumir que os outros também têm atitudes semelhantes de agressividade. 3: Ajuda-o a acreditar que as soluções violentas são eficazes e adequadas para resolver os problemas da vida. 4: Ajuda-o a ver as atitudes agressivas para com os outros, tais como brigar e atirar, como atitudes necessárias e adequadas para lidar com os outros.[17]

Os filmes violentos e imorais da televisão têm um impacto importante na vida dos jovens, porém os jogos em que eles interpretam um personagem que usa armas e violência os treinam para adquirir características de comportamento do personagem que eles adotaram. Embora nem todo jovem se torne assassino como conseqüência dessa influência negativa, é inegável o fato de que os RPGs podem modificar as atitudes.

Um dos RPGs que conheci era uma corrida de moto em que era preciso chutar, dar socos e usar uma corrente o tempo todo contra os outros competidores. À primeira vista, parecia só diversão, mas os personagens que eu e os outros jogadores tínhamos de assumir eram motoqueiros que, na vida real, se entregavam à anarquia, bebedeira, prostituição e brigas. Se na vida real o cristão e qualquer outra pessoa decente procura não se aproximar de nada que tenha ligação com esses comportamentos, por que deveríamos abrir uma exceção na “diversão”? Se na vida real não podemos chutar e dar socos em outros competidores esportivos, por que deveríamos nos acostumar com essas agressões num entretenimento? Aliás, se soubéssemos que um evento em que queremos entrar é aberto a agressões, é claro que evitaríamos participar. Chutes e socos são atos ilegais em atividades esportivas como corrida e outras competições.

Aproveitando bem nosso tempo

Contudo, mesmo que os RPGs não tivessem nenhum conteúdo satânico, imoral ou violento, ainda assim precisamos parar para perguntar: “Será que preciso gastar horas num jogo?” Afinal, a Palavra de Deus esclarece que não devemos evitar somente o que é obviamente mal. Precisamos evitar tudo o que ocupa desnecessariamente muito de nosso tempo.

“Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm.” (Efésios 5:16 BLH)

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada me domine. (1 Coríntios 6:12 NVI)

Confesso que alguns jogos de computador são tão excitantes que é difícil jogar apenas uma hora. O poder viciador de um RPG aprisiona os jogadores e alegra e enriquece seus fabricantes! Ainda que venham a criar RPGs evangélicos, isso não quer dizer que passar muito tempo jogando é a mesma coisa que passar muito tempo lendo a Bíblia. Será que convém investir muito do nosso tempo em algo que não é errado, mas que não é tão importante quanto passar tempo com Jesus na Palavra de Deus? Além disso, há sempre a necessidade de se cultivar maior tempo de comunhão com a família ou permanecer mais tempo diante de Deus em oração e adoração. É claro que o mesmo princípio também se aplica a outros tipos de entretenimento além dos RPGs. Seria desigual e injusto passarmos só meia hora por dia na Palavra de Deus enquanto permitimos que programas de TV, ainda que não sejam indecentes, se apoderem de horas de nosso precioso tempo.

Por experiência, posso dizer que quando passamos muito tempo com Jesus lendo sua Palavra, somos fortalecidos. Não deixo de passar um dia sem ler e estudar no mínimo 20 capítulos da Bíblia, em oração. Posso me entreter, sem gastar muito do meu tempo numa diversão. No entanto, achei mais justo trocar os longos horários de entretenimento por momentos mais longos na presença de Deus. É assim que aproveito todas as oportunidades que tenho para conhecer Jesus melhor e crescer na sua graça.

Contaminação Espiritual

Certa vez joguei um RPG de computador na casa de amigos evangélicos e ao prestar bem atenção percebi que a cada nível que o jogador passava aparecia, num piscar de olho, um símbolo como o pentagrama e a cruz de cabeça para baixo. Esses símbolos vinham de maneira tão rápida e sorrateira que mal dava para ver, tornando bastante suspeito os motivos de sua colocação e propósito. Ninguém os usaria sem um objetivo em mente. Se o poder da magia é real e forte, quem foi usado para colocá-los estava, conscientemente ou não, dando espaço para influências demoníacas na mente e vida dos jogadores incautos. “Porque não ignoramos os seus ardis”. (2 Coríntios 2:11 RC)

O mundo espiritual é complexo e há perigos que não são imaginação. A Palavra de Deus ensina que o risco de contaminação espiritual existe e precisamos evitar até mesmo mencionar nomes de demônios (cf. Êxodo 23:13). Quando alguém permite em seu lar um objeto consagrado a qualquer entidade espiritual que não seja o único Deus verdadeiro, ele pode desnecessariamente sofrer sérias conseqüências. “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada.” (Deuteronômio 7:26 RA)

A contaminação espiritual pode ocorrer através dos olhos. “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.” (Salmos 101:3 RC) Nesse Salmo, o rei Davi mostra que ele tinha todo o cuidado para não trazer para seu lar nenhum tipo de objeto espiritualmente suspeito, a fim de que ele e outros em sua família não contaminassem a alma através dos olhos. Nesse caso, pode-se entender contaminação como manter diante de nós um objeto que nos expõe, por vontade própria ou não, a influências espirituais indesejadas. Portanto, podemos ver que Davi jamais pensaria em distrair os olhos e a mente vendo ações violentas, satânicas, imorais ou impróprias dentro de seu próprio lar. É claro que esse princípio bíblico não é útil somente no caso dos RPGs, mas de todas as formas de entretenimento, inclusive TV, revistas, etc.

Jesus ensina que os olhos são a porta para a alma. Se alguém ocupa os olhos com coisas que são da luz, a luz encherá a sua vida. Por outro lado, se ele deixar que seus olhos se distraiam com coisas da escuridão, sua alma não deixará de ser afetada. Jesus diz: “Os olhos são como uma luz para o corpo: Quando os olhos de você são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não seja escuridão”. (Lucas 11:34-35 BLH)

É por isso que o salmista orava para o Senhor: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade.” (Salmos 119:37a RC) Vaidade aqui significa coisas sem valor para Deus. Então, nossa responsabilidade é ter cuidado, para que a luz que há em nós e nosso lar não vire escuridão. Afinal, vale a pena contaminar nossas vidas e lares por causa de um entretenimento? Um jogo ou programa inadequado de TV merece esse preço?

Precisamos ser cuidadosos o suficiente para evitar todo tipo de entretenimento suspeito. Na dúvida, é melhor evitar do que se prejudicar. “Abstende-vos de toda aparência do mal”. (1 Tessalonicenses 5:22 RC)

Tomando o Devido Cuidado

Colossenses 2:8 revela que se deixarmos que o modo de pensar do mundo nos entretenha continuamente, corremos o sério risco de nos enfraquecer em nossa fé em Cristo. Aplicando às nossas vidas os princípios da Palavra de Deus, não teremos dificuldade de reconhecer um entretenimento inconveniente. Quando um game é impróprio?

Quando incentiva o jogador a agir de um modo não necessariamente ocultista, mas sem ética e moral, como chutar e bater nos outros e tirar a roupas de personagens femininos.

Quando incentiva o jogador a cometer atos que, na vida real, são ilegais, como vandalismo, assédio sexual, roubo, destruição de propriedade, mutilação ou assassinatos a fim de ganhar pontos para avançar.

Os pais precisam ficar sempre alertas para reconhecer e entender o que pode estar influenciando seus filhos. Como então eles podem ajudar os filhos a não se prejudicar com games impróprios?

Orando por eles.

Incentivando-os a passar muito tempo lendo a Palavra de Deus (de preferência, numa versão como a NVI ou a Bíblia na Linguagem de Hoje). É claro que um dos maiores incentivos é o seu próprio exemplo.


Estabelecendo limites adequados para os tipos de entretenimento que podem ser permitidos no seu lar.


Assistindo aos programas de TV e jogando games junto com seus filhos. Fique por dentro do que eles estão vendo, ouvindo e usando. Nessas situações, peça a sabedoria de Deus para transmitir valores morais a eles.


Evitando games e programas de TV que tenham conteúdo de violência e atos e insinuações indecentes.


Dando atenção a eles. Seu filho provavelmente tem alguns jogos favoritos. Jogue com ele e converse sobre os personagens e como eles lidam com os problemas. Ajude-o a entender como a vida realmente funciona e ensine-o a olhar para Jesus e os personagens justos da Bíblia como modelo de pessoas que sabem enfrentar problemas e batalhas.


Limitando o tempo que seu filho passa no computador. Ainda que um game que seu filho jogue não seja violento, passar muito tempo jogando vai aos poucos isolá-lo de um contato saudável com a família, trazendo conseqüência e prejuízos sérios para os relacionamentos.
Envolvendo-se na vida de seu filho e incentivando-o a cultivar atividades que o ajudarão espiritual, emocional e fisicamente.

Uma versão deste artigo, escrita por Julio Severo, foi publicada pela primeira vez como matéria de capa da revista Defesa da Fé de outubro de 2003, pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

Fonte:
www.juliosevero.com.br

[1] http://www.jj.com.br/jj2/agito/agito25102002-01.html
[2] http://www.family.org/pplace/pi/films/a0014049.html
[3] Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House: Lafayette, Louisiana, 1989), p. 179.
[4] Idem.
[5] http://www.chick.com/articles/frpg.asp
[6] Dicionário Aurélio, Babylon Dictionary, Webster’s Ninth New Collegiate Dictionary e Encarta Pocket Dictionary.
[7] http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=33032
[8] http://www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_8.html
[9] http://www.villagestreetwear.com/yugthouscar.html.
[10] http://www.angelfire.com/anime5/otakuparadise/yugioh.html
[11] http://www.cuttingedge.org/articles/bc001.html
[12] http://www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_7.html
[13] http://www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=10058202
[14] http://www.chick.com/articles/frpg.asp
[15] http://www.killology.com/book_stop_summary.htm
[16] http://www.almenconi.com/topics/games/vent24.html
[17] http://www.almenconi.com/topics/games/vent20.html

Entretendo-se com a Escuridão

Posted in Uncategorized by juliosevero on 29 de outubro de 2003

Entretendo-se com a Escuridão:
As Implicações dos RPGs na Vida dos Jovens

Julio Severo

“Olhos que não desgrudam da tela, mãos no mouse, rostos tensos, respiração acelerada. Os fones de ouvidos facilitam a percepção do inimigo. Adolescentes e jovens não se distraem com nenhum movimento além do alvo, que pode estar ao seu lado, no outro quarteirão, em outro estado ou num país distante…”
Elisângela Marques
[1]

Os jogos de computador são tão avançados e sofisticados em tecnologia que é quase impossível distinguir o mundo virtual da realidade. A maioria são feitos de tal maneira que o jovem se sente como se realmente estivesse vivendo o que está jogando. Não é então de admirar que a febre dos games esteja se espalhando rapidamente. Pesquisas apontam que adolescentes e até mesmo adultos estão passando mais e mais tempo mergulhados no mundo dos RPGs.

Não é anormal um jovem gostar de um jogo, porém os RPGs podem levar o jogador a experiências que podem ser muito mais do que só fantasias. RPG é uma sigla em inglês que significa role-playing game (jogo de interpretação de personagem). Nesse tipo de game (jogo), o jovem adota o papel de um personagem e o treina e equipa com poderes e armas especiais durante o curso do game ou série de games.

Caso real


Anos atrás, fui participar de uma conferência evangélica e fiquei hospedado na casa de uma família evangélica. O pai e a mãe trabalhavam na igreja, e os filhos também ajudavam. Muitas vezes, eu ficava com os filhos, um rapaz e uma moça, brincando com eles em seus jogos de computador. Havia alguns jogos bons e inofensivos, e havia também os mais desafiantes que, por acaso, traziam símbolos e situações bastante suspeitos ou explicitamente negativos. A moça tentava evitar os games mais sombrios, mas não conseguia evitar perder muito tempo jogando. Contudo, o rapaz gostava de games que tinham personagens e papéis envolvidos em cenários de túmulos, pentagramas e outros símbolos satânicos. Embora fossem batizados no Espírito Santo, ele não via problema com esse tipo de RPG, e ela achava que nunca se abriria, na vida real, para as práticas dos personagens e papéis que ela adotava nos jogos.

Hoje, a moça reconhece que havia sérios problemas em sua vida, inclusive visitações demoníacas. Agora ela passa muito tempo com Jesus na Palavra de Deus, porém seu irmão se tornou bruxo. Quando passavam muito tempo com RPGs espiritualmente duvidosos, será que eles não estavam na companhia de quem está por traz dos símbolos, títulos e papéis que lhe pertencem? A Palavra de Deus mostra que precisamos ter cuidado com quem passamos nosso tempo: “As más companhias estragam os bons costumes”. (1 Coríntios 15:33 BLH)

Os RPGs podem não ter ocasionado diretamente a contaminação desses jovens evangélicos no ocultismo, mas, juntamente com outros fatores, contribuíram para direcionar suas vidas para a escuridão, sem que eles ou seus pais percebessem o perigo a que eles estavam se expondo. Mesmo tendo nascido num lar evangélico, eles vieram a enfrentar graves problemas espirituais. Os jogos que eles usavam tinham situações imaginárias, mas os títulos e poderes utilizados eram cópia das forças do mal que existem na vida real. Os pais davam bons conselhos, porém não tinham firmeza moral suficiente para impedir a utilização em seu lar de entretenimentos espiritualmente nocivos, como programas de TV contendo terror, violência e imoralidade. De modo geral, seguindo a orientação da psicologia liberal, eles eram permissivos na educação dos filhos.

A influência ocultista dos games pode, como conseqüência, trazer confusão espiritual e, em casos extremos, colocar o jogador em contato com a atividade demoníaca.

Calabouços & Dragões

Então, quem joga um RPG com personagens e situações espirituais negativas pode entrar num mundo que é muito mais do que só fantasia e esse tipo de jogo tem atraído milhões de adeptos apaixonados. Com ou sem Internet, um jovem pode ficar 24 horas por dia ocupado só num RPG. Há casos de jogadores que passam um dia, um mês ou até mais de um ano no mesmo game! O primeiro e mais famoso jogo de interpretação de personagens é Dungeons & Dragons (Calabouços & Dragões). Lançado em 1974, Dungeons & Dragons (D&D) envolve o jogador com personagens identificados como bruxos, feiticeiros e magos e estima-se que mais de 160 milhões de jovens no mundo inteiro tenham jogado D&D, tornando-o o RPG de maior sucesso de todos os tempos.
[2] Há hoje muitas e diferentes versões de computador de D&D.

Afinal de contas, o que é esse jogo que tem um rastro de tanto sucesso? A escritora Pat Pulling define D&D da seguinte maneira:

Um jogo de interpretação de papéis de fantasia que usa demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, assassinato, insanidade, perversão sexual, homossexualismo, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação de demônios, necromancia, adivinhação, etc.[3]

A Srª Pulling sabe do que está falando. Anos atrás seu filho de 16 anos cometeu suicídio e uma investigação policial revelou que o rapaz estava afundado no satanismo. A Srª Pulling ficou perplexa porque sendo judeus ela e seu marido estavam devidamente conscientes do perigo do ocultismo, porém desconheciam completamente as experiências espirituais negativas do filho. Vasculhando melhor as coisas do filho, a mãe descobriu o grau de envolvimento dele com D&D e como ele estava realmente vivendo e aceitando os padrões espirituais do jogo. De acordo com o andamento do jogo, o rapaz recebeu uma maldição de morte de outro jogador e tudo acabou em morte.
[4]

Contudo, essa morte trágica não foi a última envolvendo D&D. Abaixo se encontram alguns dos casos registrados:


Vernon Butts, conhecido como o “Assassino das Rodovias”, cometeu suicídio em sua cela em 1987 enquanto estava preso sob a suspeita de vários assassinatos. Ele era viciado em D&D.

Michael Dempsey, de 17 anos, se suicida com um tiro na cabeça em 19 de maio de 1981. Testemunhas o viram tentando invocar os demônios de D&D minutos antes de sua morte.

O jogador de D&D Steve Loyacano se suicida por envenenamento de monóxido de carbono em 14 de outubro de 1982. A polícia afirmou em relatório que coisas satânicas que ele escrevia e uma nota de suicídio ligavam sua morte a D&D.

O jogador de D&D Timothy Grice, de 21 anos, comete suicídio com um tiro de bala em 17 de janeiro de 1983. O relatório do detetive comenta: “D&D se tornou realidade. Ele achava que ele não estava preso a esta vida, mas que podia partir e voltar, por causa do jogo”.

O jogador de D&D Harold T. Collins, de 18 anos, se enforca em 29 de abril de 1983.

O jogador de D&D Steve Erwin, de 12 anos, se suicida com um tiro em 2 de novembro de 1984. O relatório do detetive dizia: “Sem dúvida, D&D lhes custou a vida”.

O jogador de D&D Joseph Malin se declara culpado de um assassinato em 2 de março de 1988 e foi condenado a passar o resto da vida na prisão. Ele estuprou e matou a facadas uma menina de 13 anos enquanto jogava D&D.

O jogador de D&D Tom Sullivan, de 14 anos, entrou no satanismo e acabou matando a mãe a facadas.

O jogador de D&D Sean Sellers, de 14 anos, foi condenado a morte por matar os pais e um funcionário de uma loja em 11 de janeiro de 1987. Antes de ser executado, ele entregou sua vida a Jesus. Ele confessou que seu envolvimento com o satanismo começou com o RPG D&D.[5]

Títulos e Palavras que Revelam


Devido ao enorme sucesso de D&D, muitos RPGs procuram seguir, de uma forma ou de outra, seu estilo. Embora outros jogos tenham títulos diversos e diferentes, os personagens e seus poderes seguem o exemplo espiritual que D&D deixou. Vamos então conhecer alguns termos usados em D&D e outros RPGs. Os títulos originais são em inglês, mas os jogos nunca deixam de trair sua essência espiritual. Só pelos títulos traduzidos dos games já é possível entender que há muito mais do que só fantasia:

Igual a Deus, Espada e Feitiçaria, Calabouço de Túmulos, Necromancista [indivíduo que invoca os mortos], Advanced Dungeons and Dragons [muitas e diversas versões], Paranóia, Paranormal, Terra dos Mortos, etc.

Os manuais e livros de RPGs têm os seguintes títulos interessantes (conforme apuração que fiz num site americano de venda de produtos de RPGs em maio de 2003):

Manual Monstruoso, Livro de Magia, A Opção do Jogador: Feitiços & Magia, Manual Completo do Bárbaro, Livro Completo dos Elfos, Livro Completo dos Gnomos, Manual Completo do Sacerdote, Manual Completo do Ladrão, Manual Completo do Bruxo, Livro Completo dos Anões, Livro Completo dos Vilões, Manual Completo dos Druidas, Guarda das Portas do Inferno, Culto do Dragão, Servos da Escuridão, Volta ao Túmulo dos Horrores, Sementes do Caos, Filhos da Noite, Forjado nas Trevas, Enciclopédia da Magia (vários volumes), Compêndio dos Feitiços do Bruxo (vários volumes), Xamã.

Significado de alguns termos, inclusive seus originais em inglês em itálico:

Gnomo: (Gnome) Designação comum a certos espíritos, feios e de baixa estatura, que, segundo os cabalistas, habitam o interior da Terra e têm sob sua guarda minas e tesouros. Demônio, duende.

Elfo: (Elf, elves) Gênio aéreo da mitologia escandinava, que simboliza o ar, o fogo, a Terra, etc. Ser sobrenatural de baixa estatura que causa intrigas e agitações. Duende. Demônio. Gnomo.

Anão: (Dwarf, dwarves) Ser sobrenatural de baixa estatura, que parece um homem feio e deformado. Duende. Demônio. Gnomo.

Dragão: (Dragon) Na Bíblia, o dragão é o próprio Satanás (cf. Apocalipse 20:2).

Xamã: (Shaman) Em diversos povos e sociedades, especialista a que se atribui a função e o poder, de natureza ritual mágico-religiosa, de recorrer a forças ou entidades sobrenaturais para realizar curas, adivinhação, exorcismo, encantamentos, etc.[6]

Nos RPGs o jogador pode assumir personagens e papéis como feiticeiro, druida e outras ocupações ligadas à bruxaria. Entre os vários papéis que o jogador pode representar estão:


Bruxo (Wizard): Personagem que, como na vida real, pode lançar encantamentos e utilizar os poderes da magia para vencer os obstáculos do jogo e vencer os inimigos.

Bruxa (Witch): Mesmo significado do anterior.

Mago (Magus, mage): Personagem semelhante ao bruxo, que se utiliza de forças das trevas para adquirir mais poder e controle sobre as situações.

Sacerdote (pagão) ou druida (Priest, druid): Personagem religioso que destrói os problemas e cura as doenças através de feitiços e poderes mágicos. Os druidas eram sacerdotes celtas que viviam na Bretanha e na Gália, antes do Cristianismo. Eles adoravam o sol e criam na reencarnação.

Ladrão (Thief): Personagem que, como na vida real, rouba suas vítimas.

Até mesmo os personagens que não têm uma ocupação nitidamente ligada à bruxaria são obrigados, para sobreviver no jogo, a aprender a usar a magia e lançar encantamentos contra seus oponentes. Os defensores dos RPGs ocultistas afirmam que o único problema nessa questão é o “radicalismo dos cristãos contra os mitos”. Mas será mesmo? Um grupo de bruxos na Grã-Bretanha reconhece que os livros de Harry Potter, que supostamente só contêm “mitos”, estão ajudando crianças no mundo inteiro a se interessar mais pela bruxaria.[7]

Como cristãos, não podemos desenvolver poderes mágicos, imaginários ou reais, para derrotar e destruir nossos inimigos. O poder espiritual do cristão vem da oração feita no nome de Jesus, e esse poder deve ser utilizado para curar e abençoar as pessoas e destruir as opressões na vida delas. Por coincidência, uma parte considerável dessas opressões tem origem exatamente nas forças espirituais que os símbolos, personagens e papéis dos RPGs representam na vida real. É claro que os RPGs não são a causa de todos os problemas relacionados com a bruxaria na sociedade, mas pode-se considerá-los como uma das portas de entrada para influências demoníacas.

Muitas questões e práticas de feitiçaria são consideradas mera fantasia pela sociedade, porém Deus alerta:

“Não permitam que se ache alguém entre vocês… que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas…” (Deuteronômio 18:10-12b NVI)

Poderíamos parafrasear o alerta de Deus da seguinte forma: “Não permitam que se ache entre vocês entretenimento contendo personagens que pratiquem adivinhação, ou se dediquem à magia, ou façam presságios, ou pratiquem feitiçaria ou façam encantamentos…” O que precisamos fazer então é deixar que o Espírito Santo coloque em nós o mesmo sentimento de aversão que Deus tem com relação a tudo o que nos prejudica.

A Febre do Yu-Gi-Oh

Desenhos japoneses de TV vêm ganhando fama internacional e alguns até têm versões em RPG, tais como Pokemon (que originalmente vem do termo Pocket Monsters [Monstros de Bolso]. Mas a moda mais recente entre os fãs desses desenhos é um personagem chamado Yugi (nome abreviado de Yu-Gi-Oh), que tem se tornado muito conhecido por suas cartas mágicas e imagens ocultas que estão se tornando verdadeiros tesouros cobiçados entre crianças colecionadoras no mundo inteiro.

A versão em desenho animado de Yu-Gi-Oh apareceu no ano 2000 e se tornou um sucesso imediato, provocando uma loucura que incluía vídeo games, gibis e um jogo de cartas, que bateram recordes de venda. Enquanto os RPGs são geralmente produzidos para alcançar os jovens, Yu-Gi-Oh tem como alvo as crianças. É bem comum ver um menino de 6, 7 ou 8 anos colecionando cartas ou obcecado com o desenho ou os jogos de Yu-Gi-Oh.

Yu-Gi-Oh é a estória de um menino chamado Yugi Mutou. Seu avô toma conta de uma loja de jogos e um dia lhe entrega uma caixa dourada, com o símbolo do olho de Anúbis por fora, onde há varias peças. O avô lhe explica que essas peças são parte de um quebra-cabeça (Enigma do Milênio), que revela um antigo jogo egípcio de guerra de cartas chamado “Monstros de Duelo” (Duel Monsters). O avô desafia Yugi a tentar montar as peças, e o neto desvenda o segredo do quebra-cabeça que libera o poderoso espírito de um rei egípcio chamado Yu-Gi-Oh. Aí, toda vez que ele vai duelar, o quebra-cabeça dá poderes especiais a Yugi. Ele se torna especialista no jogo Monstros de Duelo. Nesse jogo há criaturas místicas, duelos mágicos e um campo de batalha que está sempre mudando, cheio de armadilhas e ciladas mágicas.
[8] [9] [10]

Tal como Harry Potter, o mundo espiritualmente misterioso de Yugi tem raízes inegavelmente ligadas à bruxaria. No Yu-Gi-Oh as crianças recebem a informação de que esse jogo tão popular hoje foi realmente inventado no Egito antigo, há 5.000 anos, quando os faraós jogavam um jogo que envolvia rituais mágicos, adivinhação e o poder de monstros e feitiçaria. Os faraós resolviam os problemas de origem espiritual invocando espíritos mais fortes. Embora os faraós estejam mortos, Yugi descobre, através do quebra-cabeça egípcio antigo, que as forças espirituais que os faraós utilizavam não estão mortas. Quando consegue montar o quebra-cabeça, Yugi recebe muitas energias extraordinárias e se transforma num ser poderoso, Yami Yugi. De acordo com a profecia egípcia antiga, somente o escolhido seria capaz de resolver o Enigma do Milênio.

Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh, Yugi está num jogo e sua forma transformada Yami Yugi tira uma carta do deck com poder para bloquear o “olho milenial” de Pegasus que vê tudo. Yugi tira uma carta vencedora: a “Caixa Mística” que libera o “bruxo” dele, que aparece de maneira sobrenatural com sua vara mágica. Em seguida, ele tira a carta “Controle Mental” e lança um feitiço poderoso. “Como é que você se sente, Pegasus”, Yugi zomba de seu inimigo, “agora que o jogo virou e os poderes mágicos de controle da mente são usados contra você?” Quando chega sua vez, Pegasus passa e Yugi tira outra carta favorável: “É uma carta ritual… ritual mágico da escuridão. Para invocar seus grandes poderes devo fazer uma oferta em dobro”. Ele sacrifica dois poderosos monstros de Pegasus e grita em triunfo: “A oferta foi aceita. Surge um novo poder… O bruxo do caos negro…”[11]

Em Yu-Gi-Oh há muitos monstros em forma de cartas (lembrando alguns jogos de cartas de RPG), que ao mesmo tempo são monstros de verdade. De acordo com as informações contidas no RPG de Yu-Gi-Oh, os monstros do Duel Monster eram reais há 5.000 anos, e era com eles que os jogos das trevas eram jogados. Contudo, quando o poder saiu do controle dos faraós, os poderes de todos os monstros foram guardados dentro de tábuas de pedra. Cada uma dessas tábuas tem o desenho esculpido de um monstro e guarda o respectivo monstro. Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh é possível ver essas tábuas com os monstros, inclusive a invocação dos monstros aprisionados.
[12]

Algumas cartas de Yu-Gi-Oh levam títulos como Soul Exchange (Troca de Alma), Ultimate Offering (Oferta Máxima), Summoned Skull (Caveira Invocada), Saint Dragon (Dragão Santo), The God of Osiris (O Deus de Osíris) e Sorcerer of the Doomed (Feiticeiro dos Condenados). Essa última carta dá o seguinte aviso: “Esse feiticeiro é escravo das artes das trevas e mestre dos encantamentos para extinguir vidas”. Das 100 Cartas Monstros e Cartas Mágicas de Yu-Gi-Oh que um site brasileiro vende há títulos como Rei Caveira, Witch of the Black Forest (Bruxa da Floresta Negra), Magician of Faith (Mágico da Fé), Mask of Darkness (Máscara da Escuridão), Mystical Space Typhoon (Tifão Espacial Místico), Monster Reborn (Monstro Renascido), Dark Hole (Buraco Negro), Skull Lair (Covil da Caveira), Ominous Fortunetelling (Adivinhação Sinistra), Mystic Clown (Palhaço Místico), Winged Dragon (Dragão de Asas), Feral Imp (Demônio Selvagem), De-Spell (Removedor de Feitiços), Book of Secret Arts (Livro das Artes Secretas), Enchanted Javelin (Lança Encantada).
[13] Além disso, um dos jogos de Yu-Gi-Oh tem como título Cartas “Bíblia de Mil Olhos”.

O site oficial do Yu-Gi-Oh informa sobre seu jogo para crianças: “Duelo de Monstros é um jogo de batalha de cartas em que jogadores colocam diferentes criaturas místicas umas contra as outras em duelos mágicos selvagens! Acompanhado de monstros terríveis e poderosas cartas de encantamento, Yugi e seus amigos estão totalmente obcecados pelo jogo”. Mais obcecados ainda estão as crianças que jogam Yu-Gi-Oh. A fascinação por questões de bruxaria não tem apanhado crianças somente através de literatura “infantil” como Harry Potter, mas também através de desenhos e games. Não há dúvida de que em todas essas questões há muito mais envolvido do que só fantasia. Desenhos, revistas, games e brinquedos para crianças que têm tema ocultista são um canal e elo entre influências espirituais indesejadas e vítimas inocentes. Crianças são assim, os pais percebendo ou não, prejudicadas espiritualmente.

Psicoterapia através dos RPGs

O modo como os jogos de interpretação de personagens envolvem o jogador age de maneira parecida com as sessões de psicoterapia. A maioria dos conselheiros e psicólogos usa a interpretação de personagens para modificar certos tipos de condutas e idéias na vida das pessoas. Por exemplo, no caso de um viciado em drogas (de uma perspectiva puramente psicológica), o conselheiro o faria viver um cenário imaginário em que um amigo lhe ofereceria drogas. O viciado interpretaria a cena várias vezes e de diversas maneiras até chegar ao ponto em que ele adquirisse experiência suficiente para resistir. Na interpretação de um personagem, a pessoa o representa tanto que passa a assumir seu comportamento. Nos RPGs não é diferente. A interpretação de um personagem virtual pode e tem levado a modificação de comportamento na vida de muitos jovens.
[14]

Na cidade americana de Paducah, no Kentucky, Michael Carneal, um rapaz de 14 anos, roubou a arma da casa de um vizinho, levou-a à escola e deu oito tiros num grupo de oração. Antes do roubo, ele nunca havia usado um revólver de verdade. Dos oito tiros que deu, ele acertou todos, atingindo oito colegas de escola. Cinco foram na cabeça, e os outros no peito. Os resultados foram três mortos e um paralítico pelo resto da vida. O FBI informa que em média policiais experientes acertam, de cada cinco tiros, no máximo uma bala. Como então um rapaz que nunca usou uma arma conseguiu adquirir tanta habilidade para atirar com precisão? Onde foi que ele recebeu seu treinamento?
[15]

O Perigo dos Entretenimentos Violentos


Muitos estudos em anos recentes provam que imagens de violência nos games e na televisão estão causando um aumento na violência até mesmo entre crianças. Os estudos foram realizados por importantes entidades como a Associação Médica Americana, a Academia Americana de Pediatria, a Academia Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil e a Associação Americana de Psicologia.
[16]

Games que contêm temas violentos tendem a tornar os jogadores insensíveis para com a questão da violência e para com as vítimas de atos violentos. Dois estudos publicados em 23 de abril de 2000 provam claramente que os games violentos realmente afetam de modo negativo a conduta de quem os joga. Um dos estudos provou que games com violência explícita produzem um aumento imediato em atitudes e idéias agressivas. O outro estudo constatou que games violentos não só provocam um aumento nas atitudes agressivas, mas também produzem impacto de longo prazo que afetam, na vida real, as atitudes e relacionamentos dos jogadores. Professores de psicologia das Universidades de Missouri e Columbia e da Faculdade Lenoir-Rhyne conduziram o estudo em 227 estudantes universitários voluntários que estavam começando cursos de psicologia. Os psicólogos Craig Anderson e Karen Dill constataram que games violentos de computador afetam o jogador das seguintes maneiras:

O jogador se identifica com o personagem que pratica agressão. Uma coisa é você assistir a um filme de um homem que mata todos os seus inimigos, outra é você mesmo assumir a identidade desse homem num game onde você usa a arma e se envolve emocionalmente no “prazer” de matar os outros personagens com as próprias mãos. Esse tipo de jogo tem as seguintes conseqüências na vida do jogador: 1: Ajuda-o a adquirir atitudes favoráveis ao uso da violência. 2: Ajuda-o a presumir que os outros também têm atitudes semelhantes de agressividade. 3: Ajuda-o a acreditar que as soluções violentas são eficazes e adequadas para resolver os problemas da vida. 4: Ajuda-o a ver as atitudes agressivas para com os outros, tais como brigar e atirar, como atitudes necessárias e adequadas para lidar com os outros.[17]

Os filmes violentos e imorais da televisão têm um impacto importante na vida dos jovens, porém os jogos em que eles interpretam um personagem que usa armas e violência os treinam para adquirir características de comportamento do personagem que eles adotaram. Embora nem todo jovem se torne assassino como conseqüência dessa influência negativa, é inegável o fato de que os RPGs podem modificar as atitudes.

Um dos RPGs que conheci era uma corrida de moto em que era preciso chutar, dar socos e usar uma corrente o tempo todo contra os outros competidores. À primeira vista, parecia só diversão, mas os personagens que eu e os outros jogadores tínhamos de assumir eram motoqueiros que, na vida real, se entregavam à anarquia, bebedeira, prostituição e brigas. Se na vida real o cristão e qualquer outra pessoa decente procura não se aproximar de nada que tenha ligação com esses comportamentos, por que deveríamos abrir uma exceção na “diversão”? Se na vida real não podemos chutar e dar socos em outros competidores esportivos, por que deveríamos nos acostumar com essas agressões num entretenimento? Aliás, se soubéssemos que um evento em que queremos entrar é aberto a agressões, é claro que evitaríamos participar. Chutes e socos são atos ilegais em atividades esportivas como corrida e outras competições.

Aproveitando bem nosso tempo

Contudo, mesmo que os RPGs não tivessem nenhum conteúdo satânico, imoral ou violento, ainda assim precisamos parar para perguntar: “Será que preciso gastar horas num jogo?” Afinal, a Palavra de Deus esclarece que não devemos evitar somente o que é obviamente mal. Precisamos evitar tudo o que ocupa desnecessariamente muito de nosso tempo.

“Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm.” (Efésios 5:16 BLH)

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada me domine. (1 Coríntios 6:12 NVI)

Confesso que alguns jogos de computador são tão excitantes que é difícil jogar apenas uma hora. O poder viciador de um RPG aprisiona os jogadores e alegra e enriquece seus fabricantes! Ainda que venham a criar RPGs evangélicos, isso não quer dizer que passar muito tempo jogando é a mesma coisa que passar muito tempo lendo a Bíblia. Será que convém investir muito do nosso tempo em algo que não é errado, mas que não é tão importante quanto passar tempo com Jesus na Palavra de Deus? Além disso, há sempre a necessidade de se cultivar maior tempo de comunhão com a família ou permanecer mais tempo diante de Deus em oração e adoração. É claro que o mesmo princípio também se aplica a outros tipos de entretenimento além dos RPGs. Seria desigual e injusto passarmos só meia hora por dia na Palavra de Deus enquanto permitimos que programas de TV, ainda que não sejam indecentes, se apoderem de horas de nosso precioso tempo.

Por experiência, posso dizer que quando passamos muito tempo com Jesus lendo sua Palavra, somos fortalecidos. Não deixo de passar um dia sem ler e estudar no mínimo 20 capítulos da Bíblia, em oração. Posso me entreter, sem gastar muito do meu tempo numa diversão. No entanto, achei mais justo trocar os longos horários de entretenimento por momentos mais longos na presença de Deus. É assim que aproveito todas as oportunidades que tenho para conhecer Jesus melhor e crescer na sua graça.

Contaminação Espiritual

Certa vez joguei um RPG de computador na casa de amigos evangélicos e ao prestar bem atenção percebi que a cada nível que o jogador passava aparecia, num piscar de olho, um símbolo como o pentagrama e a cruz de cabeça para baixo. Esses símbolos vinham de maneira tão rápida e sorrateira que mal dava para ver, tornando bastante suspeito os motivos de sua colocação e propósito. Ninguém os usaria sem um objetivo em mente. Se o poder da magia é real e forte, quem foi usado para colocá-los estava, conscientemente ou não, dando espaço para influências demoníacas na mente e vida dos jogadores incautos. “Porque não ignoramos os seus ardis”. (2 Coríntios 2:11 RC)

O mundo espiritual é complexo e há perigos que não são imaginação. A Palavra de Deus ensina que o risco de contaminação espiritual existe e precisamos evitar até mesmo mencionar nomes de demônios (cf. Êxodo 23:13). Quando alguém permite em seu lar um objeto consagrado a qualquer entidade espiritual que não seja o único Deus verdadeiro, ele pode desnecessariamente sofrer sérias conseqüências. “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada.” (Deuteronômio 7:26 RA)

A contaminação espiritual pode ocorrer através dos olhos. “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.” (Salmos 101:3 RC) Nesse Salmo, o rei Davi mostra que ele tinha todo o cuidado para não trazer para seu lar nenhum tipo de objeto espiritualmente suspeito, a fim de que ele e outros em sua família não contaminassem a alma através dos olhos. Nesse caso, pode-se entender contaminação como manter diante de nós um objeto que nos expõe, por vontade própria ou não, a influências espirituais indesejadas. Portanto, podemos ver que Davi jamais pensaria em distrair os olhos e a mente vendo ações violentas, satânicas, imorais ou impróprias dentro de seu próprio lar. É claro que esse princípio bíblico não é útil somente no caso dos RPGs, mas de todas as formas de entretenimento, inclusive TV, revistas, etc.

Jesus ensina que os olhos são a porta para a alma. Se alguém ocupa os olhos com coisas que são da luz, a luz encherá a sua vida. Por outro lado, se ele deixar que seus olhos se distraiam com coisas da escuridão, sua alma não deixará de ser afetada. Jesus diz: “Os olhos são como uma luz para o corpo: Quando os olhos de você são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não seja escuridão”. (Lucas 11:34-35 BLH)

É por isso que o salmista orava para o Senhor: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade.” (Salmos 119:37a RC) Vaidade aqui significa coisas sem valor para Deus. Então, nossa responsabilidade é ter cuidado, para que a luz que há em nós e nosso lar não vire escuridão. Afinal, vale a pena contaminar nossas vidas e lares por causa de um entretenimento? Um jogo ou programa inadequado de TV merece esse preço?

Precisamos ser cuidadosos o suficiente para evitar todo tipo de entretenimento suspeito. Na dúvida, é melhor evitar do que se prejudicar. “Abstende-vos de toda aparência do mal”. (1 Tessalonicenses 5:22 RC)

Tomando o Devido Cuidado

Colossenses 2:8 revela que se deixarmos que o modo de pensar do mundo nos entretenha continuamente, corremos o sério risco de nos enfraquecer em nossa fé em Cristo. Aplicando às nossas vidas os princípios da Palavra de Deus, não teremos dificuldade de reconhecer um entretenimento inconveniente. Quando um game é impróprio?

Quando incentiva o jogador a agir de um modo não necessariamente ocultista, mas sem ética e moral, como chutar e bater nos outros e tirar a roupas de personagens femininos.

Quando incentiva o jogador a cometer atos que, na vida real, são ilegais, como vandalismo, assédio sexual, roubo, destruição de propriedade, mutilação ou assassinatos a fim de ganhar pontos para avançar.

Os pais precisam ficar sempre alertas para reconhecer e entender o que pode estar influenciando seus filhos. Como então eles podem ajudar os filhos a não se prejudicar com games impróprios?

Orando por eles.

Incentivando-os a passar muito tempo lendo a Palavra de Deus (de preferência, numa versão como a NVI ou a Bíblia na Linguagem de Hoje). É claro que um dos maiores incentivos é o seu próprio exemplo.


Estabelecendo limites adequados para os tipos de entretenimento que podem ser permitidos no seu lar.


Assistindo aos programas de TV e jogando games junto com seus filhos. Fique por dentro do que eles estão vendo, ouvindo e usando. Nessas situações, peça a sabedoria de Deus para transmitir valores morais a eles.


Evitando games e programas de TV que tenham conteúdo de violência e atos e insinuações indecentes.


Dando atenção a eles. Seu filho provavelmente tem alguns jogos favoritos. Jogue com ele e converse sobre os personagens e como eles lidam com os problemas. Ajude-o a entender como a vida realmente funciona e ensine-o a olhar para Jesus e os personagens justos da Bíblia como modelo de pessoas que sabem enfrentar problemas e batalhas.


Limitando o tempo que seu filho passa no computador. Ainda que um game que seu filho jogue não seja violento, passar muito tempo jogando vai aos poucos isolá-lo de um contato saudável com a família, trazendo conseqüência e prejuízos sérios para os relacionamentos.
Envolvendo-se na vida de seu filho e incentivando-o a cultivar atividades que o ajudarão espiritual, emocional e fisicamente.

Uma versão deste artigo, escrita por Julio Severo, foi publicada pela primeira vez como matéria de capa da revista Defesa da Fé de outubro de 2003, pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

Fonte:
www.juliosevero.com.br

[1] http://www.jj.com.br/jj2/agito/agito25102002-01.html
[2] http://www.family.org/pplace/pi/films/a0014049.html
[3] Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House: Lafayette, Louisiana, 1989), p. 179.
[4] Idem.
[5] http://www.chick.com/articles/frpg.asp
[6] Dicionário Aurélio, Babylon Dictionary, Webster’s Ninth New Collegiate Dictionary e Encarta Pocket Dictionary.
[7] http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=33032
[8] http://www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_8.html
[9] http://www.villagestreetwear.com/yugthouscar.html.
[10] http://www.angelfire.com/anime5/otakuparadise/yugioh.html
[11] http://www.cuttingedge.org/articles/bc001.html
[12] http://www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_7.html
[13] http://www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=10058202
[14] http://www.chick.com/articles/frpg.asp
[15] http://www.killology.com/book_stop_summary.htm
[16] http://www.almenconi.com/topics/games/vent24.html
[17] http://www.almenconi.com/topics/games/vent20.html

>Cardias fala em 28/10/03

Posted in Uncategorized by juliosevero on 28 de outubro de 2003

>Pastor Cardias faz pronunciamento sobre homossexualidade à luz da Palavra de Deus

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.

O tema homossexualidade nunca foi tão explorado pela mídia como atualmente. Na televisão, os programas de auditório recebem militantes gays para entrevistas e debates sobre suas conquistas e promoção de seus eventos. Novelas, filmes e manifestações em ruas públicas, também exaltam a homossexualidade. Rádios, jornais e revistas abriram-se para a questão.

O assunto está até mesmo na ordem do dia aqui da Câmara dos Deputados, tendo destaque, inclusive, com a formação de uma frente parlamentar na defesa de seus interesses. Isto prova o grande lobby e o poder da mobilização que o grupo mantém, investindo altíssimo na difusão de suas teses e idéias.

Os acalorados debates atravessam muitas perspectivas quando o assunto é a homossexualidade: psicológica, sociológica, ética e, a mais polêmica, a religiosa. As posturas são as mais diversas. A Igreja Evangélica, entretanto, mesmo não sendo favorável à prática homossexual, acredita que os homossexuais devem ser acolhidos, receber compaixão e ouvir a palavra de Deus, pois as Sagradas Escrituras prometem transformação para todo e qualquer pecador que se arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo.

Por isso, Sr. Presidente e nobres Pares desta Casa, como Pastor Evangélico jamais me calarei diante de inverdades e afirmações infundadas que ouvimos quando a questão é levantada. A falta de conhecimento sobre o assunto ainda é grande. No intuito de colaborar mostrando a verdade à luz da Palavra de Deus, e sob o seu temor, faço mais esta intervenção, encorajado por um artigo que recebi do meu irmão em Cristo João Luiz Santolin, membro da Igreja Presbiteriana da Barra, RJ, Bacharel em Teologia e Pós-Graduando em Terapia de Família na Universidade Cândido Mendes, RJ.

A Igreja Evangélica tem uma postura bem firme quanto à questão da homossexualidade. E apesar de lançar mão de argumentos psicológicos, científicos, sociológicos e éticos, é da Bíblia Sagrada que esta retira o substrato para nortear sua compreensão teológica e suas ações práticas.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia faz menção aos atos homossexuais. A primeira referência ao homossexualismo está no livro de Gênesis, quando os habitantes das cidades Sodoma e Gomorra tentaram violentar sexualmente dois anjos com aparência humana. Assim a Bíblia menciona, em Gênesis 19, a exigência dos homens da cidade que tentavam invadir a casa de Ló, onde os anjos se hospedaram: “Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”.

Outra passagem do Antigo Testamento que se refere à prática homossexual, encontra-se no capítulo 19 do livro de Juízes. Os homens da cidade de Gibeá também tentaram violentar sexualmente um homem que se hospedou na casa de um velho agricultor.

Baseado nesta passagem bíblica, o pesquisador e escritor Júlio Severo afirma que os judeus – por não terem eliminado de seu meio os costumes dos povos pagãos – acabaram sendo influenciados por eles e sofrendo graves conseqüências sociais e morais:

“O fato é que os costumes dos cananeus que habitavam no meio do povo de Benjamin acabaram minando toda sua resistência moral. O homossexualismo, que era comumente praticado nas religiões cananéias, foi aos poucos sendo introduzido na vida social do povo de Deus. Como conseqüência, as ruas de Gibeá deixaram de ser seguras. Nelas, agora, rondavam estupradores homossexuais. Foi por isso que o velho se dispôs a acolher os viajantes em casa. Ele quis protegê-los de um eventual abuso sexual”.

Segundo Severo, os habitantes da cidade de Gibeá colocaram-se ao lado dos seus cidadãos homossexuais e sofreram graves conseqüências. Ele considera a história de Gibeá um alerta para os cristãos dos dias de hoje, pois segundo afirma, esses também são suscetíveis de abrigar o pecado em suas comunidades:

“Para que toda influência homossexual fosse arrancada do meio do povo de Deus, o Senhor ordenou que os benjamitas fossem combatidos. Na guerra que se seguiu, morreram quarenta mil soldados de Israel e vinte e cinco mil de Benjamin, sem mencionar as vítimas civis, que foram em número muito maior. A tragédia moral de Gibeá é um alerta para a comunidade cristã de todos os tempos. Ela mostra que não só a sociedade secular, mas também os próprios crentes são suscetíveis de perder a aversão pelas opiniões e práticas sexuais erradas. O ex-povo de Deus de Gibeá foi destruído porque não amou a Palavra do Senhor, nem obedeceu a ela”.

Além de outras duas passagens no Antigo Testamento, cujo foco principal é a moralidade, tratada em Levítico 18 e Levítico 20, no Novo Testamento a homossexualidade também é abordada de forma clara em três momentos: Rm 1, 1 Co 6.9 – 11 e 1 Tm 1.8 – 11. As três referências são feitas pelo apóstolo Paulo. As principais passagens que abordam a questão homossexual, no entanto, encontram-se nas cartas do apóstolo endereçadas às igrejas de Roma e da cidade de Corinto, na Grécia. Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era, ainda, considerado imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens.

A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.

A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí os adjetivos lésbica ou mulheres sáficas). As palavras “sodomitas” e “efeminados” usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem); e efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).

Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.

Depois de afirmar que os romanos haviam trocado a verdade de Deus pela mentira, ele condenou a homossexualidade declarando em Romanos 1.26 e 27: “porque até as suas mulheres trocaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro”.

A outra menção à homossexualidade – considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que o homossexualismo é um pecado como qualquer outro, mas, principalmente, que os homossexuais podem mudar – é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. Essa cidade pertencia à Grécia antiga, onde, à semelhança de Roma, o homossexualismo era celebrado e também praticado por filósofos e poetas. Na adolescência, os rapazes gregos deixavam a casa de seus pais e se tornavam amantes de homens adultos. Corria que essas práticas sexuais faziam parte de um relacionamento afetivo e educacional em que os jovens eram ensinados a trilhar os caminhos da virilidade.

O apóstolo Paulo, porém, mesmo conhecendo muito bem a cultura da Grécia, faz uma leitura diferente do pensamento corrente na época, em 1 Coríntios 6.9 a 11 ao afirmar:

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Portanto, Sr. Presidente, diferentemente do que afirmam alguns simpatizantes gays, a Bíblia não condena os homossexuais, mas sim suas práticas. Muitas são as evidências bíblicas, explícitas, mostrando que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse tipo de comportamento. E muitos homossexuais têm experimentado estas transformações desde que a Bíblia foi escrita. Então, não nos esqueçamos: Deus ama a todos, indistintamente. Deus só não ama o pecado.

Agradeço a atenção de todos e que Deus, em Cristo Jesus nosso Senhor, nos ajude e abençoe. Meu muito obrigado.

Pr. Milton Cardias Dep. Fed. PTB/RS

Cardias fala em 28/10/03

Posted in Uncategorized by juliosevero on 28 de outubro de 2003

Pastor Cardias faz pronunciamento sobre homossexualidade à luz da Palavra de Deus

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.

O tema homossexualidade nunca foi tão explorado pela mídia como atualmente. Na televisão, os programas de auditório recebem militantes gays para entrevistas e debates sobre suas conquistas e promoção de seus eventos. Novelas, filmes e manifestações em ruas públicas, também exaltam a homossexualidade. Rádios, jornais e revistas abriram-se para a questão.

O assunto está até mesmo na ordem do dia aqui da Câmara dos Deputados, tendo destaque, inclusive, com a formação de uma frente parlamentar na defesa de seus interesses. Isto prova o grande lobby e o poder da mobilização que o grupo mantém, investindo altíssimo na difusão de suas teses e idéias.

Os acalorados debates atravessam muitas perspectivas quando o assunto é a homossexualidade: psicológica, sociológica, ética e, a mais polêmica, a religiosa. As posturas são as mais diversas. A Igreja Evangélica, entretanto, mesmo não sendo favorável à prática homossexual, acredita que os homossexuais devem ser acolhidos, receber compaixão e ouvir a palavra de Deus, pois as Sagradas Escrituras prometem transformação para todo e qualquer pecador que se arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo.

Por isso, Sr. Presidente e nobres Pares desta Casa, como Pastor Evangélico jamais me calarei diante de inverdades e afirmações infundadas que ouvimos quando a questão é levantada. A falta de conhecimento sobre o assunto ainda é grande. No intuito de colaborar mostrando a verdade à luz da Palavra de Deus, e sob o seu temor, faço mais esta intervenção, encorajado por um artigo que recebi do meu irmão em Cristo João Luiz Santolin, membro da Igreja Presbiteriana da Barra, RJ, Bacharel em Teologia e Pós-Graduando em Terapia de Família na Universidade Cândido Mendes, RJ.

A Igreja Evangélica tem uma postura bem firme quanto à questão da homossexualidade. E apesar de lançar mão de argumentos psicológicos, científicos, sociológicos e éticos, é da Bíblia Sagrada que esta retira o substrato para nortear sua compreensão teológica e suas ações práticas.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia faz menção aos atos homossexuais. A primeira referência ao homossexualismo está no livro de Gênesis, quando os habitantes das cidades Sodoma e Gomorra tentaram violentar sexualmente dois anjos com aparência humana. Assim a Bíblia menciona, em Gênesis 19, a exigência dos homens da cidade que tentavam invadir a casa de Ló, onde os anjos se hospedaram: “Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”.

Outra passagem do Antigo Testamento que se refere à prática homossexual, encontra-se no capítulo 19 do livro de Juízes. Os homens da cidade de Gibeá também tentaram violentar sexualmente um homem que se hospedou na casa de um velho agricultor.

Baseado nesta passagem bíblica, o pesquisador e escritor Júlio Severo afirma que os judeus – por não terem eliminado de seu meio os costumes dos povos pagãos – acabaram sendo influenciados por eles e sofrendo graves conseqüências sociais e morais:

“O fato é que os costumes dos cananeus que habitavam no meio do povo de Benjamin acabaram minando toda sua resistência moral. O homossexualismo, que era comumente praticado nas religiões cananéias, foi aos poucos sendo introduzido na vida social do povo de Deus. Como conseqüência, as ruas de Gibeá deixaram de ser seguras. Nelas, agora, rondavam estupradores homossexuais. Foi por isso que o velho se dispôs a acolher os viajantes em casa. Ele quis protegê-los de um eventual abuso sexual”.

Segundo Severo, os habitantes da cidade de Gibeá colocaram-se ao lado dos seus cidadãos homossexuais e sofreram graves conseqüências. Ele considera a história de Gibeá um alerta para os cristãos dos dias de hoje, pois segundo afirma, esses também são suscetíveis de abrigar o pecado em suas comunidades:

“Para que toda influência homossexual fosse arrancada do meio do povo de Deus, o Senhor ordenou que os benjamitas fossem combatidos. Na guerra que se seguiu, morreram quarenta mil soldados de Israel e vinte e cinco mil de Benjamin, sem mencionar as vítimas civis, que foram em número muito maior. A tragédia moral de Gibeá é um alerta para a comunidade cristã de todos os tempos. Ela mostra que não só a sociedade secular, mas também os próprios crentes são suscetíveis de perder a aversão pelas opiniões e práticas sexuais erradas. O ex-povo de Deus de Gibeá foi destruído porque não amou a Palavra do Senhor, nem obedeceu a ela”.

Além de outras duas passagens no Antigo Testamento, cujo foco principal é a moralidade, tratada em Levítico 18 e Levítico 20, no Novo Testamento a homossexualidade também é abordada de forma clara em três momentos: Rm 1, 1 Co 6.9 – 11 e 1 Tm 1.8 – 11. As três referências são feitas pelo apóstolo Paulo. As principais passagens que abordam a questão homossexual, no entanto, encontram-se nas cartas do apóstolo endereçadas às igrejas de Roma e da cidade de Corinto, na Grécia. Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era, ainda, considerado imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens.

A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.

A palavra lésbica vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí os adjetivos lésbica ou mulheres sáficas). As palavras “sodomitas” e “efeminados” usadas em 1 Co 6.9 têm significados distintos: sodomita vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem); e efeminado é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).

Esse era exatamente o contexto em que o apóstolo Paulo vivia quando escreveu a primeira referência bíblica do Novo Testamento sobre o homossexualismo, dirigindo-se à igreja de Roma. Usando a autoridade que tinha de pregador da Palavra de Deus, ele não fez distinção entre homossexualismo ativo ou passivo. Afirmou, sim, que o homossexualismo contrariava os propósitos morais, sexuais, sociais e espirituais de Deus para homens e mulheres.

Depois de afirmar que os romanos haviam trocado a verdade de Deus pela mentira, ele condenou a homossexualidade declarando em Romanos 1.26 e 27: “porque até as suas mulheres trocaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro”.

A outra menção à homossexualidade – considerada por muitos evangélicos a mais importante da Bíblia, por mostrar que o homossexualismo é um pecado como qualquer outro, mas, principalmente, que os homossexuais podem mudar – é encontrada na carta de Paulo dirigida à igreja de Corinto. Essa cidade pertencia à Grécia antiga, onde, à semelhança de Roma, o homossexualismo era celebrado e também praticado por filósofos e poetas. Na adolescência, os rapazes gregos deixavam a casa de seus pais e se tornavam amantes de homens adultos. Corria que essas práticas sexuais faziam parte de um relacionamento afetivo e educacional em que os jovens eram ensinados a trilhar os caminhos da virilidade.

O apóstolo Paulo, porém, mesmo conhecendo muito bem a cultura da Grécia, faz uma leitura diferente do pensamento corrente na época, em 1 Coríntios 6.9 a 11 ao afirmar:

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Portanto, Sr. Presidente, diferentemente do que afirmam alguns simpatizantes gays, a Bíblia não condena os homossexuais, mas sim suas práticas. Muitas são as evidências bíblicas, explícitas, mostrando que Deus pode transformar a vida de uma pessoa envolvida nesse tipo de comportamento. E muitos homossexuais têm experimentado estas transformações desde que a Bíblia foi escrita. Então, não nos esqueçamos: Deus ama a todos, indistintamente. Deus só não ama o pecado.

Agradeço a atenção de todos e que Deus, em Cristo Jesus nosso Senhor, nos ajude e abençoe. Meu muito obrigado.

Pr. Milton Cardias Dep. Fed. PTB/RS

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